quinta-feira, maio 28, 2009

SIM À MOBILIZAÇÃO UNIDA NA MANIFESTAÇÃO DE 30/MAIO


http://escolapublica2.blogspot.com

escolapublicablog@gmail.com

Pela defesa da Escola Pública

Uma Escola Pública democrática e de qualidade exige um corpo docente constituído por profissionais qualificados, respeitados e socialmente valorizados.

Só com eles, e apoiando-se nas experiências positivas já realizadas, se poderá reconstruir a escola de qualidade, necessária às jovens gerações.

Em toda a sua legislatura, o governo não parou de obstruir as condições de mobilização destes docentes para responderem às necessidades imperiosas de reconstrução da Escola Pública.

Em vez de capitalizar esta imensa energia ao serviço da construção da Escola, desbaratou-a, obrigando os professores e educadores a mobilizações históricas para defenderem o direito a ser professores — mobilizações que exigem a revogação de um ECD, que os divide em categorias e os injustiça através de uma avaliação punitiva e deformadora, e ainda o restabelecimento da gestão democrática.

A mobilização dos docentes pôs na ordem do dia a ligação com todos os outros sectores da população trabalhadora, nomeadamente os funcionários públicos. Pôs na ordem do dia a necessidade da intervenção das centrais sindicais, estendendo a plataforma sindical docente aos outros sectores.

Este caminho não foi ainda aberto e a luta dos professores ficou em suspenso.

No entanto, estes estão intactos, em conjunto com todos os seus sindicatos, condição para poder ser retomado o seu movimento, e de o mesmo se ligar ao dos outros trabalhadores, debatendo-se pelo vínculo, e agora, num processo dramático de desemprego, pela exigência ao Governo de proibição dos despedimentos.

Com esta convicção, a CDEP apoia e apela à mobilização para a Manifestação convocada pela Plataforma Sindical, para o dia 30 de Maio, em Lisboa.

Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP)


Mostremos de novo a nossa força e as nossas razões!

Não à perda do vínculo!

Não ao director autocrático!

Não às contratações precárias!

Não à divisão dos professores!

Não a horas infindáveis de permanência na escola!

Não à falta de condições dignas de trabalho para preparação de aulas na escola!

Não a trabalho não remunerado! Aulas de Apoio, Aulas de Substituição, Visitas de Estudo, Reuniões fora de horas.

Sim à gestão democrática!

Sim aos concursos nacionais!

Sim à carreira única!

Sim à estabilidade e justiça nas escolas!

Sim às equipas educativas!

Sim à valorização formativa de professores e alunos!

quarta-feira, maio 27, 2009

Apelo conjunto à mobilização unida na manifestação de 30/Maio

Encontramo-nos Sábado

1) Este governo desfigurou a escola pública. O modelo de avaliação docente que tentou implementar é uma fraude que só prejudica alunos, pais e professores. Partir a carreira docente em duas, de uma forma arbitrária e injusta, só teve uma motivação economicista, e promove o individualismo em vez do trabalho em equipa. A imposição dos directores burocratiza o ensino e diminui a democracia. Em nome da pacificação das escolas e de um ensino de qualidade, é urgente revogar estas medidas.

2) Os professores e as professoras já mostraram que recusam estas políticas. 8 de Março, 8 de Novembro, 15 de Novembro, duas greves massivas, são momentos que não se esquecem e que despertaram o país. Os professores e as professoras deixaram bem claro que não se deixam intimidar e que não sacrificam a qualidade da escola pública.

3) Num momento de eleições, em que se debatem as escolhas para o país e para a Europa, em que todos devem assumir os seus compromissos, os professores têm uma palavra a dizer. O governo quis cantar vitória mas é a educação que está a perder. Os professores e as professoras não aceitam a arrogância e não desistem desta luta: sair à rua em força é arriscar um futuro diferente. Saír à rua, todos juntos outra vez, é o que teme o governo e é do que a escola pública precisa. Por isso, encontramo-nos no próximo sábado.

Subscrevem:

Os blogues: A Educação do Meu Umbigo (Paulo Guinote), ProfAvaliação (Ramiro Marques), Correntes (Paulo Prudêncio), (Re)Flexões (Francisco Santos), Educação SA (Reitor), O Estado da Educação (Mário Carneiro), Professores Lusos (Ricardo M.), Outròólhar (Miguel Pinto)

Os movimentos: APEDE (Associação de Professores em Defesa do Ensino), MUP (Movimento Mobilização e Unidade dos Professores), PROmova (Movimento de Valorização dos Professores), MEP (Movimento Escola Pública), CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública)

Greves parciais de 26/Maio: Comunicado da Plataforma Sindical dos Professores


Jornada de Protesto, luta e luto relança a luta dos professores

A Jornada de Protesto, Luta e Luto dos Professores e Educadores, promovida, hoje, pela Plataforma Sindical dos Professores é uma aposta ganha, pois atingiu os objectivos definidos. Esta apreciação decorre, sobretudo, do facto de ter permitido relançar a luta dos professores, no momento em que se prepara mais um dos seus momentos altos: a Manifestação Nacional convocada para o próximo sábado, dia 30 de Maio, em Lisboa, com início às 15 horas no Largo do Marquês de Pombal.

No que respeita à adesão à paralisação de dois tempos, esta é muito variada, encontrando-se valores situados entre os zero e os 100%.

Entrega sob protesto da ficha de auto-avaliação (declaração)

Declaração de entrega, sob protesto, da ficha de auto-avaliação

Carta Protesto | Abaixo-assinado Declaração de Protesto | Declaração Individual

Downloads

http://www.spgl.pt/artigo.aspx?sid=f08d11a5-313d-4e9a-add3-11207ee94595&cntx=IWLUs1On7mnjl%2BWEU4Sl6u5Wz9sOkf2yylxDKq20C1zQSvVzEF0UZEsVVgHoriYU

Mário Crespo: «O desordenado»

O desordenado

António Marinho Pinto está para o PS de Sócrates como o estão Vitalino Canas, Augusto Santos Silva ou Pedro Silva Pereira. É um indefectível. Tal como Sócrates, Marinho Pinto vê em tudo o que o prejudica uma urdidura de travestis do trabalho informativo. Tal como Sócrates, o Bastonário dos Advogados vê insultos nos factos com que é confrontado. E reage em disparatado ultraje e descontrolo, indigno de quem tem funções públicas. Marinho Pinto na TVI foi tão sectário como Vitalino Canas ou Santos Silva e conseguiu o prodígio de ser mais grosseiro numa entrevista do que Sócrates foi na RTP e Pedro Silva Pereira na SIC. É obra. Marinho Pinto não tem atenuantes. Não trabalhou no Ministério do Ambiente de Sócrates e, que se saiba, não faz parte do seu núcleo duro. É pois de supor que não esteja vinculado ao voto de obediência cega que tem levado os mais próximos de Sócrates à defesa do indefensável, à justificação do injustificável e a encontrar razão no irracional. Não tendo atenuantes, Marinho Pinto tem agravantes. O Estado de direito delegou na Ordem dos Advogados importantes competências reguladoras de um exercício fundamental para a sociedade. O Bastonário tem que as exercer garantindo uma série de valores que lhe foram confiados pelos seus pares. O comportamento público do Bastonário sugere que ele está a cumprir uma bizarra agenda pessoal com um registo de regularidade na defesa apaixonada de José Sócrates e do PS. O que provavelmente provocou em Marinho Pinto o seu lamentável paroxismo esbracejante em directo foi a dura comparação entre as suas denúncias sobre crimes de advogados e os denunciantes do Freeport. Se a denúncia de irregularidades na administração de bens públicos é um dever, a atoarda não concretizada é indigna. O que o Bastonário da Ordem dos Advogados disse sobre o envolvimento dos seus pares nos crimes dos seus constituintes é o equivalente aos desabafos ébrios tipo: "são todos uns ladrões" ou "carrada de gatunos". Elaborações interessantes e de bom-tom, se proferidas meio deitado num balcão de mármore entre torresmos e copos de três. Presumo que a Ordem dos Advogados não seja isso. Nem sirva de câmara de eco às teorias esotéricas do Bastonário de que a Casa Pia foi uma Cabala para decapitar o PS ou que o Freeport é uma urdidura politico-judicial-jornalistica. Se num caso, um asilo do Estado com crianças abusadas fala por si, no outro, um mega centro comercial paredes-meias com a Rede Natura, tem uma sonoridade tão estridente como o grito de flamingos desalojados. A imagem que deu na TVI foi de um homem vítima de si próprio, dos seus excessos, do seu voluntarismo, das suas inseguranças e das suas incompetências. Marinho Pinto tentou mostrar que era o carrasco do mensageiro que tão más notícias tem trazido a José Sócrates. Fê-lo vociferando uma caterva de insultos como se tivesse a procuração bastante passada pelo Primeiro Ministro para desencorajar e punir este jornalismo de pesquisa e denúncia que tantas e embaraçosas vezes tem andado à frente do inquérito judicial. E a verdade é que sem o jornalismo da TVI não havia "caso Freeport" e acabar com Manuela Moura Guedes não o vai fazer desaparecer.

Mário Crespo

_____
* Comentário:

De novo, M. Crespo acerta na mouche. De facto, alguém no seu inteiro juízo, que tenha acompanhado os recentes desenvolvimentos a que alude M. Crespo, não pode deixar de ficar realmente enojado por tudo o que se passa. Isto porquê? porque, pese embora o facto de o/a caro/a leitor/a não ter contribuído em nada para este estado de coisas, o facto é que o abocanhar do poder de estado, na sua arrogante obscenidade, vem condicionando muitos aspectos das nossas vidas. A boçalidade deste poder PS e de toda a coorte de interesses a ele associados, passa por demagogia, autoritarismo e por mentiras compulsivas. Quando o chefe dá esse exemplo, as suas tropas o que farão?

O artigo que escrevi -há um mês- para o Caderno «Luta Social» nº4, sobre Portugal como um estado neo-colonial, não precisa de outro aditamento senão o de uma nota de roda-pé onde diria que tudo o que temos vindo a presenciar como «testemunhos do sórdido» vai no sentido de confirmar a nossa análise. Penso que é o mais científico possível, considerar-se que, quando os factos posteriores confirmam e se explicam muito bem pela teoria, então essa teoria tem fortes hipóteses de estar correcta.

Manuel Baptista

PROmova: 30 de MAIO - a manifestação do ADEUS

Manifestação de 30 de Maio: a oportunidade de TODOS os professores (se) despedirem (d)a equipa ministerial mais prepotente e incompetente de sempre

Esta é a Manifestação de TODOS os educadores e professores que, independentemente de terem ou não entregue os objectivos individuais, persistem em dar nota pública do seu descontentamento e indignação perante uma equipa ministerial política e tecnicamente incompetente.

Esta é a Manifestação de TODOS os educadores e professores que, ao longo de uma legislatura, falhada na área da Educação, se sentiram:


ofendidos na sua dignidade profissional;

insultados na sua honra (desde "ratos" a "cobardes", valeu tudo para enxovalhar os professores);

divididos em professores de primeira e de segunda, sem critério e sem justiça;

empurrados para reformas antecipadas penalizadoras, sem um gesto de agradecimento por parte da tutela;

privados do direito a uma avaliação séria, credível e justa (uma legislatura completa sem avaliação nas componentes científica e pedagógica - algo nunca visto);

pressionados e ameaçados pela tutela e por pequenos tiranetes, destituídos de ética e de "espinha";

futuros joguetes de guerras partidárias que vão começar a introduzir-se nas escolas, abrindo espaço a prepotências e arrivismos pessoais (veja-se o caso recente de Fafe);

privados da frequência de formação contínua (destruída por este Governo).

http://1.bp.blogspot.com/_KdtlQSb9TP0/SgdxjkJZMAI/AAAAAAAABDg/iX2jTRFrjp0/s400/Manif_30MAIO09_A_Pr%C3%B3xima.jpg

http://1.bp.blogspot.com/_KdtlQSb9TP0/Sgdxj6hMzrI/AAAAAAAABDo/ePXpfxuBY7A/s400/Manif_30MAIO09_A_%C3%9Altima+(2).jpg

http://2.bp.blogspot.com/_KdtlQSb9TP0/SgdeMcf7dNI/AAAAAAAABDY/IWyOyfVGsfY/s400/30Maio.bmp


Entrevista da Ministra à LUSA comentada/Apelo à manifestação

COM EQUÍVOCOS, MINISTRA FALOU DOS PROFESSORES;

SEM EQUÍVOCOS, EM 30 DE MAIO,

PROFESSORES DIRÃO O QUE AINDA FALTA DIZER À MINISTRA!




Em entrevista à LUSA, a Ministra da Educação tece um conjunto de
considerações, principalmente em torno da avaliação de professores,
mas não só, com a alegada intenção de esclarecer algumas situações.
Mas não esclarece, apenas repete os equívocos … Senão vejamos:

- Considera que a contestação dos docentes está relacionada com o seu
desconhecimento das regras… aqui, nem se pode falar de equívoco, mas,
mais uma vez, de desconsideração. Os professores estão contra porque
vivem na ignorância… Inaceitável, como sempre, este tipo de
(des)considerações.

- Afirma que “a carreira não é tão bloqueada como os professores a
percebem”. Pelo contrário, a prática do ME bloqueia-a ainda mais do
que a própria legislação prevê. É que, para além de a esmagadora
maioria dos docentes estar impedida de progredir aos escalões
superiores da carreira, devido à sua divisão, nem sequer o concurso
para “titular”, anunciado ainda para este ano – e que, como foi dito,
teria um número de vagas mais elevado do que as já preenchidas – terá
lugar. Conclui-se, pois, que os professores estão a perceber bem.

- Adianta que não tem atacado os professores e que, se tal parece, se
deve à atitude sistemática dos Sindicatos que a têm acusado disso.
Faltaria, agora, acrescentar que a comunicação social, ao divulgar as
suas declarações, se encontra ao serviço dos Sindicatos, como daquela
vez em que divulgou que a Ministra afirmara, em Coimbra, que uma
criança quando abandona a escola é porque já foi abandonada pelos seus
professores…

- Procura consolidar a falsa ideia, junto da opinião pública, de que
os professores e os seus sindicatos pretendem resumir a política
educativa à condição económica e social dos docentes. Poderia
explicar-se, assim, por que nunca aceita debater e efectivamente
negociar questões como as condições de trabalho nas escolas, incluindo
os horários dos docentes, a direcção e gestão escolares, a formação de
professores, a municipalização da educação, a Educação Especial, as
medidas de combate ao abandono e de promoção do sucesso escolar…
Poderia explicar-se, mas não pode, porque a ministra sabe não ser
verdade o que afirma.

- Considera que, em relação à avaliação, se viveu num marasmo de mais
de 30 anos de total indiferenciação e pseudo igualitarismo. Não
acrescenta que, nos últimos 19, sucessivos governos se recusaram a
regulamentar as regras da diferenciação, previstas no ECD desde 1990,
reduzindo a avaliação apenas a alguns procedimentos e nunca aplicando,
na íntegra, o modelo anterior.

- Afirma ter existido a humildade de simplificar a avaliação nos dois
anos em que vigorou… na verdade, foi obrigada a simplificar, não por
humildade, mas para satisfazer a sua obstinada intenção de garantir,
nesses dois anos, a aplicação de um modelo inaplicável.

- Sabe-se agora que só 80.000 docentes apresentaram proposta de
objectivos individuais (OI) e, destes, só cerca de 30% requereram a
avaliação completa. Isto significa que a FENPROF falou verdade quando
estimou que mais de 40% dos docentes não tinha apresentado OI e apenas
entre 10 e 15% teriam requerido a avaliação completa, contribuindo
para um ainda maior descrédito do modelo. Se tivermos em conta o clima
de ameaça e chantagem que se abateu sobre os professores,
pressionando-os, ilegitimamente, a entregar a proposta de objectivos
individuais, concluímos que esta foi mais uma importante derrota do
ME.



IGUAL A SI MESMA, A MINISTRA DA EDUCAÇÃO LIMITOU-SE, NESTA ENTREVISTA,
A REPETIR UM CONJUNTO DE EQUÍVOCOS QUE TEM ESTADO PRESENTE EM MUITAS
DAS SUAS DECLARAÇÕES ANTERIORES.



SEM EQUÍVOCOS, DIA 30 DE MAIO, OS PROFESSORES E EDUCADORES
PORTUGUESES, UMA VEZ MAIS NA RUA, FARÃO SABER O QUE PENSAM DA ACTUAL
POLÍTICA EDUCATIVA, DE QUE LURDES RODRIGUES É UM DOS PRINCIPAIS ROSTOS
E PROTAGONISTA.



30 . Maio . sábado

Manifestação . Lisboa



Não há duas sem três,

vamos encher Lisboa outra vez !

«Há um debate urgente a fazer!»

Na linha do que tenho aqui defendido, penso que há um debate urgente a fazer que não verse apenas as questões do ECD, embora estas obrigatoriamente lá tenham de estar incluídas.
Lembrei-me destas questões em relação às quais me parece urgente interpelar os partidos para chamar a atenção da opinião pública para a situação da Escola.

- Cheque-educação;
- escola estatal ou municipal (ensino universalista ou comunitarista, que eduque para a cidadania universal ou para a integração no grupo de pertença);
- escola laica ou escola permeável às confessionalidades (venham elas donde vierem);
- manuais (propriedade dos alunos ou da escola, manuais adoptados ou de livre escolha no menu das editoras);
- que instrução e que educação;
- repensar os currículos / reformas curriculares;
- horários - manter o regime duplo que cria desigualdades marcantes na aprendizagem dos alunos? (comparar com os horários das escolas europeias);
- mais escolas, mais bem apetrechadas e com verbas suficientes para gastos e manutenção dos equipamentos;
- disciplina nas escolas/autoridade do professor;
- escola a tempo inteiro ou não, com que objectivos e em que moldes;
- cantinas - escola aberta às multinacionais ou gestão racional da cantina controlada por dietistas;


Querem apontar outras?

Isabel

Artigo de António Barreto

Nao deixem de ler este texto do António Barreto.

A propósito dum Encontro Nacional de Defesa da Escola Pública

Companheiros/as,

Pessoas como as que estão retratadas e citadas em baixo, haverá sempre às carradas, para a «classe política» encher os postos de mando do estado. Por isso, a solução é de desmascarar -das mais diversas maneiras- as falácias dos estatolatras (os que apenas vêm uma solução dentro dos parâmetros definidos pelo estado e dos partidos que o constituem). Mas isso não chega; por isso, é necessário que as pessoas tenham um mínimo de coerência e assumam que são mais do que autómatos, do que carneiros, de «máquinas para votar», do que números de uma estatística, do que átomos numa «massa». Em resumo, que se assumam na sua dimensão, cidadã, cívica, humana.

Assim, todas as pessoas preocupadas com os caminhos da escola, sejam ou não directos intervenientes no processo educativo, têm a capacidade de se auto-organizar para levar a cabo um encontro ou congresso que aponte caminhos em múltiplas áreas: desde políticas educativas gerais, a pedagogias, a estratégias de actuação sindical, etc.

O monopólio dos partidos sobre a sociedade civil (ou seja, sobre todas as associações voluntárias que não dependem estrutural e formalmente do estado) é um dos males maiores.

O próprio debate sobre a defesa da escola pública está viciado, no seio dos seus defensores, porque a maiora vê na escola pública um sinónimo de «escola estatal», enquanto eu e uma minoria vêem nela sinónimo de escola de todo o povo (portanto, que está por construir, ao fim e ao cabo).

Noutro registo: o apelo a «não votar ps» é uma tomada de posição política, no sentido de incitar as pessoas a votar noutro partido qualquer; porém, as visões da política e da sociedade não se resumem aos que depositam «fé» no voto.

Eu, por exemplo, e uma quantidade crescente de portugueses, não depositamos nenhuma confiança nos partidos e no sistema político instituído. Portanto, aquilo que eu e outros (não necessariamente coincidentes comigo em muitos outros pontos) preconizamos é agir em vez de votar.

Os sindicatos que temos, os dirigentes que temos, infelizmente, põem à frente de quaisquer considerações tácticas ou estratégicas no sentido de defender os interesses e as reivindicações dos trabalhadores que supostamente representam, o interesse da sua agenda política particular.

Como já expliquei inúmeras vezes, inclusive antes de isso ser tão patente como agora, o que iria passar-se no campo sindical seria um «apaziguamento» supostamente para não «perturbar» a campanha eleitoral...(mesmo as europeias, em que se abstêm sistematica e teimosamente 60% dos eleitores!!!)

Não apenas isso, como todo o leque de ânsia de protagonismo de algumas pessoas individuais, muito prontas a serem fotografadas, filmadas, entrevistadas, etc. pelos media; os media que se importam apenas com o efeito mais ou menos sensacionalista que possam ter, ou seja, quanto mais de «audiências» é que tal ou tal indivíduo nos traz. Claro que há que jogar com isso; tentar furar o black-out mediático; mas também há que não nos enredarmos nisso.

A democracia directa, assembleária é o único caminho para avançarmos; ela deve existir no terrono real; ou seja, dentro das escolas. Hoje isso é mais difícil do que há 35 anos atrás, fruto do recuo enorme em termos de conquistas cívicas, de consciência política e social das pessoas. Porém, não vejo outro modo de nós, docentes ou outros, nos entendermos.

Porque o outro modo é confiarmos que uma b--- como aquelas que estão aí em baixo deste post, no venha impor uma catrefa de medidas absurdas, todas elas aliás para satisfazer o diktat de um poder distante, imperial, que tem uma cabeça visível e aparente nos órgãos de poder da UE e dos governos subordinados, assim como uma cabeça muito mais discreta, mas mais perigosa e poderosa, que são os grandes banqueiros e industriais do espaço europeu.

Solidariedade,

Manuel Baptista

Recebi este mail, que reenvio para a lista.

Companheiros/as,

Pessoas como as que estão retratadas e citadas em baixo, haverá sempre às carradas, para a «classe política» encher os postos de mando do estado. Por isso, a solução é de desmascarar -das mais diversas maneiras- as falácias dos estatolatras (os que apenas vêm uma solução dentro dos parâmetros definidos pelo estado e dos partidos que o constituem). Mas isso não chega; por isso, é necessário que as pessoas tenham um mínimo de coerência e assumam que são mais do que autómatos, do que carneiros, de «máquinas para votar», do que números de uma estatística, do que átomos numa «massa». Em resumo, que se assumam na sua dimensão, cidadã, cívica, humana.

Assim, todas as pessoas preocupadas com os caminhos da escola, sejam ou não directos intervenientes no processo educativo, têm a capacidade de se auto-organizar para levar a cabo um encontro ou congresso que aponte caminhos em múltiplas áreas: desde políticas educativas gerais, a pedagogias, a estratégias de actuação sindical, etc.

O monopólio dos partidos sobre a sociedade civil (ou seja, sobre todas as associações voluntárias que não dependem estrutural e formalmente do estado) é um dos males maiores.

O próprio debate sobre a defesa da escola pública está viciado, no seio dos seus defensores, porque a maiora vê na escola pública um sinónimo de «escola estatal», enquanto eu e uma minoria vêem nela sinónimo de escola de todo o povo (portanto, que está por construir, ao fim e ao cabo).

Noutro registo: o apelo a «não votar ps» é uma tomada de posição política, no sentido de incitar as pessoas a votar noutro partido qualquer; porém, as visões da política e da sociedade não se resumem aos que depositam «fé» no voto.

Eu, por exemplo, e uma quantidade crescente de portugueses, não depositamos nenhuma confiança nos partidos e no sistema político instituído. Portanto, aquilo que eu e outros (não necessariamente coincidentes comigo em muitos outros pontos) preconizamos é agir em vez de votar.

Os sindicatos que temos, os dirigentes que temos, infelizmente, põem à frente de quaisquer considerações tácticas ou estratégicas no sentido de defender os interesses e as reivindicações dos trabalhadores que supostamente representam, o interesse da sua agenda política particular.

Como já expliquei inúmeras vezes, inclusive antes de isso ser tão patente como agora, o que iria passar-se no campo sindical seria um «apaziguamento» supostamente para não «perturbar» a campanha eleitoral...(mesmo as europeias, em que se abstêm sistematica e teimosamente 60% dos eleitores!!!)

Não apenas isso, como todo o leque de ânsia de protagonismo de algumas pessoas individuais, muito prontas a serem fotografadas, filmadas, entrevistadas, etc. pelos media; os media que se importam apenas com o efeito mais ou menos sensacionalista que possam ter, ou seja, quanto mais de «audiências» é que tal ou tal indivíduo nos traz. Claro que há que jogar com isso; tentar furar o black-out mediático; mas também há que não nos enredarmos nisso.

A democracia directa, assembleária é o único caminho para avançarmos; ela deve existir no terrono real; ou seja, dentro das escolas. Hoje isso é mais difícil do que há 35 anos atrás, fruto do recuo enorme em termos de conquistas cívicas, de consciência política e social das pessoas. Porém, não vejo outro modo de nós, docentes ou outros, nos entendermos.

Porque o outro modo é confiarmos que uma b--- como aquelas que estão aí em baixo deste post, no venha impor uma catrefa de medidas absurdas, todas elas aliás para satisfazer o diktat de um poder distante, imperial, que tem uma cabeça visível e aparente nos órgãos de poder da UE e dos governos subordinados, assim como uma cabeça muito mais discreta, mas mais perigosa e poderosa, que são os grandes banqueiros e industriais do espaço europeu.

Solidariedade,

Manuel Baptista

Recebi este mail, que reenvio para a lista.

Se conheces um professor...reenvia!


REENVIA PARA QUE NINGUÉM SE ESQUEÇA DESTE TENEBROSO QUARTETO!



SPGL - Vitória da Lista A: Comunicado de Imprensa - resultados das eleições

Citação de: http://www.spgl.pt/artigo.aspx?sid=3a33ad18-4d81-409b-b3f2-ce7bc32b9857&cntx=vLMtKY75owHk9LVjCYHRRIOmVnpONifrctjgJjDMnGwwH%2Bfz7pnXgdvJciLc35Wt



Comunicado de Imprensa Eleições no Sindicato dos Professores da Grande Lisboa

A Lista A, liderada por António Avelãs, ganhou de forma esmagadora, com mais de 63% dos votos, as eleições para os Corpos Gerentes do SPGL, o maior sindicato de professores do país – a que concorreram 4 listas. Quando apenas faltam apurar os votos condicionais e por correspondência, – que não ultrapassam os 1000 – a Lista A apresenta uma vantagem de 1308 votos relativamente à lista B, liderada por Rui Capão, com largas possibilidades de aumentar ainda a diferença. O número de votantes, cerca de 6500 sócios, corresponde aproximadamente a 37% dos eleitores, número muito semelhante ao das últimas eleições. Constituída por sindicalistas de várias sensibilidades político-sindicais, advogando um sindicalismo de luta e negociação, alicerçado em tomadas de posição resultantes de constantes audições a toda a classe, a futura direcção compromete-se a continuar a luta pela dignificação da profissão docente num quadro de união de todos os professores e de recusa de tutelas político-partidárias de qualquer origem.

Lisboa, 21 de Maio de 2009 A Direcção do SPGL


Eleições 2009 / 2012 - Resultados definitivos (VER AQUI)


Relembrar a Crise Académica de Coimbra de 1969

A Crise Académica de Coimbra, entre Abril e Junho de 1969, provocou o encerramento da AAC e o Luto Académico
Para recordar uma das lutas que levaram ao restabelecimento da democracia em Portugal... motivo também para constatar como muitos daqueles que então se envolveram nesses combates hoje assumem "duvidosas" posições políticas!

MUP: A VERDADE DA PROFESSORA DE ESPINHO E A LEI 12-A/2008

DOIS TEMAS: A VERDADE DA PROFESSORA DE ESPINHO E A LEI 12-A/2008

JOSEFINA E A VERDADE DA AULA

Dois documentos para avaliarem do equilíbrio e do desequilíbrio.
Ouçam a aula (sem cortes sensacionalistas) e não atirem pedras antes de saber as coisas.
Porquê? Ouçam na íntegra a versão integral da aula que causou a polémica.

Já agora, a propósito de "equilíbrio" e "desequilíbrio", comparem com este vídeo da triste figura ministra uivando a alunos do Desporto Escolar!

É PRECISAR ESTAR ATENTO (LEI 12-A/2008)



Já o dissemos: apesar desta atitude, a lei 12-A/2008 continua de pé e parece-nos que este "adiamento até novas instruções" não será mais do que uma manobra para pôr em marcha todo o processo durante as férias que se aproximam. Com os professores fora das escolas, o prazo de contestação esfuma-se e... já está!


In http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/

PETIÇÃO POR UM MESMO CALENDÁRIO ESCOLAR

Caros colegas e amigos (as)

Os Educadores de Infância solicitam a vossa solidariedade, subscrevendo (todas as pessoas o podem fazer) e dando a subscrever aos vossos contactos , o abaixo-assinado que segue.
Muito obrigada
http://www.fenprof.pt/Peticao/CalendarioEscolar/

Lousada: Tomada de posição em relação às formas de luta

A LUTA TEM DE SER COM TODAS AS ARMAS

Caro colega,

Em anexo segue uma carta aberta à plataforma sindical (e em especial à
Fenprof) dos professores da Escola Secundária de Lousada que já foi
enviada por mail.
Foi enviada, ainda, uma carta por correio normal, para a sede do
sindicato, com as assinaturas que foi possível recolher nos últimos
dias na nossa escola.

O nosso objectivo é tão só fazer chegar aos Sindicatos o nosso
descontentamento e desilusão pelo rumo seguido pela plataforma
sindical de abrandar as formas de luta nesta altura.

Envio o anexo com a referida carta, dando-vos liberdade para que a
divulguem, caso considerem pertinente.

[Identificação]
(em nome da maioria dos professores da Escola Secundária de Lousada)
http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2009/05/luta-tem-de-ser-com-todas-as-armas.html

Professores da Escola Secundária de Lousada contestam formas de luta
propostas pela Plataforma Sindical

Os professores da Escola Secundária de Lousada vêm, por este meio,
apresentar a sua total discordância com o enfraquecimento das formas
de luta previstas para o final do ano lectivo, apresentadas pela
Plataforma Sindical.
Pertencemos a uma escola secundária que talvez seja caso único no
país, pois dos cerca de 140 professores somente um solicitou aulas
assistidas e entregou objectivos individuais. Temos agido de forma
unida e coerente: fomos às duas manifestações nacionais e a adesão às
duas greves foi sempre acima dos 97%.
Consideramos (e fizemos saber ao nosso delegado sindical da Fenprof)
que as formas de luta têm de ser radicalizadas e NUNCA atenuadas,
sobretudo nesta altura do ano lectivo e neste período político (época
pré-eleitoral).
Entendemos que nova manifestação ao sábado é totalmente desadequada,
dado que já fizemos duas com números de adesão assombrosos e nada foi
conseguido. O mesmo ocorreria se se realizasse greve de um dia (e mais
se revela totalmente descabida e anedótica a realização de
paralisações por dois tempos lectivos – o que nos remete para a
pergunta: se duas greves com adesões de cerca de 90% em dois dias não
surtiram efeito, o que leva os sindicatos a pensarem que uma
paralisação por dois tempos provocará alguma mudança? É como esperar
que um doente que precisa de penicilina, se cure apenas com benuron…)
Com efeito, os professores da Escola Secundária de Lousada (e estamos
em crer que a esmagadora maioria dos professores) não se revêem no
abrandamento das formas de luta. Como tal, não participarão nem na
pseudo-greve de dois tempos lectivos prevista para o dia 26 de Maio,
nem na manifestação masoquista “para Lisboeta ver” no dia 30 de Maio.
É que, ou se luta com as armas todas, ou então, sentemo-nos a
descansar que bem precisamos por esta altura…


Professores da Escola Secundária de Lousada
Lousada, 7 de Maio de 2009
Assinaturas:

Suspensão de concurso

Ministério aguarda sentença de Tribunal Administrativo e Fiscal
19.05.2009 - 18h57 Graça Barbosa Ribeiro
A Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE) acaba de informar que o concurso para colocação dos professores de Espanhol se encontra suspenso, pelo que “não pode” divulgar as listas provisórias relativas àquele grupo de recrutamento.

No próprio sítio da internet em que publicita as listas de ordenamento e de exclusão dos restantes grupos de professores, está um comunicado em que a DGRHE explica que a situação se deve à providência cautelar apresentada pela Associação Sindical de Professores Licenciados no Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu e adianta que aguarda "a sentença" para saber "se dará ou não continuidade ao concurso".

Até quando? Até ao fim das eleições???

FENPROF

Governo recua na alteração do regime de vínculo dos docentes

O Governo, através da sua maioria absoluta, impôs a alteração do regime de vínculo dos trabalhadores da Administração Pública, com a aprovação da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, fazendo transitar, por decisão unilateral, o regime de nomeação para o de contrato de trabalho para funções públicas.

Esta alteração profunda da natureza do vínculo mereceu a mais forte contestação da FENPROF, como de todos os Sindicatos que integram a Frente Comum de Sindicatos, mesmo depois do acordo estabelecido entre o Governo e a FESAP/UGT. Nunca a luta contra esta alteração foi aligeirada, tanto no plano sindical (manifestações, abaixo-assinado, recurso à greve…), como político (neste caso, conseguindo que, por iniciativa do grupo parlamentar do PCP, com o apoio de deputados de outras bancadas, tivesse sido requerida a fiscalização sucessiva e abstracta de constitucionalidade) e jurídico.

Todavia, dando cumprimento ao artigo 109.º da referida lei, foi aumentando o número de escolas que, através de notificação individual ou pela afixação de listas nominativas, informou os docentes da alteração do regime de vínculo a que estavam sujeitos.

A FENPROF contestou essa informação e, naturalmente, a alteração em causa, junto do Ministério da Educação, em reuniões já realizadas em 2009, tendo sido informada de que as escolas apenas davam cumprimento ao estabelecido na nova lei que entrara em vigor em 1 de Janeiro do corrente ano. Face a esta posição ministerial, a FENPROF desencadeou um amplo movimento junto dos professores no sentido de contestarem juridicamente a alteração, o que mereceu a rápida adesão dos docentes que, para o efeito, utilizaram as minutas amplamente divulgadas nas escolas.

Na sequência deste protesto e desta luta, desenvolvida, agora, nos planos político-sindical e jurídico, o ME informou as escolas de que não deveriam continuar a publicar tais listas e que as já divulgadas teriam de ser recolhidas.

Conclui-se, daqui, que vale sempre a pena lutar e que a luta dos professores continua, de facto, a dar resultados que são muito importantes, pois, como acontece neste caso, vão no sentido de evitar a criação de novos e ainda mais graves focos de instabilidade e precariedade no exercício da profissão docente.


quarta-feira, maio 20, 2009

«HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ NÃO



A luta continua!!!!!!!!!! Não desmoreçamos!!!!!!!!!!!!!!!!



09-May-2009

7 de Maio de 2009, dia do patrono da ES/3 Dr. José Macedo Fragateiro. A Ministra da Educação aproveitou a efeméride para ir à escola entregar diplomas e, supostamente, ver a Escola antes das obras que aí vão ser realizadas. Tudo ocorreu com grande secretismo, mas, no próprio dia, adivinhava-se que a visita ia mesmo acontecer.

Ao final da tarde, no exterior, foram-se juntando professores/as de várias escolas de Ovar, vestidos de luto, que de mãos dadas em silêncio, foram ladeando a porta de entrada da escola, por onde presumivelmente passaria o carro da ministra.
Finalmente chegou, mas “num golpe de rins” o carro guinou para um portão lateral.
Maria de Lurdes Rodrigues teve medo daquele luto e daquele silêncio. A indignação foi tão grande que, espontaneamente, em coro (forte, muito forte) os professores gritaram: "há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!". Foi um momento de grande emoção colectiva.
Dentro da escola os professores também vestiam de luto.
A ministra entro, falou, entregou diplomas, mas os professores mantiveram-se obstinadamente juntos e silenciosos. Depois o "Canto Décimo", também de luto vestido dedicou o seu canto aos professores portugueses, e à memória de José Fragateiro, evocando a frontalidade democrática que o caracterizava, e que o faria, certamente, estar ao lado dos professores, nestes tempos tão difíceis que estão a passar.

No fim da sessão, um grupo de professores entregou à Ministra um documento de protesto, que deixamos aqui, para que conste. A resistência continua! E a Ministra foi-se embora sem visitar a Escola.

Senhora Ministra da Educação
Excelência

Hoje, dia 7 de Maio de 2009, a nossa Escola – a Escola Secundária com 3.º Ciclo do E.B. José Macedo Fragateiro – está em festa.

Durante todo o dia foi possível verificar, em muitos dos nossos espaços interiores e exteriores, o profissionalismo, a dedicação e empenho dos professores, dos alunos e dos funcionários que integram o conjunto da nossa comunidade escolar.

Ao longo do dia, por entre todas as actividades aqui realizadas, pudemos também perceber e sentir o espírito e a presença do legado que nos deixou o nosso patrono, colega e companheiro de alguns de nós em tempos difíceis do nosso sistema educativo, o Dr. José Macedo Fragateiro

O Dr. Fragateiro foi e continua a ser para nós um modelo de pedagogo que, sem alaridos nem arruaça, soube mostrar-nos (a professores, a alunos e a funcionários) como se deve combater pela liberdade, pela justiça e pela qualidade da escola pública. O Dr. Fragateiro foi e continuará a ser para nós um exemplo de cidadão que não verga a cerviz e não cede a tiques de autoritarismo ou à imposição de quaisquer tipo de mordaça ou inibição da liberdade e autonomia que deve reger o verdadeiro trabalho docente (um magistério!) nem ficaria indiferente perante toda e qualquer manifestação de ataque à dignidade e prestígio da função docente. Se cá estivesse ainda, certamente estaria ao nosso lado e não aceitaria a perda da democracia na gestão das escolas nem alinharia com processos de pseudo-avaliação de desempenho docente nem com a divisão da nossa carreira em diferentes categorias.

Neste dia, portanto, que foi de festa e de alegria, não poderíamos deixar de lhe manifestar – em nome da grande maioria dos professores desta escola – a nossa tristeza e mágoa por tudo o que o seu Ministério nos tem feito e continua a fazer, destruindo a nossa vontade de trabalhar mais e sempre em prol da formação dos nossos alunos como cidadãos livres, críticos e independentes.

A senhora Ministra sabe certamente as razões por que lhe dizemos isto.

Professores da Escola Sec. José Macedo Fragateiro


Professores da ES de Lousada: «A luta tem que ser com todas as armas»

A LUTA TEM DE SER COM TODAS AS ARMAS

Caro colega,

Em anexo segue uma carta aberta à plataforma sindical (e em especial à Fenprof) dos professores da Escola Secundária de Lousada que já foi enviada por mail.

Foi enviada, ainda, uma carta por correio normal, para a sede do sindicato, com as assinaturas que foi possível recolher nos últimos dias na nossa escola.

O nosso objectivo é tão só fazer chegar aos Sindicatos o nosso descontentamento e desilusão pelo rumo seguido pela plataforma sindical de abrandar as formas de luta nesta altura.

Envio o anexo com a referida carta, dando-vos liberdade para que a divulguem, caso considerem pertinente.

[Identificação]
(em nome da maioria dos professores da Escola Secundária de Lousada)

Professores da Escola Secundária de Lousada contestam formas de luta propostas pela Plataforma Sindical

Os professores da Escola Secundária de Lousada vêm, por este meio, apresentar a sua total discordância com o enfraquecimento das formas de luta previstas para o final do ano lectivo, apresentadas pela Plataforma Sindical.

Pertencemos a uma escola secundária que talvez seja caso único no país, pois dos cerca de 140 professores somente um solicitou aulas assistidas e entregou objectivos individuais. Temos agido de forma unida e coerente: fomos às duas manifestações nacionais e a adesão às duas greves foi sempre acima dos 97%.

Consideramos (e fizemos saber ao nosso delegado sindical da Fenprof) que as formas de luta têm de ser radicalizadas e NUNCA atenuadas, sobretudo nesta altura do ano lectivo e neste período político (época pré-eleitoral).

Entendemos que nova manifestação ao sábado é totalmente desadequada, dado que já fizemos duas com números de adesão assombrosos e nada foi conseguido. O mesmo ocorreria se se realizasse greve de um dia (e mais se revela totalmente descabida e anedótica a realização de paralisações por dois tempos lectivos – o que nos remete para a pergunta: se duas greves com adesões de cerca de 90% em dois dias não surtiram efeito, o que leva os sindicatos a pensarem que uma paralisação por dois tempos provocará alguma mudança? É como esperar que um doente que precisa de penicilina, se cure apenas com benuron…)

Com efeito, os professores da Escola Secundária de Lousada (e estamos em crer que a esmagadora maioria dos professores) não se revêem no abrandamento das formas de luta. Como tal, não participarão nem na pseudo-greve de dois tempos lectivos prevista para o dia 26 de Maio, nem na manifestação masoquista “para Lisboeta ver” no dia 30 de Maio.

É que, ou se luta com as armas todas, ou então, sentemo-nos a descansar que bem precisamos por esta altura…


Professores da Escola Secundária de Lousada
Lousada, 7 de Maio de 2009
Assinaturas:

SPRC - Conselhos Executivos instados a corrigir actos ilegais

SINDICATO DOS PROFESSORES DA REGIÃO CENTRO DEPARTAMENTO DE INFORMAÇÃO

inform@ção SPRC

DREC RECUA PERANTE A ILEGALIDADE DO FIM DO VÍNCULO DE NOMEAÇÃO. SPRC/FENPROF TINHA RAZÃO!

Conselhos Executivos instados a corrigir actos ilegais!

Numa informação enviada pela Direcção Regional de Educação do Centro para os órgãos de gestão das escolas/agrupamentos é dada a orientação de que devem ser corrigidos todos os procedimentos que tenham transformado nomeações definitivas em contratos de trabalho por tempo indeterminado, os quais foram publicitados em listas publicadas e afixadas nas salas de professores.

O SPRC/FENPROF sempre considerou este procedimento de ilegal e declarou guerra jurídica e judicial a estes actos precipitados e ilegais de muitos conselhos executivos, induzidos em erro perante a inexistência de esclarecimentos claros da administração educativa. Nesse sentido, o gabinete jurídico do SPRC elaborou uma minuta de requerimento de correcção da ilegalidade, profusamente divulgada, a qual foi interposta por muitos docentes da região.

Este procedimento de algumas escolas incorria em ilegalidade por dois motivos principais:

(1) o facto de existir um diploma regulamentador da função docente que prevalece sobre a norma geral contida no novo Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas — o Estatuto da Carreira Docente;

(2) o facto de esta matéria estar sob suspeita de ser inconstitucional, tendo merecido, por iniciativa do grupo parlamentar PCP, a que se juntaram PEV, BE, e deputados do grupo parlamentar do PSD, bem como de uma deputada sem grupo parlamentar, um pedido de verificação dessa mesma constitucionalidade.

Esta matéria é, aliás, alvo de forte contestação pelos docentes portugueses e motivo de preocupação quanto ao que reservará o futuro neste ou num quadro político semelhante.

O SPRC congratula-se com o resultado de uma forte acção desenvolvida nos locais de trabalho e de pressão sobre o ME e a DREC, para que parassem todos os actos administrativos ilegais e corrigidos os já verificados.

VALE A PENA LUTAR!

Aumento de famílias dependentes do Rendimento Social Mínimo

do DN de hoje:

Mais 33 mil estão a receber rendimento mínimo

por Carla Aguiar

Há mais 16 mil famílias que acederam ao RSI do que em Março do ano passado. A situação pode piorar, pois foram feitos dez mil novos pedidos por mês, quase o dobro da média registada em 2008
O número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) subiu para 367 702 em Março último, o que significa que há mais quase 33 mil pessoas abrangidas por aquela prestação social do que em igual período do ano anterior. Pior é o cenário que se pode antever, a partir dos novos requerimentos entrados nos primeiros três meses do ano, e que ainda aguardam deferimento: a média mensal de pedidos passou dos cerca de 6600 registados em 2008 para mais de 10 mil.

[VER CONTINUAÇÃO DO ARTIGO http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1236018 ]

comentário:

A guerra de classes que o capital tem levado a cabo contra os trabalhadores e os pobres em geral, alcançou um novo patamar com a violenta exclusão social que está a ser praticada: desde Janeiro deste ano, mais de 100 pessoas por dia são lançadas no desemrego.
A «crise» TEM AS COSTAS LARGAS, para os patrões despedirem os trabalhadores com menos possibilidades de defesa ou seja, os que têm contratos precários. Mas os outros também são despedidos colectivamente, com sobrecarga do sistema da segurança social. Mas, quando as oportunidades de negócio tornarem indispensável de novo contratar trabalhadores, irão usar todos os meios (contratos precários, «recibo verde», agências de trabalho temporário...) para que os novos empregados tenham um baixo salário e nenhuma hipótese de reivindicar seja o que fôr.
Os governantes sabem isso, mas fingem acreditar que o patronato está realmente a tentar «salvar» as empresas, quando - na verdade - as empresas são muitas vezes «auto-sabotadas» pelo patronato e administração. Aproveitando o pretexto de crise, avançam com os despedimentos em série, com o uso e abuso de «layoff». Estão a fazer chantagem sobre os seus trabalhadores.
Num país onde 25 % da população está abaixo do limiar da pobreza e muitos desempregados não têm ou perdem rapidamente qualquer direito a subsídio de desemprego, o rendimento mínimo surge assim como uma necessidade de caridade social, estatal. Assim se evita que os poderosos tenham de enfrentar uma revolta da fome...

Os trabalhadores têm de usar todos os meios para impedir que sejam eles próprios as vítimas de uma crise que eles não provocaram.
Para se exigir a proíbição imediata dos despedimentos deve-se preparar uma greve geral interprofissional recondutível, o único meio que poderá colocar um travão à ofensiva conjugada do patronato e com o beneplácito da «súcia - lista» governação!
MB
--
Publicada por Luta Social em Luta Social a 5/18/2009 05:58:00 PM

--
Colectivo Anti-Autoritário e Anti-Capitalista
de Luta de Classes, baseado em Portugal
www.luta-social.org

M.E./Governo recua na alteração do regime de vínculo dos docentes

O Governo, através da sua maioria absoluta, impôs a alteração do regime de vínculo dos trabalhadores da Administração Pública, com a aprovação da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, fazendo transitar, por decisão unilateral, o regime de nomeação para o de contrato de trabalho para funções públicas.
Esta alteração profunda da natureza do vínculo mereceu a mais forte contestação da FENPROF, como de todos os Sindicatos que integram a Frente Comum de Sindicatos, mesmo depois do acordo estabelecido entre o Governo e a FESAP/UGT. Nunca a luta contra esta alteração foi aligeirada, tanto no plano sindical (manifestações, abaixo-assinado, recurso à greve…), como político (neste caso, conseguindo que, por iniciativa do grupo parlamentar do PCP, com o apoio de deputados de outras bancadas, tivesse sido requerida a fiscalização sucessiva e abstracta de constitucionalidade) e jurídico.
Todavia, dando cumprimento ao artigo 109.º da referida lei, foi aumentando o número de escolas que, através de notificação individual ou pela afixação de listas nominativas, informou os docentes da alteração do regime de vínculo a que estavam sujeitos.
A FENPROF contestou essa informação e, naturalmente, a alteração em causa, junto do Ministério da Educação, em reuniões já realizadas em 2009, tendo sido informada de que as escolas apenas davam cumprimento ao estabelecido na nova lei que entrara em vigor em 1 de Janeiro do corrente ano. Face a esta posição ministerial, a FENPROF desencadeou um amplo movimento junto dos professores no sentido de contestarem juridicamente a alteração, o que mereceu a rápida adesão dos docentes que, para o efeito, utilizaram as minutas amplamente divulgadas nas escolas.
Na sequência deste protesto e desta luta, desenvolvida, agora, nos planos político-sindical e jurídico, o ME informou as escolas de que não deveriam continuar a publicar tais listas e que as já divulgadas teriam de ser recolhidas.
Conclui-se, daqui, que vale sempre a pena lutar e que a luta dos professores continua, de facto, a dar resultados que são muito importantes, pois, como acontece neste caso, vão no sentido de evitar a criação de novos e ainda mais graves focos de instabilidade e precariedade no exercício da profissão docente.
Há que continuar atento para evitar que o Governo (este ou futuros) tente, de novo, impor esta medida, sendo necessário manter a luta e a pressão sobre o Governo para que se obtenham outros resultados, designadamente nos âmbitos da carreira, incluindo a avaliação de desempenho, da gestão escolar ou dos concursos, com a salvaguarda da estabilidade e do emprego docente.
Nesse sentido, e com o resultado agora obtido, ganha ainda maior significado a presença dos professores na rua no próximo dia 30 de Maio. A luta dos professores e educadores vai manter-se e a Manifestação Nacional de 30 de Maio, promovida pela Plataforma Sindical dos Professores, será um dos momentos mais importantes dessa mesma luta.
O Secretariado Nacional
Fonte: FENPROF