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sexta-feira, janeiro 08, 2010

II Encontro Nacional do MEP; Posição do MEP sobre o acordo ME/Sindicatos

Vê a posição do Movimento Escola Pública sobre o acordo alcançado entre governo e sindicatos.


II Encontro Nacional do Movimento Escola Pública
30 de Janeiro, 14h30, Biblioteca do Liceu Camões, em Lisboa.



O Movimento Escola Pública leva já quase dois anos de existência. Surgiu em Fevereiro de 2008, através do lançamento do Manifesto Escola Pública, Igualdade e Democracia, na Associação 25 de Abril. Em Setembro desse ano teve lugar o I Encontro Nacional, que juntou meia centena de pessoas na academia de Santo Amaro.

Foram 20 loucos meses a lutar pela escola pública, a promover diálogos e consensos deste lado da barricada contra a arrogância governamental, a realizar debates que juntaram muitas vontades em todo o país, e a contribuir para alargar a agenda de temas sobre os quais urge intervir para alcançarmos uma nova escola: verdadeiramente inclusiva e democrática, contra a reprodução das desigualdades sociais e capaz de garantir o sucesso escolar real de todos os alunos.

Convidamos todos os membros do movimento, todos os simpatizantes, amigos ou cidadãos interessados, a participarem no II Encontro Nacional, que se realiza na Biblioteca do Liceu Camões, no dia 30 de Janeiro, Sábado, com início às 14h30.

Atempadamente será divulgada a proposta de ordem de trabalhos bem como os documentos para debate.

sexta-feira, maio 15, 2009

MEP: Manifestação a 30 de Maio e sessão pública “Escola e Exclusão” a 16 de Maio, em Setúbal

MOVIMENTO ESCOLA PÚBLICA
IGUALDADE E DEMOCRACIA

www.movescola.net

Manifestação de professores 30 de Maio, 15h, Marquês de Pombal

A onda vai crescer até ao dia 30. O local escolhido para ponto de encontro mostra a confiança necessária para mais uma grande mobilização dos professores.

Vale a pena continuar a lutar:

Duas grandes manifestações, duas greve sem igual, forçaram o governo ao Simplex 1 e ao Simplex 2...

Este é o ano em que este modelo de avaliação está em fase de experimentação. É preciso continuar a lutar, para que no próximo ano lectivo este modelo de avaliação já não esteja em vigor e o Estatuto da Carreira Docente seja alterado.

As dezenas de milhares de docentes que não entregaram os objectivos individuais e os professores que os entregaram (muitas vezes no limite do tempo, com amargura e sentido-se acossados), não mudaram de opinião em relação ao que é essencial: Esta avaliação e este Estatuto da Carreira Docente não servem o interesse dos docentes, da escola pública, dos alunos e da educação.


No que importa estamos unidos: Todos à Manifestação dia 30 de Maio!


Lê também:

A batalha jurídica não assusta o governo, a manifestação sim
Unir os professores, voltar à rua com toda a força
A vocação inquisitória do Partido Socialista
Entrevista de Ramiro Marques a Cecília Honório


Sessão Pública: Escola e Exclusão

16 de Maio, 15h, Setúbal
(Auditório do IPJ, Largo Zeca Afonso)

Com:

Isabel Guerra, Professora catedrática de sociologia (ISCTE)
Maria José Simas, Professora na Escola D.João II
Maria José Sobral, Presidente da APPDA (Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo)
Cecília Honório, Professora, Movimento Escola Pública


Texto de apresentação:

A escola inclusiva é uma aquisição da linguagem, que resulta de um consenso e tende à banalização. Sob a banalização, porém, é cada vez mais urgente perceber e saber:
- quem são os “incluídos” e os “excluídos”?
- que velhas e novas formas de exclusão perduram sob o silêncio do dado adquirido de que a escola pública não exclui?

Esquecidos, os “outros”, numa cultura escolar dominantemente orientada para um aluno-padrão.

E o que faz a escola com as crianças e jovens cujo contexto familiar e social diverge totalmente da linguagem escolar? Com aqueles que não encaixam nos modelos e estereótipos que a escola espera? Os que não têm livros nas prateleiras, mães escolarizadas e pais bem sucedidos; os que, cada vez mais, não têm de comer, não têm transporte, não têm livros. Ou aqueles/as que, oriundos/as de países de língua oficial portuguesa, ou filhos de pais daí oriundos, são penalizados/as pelo português que não é o padrão da cultura escolar…

E tantos outros/as sobre os quais a escola pública e democrática não só não pode esquecer como deve lembrar todos os dias para se poder reclamar destes atributos.

Com poderemos agir para contrariar esta situação? Para impedir que se percam todas estas crianças e jovens? Que formas teremos de encontrar para actuar sobre, de maneira a alterar este estado de coisas?

Esta forma de discriminação, a mais difícil de combater, não é óbvia e a resolução deste problema implica o seu reconhecimento e investimento em várias áreas. Implica a mobilização de recursos humanos e materiais e não apenas os presentes nas escolas. Porque não é só um problema escolar e sim da sociedade no geral.

Questões que poderão ser abordadas:

- Ensino Profissionalizante (ex: CEF´s): oferta escolar alternativa ou oferta de refugo que reduz a igualdade de oportunidades?
- Os mecanismos de apoio (acção social, por exemplo) e o papel da escola: a centralidade da resolução dos problemas está na escola ou na sociedade?
- Os níveis de proficiência de língua e a relação com o sucesso; Multiculturalismo e multilinguismo?
- Os/as profissionais da educação estão preparados para lidar com os/alunos que fogem ao padrão?
- As escolas podem/devem seleccionar os/as alunos/as, nomeadamente criando turmas de nível?
- Quais os custos da retenção? É ela uma solução?

www.movescolapublica.net

segunda-feira, abril 27, 2009

MEP: Tomada de posição sobre a semana de consulta nas escolas

O Movimento Escola Pública tomou posição sobre a forma como decorre a semana de consulta aos professores.

Ela pode ser lida em
www.movescolapublica.net

APELAMOS A TODOS OS PROFESSORES E PROFESSORAS QUE ENVIEM OS RESULTADOS DAS REUNIÕES NAS ESCOLAS PARA
movimentoescolapublica@gmail.com

quarta-feira, abril 22, 2009

DEBATE ESQUERDA-NET: 22/Abril, para ver online


Caro colega:

O Esquerda.net vai transmitir em directo, na próxima quarta-feira dia 22 de Abril pelas 21h30, um debate sobre políticas de igualdade para a educação, no âmbito da construção aberta do programa do Bloco de Esquerda através di site http://igualdade.bloco.org/. Tanto no site citado como em www.esquerda.net será possível companhar o debate.

As perguntas podem ser enviadas desde já para igualdade@bloco.org

Ana Drago (deputada do Bloco de Esquerda), Ana Benavente (Investigadora em Educação), Cecília Honório (Movimento Escola Pública), Manuel Grilo (dirigente do SPGL) e Paulo Guinote (autor do blogue “A Educação do Meu Umbigo”) são os oradores convidados.

Em anexo segue cartaz do debate para divulgação.
Um abraço
Miguel Reis

segunda-feira, abril 20, 2009

MEP: reunião aberta do Movimento Escola Pública, cortejo no 25 de Abril e discussões nas escolas sobre as medidas de luta a levar a cabo neste terceir

MOVIMENTO ESCOLA PÚBLICA
IGUALDADE E DEMOCRACIA
20-24 de Abril
Participa nas reuniões em cada escola para decidir as próximas medidas de luta!
O Movimento Escola Pública considera essencial a realização de uma nova grande manifestação nacional no dia 16 de Maio, e apresentou essa proposta no Encontro de Professores em luta. Defenderemos esta proposta e batalharemos para que ela atinja um consenso muito amplo no seio dos professores. É fundamental voltar a unir todos os professores, os que entregaram e os que não entregaram os objectivos individuais. O governo aposta nessa divisão e é de novo a união que os pode encostar à parede.
1) O governo quer fazer crer que a maior parte dos professores já aceita estas políticas por ter entregue os objectivos. Ora, sabemos que não é verdade. Os professores que os entregaram fizeram-no por receio das consequências. A oportunidade para provar isso é a realização de uma nova manifestação nacional, para voltar a unir todos os professores, os que entregaram e os que não entregaram os objectivos individuais.
2) A manifestação deve ser realizada a um sábado, para permitir uma maior mobilização. O dia 16 de Maio parece uma data adequada. Mas atenção: é uma proposta a fazer aos professores na semana que começa esta segunda-feira. É preciso que essa discussão seja livre e que todos se pronunciem.
3) O governo só recuou em alguns aspectos do seu modelo de avaliação depois de grandes mobilizações de massas dos professores, fossem manifestações ou greves. É isso que o governo teme. É por isso que Pedreira quer comprar a paz dos sindicatos, fazendo chantagem. Não teve sucesso e ainda bem.
4) Naturalmente, não é uma nova grande manifestação nacional que fará o governo recuar imediatamente no essencial das suas políticas. Mas consideramos ser a melhor forma de neste momento condicionar as medidas educativas deste e do próximo governo. E, claro, a luta não pode parar a seguir à manifestação.
5) Consideramos que, nesta altura, defender greves de dois dias ou de uma semana, ou vigílias por tempo indeterminado, são propostas menos mobilizadoras e menos capazes de unir todos os professores. Mas isso será uma decisão desta semana, que queremos que ocorra com toda a democracia.
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25 de Abril com o Movimento Escola Pública
15h – Participação na Manifestação do 25 de Abril, às 15h, em Lisboa. Concentração do Movimento Escola Pública na estátua do Marquês de Pombal, às 14h45, com faixas, pancartas e cortejo próprio.
17H30: Reunião aberta do Movimento Escola Pública
- para preparar as acções de luta decididas pelos professores nas escolas
- para discutir outras temáticas relacionadas com a Escola pública
Local da reunião: Casa do Brasil (Rua São Pedro de Alcântara, 63 - 1º direito, Lisboa)

domingo, abril 12, 2009

MEP: Santo Onofre - Estamos contigo!

14 de Abril, das 18h às 21h

Concentração de Solidariedade com o agrupamento de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha

Após análise da situação do Agrupamento de Santo Onofre a Direcção do SPGL decidiu marcar uma reunião geral de professores e educadores na sede do agrupamento no próximo dia 14 (terça feira), das 19h às 21h.

Simultaneamente irá decorrer uma concentração de apoio frente à Escola EBI (Sede de Agrupamento), entre as 18h e as 21h.

O ME quer destruir um projecto pedagógico de sucesso!

Exigimos que respeitem esta escola! Exigimos que respeitem os seus docentes e alunos.

sexta-feira, abril 03, 2009

MEP: Reunião entre movimentos e sindicatos de professores e situação do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre

MOVIMENTO ESCOLA PÚBLICA
IGUALDADE E DEMOCRACIA

www.movescolapublica.net


Nesta newsletter: reunião entre movimentos e sindicatos de professores e situação do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre

A Luta de Novo Acesa

O terceiro período será de luta e mobilização massiva – esta foi a principal conclusão do encontro entre representantes da Plataforma Sindical e de Movimentos de Professores que se reuniram nesta quarta-feira – 1 de Abril - para consertar posições. António Avelãs, do SPGL, adiantou que a Plataforma Sindical irá discutir amanhã, sexta-feira, a proposta de uma grande acção de rua a realizar em Maio próximo.

Os Movimentos de Professores – APEDE, CDEP, MEP, MUP e PROmova – tinham solicitado este encontro com os sindicatos, na sequência do Encontro de Escolas em Luta, recentemente realizado em Leiria. A convergência de análise e de perspectivas foi evidente ao longo de toda a reunião.

Recorde-se que a semana de 20-24 de Abril (de consulta e debate sobre as melhores formas de luta), promovida pela Plataforma, vai ser marcada por reuniões em escolas e agrupamentos de todo o país. A necessidade de “re-unir” de novo toda a classe docente em torno do que é fundamental passará assim por encontrar uma forma e um plano de luta capaz de colocar o Ministério e o governo de Sócrates no centro da crise do sistema de ensino, de que são os principais responsáveis.

Num momento em que o modelo neo-liberal revela a sua perversidade e o cortejo de vítimas engrossa a cada dia que passa, só há um caminho a seguir: continuar, isto é, agudizar a luta.

A luta da classe docente deve ser claramente explicada à sociedade. A perseguição aos professores promovida por José Sócrates consta do manual do neo-liberalismo, que pretende transformar as escolas em empresas e armazéns de crianças e jovens, preparar a sua privatização, em suma, fracturar a escola em alunos e professores de primeira e de segunda categoria. A perseguição aos professores, o autoritarismo do ministério e a imposição de directores (autênticos comissários políticos PS/PSD na generalidade das escolas) visa destruir o carácter público e democrático das escolas, bem como impor os valores da cartilha neoliberal: a competição contra a cooperação, o individualismo, a discriminação, os cortes orçamentais, o aumento de alunos por turma, a precarização dos postos de trabalho do pessoal das escolas, o drástico abaixamento de salários - tudo características do modelo da escola-empresa defendido pelos ideólogos neo-conservadores da 5 de Outubro.

Abril e Maio apresentam-se assim como o tempo ideal para retomar a unidade e a solidariedade entre quem entregou o papel dos “objectivos individuais” e quem resistiu a entregar.

Lembram-se das duas manifestações que encheram as ruas da capital, em Março e Novembro? E do pânico do governo? E do desmascaramento da equipa ministerial?

Não é por andarem escondidos que nos esquecemos deles. Conhecemos o caminho para os confrontar de novo com a sua hipocrisia e falso humanismo.


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Agrupamento de Escolas de Santo Onofre

O Ministério da Educação ameaça destituir o Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, eleito democraticamente pelos professores e com mais um ano de mandato pela frente. O Ministério, do alto do seu pedestal, ignora o excelente trabalho desenvolvido por esta equipa – com excelentes resultados escolares e um projecto educativo inovador - e argumenta que não foram apresentadas listas para o Conselho Geral Transitório, pilar fundamental do seu modelo de avaliação autoritário.

O Movimento Escola Pública expressa a sua total solidariedade com todos os professores do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre que têm sido uma referência de peso na luta contra estes modelos de avaliação e gestão insensatos.


A burocracia não pode vencer a pedagogia!

Vê aqui a Moção aprovada pelos professores do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre


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terça-feira, março 10, 2009

MEP - divulgação

MOVIMENTO ESCOLA PÚBLICA
IGUALDADE E DEMOCRACIA

www.movescolapublica.net



Nesta newsletter: Encontro Nacional de Professores em Luta, aniversário do Movimento Escola Pública, agenda de luta


Encontro Nacional de Professores em Luta
14 de Março, Leiria, 10h, Teatro José Lúcio da Silva


É já este sábado. O encontro é promovido por vários movimentos de professores e de defesa da escola pública.

Depois de um cordão humano que ajudou a recolocar na praça pública a longa luta dos professores, importa agora não desmobilizar, aproveitar a corrente e lançar novas propostas de acção.

Até ao final do ano lectivo ainda muita tinta vai correr. Os professores não podem ser espectadores de outros palcos, à espera de uma benesse caída do céu. Ou seja, não podemos ficar sentados à espera até ao dia das eleições.

Deste governo já não temos nada a esperar. Deixou as escolas mergulhadas no caos e não se pode dizer que tenha conseguido quebrar a espinha aos professores. De recuo em recuo, transformou o seu modelo de avaliação numa farsa que não engana ninguém.

Mas seja qual for o próximo Governo, as suas políticas serão condicionadas pelo que todos juntos formos ainda capazes de fazer este ano lectivo. Essa é a chave da vitória.

Há dias, promovemos uma sondagem sobre medidas de luta e apresentámos algumas conclusões.
Acreditamos que é essencial um novo grande momento de expressão da força unida dos professores ainda este ano lectivo.

Por isso, convidamos
tod@s @s professores e professoras a comparecerem no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, no próximo dia 14 de Março. Para debater alternativas e deliberar em conjunto.

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Jantar de aniversário do Movimento Escola Pública
10 de Março, Terça-Feira, 20h
Restaurante “A Baía”, 20h, Rua Paiva Coelho, nº 127, Seixal

Vê aqui mais informações

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Agenda de Luta


13 de Março
Manifestação Nacional promovida pela CGTP
Lisboa, 14h30, Restauradores
Professores e professoras, tod@s convocad@s!


14 de Março
Encontro Nacional de Professores em Luta, das 10:00h às 17:00h, em Leiria


21 de Março
Encontro Nacional de PCEs, em Lisboa

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MEP: Vital Moreira e o ódio aos professores

Movimento Escola Pública

Somos um movimento de professores e cidadãos que se juntam para defender e reinventar a escola pública, porque queremos combater a reprodução das desigualdades sociais e criar uma cultura inovadora, democrática e de participação, tendo como primeiro compromisso o sucesso e a emancipação dos alunos.

Segunda-feira, 2 de Março de 2009

O ódio aos professores

Vital Moreira, reputado professor de Direito da Universidade de Coimbra, foi, este fim-de-semana, no Congresso do Partido Socialista, dado a conhecer como cabeça de lista deste partido nas próximas eleições eleições para o Parlamento Europeu.

Vital Moreira é uma personalidade com um passado e um presente político conhecido de boa parte dos portugueses. O que, talvez, nem todos saibam é que este mestre de Direito nutre um profundo desprezo pela classe docente, só comparável ao da actual Ministra da Educação.

De facto, em 18 de Novembro de 2008, no jornal "Público", Vital Moreira faz um dos ataques mais rasteiros e mais odiosos que me foi dado ler em todo este processo de luta dos professores contra o actual sistema de avaliação. Que diz aí Vital Moreira? Básicamente quatro coisas, a saber:

a) Que não existe qualquer razão para que os professores não sejam avaliados para efeitos de progressão na carreira,

b) Que os professores não gozam de direito de veto em relação às leis do país, nem podem auto-isentarem-se do seu cumprimento, pelo que não é aceitável qualquer posição que implique resistência à aplicação do actual modelo de avaliação;

c) Que o governo não pode ceder às exigências dos professores, devendo antes abrir processos disciplinares a todos aqueles que ponham em causa a concretização da avaliação dos docentes tal como foi congeminada pelo Ministério da Educação;

d) Que o governo, na batalha contra os professores, deve esforçar-se por chamar a si a opinião pública, isolando, desta forma, a classe docente.

Este é o pensamento de Vital Moreira, onde a sua veia caceteira surge bem expressa. Mas, mais do que isso, este texto, publicado no "Público", revela-nos um verdadeiro guia político da acção do Ministério da Educação contra os professores.

Que cada colega não perca a memória e dê a devida resposta a este senhor nas eleições para o Parlamento Europeu, é o mínimo que está ao nosso alcance.

Constantino Piçarra

Publicada por Movimento Escola Pública

quarta-feira, março 04, 2009

Comunicado do Movimento Escola Pública (MEP)

http://movimentoescolapublica.blogspot.com/2009/03/comunicado-do-movimento-escola-publica.html

Decorrido um ano desde o lançamento do Manifesto Fundador do Movimento Escola Pública importa fazer um balanço das medidas da Ministra da Educação do Governo PS e das respostas que os actores educativos, em particular os professores, souberam dar a esta ofensiva contra a escola pública.

Nunca se tinha ido tão longe na tentativa de afastar, ainda mais, as escolas de um ideário democrático e emancipador e de implementar um modelo neo-liberal na educação. Nunca, como hoje, foi tão claro o objectivo de impor, nas escolas, uma lógica empresarial assente em critérios de eficácia e eficiência e desrespeitadora dos actores educativos. A estratificação dos profissionais da educação, a promoção de uma competitividade alienante e a consagração de um modelo organizacional burocrático e autocrático, constituem pilares fundamentais desta ofensiva contra a escola pública.

O Decreto-regulamentar 2/2008, que regulamenta a avaliação docente e o decreto-lei 75/2008 que institui um novo modelo de gestão são os principais instrumentos normativos desta política. Ambos têm como objectivos centrais acabar de vez como quaisquer práticas democráticas e emancipatórias nas escolas e transformar os professores em instrumentos dóceis das políticas definidas pelo governo.

É contra este modelo de escola que nos batemos!

À racionalidade empresarial assente em resultados, que faz tábua rasa das diversidades regionais e sociais e desvaloriza as práticas e projectos respondemos com a defesa da qualidade das escolas assente nos processos e na valorização de boas práticas.

À promoção do individualismo e da funcionarização dos professores contrapomos a valorização da profissionalidade, da cooperação e da reflexão crítica como pilares da construção de uma escola de qualidade.

A um modelo de gestão que centraliza o poder em órgãos unipessoais e promove a cultura da subordinação e obediência acrítica, opomos uma cultura organizacional emancipatória, assente na participação de todos os actores educativos na vida da escola e no trabalho cooperativo.

A uma política educativa reprodutora de desigualdades sociais, respondemos com a proposta de medidas que criem condições nas escolas para que o direito ao sucesso de todos e todas seja uma realidade.

Os actores educativos opuseram-se à política do Ministério da Educação com uma mobilização sem precedentes. O MEP fez parte desta torrente, esteve em todas as lutas contra o modelo neo-liberal de avaliação docente, contribuindo, em momentos decisivos, para a unidade dos movimentos e dos sindicatos em torno de plataformas comuns de entendimento.

A implementação do novo modelo autocrático de gestão irá assumir, também, centralidade nos próximos tempos desafiando a energia e determinação dos actores educativos. O MEP dará o seu contributo para o fortalecimento da mobilização em em torno da defesa de uma gestão democrática e participada das e nas escolas

Coerentes com o caminho percorrido até agora, contribuiremos para fortalecer vontades e energias na defesa de uma escola em que a democracia, o exercício da cidadania e a promoção do conhecimento sejam uma realidade.

O Movimento Escola Pública, Igualdade e Democracia

Participa no Cordão Humano
Sábado, 7 de Março, 15h, Lisboa
Locais de concentração:
Marquês de Pombal (professores de Lisboa)
Largo do Rato (professores do Centro e do Sul)
Ministério da Educação (professores do Norte)

Nota: O Movimento Escola Pública concentra-se às 15h no Marquês de Pombal, à excepção dos professores que vierem organizados nos respectivos cortejos que vêm fora de Lisboa.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Movimento Escola Pública - Inquérito: Que formas de luta querem os professores?

MOVIMENTO ESCOLA PÚBLICA
IGUALDADE E DEMOCRACIA

www.movescolapublica.net



Para um novo fôlego...

Os professores portugueses têm dado provas extraordinárias da sua capacidade de mobilização pela qualidade da escola pública e contra a burocracia autoritária do ministério da educação.

Em 11 meses realizaram quatro manifestações nacionais (duas delas com mais de 100 mil pessoas), duas greves nacionais (acima dos 90%), dezenas de manifestações locais e regionais, centenas de plenários e moções aprovadas em escolas.

Além disso, dezenas de milhares de professores desobedeceram às ordens cegas do governo, resistindo à entrega dos objectivos individuais. Os que os entregaram, na sua grande maioria, fizeram-no por receio, mas nem por isso deixam de estar empenhados em lutar em conjunto.

Não se pode dizer que tudo tenha sido em vão. De facto, a luta dos professores obrigou o governo a recuar em aspectos em que nunca havia considerado fazê-lo. Neste momento, o que sobra do seu modelo de avaliação é uma "fantochada simplex". Mas que pode tornar-se numa "dura realidade complex" no próximo ano lectivo, se os professores baixarem os braços.

Por outro lado, o essencial ainda está por conquistar. Para nós, o fundamental é o fim da divisão da carreira e o impulso a políticas mobilizadoras para uma escola pública de qualidade, sem exclusões e promotora da autonomia e emancipação de todos os alunos.

É por isso que esta luta não pode parar. Temos as nossas ideias sobre a forma de a continuar. Mas não queremos deixar de ouvir o maior número possível de professores.

Assim, decidimos promover este inquérito:

Qual a forma de luta mais eficaz para continuar a luta pela escola pública? (escolhe uma, duas ou no máximo três opções)


a) alimentar a frente de luta jurídica/legal contra o ministério da educação
b) não entregar a ficha de auto-avaliação nos termos em que o ministério exige
c) greve às avaliação no segundo e/ou no terceiro período
d) uma marcha nacional de educação alargada a toda a sociedade
e) uma nova grande manifestação nacional de professores
f) participar em força no cordão humano de 7 de Março, tornando-o numa acção de massas
g) realizar nova greve nacional, podendo ter mais de um dia de duração

Vota na coluna do lado direito do blogue

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O Movimento Escola Pública desafia todos os Presidentes dos Conselhos Executivos, e todos os professores, a não deixarem ocultas as intimidações de que são alvo. A sua divulgação é o início da derrota do autoritarismo do governo. (vê o post)

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terça-feira, fevereiro 03, 2009

Movimento Escola Pública - Conclusões do Debate de 31/Jan (Lisboa)

Resumo e conclusões do debate deste Sábado


Depois do que já postámos aqui, publicamos agora uma resanha mais completa do debate de dia 31:

Cerca de 70 pessoas estiveram no anfiteatro da Escola Secundária Camões para debater “a escola que temos, a escola que queremos”.

A riqueza e pluralidade das intervenções não cabem em resenhas, mas aqui ficam algumas notas para @s que queriam ter ido e não puderam e para @s que ainda acreditam que uma outra escola é possível…

Luiza Cortesão trouxe-nos, como é seu hábito, uma abordagem frontal sobre as questões da reprodução social e da discriminação através da escola, centrando-se na actualidade da pergunta: houve uma real democratização do ensino?

Com ela nos ajudou a interrogar os contextos das escolas “top mais” e “top menos” nos rankings e a questionar quem é o público dos CEF’s e dos cursos profissionais. Obrigou-nos a confrontar a escola dualizada e os saberes dualizados (para “ricos” e “pobres”), e a repensar os desafios colocados aos profissionais da educação. Nem funcionários robotizados e obedientes, nem “agentes messiânicos”, professores e professoras são agentes sociais que, mais cúmplices ou menos cúmplices, são sempre responsáveis.

E sobre as escolhas e as respostas políticas ao insucesso e ao abandono, Manuel Sarmento recordou que entre as duas opções de entender a mudança da escola, como sobredeterminada pela mudança social ou pelo interior da própria escola, o governo PS escolheu a segunda, o que lhe permite descartar-se de políticas públicas de largo espectro e descarregar na escola a culpalização e a penalização.

Desenvolvendo, entre outras linhas de reflexão, aquela que tem sido central no seu trabalho, Manuel Sarmento confrontou-nos com as questões colocadas pela reinstitucionalização da infância. Reflectir sobre a criança “global”, e a indústria global, e a criança cidadã, sobre cujos direitos existe uma inflação discursiva e uma realidade anémica, é exigência inadiável, nomeadamente perante o galope da ideologia de mercado como solução para os problemas das escolas.

A competição que favorece a desigualdade, a privatização de segmentos da educação, a asfixia de formas de democracia, são indicadores do modelo empresarial das escolas que exige alternativas. E elas passarão: por processos de aprendizagem organizacional, pela autoavaliação institucional, pela construção da escola como espaço social participado, não de uma mas de muitas lideranças, onde a pedagogia está primeiro.

Rosário Matos trouxe-nos a sua experiência como Presidente de um Conselho Executivo que tenta resistir ao frenesim da escola empresa e confrontou-nos com os desafios: a procura do sucesso real quando a realidade muda e a escola tem de dar novas respostas, nomeadamente às crianças e aos jovens filhos de imigrantes.

Joaquim Raminhos desafiou-nos sobre os novos caminhos, dos muitos que já são feitos quando as escolas se vêem a braços com crianças e jovens de contextos desfavorecidos, os mesmos que levam comer na marmita para casa, os mesmos que levam professores e funcionários a quotizarem-se para ajudar no essencial. E se o assistencialismo não é a resposta mas paliativo, estas experiências não deixam de dar contas dos “milagres” reais que as escolas fazem todos os dias, quando o governo continua mouco a políticas públicas prioritárias.

Isabel Salavessa, representante das Associações de Pais (e mães…) deu ainda o seu testemunho em defesa da escola pública, da qualidade que lhe deve ser exigida, nomeadamente ao nível das competências de língua, quando a multidisciplinarização é uma evidência.

As questões colocadas pel@s presentes foram muitas, pelo que fica apenas o sinal sobre prioridades para o debate futuro: o público dos CEF’s e a solidão da escola e dos professores perante a ausência de redes sociais e equipas multidisciplinares; o fim dos “chumbos” e a procura de estratégias que permitam falar sobre igualdade de oportunidades real; o destrunfar de áreas de saber como a História, na escolaridade obrigatória, quando o repto lançado pela Mesa fora o da valorização do conhecimento, da aprendizagem pela reflexão e pela compreensão do mundo em que se vive; da avaliação dos professores e do modelo de gestão centrado no director como peças do modelo empresarial.

O debate teve depois uma segunda parte que contou com os contributos de membros de diversos movimentos e sindicatos presentes sobre o momento da luta de professores e as perspectivas de futuro. Expressas as angústias, por diversos intervenientes, da situação de escolas onde a larga maioria de professores cedeu ao medo e entregou objectivos individuais, a análise feita salvaguardou:

- que as formas de luta mais eficazes têm sido colectivas (greves, manifestações, posições de escola) e não as que colocam cada professor, individualmente, perante a ameaça real da desvalorização da carreira e da sua precarização;

- que é errada qualquer ostracização d@s colegas que procederam à entrega dos O.I porque ela não corresponde ao seu consentimento às políticas do governo;

- que tem ganho espaço a consciência dos riscos que a escola pública corre com este governo;

- que o apelo da resistência escola a escola foi correcto e que as respostas têm sido muito diversificadas (e também dependentes da resistência ou da capacidade de intimidação dos poderes locais, nomeadamente dos PCES), estando para breve a contabilização do número de professores e escolas que resistiram a esta fase da avaliação;

- que a luta está aí e para continuar, devendo ser estratégica e aceitar formas de radicalização consensualizadas (incluindo a marcha pela educação ou um número de dias de greve mais eficaz).

Vê aqui mais fotos e ideias

sábado, janeiro 31, 2009

MEP: «ESCOLA: o que temos, o que queremos

No próximo sábado, dia 31 de Janeiro, a partir das 15 horas, no Auditório da Escola Secundária Camões, em Lisboa (entrada pela Rua Almirante Barroso), realiza-se um debate aberto a todos os interessados , sobre o tema:

A Escola - O que temos/ o que queremos

numa organização do Movimento Escola Publica - Igualdade e Democracia. Na mesa estarão dois oradores. A saber: Luisa Cortesão , Presidente do Instituto Paulo Freire e Manuel Sarmento, docente da Universidade do Minho. Para fazer alguns comentários estarão também presentes: Isabel Salavessa, membro de duas Associações de Pais, Joaquim Raminhos, Directo do Centro de Formação de Professores de Escolas do Barreiro e Moita e também Rosário Matos, Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Francisco de Arruda, em Lisboa.

A ENTRADA É LIVRE

Para qualquer esclarecimento adicional podem ser contactados: Cecília Honório: 963618547 ou Vitor Sarmento- 914887468.

Para mais informações Clique aqui

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Escolas de Lisboa - Plenário Geral (Liceu Camões, 29/Jan, 18h

1º PLENÁRIO GERAL
DE PROFESSORES E EDUCADORES DE ESCOLAS DE LISBOA
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QUINTA, DIA 29 JANEIRO, ÀS 18H00
AUDITÓRIO DO LICEU CAMÕES - LISBOA
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Colegas, durante o ano de 2008, apesar de termos sido sistematicamente atacados com mentiras e ameaças fomos protagonistas das maiores mobilizações e greves de todos os tempos em Portugal. Já em 2009, com mais uma adesão surpreendente na greve de 19 de Janeiro, mostrámos que continuamos com força e determinação nesta luta. Já fizemos história na defesa da Escola Pública mas não queremos e não podemos passar "à história"!

Não podemos aceitar que agora, depois do sucesso daquela greve, por falta de uma perspectiva unida e combativa para o conjunto da classe, sejamos condenados a enfrentar divididos ou mesmo individualmente a política ministerial e em particular a sua famigerada divisão em "professores" e "titulares" e a sua não menos vergonhosa avaliação. Não basta não decidirmos entregar os "objectivos individuais" seja a nível individual seja a nível de escola, se essa atitude não é apoiada por um plano de luta consequente e imediato que a Plataforma Sindical tem a responsabilidade de apresentar à classe. A ministra pretende também matar a nossa luta através da dispersão, divisão e por fim cansaço.

Por fim é fundamental uma participação democrática de todos os professores e educadores de base na decisão das formas de luta. Com o contributo de todos (sindicalizados ou não) a nossa luta sai reforçada e GANHAMOS TODOS!

Assim, convocamos todos os colegas de Escolas de Lisboa, a comparecerem num plenário geral, na próxima Quinta-feira, dia 29 de Janeiro, pelas 18h00, no Auditório da Escola Secundária Camões – Lisboa (metro Picoas).

Será que ganhamos esta luta com apenas greves de 1 dia de 2 em 2 meses?

Será que basta a resistência individual de cada professor?

Discutamos futuras formas de luta para travar todas estas políticas (des)educativas (E.C.D., este modelo de avaliação "simplex", etc).

Os professores e educadores de Lisboa seguirão o exemplo democrático e combativo de outros colegas de base de todo o país (Braga, Beja, Vila Real, Margem Sul, etc)

E vem também ajudar a organizar o 2º Encontro Nacional de Escolas em Luta previsto para dia 14 Fevereiro.

Para mais informações: professoreslisboaemluta@gmail.com

terça-feira, janeiro 27, 2009

MEP - «Escola: o que temos, o que queremos» - 31/Jan, Esc. Sec. Camões

(carregue na imagem para aumentar)

Escola: o que temos, o que queremos

Há mais escola para lá da avaliação de professores e do Estatuto da Carreira Docente. Que escola procuramos e defendemos?
A escola inclusiva é uma miragem?
O sucesso para todos é facilitismo?
A escola é prazer, esforço ou disciplina?
Professores: profissionais livres e responsáveis ou funcionários obedientes?
Alunos: aprender como e o quê?

É urgente.....Agir sobre o que conta!


31 de Janeiro, Auditório da Escola Secundária Camões, Lisboa (Metro Picoas)


15h: Debate - Escola: o que temos, o que queremos

Com:

Luíza Cortesão (docente na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Univ. do Porto, Presidente do Insitituto Paulo Freire – Portugal)
Manuel Sarmento (docente na Universidade do Minho)

Painel de comentadores:


Isabel Salavessa (Associações de Pais e Encarregados de Educação das Escolas Inês de Castro e Avelar Brotero, de Coimbra)
Joaquim Raminhos (Director do Centro de Formação de Professores de Escolas do Barreiro e Moita)
Rosário Matos (Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Francisco Arruda, de Lisboa)

17h30: Sessão com representantes de movimentos e sindicatos de professores para debater futuras acções de luta



Iniciativa promovida pelo Movimento Escola Pública Igualdade e Democracia

quarta-feira, janeiro 21, 2009

MEP - Debate sobre a Escola Pública: 31/01/2009, Escola Secundária Camões

Debate sobre a Escola Pública a 31 de Janeiro

Escola: o que temos, o que queremos

Há mais escola para lá da avaliação de professores e do Estatuto da Carreira Docente. Que escola procuramos e defendemos?
A escola inclusiva é uma miragem?
O sucesso para todos é facilitismo?
A escola é prazer, esforço ou disciplina?
Professores: profissionais livres e responsáveis ou funcionários obedientes?
Alunos: aprender como e o quê?
É urgente.....Agir sobre o que conta!


31 de Janeiro, Auditório da Escola Secundária Camões, Lisboa (Metro Picoas)

15h: Debate - Escola: o que temos, o que queremos

Com:
Luíza Cortesão (docente na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Univ. do Porto, Presidente do Insitituto Paulo Freire – Portugal)
Manuel Sarmento (docente na Universidade do Minho)

Painel de comentadores:
Isabel Salavessa (Associações de Pais e Encarregados de Educação das Escolas Inês de Castro e Avelar Brotero, de Coimbra)
Joaquim Raminhos (Director do Centro de Formação de Professores de Escolas do Barreiro e Moita)
Rosário Matos (Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Francisco Arruda, de Lisboa)

17h30: Sessão com representantes de movimentos e sindicatos de professores para debater futuras acções de luta

Iniciativa promovida pelo Movimento Escola Pública, Igualdade e Democracia

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Movimento Escola Pública: «Greve histórica, com adesão superior a 90%»

MOVIMENTO ESCOLA PÚBLICA IGUALDADE E DEMOCRACIA

www.movescolapublica.net

Greve Histórica, com adesão superior a 90%

Há sinais indesmentíveis: milhares de professores a fazer greve pela primeira vez, imensas escolas que tradicionalmente registavam adesões baixas às greves e que desta feita superaram os 90%. Os professores mostraram a sua força, e , principalmente, a razão que têm. A Plataforma Sindical fala em 94% de adesão e o Governo, que passou a vegonha de não avançar números dizendo apenas que os refeitórios das escolas estavam a funcionar e que muitas escolas estavam abertas acabou por calcular em 61% o número de grevistas...

Números à parte, foi certamente a maior greve de sempre dos professores. Esmagadora. Uma batalha bem ganha. Mas que não encerra este combate de tantos e tantas pela qualidade da escola pública. (consulta o nosso blogue para ver notícias de algumas das concentrações de professores em dia de greve)



Próximas acções:

Vigília em frente ao Ministério da Educação
Início às 10h do dia 4, até às 22h do dia 5.

Encontro de Escolas em Luta
Leiria, 10h, Teatro José Lúcio da Silva
Inscrições para eneluta@gmail.com (2 representantes por escola)


Vamos suspender esta avaliação em cada escola!

Se a tua escola ainda não tomou essa decisão, disponibilizamos aqui um documento para o efeito.

Está nas mãos dos professores vencer esta luta!

www.movescolapublica.net

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Hoje GRANDE GREVE GERAL NACIONAL!! (e outras notícias da tão maltratada Educação)


Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Documento para suspender a avaliação em cada escola



Contra todas as intimidações e pela qualidade da escola pública, depende dos professores, unidos, suspender este modelo de avaliação em cada escola. Basta para isso não participar nos diversos procedimentos necessários à implementação deste modelo de avaliação. Não haverá sanções contra milhares de professores. Está nas nossas mãos dar parar este processo injusto!


Documento de suspensão da avaliação:

Os/as abaixo-assinados/as comprometem-se a não entregar os objectivos individuais e recusam participar em qualquer procedimento destinado a viabilizar este modelo de avaliação, por considerarem:

- que o modelo de avaliação de desempenho consagrado no Decreto Regulamentar 2/2008 não satisfaz as expectativas de valorização da qualidade da escola pública e do desempenho docente;

- que a seriedade de um modelo alternativo de avaliação só pode ser equacionada à luz da revogação do Estatuto da Carreira Docente que desfaça a fractura entre professores titulares e professores, sendo este um dos aspectos que mais descredibiliza o modelo imposto pelo Governo;

- que o “simplex” abandona a componente científica e pedagógica do trabalho docente, caricaturando as pretensões de avaliação e não mexendo na essência do modelo, numa estratégia que só visa manter a sua face até às próximas eleições;

- que a pressão exercida pelo ME, nomeadamente com o uso abusivo dos endereços electrónicos dos professores, inundando-os de propaganda, ou com as ilegalidades cometidas com os objectivos “On-line” e a dispensa de publicação de competências em Diário da República, são intoleráveis;

- que não estão reunidas as condições materiais para a prossecução deste modelo de avaliação, mormente pela sobrecarga horária que ele impõe com claro prejuízo para o trabalho com os alunos.


__ de ____________de 2008

Agrupamento/Escola________________________________________



Publicada por Movimento Escola Pública
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Direcção Regional de Educação do Centro

Agrupamento de Escolas de Seia
160283

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOCENTE


Atendendo às alterações introduzidas no processo de avaliação docente e com a
finalidade de calendarizar os procedimentos a efectuar, solicito que, até ao próximo dia 3 de Dezembro de 2008, os docentes abaixo referenciados preencham o inquérito e o reenviem ou entreguem ao Conselho Executivo.

Informo que, em resultado dessas alterações,

1- a avaliação do desempenho docente pelo coordenador do
departamento, incluindo a observação de aulas, depende de requerimento do interessado.

2- a avaliação pelo coordenador do departamento é condição
necessária para a atribuição das menções Muito Bom ou Excelente

3- o requerimento a apresentar pelos interessados tem por objecto a
observação de 3 aulas (duas são obrigatórias) e o grupo de recrutamento do avaliador.


INQUÉRITO

Nome: _____________________________________________________

Grupo de recrutamento: _____

Riscar o que não interessa

Desejo ser avaliado pelo coordenador do meu departamento: Sim / Não

Desejo ser avaliado por um docente do meu grupo de recrutamento: Sim / Não

Desejo ser observado em 3 aulas: Sim / Não


A preencher por todos os docentes, excepto:

- coordenadores de departamento

- docentes que não leccionam grupo/turma e não prestam apoio especializado, no


âmbito da Educação Especial ou da Intervenção Precoce

Brevemente, será disponibilizada uma norma para a redacção do requerimento


Seia, 26 de Novembro de 2008

O Conselho Executivo
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ASSOCIAÇÃO SINDICAL PRÓ-ORDEM

ESCLARECIMENTO / TOMADA DE POSIÇÃO


A todos os interessados (particularmente os sócios da Associação Sindical dos Professores Pró-Ordem) na luta que ultimamente tem arrebatado as emoções dos professores portugueses, se esclarece que a posição divulgada ontem, dia 29 de Novembro, aos órgãos de comunicação social pelo Sr. Presidente da Associação Sindical dos Professores Pró-Ordem e hoje, dia 30, igualmente comentada de forma pouco esclarecedora pelo mesmo, é uma posição meramente pessoal.


A maioria dos membros da Direcção desta Associação, para além de outros membros dos respectivos órgãos sociais e bem como a esmagadora maioria dos seus sócios mantém-se coesa e unida na luta que une a Plataforma Sindical dos Professores em defesa da suspensão do actual modelo de avaliação imposto pelo Ministério da Educação.


Nesta conformidade, parece óbvio que a posição assumida pelo Sr. Dr. Filipe do Paulo é tão só uma posição individual da qual se demarca a grande maioria dos seus correligionários, que mantêm a sua adesão à greve agendada para a próxima 4.ª feira dia 3 de Novembro [sic], a menos que a Plataforma Sindical entenda suspendê-la, o que só poderá acontecer se o Ministério da Educação aceder a um diálogo franco e transparente, partindo do pressuposto da suspensão do famigerado modelo de avaliação que pretende impor.


Sempre na luta ao lado dos professores!…


"Alma até Almeida"!…

Os núcleos distritais de sócios da Guarda, Viseu, Aveiro, Coimbra e Setúbal


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Os professores de Setúbal e Palmela fazem greve no dia 3/12 e realizam concentração no Largo da Misericórdia!



Por todo o lado, surgiram comissões de professores que, de forma informal, estão a organizar concentrações de professores. O padrão é este: os professores reúnem à porta da escola entre as 8:30 e as 9:00. Distribuem comunicados aos alunos e aos pais. De seguida, seguem em marcha para o centro da cidade ou da vila e promovem uma concentração.

Na quarta-feira, os professores farão a maior greve de sempre.
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008
Professores de Torres Vedras fazem greve amanhã e promovem concentração junto à Escola Henriques Nogueira!



Um pouco por todo o lado, os professores organizam concentrações à porta das escolas, seguidas de desfiles ou cordões humanos em direcção ao centro das localidades.

A greve de amanhã não pode ser apenas uma greve geral. Tem de ser a maior alguma vez feita pelos professores. E tem de ser acompanhada de concentrações e desfiles com efeito mediático. É no impacto mediático que a vitória dos professores também se ganha. Quem deslocou a luta para o campo mediático foi o Governo. Os professores têm de aproveitar a grande mobilização de amanhã para ocuparem o campo mediático. O Governo vai querer diminuir a grandeza da greve. Os professores têm de mostrar à opinião pública que estão dispostos a prosseguir a luta até ao fim.

E o fim só pode ser um: revogação do decreto-lei 15/2007 e do decreto regulamentar 2/2008. A luta só termina com a criação de um modelo justo de avaliação de desempenho e o fim das duas categorias de professor.
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Professores de Sintra fazem greve no dia 3/12 e promovem concentração em frente da Câmara Municipal!



Os professores do concelho de Sintra, partindo das suas escolas, vão reunir-se no dia 3 de Dezembro, na Av. Heliodoro Salgado, às 11.30h, numa concentração/desfile de protesto, com percurso até à Câmara Municipal de Sintra (tendo já confirmada uma audiência com o Presidente da Câmara), em defesa da Escola Pública e de um ensino de qualidade! Os professores de Sintra (a exemplo de milhares de colegas por todo o país) reafirmam a sua firmeza e determinação na luta contra este modelo de avaliação e este ECD, na luta contra toda a poluição legislativa emanada do ME e as suas manobras de diversão ou intimidação, venham elas embrulhadas em supostas simplificações (umas após outras, logo, sem qualquer credibilidade, apenas demonstrando a total falência deste modelo de avaliação), em ameaças veladas de processos disciplinares ou outras punições, ou através de tentativas desesperadas de desmobilização e divisão da classe docente.
Dia 3 daremos de novo a resposta!
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Um texto de José Maria Cardoso sobre as razões e a importância da greve de amanhã

Estamos num momento crucial da nossa luta.
Esta greve representa o património de luta adquirido, o capital de reivindicação construído e em acção e o potencial de exigência de uma classe pela sua dignificação. Não podemos deixar desmoronar o muro da respeitabilidade profissional que arduamente soubemos construir. Há momentos em que o momento de dizer o que queremos é único. Não podemos deixar fugir a oportunidade de acertar no alvo até porque nunca se dispara duas vezes a mesma bala.
Esta greve representa o clamor de revolta, da indignação, do basta de incompetência e de que está na hora desta ministra e seus acólitos irem embora. Já percebemos que a prepotência da frase lapidar “Perdi os professores mas ganhei a opinião pública”, deu lugar ao tacticismo sinistro e indecoroso do “Peço desculpa aos professores pelos incómodos que lhes possa ter causado”, com o intuito de dissimular a obstinação das decisões ao mesmo tempo que conserva a coacção sobre opiniões e alarga o temor com intimações. Também já deviam ter percebido que esta classe sabe enfrentar a arrogância da intransigência, quer abrir o trilho de um novo paradigma profissional e pode derrotar um ciclo político de falaciosas reformas.
Esta greve representa a exigência de revogação de todo o ardiloso arquétipo para a educação no nosso país. O ECD dividiu-nos em titulares e suplentes. O processo de avaliação põe os titulares a ordenar os suplentes. O modelo de gestão restitui a salazarenta figura do absoluto director que ordena os titulares. As direcções regionais, súbditas do ministério, controlam os directores. Por ironia do destino ou fatalismo da inoperância, lá estamos nós a aplicar na educação o molde hierarquizante do capitalismo na altura em que mais se evidenciam as falhas deste sistema político. Fiquem sabendo que não queremos só suspender a avaliação de desempenho, queremos, e muito, refazer o ECD e anular a nova gestão das escolas.
Esta greve representa a inteligência de quem sabe que o 1º ministro já sabe que o modelo de avaliação de desempenho, tal como foi e é apresentado, nunca será aplicado. A teimosia é politica – não se pode quebrar a imagem de marca das reformas; a visão é eleitoralista – já perdemos os votos da esquerda vamos recuperá-los na direita que defende os inflexíveis; o plano é de desgaste – fragmentamos pelos órgãos de gestão, ameaçamos pelos mais vulneráveis, instalamos a divisão e o caos e depois culpamos-lhos pela impraticabilidade. As últimas diligências ministeriais são disso um lastimável exemplo. A noiva tirou o véu. Já não interessam os resultados escolares. Para quê as aulas assistidas? Porque é que haviam de preencher aquelas aberrantes fichas de registo? Os professores é que complicaram tudo e fizeram com que estes dois anos de trapalhadas não servissem para nada. Até agora foi demasiado “complex” mas a partir deste momento temos um imenso “simplex”.
Senhora ministra e seus indefectíveis secretários, Senhor 1º ministro e seus solícitos discípulos. Fiquem sabendo que os professores há muito que deixaram de acreditar nas vossas tóxicas propostas, que aprenderam a não aceitar patranhas aveludadas e sentem-se enxovalhados por levianas politicas de educação.
Por tudo isto estivemos 100 mil na rua a 8 de Março. Fomos 120 mil (cerca de 85% do total de docentes do país) a manifestarmo-nos a 8 de Novembro. Repetimos a manifestação e a 15 de Novembro alguns milhares voltaram a Lisboa. Voltamos a estar milhares nas ruas das capitais de distrito na semana passada. Agora estamos em greve nacional e com total determinação de alargar a razão da nossa luta.
É tempo de dizer o que tem de ser dito, de fazer o que tem que ser feito, de não trair o que já tanto se fez e de não ceder ao tanto que já se ganhou. Temos de saber dizer a este governo que “Perdemos uma ministra e ganhamos uma classe”.
A greve é crucial, a luta é capital e capitula quem perder.
José Maria Cardoso
Escola Secundária Alcaides de Faria – Barcelos

segunda-feira, novembro 24, 2008

Movimento Escola Pública (MEP) - 24 Novembro: Reuniões Plenárias

MOVIMENTO ESCOLA PÚBLICA
IGUALDADE E DEMOCRACIA

www.movescolapublica.net


24 de Novembro, Reuniões Plenárias do Movimento Escola Pública

VISEU, 18h, Associação Comercial de Viseu

PORTO, 19h, ESMAE – Pavilhão 2 (Ex-Magistério primário, Rua da Alegria, 503)

Estas reuniões são abertas a todos os professores e cidadãos.


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A resposta das escolas aos remendos apresentados pelo governo está a ser clara e unida. Isso mesmo prova a notícia deste sábado do semanário Expresso. Na origem dos principais erros deste modelo de avaliação está um Estatuto da Carreira Docente que cria artificialmente professores de primeira e de segunda, e coloca docentes avaliadores a competir com docentes avaliados para as notas mais altas, promovendo a desconfiança e o mal estar entre pares. Uma ameaça à escola pública, que se quer centrada nos alunos e na melhoria das práticas pedagógicas.
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Principais Conclusões da Reunião Plenária em Lisboa:

O recente anúncio do governo de simplificação de alguns procedimentos deste modelo de avaliação é tão só a forma que encontrou para salvar a face. Mas não salva nenhuma das faces porque não mexe nas bases deste modelo, injustas e perturbadoras do funcionamento das escolas. Porque mantém professores a vigiar professores, estimula a competição e a desconfiança entre pares, em vez de apostar na cooperação entre profissionais para impulsionar projectos de escola centrados nas necessidades e aspirações dos alunos.

Vê aqui todo o documento: