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terça-feira, fevereiro 03, 2009

Movimento Escola Pública - Conclusões do Debate de 31/Jan (Lisboa)

Resumo e conclusões do debate deste Sábado


Depois do que já postámos aqui, publicamos agora uma resanha mais completa do debate de dia 31:

Cerca de 70 pessoas estiveram no anfiteatro da Escola Secundária Camões para debater “a escola que temos, a escola que queremos”.

A riqueza e pluralidade das intervenções não cabem em resenhas, mas aqui ficam algumas notas para @s que queriam ter ido e não puderam e para @s que ainda acreditam que uma outra escola é possível…

Luiza Cortesão trouxe-nos, como é seu hábito, uma abordagem frontal sobre as questões da reprodução social e da discriminação através da escola, centrando-se na actualidade da pergunta: houve uma real democratização do ensino?

Com ela nos ajudou a interrogar os contextos das escolas “top mais” e “top menos” nos rankings e a questionar quem é o público dos CEF’s e dos cursos profissionais. Obrigou-nos a confrontar a escola dualizada e os saberes dualizados (para “ricos” e “pobres”), e a repensar os desafios colocados aos profissionais da educação. Nem funcionários robotizados e obedientes, nem “agentes messiânicos”, professores e professoras são agentes sociais que, mais cúmplices ou menos cúmplices, são sempre responsáveis.

E sobre as escolhas e as respostas políticas ao insucesso e ao abandono, Manuel Sarmento recordou que entre as duas opções de entender a mudança da escola, como sobredeterminada pela mudança social ou pelo interior da própria escola, o governo PS escolheu a segunda, o que lhe permite descartar-se de políticas públicas de largo espectro e descarregar na escola a culpalização e a penalização.

Desenvolvendo, entre outras linhas de reflexão, aquela que tem sido central no seu trabalho, Manuel Sarmento confrontou-nos com as questões colocadas pela reinstitucionalização da infância. Reflectir sobre a criança “global”, e a indústria global, e a criança cidadã, sobre cujos direitos existe uma inflação discursiva e uma realidade anémica, é exigência inadiável, nomeadamente perante o galope da ideologia de mercado como solução para os problemas das escolas.

A competição que favorece a desigualdade, a privatização de segmentos da educação, a asfixia de formas de democracia, são indicadores do modelo empresarial das escolas que exige alternativas. E elas passarão: por processos de aprendizagem organizacional, pela autoavaliação institucional, pela construção da escola como espaço social participado, não de uma mas de muitas lideranças, onde a pedagogia está primeiro.

Rosário Matos trouxe-nos a sua experiência como Presidente de um Conselho Executivo que tenta resistir ao frenesim da escola empresa e confrontou-nos com os desafios: a procura do sucesso real quando a realidade muda e a escola tem de dar novas respostas, nomeadamente às crianças e aos jovens filhos de imigrantes.

Joaquim Raminhos desafiou-nos sobre os novos caminhos, dos muitos que já são feitos quando as escolas se vêem a braços com crianças e jovens de contextos desfavorecidos, os mesmos que levam comer na marmita para casa, os mesmos que levam professores e funcionários a quotizarem-se para ajudar no essencial. E se o assistencialismo não é a resposta mas paliativo, estas experiências não deixam de dar contas dos “milagres” reais que as escolas fazem todos os dias, quando o governo continua mouco a políticas públicas prioritárias.

Isabel Salavessa, representante das Associações de Pais (e mães…) deu ainda o seu testemunho em defesa da escola pública, da qualidade que lhe deve ser exigida, nomeadamente ao nível das competências de língua, quando a multidisciplinarização é uma evidência.

As questões colocadas pel@s presentes foram muitas, pelo que fica apenas o sinal sobre prioridades para o debate futuro: o público dos CEF’s e a solidão da escola e dos professores perante a ausência de redes sociais e equipas multidisciplinares; o fim dos “chumbos” e a procura de estratégias que permitam falar sobre igualdade de oportunidades real; o destrunfar de áreas de saber como a História, na escolaridade obrigatória, quando o repto lançado pela Mesa fora o da valorização do conhecimento, da aprendizagem pela reflexão e pela compreensão do mundo em que se vive; da avaliação dos professores e do modelo de gestão centrado no director como peças do modelo empresarial.

O debate teve depois uma segunda parte que contou com os contributos de membros de diversos movimentos e sindicatos presentes sobre o momento da luta de professores e as perspectivas de futuro. Expressas as angústias, por diversos intervenientes, da situação de escolas onde a larga maioria de professores cedeu ao medo e entregou objectivos individuais, a análise feita salvaguardou:

- que as formas de luta mais eficazes têm sido colectivas (greves, manifestações, posições de escola) e não as que colocam cada professor, individualmente, perante a ameaça real da desvalorização da carreira e da sua precarização;

- que é errada qualquer ostracização d@s colegas que procederam à entrega dos O.I porque ela não corresponde ao seu consentimento às políticas do governo;

- que tem ganho espaço a consciência dos riscos que a escola pública corre com este governo;

- que o apelo da resistência escola a escola foi correcto e que as respostas têm sido muito diversificadas (e também dependentes da resistência ou da capacidade de intimidação dos poderes locais, nomeadamente dos PCES), estando para breve a contabilização do número de professores e escolas que resistiram a esta fase da avaliação;

- que a luta está aí e para continuar, devendo ser estratégica e aceitar formas de radicalização consensualizadas (incluindo a marcha pela educação ou um número de dias de greve mais eficaz).

Vê aqui mais fotos e ideias

sábado, janeiro 31, 2009

MEP: «ESCOLA: o que temos, o que queremos

No próximo sábado, dia 31 de Janeiro, a partir das 15 horas, no Auditório da Escola Secundária Camões, em Lisboa (entrada pela Rua Almirante Barroso), realiza-se um debate aberto a todos os interessados , sobre o tema:

A Escola - O que temos/ o que queremos

numa organização do Movimento Escola Publica - Igualdade e Democracia. Na mesa estarão dois oradores. A saber: Luisa Cortesão , Presidente do Instituto Paulo Freire e Manuel Sarmento, docente da Universidade do Minho. Para fazer alguns comentários estarão também presentes: Isabel Salavessa, membro de duas Associações de Pais, Joaquim Raminhos, Directo do Centro de Formação de Professores de Escolas do Barreiro e Moita e também Rosário Matos, Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Francisco de Arruda, em Lisboa.

A ENTRADA É LIVRE

Para qualquer esclarecimento adicional podem ser contactados: Cecília Honório: 963618547 ou Vitor Sarmento- 914887468.

Para mais informações Clique aqui

terça-feira, janeiro 27, 2009

MEP - «Escola: o que temos, o que queremos» - 31/Jan, Esc. Sec. Camões

(carregue na imagem para aumentar)

Escola: o que temos, o que queremos

Há mais escola para lá da avaliação de professores e do Estatuto da Carreira Docente. Que escola procuramos e defendemos?
A escola inclusiva é uma miragem?
O sucesso para todos é facilitismo?
A escola é prazer, esforço ou disciplina?
Professores: profissionais livres e responsáveis ou funcionários obedientes?
Alunos: aprender como e o quê?

É urgente.....Agir sobre o que conta!


31 de Janeiro, Auditório da Escola Secundária Camões, Lisboa (Metro Picoas)


15h: Debate - Escola: o que temos, o que queremos

Com:

Luíza Cortesão (docente na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Univ. do Porto, Presidente do Insitituto Paulo Freire – Portugal)
Manuel Sarmento (docente na Universidade do Minho)

Painel de comentadores:


Isabel Salavessa (Associações de Pais e Encarregados de Educação das Escolas Inês de Castro e Avelar Brotero, de Coimbra)
Joaquim Raminhos (Director do Centro de Formação de Professores de Escolas do Barreiro e Moita)
Rosário Matos (Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Francisco Arruda, de Lisboa)

17h30: Sessão com representantes de movimentos e sindicatos de professores para debater futuras acções de luta



Iniciativa promovida pelo Movimento Escola Pública Igualdade e Democracia

quarta-feira, janeiro 21, 2009

MEP - Debate sobre a Escola Pública: 31/01/2009, Escola Secundária Camões

Debate sobre a Escola Pública a 31 de Janeiro

Escola: o que temos, o que queremos

Há mais escola para lá da avaliação de professores e do Estatuto da Carreira Docente. Que escola procuramos e defendemos?
A escola inclusiva é uma miragem?
O sucesso para todos é facilitismo?
A escola é prazer, esforço ou disciplina?
Professores: profissionais livres e responsáveis ou funcionários obedientes?
Alunos: aprender como e o quê?
É urgente.....Agir sobre o que conta!


31 de Janeiro, Auditório da Escola Secundária Camões, Lisboa (Metro Picoas)

15h: Debate - Escola: o que temos, o que queremos

Com:
Luíza Cortesão (docente na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Univ. do Porto, Presidente do Insitituto Paulo Freire – Portugal)
Manuel Sarmento (docente na Universidade do Minho)

Painel de comentadores:
Isabel Salavessa (Associações de Pais e Encarregados de Educação das Escolas Inês de Castro e Avelar Brotero, de Coimbra)
Joaquim Raminhos (Director do Centro de Formação de Professores de Escolas do Barreiro e Moita)
Rosário Matos (Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Francisco Arruda, de Lisboa)

17h30: Sessão com representantes de movimentos e sindicatos de professores para debater futuras acções de luta

Iniciativa promovida pelo Movimento Escola Pública, Igualdade e Democracia

terça-feira, janeiro 20, 2009

HISTÓRIA DA PROFISSÃO DOCENTE - SEMINÁRIO


SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA PROFISSÃO DOCENTE - Dia 31 de JANEIRO de 2009 (sábado)

Local: Auditório Victor de Sá – Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Lisboa) – Entrada Gratuita