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sexta-feira, dezembro 12, 2008

Monólogo do desnorte

À intimidação, os professores respondem com firmeza


O Ministério da Educação vem revelando diariamente o desnorte que ali se instalou após as mais recentes demonstrações de determinação e unidade dos professores portugueses. O clímax da desorientação instalou-se após a maior greve de sempre dos professores portugueses, no passado dia 3 de Dezembro.

Do silenciamento a que foi remetida a Ministra da Educação às inopinadas conferências de imprensa que nada dizem de novo, da marcação de reuniões com sindicatos para apresentar uma coisa agora e logo outra depois, às reuniões e documentos de pressão sobre os órgãos de gestão escolar e outros representantes dos professores nas escolas, tudo serve. Tudo tem sido usado sem lei nem roque, ao serviço do único objectivo que (des)norteia a equipa responsável pela Educação - aplicar, custe o que custar, o inenarrável modelo de avaliação do desempenho docente que, teimosamente, tentam impor aos professores e educadores.

A teimosia que o ME ostenta, percebida, como não podia deixar de ser, a barreira que se lhe opõe - de construção cada dia mais coesa, por parte de uma classe profissional despertada para a defesa da sua própria dignidade -, tem conduzido os seus dirigentes para desesperadas tentativas de abalar essa barreira, nela provocar algumas brechas, intimidar individualmente professores e educadores, no sentido de cederem relativamente a posições que colectivamente construíram.

As Direcções Regionais de Educação, que o ME comanda, têm assumido comportamentos vários, dirigidos, todos eles, nesse sentido. Desde pressões e ameaças sobre Conselhos Executivos, ao uso abusivo de endereços de e-mail dos professores (obtidos por força de imperativos ligados a procedimentos que nada têm a ver com a avaliação de desempenho) para passar mensagens coercivas sobre comportamentos colectivamente assumidos, tudo serve à administração educativa para o prosseguimento de uma sanha persecutória vergonhosamente desencadeada contra toda uma classe profissional.

Dito de maneira mais clara, tudo o que o ME vem realizando nos últimos dias, sobretudo desde a greve de 3 de Dezembro, se orienta no sentido de tentar dividir os professores, procurar isolá-los nas suas respostas, coagindo-os a assinar declarações individuais, levá-los a vacilar perante comportamentos responsavelmente assumidos, quebrar a sua unidade, forçá-los a fraquejar e a ceder.

Mas há uma coisa que o ME ainda não compreendeu e os professores vão ter que lhe ensinar de uma vez por todas: a luta, a sua luta, não se esgota apenas numa das várias modalidades de que se reveste.

E a luta está agora nas escolas, em todas as escolas. Prossegue e desenvolve-se cada vez mais forte, ultrapassando já os 94% que responderam à greve do passado dia 3.

E, para todos esses, o modelo de avaliação do desempenho do Ministério da Educação já não existe. Foi sepultado pela vontade inequívoca daqueles a quem se dirigia.

Por isso, não se pode simplificar o que não existe. Pelo que a insistência na não suspensão já só tem significado para o ME e para o Governo.

Os professores vão, uma vez mais, dar o rosto e mostrar neste dia 11, das formas que considerem mais adequadas a cada escola, que a razão continua do seu lado. Que continuam unidos e sem medo das ameaças, veladas ou não, que todos os dias lhes dirigem. Que querem ser avaliados sim, mas nunca por tão nefasto modelo. E os Sindicatos, na reunião com o ME, saberão assumir o sentir dos professores.

Lisboa, 10 de Dezembro de 2008
O Secretariado Nacional da FENPROF

sábado, dezembro 06, 2008

Projecto aprovado na reunião da CDEP de 02/Dez/2008

Projecto de posição de professores para o dia da greve (3 de Dezembro),

e/ou a apresentar no Encontro de Leiria de 6 de Dezembro

Os professores e educadores estão unidos com os seus sindicatos em torno das exigências contidas na Resolução apresentada por toda a Plataforma sindical, à manifestação de 120 mil, no passado dia 8 de Novembro, em Lisboa.

Nesta Resolução está contido:

- O apelo a todos os docentes para que suspendessem nas escolas o processo de avaliação do desempenho docente e exigissem a negociação de um novo modelo de avaliação – no âmbito de um processo mais geral de revisão do ECD, que garanta a eliminação da divisão dos docentes em categorias e elimine todos os constrangimentos administrativos a uma normal progressão na carreira (como é o caso das quotas), acabe com a prova de ingresso na profissão, estabeleça regras pedagogicamente relevantes para a organização dos horários, fixe regras excepcionais para a aposentação dos docentes (tendo em conta o elevado desgaste físico e psicológico decorrente do exercício da profissão);

- A exigência do restabelecimento da gestão democrática nas escolas;

- A rejeição da legislação para o novo concurso de colocação dos docentes nas escolas;

- A consideração de serem inaceitáveis as medidas do Governo para limitar a organização e o exercício da actividade sindical;

- A suspensão da participação da Plataforma sindical na Comissão Paritária de Acompanhamento do Regime de Avaliação do Pessoal Docente, até que o Governo suspenda o seu processo de avaliação de desempenho.

Esta Resolução – que fez a unidade de todos os professores e educadores com os seus sindicatos – coloca na ordem do dia a revogação do ECD e a denúncia formal do "Memorando de Entendimento" com o ME, assinado no passado mês de Abril, Memorando que a força da mobilização dos professores ultrapassou.

Os professores e educadores estão unidos com os seus sindicatos; provam-no as tomadas de posição de suspensão da avaliação do desempenho docente, as manifestações e a resposta massiva ao apelo de greve em todo o Ensino básico e secundário.

A nossa mobilização não "tem um mero objectivo corporativo", como o Governo afirma. As nossas exigências constituem a base para a defesa de uma Escola Pública onde existam condições para ensinar e aprender, a começar pela existência de democracia, pelo relacionamento saudável entre pares e por uma avaliação do nosso trabalho destinada a melhorar a qualidade do ensino – em vez da avaliação que o Governo quer impor, destinada a lançar os docentes uns contra os outros, a dividi-los em "categorias" (quando todos fazem basicamente o mesmo tipo de trabalho), de modo a realizar o objectivo economicista de só um terço dos docentes poder atingir o topo da carreira.

Ao defender uma Escola Pública democrática, os professores estão a assumir uma luta que diz respeito a todos os sectores da sociedade, que hoje estão a ser fustigados – de forma particular – pelo mesmo Governo, procurando isolar cada sector e virá-lo contra os outros.

Assim, tratando-se de uma luta de conjunto, cabe aos dirigentes da CGTP e da UGT (às quais pertencem as duas maiores federações dos sindicatos dos professores – FENPROF e FNE) quebrar esta estratégia de divisão feita pelo Governo, organizando a mobilização nacional de todos os sectores da população trabalhadora, em defesa da Escola Pública, de todos os outros serviços públicos e dos trabalhadores do sector privado.

Convictos de que a unidade conseguida no sector do Ensino também poderá ser realizada nos outros sectores e em conjunto, os professores e educadores reunidos em Leiria, a 6 de Dezembro, decidem apelar aos responsáveis da CGTP e da UGT para que organizem a mobilização solidária de todos os sectores da população trabalhadora portuguesa, incluindo se necessário a greve geral nacional.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Professor do Ano de 2007 também aderiu à greve

O docente que venceu o prémio de Professor do Ano em 2007 aderiu, esta quarta-feira, à greve dos professores em protesto não tanto pelo contestado processo de avaliação dos docentes, mas mais por causa das políticas do Governo.
Ouvido pela TSF, Arsélio Martins classificou mesmo algumas destas políticas de «repugnantes» e disse esperar que esta greve «poderosa» também «afecte o Governo e ponha as pessoas a pensar».
«A política do Governo, não só para a Educação, mas em vários aspectos, para mim, em algumas alturas, chega a ser repugnante», acrescentou este docente.
Arsélio Martins disse ainda ter sido convocado para esta greve não tanto pelos «sindicatos e agentes sindicais ou pelos problemas da avaliação dos professores, mas principalmente pelo eng. José Sócrates».
«Andei a elogiar o ministro das Finanças que não queria salvar bancos privados portugueses e gestores de fortunas e fui surpreendido por José Sócrates a mudar totalmente essa política», adiantou.
Este docente disse mesmo não acreditar em políticos que «fazem sistematicamente coisas deste tipo, principalmente numa situação em que há desemprego, problemas complicados financeiros e em que os políticos tomam decisões completamente erradas».
[...]

Movimento Escola Pública: «Greve histórica, com adesão superior a 90%»

MOVIMENTO ESCOLA PÚBLICA IGUALDADE E DEMOCRACIA

www.movescolapublica.net

Greve Histórica, com adesão superior a 90%

Há sinais indesmentíveis: milhares de professores a fazer greve pela primeira vez, imensas escolas que tradicionalmente registavam adesões baixas às greves e que desta feita superaram os 90%. Os professores mostraram a sua força, e , principalmente, a razão que têm. A Plataforma Sindical fala em 94% de adesão e o Governo, que passou a vegonha de não avançar números dizendo apenas que os refeitórios das escolas estavam a funcionar e que muitas escolas estavam abertas acabou por calcular em 61% o número de grevistas...

Números à parte, foi certamente a maior greve de sempre dos professores. Esmagadora. Uma batalha bem ganha. Mas que não encerra este combate de tantos e tantas pela qualidade da escola pública. (consulta o nosso blogue para ver notícias de algumas das concentrações de professores em dia de greve)



Próximas acções:

Vigília em frente ao Ministério da Educação
Início às 10h do dia 4, até às 22h do dia 5.

Encontro de Escolas em Luta
Leiria, 10h, Teatro José Lúcio da Silva
Inscrições para eneluta@gmail.com (2 representantes por escola)


Vamos suspender esta avaliação em cada escola!

Se a tua escola ainda não tomou essa decisão, disponibilizamos aqui um documento para o efeito.

Está nas mãos dos professores vencer esta luta!

www.movescolapublica.net

RTPN: Pergunta da Noite...

OS PROFESSORES AINDA TÊM RAZÕES PARA FAZER GREVE?

inquérito RTPN

http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/noite-noticias/?Pergunta-da-Noite-OS-PROFESSORES-AINDA-TEM-RAZOES-PARA-FAZER-GREVE.rtp&post=5407

Mais de 300 comentários


Números da Greve


Consulte
aqui
as escolas em greve e os números (em actualização) da Greve

PROmova - ESCOLAS DE VILA REAL COM ADESÕES DE 99%. ISTO É HISTÓRICO!...

PROmova.jpg

EM VILA REAL, FIZERAM GREVE AS "TRÊS" CATEGORIAS DE PROFESSORES: "TITULARES", "SIMPLESMENTE, PROFESSORES" E ATÉ, PASME-SE, "PROFESSORES SOCIALISTAS"

http://1.bp.blogspot.com/_KdtlQSb9TP0/STZiQ_iRhxI/AAAAAAAAAdA/swDmHnN5qz8/s400/HPIM1293.JPG http://3.bp.blogspot.com/_KdtlQSb9TP0/STZiQW6xKrI/AAAAAAAAAc4/GlJs2pXwbWQ/s400/HPIM1290.JPG http://4.bp.blogspot.com/_KdtlQSb9TP0/STZrM4c8ayI/AAAAAAAAAdQ/q3JD1MMfyPY/s400/HPIM1294.JPG

Correspondendo ao apelo do Movimento PROmova, os "chantagistas e agitadores" concentraram-se, a partir das 8:00 horas da manhã, à frente das suas escolas, apesar da forte chuva que se abateu sobre Vila Real.
O nível de adesão à greve era total em algumas escolas e registava-se que, nas duas maiores secundárias da cidade, apenas um professor por escola deu aulas (curiosamente, numa das secundárias, a um único aluno).
Desta greve, em Vila Real, ressaltam já duas leituras incontornáveis, a saber: os professores estão unidos e vão continuar a resistir no interior destas escolas até que este modelo de avaliação seja substituído e até que se inicie a revisão do ECD, conducente, entre outros aspectos, à revogação da divisão arbitrária e injusta da carreira; os pais e encarregados de educação optaram, na sua esmagadora maioria, por não levar os seus educandos às escolas, pois têm a percepção clara da dimensão e da justeza das reivindicações dos professores, pelo que eles próprios tinham a expectativa da grandiosidade desta greve, além de que já começaram a compreender as reais intenções desta equipa ministerial, mais interessada em estatísticas balofas do que nas aprendizagens cientificamente consistentes dos alunos.
A fibra dos professores de Vila Real não se verga a ameaças, nem se deixa ludibriar pelo marketing electrónico (que persiste em tratar-nos como "néscios"), e muito menos se deixa seduzir por um "simplex" com um prazo de validade de cariz, nitidamente, eleitoral. Mesmo compreendendo o espírito natalício, os professores de Vila Real também não se vendem a promessas pueris de prémios e eventuais recompensas monetárias.
Apesar das condições climatéricas agrestes, o dia de Greve vai culminar com uma concentração destes professores resistentes e moldados por uma vontade granítica (como diria Torga), em frente à Escola Secundária Camilo Castelo Branco, a partir das 16:00 horas.

UNIDOS, GANHAMOS TODOS; DIVIDIDOS, PERDEMOS TODOS!

PROmova

PROFESSORES – Movimento de Valorização

Posições e textos do PROmova disponíveis em

http://movimentopromova.blogspot.com

FENPROF proclama: «uma greve histórica»

Uma Greve histórica!

As manobras do Ministério da Educação, à última da hora, não conseguiram confundir, desmotivar ou desmobilizar a participação na greve nacional dos professores e educadores, que decorre hoje em todo o País, num clima de grande responsabilidade cívica e também de unidade, firmeza e determinação. O resultado é uma greve histórica da classe docente. Mais de 90 por cento destes profissionais paralisam em todas as regiões e em todas as escolas do ensino não superior. Há concelhos inteiros em que todas as escolas fecharam.

Uma tremenda resposta à intransigência negocial do Ministério da Educação e do Governo, designadamente em torno da avaliação do desempenho e da revisão do ECD, e exigiram um rumo diferente para as políticas educativas. As primeiras reacções do ME, através do Secretário de Estado Jorge Pedreira, são caricatas: o Ministério "só daqui a uma semana é que tem números da greve", há muitas escolas "abertas", o Governo "não abdica" do "essencial" seu modelo de avaliação, etc

A meio da manhã, dirigentes da Plataforma Sindical, incluindo Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF, confirmavam aqueles números, numa improvisada conferência de imprensa realizada à porta da Escola EB 2.3 Marquesa de Alorna, no Bairro Azul, em Lisboa, onde a greve mobilizou também a esmagadora maioria dos seus docentes. Momentes antes, os dirigentes sindicais tinham passado pela Secundária Gil Vicente, encerrada devido à paralisação dos professores.

Sindicatos preparados para tudo:
para a negociação e para a luta

Sublinhando o enorme êxito desta greve nacional, o porta-voz da Plataforma garantiu, nas respostas às questões colocadas pelos profissionais da comunicação social, que os Sindicatos estão hoje, como sempre estiveram, preparados para a negociação séria e objectiva com o ME. Mas também estão preparados, naturalmente, e se o ME persistir na sua insensibilidade política, para dar sequência às decisões tomadas pelo 120 000 docentes que se manifestaram em Lisboa no dia 8 de Novembro, recordando, a propósito, a vigília que está prevista para os dias 4 e 5 à porta do ME, na Av. 5 de Outubro, para além de outras greves em Dezembro e em 19 de Janeiro.

Depois desta greve, a Plataforma Sindical dos Professores considera estarem criadas as condições indispensáveis para que, num quadro absolutamente claro sobre a determinação dos professores e as suas posições, as negociações avancem, tendo como ponto de partida a suspensão do actual modelo de avaliação.
Se o Governo não compreender isto e se mantiver, obsessivamente, na disposição de levar, até às últimas consequências, um braço de ferro com os professores e educadores portugueses, estará a optar, irresponsavelmente, por uma via que porá em causa o normal desenvolvimento do ano lectivo.

Mais professores envolvidos

"Se já de si foram históricas as manifestações de Março e Novembro, hoje temos ainda mais educadores e professores a contestatarem as políticas do ME, a dizerm que não querem ser divididos em professores e em titulares, a dizerem que não querem este modelo de avaliação burocrático, que para se poder aplicar tem que se andar contstantemente a remendar e a adaptar", observou Mário Nogueira.

Segundo notícia divulgada ao princípio da tarde, o Ministério da Educação (ME) admitiu a possibilidade de aplicar o modelo simplificado de avaliação de desempenho não apenas neste ano lectivo, como tinha anunciado, mas também nos próximos, desde que os sindicatos aceitem negociar...

Objectivos fundamentais

Como objectivo imediato da luta dos professores coloca-se a suspensão do actual modelo de avaliação, a negociação de uma solução transitória de avaliação para o ano em curso e a negociação de um novo modelo para o futuro no quadro da revisão do Estatuto da Carreira Docente de onde sejam expurgados, entre outros aspectos, as quotas de avaliação e a divisão da carreira docente. Estes são os objectivos da Plataforma Sindical dos Professores em que a FENPROF se revê e empenha. Estes são, também, os objectivos da luta dos professores, uma luta que conhece hoje, quarta-feira, dia 3, de Dezembro de 2008, um momento particularmente expressivo.

Ao longo do dia actualizaremos aqui toda a informação possível sobre este dia histórico dos professores e educadores portugueses. / JPO

Valter Lemos não vê motivos para a greve

"O Governo introduziu correcções ao modelo que respondem às reivindicações que os sindicatos fizeram durante meses, mas optaram por ignorar e arranjaram outras questões como a estrutura da carreira, que foi feita há dois anos e as quotas que se aplicam a toda a Função Pública e até em melhores condições para os professores", afirmou, frisando que independentemente da adesão à greve "o Governo já disse que não suspende o modelo"
Valter Lemos

A Greve Nacional de Professores de 3/Dez no JN

Jornal de Notícias

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1053343

O "Jornal de Notícias" acompanhou a greve dos professores em várias escolas do país. Nos vários distritos onde passou, a situação foi calma, não houve manifestações de apoio ou repúdio, apenas o gáudio de muitos alunos com a confirmação de "um feriado" há muito anunciado. Os sindicatos falam em 95% de adesão à paralisação, decretada como protesto ao novo modelo de avaliação.

Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, estima que os números da greve rondem os 95% de adesão. "É um orgulho representar os professores. Podemos já dizer que é a maior greve de sempre", disse, considerando "caricato e absurdo" o argumento do Governo de que a maioria das escolas está aberta.

O Secretário-Geral da Fenprof recusa a acusação de se negarem a negociar. "Queremos uma negociação aberta, não queremos é estar sujeitos à negociação do Governo", disse Mário Nogueira, em declarações à SIC notícias.

Guarda perto dos 100%

Os dados apurados pelo JN, junto de fonte sindical, situam a greve no distrito da Guarda perto dos 100%. "É uma greve histórica", disse Sofia Monteiro, coordenadora do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC). Das 29 escolas secundárias do distrito, 19 registavam entre 99 e 100% de adesão. Entre as outras 10, os professores em greve passavam os 95%.

Entre as escolas do 1º Ciclo, a adesão à greve situa-se entre os 98 e os 100%, sendo na maioria estará mesmo parada. A título de exemplo, na escola do Bonfim, na Guarda, o sindicato diz que há apenas um professor a leccionar.

Os alunos aproveitaram o "feriado" anunciado, para gozar a manhã sem aulas, sem manifestações ou confusões. Os Conselhos Executivos já haviam informado as transportadoras, que levaram de volta a casa os alunos que, diariamente, se deslocam de autocarro das várias aldeias para a sede do distrito.

Aveiro entre os 76 e os 100%

Em Aveiro, a adesão à greve varia entre um mínimo de 76 e um máximo de 100%, números apurados pelo JN junto de fonte sindical. Na preparatória João Afonso, não houve professores para dar aulas, o que também aconteceu nos jardins de infância e escolas do 1º ciclo do agrupamento de Aveiro, onde a greve teve uma adesão total. A secundária Homem Cristo registou, também, 100% de adesão ao protesto.

Na secundária José Estêvão, também em Aveiro, a greve situou-se nos 80%, um pouco acima dos 76% registado na Mário Sacramento. Entre uma e outra, na primária da Vera Cruz, só quatro dos 18 professores é que não aderiram à greve, o que redunda em cerca de 72% de adesão ao protesto. Em Ílhavo, a greve tocou os 100%, tanto na Escola Secundária como na EB 2,3.

Viseu entre acima dos 90%

No distrito de Viseu, a greve de professores registava, ao fim da manhã, o encerramento de 39 dos 65 agrupamentos de escolas no distrito de Viseu. Os restantes apresentavam índices de adesão que oscilavam entre os 72% (escola dos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico de Penalva do Castelo) e os 99% (agrupamentos de escolas Ana de Castro Osório em Mangualde e S. João da Pesqueira.

Francisco Almeida, dirigente local do SPRC, considerava que no distrito de Viseu era"mais fácil encontrar uma agulha num palheiro do que um professor a trabalhar". O sindicalista sublinhou que, na prática, "não houve aulas em todas as escolas do distrito de Viseu"."

"Em Mangualde, apenas uma professora a deu aulas. A adesão a greve é de 99%. Francisco Almeida lembra ainda que em Cinfães "os 83 professores do 1º ciclo do ensino básico estiveram todos em greve".

Na EB 2,3 Infante D. Henrique, em Repeses, Viseu, a ministra da Educação teve direito a uma canção muito especial. Fernando Pereira, o seu autor, fez incidir sobre o refrão a ideia geral da melodia: "está na hora de a ministra ir embora". O docente assume que se trata de uma forma de "intervenção e protesto". Uma maneira de mostrar à tutela que "a Educação é a grande riqueza de um país".

Braga ronda os 95% de adesão

Em vários concelhos do distrito de Braga, a adesão à greve ultrapassa os 95% e em várias escolas só apareceram ao serviço um ou dois professores. Alguns estabelecimentos de ensino tinham as portas abertas e os serviços mínimos a funcionar, mas por todo o distrito foram raras as aulas dadas, da parte da manhã.

Na capital de distrito, na EB 2,3 Carlos Amarante, apareceram dois docentes, enquanto na Alberto Sampaio alguns docentes, sobretudo os mais jovens, apareceram para leccionar mas para um número reduzido de alunos. Nesta escola, os elementos do Conselho Executivo também fizeram greve. No Liceu D. Maria II, o presidente do Conselho Executivo, Vasco Grilo, contabilizou 90% de professores faltosos.

Na EB 2,3 de Lamaçães, com 1500 alunos, só se apresentou um professor de espanhol, numa adesão massiva que deixou os pais com a vida mais complicada. "Compreendo a luta, mas tenho três filhos e não tenho onde os deixar. Vou faltar hoje ao trabalho", disse ao JN uma mãe que se deslocou à escola para ver se havia aulas.

Parretas, Nogueira, Maximinos, Palmeira ou Nogueira são alguns dos locais da cidade onde também não houve aulas nos vários estabelecimentos escolares. Mesmo com o peso da greve em curso, o Conservatório Calouste Gulbenkian registou 100% de adesão ao nível do primeiro ciclo. No segundo e terceiro ciclos, bem como no secundário, dos 55 docentes, 45 fizeram greve, o que situa os números da adesão nos 81%.

Em Vila Verde, Amares, Terras de Bouro, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho há inúmeras escolas fechadas, a maioria com 100% de professores em greve.

Professores foram para a praça da Liberdade, no Porto

Na cidade do Porto, a manhã começou negra, chuvosa e sem aulas nos estabelecimentos de ensino visitados pelo JN. Às 8h30, na Escola Carolina Michaelis, os alunos subiam as escadas para poucos minutos depois as descerem já com a notícia de que não teriam aulas. A alegria de uns contrastava com a desilusão de outros. "Adormeci, mas vim à pressa porque amanhã vou ter um exame de História e afinal foi tudo para nada", afirmou Joana Patrícia. "E não me parece que a professora adie porque ela não é de adiar", acrescentou. À porta da escola, alheios à forte chuva, muitos alunos reuniam-se e alegremente faziam planos para o resto do dia. "Vamos para o shopping passear", dizia a grande parte.

Às 9h00, na Escola Secundária Filipa de Vilhena, o cenário era semelhante, com todos os professores do primeiro turno da manhã a aderirem à greve. Durante o tempo que o JN passou à porta da escola apenas um docente entrou nas instalações e fez questão de dizer que vinha mas que não ia dar aulas e estava em greve. Pouco antes, um pai, depois de avisado telefonicamente pelo filho, veio buscá-lo para p levar a casa. "Já sabia e por isso estava de prevenção. Como moro perto, não me custa muito vir cá buscá-lo. Agora, vai passar o dia comigo" afirmou Paulo Sousa, salientando que concorda com as reivindicações dos professores e que dá todo o apoio à greve.

A meio da manhã, cerca de uma centena de professores estava concentrada na praça da Liberdade, no centro do Porto, em sinal de protesto contra o modelo de avaliação.

Leiria com média perto dos 90%

Em Leiria, as duas maiores escolas secundárias do distrito registavam uma adesão de 90% (Rodrigues Lobo) e 91% (na Domingos Sequeira), com a greve a paralisar a EB de Marrazes, que encerrou. A Escola Secundária de Pombal registava 93% de adesão, enquanto a Calazans Duarte (87%), na Marinha Grande, parecia ser a que menos aderiu à paralisação.
"Sem dúvida que estamso perante a maior greve dos professores desde o 25 de Abril", disse ao Jornal de Notícias uma fonte do Sindicato dos Professores da Região Centro.

Beja entre os 70 e os 99%

Em Beja, dados apurados directamente junto dos concelhos directivos, mostram alguma dispararidade na adesão à greve. O Agrupamento de Santa Marinha, com sete escolas, estava nos 99%, enquanto nas sete escolas do agrupamento Mário Beirão a greve se situava entre os 60 e os 70%. Pelo meio, 80% na secundária D. Manuel 1º, 86% na Diogo de Gouveia e 90% na Santiago Maior.

"Não faço greve porque sempre estive contra o modelo de avaliação. Mais agora, depois das alterações", disse Conceição Casanova, uma das professoras da escola Santiago Maior que não aderiram à greve. Na de Santa Maria, Rogério Inácio também não aderiu à paralisação, simplesmente porque não podia: sendo um dos três professores do Curso de Educação e Formação, foi obrigado a leccionar.

Meio milhar nas ruas de Viana do Castelo

Em Viana do Castelo, cerca de 500 professores manifestaram-se na Praça da República. A chuva causou estragos na concentração, com os docentes algo espalhados pela praça, cartão de visita da cidade, mas não afectou a motivação.

"Queremos ser avaliados com seriedade" lia-se em alguns dos cartazes. Outros eram "Por uma escola de rigor e exigência", com alguns professores a dirigirem os dizeres a Maria de Lurdes Rodrigues: "Senhora Ministra, queremos trabalhar com dignidade".

A concentração começou às 10 horas na Praça da República, de onde saiu, uma hora depois, para o Governo Civil de Viana do Castelo. Em frente ao palácio, os professores acenaram com lenços brancos e pediram a demissão da ministra Maria de Lurdes Rodrigues.

Segundo dados apurados pelo JN junto de fonte sindical, a greve situa-se bem acima dos 90%, perto mesmo dos 100%, em todo o distrito de Viana do Castelo.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Comunicado dirigido a alunos, pais, e.e. e restantes cidadãos

Alunos
Pais
Encarregados de Educação
População em geral

COMUNICADO

Os professores que hoje fazem greve não esquecem a aula que fica por dar. Pensam

em como terão que dar todas as que virão. O prejuízo dos alunos não está nesta aula perdida.
O benefício, esse, estará nos resultados deste protesto. Hoje, e sempre, os professores
pensam no melhor para os seus alunos, alguns dos quais também são filhos de professores.
Os nossos alunos são pessoas de pleno direito, em formação, que merecem a defesa
de um Futuro e de uma Escola de qualidade.
Porque há momentos em que trabalhar, de qualquer forma e a qualquer preço, é mais
indigno do que parar, hoje fazemos greve por nós e por vós!

EM DEFESA de uma Escola Pública de qualidade!
EM DEFESA dos Alunos!
EM DEFESA dos Professores e Educadores!
EM DEFESA de um modelo de avaliação sério, justo e formativo!
EM DEFESA da uma escola autónoma e democrática!
EM DEFESA da suspensão do actual modelo de avaliação!
EM DEFESA de uma profissão digna, capaz de cumprir o papel social dos docentes!
EM DEFESA do abandono das propostas do ME de alteração ao diploma de concursos!
EM DEFESA de uma negociação efectiva do Estatuto da Carreira Docente!
CONTRA o ECD do Ministério da Educação, porque divide artificial e administrativamente
a carreira em duas categorias – Professores e Professores Titulares!
CONTRA o modelo de avaliação do desempenho em vigor, porque não é justo, não é exequível
e não é cientificamente rigoroso!
CONTRA as propostas de alteração aos concursos, porque não só agravam a instabilidade
e precariedade profissional e laboral dos professores e educadores, como ameaçam a existência
de critérios transparentes e objectivos em matéria de graduação profissional e, por
essa via, de selecção dos docentes!
CONTRA a existência de barreiras artificiais no ingresso e na progressão na carreira!
CONTRA horários de trabalho irrealistas e pedagogicamente inadequados!

(elaborado por um grupo de professores)

Hoje GRANDE GREVE GERAL NACIONAL!! (e outras notícias da tão maltratada Educação)


Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Documento para suspender a avaliação em cada escola



Contra todas as intimidações e pela qualidade da escola pública, depende dos professores, unidos, suspender este modelo de avaliação em cada escola. Basta para isso não participar nos diversos procedimentos necessários à implementação deste modelo de avaliação. Não haverá sanções contra milhares de professores. Está nas nossas mãos dar parar este processo injusto!


Documento de suspensão da avaliação:

Os/as abaixo-assinados/as comprometem-se a não entregar os objectivos individuais e recusam participar em qualquer procedimento destinado a viabilizar este modelo de avaliação, por considerarem:

- que o modelo de avaliação de desempenho consagrado no Decreto Regulamentar 2/2008 não satisfaz as expectativas de valorização da qualidade da escola pública e do desempenho docente;

- que a seriedade de um modelo alternativo de avaliação só pode ser equacionada à luz da revogação do Estatuto da Carreira Docente que desfaça a fractura entre professores titulares e professores, sendo este um dos aspectos que mais descredibiliza o modelo imposto pelo Governo;

- que o “simplex” abandona a componente científica e pedagógica do trabalho docente, caricaturando as pretensões de avaliação e não mexendo na essência do modelo, numa estratégia que só visa manter a sua face até às próximas eleições;

- que a pressão exercida pelo ME, nomeadamente com o uso abusivo dos endereços electrónicos dos professores, inundando-os de propaganda, ou com as ilegalidades cometidas com os objectivos “On-line” e a dispensa de publicação de competências em Diário da República, são intoleráveis;

- que não estão reunidas as condições materiais para a prossecução deste modelo de avaliação, mormente pela sobrecarga horária que ele impõe com claro prejuízo para o trabalho com os alunos.


__ de ____________de 2008

Agrupamento/Escola________________________________________



Publicada por Movimento Escola Pública
_________________________________________________________________________________

Direcção Regional de Educação do Centro

Agrupamento de Escolas de Seia
160283

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOCENTE


Atendendo às alterações introduzidas no processo de avaliação docente e com a
finalidade de calendarizar os procedimentos a efectuar, solicito que, até ao próximo dia 3 de Dezembro de 2008, os docentes abaixo referenciados preencham o inquérito e o reenviem ou entreguem ao Conselho Executivo.

Informo que, em resultado dessas alterações,

1- a avaliação do desempenho docente pelo coordenador do
departamento, incluindo a observação de aulas, depende de requerimento do interessado.

2- a avaliação pelo coordenador do departamento é condição
necessária para a atribuição das menções Muito Bom ou Excelente

3- o requerimento a apresentar pelos interessados tem por objecto a
observação de 3 aulas (duas são obrigatórias) e o grupo de recrutamento do avaliador.


INQUÉRITO

Nome: _____________________________________________________

Grupo de recrutamento: _____

Riscar o que não interessa

Desejo ser avaliado pelo coordenador do meu departamento: Sim / Não

Desejo ser avaliado por um docente do meu grupo de recrutamento: Sim / Não

Desejo ser observado em 3 aulas: Sim / Não


A preencher por todos os docentes, excepto:

- coordenadores de departamento

- docentes que não leccionam grupo/turma e não prestam apoio especializado, no


âmbito da Educação Especial ou da Intervenção Precoce

Brevemente, será disponibilizada uma norma para a redacção do requerimento


Seia, 26 de Novembro de 2008

O Conselho Executivo
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ASSOCIAÇÃO SINDICAL PRÓ-ORDEM

ESCLARECIMENTO / TOMADA DE POSIÇÃO


A todos os interessados (particularmente os sócios da Associação Sindical dos Professores Pró-Ordem) na luta que ultimamente tem arrebatado as emoções dos professores portugueses, se esclarece que a posição divulgada ontem, dia 29 de Novembro, aos órgãos de comunicação social pelo Sr. Presidente da Associação Sindical dos Professores Pró-Ordem e hoje, dia 30, igualmente comentada de forma pouco esclarecedora pelo mesmo, é uma posição meramente pessoal.


A maioria dos membros da Direcção desta Associação, para além de outros membros dos respectivos órgãos sociais e bem como a esmagadora maioria dos seus sócios mantém-se coesa e unida na luta que une a Plataforma Sindical dos Professores em defesa da suspensão do actual modelo de avaliação imposto pelo Ministério da Educação.


Nesta conformidade, parece óbvio que a posição assumida pelo Sr. Dr. Filipe do Paulo é tão só uma posição individual da qual se demarca a grande maioria dos seus correligionários, que mantêm a sua adesão à greve agendada para a próxima 4.ª feira dia 3 de Novembro [sic], a menos que a Plataforma Sindical entenda suspendê-la, o que só poderá acontecer se o Ministério da Educação aceder a um diálogo franco e transparente, partindo do pressuposto da suspensão do famigerado modelo de avaliação que pretende impor.


Sempre na luta ao lado dos professores!…


"Alma até Almeida"!…

Os núcleos distritais de sócios da Guarda, Viseu, Aveiro, Coimbra e Setúbal


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Os professores de Setúbal e Palmela fazem greve no dia 3/12 e realizam concentração no Largo da Misericórdia!



Por todo o lado, surgiram comissões de professores que, de forma informal, estão a organizar concentrações de professores. O padrão é este: os professores reúnem à porta da escola entre as 8:30 e as 9:00. Distribuem comunicados aos alunos e aos pais. De seguida, seguem em marcha para o centro da cidade ou da vila e promovem uma concentração.

Na quarta-feira, os professores farão a maior greve de sempre.
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008
Professores de Torres Vedras fazem greve amanhã e promovem concentração junto à Escola Henriques Nogueira!



Um pouco por todo o lado, os professores organizam concentrações à porta das escolas, seguidas de desfiles ou cordões humanos em direcção ao centro das localidades.

A greve de amanhã não pode ser apenas uma greve geral. Tem de ser a maior alguma vez feita pelos professores. E tem de ser acompanhada de concentrações e desfiles com efeito mediático. É no impacto mediático que a vitória dos professores também se ganha. Quem deslocou a luta para o campo mediático foi o Governo. Os professores têm de aproveitar a grande mobilização de amanhã para ocuparem o campo mediático. O Governo vai querer diminuir a grandeza da greve. Os professores têm de mostrar à opinião pública que estão dispostos a prosseguir a luta até ao fim.

E o fim só pode ser um: revogação do decreto-lei 15/2007 e do decreto regulamentar 2/2008. A luta só termina com a criação de um modelo justo de avaliação de desempenho e o fim das duas categorias de professor.
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Professores de Sintra fazem greve no dia 3/12 e promovem concentração em frente da Câmara Municipal!



Os professores do concelho de Sintra, partindo das suas escolas, vão reunir-se no dia 3 de Dezembro, na Av. Heliodoro Salgado, às 11.30h, numa concentração/desfile de protesto, com percurso até à Câmara Municipal de Sintra (tendo já confirmada uma audiência com o Presidente da Câmara), em defesa da Escola Pública e de um ensino de qualidade! Os professores de Sintra (a exemplo de milhares de colegas por todo o país) reafirmam a sua firmeza e determinação na luta contra este modelo de avaliação e este ECD, na luta contra toda a poluição legislativa emanada do ME e as suas manobras de diversão ou intimidação, venham elas embrulhadas em supostas simplificações (umas após outras, logo, sem qualquer credibilidade, apenas demonstrando a total falência deste modelo de avaliação), em ameaças veladas de processos disciplinares ou outras punições, ou através de tentativas desesperadas de desmobilização e divisão da classe docente.
Dia 3 daremos de novo a resposta!
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Um texto de José Maria Cardoso sobre as razões e a importância da greve de amanhã

Estamos num momento crucial da nossa luta.
Esta greve representa o património de luta adquirido, o capital de reivindicação construído e em acção e o potencial de exigência de uma classe pela sua dignificação. Não podemos deixar desmoronar o muro da respeitabilidade profissional que arduamente soubemos construir. Há momentos em que o momento de dizer o que queremos é único. Não podemos deixar fugir a oportunidade de acertar no alvo até porque nunca se dispara duas vezes a mesma bala.
Esta greve representa o clamor de revolta, da indignação, do basta de incompetência e de que está na hora desta ministra e seus acólitos irem embora. Já percebemos que a prepotência da frase lapidar “Perdi os professores mas ganhei a opinião pública”, deu lugar ao tacticismo sinistro e indecoroso do “Peço desculpa aos professores pelos incómodos que lhes possa ter causado”, com o intuito de dissimular a obstinação das decisões ao mesmo tempo que conserva a coacção sobre opiniões e alarga o temor com intimações. Também já deviam ter percebido que esta classe sabe enfrentar a arrogância da intransigência, quer abrir o trilho de um novo paradigma profissional e pode derrotar um ciclo político de falaciosas reformas.
Esta greve representa a exigência de revogação de todo o ardiloso arquétipo para a educação no nosso país. O ECD dividiu-nos em titulares e suplentes. O processo de avaliação põe os titulares a ordenar os suplentes. O modelo de gestão restitui a salazarenta figura do absoluto director que ordena os titulares. As direcções regionais, súbditas do ministério, controlam os directores. Por ironia do destino ou fatalismo da inoperância, lá estamos nós a aplicar na educação o molde hierarquizante do capitalismo na altura em que mais se evidenciam as falhas deste sistema político. Fiquem sabendo que não queremos só suspender a avaliação de desempenho, queremos, e muito, refazer o ECD e anular a nova gestão das escolas.
Esta greve representa a inteligência de quem sabe que o 1º ministro já sabe que o modelo de avaliação de desempenho, tal como foi e é apresentado, nunca será aplicado. A teimosia é politica – não se pode quebrar a imagem de marca das reformas; a visão é eleitoralista – já perdemos os votos da esquerda vamos recuperá-los na direita que defende os inflexíveis; o plano é de desgaste – fragmentamos pelos órgãos de gestão, ameaçamos pelos mais vulneráveis, instalamos a divisão e o caos e depois culpamos-lhos pela impraticabilidade. As últimas diligências ministeriais são disso um lastimável exemplo. A noiva tirou o véu. Já não interessam os resultados escolares. Para quê as aulas assistidas? Porque é que haviam de preencher aquelas aberrantes fichas de registo? Os professores é que complicaram tudo e fizeram com que estes dois anos de trapalhadas não servissem para nada. Até agora foi demasiado “complex” mas a partir deste momento temos um imenso “simplex”.
Senhora ministra e seus indefectíveis secretários, Senhor 1º ministro e seus solícitos discípulos. Fiquem sabendo que os professores há muito que deixaram de acreditar nas vossas tóxicas propostas, que aprenderam a não aceitar patranhas aveludadas e sentem-se enxovalhados por levianas politicas de educação.
Por tudo isto estivemos 100 mil na rua a 8 de Março. Fomos 120 mil (cerca de 85% do total de docentes do país) a manifestarmo-nos a 8 de Novembro. Repetimos a manifestação e a 15 de Novembro alguns milhares voltaram a Lisboa. Voltamos a estar milhares nas ruas das capitais de distrito na semana passada. Agora estamos em greve nacional e com total determinação de alargar a razão da nossa luta.
É tempo de dizer o que tem de ser dito, de fazer o que tem que ser feito, de não trair o que já tanto se fez e de não ceder ao tanto que já se ganhou. Temos de saber dizer a este governo que “Perdemos uma ministra e ganhamos uma classe”.
A greve é crucial, a luta é capital e capitula quem perder.
José Maria Cardoso
Escola Secundária Alcaides de Faria – Barcelos

Avaliação: 13 perguntas e 13 respostas para desfazer equívocos

O Governo tem procurado fazer passar a ideia de que os Sindicatos não querem negociar e não têm qualquer proposta para a avaliação do desempenho docente, o que é falso. Ficam aqui 13 respostas a outras tantas questões que ajudam a esclarecer as dúvidas.
1. Os Sindicatos de Professores alguma vez apresentaram propostas para que se estabelecesse um regime de avaliação de desempenho dos professores?

R.: Por diversas vezes, as primeiras das quais já no final dos anos 80 quando se iniciou a negociação do primeiro Estatuto da Carreira Docente.

2. Mas ao actual Governo foram apresentadas propostas concretas?
R.: Sim, também por diversas vezes. As primeiras datam de Junho de 2006 e assumiam o carácter de contrapropostas às que o Ministério da Educação (ME) tinha apresentado. Prevêem a diferenciação na avaliação, admitem, em determinadas condições, componentes externas, centram-se na actividade docente e dão grande importância aos aspectos científico-pedagógicas.

3. E quando apresentou o ME as suas primeiras propostas?
R.: Em Maio de 2006. Apesar das diversas propostas apresentadas, num primeiro momento por cada organização sindical e, depois, pelo conjunto da Plataforma Sindical (em 11 e 25 de Outubro de 2006). A comparação entre o anteprojecto ministerial e o decreto final não deixa quaisquer dúvidas: contam-se pelos dedos de uma só mão as alterações introduzidas. Em relação às questões de fundo não há mesmo qualquer diferença significativa.

4. Mas não houve um processo negocial que se prolongou por 2 anos?
R.: Se juntarmos o processo de revisão do ECD com o de regulamentação da avaliação, esse foi o período negocial, mas tratou-se de uma negociação que se esgotou nos aspectos formais. Por exemplo, quando em 19 de Outubro os Sindicatos insistiam na necessidade de alterar aspectos significativos do ECD (modelo de avaliação, divisão da carreira, quotas...), foram ameaçados! Ou ajudavam "o barco a chegar a bom porto, ou, se ele afundasse, os seus dirigentes seriam os primeiros a afogarem-se". Foi este o tipo de negociação que, durante dois anos, decorreu.

5. A alteração do modelo de avaliação exige a revisão do Estatuto da Carreira Docente (
ECD)?
R.: Necessariamente… até pelo facto de o modelo se encontrar praticamente todo consagrado no ECD. Além disso, é também o ECD que estabelece a divisão dos professores em "professores" e "professores titulares", assim como as quotas de avaliação.

6: Os professores querem suspender a avaliação. Quererão, com isso, como afirmam alguns governantes, parar a avaliação?
R.: De forma alguma, daí terem afirmado que, da suspensão do modelo em vigor, não deverá decorrer qualquer vazio legal ou o recurso a actos administrativos. O modelo de avaliação imposto pelo ME é fonte de conflito nas escolas; é inadequado, incoerente, ineficaz, injusto e inaplicável. De tal ordem inaplicável que, de cada vez que se aplica, é necessário alterá-lo e simplificá-lo. Estas são razões fortes para que se exija a suspensão. E por cada dia em que se adie essa decisão é mais um dia em que a qualidade educativa, nas escolas públicas, se deteriora.

7. Mas não existia um acordo com o ME para que, este ano, a avaliação se desenvolvesse com normalidade?
R.: Não. Existe um entendimento que permitiu retirar das escolas todo este conflito no final do ano lectivo passado, que criou uma comissão paritária para acompanhamento da implementação do modelo e correcção de ilegalidades, na qual participavam os Sindicatos, e prevê um período para alteração do modelo de avaliação. Esse período é Junho e Julho de 2009, pois, em limite, o modelo de avaliação poderia desenvolver-se até esse momento. Só que a prática veio provar, mais cedo do que o ME previa, que o modelo era inaplicável devendo ser suspenso desde já. Essa é condição para que a tranquilidade regresse às escolas.

8. Porque saíram os sindicatos da comissão paritária?
R.: Porque esta acabou por não ter qualquer utilidade. Nessa comissão, o ME nunca reconheceu os problemas, tentou, quase sempre, justificar as situações anómalas que foram apresentadas e, por esse motivo, acabou por, com esse comportamento, não cumprir a sua parte no entendimento, deixando tudo por solucionar.

9. Segundo o Primeiro-Ministro, no ano anterior já foram avaliados professores por este modelo de avaliação. Isso corresponde à verdade?
R.: Não. Na verdade o modelo tinha sido suspenso, já no ano passado. Não foram avaliados cerca de 92% dos professores e os outros 8% foram-no por procedimentos tão simplificados que não se pode dizer que se lhes aplicou o modelo de avaliação.

10. A suspensão, este ano, faz sentido? Não se cairia no vazio?
R.: Faz todo o sentido, pois protege as escolas no seu funcionamento, não introduz focos de desestabilização no desempenho das funções docentes, logo não tem implicações negativas nas aprendizagens dos alunos. Não se cairia no vazio porque os sindicatos têm propostas de solução transitória para o ano em curso, evitando soluções administrativas. O ME, contudo, veta qualquer possibilidade de alteração e suspensão do actual modelo, inviabilizando a negociação das alternativas que os Sindicatos têm para lhe apresentar.

11. Por que razão os Sindicatos não entregaram essa proposta de solução transitória na reunião, no ME, no passado dia 28 de Novembro?
R.: Porque a ministra foi inflexível nas suas posições; repetiu que a suspensão estava fora de causa; reafirmou que o seu modelo era ajustável, mas não alterável; confirmou que as quotas e a divisão da carreira dos professores eram aspectos inegociáveis; em algumas reuniões, acusou os Sindicatos de não agirem de boa-fé e de não quererem qualquer avaliação; reiterou não haver escolas com a avaliação suspensa; afirmou que os Sindicatos não estavam a representar as posições dos professores...

12. Mas, segundo tem dito o ME, há disponibilidade para negociar. Haverá?
R.: Dificilmente. A "negociação" teve início no dia 28 de Novembro e, no entanto, desde 25 que o Ministério fez chegar às escolas informações sobre as medidas que adoptou, para além de reunir com órgãos de gestão e coordenadores de departamento para os instruir sobre essas medidas. Ou seja, são medidas que antes de o serem já o são…... Esta postura ministerial é lamentável, pois estão a ser dadas orientações ao arrepio das da lei.

13. Sendo assim, as Greves de Dezembro, designadamente a de 3 de Dezembro, terão uma grande importância?
R.: É verdade, uma importância máxima! Os professores têm procurado não prejudicar os alunos e protestam, de há dois anos a esta parte, sempre ao fim de semana ou ao fim do seu dia de trabalho, mas a sua voz parece não ter sido ouvida. O ME e o Governo não souberam interpretar, como deveria, as evidências da indignação dos professores, como não souberam ou não quiseram escutar as suas propostas. Hoje o conflito está muito mais agravado e obriga o Governo a criar condições para que se construa uma solução de consenso que tenha, como pressuposto, a suspensão do modelo de avaliação. A Greve de 3 de Dezembro será um grande momento de protesto e confirmação das posições dos professores!

sexta-feira, novembro 28, 2008

PROmova - apelo à greve nacional 3/Dezembro

PROmova.jpg

Colega,

Se concordas:

- Com a humilhação a que tens sido sujeito(a) e a incompetência de que és acusado(a), aplaudimos o teu masoquismo e não faças greve!

- Com a divisão da carreira, aplaudimos a tua passividade face às injustiças e não faças greve!

- Com este modelo de avaliação, aplaudimos a tua passividade face às incoerências e não faças greve!

- Com o Estatuto da Carreira Docente, aplaudimos a tua submissão e não faças greve!

- Com a suspensão e rejeição deste modelo de avaliação, tendo assinado documento(s) nesse sentido, e não vais fazer greve, então,

LAMENTAMOS a tua falta de coerência e de dignidade!

Só juntos conseguiremos reaver a nossa dignidade e derrotar aqueles que fizeram da hostilização e da humilhação a sua arma contra os Professores.

A luta pela nossa dignidade pessoal e profissional exige o sacrifício de TODOS!

TODOS em greve no dia 3 de Dezembro!

Posições e textos do PROmova disponíveis em

http://movimentopromova.blogspot.com

quarta-feira, novembro 26, 2008

Casquilhos (Barreiro): Resolução da reunião sindical de 20/Novembro

Olá colegas de Ponte de Lima e de todo o país:

Sou professora na Escola Secundária de Casquilhos, no Barreiro, e delegada sindical do SPGL. É uma grande coincidência que os colegas de Ponte de Lima tenham decidido fazer do dia 3, dia de greve nacional, um verdadeiro dia de luta, e não um pretexto para os profs. ficarem em casa ou irem às compras de Natal... Digo isto porque os profs. dos Casquilhos decidiram quase a mesma coisa que vocês! De facto, em reunião sindical no dia 20 (no dia anterior, em RGP, também suspendemos a avaliação, com 90% de votos a favor), reunião essa que foi convocada pela Direcção de Zona do SPGL, tomámos a decisão, entre outras coisas, de utilizar o dia de greve para fazer uma concentração de profs. no centro do Barreiro. Vamos trabalhar em conjunto com os dirigentes do SPGL para divulgar a iniciativa (com cartazes, faixas, etc.) e ter a adesão dos colegas das outras escolas do concelho (todas já fizeram RGPs e aprovaram a suspensão da participação nesta AD).
Também pedimos ao sindicato que fizesse um comunicado para ser distribuído à população durante a concentração do dia 3, para que os pais dos nossos alunos percebam os motivos da nossa luta.
Não é uma coincidência interessante?... Ninguém quer ficar em casa no dia 3, muito pelo contrário! Acho que isto prova que os professores, de Ponte de Lima ao Barreiro, ou seja, de norte a sul do país,
1) estão dispostos a fazer do dia 3 um dia de greve a sério,
2) continuam mobilizados E UNIDOS!!
Envio em anexo a Resolução que aprovámos, por unanimidade, nessa reunião sindical. Aproveito para chamar a atenção para uma coisa que considerámos importante: propusémos que os dirigentes sindicais da zona reunam com os órgãos de gestão (C.Executivos e Pedagógicos), para ajudar os colegas destes órgãos que se sentem isolados ou pressionados pelo ME, dar-lhes esclarecimentos de ordem jurídica, etc., etc.. Não esqueçamos que o ME "conta" com os CEs e CPs para aplicarem a AD nas escolas. Temos que fazer um trabalho persistente para pôr os órgãos do nosso lado, não acham?

Obrigada a todos, e força!

RESOLUÇÃO


Os professores da Esc. Sec. de Casquilhos, reunidos ao abrigo da Lei Sindical com um dirigente do SPGL no dia 20 de Novembro, decidem:

  1. Saudar os colegas de todas as escolas que, no nosso concelho, decidiram suspender a participação no processo de Avaliação de Desempenho (AD), ou pedir a sua suspensão a quem de direito;
  2. Propor à Direcção de Zona do SPGL que emita um comunicado de imprensa dando conta desta situação, a ser divulgado, nomeadamente, nos meios de comunicação local;
  3. Apelar aos órgãos de gestão das escolas para que respeitem a vontade da maioria nas suas escolas, recusando implementar um processo de AD que é rejeitado pela esmagadora maioria dos professores; para ajudar estes colegas, inclusive do ponto de vista jurídico, propomos que a Direcção de Zona do SPGL organize uma reunião com os órgãos de gestão (CEs e CPs) das escolas da nossa zona;
  4. Apelar a que todos os colegas participem massivamente nas mobilizações convocadas pela Plataforma Sindical, nomeadamente nas greves de dias 3 (greve nacional) e 11 de Dezembro (greve regional);
  5. Organizar uma concentração de professores do Barreiro no dia da primeira greve (3 de Dezembro), com distribuição de comunicados à população; divulgar esta iniciativa a nível nacional, para que outras zonas tomem iniciativas semelhantes;
  6. Exigir a retirada da proposta de concursos apresentada pelo ME, manifestando-se disponíveis para lutar por um regime de concursos transparente, com carácter nacional e respeitador dos direitos adquiridos;
  7. Reafirmar a exigência de revogação do ECD da Ministra e do novo regime de gestão.

Aprovada por unanimidade



Ana Paula Amaral

terça-feira, novembro 25, 2008

«A Luta Continua»

Escola Secundária de Ponte de Lima:

"Relativamente à greve geral de dia 3 de Dezembro, após algum debate (pois o $$$ faz falta a toda a gente mas este mês até recebemos o subs. de férias), os presentes, UNANIMEMENTE, afirmaram que irão fazer greve, mas mais do que isso, pretendemos ir todos à escola nesse dia e ficar do lado de fora do portão. Será lindo, os alunos lá dentro e os professores cá fora!!!! Pretendemos contactar as restantes escolas do concelho, no sentido de também eles tomarem a mesma posição, fazerem maioritariamente (ou TOTALMENTE) greve e irem à escola nesse dia. Pretendemos depois, marchar até ao centro da vila onde supostamente encontraremos os colegas das restantes escolas concelhias e manifestarmo-nos TODOS contra esta política educativa.
E é nesse sentido que vos envio este email, para que divulguem e tentem mobilizar os colegas das vossas escolas e de escolas vizinhas a fazerem o mesmo que nós pretendemos fazer!!! Seria lindo, algo inédito, se no país, num dia de greve (onde muitas vezes, para não dizer todas, optamos por ficar em casa) nos mais variados concelhos do país, as escolas fechassem pois todos tinhamos aderido à greve, e todos em conjunto marchassemos para o centro dos concelhos!!!
Vamos contactar a PSP, a Câmara Municipal e o Governo Civil a informar a nossa intenção (pois julgo ser necessário avisar as autoridades), tal como os orgãos da comunicação social para divulgarem o evento.
A concretizar-se pelo país fora, esta acção seria a machadada final no triunvirato da 5 de Outubro. Mobilizem-se e façam o mesmo".

A LUTA CONTINUA
profindignada.wordpress.com