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segunda-feira, março 16, 2009

Avaliação e ECD prejudicam o desempenho dos alunos e inflaccionam as notas

Estudo de professor da Universidade de Londres prova que o novo ECD e o modelo de avaliação do desempenho prejudicam o desempenho dos alunos e inflaccionam as notas

No blogue Profavaliação:

É um estudo académico realizado por um professor de Economia Aplicada da School of Business and Management da Universidade de Londres. O estudo tem o título de Individual Teacher Incentives, Student Achievement and Grade Inflaction. O autor é português: Prof. Pedro Martins. Para além de ser professor na Universidade de Londres, Pedro Martins é "fellow researcher" no Instituto Superior Técnico e no Institute of the Study of Labour, em Bona.
O estudo investigou o impacto das reformas educativas, realizadas, em Portugal, nos últimos 3 anos, no desempenho dos alunos do ensino secundário. O novo ECD, imposto pelo decreto-lei 15/2007, foi incluído no leque de reformas educativas. O estudo baseia-se na informação individual dos resultados dos exames em todas as escolas secundárias portuguesas desde o ano lectivo 2001-02 até ao último ano lectivo completo (2007-08). Utiliza informação disponibilizada pelo Júri Nacional de Exames e que tem sido utilizada para a construção de rankings (por exemplo, aqui e aqui).
Em termos específicos, compara a evolução dos resultados internos e externos (exames nacionais) nas escolas públicas do continente com as escolas privadas e também com as escolas públicas das regiões autónomas. A motivação para esta escolha está no facto de os dois últimos tipos de escolas não terem sido afectadas - pelo menos não com a mesma intensidade - pelas várias alterações introduzidas no estatuto da carreira docente e avaliação de desempenho dos professores. Nessa medida, tanto as escolas privadas como as escolas públicas das regiões autónomas podem servir como contrafactual ou grupo de controlo.
Os resultados indicam uma deterioração relativa de cerca de 5% em termos dos resultados dos alunos das escolas públicas do continente em relação tanto às escolas públicas da Madeira e Açores como às escolas privadas. A explicação dada pelo autor do estudo para este resultado prende-se com os efeitos negativos em termos da colaboração entre professores a partir do momento em que a avaliação de desempenho surgiu associada aos resultados escolares dos alunos (taxas de insucesso e de abandono). Ou seja, os professores começaram a colaborar menos uns com os outros e a partilharem menos os materiais e os conhecimentos. Por outro lado, o aumento da carga burocrática associada à avaliação também poderá ter tido custos em termos da qualidade da preparação das aulas.
Por outro lado, o estudo conclui que a variação em termos dos resultados internos destes mesmos alunos é menor, embora também negativa - cerca de 2% (em contraponto a 5% nos exames nacionais). A diferença entre os dois resultados, que sugere aumento da inflacção das notas, pode explicar-se pela ênfase colocada pelo ECD (decreto-lei 15/2007) e pelo modelo de avaliação de desempenho (decreto regulamentar 2/2008), pelo menos na sua primeira versão (antes da avaliação simplificada) - nos resultados dos alunos (taxas de insucesso e de abandono) como item a ser considerado na avaliação dos professores.
Este estudo é de enorme importância. As conclusões arrasam o novo ECD, o novo modelo de avaliação de desempenho de professores e as restantes reformas educativas introduzidas no ensino secundário. Espero que os jornais e as televisões peguem nos resultados deste estudo. Está tudo neste post, incluindo a versão completa do estudo do Prof. Pedro Martins.
Para saber mais:

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Comunicado dirigido a alunos, pais, e.e. e restantes cidadãos

Alunos
Pais
Encarregados de Educação
População em geral

COMUNICADO

Os professores que hoje fazem greve não esquecem a aula que fica por dar. Pensam

em como terão que dar todas as que virão. O prejuízo dos alunos não está nesta aula perdida.
O benefício, esse, estará nos resultados deste protesto. Hoje, e sempre, os professores
pensam no melhor para os seus alunos, alguns dos quais também são filhos de professores.
Os nossos alunos são pessoas de pleno direito, em formação, que merecem a defesa
de um Futuro e de uma Escola de qualidade.
Porque há momentos em que trabalhar, de qualquer forma e a qualquer preço, é mais
indigno do que parar, hoje fazemos greve por nós e por vós!

EM DEFESA de uma Escola Pública de qualidade!
EM DEFESA dos Alunos!
EM DEFESA dos Professores e Educadores!
EM DEFESA de um modelo de avaliação sério, justo e formativo!
EM DEFESA da uma escola autónoma e democrática!
EM DEFESA da suspensão do actual modelo de avaliação!
EM DEFESA de uma profissão digna, capaz de cumprir o papel social dos docentes!
EM DEFESA do abandono das propostas do ME de alteração ao diploma de concursos!
EM DEFESA de uma negociação efectiva do Estatuto da Carreira Docente!
CONTRA o ECD do Ministério da Educação, porque divide artificial e administrativamente
a carreira em duas categorias – Professores e Professores Titulares!
CONTRA o modelo de avaliação do desempenho em vigor, porque não é justo, não é exequível
e não é cientificamente rigoroso!
CONTRA as propostas de alteração aos concursos, porque não só agravam a instabilidade
e precariedade profissional e laboral dos professores e educadores, como ameaçam a existência
de critérios transparentes e objectivos em matéria de graduação profissional e, por
essa via, de selecção dos docentes!
CONTRA a existência de barreiras artificiais no ingresso e na progressão na carreira!
CONTRA horários de trabalho irrealistas e pedagogicamente inadequados!

(elaborado por um grupo de professores)

segunda-feira, novembro 24, 2008

Razões do protesto dos alunos

[retirado de saladosprofessores.com]

Alunos da Covilhã saem às ruas
19.11.2008 - 11h23 Lusa

Cerca de 300 alunos de escolas da Covilhã estão esta manhã em protesto pelas ruas da cidade contra as políticas de educação, segundo números da organização.

A manifestação pacífica, seguida pela Polícia de Segurança Pública (PSP), começou pelas 08:00 com uma concentração junto à Escola Secundária Quinta das Palmeiras, passando depois junto às secundárias Frei Heitor Pinto e Campos Melo até ao centro da cidade.

"Nós não fechámos escolas neste protesto", sublinhou João Mineiro, aluno e membro da organização. "Temos todos um valor que se chama liberdade. Temos direito à nossa liberdade, por isso, não fechámos nada. Quem quer vai às aulas, quem quer vem à manifestação", sublinhou.

O protesto saiu para a rua apesar de a ministra da Educação ter assinado no domingo um despacho que desobriga os alunos com faltas justificadas à realização de um exame suplementar, "mas os problemas das escolas não se resumem ao regime de faltas".
"A ministra fez esse despacho no domingo, para evitar as manifestações de segunda-feira. Era bom que o problema da escola pública fosse só o regime de faltas", acrescentou.

Entre as outras razões de queixa estão a falta de aulas de educação sexual nas escolas, "num país com elevada taxa de gravidez na adolescência", "sobrelotação de turmas, falta de condições materiais e humanas, com degradação das escolas e o facto de os alunos não serem ouvidos", lamentou.

"Os alunos não são ouvidos sobre aulas de substituição, sobre exames nacionais ou o sobre o próprio estatuto do aluno", concluiu.

"As turmas estão sobrelotadas. A meio do segundo período os professores estão cansados e é isso que nos transmitem. Como é que querem que sejamos os homems e mulheres de amanhã com o ensino assim", questiona Daniel Saraiva, outra aluna.

quarta-feira, outubro 08, 2008

A Voz dos Alunos

"Convido todos os alunos de Portugal a contribuírem com as suas visões do panorama actual da escola de modo a obtermos uma mudança de ângulo. Será certamente proveitoso para todos." (Jorge Ferrão @ 20:29 em Ferrao.org)
Deixem as vossas opiniões e depoimentos aqui (reenvio para o autor) ou então escrevam para jferrao76@sapo.pt