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domingo, fevereiro 01, 2009

Agrupamento de Escolas de Alvide: Moção

MOÇÃO

Relativamente ao modelo de Avaliação do Desempenho dos Docentes, regulamentado pelo Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro, os Professores e Educadores do Agrupamento de Escolas de Alvide, abaixo assinados, consideram que as alterações introduzidas pelo Decreto Regulamentar 1-A/2009, em nada modificam os princípios e a filosofia que lhe estão subjacentes:

  • Pelo contrário, consagram situações de desigualdade na avaliação das diferentes categorias de professores, acentuando as injustiças decorrentes da divisão aleatória da carreira docente em professores titulares e não titulares e continuam a originar situações paradoxais de avaliadores com formação científico-pedagógica inferior à dos docentes por eles avaliados;

  • Mantêm as quotas para as classificações de Excelente e Muito Bom;

  • Retiram, provisoriamente, da avaliação deste ano lectivo, os itens do abandono escolar e das classificações dos alunos, para serem retomados a partir do próximo ano;

  • Desvalorizam a componente científico-pedagógica da função docente, privilegiando a componente organizacional e administrativa.

Por outro lado, não foi promovida qualquer discussão pública sobre o modelo de avaliação, nem tão pouco foram esclarecidas as dúvidas apontadas na moção subscrita neste Agrupamento e enviada à Senhora Ministra da Educação e outras entidades, em Novembro de 2008.

Em conclusão, esta pretensa versão “simplex” não é mais do que a consequência e o reconhecimento da inconsistência e inexequibilidade de um modelo de avaliação injusto, burocrático e sem qualquer carácter formativo, que não promove a melhoria do ensino.

Pelo exposto e em coerência com as posições assumidas anteriormente, os professores e educadores abaixo assinados,

§ Reafirmam a sua decisão de não prosseguir com actividades relacionadas com a implementação deste modelo de Avaliação do Desempenho;

§ Reiteram a o seu empenho em cumprir todas as funções que decorrem da sua actividade profissional, como sempre têm feito, enquanto professores conscientes dos seus deveres para com os alunos e para com a comunidade educativa em geral;

§ Reiteram a intenção e a necessidade de serem avaliados por um modelo justo, credível e formativo que promova, efectivamente, o mérito e a melhoria do ensino.

Apelam, ainda, a que se inicie rapidamente, um processo sério de revisão do Estatuto da Carreira Docente, pela dignificação e melhoria do Ensino Público.

Professores/Educadores signatários:

Bilhetes de Identidade:

sexta-feira, janeiro 30, 2009

SPRC - Info

SINDICATO DOS PROFESSORES DA REGIÃO CENTRO DEPARTAMENTO DE INFORMAÇÃO

inform@ção SPRC

Cara/o Colega,

São inúmeras, na quantidade e nas formas, as pressões que têm sido e vão continuar a ser exercidas pelo ministério da educação e pelas suas extensões na escolas e nas direcções regionais, para que os professores procedam à entrega dos seus objectivos individuais, para que quebrem esta resistência difícil, mas determinada.

Para esse efeito, a utilização da ameaça e da chantagem, acenando com demissões, exonerações e processos disciplinares, vai ser uma constante.

Contudo, muitos professores que não se deixam enganar, nem vergar, afirmando-se contra esse medo criado na imaginação de milhares de professores, recusam-se a entregar os objectivos individuais e a desenvolver qualquer procedimento relacionado com modelo de avaliação do desempenho em vigor.

Os Sindicatos têm uma obrigação: garantir as formas de intervenção e de luta que não ponham em causa a sua integridade profissional. E é o que estamos a fazer. Nós FENPROF. Nós SPRC.

OBJECTIVOS INDIVIDUAIS

ENTREGAR, NÃO ENTREGAR; ESSA NÃO É QUESTÃO…

Com este texto, divulgamos um conjunto de esclarecimentos sobre as questões que, mais frequentemente, têm sido colocadas ao SPRC/FENPROF.

1. A proposta que é feita aos professores, pelos Sindicatos, é que mantenham suspensa a sua participação nesta Avaliação do Desempenho, sendo essa a principal e mais eficaz forma de luta que, neste momento, os professores deverão levar por diante.

Nesta fase, a suspensão da ADD concretiza-se na não entrega dos Objectivos Individuais.

2. Em qualquer luta que se trava, nomeadamente com as características da que está em curso, há sempre muitas dúvidas que surgem, designadamente sobre eventuais riscos que se correm. Nesta situação específica, os receios manifestados pelos professores resultam, não tanto do que está escrito e conhecem, mas de hipóteses, mais ou menos mirabolantes, que vão sendo aventadas.

3. As obrigações reais dos professores resultam dos diplomas legais que as estipulam e que seguem, aliás, de perto, o SIADAP (Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho na Administração Pública). Em todos eles, a autoavaliação surge como um dever do funcionário o que, no nosso sector, está consagrado corresponder à entrega da respectiva ficha.

4. Nos professores:

ECD (D.L. nº 15/2007)

artº 10º, nº2 g) — deveres profissionais

“desenvolver a reflexão sobre a sua prática pedagógica, proceder à sua auto-avaliação e participar nas actividades de avaliação da escola”;

artº 44º — processo de avavaliação do desempenho

Não consta qualquer referência aos O. I.

Decreto Regulamentar n.º 2/2008

artº 11º, nº3, deveres…

“constitui dever do docente proceder à respectiva auto-avaliação como garantia do envolvimento activo e responsabilização no processo avaliativo e melhorar o seu desempenho em função da informação recolhida durante o processo de avaliação”.

artº 15º processo (fases)

Não é feita qualquer referência aos O.I. A avaliação inicia-se com o “preenchimento de uma ficha de auto-avaliação sobre os objectivos alcançados na sua prática profissional”.

5. Em que ficamos então?

Ao contrário de outros modelos da Administração Pública, em que os objectivos são definidos pelo superior hierárquico, o nosso admite uma proposta prévia por parte do professores (é um direito!!) embora sujeita a alterações por parte do superior/avaliador.

Ao abdicar desse direito, o professor não pode ser penalizado nem fica afastado do seu dever de se autoavaliar, remetendo para o seu superior/avaliador a responsabilidade da definição dos objectivos, já que não existe proposta prévia. Isto é, nunca haverá um vazio no que respeita à existência dos OI, razão por que também não surge como obrigatória a sua fixação pelo próprio, nem qualquer penalização pela sua não apresentação. Aliás, nem as respostas que a DGRHE tem enviado às escolas apontam nesse sentido.

6. E se o avaliador não definir?

Esse já não é um problema do professor. Por hipótese, no momento da entrega da ficha de autoavaliação e só aí, o professor teria que explicitar, como terá sempre, os objectivos para reflectir sobre o grau de consecução. Por outro lado, tendo em conta o tipo de itens a avaliar, não faz diferença quem define os respectivos OI.

7. No caso da não entrega dos O. I., pode o avaliador recusar-se a aceitar a ficha de auto-avaliação?

O artº 38º do Decreto Regulamentar nº2/2008, de 10/01, deixa claro que “a não aplicação do sistema de avaliação por razões imputáveis aos avaliadores determina a cessação das respectivas funções, sem prejuízo de eventual procedimento disciplinar”. Portanto, nenhum avaliador pode recusar-se a receber a ficha de auto-avaliação dos avaliados.

8. E para o “Excelente”e “Muito Bom”?

Fica claro que ao requerer a avaliação da componente científico-pedagógica, o professor aceita todas as condições do modelo. Isso não significa que atinja aquela classificação; significa, apenas, que é candidato a um Excelente ou um Muito Bom, mas que se sujeitará às quotas. Seria uma incoerência dos professores que o ME utilizaria a seu bel-prazer. Além disso, não parece que os professores queiram sujeitar-se à afixação pública das classificações em que se verifique que não conseguiram ser classificados como pretendiam ao requerer a “avaliação completa”, ainda que a razão fosse a que sabemos: a aplicação das quotas.

De qualquer modo, há que realçar os benefícios práticos destas classificações: para titulares, nenhum; para contratados, nenhum também, mesmo mais tarde, quando, já na carreira, fizerem a contagem do tempo de serviço; para os professores diminui o número de anos necessários para concorrer a titular (não diminui nada nos anos de cada escalão). Depois, é necessário que haja concurso; que, havendo concurso, haja vagas onde o docente pretende que, havendo vaga, lhe seja destinada.

9. Alguns colegas consideram que seria uma boa forma de luta: requerer tudo (avaliador e do grupo disciplinar) para “entupir” o sistema. Isso é válido?

Também foi equacionada esta hipótese, na base da pura táctica. Poderia ser até eficaz, se executado pela esmagadora maioria dos professores. Seria, também, uma opção sem princípios, sem moral: significava aceitar um modelo que passámos um ano a rejeitar e, lembre-se, a Avaliação do Desempenho não foi rejeitada apenas porque era difícil de aplicar.

Assumida que fosse essa táctica por umas dezenas de Escolas, não teria qualquer significado, nem causaria embaraços ao ME. Propor essa acção, neste momento, é um puro oportunismo, disfarçado de postura radical. Serve apenas para baralhar e desunir os professores. E o ME, provavelmente, aproveitaria para dizer que os professores tinham sido contra algo que agora requeriam… e não o faria, afirmando que se tratava de uma forma de luta.

10. Reflexos disto tudo nos concursos? E para os contratados?

Ao nível a que estamos, nenhum para ninguém. Abordámos apenas a suspensão até à fase limite da entrega da ficha de auto-avaliação. Até esse momento, é de uma “coragem” sem riscos. É verdade que, como de costume, surgem todo o tipo de boatos, cada um mais imaginoso que o anterior, tentando agora misturar também os concursos. Está expresso na norma transitória que não se aplica em 2009. Quanto a uma futura aplicação, em 2013, o que aqui valeria seria a última avaliação antes desse concurso e nunca esta, ou seja, a do ciclo de 2010/2012.

Poderia haver, futuramente, outras consequências mas, mais uma vez, se os professores, contratados ou dos quadros, não entregassem a sua ficha de autoavaliação. É verdade também que a DGRHE e mesmo as DRE’s alimentam a confusão, baralhando as obrigações face à entrega da ficha de auto avaliação com os O.I. Comportam-se, neste caso e sempre, como o braço executor das políticas do Governo.

11. E na Escola?

A não entrega dos O.I. é, em última análise, uma decisão individual e assim deve ser assumida. Em termos de luta política, é importante que a Escola, colectivamente, a assuma e o publicite. Tem a vantagem de clarificar a situação e as relações dentro da Escola, ainda que alguns professores os possam vir a entregar.

Quanto aos PCE’s, é verdade que o Dec. Reg, 1-A/2009, apertou ainda mais as “tenazes” do ME sobre eles. Continuam, no entanto, a poder ser enquadrados em 3 tipos:

a) os que, deliberada e convictamente, “empurram” os professores para o cumprimento integral deste modelo, por motivações variadas;

b) os que, ainda que cumprindo as suas obrigações legais, se opõem à sua aplicação de forma mais ou menos assumida;

c) os que, por ignorância ou medo, acham mais fácil pressionar os colegas, para que “corra tudo bem”, do que se sujeitarem a eventuais problemas. Prejudicam os professores, às vezes inadvertidamente, mas pedem desculpa e afirmam sempre que estão solidários com esta luta.

Em função disto, percebe-se que os professores tenham que, a par e passo, ajustar na Escola, alguns comportamentos. Mas se se conseguir a unidade entre os professores, estas dependências serão, decerto, superadas.

Como já foi dito, esta é a luta que conta agora: que cada professor, cada Escola, a saiba assumir.

É uma luta diferente; se for perdida, de nada terão valido as extraordinárias demonstrações de vontade a que temos assistido, em que temos participado, de há um ano até agora.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

MENSAGEM AOS GRUPOS PARLAMENTARES E DEPUTADOS

Colegas:
O projecto de diploma do CDS sobre a avaliação a ser votado no dia 23, é mais uma esperança contra esta carcaça de modelo de avaliação e o INJUSTO ECD que nos divide.

Já perdemos uma eleição por ausências, já perdemos uma eleição por APENAS 1 único voto.

Este dia 23 é IMPORTANTE
Vamos enviar o seguinte e-mail para os diferentes grupos parlamentares de forma a recordar-lhes a nossa luta:

Caros deputado(a)s

Vão ter a possibilidade de FAZER JUSTIÇA, votando favoravelmente a proposta apresentada pelo grupo parlamentar do CDS!

Vão ter 150.000 Professores a olhar, atentamente, para cada um de vós.

Queremos ser avaliados, mas não por este modelo "remendado" e pedagogicamente duvidoso.

PEDIMOS UMA ÚLTIMA VEZ: FAÇAM JUSTIÇA

VOTEM FAVORAVELMENTE E SUSPENDAM ESTE MODELO DE AVALIAÇÃO DO ME!

Façam tréguas nas vossas "guerras" partidárias!»
O Professor(a)______________________________

Como enviar esta mensagem?
. Clicando no sítio http://www.parlamento.pt/Paginas/Contactos.aspx#gp e fazer um "copy/paste" do texto a verde (a cor da esperança!), para cada grupo parlamentar e para cada um dos deputados da oposição e os seis do PS... e enviar o mais depressa possível!

. Copiar o texto a verde e enviar para os seguintes e-mails:

Podem seleccionar os endereços e copiá-los para a janela de endereços BCC

Ana.Drago@be.parlamento.pt;
apb@pcp.parlamento.pt;
blocoar@ar.parlamento.pt;
carlos-lopes@psd.parlamento.pt;
carlos-lopes@psd.parlamento.pt;
claudia@ps.parlamento.pt;
cp@psd.parlamento.pt;
davidmartins@ps.parlamento.pt;
dpacheco@psd.parlamento.pt;
emidioguerreiro@psd.parlamento.pt;
esmeralda-ramires@ps.parlamento.pt;
f.negrao@psd.parlamento.pt;
fbduarte@psd.parlamento.pt;
fernandoantunes@psd.parlamento.pt;
fernandocabral@ps.parlamento.pt;
fernandojesus@ps.parlamento.pt;
fernandosantospereira@ar.parlamento.pt;
francisco.louca@be.parlamento.pt;
gabpar@ar.parlamento.pt;
ginestal@ps.parlamento.pt;
gp_pcp@pcp.parlamento.pt;
gp_pp@pp.parlamento.pt;
gp_ps@ps.parlamento.pt;
gp_psd@psd.parlamento.pt;
gsilva@psd.parlamento.pt;
helena.pinto@be.parlamento.pt;
isabelcoutinho@ps.parlamento.pt;
isabelvigia@ps.parlamento.pt;
jacarvalho@ps.parlamento.pt;
jalmeida@ps.parlamento.pt;
joaohorta@psd.parlamento.pt;
josejunqueiro@ps.parlamento.pt;
joselello@ps.parlamento.pt;
jpereira@psd.parlamento.pt;
jseguro@ps.parlamento.pt;
jstrecht@ps.parlamento.pt;
m.pignatelli@psd.parlamento.pt;
marisa.costa@ps.parlamento.pt;
maximiano@ps.parlamento.pt;
mdavid@psd.parlamento.pt;
melchior@psd.parlamento.pt;
mfrasquilho@psd.parlamento.pt;
miguelmacedo@psd.parlamento.pt;
mjgamboa@ps.parlamento.pt;
mjunior@ps.parlamento.pt;
mmachado@psd.parlamento.pt;
motaandrade@ps.parlamento.pt;
mpantao@psd.parlamento.pt;
mrelvas@psd.parlamento.pt;
nmagalhaes@pp.parlamento.pt;
osvaldocastro@ps.parlamento.pt;
pedro.pinto@psd.parlamento.pt;
pedromotasoares@pp.parlamento.pt;
pedroquartin@psd.parlamento.pt;
pev.correio@pev.parlamento.pt;
pndeus@ps.parlamento.pt;
ppc@psd.parlamento.pt;
raguas@psd.parlamento.pt;
ramospreto@ps.parlamento.pt;
rgoncalves@ps.parlamento.pt;
rmartins@psd.parlamento.pt;
rosalina@ps.parlamento.pt;
sfertuzinhos@ps.parlamento.pt;
svieira@psd.parlamento.pt;
tcaeiro@pp.parlamento.pt;
tvenda@ps.parlamento.pt;
vcosta@psd.parlamento.pt;

(recebido por mail)

Moção Agrupamento Conde de Ourém

Os docentes do Agrupamento Conde de Ourém, reunidos na Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos 4º Conde de Ourém, no dia 21 de Janeiro de 2009, deliberam:

- Reiterar a sua intenção de ser avaliados, mas nunca por este modelo, que mesmo numa versão que se limita a simplificar o acessório, mantendo os aspectos essenciais mais gravosos;
- Manifestar o seu direito a ser avaliados através de um modelo que seja justo, testado, simples, formativo e que, efectivamente, promova o mérito e a qualidade das aprendizagens.
Os professores do Agrupamento Conde de Ourém no seguimento da moção anteriormente apresentada, da Marcha de 8 de Março, da Manifestação de 8 de Novembro e das Greves de 3 de Dezembro e de 19 de Janeiro, reafirmam a sua decisão de suspender o seu processo de avaliação, não participando nos actos com ele relacionados, o que passa, neste momento, pela não entrega dos objectivos individuais e pelo não requerimento de aulas assistidas, salvaguardando a situação dos professores contratados, aos quais se reserva o direito de decidirem individualmente face ao seu processo avaliativo.
21 de Janeiro de 2009
Ler documento inteiro
Moção Conde Ourem 21-01-09
Postado por Educar resistindo

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Os Professores da Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo, reunidos em Assembleia, aprovaram carta a enviar à Drª Odete João, deputada do Partid

Os Professores da Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo, reunidos em Assembleia, aprovaram carta a enviar à Drª Odete João, deputada do Partido Socialista pelo distrito de Leiria e Professora na mesma escola, solicitando-lhe que vote a favor da iniciativa do CDS-PP, no próximo dia 23.
TEXTO APROVADO

Carta assinada pelos Professores e enviada à Drª Odete João e a todos os grupos parlamentares


Cara Drª Odete João,
Cara Deputada,
Cara Professora,
Cara Colega,
Como sabe, no próximo dia 23 a Assembleia da República vai ser chamada a votar um projecto do CDS-PP, a fim de suspender o actual modelo de avaliação.
Não será preciso realçar que a suspensão e a discussão de um novo modelo, que seja simples, eficaz e formativo, é essencial para que a tranquilidade regresse às escolas.
Foram precisos onze meses, duas grandes manifestações, duas greves históricas e muitas e muitas actividades para que a Senhora Ministra da Educação se desse conta de que o modelo que defendia não era viável. Por isso, ao fim de onze meses, repito, apresentou um Simplex que não é mais que um mau remendo, num tecido de si já muito desgastado. Este Simplex, feito só para este ano, não resolve, em nada, o problema maior com que nos deparamos: o Estatuto da Carreira Docente, a divisão dos professores e todo um processo de asfixiamento dos docentes enquanto cidadãos.
Os professores são cidadãos esclarecidos, ponderados e dignos. E, como sabe, esta política ministerial veio apoucar o trabalho dos docentes, querendo-os transformar em meros serviçais, capazes de preencher grelhas e mais grelhas, desgastando-os, intranquilizando-os e retirando-lhes tempo para a sua missão: ensinar.
Mas tudo isto sabe a Drª Odete João: primeiro, porque é capaz de reconhecer, enquanto deputada, os malefícios de uma má política; segundo, porque enquanto cidadã empenhada e participativa está atenta aos valores da democracia e do diálogo; terceiro, porque sendo Professora não pode deixar de reconhecer valor e seriedade às exigências dos seus colegas professores que, nas escolas, vão lutando contra imposições, ameaças e legislações, estas muitas vezes por mail.
Por outro lado, a Drª Odete João é deputada eleita pelo distrito de Leiria pelo Partido Socialista e é, de profissão, Professora nesta cidade.
Assim sendo, nós, professores e eleitores neste distrito, vimos chamar a sua atenção para o projecto que vai ser votado no dia 23. A sua aprovação é vital, como já referi, para toda uma Comunidade escolar.
No dia 23 espera-se dos deputados sentido de que representam a Nação e não, meramente, o partido pelo qual foram eleitos. E dos deputados que são professores espera-se muito mais: a capacidade de entenderem as condições em que trabalham os seus colegas, do clima que se respira nas escolas e o discernimento de que a tranquilidade dos professores, o valor das aprendizagens e a preocupação acrescida com os alunos só será possível com uma medida sensata: a aprovação da inicativa do CDS-PP, com a suspensão do actual modelo de avaliação.
Pedimos-lhe, em consequência que, tal como muitos outros deputados do Partido Socialista, vote a favor da iniciativa legislativa do CDS-PP e seja um dos parlamentares que venha trazer paz e tranquilidade às escolas.
Acreditando que em democracia os deputados são pessoas livres e independentes dos directórios partidários, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.
Os Professores da Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo
--
____________________
http://educarresistindo.blogspot.com/

terça-feira, janeiro 20, 2009

Avaliação do ME suspensa nos Açores?

"A Secretária Regional da Educação e Formação mostrou-se sensível aos argumentos do SPRA publicados no Correio dos Açores e no Diário Insular de 08 de Janeiro no sentido de se proceder a uma avaliação simplificada este ano, que passará pela elaboração de apenas um relatório, a realizar pelos docentes."

Isto é, a avaliação do ME está oficialmente suspensa nos Açores


Publicada por 'A Sinistra Ministra' em 'a sinistra ministra' a 1/18/2009


4 comentários:

eco disse...

Há aqui uma confusão. Nos Açores não há avaliação do ME.
Para saber o que se vai passando por cá aqui fica um link:
http://poisaleva.blogspot.com/

'A Sinistra Ministra' disse...

Obrigada Eco :-)

Penso já ter remediado a situação. Coloquei o link para o teu blogue na letral e agradecemos todas as informações!

Solidariedade,
M.

raivaescondida disse...

Para desfazer dúvidas sobre se há ou não avaliação do Me. Do Me pode não haver mas o 2/2008 é o mesmo.
Página do SPAR:
http://raivaescondida.wordpress.com/2009/01/18/a-luta-do-spra-e-professores-na-suspensao-do-modelo-de-avaliacao/

raivaescondida disse...

1. A não aplicação, em 2008/2009, do modelo de avaliação consagrado no ECD;

2. A introdução, este ano, de um regime de avaliação simplificado, que consistirá na elaboração, por todos os docentes, de um relatório, com o máximo de quinze páginas...

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Carta de professor aos deputados professores do PS

Amigos, enviei esta carta aos deputados professores do PS que votaram contra a suspensão deste modelo.
Abraços
Estimada(o) Deputada(o)

Não compreendo a sua orientação de voto, enquanto Professor(a).
Foram mesmo justos os critérios e premiou-se os melhores professores, com a criação da figura do Professor Titular?
Acha ou considera ou está mesmo firme que este modelo proposto é justo, premeia o mérito?
Considera realmente operacional as cartas educativas, com um desordenamento do território tão evidente?
Acha democrático existência do Director, sem eleição democrática?
Teremos melhor escola pública transformando os docentes em delegados comerciais de uma escola-empresa? Desvirtuando e subvertendo toda a Deontologia em ser Porfessor!
Em "A Pedagogia da Autonomia", para Paulo Freire educar é construir, é libertar o ser humano das cadeias do determinismo neoliberal, reconhecendo que a História é um tempo de possibilidades.
Chegou a possibilidade de V.Exa. rever a sua posição.
Pela suspensão deste modelo de avaliação, fim da divisão da carreira docente e fim do modelo escola-empresa.

Com os melhores cumprimentos

João Paulo Soares
http://bioterra.blogspot.com
http://youtube.com/user/Ecojoao
Matosinhos - Portugal

domingo, janeiro 18, 2009

Moção Agrupamento de Escolas João de Deus (Monte Estoril)

Dia 15 de Janeiro, os professores do Agrupamento de Escolas João de Deus, reunidos em REUNIÃO GERAL DE PROFESSORES, aprovaram a moção em anexo que afirma a suspensão do processo de avaliação e o compromisso de retirarem as fichas de objectivos individuais, prematuramente entregues no decurso do mês de Outubro. Este documento foi aprovado pela maioria dos professores da escola.

MOÇÃO

Os docentes / educadores do Agrupamento de Escolas João de Deus, reunidos a 15 de Janeiro de 2009, para analisar o Decreto Regulamentar 1-A/2009 e as implicações que a sua aplicação trará às escolas e à sua carreira profissional, vêm manifestar as seguintes conclusões e decisões:

1. O modelo de avaliação de docentes previsto no Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro - que a realidade mostrou não reunir condições de exequibilidade – revelou-se um factor profundamente perturbador do clima escolar, com reflexos negativos, directos e indirectos, quer no processo de ensino e aprendizagem que a nível das relações entre os vários agentes educativos.

2. Este modelo, ainda vigente, encontra-se já completamente desvirtuado por força da introdução de diferentes despachos, emendas e pelo actual Decreto Regulamentar 1-A/2009, tornando-se claro que todos estes enxertos legais não resultaram de uma discussão aberta e participada com os professores, ignorando as suas razões, carecendo igualmente de uma avaliação científica objectiva.

3. Acresce que o modelo que se insiste em impor, não tem cariz formativo nem promove a melhoria das práticas, centrando-se apenas na seriação dos professores com o efeito prático de estrangulamento da progressão na carreira docente.

4. O estabelecido no Decreto Regulamentar nº1-A/2009 mantém o essencial do Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro, nomeadamente a existência de quotas para Excelente e Muito Bom, subvertendo, dessa forma, o verdadeiro reconhecimento do mérito e negando, à partida, o direito inalienável de todos os docentes a evoluir de igual modo na carreira.

5. Esta pretensa versão simplificada define exclusivamente, um regime transitório de avaliação de desempenho, conforme o artigo 1.º do capítulo I e do artigo 14.º do capítulo III, onde se lê: “o presente decreto regulamentar é apenas aplicável no 1.º ciclo de avaliação de desempenho que se conclui no final do ano civil de 2009 …“

6. Estes diplomas não são mais do que uma consequência de um Estatuto da Carreira Docente que estratifica a carreira de forma artificial em professores titulares e professores não titulares, sem qualquer fundamento de ordem profissional, ética e pedagógica, não correspondendo a qualquer diferenciação funcional.

7. Pelo exposto, reiteram a sua intenção de ser avaliados, mas não por este modelo, mesmo numa versão que se limita a simplificar o acessório mas que mantém os seus aspectos essenciais mais gravosos.

8. Requerem, por isso, um outro modelo de avaliação segundo critérios justos, formativos e não burocráticos e reiteram o seu empenho em cumprir todas as funções que decorrem da sua actividade profissional, como sempre têm feito enquanto professores conscientes dos seus deveres para com os alunos e a comunidade educativa em geral.

9. Consideram ainda que, não sendo os docentes o único interveniente no sistema educativo, a sua avaliação, por si só, não poderá trazer uma melhoria significativa do ensino se não for acompanhada de uma avaliação aprofundada das condições de trabalho nas escolas e de todas as reformas não avaliadas implementadas nas últimas décadas

10. Tendo em consideração o exposto os professores presentes declaram que suspendem todas as acções inerentes à sua implementação, retirando nomeadamente os objectivos individuais anteriormente entregues.

11. Apelam ainda para que se proceda, o mais rapidamente possível, à revisão do ECD, acabando com divisão da carreira em professor e professor titular, promovendo a melhoria do ensino público e a dignificação do trabalho docente e uma Escola Pública de qualidade.

Monte Estoril, 15 de Janeiro de 2009

Os professores abaixo-assinados:

MOÇÃO APROVADA NA REUNIÃO GERAL DE PROFESSORES – 15 DE JANEIRO DE 2009

NOME

ESCOLA

SITUAÇÃO PROFISSIONAL

ASSINATURA





Mobilização para a greve nacional de professores de 19/01/2009

A vitória é dos PROFESSORES!

Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

122 moções às 22:00: 49 agrupamentos e 73 escolas. A aprovação de moções de rejeição da ADD está imparável

Não param de chegar moções de rejeição da avaliação burocrática de desempenho. Publicarei algumas moções amanhã. Não posso publicar todas. Optarei pelas mais curtas. Confirma-se que é no Norte e no Centro que é mais forte o movimento de resistência interna nas escolas. Há muitas escolas do Norte e do Centro onde o processo de avaliação de desempenho nem sequer começou. Infelizmente, temos assistido a um comportamento miserável de alguns PCEs do Sul e de Lisboa. Mas há de tudo. Há os PCEs que honram a profissão docente e que são exemplos de coragem e verticalidade, como é o caso da colega Rosário Gama e dos 138 PCEs que a acompanharam na reunião de Santarém do dia 10/1 e que estarão, de novo, reunidos, em Coimbra, no dia 7/2. Há os PCEs que já se portam como ditadores. Há um caso que eu vou revelar amanhã de um comissário político de uma escola do Algarve que foi ao ponto de proibir a circulação, na sala de professores, de fotocópias de textos de blogs críticos para a política educativa do Governo. E há os camaleões que se dizem amigos dos professores mas que tudo fazem para os dividir.
Veja aqui a lista alfabética de moções de rejeição da avaliação burocrática de desempenho. É a actualização feita às 22:00. Amanhã, continuarei a actualizar a lista

Janeiro 16, 2009

Público" href="http://educar.wordpress.com/2009/01/16/comentario-no-publico/" target="_blank">Comentário No Público

Posted by Paulo Guinote under Posições, Simplex
Público" href="http://educar.wordpress.com/2009/01/16/comentario-no-publico/#comments" target="_blank">[148] Comments

pub16jan09O texto é uma versão retocada do que postei aqui na 4ª feira. A imagem, por enquanto, não dá para ampliar.

Porque não entregarei os Objectivos Individuais

Esta semana, por todo o país, dezenas, centenas de escolas e milhares de docentes voltaram a manifestar a sua oposição à implementação do modelo de avaliação legislado pelo Ministério da Educação em Janeiro de 2008 e já simplificado por duas vezes para se criar a ficção de que é aplicável. Nesta segunda (terceira?) tentativa de dar vida ao modelo, optou-se por deixar do edifício inicial apenas a fachada, para não o substituir por outro mais correcto.
Na minha escola, em votação secreta, numa Reunião Geral de Professores, uma larga maioria pronunciou-se pela não entrega dos Objectivos Individuais (OI) após debate sobre as várias vias de contestação possível. Não foi elaborada moção por se ter chegado à conclusão consensual que este é um momento para tomadas de posição individuais, assumindo cada um as suas razões para os seus actos. Deixo apenas aqui os fundamentos do meu voto contra a entrega dos OI e porque prefiro isso a adoptar uma das outras duas vias em presença (aceitar o simplex ou pedir a aplicação extensiva do modelo).
a) Não aceito o simplex por ser um simulacro de avaliação, mero pretexto eleitoralista e demagógico, de onde está ausente a componente essencial do trabalho de um docente.
b) Não acho, neste momento, válida a opção da aplicação extensiva do modelo, no sentido da implosão do modelo, porque isso significaria aderir a um processo em que o meu desempenho neste pseudo-"ciclo de avaliação" se resumiria à análise do meu trabalho em menos de seis meses, em duas aulas e um porta-folhas mais ou menos volumoso. Ora não é assim que se consegue aferir da excelência do trabalho de um docente que tem orgulho no que faz.


Por isto, e por outras razões que vos poupo de evocar, decidi não entregar os meus OI no prazo que me for apresentado, independentemente das consequências que isso acarrete, embora garanta que resistirei por todos os meios contra qualquer tentativa de penalização disciplinar que agrave a não progressão na carreira.
Mas não há "lutas" (não gosto da terminologia guerreira, mas…) sem riscos. E ninguém pode ir para a guerra apenas depois de ter a garantia de que ninguém dispara contra si ou que se o fizer é de mansinho e na direcção do dedo mindinho.



Não entreguem os objectivos individuais, apela Rosário Gama


"Rosário Gama, uma das representantes dos 139 presidentes dos Conselhos Executivos (PCE) que, no sábado, se reuniram em Santarém para reclamar a suspensão da avaliação, diz que saiu do longo encontro com a ministra da Educação, ontem, com uma certeza: "Está tudo na mão dos professores. Terão de ser eles a travar o processo, não entregando os objectivos, e nós só podemos apoiá-los."

Tal como impõe a lei e foi decidido em Santarém, os PCE vão mesmo determinar e afixar o calendário das várias fases da aplicação do modelo de avaliação. No entanto, voltou ontem a frisar Rosário Gama, "os professores sabem que podem contar" com o seu apoio. Significa isto, na prática, que pelo menos aqueles 139 PCE optarão pelos prazos mais alargados; não pedirão aos professores que entreguem os objectivos; e, entretanto, a 7 de Fevereiro, voltam a reunir-se para decidir novas medidas a adoptar. Com uma certeza, diz Rosário Gama: "Nessa altura, seremos mais do que 139 e a nossa capacidade de reivindicação estará reforçada."

Este protelar do processo, no entanto, admite a docente, só será eficaz "se um número significativo de professores não entregar os objectivos". Um cenário que, ao longo dos últimos dias, foi entusiasmando os responsáveis pelos variadíssimos blogues de docentes que contestam a avaliação, alguns dos quais de movimentos de professores independentes de sindicatos."

(excerto da notícia do jornal público de hoje)

Lê o Manifesto entregue ao Ministério, com os Conselhos executivos que o subscrevem

Greve 19 de Janeiro

Caro(a) professor(a)

Caro(a) educador(a)

Tornou-se já evidente para todos os docentes que o Estatuto de Carreira Docente imposto pelo Ministério da Educação aos professores e educadores, contra a opinião de todos os docentes representados pelos seus sindicatos, é um instrumento forjado para desvalorizar a profissão e diminuir a qualidade da escola pública. O mais que absurdo modelo de avaliação de desempenho com que o ME lançou o mais generalizado caos nas escolas, numa atitude de menosprezo pelos interesses e direitos dos alunos, é apenas um corolário do pior que o ECD instituiu: a divisão dos professores em duas categorias (reduzindo para a esmagadora maioria dos docentes em 40% as expectativas salariais futuras), a definição administrativa de quotas para a atribuição de classificações de "muito bom" e "excelente" (que o ME pretende que condicionem a graduação profissional para concurso, esquecendo que a arbitrariedade da atribuição dessas classificações provocaria injustiças irreparáveis), a transferência linear para as escolas de lógicas empresariais, assentes na competição entre "pares" e na definição de "objectivos individuais", como se a escola fosse apenas uma "soma" de professores/educadores.

A classe docente reagiu com grande determinação e lucidez a esta desastrada política do ME, política de resto alicerçada numa irresponsável e mentirosa campanha contra a imagem e o prestígio social dos docentes. Fez gigantescas manifestações, fez em 3 de Dezembro uma greve memorável.

Colega,

o que lhe pedimos é que mantenha ou mesmo reforce a pressão sobre o Ministério com mais uma grande greve no dia 19 de Janeiro, 2º ano de publicação do Estatuto de Carreira Docente que nos vai desgraçando – a nós, mas também às escolas em que trabalhamos. Os professores, através dos seus sindicatos, "decretaram" então que o dia 19 de Janeiro seria sempre um dia de luto e de luta enquanto o ECD não fosse profundamente alterado. Este ano, os professores aprovaram, em 8 de Novembro, que seria um dia de greve nacional. Mas é uma greve que assume ainda maior importância porque, pressionado pelas lutas dos professores e educadores, o ME aceitou iniciar um processo de revisão do ECD a partir de 28 de Janeiro. A força negocial dos sindicatos também depende do sucesso desta greve.

Não hipoteque o futuro. O seu e o da Escola Pública. Faça greve no dia 19 de Janeiro!

O Presidente do SPGL

sábado, janeiro 17, 2009

Açores: Avaliação leva à demissão de coordenador

Sá Couto vai demitir-se da presidência da comissão de coordenação da avaliação da Escola Secundária Antero de Quental, em Ponta Delgada, a que mais alunos tem na ilha de São Miguel. O professor tem sido uma das vozes mais activas na contestação ao novo modelo de avaliação.
Uma demissão que surge numa altura em que o processo de avaliação está suspenso nos Açores, por estarem a ser discutidas alterações ao modelo e em que o próprio Sá Couto admite que "nada está feito" a esse nível porque os professores não sabem que regras hão-de seguir. Além disso, à demissão de Sá Couto da comissão de coordenação da avaliação da Escola Antero de Quental poderão seguir-se outras, sobretudo nas comissões das grandes escolas.
"A escola não é uma empresa e não deve estar ligada a processos empresariais. Quem não dá aulas não sabe como é que se sente quem as dá e a classe dos professores neste momento é muito fácil de ser atacada", afirma Sá Couto, uma das vozes que mais se faz ouvir na comunidade docente açoriana, numa entrevista em que, além de revelar a sua demissão, tece duras críticas ao novo modelo de avaliação dos professores, que acredita não vir a ser implementado este ano lectivo, pelo processo negocial actualmente em curso e pela eventual demissão de mais coordenadores da avaliação.
Sá Couto passa a explicar: "uma vez que as comissões de coordenação da avaliação são eleitas pelos próprios professores, se as comissões se demitirem os colegas vão aceitar que estamos a representá-los condignamente, uma vez que há unanimidade na rejeição deste modelo de avaliação". Um processo que ficou esta semana também marcado por uma polémica envolvendo uma comunicação da Direcção Regional da Educação aos conselhos executivos das escolas dos Açores, a dar conta de que o processo de avaliação nas escolas fica a aguardar enquanto se analisa uma "solução transitória" para este ano lectivo. Para Sá Couto, é tudo uma questão de palavras porque, no seu entender, o anúncio que os professores querem ouvir não é o da suspensão mas sim o da anulação do processo de avaliação. Neste momento, garante Sá Couto, "ninguém está a fazer nada. Há escolas que dizem que estão a fazer a avaliação, mas eu, que até agora presidi a uma comissão coordenadora da avaliação, nunca percebi como é que se pode iniciar um processo de avaliação se os parâmetros ainda não estão definidos e poderão nem sê-lo este ano".
O novo modelo de avaliação está neste momento em análise na Assembleia Regional e as escolas já enviaram as suas propostas de alteração ao documento. Segundo Sá Couto, "tem havido unanimidade apenas num ponto: a anulação modelo de avaliação". E o professor só receia que essa posição possa ser erradamente interpretada como a vontade dos professores em não serem avaliados, "o que não é verdade", garante, "porque sempre o foram até agora, exceptuando este reinado de Maria de Lurdes Rodrigues, em que desde há três anos todos os professores estão a passar na carreira sem avaliação e apenas por portaria".
Sá Couto não tem dúvidas: "existem bons e maus professores, como em todas as profissões", e já existe um órgão próprio para avaliar, que é a Inspecção Regional da Educação. "Agora, avaliar todos os professores, todos os anos, não faz sentido", garante. ||

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sexta-feira, janeiro 16, 2009

Reunião da ministra com conselhos executivos terminou sem acordo

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1072398

Os representantes dos 139 conselhos executivos que sábado pediram a suspensão da avaliação de desempenho dos professores afastaram o cenário da demissão em bloco, apesar da sua reinvindicação não ter sido atendida no encontro desta quinta-feira com a ministra.

"Apresentámos o pedido de suspensão, mas a ministra mantém-se irredutível. Ouviu-nos, mas continua a assegurar que este modelo simplificado é para aplicar", afirmou Maria do Rosário Gama, presidente do Conselho Executivo da Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra.

Perante a falta de acordo com a ministra Maria de Lurdes Rodrigues, os 139 presidentes de Conselhos Executivos voltarão a reunir a 7 de Fevereiro, provavelmente em Coimbra, onde esperam juntar ainda mais colegas à iniciativa.

No entanto, os responsáveis das escolas afastam a possibilidade de uma demissão em bloco, uma decisão que chegou a ser equacionada no encontro que decorreu no passado sábado em Santarém.

"A demissão em bloco de professores que foram eleitos pelos seus colegas para os representar não iria resolver qualquer problema. Seria antes uma traição aos professores que os elegeram", acrescentou.

"À saída do encontro com a ministra da Educação, Maria do Rosário Gama sublinhou que este grupo "está ao lado dos professores", ao contrário de presidentes de conselhos excutivos de outras escolas, cuja posição "não é coincidente" com a dos docentes que os elegeram.

Apesar de continuarem a reinvindicar a suspensão do processo, alegando que essa é a única solução para ultrapassar o "clima de intranquilidade que continua a viver-se nas escolas", os presidentes dos conselhos executivos afirmam que pouco podem fazer para parar a aplicação do modelo.

"Por nós não podemos fazer muita coisa. Os professores é que podem. Nós teremos de fixar o calendário [da avaliação], mas os professores podem, ou não, entregar os seus objectivos individuais", lembrou Rosário Gama.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

ESCOLAS DO LADO CERTO - lista provisória e moções

ESCOLAS DO LADO CERTO / Cresce, imparável, o número de escolas que suspenderam o processo de avaliação ou que reafirmaram a suspensão, agora à luz do "Simplex II" / Eis a lista das Escolas e Agrupamentos, cujos professores recusam a entrega dos objectivos individuais e/ou suspendem a participação neste processo de avaliação. Esta lista vai aumentar nos próximos dias, à medida que nos chegarem as moções aprovadas:

Escola Secundária Infanta D. Maria - Coimbra (dia 6 de Janeiro de 2009) # Agrupamento de Escolas de Santo Onofre - Caldas da Rainha (dia 7 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária D. Sancho I - Vila Nova de Famalicão (dia 7 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária de Vergílio Ferreira - Lisboa (dia 7 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária Sá de Miranda - Braga (dia 8 de Janeiro de 2009) # Agrupamento de Escolas Anselmo de Andrade - Almada (dia 10 de Janeiro de 2009) # Agrupamento de Escolas de S. Miguel - Guarda (dia 12 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária de Lousada (dia 12 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária André de Gouveia - Évora (dia 12 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso (dia 12 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária de Silves (dia 13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária/3 de Carregal do Sal (dia 13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária D. João II - Setúbal (dia 13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária Gabriel Pereira - Évora (dia 13 de Janeiro de 2009) # Agrupamento de Escolas Luísa Todi - Setúbal (dia 13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária com 3º ciclo do Entroncamento (dia 13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária de S. Pedro - Vila Real (13 de Janeiro de 2009) # Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar (13 de Janeiro de 2009) # Agrupamento Monsenhor Jerónimo do Amaral (13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária de Maximinos - Braga (13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária Marquês de Pombal - Lisboa (13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária/3 José Régio - Vila do Conde (13 de Janeiro de 2009) # Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Foz Côa (13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária de Serpa (13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária do Carregal do Sal (13 de Janeiro de 2009) # Escola EB 2,3 de Luísa Todi - Setúbal (13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária c/ 3º CEB de Cristina Torres - Figueira da Foz (13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária de Arganil (13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária Severino de Faria - Évora (13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária de Ponte de Lima (13 de Janeiro de 2009) # Escola EB2/3 de Real - Braga (13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária do Entroncamento (13 de Janeiro de 2009) # Agrupamento Vertical Clara de Resende - Porto (13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária de Caneças (13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária Alcaides de Faria - Barcelos (13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária de Arganil (13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária de Amora (13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária/3 Dr. Júlio Martins - Chaves (dia 13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária Fernão de Magalhães - Chaves (dia 13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária da Sé - Guarda (dia 13 de Janeiro de 2009) # Agrupamento Vertical de Escolas de Sabrosa (dia 13 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária/3 Abade Baçal - Bragança (14 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária de Emídio Navarro - Viseu (14 de Janeiro de 2009) # Escola Secundária de Vouzela (dia 14 de Janeiro de 2009) /

Ver Aqui a lista e as moções das ESCOLAS DO LADO CERTO - novas tomadas de posição em 2009