A Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP), que combate por um Ensino democrático e de qualidade, numa sociedade livre e solidária, manifesta a sua indignação pela situação de guerra e de caos que o sistema imperialista está a impor à humanidade.
É por isso que a CDEP apoia todas as iniciativas que se comprometem com os seus objectivos, tais como:
1) O apelo a uma Jornada Internacional em Defesa do Ensino Público e contra as privatizações, a 4 de Março de 2010 (ver Anexo);
2) A Jornada Internacional contra a Guerra, a realizar a 20 de Março (data do início da guerra do Iraque, em 2003), ao apelo de múltiplos movimentos, e nomeadamente do movimento sindical dos EUA;
EUA: Apelo a uma Jornada Internacional em Defesa do Ensino Público e contra as privatizações, a 4 de Março de 2010
“A todas as organizações de estudantes, professores e trabalhadores, e a tod@s @s activistas de todo o mundo:
Uma Conferência realizada a 24 de Outubro de 2009, no campus de Berkeley da Universidade da Califórnia – com a presença de cerca de 800 representantes de Faculdades e Centros educativos de todo o Estado da Califórnia – lançou um apelo para uma Greve e uma Jornada de Acção a 4 de Março de 2010, em defesa do Ensino público e contra os cortes orçamentais, o aumento do custo das propinas e os despedimentos.
Uma componente chave desta greve e deste combate é a luta contra a privatização catastrófica do sistema de Educação Pública na Califórnia. Mas, nós sabemos que este ataque contra a Educação e os funcionários e serviços públicos é uma ofensiva mundial. Isto exige uma luta internacional em defesa do Ensino Público e dos serviços sociais, e contra o financiamento da guerra.
Por isso, pedimos às organizações de estudantes, professores e trabalhadores de todo o mundo e às suas organizações que enviem declarações de solidariedade e que organizem mobilizações de solidariedade, a 4 de Março, em defesa do Ensino Público.
Já não é a primeira vez que se registam sinais preocupantes de tergiversação da parte da FNE, alguns dos quais foram a seu tempo denunciados pela APEDE, suscitando desmentidos solenes pela voz dos dirigentes daquela federação sindical.
A Comissão Executiva Provisória de Stº Onofre
Pois é, agora já se sabe quem faz parte da Comissão Executiva Provisória imposta pelo ME / DREL ao agrupamento? Dois dirigentes da FNE, pois, isto veio em todas as notícias. Mas, pasmem, também faz parte o camarada David Caetano, sócio do SPGL e candidato pela Lista B (afecta ao ao PCP) às eleições para a direcção do SPGL (ou pelo menos fazia, suponho que o substituirão se não o substituíram já).
Haja Berloques!
Anônimo disse...
Há um velho ditado popular que diz: "Não cuspas para o ar, porque pode cair-te em cima".
Ainda vou ver muitos casacos e camisas manchadas com com o cuspe dos próprios donos.
Vou andar por aí..., mas atento. Agora até já se sabe, segundo a Isabel Pires, que um professor candidato da lista do PCP, também integra o Conselho Executivo provisório da escola de Santo Onofre. Mas parece-me que este facto já não interessa se muito comentado!!!. É no, mínimo estranho!!!. E, ainda vou ver mais.... Ainda vou ver todos os contestários a candidatrem-se ao Conselho Geral Transitório da escola. E, mais, hei-de ver alguns deles a candidaterem-se ao cargo de Director da escola...Daqui a uns meses cá estarei a relembrar estas estórias...
O Governo prepara-se para publicar um novo programa da disciplina de Português para o Ensino Básico.
A sua discussão pública terminou no passado dia 26 de Fevereiro, com a divulgação na página Web da Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e no portal do Governo, com duas designações: programas de Português e programas de Língua Portuguesa. No entanto, não se conhece que o texto – enquanto projecto – tenha sido objecto da atenção, do conhecimento e da discussão dos professores do Ensino Básico responsáveis por ter que o pôr em prática.
Elementos da CDEP, que tiveram oportunidade de participar num debate sobre esta temática tão importante para a formação das jovens gerações, ficaram a saber que o novo programa dá maior relevância ao ensino da Gramática – em detrimento da leitura e da escrita – desde o primeiro ciclo do Ensino Básico, e propondo a leitura de vários tipos de textos, incluindo adaptações para filmes e séries de televisão de obras de literatura infantil.
Neste contexto, em termos práticos o grande penalizado é o texto literário – bem cultural imprescindível para pensar, sentir e falar a nossa língua de forma correcta, enquanto instrumento privilegiado para uma formação ética e estética, no quadro dos valores humanistas que perfilhamos.
No Parecer elaborado pelo Centro de Estudos e Recursos de Literatura e Literacia Eça de Queiroz (www.leituras.net), que a CDEP subscreve, é afirmado: “A extensão desmedida dos conteúdos prescritos e as metodologias que a concepção destes programas supõe exigiriam um alargamento significativo da carga horária atribuída à disciplina de Língua Portuguesa”.
Ora isto não se verifica: Os alunos do 2º e 3º ciclos do Ensino Básico têm, por semana, dois tempos de noventa minutos cada.
Daí o Parecer tirar a conclusão: “Os limites estabelecidos foram ignorados, destinando-se esse ónus a quem tiver de pôr (esses programas) em prática” e deixar algumas interrogações, nomeadamente:
“Como irão reagir os professores a este intrincado discurso programático e à perspectiva que propõe para o ensino da língua?
E os alunos? Como vão os professores interessá-los e fazer-lhes ver os benefícios deste aparelho conceptual e verbal?
Será possível encontrarem tempo e gosto para ler, escrever e aprender uma gramática desejavelmente reconhecida útil e com sentido?
Como despertar neles «a afeição privada pela língua» em que irão pensar, sentir, falar e escrever?”
Relativamente ao modelo de Avaliação do Desempenho dos Docentes, regulamentado pelo Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro, os Professores e Educadores do Agrupamento de Escolas de Alvide, abaixo assinados, consideram que as alterações introduzidas pelo Decreto Regulamentar 1-A/2009, em nada modificam os princípios e a filosofia que lhe estão subjacentes:
Pelo contrário, consagram situações de desigualdade na avaliação das diferentes categorias de professores, acentuando as injustiças decorrentes da divisão aleatória da carreira docente em professores titulares e não titulares e continuam a originar situações paradoxais de avaliadores com formação científico-pedagógica inferior à dos docentes por eles avaliados;
Mantêm as quotas para as classificações de Excelente e Muito Bom;
Retiram, provisoriamente, da avaliação deste ano lectivo, os itens do abandono escolar e das classificações dos alunos, para serem retomados a partir do próximo ano;
Desvalorizam a componente científico-pedagógica da função docente, privilegiando a componente organizacional e administrativa.
Por outro lado, não foi promovida qualquer discussão pública sobre o modelo de avaliação, nem tão pouco foram esclarecidas as dúvidas apontadas na moção subscrita neste Agrupamento e enviada à Senhora Ministra da Educação e outras entidades, em Novembro de 2008.
Em conclusão, esta pretensa versão “simplex” não é mais do que a consequência e o reconhecimento da inconsistência e inexequibilidade de um modelo de avaliação injusto, burocrático e sem qualquer carácter formativo, que não promove a melhoria do ensino.
Pelo exposto e em coerência com as posições assumidas anteriormente, os professores e educadores abaixo assinados,
§Reafirmam a sua decisão de não prosseguir com actividades relacionadas com a implementação deste modelo de Avaliação do Desempenho;
§Reiteram a o seu empenho em cumprir todas as funções que decorrem da sua actividade profissional, como sempre têm feito, enquanto professores conscientes dos seus deveres para com os alunos e para com a comunidade educativa em geral;
§Reiteram a intenção e a necessidade de serem avaliados por um modelo justo, credível e formativo que promova, efectivamente, o mérito e a melhoria do ensino.
Apelam, ainda, a que se inicie rapidamente, um processo sério de revisão do Estatuto da Carreira Docente, pela dignificação e melhoria do Ensino Público.
«67(sessenta e sete) professores de 120 (cento e vinte) da Escola Secundária Martins Sarmento de Guimarães, reunidos em Plenário, no dia 16.01.09, decidiram:
- Apoiar a greve nacional de professores do dia 19 que consideram poder ser decisiva para a luta por um Estatuto da Carreira Docente que dignifique e valorize a profissão e a Escola pública Portuguesa,
- Manter a luta contra a viabilização do novo modelo de avaliação decorrente do Decreto Regulamentar nº 1-A/2009 que não altera a substância do anterior,
- Manifestar a disposição de não entregar os objectivos individuais.»
Os docentes do Agrupamento Conde de Ourém, reunidos na Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos 4º Conde de Ourém, no dia 21 de Janeiro de 2009, deliberam:
- Reiterar a sua intenção de ser avaliados, mas nunca por este modelo, que mesmo numa versão que se limita a simplificar o acessório, mantendo os aspectos essenciais mais gravosos;
- Manifestar o seu direito a ser avaliados através de um modelo que seja justo, testado, simples, formativo e que, efectivamente, promova o mérito e a qualidade das aprendizagens.
Os professores do Agrupamento Conde de Ourém no seguimento da moção anteriormente apresentada, da Marcha de 8 de Março, da Manifestação de 8 de Novembro e das Greves de 3 de Dezembro e de 19 de Janeiro, reafirmam a sua decisão de suspender o seu processo de avaliação, não participando nos actos com ele relacionados, o que passa, neste momento, pela não entrega dos objectivos individuais e pelo não requerimento de aulas assistidas, salvaguardando a situação dos professores contratados, aos quais se reserva o direito de decidirem individualmente face ao seu processo avaliativo.
Em breve fará um ano que me elegestes Coordenadora do Departamento de Línguas. Um ano depois, escrevo-vos para vos comunicar que entreguei, hoje, o meu pedido de demissão do cargo. Sinto, pela confiança que em mim depositastes naquela data e desde então, que vos devo uma explicação. Conforme aleguei no meu pedido de demissão “Os acontecimentos que se arrastam desde Janeiro de 2008 em torno do processo de Avaliação de Desempenho dos Professores, os avanços e recuos em matéria legal e funcional nesta matéria, assim como no Estatuto do Aluno do Ensino não Superior, a degradação do clima relacional e o desgaste provocado por um acréscimo de trabalho de ordem burocrático que acresce irremediavelmente por força de constantes alterações dos diplomas legais, criaram condições cada vez mais difíceis para o desempenho sério e rigoroso do trabalho que a professora reputa de maior importância – a leccionação da disciplina de que é titular e responsável.“.
Creio que contribui, ao longo deste ano, para um debate sério e responsável das matérias que nos têm atormentado. Saio com a consciência de tudo ter feito para derrotar o monstro da prepotência ministerial em sede de pedagógico e de o ter feito olhando-o de frente. Não encaro a minha saída como uma desistência da luta que nos envolve a todos - conhecem-me sobejamente para saberem que estou longe de baixar os braços. A verdade é que o Conselho Pedagógico perdeu qualquer capacidade de acção – o Ministério tratou de o esvaziar, no último decreto – e em breve perderá até qualquer sentido de representatividade democrática – o novo modelo de gestão deu-lhe a estocada final. Não posso, de todo, manter-me num cargo que, como nunca, consagra o desnivelamento injusto entre os professores. Não serei parasita de um sistema contra o qual tenho lutado! Agora sim, seria fácil ficar… todo o trabalho está feito, o desgaste de horas e horas a tentar lapidar as perversidades de umas fichas insanas faz parte do passado, quase não terei de observar aulas, ou seja, nem vos avaliarei, poderia tirar proveito da redução que me deram para o meu merecido descanso, e, ainda por cima, até poderia trabalhar descansadamente para um Excelente (no pior dos casos, um Muito Bom), quando tenho o privilégio de não precisar de ser avaliada na componente científico-pedagógica! Pois agora é a hora certa para eu sair! Não quero, não posso, tirar proveito de algo que me repugna e contra o qual tenho lutado. Onde ficaria a minha dignidade? O meu amor-próprio? A minha decência? O meu sentido de justiça?
Por ter sido eleita, ainda tenho espaço para tomar uma decisão destas. Preocupava-me prejudicar-vos com a minha saída, mas agora até esse cuidado se desvaneceu – só quem solicitar aulas observadas precisará de mim e, num momento destes, como já vos disse pessoalmente, considero uma falta de solidariedade para com os colegas solicitá-las. Daí que não me sinta moralmente obrigada em relação a quem o fizer. Não sei o que o dia de amanhã me reserva. Não sei se serei obrigada a avaliar. Mas dormirei tranquila, com a consciência de que não me deixei vencer pela letargia, pelo comodismo, pelos meus próprios interesses. Continuarei a falar com a liberdade com que me tendes ouvido, porque terei sido coerente e verdadeira até ao fim. Porque a minha voz nunca se ergueu para defender uma causa própria, mas uma causa comum, uma causa justa. E não há nada que aqueça mais o coração!
Como despedida, e não querendo parecer arrogante, lembro-vos um hino à integridade:
Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Sá Couto
Com conhecimento:
à Exma. Senhora Ministra da Educação
à Exma. Senhora Directora Regional de Educação do Norte
Os abaixo-assinados, professores do Agrupamento de Escolas Sá Couto, reunidos no Polivalente da EB2,3 Sá Couto no dia 17 de Janeiro de 2009, vêm declarar o seguinte:
Considerando que:
1 –é necessário e importante implementar um processo de avaliação que promova, eficiente e eficazmente, a qualidade do ensino público e da condição docente;
2 –as medidas ínsitas nos normativos recentemente publicados são medidas avulsas, sempre transitórias, que não alteram substantivamente o modelo de avaliação de desempenho já anteriormente por nós contestado, no abaixo-assinado dirigido em 7 de Novembro de 2008 às autoridades competentes;
3 –a insistência no actual modelo de avaliação, compromete a construção, desde já e a longo prazo, de um modelo de avaliação justo, sério e credível, que tenha reais incidências na promoção do sucesso educativo e na realização profissional e pessoal dos professores;
4 –se respeita e tem em atenção as diferentes situações e categorias profissionais, suas necessidades e especificidades, no quadro da unidade de conteúdo funcional e da missão educativa da Escola.
Declaramos:
1 –cumprir com zelo e lealdade as funções e responsabilidades que nos são cometidas por lei;
2 –cumprir na íntegra e com elevado espírito de missão os objectivos do Projecto Educativo de Agrupamento e do Plano Anual de Actividades;
3 –proceder com respeito e lealdade institucional e pessoal para com os superiores hierárquicos;
4 –contribuir para um eficaz e eficiente funcionamento desta comunidade educativa assegurando a continuidade de um clima educativo tranquilo, estável e modelar para os nossos alunos;
5 –não definir nem proceder à entrega dos objectivos individuais;
6 –que a surgir algum mecanismo legal que venha a impor, sob ameaça de procedimento disciplinar ou outros, a entrega referida no ponto anterior, desde já assumimos solidariamente a decisão de conformar os objectivos individuais com os objectivos constantes do Projecto Educativo do Agrupamento.
Espinho e Agrupamento de Escolas Sá Couto, aos 17 de Janeiro de 2009.
Os professores da Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo reunidos em plenário no dia 20 de Janeiro de 2009 APROVARAM, por UNANIMIDADE, a seguinte proposta:
Proposta Considerando que, de momento, a melhor forma legal de provocar a suspensão do actual Estatuto da Carreira Docente e o presente modelo de avaliação de professores é a greve,
O Corpo Docente da ESFRL (Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo) solicita às estruturas sindicais, suas representantes legais, que promovam, a curto prazo, uma greve de duração indeterminada.
REUNIÃO DE PROFESSORES DE ESCOLAS DO BARREIRO E MOITA
Os professores presentes nesta reunião (cerca de 100), realizada no passado dia 17, deram conta das tomadas de posição das respectivas escolas face ao actual modelo de avaliação de desempenho docente (ADD), a saber:
Agrupamento de Escolas da Quinta da Lomba: em Reunião Geral de Professores (RGP), decidiram manter a suspensão da ADD, ou seja, não entregam os objectivos individuais (OI);
Escola Secundária dos Casquilhos: em RGP no 1º Período, decidiram não entregar OI; nos próximos dias, vão reunir de novo para tomar posição face ao Decreto Regulamentar nº 1-A/2009;
Escola 2/3 Fragata do Tejo: decidiram-se pela suspensão no 1º Período, mas na última reunião de Conselho Pedagógico, já neste período, foi feita a calendarização das acções a desenvolver no âmbito da ADD, nomeadamente a entrega dos OI e os professores foram avisados que a suspensão não é legal. Proximamente, haverá uma RGP para nova tomada de posição;
Escola Secundária de Sto. André: no 1º Período decidiram-se pela suspensão, se bem que 12 professores tenham entregado os OI. Nas reuniões de Departamento, decidiram não entregar os OI até que todos os documentos necessários estejam prontos, nomeadamente o Projecto Educativo de Escola. Na próxima semana, haverá outra RGP para nova tomada de posição;
Agrupamento de Escola de Sto. António: em RGP de 27/11/08, dos 154 professores da escola, 111 entregaram os OI em branco. Em RGP do passado dia 15, 89 professores decidiram, uma vez mais, entregar os OI em branco;
Escola da Quinta Nova da Telha: em RGP, por voto secreto, a maioria dos professores (80) decidiu-se pela suspensão da ADD;
Agrupamento de Escolas Alfredo da Silva: em 101 professores, 92 votaram a favor da manutenção da suspensão (9 votaram contra);
Escola Secundária Augusto Cabrita: no 1º Período, decidiram-se pela suspensão. Na próxima semana, vai haver outra RGP para nova tomada de posição;
Agrupamento de Escolas Mendonça Furtado: no 1º Período, decidiram-se pela suspensão. Na próxima semana, vai haver outra RGP para nova tomada de posição;
Escola 2/3 Mouzinho da Silveira: em RGP realizada este Período, 75% dos professores declararam nãoentregar os OI, 5% informaram que os vão entregar e os restantes 20% confessaram ainda não saber o que fazer;
Agrupamento de Escolas José Afonso: em 2 RGP, não suspenderam a avaliação. Foi marcada a entrega dos OI até 30 de Janeiro;
Escola 2/3 Álvaro Velho: no 1º Período, em RGP, 120 professores votaram a favor da suspensão e 1 contra. Na próxima semana, haverá outra RGP para nova tomada de posição.
No final da reunião, foi aprovada uma Proposta de Resolução, apresentada pela colega Ana Paula Amaral, da Escola Secundária dos Casquilhos:
REUNIÃO PROFS. BARREIRO/ MOITA (17- Jan-09)
RESOLUÇÃO
Considerando que, em democracia, as leis só são legítimas quando reconhecidas por aqueles a quem se aplicam, e a esmagadora maioria dos professores já demonstrou, em manifestações e greves massivas, que rejeita as medidas deste Ministério da Educação (ME), em particular o modelo de Avaliação de Desempenho Docente (ADD) e o ECD que nos foi imposto a partir de 19 de Janeiro de 2007;
Os professores e educadores, reunidos no Barreiro no dia 17 /Janeiro/ 2009 para analisar a situação da luta dos docentes contra o actual modelo de avaliação de desempenho e o ECD impostos pelo Ministério da Educação, decidem:
1.Afirmar a exigência de revogação do actual modelo de ADD, consubstanciado no dec. 2/ 2008 e subsequentes decretos regulamentares, inclusive o dec. 1-A/2009 (“Simplex 2”);
2.Reafirmar as exigências de reposição da carreira única para os professores, do fim da prova de ingresso, de reposição de horários compatíveis com a especificidade da nossa profissão, de reposição das condições de aposentação do antigo ECD e de regulamentação de mecanismos para a vinculação dos professores contratados – o que implica a construção negociada de um verdadeiro ECD, incompatível com o actual “ECD da Ministra”;
3.Afirmar a exigência de revogação do decreto que regulamenta o novo regime de gestão, o qual irá acabar com o que resta da gestão democrática nas escolas, transformando os directores em meras correias de transmissão das directivas dos governos;
4.Apoiar a luta dos outros trabalhadores da Função Pública contra o novo sistema de vínculos e carreiras aprovado na Assembleia da República, que irá ter inevitáveis repercussões também na nossa carreira, no sentido da sua acentuada precarização;
5.Apoiar as tomadas de posição dos professores das escolas do concelho e do país que reafirmaram, neste 2º Período, a decisão de não entregarem os objectivos individuais no quadro da ADD do ME;
6.Apoiar a posição dos Conselhos Executivos reunidos em Santarém no dia 10 de Janeiro, de rejeição do actual modelo de ADD, incluindo o “Simplex 2”;
7.Apoiar todos os professores que, em condições extremamente difíceis, nomeadamente de oposição dos órgãos de gestão das suas escolas, afirmam ou mantêm a decisão de não entregarem os seus objectivos individuais;
8.Apoiar activamente e mobilizar-se para a greve de 19 de Janeiro, convocada pela Plataforma Sindical;
9.Apoiar activamente e mobilizar-se para a manifestação de dia 24 de Janeiro frente à Presidência da República, convocada pelos Movimentos de Professores;
10.Apoiar a decisão dos professores de Beja, de realização de uma Marcha Nacional da Educação convocada pela Plataforma Sindical, Associações de Pais e as centrais sindicais, CGTP e a UGT.
Decidem ainda:
11.Apelar a que as direcções da CGTP e da UGT declarem publicamente o seu apoio à luta dos professores e discutam com a Plataforma Sindical a iniciativa da Marcha Nacional pela Educação proposta pelos colegas de Beja;
12.Apelar a que os Conselhos Executivos dos concelhos do Barreiro e Moita se reunam, para analisarem as condições em que o ME pretende fazer deles os aplicadores do seu modelo de ADD, nomeadamente por via do dec.1-A, sobrecarregando-os com tarefas burocráticas incompatíveis com uma gestão minimamente pedagógica;
13.Apelar a que as direcções sindicais da Plataforma apoiem activamente, inclusive a nível jurídico, os professores que, nas suas escolas, se vêem impossibilitados de reunirem e discutirem a ADD devido à oposição dos respectivos CEs; sugerimos que os responsáveis sindicais promovam reuniões com esses colegas, se necessário fora das suas escolas;
14.Saudar as posições de várias Assembleias Municipais e Sindicatos de apoio à luta dos professores; apelar a que as Assembleias Municipais do Barreiro e da Moita, assim como as organizações sindicais representadas no nosso concelho, tomem a mesma posição;
15.Constituir-se em Comissão Inter-escolas do Barreiro/ Moita.
Aprovada por unanimidade (cerca de 80 professores presentes)
Agrupamento de Escolas de Santo António (Barreiro)
Os profs., reunidos em 15 de Janeiro de 2009, em instalações cedidas pela Junta de Freguesia de Santo António Barreiro, aprovaram um abaixo-assinado com as seguintes decisões:
«1. Manter as decisões tomadas na reunião geral de docentes de 14 de Novembro de 2008, nomeadamente:
1.1 Não entregar quaisquer objectivos individuais no âmbito do Processo de Avaliação do Desempenho para o ano lectivo 2008/2009, não exercendo, deste modo, essa prerrogativa procedimental;
1.2. Não solicitar a observação de aulas;
1.3. Marcar para o dia 21 de Janeiro, entre as 12 horas e as 14 horas a entrega simbólica do documento de formulação de objectivos individuais em branco nos serviços administrativos do agrupamento.
2. Caso se mantenha a marcação da greve agendada para o dia 19 de Janeiro, os que a ela aderirem concentrarem-se, se assim o entenderem, durante o seu horário de trabalho previsto para esse dia, no exterior da entrada da escola sede.»
Até 17 de Janeiro, este abaixo-assinado já tinha recolhido 89 assinaturas (dos 154 profs. ao serviço). No 1º Período, 111 profs. não entregaram os objectivos individuais ou entregaram-nos em branco.
Agrupamento de Escolas Alfredo da Silva (Barreiro)
Em RGP realizada em 14 de Janeiro, os profs. reafirmaram a decisão de suspenderem a sua participação no processo de ADD. Apenas 9 profs. votaram contra.
Escola 2/3 da Quinta Nova da Telha (Barreiro)
Em Reunião Geral, realizada a 15 de Janeiro, os professores decidiram suspender a avaliação, com 80 votos a favor e 13 contra, não entregando os objectivos individuais.
Escola Secundária de Casquilhos (Barreiro)
Em RGP realizada no 1º Período (19/ Novembro) foi aprovada por 90,7% dos professores presentes (74 dos 79 ao serviço na escola) a recusa de participação no processo de ADD.
Em reunião sindical de 13 de Janeiro (jornada de reflexão promovida pela Plataforma) os profs. aprovaram a moção da Plataforma que exige a suspensão do modelo (entre outras reivindicações relacionadas com o ECD) edecidiram lançar um abaixo-assinado para uma nova Reunião Geral de Profs..
Escola Secundária Augusto Cabrita (Barreiro)
Durante o 1º Período realizou-se uma RGP onde 94 profs. (entre 96 presentes) votaram a suspensão da participação no processo de ADD.
No dia 13 de Janeiro (jornada de reflexão promovida pela Plataforma) os profs. decidiram pôr em marcha o pedido de uma nova RGP.
Escola Básica 2/ 3 Álvaro Velho (Barreiro)
Em RGP realizada no 1º Período, onde estiveram presentes 121 profs. (dos 130 ao serviço), 120 votaram pela suspensão da sua participação (1 votou em branco).
Está em marcha um processo de convocatória de nova RGP.
Escola Secundária da Moita
Em RGP realizada a 15 de Janeiro, os professores aprovaram um moção em que exprimem a sua rejeição do actual modelo de ADD, mas deixam à decisãode cada professor entregar ou não os objectivos individuais.
Escola Secundária de Santo André/Barreiro
Em RGP realizada no 1º Período, no dia 5 de Novembro, foi aprovada a suspensão da avaliação, por 125 professores presentes, dos cerca de 150 que a Escola tem.
Já no 2º Período, os Departamentos de Ciências Sociais e Humanas e Matemática e Ciências Experimentais pronunciaram-se pela continuação da suspensão até que estejam aprovados na Escola os normativos legais exigidos (RI, PEE, PAA, etc …) para se iniciar o processo.
Junto envio a Moção apresentada e aprovada na CME, para divulgação.
A moção foi aprovada com 4 votos a favor ( 3 da CDU e 1 do PSD) e 3
contra (do PS, claro).
No dia 19, haverá uma CONCENTRAÇÂO FRENTE AO GOVERNO CIVIL DE
ÉVORA, PELAS 14,30.
Obrigado e Todos Juntos iremos vencer.
MOÇÃO
PELA DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA
Considerando que o modelo de avaliação de desempenho dos Docentes – introduzido pelo Decreto-Regulamentar nº2 de 2008, de 10 de Janeiro, conjugado com o Decreto-Lei nº15/2007 de 19 de Janeiro – Estatuto da Carreira Docente – contribuiu para a degradação do Ensino Público, na medida em que criou muitos obstáculos de natureza burocrática e administrativa na acção dos professores, afastando-os da sua verdadeira missão profissional: ENSINAR.
Considerando os pareceres do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores, a opinião de praticamente todos os docentes portugueses, as posições assumidas pelos órgãos administrativos e pedagógicos das escolas, a posição das estruturas representativas dos Docentes, o posicionamento dos partidos políticos na oposição com assento parlamentar, o modelo de avaliação criado pelo Ministério da Educação caracteriza-se como sendo profundamente injusto, altamente burocrático, incoerente e nada contribuiu para a evolução profissional dos Docentes nem para a melhoria da qualidade das aprendizagens dos destinatários do sistema educativo: Os alunos.
Considerando que os professores portugueses mostram total abertura e interesse para serem avaliados, no quadro de um modelo justo, sem quotas de progressão, rigoroso e formativo que contribua para a dignificação da sua carreira profissional e para o progresso dos processos de ensino – aprendizagem dos estudantes portugueses.
Considerando que o clima de contestação e indignação dos professores, educadores e alunos, a insustentável instabilidade e mal-estar vivido por toda a comunidade educativa, prejudica efectivamente o processo de ensino-aprendizagem no País e, no concelho de Évora, em particular.
A Câmara Municipal de Évora
Reconhece a dedicação e o empenho que estes profissionais têm
demonstrado têm demonstrado no exercício das sua profissão, apesar de todas as adversidades e da intensa campanha ideológica que o actual governo tem desenvolvido tentando assim ferir a sua imagem junto da opinião pública.
Reconhece a luta corajosa, determinada, persistente e responsável –
travada pelos Docentes Portugueses em defesa dos seus interesses –
indissociáveis da Defesa da Escola Pública.
Vem requerer, junto do Governo, a suspensão da aplicação do
Decreto-Regulamentar nº2/2008, bem como a legislação aprovada
posteriormente, na tentativa de aplicar um modelo de avaliação simplificado – que continua a comportar um enorme potencial de
contradições e problemas de aplicação – gerador de injustiças e
instabilidade nas escolas.
A Comissão de Defesa da Escola Pública, Democrática e de qualidade (CDEP), posta de pé em 1998 e reconstituída em Maio de 2002, agrupa um conjunto de cidadãos, professores, educadores, auxiliares de acção educativa, pais e estudantes, unidos em torno do mesmo objectivo: defender uma Escola pública, democrática e de qualidade, como um espaço de liberdade e crescimento, cuja finalidade central seja a formação do Homem e, só depois, do trabalhador. Tais objectivos pressupõem a demarcação em relação a todas as instituições do imperialismo (desde o Banco Mundial, ao FMI, à OCDE, e à UE e suas directivas). Não pretendemos substituir-nos a qualquer organização, seja ela de carácter sindical, partidário ou associativo em geral, mas sim contribuir para o desenvolvimento de um quadro de unidade entre todos os movimentos que leve à sobrevivência e construção desta escola.
Reunião de Professores e Educadores, BMO, 09/01/2009, 18:30
clicar na imagem para saber mais informações
AGENDA
6 de Janeiro Encontro entre movimentos e sindicatos de professores (apenas para os representantes designados) Lisboa, 21h, sede da Fenprof
7 de Janeiro Reunião de Professores e Educadores de Cascais, Sintra e Oeiras 18h, Auditório da Escola Salesiana de Manique
8 de Janeiro Votação, na Assembleia da República, dos projectos-lei do PSD, BE e PP para a suspensão deste modelo de avaliação de professores
9 de Janeiro Reunião de professores e educadores de Oeiras e Cascais
18h 30m, Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras
9 de Janeiro 2º encontro de professores e educadores de Loures e Odivelas 21h, salão do Centro Paroquial da Ramada
10 de Janeiro Encontro de Presidentes dos Conselhos Executivos contra as intimidações do governo Vê aqui mais informação
13 de Janeiro Jornada Nacional de Reflexão e Luta, marcada pela Plataforma Sindical, com tomadas de posição nas escolas contra a participação neste modelo de avaliação
19 de Janeiro Greve Nacional de Professores e Manifestação em frente à Presidência da República
Entrevista publicada nas «Informations Ouvrières» (França) a Isabel Pires (dirigente sindical SPGL)
A Comissão Executiva Provisória de Stº Onofre
Pois é, agora já se sabe quem faz parte da Comissão Executiva Provisória imposta pelo ME / DREL ao agrupamento? Dois dirigentes da FNE, pois, isto veio em todas as notícias. Mas, pasmem, também faz parte o camarada David Caetano, sócio do SPGL e candidato pela Lista B (afecta ao ao PCP) às eleições para a direcção do SPGL (ou pelo menos fazia, suponho que o substituirão se não o substituíram já).
Haja Berloques!
Há um velho ditado popular que diz: "Não cuspas para o ar, porque pode cair-te em cima".
Ainda vou ver muitos casacos e camisas manchadas com com o cuspe dos próprios donos.
Vou andar por aí..., mas atento. Agora até já se sabe, segundo a Isabel Pires, que um professor candidato da lista do PCP, também integra o Conselho Executivo provisório da escola de Santo Onofre. Mas parece-me que este facto já não interessa se muito comentado!!!. É no, mínimo estranho!!!. E, ainda vou ver mais.... Ainda vou ver todos os contestários a candidatrem-se ao Conselho Geral Transitório da escola. E, mais, hei-de ver alguns deles a candidaterem-se ao cargo de Director da escola...Daqui a uns meses cá estarei a relembrar estas estórias...