Mostrando postagens com marcador mobilização dos professores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mobilização dos professores. Mostrar todas as postagens

terça-feira, março 10, 2009

FRANÇA: TODOS/AS EM GREVE GERAL RECONDUTÍVEL NO SECTOR DA EDUCAÇÃO

COMUNICADO DA FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO DA CNT-F (França):

«O estado toma sempre mais aos trabalhadores/as para dar sempre mais às classes dirigentes. A sua política é de facto de baixar ou de retirar impostos e taxas para os ricos. O dinheiro é tomado aos serviços públicos, à protecção social, para encher os bolsos dos accionistas e do patronato. O bolo é para os patrões e não restam senão migalhas para os/as trabalhadores/as, a quem lhes é retirado o resto da refeição.
As consequências são graves na Educação Pública, com a supressão de lugares do quadro, a instalação das EPEP (escolas de intervenção prioritária em zonas problemáticas)que implica uma escola hierarquizada e colocada em sistema concorrencial, a destruição da formação assim como dos direitos sindicais, os salários insuficientes, o aumento da precariedade, etc.

Em resumo, é tempo de nos mobilizarmos, de construir um forte movimento combativo para combater a destruição dos serviços públicos e - nomeadamente - da educação!

Para mudança de rumo os DOM (Domínios de Ultramar : Martinica e Guadalupe, com mais de um mês de greve geral bem sucedida) mostram-nos o caminho: greve geral!

De qualquer maneira temos de nos reunir em assembleias gerais para decidir como levar a cabo a mobilização do 10 de Março, a participação nas concentrações da 4ª feira 11 de Março e continuar depois de 19 de Março.

Somos nós que trabalhamos, somos nós que decidimos!


CNT STE 92

http://www.cnt-f.org/fte/article.php3?id_article=2554

--
Publicada por Luta Social em Luta Social a 3/07/2009

MUP: A IMPORTÂNCIA DA MOBILIZAÇÃO E DA LUTA

A IMPORTÂNCIA DA MOBILIZAÇÃO E DA LUTA

A luta dos professores não pode parar enquanto não estiverem resolvidas as questões que nos têm feito resistir nas escolas, reunir em plenários e manifestar nas ruas.

Nos próximos fins-de semana há três acções que devem contar com a maior participação dos professores:
.
CORDÃO HUMANO, dia 7 de Março, às 15:00h, em Lisboa. [10 000 professores]
.
ENCONTRO NACIONAL DE PROFESSORES EM LUTA, dia 14 de Março, das 10:00h às 17:00h, em Leiria.
.
ENCONTRO NACIONAL DE PCE, dia 21 de Março, em Lisboa.

Aqui ficam as palavras da deputada Ana Drago (BE), num extracto de e-mail, que revelam a importância da mobilização dos professores:


"No entanto, deixe-me também dizer-lhe que creio que o futuro da luta contra este absurdo e injusto modelo de avaliação só terá sucesso se continuar a contar com a mobilização e a resistência dos professores, nas escolas e nas ruas. Creio mesmo que este é o aspecto mais importante – foi essa extraordinária mobilização que permitiu alguns recuos do ME, e é o que pode determinar o seu abandono.

Com os melhores cumprimentos,

Ana Drago"

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Monólogo do desnorte

À intimidação, os professores respondem com firmeza


O Ministério da Educação vem revelando diariamente o desnorte que ali se instalou após as mais recentes demonstrações de determinação e unidade dos professores portugueses. O clímax da desorientação instalou-se após a maior greve de sempre dos professores portugueses, no passado dia 3 de Dezembro.

Do silenciamento a que foi remetida a Ministra da Educação às inopinadas conferências de imprensa que nada dizem de novo, da marcação de reuniões com sindicatos para apresentar uma coisa agora e logo outra depois, às reuniões e documentos de pressão sobre os órgãos de gestão escolar e outros representantes dos professores nas escolas, tudo serve. Tudo tem sido usado sem lei nem roque, ao serviço do único objectivo que (des)norteia a equipa responsável pela Educação - aplicar, custe o que custar, o inenarrável modelo de avaliação do desempenho docente que, teimosamente, tentam impor aos professores e educadores.

A teimosia que o ME ostenta, percebida, como não podia deixar de ser, a barreira que se lhe opõe - de construção cada dia mais coesa, por parte de uma classe profissional despertada para a defesa da sua própria dignidade -, tem conduzido os seus dirigentes para desesperadas tentativas de abalar essa barreira, nela provocar algumas brechas, intimidar individualmente professores e educadores, no sentido de cederem relativamente a posições que colectivamente construíram.

As Direcções Regionais de Educação, que o ME comanda, têm assumido comportamentos vários, dirigidos, todos eles, nesse sentido. Desde pressões e ameaças sobre Conselhos Executivos, ao uso abusivo de endereços de e-mail dos professores (obtidos por força de imperativos ligados a procedimentos que nada têm a ver com a avaliação de desempenho) para passar mensagens coercivas sobre comportamentos colectivamente assumidos, tudo serve à administração educativa para o prosseguimento de uma sanha persecutória vergonhosamente desencadeada contra toda uma classe profissional.

Dito de maneira mais clara, tudo o que o ME vem realizando nos últimos dias, sobretudo desde a greve de 3 de Dezembro, se orienta no sentido de tentar dividir os professores, procurar isolá-los nas suas respostas, coagindo-os a assinar declarações individuais, levá-los a vacilar perante comportamentos responsavelmente assumidos, quebrar a sua unidade, forçá-los a fraquejar e a ceder.

Mas há uma coisa que o ME ainda não compreendeu e os professores vão ter que lhe ensinar de uma vez por todas: a luta, a sua luta, não se esgota apenas numa das várias modalidades de que se reveste.

E a luta está agora nas escolas, em todas as escolas. Prossegue e desenvolve-se cada vez mais forte, ultrapassando já os 94% que responderam à greve do passado dia 3.

E, para todos esses, o modelo de avaliação do desempenho do Ministério da Educação já não existe. Foi sepultado pela vontade inequívoca daqueles a quem se dirigia.

Por isso, não se pode simplificar o que não existe. Pelo que a insistência na não suspensão já só tem significado para o ME e para o Governo.

Os professores vão, uma vez mais, dar o rosto e mostrar neste dia 11, das formas que considerem mais adequadas a cada escola, que a razão continua do seu lado. Que continuam unidos e sem medo das ameaças, veladas ou não, que todos os dias lhes dirigem. Que querem ser avaliados sim, mas nunca por tão nefasto modelo. E os Sindicatos, na reunião com o ME, saberão assumir o sentir dos professores.

Lisboa, 10 de Dezembro de 2008
O Secretariado Nacional da FENPROF

sábado, novembro 15, 2008

Mobilização para o dia 15 de Novembro, sábado

Caros colegas e amigos
Como é sabido, alguns movimentos convocaram uma manifestação em Lisboa no dia 15 (sábado). Apela-se à participação, por todas as razões que são conhecidas.
Para quem não puder ir à referida manifestação deverá comparecer no mesmo dia (15), pelas 15h. na Arcada - Braga e associar-se aos colegas que rumaram para Lisboa.
Apelamos à mobilização como mais uma forma de luta e constestação ao AUTISMO, à DITADURA, à PREPOTÊNCIA, À FALTA DE RESPEITO E DE DIÁLOGO que tem sido tónica da ministra e do seu ministério.
SOLIDARIEDADE NA LUTA.
MOBILIZA-TE E REENCAMINHA PARA OS TEUS COLEGAS, via mail, sms

quarta-feira, outubro 08, 2008

Sindicatos: Mobilização dos Professores ou Desmobilização?

RECEBI este pedido de Reenvio.

Peço que reenvies este mail para toda a lista….



A FENPROF não vai desmobilizar os professores.

Trabalhamos neste momento em torno de três grandes questões:

- avaliação do desempenho

- horários de trabalho

- direcção e gestão das escolas



As duas primeiras são as que parecem estar referidas no mail abaixo.

Assim …. Algumas notas muito curtas.



Horários

É fundamental que sejam cumpridas as regras que constam do memorando
de entendimento. Neste domínio o que se espera é que os professores
não aceitem abusos e ilegalidades por parte de C. Executivos 'mais
papistas que o papa'. A FENPROF tem já disponíveis minutas de
reclamação.

Se os professores se remetem ao medo e ao silêncio fica tudo mais complicado.



Avaliação

Este ano a avaliação funciona em regime experimental e será revista –
é o memorando de entendimento que o diz !

Mais uma vez, escola a escola é preciso travar combate firme a abusos
e ilegalidades. É preciso enviar nota desses abusos para o mail verde
(ver
www.fenprof.pt) para que, via Comissão Paritária, sejam tratados.

A FENPROF vai apresentar as suas opções e princípios para um outro
modelo de avaliação. Claro que as nossas propostas implicam outra
carreira (sem duas categorias) e a alteração do modelo de gestão
decretado pelo ME. Não apresentaremos uma proposta de remendos ao
modelo de avaliação do ME que, por exemplo, aceite as duas categorias…
Se a nossa opção fosse remendar o modelo do ME tudo seria mais fácil.
Mas não é ! Ora, travar este combate implica a mobilização dos
professores e nunca a sua desmobilização. Em ano eleitoral isto é
fundamental…



Gestão

Ao contrário do que eu esperava, em muitas escolas os professores não
entenderam (ainda) a importância desta questão. Só assim se entende a
piedosa apresentação de listas candidatas aos CGT.

Pela parte da FENPROF insistimos na importância de não serem
apresentadas listas.

No plano jurídico pedimos um parecer a um ex-Conselheiro do Tribunal
Constitucional (TC). Aí se demonstra que o DL da gestão se não é
inconstitucional está, pelo menos, ferido de ilegalidade (coisas do
direito mas é assim…). Agora vamos ver quem pede essa declaração de
ilegalidade ao TC – ainda não há deputados suficientes para a isso
porque PCP, Verdes e BE não chegam (quem distribuiu os deputados pelos
partidos foi o povo – incluindo os professores). Vamos ver ….



ENTRETANTO ….

No dia 1 de Outubro, há plenários de professores que vão terminar
junto aos Gov Civis ou DRE

( em Viseu – Auditório da Igreja Nova, 1.Outubro, 9.30 h).

Se os professores quiserem, neste dia podem fechar muitas escolas sem
desconto no salário. Isto não se compadece com 'aquela coisa' … ' é
chato os miúdos ficam sem aulas … aos sábados e domingos é que é bom'
– será eventualmente aos sábados, mas também em dia de aulas.

É o primeiro 'teste' …

Conto contigo na mobilização e esclarecimento.



Um Abraço

Francisco Almeida







Assunto: Se os professores desmobilizarem será a desgraça total!




Reenviem a tds os professores, sff!


'Inclino-me a pensar que os sindicatos vão, mais uma vez, desmobilizar
os professores a troco de coisa nenhuma.

Umas cedências de pormenor, mantendo o modelo tal como está, para dar
a ideia de que houve recuo e que todos ganharam. Se assim for (oxalá
me engane!), será uma desgraça para os professores.

Com os professores de joelhos, outras malfeitorias virão:

fim das pausas da Páscoa e do Natal, escolas abertas e com alunos
durante a Páscoa e o Natal, formação contínua aos sábados, etc.

A profissão tal como a conhecemos está em vias de acabar. A escola
pública vai morrer.

As classes alta e média alta vão colocar os seus filhos em colégios
privados e as escolas públicas transformar-se-ão em imensos CEFs onde
não se aprende nada, apenas se guardam crianças e adolescentes.

Os professores assistirão ao nascimento de um outro estatuto, ainda
pior que o actual: o estatuto de prestadores de cuidados sociais e de
empregados domésticos dos pais.'


Ramiro Marques