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sexta-feira, abril 03, 2009

Uma professora a propósito da ausência de mobilização

Não sou sindicalizada e, por essa razão, não me sinto com autoridade para julgar o comportamento dos sindicatos. Mas sou professora e ainda não consegui deixar de me espantar com a falta de reacção imediata de todos os professores face às afrontas de que temos sido alvo. Perante uma notícia destas era de esperar que todos nos plantássemos em vigília sine die diante do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre. Será possível que cada um vá de férias assobiando para o lado na esperança cobarde que o fogo não chegue à sua palhota? Com ou sem sindicatos não temos capacidade para reagir - nem que seja por impulso - a uma cretinice desta monta? Não somos nós professores? Atitudes e valores não contam na avaliação que cada cidadão deve a si próprio?

No Umbigo apareceu uma proposta mas não me parece que a reacção seja significativa ...
"O tema do post foi desaguando em delta e já se vai perdendo o braço principal. Afinal, organizamo-nos para uma vigília frente ao agrupamento de Santo Onofre, ou vamos para férias cantando e rindo?"

http://educar.wordpress.com/2009/03/31/santo-onofre-no-publico/#comment-212484

(recebido por mail)


terça-feira, dezembro 09, 2008

Não à demobilização!

Teor do e-mail já enviado à Direcção do SPGL:

Não à confusão, não à desmobilização!
A LUTA CONTINUA!


"O modelo de avaliação do ME morreu! Vamos construir o dos professores!"

(Comunicado de Imprensa da Direcção do SPGL)

Camaradas:
Morreu mesmo? Olhem que não, olhem que ainda não... Cuidado com estes títulos confusionistas! Cautela com estas garrafais precipitadas e desmobilizadoras principalmente numa altura destas, em que a Classe, depois da gigantesca manifestação de 8 de Novembro e da greve histórica de 3 de Dezembro, está balanceada para o conta-ataque, "disposta a tudo", e não abdica de nenhum do conjunto de objectivos já assumidos pela Plataforma - e nomeadamente da reivindicação "A luta continua, ministra para a rua!", gritada incansavelmente pelos Professores nas ruas de Portugal e já assumida pelo seu porta-voz e SG da FENPROF.
Paulo Ambrósio
Sócio Nº 55177 do SPGL

quarta-feira, outubro 08, 2008

Sindicatos: Mobilização dos Professores ou Desmobilização?

RECEBI este pedido de Reenvio.

Peço que reenvies este mail para toda a lista….



A FENPROF não vai desmobilizar os professores.

Trabalhamos neste momento em torno de três grandes questões:

- avaliação do desempenho

- horários de trabalho

- direcção e gestão das escolas



As duas primeiras são as que parecem estar referidas no mail abaixo.

Assim …. Algumas notas muito curtas.



Horários

É fundamental que sejam cumpridas as regras que constam do memorando
de entendimento. Neste domínio o que se espera é que os professores
não aceitem abusos e ilegalidades por parte de C. Executivos 'mais
papistas que o papa'. A FENPROF tem já disponíveis minutas de
reclamação.

Se os professores se remetem ao medo e ao silêncio fica tudo mais complicado.



Avaliação

Este ano a avaliação funciona em regime experimental e será revista –
é o memorando de entendimento que o diz !

Mais uma vez, escola a escola é preciso travar combate firme a abusos
e ilegalidades. É preciso enviar nota desses abusos para o mail verde
(ver
www.fenprof.pt) para que, via Comissão Paritária, sejam tratados.

A FENPROF vai apresentar as suas opções e princípios para um outro
modelo de avaliação. Claro que as nossas propostas implicam outra
carreira (sem duas categorias) e a alteração do modelo de gestão
decretado pelo ME. Não apresentaremos uma proposta de remendos ao
modelo de avaliação do ME que, por exemplo, aceite as duas categorias…
Se a nossa opção fosse remendar o modelo do ME tudo seria mais fácil.
Mas não é ! Ora, travar este combate implica a mobilização dos
professores e nunca a sua desmobilização. Em ano eleitoral isto é
fundamental…



Gestão

Ao contrário do que eu esperava, em muitas escolas os professores não
entenderam (ainda) a importância desta questão. Só assim se entende a
piedosa apresentação de listas candidatas aos CGT.

Pela parte da FENPROF insistimos na importância de não serem
apresentadas listas.

No plano jurídico pedimos um parecer a um ex-Conselheiro do Tribunal
Constitucional (TC). Aí se demonstra que o DL da gestão se não é
inconstitucional está, pelo menos, ferido de ilegalidade (coisas do
direito mas é assim…). Agora vamos ver quem pede essa declaração de
ilegalidade ao TC – ainda não há deputados suficientes para a isso
porque PCP, Verdes e BE não chegam (quem distribuiu os deputados pelos
partidos foi o povo – incluindo os professores). Vamos ver ….



ENTRETANTO ….

No dia 1 de Outubro, há plenários de professores que vão terminar
junto aos Gov Civis ou DRE

( em Viseu – Auditório da Igreja Nova, 1.Outubro, 9.30 h).

Se os professores quiserem, neste dia podem fechar muitas escolas sem
desconto no salário. Isto não se compadece com 'aquela coisa' … ' é
chato os miúdos ficam sem aulas … aos sábados e domingos é que é bom'
– será eventualmente aos sábados, mas também em dia de aulas.

É o primeiro 'teste' …

Conto contigo na mobilização e esclarecimento.



Um Abraço

Francisco Almeida







Assunto: Se os professores desmobilizarem será a desgraça total!




Reenviem a tds os professores, sff!


'Inclino-me a pensar que os sindicatos vão, mais uma vez, desmobilizar
os professores a troco de coisa nenhuma.

Umas cedências de pormenor, mantendo o modelo tal como está, para dar
a ideia de que houve recuo e que todos ganharam. Se assim for (oxalá
me engane!), será uma desgraça para os professores.

Com os professores de joelhos, outras malfeitorias virão:

fim das pausas da Páscoa e do Natal, escolas abertas e com alunos
durante a Páscoa e o Natal, formação contínua aos sábados, etc.

A profissão tal como a conhecemos está em vias de acabar. A escola
pública vai morrer.

As classes alta e média alta vão colocar os seus filhos em colégios
privados e as escolas públicas transformar-se-ão em imensos CEFs onde
não se aprende nada, apenas se guardam crianças e adolescentes.

Os professores assistirão ao nascimento de um outro estatuto, ainda
pior que o actual: o estatuto de prestadores de cuidados sociais e de
empregados domésticos dos pais.'


Ramiro Marques