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quinta-feira, abril 30, 2009

Propostas de radicalização da luta dos professores

(recebido por mail)

Movimentos e sindicatos divergem nas propostas de luta para o 3º período




Começam a notar-se algumas divergências entre as propostas dos sindicatos e as dos movimentos. Os primeiros estão a conduzir as reuniões sindicais, realizadas nas escolas, ao longo desta semana, apontando para a realização de uma manifestação nacional e entrega da ficha de auto-avaliação acompanhada de um texto crítico do modelo de avaliação de desempenho. Os segundos apelam aos professores para aprovarem propostas de luta mais radicais : greves de uma semana, em que cada professor faria dois dias de greve, culminando com uma greve geral numa sexta-feira, acompanhada de manifestação nacional, e greve às avaliações do 3º período.

As fissuras entre os professores, esquecidas durante os últimos meses, regressam à superfície. Uma leitura sobre o que se passa nos blogues Educação do Meu Umbigo, O Cartel, Sinistra Ministra, Correntes, (Re)flexões, PROmova, MUP, APEDE e mais uns quantos, permite-nos perceber a amplitude dessas divergências.

Paulo Guinote aposta fundo na frente jurídica, foca a atenção no combate jurídico ao processo de eleição dos directores e critica a falta de coerência na entrega da ficha de auto-avaliação.

FJ Santos, no blogue (Re)flexões, responde com um texto crítico das posições dos movimentos de professores e apresenta uma proposta que se aproxima da que os sindicatos estão a levar às escolas.

O PROmova, a APEDE e o MUP insistem na discussão de uma moção alternativa que aponta para novas formas de luta.

As questões que se colocam são as seguintes: serão os sindicatos e os movimentos capazes de ouvir os professores? Será que os professores estão disponíveis para falar? O processo de audição dos professores tem de ser participado e aberto. Por enquanto, parece-me que os professores estão a falar pouco. O esforço dos sindicatos e dos movimentos é digno de nota: 1400 reuniões no espaço de uma semana! A participação nas reuniões sindicais está aquém das expectativas e aquilo que se lê na blogosfera e se ouve nas salas de professores não é lá muito mobilizador. Vamos estar atentos ao que se vai passar hoje, amanhã e sexta-feira. E extrair conclusões.


Para saber mais
•A proposta de FJSantos no blogue (Re)flexões
http://fjsantos.wordpress.com/2009/04/22/avaliacao-protestos-coerencia-e-por-se-a-jeito/


•Paulo Guinote: "E a avaliação, afinal faz-se?"
http://educar.wordpress.com/2009/04/21/e-a-auto-avaliacao-afinal-faz-se/

•Para uma moção alternativa. No blogue Correntes
http://correntes.blogs.sapo.pt/256904.html

•Movimentos sugerem moção alternativa
http://apede.blogspot.com/2009/04/para-uma-mocao-alternativa.html


Publicada por Ramiro Marques
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Agrupamento de Escolas D. Carlos I (Sintra) aprova acções de luta para o 3º período. As outras escolas/agrupamentos devem seguir-lhe o exemplo





Agrupamento de Escolas D. Carlos I - Sintra:

Acções de luta aprovadas SEM QUALQUER voto contra:

- greve por uma semana* seguida de manifestação nacional,

- publicação nos jornais de um comunicado/anúncio, de página inteira, no dia da manifestação, explicando à opinião pública as razões da luta dos professores,

- caso a greve prolongada e a manifestação não façam recuar o ME, greve às avaliações do 3º período, responsabilizando-se directamente o ME pelas consequências negativas que daí possam advir para os alunos.

*feita nos moldes defendidos pelos movimentos independentes de professores (nessa semana cada colega só faz dois dias de greve: um por departamento curricular ou região e outra geral)


Ricardo Silva (APEDE)

Abraço a todo o pessoal do PROmova


Publicada por PROmova
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No 3º período a luta vai ser a doer. Professores da Escola Secundária de S. Pedro (Vila Real) aprovam greve de uma semana* seguida de manifestação



Os professores da Escola Secundária de S. Pedro, em Vila Real, aprovaram, em reunião sindical, as formas de luta a serem implementadas no decurso do 3.º período lectivo e, especificamente, durante o mês de Maio.

Sublinhando a necessidade de revogação incondicional da divisão administrativa, arbitrária e injusta, da carreira e rejeitando este modelo de avaliação, qualquer que seja a versão, os professores da S. Pedro aprovaram formas de luta a doer, no sentido de se forçar o ME a adoptar uma atitude sensata e construtiva que permita repor a tranquilidade, a seriedade e a justiça nas escolas, enquanto requisitos indispensáveis à abertura de um verdadeiro processo negocial. Em conformidade, foram aprovadas as duas seguintes formas de luta:

1) * Greve de uma semana, em que cada professor fará dois dias de greve, sendo um dia por região, a culminar numa sexta-feira de greve nacional, com uma grande manifestação nesse mesmo dia.

2) Mandatar a Plataforma Sindical e os Movimentos para estabelecerem contactos com os partidos políticos da oposição, no sentido de, ainda antes das eleições europeias, se poder estabelecer um "Compromisso Educação" que, no essencial, traduza um acordo com vista à revogação da divisão administrativa da carreira e à substituição deste modelo de avaliação.

Um abraço a todos os professores que, estamos certos, não baixarão os braços, num momento decisivo.


Publicada por PROmova
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Citação de: Comissão Coordenadora do Grupo de Sindicalistas Independentes - "Autonomia Sindical"




Colega:
Em anexo segue uma Moção para ser apresentada, e votada, nas reuniões sindicais desta semana.
Agradeço que, caso concordes com o seu conteúdo, a subscrevas e apresentes para
votação na reunião da tua Escola ou Agrupamento.
Isto é muito importante, pois a Moção apresentada pela Plataforma é muito vaga e abre
a porta a que não se faça nada no final do ano lectivo. É claro que depois do período de
avaliações ficaremos com a capacidade reivindicativa drásticamente diminuída, e por isso
teremos de agir JÁ.
...

FORÇA NA LUTA!

C. V.

Moção


Os Professores presentes na Reunião Sindical realizada na Escola /Agrupamento de_________________________________________________, no dia ___/04/2009, tendo analisado a complexa situação que se vive actualmente na Escola Pública, e considerando que a mesma é consequência directa da política anti-educativa persistentemente prosseguida pelo ME e pelo Governo, consideram que:

1) Os objectivos centrais da luta dos professores são:

. Revogação do “ECD do ME”

. Restauração da Carreira única de professor

. Reposição da gestão democrática das Escolas

. Vinculação dos professores contratados

2) Para obtenção dos objectivos definidos em 1), deve ser urgentemente elaborado um Plano de Acção estruturado até final do ano lectivo, culminando com greve às avaliações finais

3) Qualquer acordo que venha a ser alcançado com o Governo deve ser ratificado democraticamente pelos Professores, através de referendo.

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Propostas de luta aprovadas pelos Professores da Escola Secundária D. João V (Damaia, Amadora)

Caros Colegas
Os Professores da Escola Secundária D. João V, na Damaia, Amadora, em reunião sindical ontem à tarde aprovaram a seguinte proposta:

Greve às reuniões de Conselho de Turma de avaliação no terceiro período nos anos em que há exames: 9º, 11º e 12º anos, rotativamente, apenas com um professor de cada vez.

Aprovou-se igualmente a proposta de criação de um fundo de greve para diluir os prejuízos em vez de penalizar só alguns professores.

Esta proposta será dada a conhecer à direcção do SPGL e ficamos a aguardar pelos resultados da auscultação da vontade dos professores a nível nacional.
Abraços.

Helena.


Publicada por PROmova
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Agrupamento João de Deus (Mte. Estoril) aprova agravamento das formas de luta!



Ontem o Agrupamento de Escolas João de Deus (Monte de Estoril), em reunião integrada na semana de Consulta à Classe Docente promovida pela Plataforma Sindical, aprovou a Moção da APEDE e a Moção do Grupo de Sindicalistas Independentes "Autonomia Sindical", que preconizam formas de luta agravadas para o final do 3º período. Ambas as moções estão postadas neste Tópico.
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ES António Arroio e Agrupamento de Alvide aprovam Greve às Avaliações!
Colegas: confirmou-se a notícia de que a Moção do Grupo de Sindicalistas Independentes "Autonomia Sindical" foi aprovada também no Agrupamento de Escolas de Alvide (Cascais) e na Escola de Artes Decorativas António Arroio (Lisboa). clap clap clap clap
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ECOS DA CONSULTA AOS PROFESSORES NAS ESCOLAS (1)

Colegas,

A reunião foi convocada pela Plataforma Sindical e dirigida por António Brinco e Óscar Soares.

Presidida pelo delegado sindical, António Brinco e pelo dirigente sindical da Fenprof, Óscar Soares, realizou-se, hoje, quinta-feira, 23 de Abril de 2009, pelas 12 horas, na Escola Secundária do Monte de Caparica, uma reunião sindical, na qual se verificou um participado debate sobre as diversas questões relacionadas com a luta dos professores (balanço do que se fez, avaliação do momento presente, perspectivas futuras, acções a implementar, etc.).

No final, quando o dirigente sindical apresentou uma moção para ser aprovada pelos presentes, o delegado sindical, António Brinco, apresentou uma segunda moção para ser anexada à primeira.

Esta segunda moção seguiu as orientações do MUP (Ilídio Trindade); APEDE (Mário Machaqueiro) e de outros movimentos de professores.

Depois de nos ter sido garantida essa anexação, os professores presentes aprovaram ambas as moções.

[...]



MOÇÃO

Tem estado em curso um ataque à Escola Pública e à dignidade da profissão docente como nunca se viu.

Esta equipa ministerial tem procurado destruir qualquer garantia de dignidade da profissão; tem
criado nas escolas um clima de rivalidade e de hostilidade entre colegas que dificulta a cooperação e a troca de experiências; tem precarizado e desestabilizado a profissão, de modo a transformar os professores em trabalhadores sem direitos e em cidadãos com medo de defender a educação para a cidadania.

Por isso, entendemos ser nosso dever e direito continuar a lutar contra:

• Este Estatuto da Carreira Docente;

• Este modelo de Avaliação de Desempenho Docente;

• Este modelo de Autonomia e Gestão Escolar.

Sabendo que o governo continua o processo de destruição da escola pública preparando-se para:

• A fusão dos dois anos do 2.º Ciclo do Ensino Básico e a extensão a todo esse ciclo, da figura do professor generalista, o que precariza ainda mais a função docente e aumenta o desemprego na classe;

• A supressão das nomeações definitivas;

• O fim dos concursos nacionais de colocação de professores, garantia de transparência e de equidade nesse processo.

Propomos pois as seguintes formas de luta para este terceiro período:

• Fiscalização sucessiva da constitucionalidade dos artigos dos decretos relativos ao Estatuto da Carreira Docente, Avaliação do Desempenho e Autonomia e Gestão;

• Adesão à manifestação a convocar pela Plataforma sindical;

• Greve faseada às avaliações do 3.º período.


Publicada por ILÍDIO TRINDADE
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ECOS DA CONSULTA AOS PROFESSORES NAS ESCOLAS (2)

Na EB1 nº4 de Abrantes (Agrupamento Vertical de Escolas D. Miguel de Almeida) os oito professores presentes aprovaram por unanimidade hoje, na reunião que realizaram, uma greve(uma semana/poder-se-ia prolongar) sem aviso prévio aos encarregados de educação da vinda ou não dos professores à escola, alternadamente...

Consideraram ainda que, com greves de um dia ou manifestação, a coisa já lá não vai com este governo autoritário e inflexível. Há que radicalizar a luta como fizeram no Chile, em França, na Grécia e agora estão querendo fazer no Reino Unido.

O colega

Zeca


Publicada por ILÍDIO TRINDADE

sexta-feira, abril 03, 2009

Reacções à demissão do CE do Agrupamento de Santo Onofre

O que se passa na educação não pode deixar ninguém indiferente. A situação de arbítrio, ilegalidade, atropelos às mais elementares regras do Direito, são uma espécie de «campo experimental» do que em breve se irá passar ao nível do país inteiro. A clique que se assenhoriou das rédeas do poder não conhece outra «lei» senão o seu desejo insaciável de poder.
As pressões sobre os docentes, as manobras propagandísticas destinadas a ocultar o descalabro que esta equipa trouxe ao quotidiano das escolas, o «sucesso» meramente estatístico... são gravíssimos.
Não menos grave, porque configura a impossibilidade de futuramente reparar todos os danos causados pela equipa de malfeitores, é a imposição de um modelo completamente autoritário e hierárquico na gestão das escolas e agrupamentos. Este modelo torna possível e gerível a destruição sistemática da escola pública. Pelo menos, da escola pública como local onde se pode ensinar e aprender em relativa liberdade, sem se estar dependente da maior ou menor disponibilidade económica dos progenitores, sem se ter ou não emprego consoante se agrade ou não ao director. Ficará a «escola pública» sem qualidade, onde os professores e demais trabalhadores perderam toda a alegria de trabalhar. A escola destinada aos pobrezinhos, aos coitadinhos que não foram 'espertos' e não enriqueceram (ou não herdaram fortuna).
É preciso fazer algo... estes governantes estão a destruir a escola pública, invocando -hipocritamente- a sua defesa.

MB

Comunicado do SPGL sobre demissão do CE de Sto. Onofre:

http://educar.wordpress.com/2009/03/31/assalto/#comment-212353

Moção aprovada pelos docentes do Agrupamento de Sto. Onofre:

http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2009/03/mocao-dos-professores-do-agrupamento-de.html

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Publicada por Luta Social em Luta Social

MEP: Reunião entre movimentos e sindicatos de professores e situação do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre

MOVIMENTO ESCOLA PÚBLICA
IGUALDADE E DEMOCRACIA

www.movescolapublica.net


Nesta newsletter: reunião entre movimentos e sindicatos de professores e situação do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre

A Luta de Novo Acesa

O terceiro período será de luta e mobilização massiva – esta foi a principal conclusão do encontro entre representantes da Plataforma Sindical e de Movimentos de Professores que se reuniram nesta quarta-feira – 1 de Abril - para consertar posições. António Avelãs, do SPGL, adiantou que a Plataforma Sindical irá discutir amanhã, sexta-feira, a proposta de uma grande acção de rua a realizar em Maio próximo.

Os Movimentos de Professores – APEDE, CDEP, MEP, MUP e PROmova – tinham solicitado este encontro com os sindicatos, na sequência do Encontro de Escolas em Luta, recentemente realizado em Leiria. A convergência de análise e de perspectivas foi evidente ao longo de toda a reunião.

Recorde-se que a semana de 20-24 de Abril (de consulta e debate sobre as melhores formas de luta), promovida pela Plataforma, vai ser marcada por reuniões em escolas e agrupamentos de todo o país. A necessidade de “re-unir” de novo toda a classe docente em torno do que é fundamental passará assim por encontrar uma forma e um plano de luta capaz de colocar o Ministério e o governo de Sócrates no centro da crise do sistema de ensino, de que são os principais responsáveis.

Num momento em que o modelo neo-liberal revela a sua perversidade e o cortejo de vítimas engrossa a cada dia que passa, só há um caminho a seguir: continuar, isto é, agudizar a luta.

A luta da classe docente deve ser claramente explicada à sociedade. A perseguição aos professores promovida por José Sócrates consta do manual do neo-liberalismo, que pretende transformar as escolas em empresas e armazéns de crianças e jovens, preparar a sua privatização, em suma, fracturar a escola em alunos e professores de primeira e de segunda categoria. A perseguição aos professores, o autoritarismo do ministério e a imposição de directores (autênticos comissários políticos PS/PSD na generalidade das escolas) visa destruir o carácter público e democrático das escolas, bem como impor os valores da cartilha neoliberal: a competição contra a cooperação, o individualismo, a discriminação, os cortes orçamentais, o aumento de alunos por turma, a precarização dos postos de trabalho do pessoal das escolas, o drástico abaixamento de salários - tudo características do modelo da escola-empresa defendido pelos ideólogos neo-conservadores da 5 de Outubro.

Abril e Maio apresentam-se assim como o tempo ideal para retomar a unidade e a solidariedade entre quem entregou o papel dos “objectivos individuais” e quem resistiu a entregar.

Lembram-se das duas manifestações que encheram as ruas da capital, em Março e Novembro? E do pânico do governo? E do desmascaramento da equipa ministerial?

Não é por andarem escondidos que nos esquecemos deles. Conhecemos o caminho para os confrontar de novo com a sua hipocrisia e falso humanismo.


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Agrupamento de Escolas de Santo Onofre

O Ministério da Educação ameaça destituir o Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, eleito democraticamente pelos professores e com mais um ano de mandato pela frente. O Ministério, do alto do seu pedestal, ignora o excelente trabalho desenvolvido por esta equipa – com excelentes resultados escolares e um projecto educativo inovador - e argumenta que não foram apresentadas listas para o Conselho Geral Transitório, pilar fundamental do seu modelo de avaliação autoritário.

O Movimento Escola Pública expressa a sua total solidariedade com todos os professores do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre que têm sido uma referência de peso na luta contra estes modelos de avaliação e gestão insensatos.


A burocracia não pode vencer a pedagogia!

Vê aqui a Moção aprovada pelos professores do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre


www.movescolapublica.net

terça-feira, março 31, 2009

Reunião Plataforma/Movimentos de Professores; CDEP: POR UMA CONFERÊNCIA NACIONAL

Cara(o) colega,


No seguimento do Encontro de Leiria, do passado dia 14 de Março, onde foi adoptada a moção da CDEP propondo uma Conferência Nacional de delegados eleitos pelos docentes, a partir das suas escolas (ver anexo), vai ter lugar hoje uma reunião de representantes dos "movimentos de professores" com a Plataforma Sindical.

Essa reunião terá lugar no dia 1/Abril na sede do SPGL (FENPROF – Rua Fialho de Almeida, nº 3), às 21 horas.

Pensamos que a CDEP deve lá ir para explicar o conteúdo da moção que fez aprovar em Leiria, no sentido da Plataforma Sindical se decidir a organizar a Conferência Nacional proposta.

Qual é a tua opinião? Que outras propostas ou informações relevantes poderão ser avançadas nesta reunião?

Algum de vós está disponível para participar na reunião, em nome da CDEP?


O que pensam de ser organizada uma reunião da CDEP, no dia 15 de Abril, na Biblioteca Municipal de Algés, para:

1) Fazer o balanço da actividade que a CDEP tem desenvolvido durante este ano lectivo;

2) Discutir a melhor forma de intervir nas reuniões promovidas pela Plataforma Sindical, que irão ter lugar nas escolas entre 27 e 30 de Abril;

3) Definir a actividade da CDEP durante o 3º período lectivo (avançamos, para já, a proposta das colegas Conceição Rolo e Paula Montez para ser pedida ao audiência aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, a fim de lhes ser entregue um documento – também subscrito pela CDEP – onde é feita a análise dos novos programas para a disciplina de Português no Ensino Básico).


Cordiais saudações


Carmelinda Pereira

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Reunião da Coordenação de Escolas Oeiras/Cascais - 11/Fev, 17:30, EB 2,3 de S. Julião da Barra

Relembro a todos os intervenientes que este documento continua em discussão, precisando de ser reformulado face aos desenvolvimentos dos últimos dias e às propostas de luta dos sindicatos/movimentos.

Seria importante que deixassem as vossas propostas a fim de serem discutidas na reunião de 4ª. Feira em São Julião da Barra (Oeiras):


Documento para discussão: enviem as vossas sugestões


Leia mais abaixo o documento que começou a ser discutido na reunião de Coordenação de escolas dos Concelhos de Oeiras e Cascais, realizada a 28 de Janeiro de 2009, na EB2,3 de São Julião da Barra

No final da reunião foi marcada uma nova para analisar o processo de mobilização nas escolas, e continuar a discussão deste documento.

Pedem-se contribuições sobre ele, para serem discutidas nessa reunião marcada para 11 de Fevereiro (4ª feira), às 17h 30m, na mesma Escola. As vossas sugestões podem ser enviadas para o E-mail da CDEP: escolapublicablog@gmail.com

Pela Coordenação

Documento para discussão

Saído da reunião de Coordenação de escolas dos Concelhos de Oeiras e Cascais

Realizada a 28 de Janeiro de 2009, na EB2,3 de São Julião da Barra

Professores e educadores de escolas dos Concelhos de Oeiras e Cascais, reunidos em 28/1, no seguimento da decisão de constituição de uma Coordenadora da luta, aprovada no Encontro realizado nesta Zona em 9/1 – em que participaram representantes das três maiores organizações da “Plataforma Sindical dos Professores” (a FNE, o SINDEP e o SPGL), bem como membros da Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP) e da Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE) – decidimos colocar à consideração de todos os nossos colegas o texto seguinte.

Os factos mais recentes no processo de luta em defesa da nossa dignidade profissional e da Escola Pública são os seguintes:

A 19 de Janeiro, os docentes voltaram a mostrar a sua determinação em não aceitar o ECD, a Avaliação do Desempenho Docente (ADD) e o novo modelo de gestão das escolas, realizando uma nova greve massiva ao apelo de todos os sindicatos de professores.

A 23 de Janeiro, quando na Assembleia da República foi apresentado um Projecto de Lei para suspender o processo de ADD do ME, as declarações do Presidente do Grupo Parlamentar do PS e do Ministro para os Assuntos Parlamentares – em que afirmaram que a votação favorável desse Projecto de Lei seria entendida pelo Governo como uma “Moção de censura” e que a Direcção do GP do PS poria o seu lugar à disposição – não fizeram senão revelar que a força da razão e da unidade dos professores e educadores já provocou um sério abalo na base que apoia o governo de Sócrates. Mesmo assim, cinco deputados do PS escolheram ficar do lado da razão que nos assiste.

Na mesma semana, o Governo Regional dos Açores, também do PS, decidiu suspender este modelo de ADD nas escolas do arquipélago.

No sábado, 24 de Janeiro, cerca de 3 mil professores de todo o país decidiram vir, pelo seu próprio pé, a uma concentração diante da Presidência da República, para afirmarem a sua indignação – em conjunto com os “movimentos de professores” que organizaram esta iniciativa – exprimindo que não podem aceitar que, perante um ataque tão grande aos docentes e à Escola Pública, e face à sua resposta irrepreensível, numa unidade fortíssima com todas as suas organizações, o Presidente da República não tenha uma palavra de apreço e de reconhecimento para o conjunto dos professores e educadores portugueses.

Entretanto, o processo de ADD continua suspenso em centenas e centenas de escolas;

Em várias zonas do país, estão a constituir-se Comissões Inter-Escolas, para quebrar o isolamento e tentar coordenar as acções dos docentes nas respectivas regiões.

Centenas de Conselhos Executivos de escolas de todo o país procuram agrupar-se e coordenar-se para responderem à situação.

A Plataforma Sindical decidiu convocar uma “Marcha pela Educação”, na qual espera que participem – para além dos docentes – muitas centenas de milhar de cidadãos (estudantes, pais de alunos, encarregados de educação, trabalhadores de todas as profissões), todos empenhados em afirmar a sua determinação em defender para a sociedade portuguesa uma Escola Pública democrática, capaz de qualificar os seus alunos e de dar uma formação humanista às jovens gerações. Uma Escola Pública na qual, obviamente, o centro são os alunos e a pedra angular os seus docentes.

Além disso, a Plataforma Sindical continua a reafirmar que só aceita participar nas reuniões com a equipa da ME para discussão da revisão do ECD se, à partida, esta equipa reconhecer uma carreira única para os professores e educadores, e, em consequência, acabar com a fractura actualmente existente que impede 2/3 dos docentes de realizarem uma progressão normal até ao topo da carreira, a juntar à fixação anómala de quotas para os resultados da ADD de “Muito Bom” e “Excelente”.

Perante esta situação:

Nós saudamos e apoiamos a atitude corajosa de todos os colegas que – escola a escola, muitas das vezes nas mais difíceis situações – se mantêm firmes, respondendo ao apelo dos dirigentes sindicais e dos “movimentos de professores” para que não entreguem os seus “Objectivos individuais”.

Tal como saudamos a firmeza ética de muitos Coordenadores de Departamento que recusam cumprir as ordens do ME, assim como os colegas pertencentes aos CE’s que estão ao lado da luta dos docentes que representam, não se importando de perder as bonificações monetárias que o Governo generosamente decidiu conceder-lhes, em detrimento da situação de precariedade e dos baixos salários de dezenas de milhar de colegas.

Além disso, apoiamos a atitude da Plataforma Sindical no seu apelo à “Marcha pela Educação”, e decidimos desenvolver, nos Concelhos de Oeiras e de Cascais, todas as iniciativas democráticas que estiverem ao nosso alcance para que essa Marcha possa ser um sucesso. Propomo-nos também solicitar à Plataforma Sindical informações sobre como tenciona organizar concretamente a participação alargada nessa Marcha.

Fazemos nossas as posições assumidas por colegas de Beja, em 14 de Janeiro, ao afirmarem que a “Marcha pela Educação” deve ser assumida pela CGTP e a UGT, generalizando assim a todo o movimento sindical e, por aí mesmo, a todos os sectores profissionais, a luta em defesa da Escola Pública.

Decidimos entrar em contacto com todas as outras Comissões de Coordenação da Luta que se têm constituído em várias regiões do país, bem como transmitir esta Resolução à Plataforma Sindical – responsável pela direcção da luta dos professores e educadores.

Por fim, apelamos aos “movimentos de professores” – dinamizadores da nossa luta – para que continuem a desenvolver iniciativas (nomeadamente, o 2º Encontro de Escolas em Luta, previsto para o mês de Fevereiro) que contribuam para a construção da unidade de todos os docentes e de todo o movimento sindical.

No final da reunião foi marcada uma nova para analisar o processo de mobilização nas escolas, e continuar a discussão deste documento. Pedem-se contribuições sobre ele, para serem discutidas nessa reunião marcada para 11 de Fevereiro, às 17h 30m, na mesma Escola.

Este texto começou a ser discutido pelos participantes nesta reunião de 28 de Janeiro:

Mª Margarida Teixeira de Sousa, Cristina Pinheiro, Amélia Carvalho da Fonseca (todas da Escola Sec. da Cidadela - Cascais); Amália Martins (Escola Sec. Matias Aires - Cacém); Mª Paula Montez (Encarregada de Educação, membro da CDEP); Mª Teresa Fernandes (Aposentada); Mª Helena Gomes (Escola Sec. de Linda-a-Velha); Manuel Baptista (Escola Sec. da Quinta do Marquês - Oeiras); Ludovina Soeiro de Azevedo (Escola EB2,3 de São Julião da Barra - Oeiras); Joaquim Pagarete (Aposentado, membro da CDEP).

http://escolapublica2.blogspot.com/2009/01/documento-para-discussao-enviem-as.html

Saudações

Pela CDEP

Paula Montez

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Moção C apresentada na AG do SPGL

Leia as moções apresentadas aqui.

Assembleia Geral de Sócios do SPGL - 3 de Fevereiro de 2009

Intervenção de Joaquim Pagarete em defesa da MOÇÃO C

Nós precisamos, os professores e educadores precisam de um Sindicato que esteja à altura da extraordinária capacidade de mobilização que o nosso grupo profissional demonstrou durante todo o ano de 2008.

Nós precisamos, os professores e educadores precisam de um Sindicato que os ajude a juntarem-se, de forma organizada, aos trabalhadores dos outros sectores, tanto do público como do privado, para responder em conjunto à política deste Governo, que constitui um ataque a tudo e a todos: desde os serviços públicos aos nossos direitos democráticos mais elementares – como é o direito à instrução, vital para todos os trabalhadores; desde os aposentados aos trabalhadores que estão no activo.

Nós precisamos, os professores e educadores precisam de um Sindicato que ajude a uni-los, face à política do ministério da Educação, que procura isolar-nos escola a escola, indivíduo a indivíduo, que procura fazer vergar as nossas organizações de classe – nomeadamente a FENPROF e os seus sindicatos.

E, nesta fase do processo de luta, o que podemos nós – SPGL – fazer para ser esse Sindicato?

Como avançar na via da unidade com os outros sectores do trabalho, pondo simultaneamente no centro a defesa da Escola Pública – isto é, a defesa da nossa dignidade enquanto professores e da defesa dos nossos direitos?

Tem que ser a partir de coisas muito concretas! Como é, por exemplo, o facto de todos os funcionários públicos terem passado à situação de precários (à excepção das chefias dos órgãos ligados às funções de segurança do Estado – juízes, diplomatas, polícias), com perda do seu vínculo permanente ao Estado, desde o passado dia 1 de Janeiro.

Esta constitui uma base concreta de luta para a unidade da esmagadora maioria dos trabalhadores da Função Pública.

Tal como a generalização dos despedimentos em cadeia (ou da sua iminência), bem como dos "recibos verdes" (com a extrema precariedade que eles acarretam) é uma base concreta para a unidade com os trabalhadores do privado.

É por isso que nós – os subscritores desta Moção – consideramos extremamente importante a iniciativa da "Marcha pela Educação", decidida pela Plataforma Sindical dos Professores e assumida pelos 120 mil que manifestámos, em Lisboa, a 8 de Novembro de 2008. Mas esta Marcha terá que ser assumida por uma "Plataforma sindical" muito mais alargada.

É preciso que ela seja também assumida tanto pela Direcção da CGTP (com todos os seus sindicatos), como pelos dirigentes da UGT (com todos os seus sindicatos). É preciso que a unidade, conseguida ao nível da Plataforma Sindical do nosso sector, se generalize a todos os outros sectores.

É preciso que as duas Centrais sindicais assumam, publicamente, o seu empenho em serem co-organizadoras desta Marcha!

É esta a maneira de subir um patamar na luta que o conjunto dos professores e educadores desenvolveu no passado ano lectivo e que tem prosseguido neste ano.

Precisamos de uma Direcção sindical que esteja à altura do desafio que está colocado a todos os professores e educadores, que está colocado a todo o movimento sindical.

Uma Direcção que reafirme, a cada momento, a sua independência face aos órgãos do Poder.

Como se pode afirmar e reforçar a independência do nosso Sindicato? É não aceitando "negociar" com o ME sobre a base da chantagem que esta equipa ministerial faz, diariamente, aos docentes e aos seus sindicatos.

É o SPGL voltar a dizer – como o tem dito e redito a Direcção da FENPROF, em nome de toda a Plataforma – que só aceitará negociar sobre o ECD se o ME considerar, à partida, que abandona a fractura da carreira docente e a avaliação do desempenho nela assente, bem como as quotas para a atribuição de "Muito bom" e "Excelente".

O que o conjunto dos professores e educadores precisa é deste posicionamento público do nosso Sindicato, da FENPROF e de toda a Plataforma Sindical.

O que também poderá e deverá ser um ponto de apoio para a continuação da mobilização de toda a classe trabalhadora portuguesa.

Demo-nos os meios para construir esta "Marcha pela Educação", em defesa da Escola Pública, em defesa da instrução de todos os trabalhadores e das suas famílias.

domingo, fevereiro 01, 2009

Documento para discussão: enviem as vossas sugestões

Leia mais abaixo o documento que começou a ser discutido na reunião de Coordenação de escolas dos Concelhos de Oeiras e Cascais, realizada a 28 de Janeiro de 2009, na EB2,3 de São Julião da Barra

No final da reunião foi marcada uma nova para analisar o processo de mobilização nas escolas, e continuar a discussão deste documento.

Pedem-se contribuições sobre ele, para serem discutidas nessa reunião marcada para 11 de Fevereiro (4ª feira), às 17h 30m, na mesma Escola. As vossas sugestões podem ser enviadas para o E-mail da CDEP: escolapublicablog@gmail.com

Pela Coordenação

Documento para discussão

Saído da reunião de Coordenação de escolas dos Concelhos de Oeiras e Cascais

Realizada a 28 de Janeiro de 2009, na EB2,3 de São Julião da Barra

Professores e educadores de escolas dos Concelhos de Oeiras e Cascais, reunidos em 28/1, no seguimento da decisão de constituição de uma Coordenadora da luta, aprovada no Encontro realizado nesta Zona em 9/1 – em que participaram representantes das três maiores organizações da “Plataforma Sindical dos Professores” (a FNE, o SINDEP e o SPGL), bem como membros da Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP) e da Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE) – decidimos colocar à consideração de todos os nossos colegas o texto seguinte.

Os factos mais recentes no processo de luta em defesa da nossa dignidade profissional e da Escola Pública são os seguintes:

1) A 19 de Janeiro, os docentes voltaram a mostrar a sua determinação em não aceitar o ECD, a Avaliação do Desempenho Docente (ADD) e o novo modelo de gestão das escolas, realizando uma nova greve massiva ao apelo de todos os sindicatos de professores.

2) A 23 de Janeiro, quando na Assembleia da República foi apresentado um Projecto de Lei para suspender o processo de ADD do ME, as declarações do Presidente do Grupo Parlamentar do PS e do Ministro para os Assuntos Parlamentares – em que afirmaram que a votação favorável desse Projecto de Lei seria entendida pelo Governo como uma “Moção de censura” e que a Direcção do GP do PS poria o seu lugar à disposição – não fizeram senão revelar que a força da razão e da unidade dos professores e educadores já provocou um sério abalo na base que apoia o governo de Sócrates. Mesmo assim, cinco deputados do PS escolheram ficar do lado da razão que nos assiste.

3) Na mesma semana, o Governo Regional dos Açores, também do PS, decidiu suspender este modelo de ADD nas escolas do arquipélago.

4) No sábado, 24 de Janeiro, cerca de 3 mil professores de todo o país decidiram vir, pelo seu próprio pé, a uma concentração diante da Presidência da República, para afirmarem a sua indignação – em conjunto com os “movimentos de professores” que organizaram esta iniciativa – exprimindo que não podem aceitar que, perante um ataque tão grande aos docentes e à Escola Pública, e face à sua resposta irrepreensível, numa unidade fortíssima com todas as suas organizações, o Presidente da República não tenha uma palavra de apreço e de reconhecimento para o conjunto dos professores e educadores portugueses.

5) Entretanto, o processo de ADD continua suspenso em centenas e centenas de escolas;

6) Em várias zonas do país, estão a constituir-se Comissões Inter-Escolas, para quebrar o isolamento e tentar coordenar as acções dos docentes nas respectivas regiões.

7) Centenas de Conselhos Executivos de escolas de todo o país procuram agrupar-se e coordenar-se para responderem à situação.

8) A Plataforma Sindical decidiu convocar uma “Marcha pela Educação”, na qual espera que participem – para além dos docentes – muitas centenas de milhar de cidadãos (estudantes, pais de alunos, encarregados de educação, trabalhadores de todas as profissões), todos empenhados em afirmar a sua determinação em defender para a sociedade portuguesa uma Escola Pública democrática, capaz de qualificar os seus alunos e de dar uma formação humanista às jovens gerações. Uma Escola Pública na qual, obviamente, o centro são os alunos e a pedra angular os seus docentes.

9) Além disso, a Plataforma Sindical continua a reafirmar que só aceita participar nas reuniões com a equipa da ME para discussão da revisão do ECD se, à partida, esta equipa reconhecer uma carreira única para os professores e educadores, e, em consequência, acabar com a fractura actualmente existente que impede 2/3 dos docentes de realizarem uma progressão normal até ao topo da carreira, a juntar à fixação anómala de quotas para os resultados da ADD de “Muito Bom” e “Excelente”.

Perante esta situação:

A) Nós saudamos e apoiamos a atitude corajosa de todos os colegas que – escola a escola, muitas das vezes nas mais difíceis situações – se mantêm firmes, respondendo ao apelo dos dirigentes sindicais e dos “movimentos de professores” para que não entreguem os seus “Objectivos individuais”.

B) Tal como saudamos a firmeza ética de muitos Coordenadores de Departamento que recusam cumprir as ordens do ME, assim como os colegas pertencentes aos CE’s que estão ao lado da luta dos docentes que representam, não se importando de perder as bonificações monetárias que o Governo generosamente decidiu conceder-lhes, em detrimento da situação de precariedade e dos baixos salários de dezenas de milhar de colegas.

C) Além disso, apoiamos a atitude da Plataforma Sindical no seu apelo à “Marcha pela Educação”, e decidimos desenvolver, nos Concelhos de Oeiras e de Cascais, todas as iniciativas democráticas que estiverem ao nosso alcance para que essa Marcha possa ser um sucesso. Propomo-nos também solicitar à Plataforma Sindical informações sobre como tenciona organizar concretamente a participação alargada nessa Marcha.

D) Fazemos nossas as posições assumidas por colegas de Beja, em 14 de Janeiro, ao afirmarem que a “Marcha pela Educação” deve ser assumida pela CGTP e a UGT, generalizando assim a todo o movimento sindical e, por aí mesmo, a todos os sectores profissionais, a luta em defesa da Escola Pública.

E) Decidimos entrar em contacto com todas as outras Comissões de Coordenação da Luta que se têm constituído em várias regiões do país, bem como transmitir esta Resolução à Plataforma Sindical – responsável pela direcção da luta dos professores e educadores.

F) Por fim, apelamos aos “movimentos de professores” – dinamizadores da nossa luta – para que continuem a desenvolver iniciativas (nomeadamente, o 2º Encontro de Escolas em Luta, previsto para o mês de Fevereiro) que contribuam para a construção da unidade de todos os docentes e de todo o movimento sindical.

No final da reunião foi marcada uma nova para analisar o processo de mobilização nas escolas, e continuar a discussão deste documento. Pedem-se contribuições sobre ele, para serem discutidas nessa reunião marcada para 11 de Fevereiro, às 17h 30m, na mesma Escola.

Este texto começou a ser discutido pelos participantes nesta reunião de 28 de Janeiro:

Mª Margarida Teixeira de Sousa, Cristina Pinheiro, Amélia Carvalho da Fonseca (todas da Escola Sec. da Cidadela - Cascais); Amália Martins (Escola Sec. Matias Aires - Cacém); Mª Paula Montez (Encarregada de Educação, membro da CDEP); Mª Teresa Fernandes (Aposentada); Mª Helena Gomes (Escola Sec. de Linda-a-Velha); Manuel Baptista (Escola Sec. da Quinta do Marquês - Oeiras); Ludovina Soeiro de Azevedo (Escola EB2,3 de São Julião da Barra - Oeiras); Joaquim Pagarete (Aposentado, membro da CDEP).


terça-feira, janeiro 20, 2009

GREVE NACIONAL DE PROFESSORES - Dados dos Sindicatos




Greve 19 de Janeiro Escolas encerradas ou com percentagens elevadas de adesão
Greve Nacional - 2 anos ECD - 19-01-2009
LISTA DE ESCOLAS FECHADAS - 19-01-2009 12:01:34


Escolas Fechadas - 144


CEPI- CENTRO EDUC.PROTEC.INFANTIL REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 A DOS BISPOS REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 A DOS LOUCOS REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 ALDEIA JUSO N 2 REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 ALHANDRA N 1 REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 ALHANDRA N 2 REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 ALICE VIEIRA REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 AMOREIRA N 1 REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 ANTONIO REBELO ANDRADE REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 ARTUR MARTINHO SIMOES REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 BIRRE N 2 - COBRE REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 BIRRE N 3 REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 C / J I CORTEGACA REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 C/ J I BRAGADAS REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 C/ J I CASAL SERRA REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 C/ J I PERO PINHEIRO REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 C/ J I POVOA SANTA IRIA (NORTE) REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 C/ J I QUINTA CONDESSA REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 C/ J I QUINTA GRANDE REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 C/ J I SACADURA CABRAL REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 C/ J I SANTOS MATTOS REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 C/ J I TERRA DOS ARCOS REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 C/ J I VEIGA FERREIRA - FAMOES REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 C/JI CASAL COTAO REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 CACEM N 1 REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 DIONISIO SANTOS MATIAS REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 ESTORIL REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 FREI LUIS SOUSA REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 GAGO COUTINHO REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 JOAQUIM MATIAS REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 LISBOA MANUEL TEIXEIRA GOMES REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 LISBOA N 183 REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 LOIOS (9) REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 LUISA DUCLA SOARES REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 LUIZA NETO JORGE REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 MALVEIRA SERRA REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 MARIO MADEIRA REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 MASSAMA N 2 REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 MELLO FALCAO DA PONTINHA REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 MESTRE ARNALDO LOURO ALMEIDA REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 MONTE ESTORIL REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 N 195 REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 ODIVELAS Nº 7 REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 PADRE AGOSTINHO SILVA REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 PAREDE N 4 REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 POVOA SANTA IRIA N 4 REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 QUINTA DALIAS (FAMOES N 1) REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 QUINTA PRETAS (FAMOES N 4) REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 S JOAO BRITO REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 S SEBASTIAO PEDREIRA REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 TRIGACHE (FAMOES 3) REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 VALE GRANDE REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 VALE PARAISO REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 2 3 ANTONIO PEREIRA COUTINHO REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 2 3 ANTONIO GEDEAO - ARROJA REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 2 3 AVELAR BROTERO REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 2 3 BAIRRO PADRE CRUZ REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 2 3 CONDE OEIRAS REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 2 3 MARQUESA ALORNA REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 2 3 PISCINAS REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 2 3 PONTINHA REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 2 3 SOEIRO PEREIRA GOMES REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 2 3 SOPHIA MELLO BREYNER ANDERSEN REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 2 3 VASCO SANTANA - RAMADA REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 2 JOAO DEUS - MONTE ESTORIL REGIÃO LISBOA
ESCOLA SECUNDARIA GIL VICENTE REGIÃO LISBOA
ESCOLA SECUNDARIA LINDA A VELHA REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA A DOS BISPOS REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA AREIA REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA ARROJA REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA BOBA (S BRAS) REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA COBRE REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA COTOVIOS REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA DOS PALMEIROS REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA GIL EANES REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA JOSE MARTINS( LINDA A VELHA) REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA MALVEIRA SERRA REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA MANIQUE INTENDENTE REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA MONTELAVAR REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA MURCHES REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA N 1 STA MARIA OLIVAIS REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA N 2 MARVILA REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA N 3 MARVILA REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA N 4 MARVILA REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA N 5 STA MARIA OLIVAIS REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA PAI VENTO REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA TOMAS RIBEIRO REGIÃO LISBOA
JARDIM INFANCIA TORRE REGIÃO LISBOA
ESCOLA BASICA 1 C/JI AVENAL REGIÃO OESTE
ESCOLA BASICA 1 C/JI LAGOA PARCEIRA REGIÃO OESTE
ESCOLA BASICA 1 NADADOURO REGIÃO OESTE
ESCOLA BASICA 1 PARQUE REGIÃO OESTE
ESCOLA BASICA 1 2 3 FERNANDO CASIMIRO P SILVA REGIÃO SANTAREM
ESCOLA BASICA 1 ALMEIRIM REGIÃO SANTAREM
ESCOLA BASICA 1 C/ J I VALE FIGUEIRA REGIÃO SANTAREM
ESCOLA BASICA 1 FAZENDAS ALMEIRIM REGIÃO SANTAREM
ESCOLA BASICA 2 3 MARINHAIS REGIÃO SANTAREM
ESCOLA BASICA 2 3 ALEXANDRE HERCULANO REGIÃO SANTAREM
ESCOLA BASICA 2 3 DR ANTONIO CHORA BARROSO - RIACHOS REGIÃO SANTAREM
ESCOLA BASICA 2 3 FAZENDAS ALMEIRIM REGIÃO SANTAREM
ESCOLA BASICA 2 3 FEBO MONIZ REGIÃO SANTAREM
ESCOLA BASICA 2 3 MEM RAMIRES REGIÃO SANTAREM
ESCOLA SECUNDARIA ALCANENA REGIÃO SANTAREM
ESCOLA SECUNDARIA C/ 3º CEB ENTRONCAMENTO REGIÃO SANTAREM
ESCOLA SECUNDARIA DR AUGUSTO CESAR S FERREIRA-RIO MAIOR REGIÃO SANTAREM
JARDIM INFANCIA FAZENDAS ALMEIRIM REGIÃO SANTAREM
JARDIM INFANCIA FAZENDAS ALMEIRIM REGIÃO SANTAREM
JARDIM INFANCIA FAZENDAS ALMEIRIM N 2 REGIÃO SANTAREM
ESCOLA BASICA 1 ALCOCHETE N 1 REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 AMORA REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 C/ J I ALMADA N 1 REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 C/ J I ALTO MOINHO REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 C/ J I CASAL MARCO REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 C/ J I INFANTE D AUGUSTO REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 C/ J I MARIA ROSA COLACO REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 C/ J I MIRATEJO REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 C/ J I PRAGAL REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 C/ J I SOBREDA REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 C/ J I VILA NOVA CAPARICA REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 C/JI RESTAURACAO REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 CJ I PASSIL REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 CONDE FERREIRA REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 COSTA CAPARICA REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 COVA PIEDADE N 2 REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 D NUNO ALVARES PEREIRA REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 FEIJO N 2 REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 FEIJO N 3 REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 JOSE AFONSO REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 QUINTA PRINCESA REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 SAMOUCO REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 SAO FRANCISCO REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 VALE MILHACOS REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 1 VALE FIGUEIRA N 1 REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 2 3 D ANTONIO COSTA - ALMADA REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 2 3 NUNO ALVARES- SEIXAL REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA 2 3 PEDRO EANES LOBATO - AMORA REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA ALCOCHETE N 2 REGIÃO SETUBAL
ESCOLA BASICA C/ J I VALE FLORES REGIÃO SETUBAL
ESCOLA SECUNDARIA C/ 2 3 CEB ANSELMO ANDRADE REGIÃO SETUBAL
ESCOLA SECUNDARIA ROMEU CORREIA - FEIJO REGIÃO SETUBAL
JARDIM INFANCIA FEIJO N 1 REGIÃO SETUBAL
JARDIM INFANCIA QUINTA CONDE PORTALEGRE REGIÃO SETUBAL
JARDIM INFANCIA SAMOUCO REGIÃO SETUBAL
JARDIM INFANCIA SAO FRANCISCO REGIÃO SETUBAL


Professores e Educadores: Mais uma extraordinária Greve
Às 11 horas deste dia 19 de Janeiro de 2009, é já possível afirmar que na área do SPGL, como em todo o país, a greve dos Professores e Educadores volta a atingir valores de adesão muito elevados. De acordo com os dados que nos foram enviados pelos Conselhos Executivos e recolhidos pelos delegados sindicais, a adesão aproxima-se dos 90% dos docentes com aulas no dia de hoje. Registava-se a essa hora que estavam encerradas, só na área do SPGL, 144 escolas e jardins de infância. Estes dados, apesar das ameaças, dificuldades e mesmo de um certo cansaço provocado pelo arrastar desta luta, sublinham bem a determinação dos docentes em prosseguir a sua luta pela revisão do Estatuto de Carreira Docente, revisão cujas negociações se iniciarão em 28 de Janeiro próximo, exigindo medidas que conduzam ao fim da divisão da carreira docente em “titulares” e “professores”, ao fim das quotas para a atribuição de muito bom e excelente e que permitam a integração nos quadros de docentes que, apesar de vários anos de serviço, se mantêm em situação de permanente instabilidade.

A elevada adesão à greve que se vem registando dá ainda mais força à luta contra um modelo absurdo e profundamente iníquo de avaliação de desempenho docente, situação que só uma doentia teimosia do ME (e do Governo) arrasta, com graves prejuízos para o ambiente de trabalho das nossas escolas públicas. A adesão a esta greve assinala de forma inequívoca que os professores e educadores não desistirão de lutar pela sua dignidade profissional que associam necessariamente à qualidade da escola pública.

Compete ao Ministério da Educação tirar as ilações necessárias de duas greves tão próximas com elevadíssima adesão – que o ME aliás reconhece – que se seguem a duas gigantescas manifestações.

Da parte dos docentes, a capacidade de luta é compatível com abertura negocial. Da parte do ME exige-se uma posição negocial séria e aberta. E que ponha o interesse das escolas (dos alunos e dos professores) acima de conjunturais situações político-partidárias.

A Direcção do SPGL
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GREVE NACIONAL DOS PROFESSORES - 19 DE JANEIRO

Greve dos professores tem uma enorme dimensão
Mais uma vez os professores e educadores denunciam esta política e exigem respeito

Às primeiras horas da manhã confirma-se o elevado nível de adesão dos docentes à GREVE.

Dados de Adesão à Greve - 10H30
http://www.sprc.pt/upload/File/PDF/Novidades/Grve_19Jan/dados%2010.30.pdf

Dados de Adesão à Greve - 11H30
http://www.sprc.pt/upload/File/PDF/Novidades/Grve_19Jan/Dados%2011.20.pdf

Dados de Adesão à Greve - 12H00
http://www.sprc.pt/upload/File/PDF/Novidades/Grve_19Jan/Dados%2012.00%20horas.pdf






Escola Secundária Jaime Cortesão - reportagem ao início da manhã
Nem um professor compareceu!



Na EB 2, 3 Alice Gouveia, havia uma surpresa para a comunicação social
Professores concentravam-se à porta deste estabelecimento de ensino, envergando uma faixa de exigência da suspensão deste modelo de avaliação do desempenho, ao mesmo tempo que liam a moção aprovada por unanimidade em reunião geral de docentes, que anuncia a suspensão do modelo, naquele agrupamento.



http://www.sprc.pt/upload/File/PDF/Novidades/Grve_19Jan/Dados%2012.00%20horas.pdf



Copyright © 2007 Sindicato dos Professores da Região Centro

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Reunião 09/Jan (oeiras) - RESOLUÇÃO


Resolução da reunião de 9 de Janeiro de 2009, em Oeiras


Professores e educadores de diferentes escolas – reunidos no auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, no dia 9 de Janeiro, com dirigentes do SPGL-FENPROF, do SDPGL-FNE e do SINDEP-FENEI, e membros da CDEP e da APEDE – decidem adoptar a seguinte Resolução:

1) Reafirmar a sua posição de unidade com todas as organizações de professores (sindicatos, movimentos e associações) para defender a exigência de um ECD baseado numa carreira única, sem provas de ingresso, sem quotas de mérito, e no qual o sistema de avaliação da sua prática docente vise corrigir falhas, vencer dificuldades e melhorar a resposta educativa a que os alunos têm direito.

2) Defender uma gestão autónoma, responsável, participada e democrática das escolas, como condição para o exercício de uma prática colegial, a qual é imprescindível para a construção da Escola e do processo de ensino/aprendizagem.

3) Em consequência, continuar a manter a posição, assumida na manifestação a 120 mil de 8 de Novembro de 2008, de suspensão do processo de avaliação do desempenho docente imposta pelo ME (tendo aprovado a moção já adoptada pelos participantes na reunião do dia 7 de Janeiro de 2009, realizada em Manique – ver anexo).

4) Dar todos os passos que estiverem ao seu alcance para que a greve do dia 19 de Janeiro, convocada por toda a Plataforma sindical dos docentes, tenha um sucesso semelhante ao do passado dia 3 de Dezembro, expressando assim perante todo o país a identidade profissional dos professores e educadores portugueses – pedra angular da Escola Pública.

5) Ajudar a desenvolver todos as iniciativas que forem no sentido do reforço da unidade dos professores e educadores com as suas organizações, nomeadamente a realização de uma manifestação, em Lisboa, diante da Presidência da República e um novo “Encontro de Escolas em Luta”.

6) Apoiar vivamente os colegas dos Conselhos Executivos que escolheram colocar-se do lado dos docentes e da Escola Pública democrática, fazendo votos para que o seu Encontro Nacional – a realizar a 10 de Janeiro, em Santarém – se torne um marco histórico na luta de todos nós.

7) Saudar todas as instituições que têm expresso, publicamente, o seu apoio à resistência e à mobilização dos professores e educadores (nomeadamente Associações de Pais, Sindicatos e Assembleias Municipais), bem como os deputados da Assembleia da República (nas suas múltiplas tentativas para que seja suspenso o processo de avaliação docente imposto pelo Governo).

8) Reconhecer que a nossa luta ultrapassa largamente o interesse corporativo, constituindo em si mesma o principal meio de defesa da Escola Pública assente nos princípios humanistas de uma Escola para todos, bem como de defesa de todos os restantes serviços públicos, do movimento sindical independente, da democracia e de Portugal como nação livre. Por isso, cabe a todas as outras organizações sindicais e, em particular, às Centrais sindicais, encontrar os meios de ligar a luta dos outros trabalhadores à nossa luta, sobretudo para exigir a revogação da Lei que retira o vínculo aos funcionários públicos, bem como a garantia da contratação colectiva dos trabalhadores do sector privado.

9) Em consequência, mandatar uma delegação desta reunião para que se dirija à CGTP e à UGT, a fim de lhes pedir que apoiem publicamente a greve dos docentes de 19 de Janeiro.

10) Constituir-se em Comissão de ligação para ajudar a dinamizar e a coordenar a luta dos docentes no Concelho de Oeiras (procurando encontrar um local – numa colectividade ou sindicato – como base de apoio para a realização das suas actividades).