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sexta-feira, julho 18, 2008

Boletim do Encontro em Defesa da Escola Pública 1

Boletim do Encontro em defesa da Escola Pública

de 19 de Abril de 2008

Luísa Mesquita/Carmelinda Pereira

Utilizando as organizações que lhes pertencem, os professores e educadores, com todos os outros trabalhadores, voltarão a levantar-se para restabelecer a Escola de Abril

Não exige esse restabelecimento a ruptura com a União Europeia?

No momento em que teve lugar o 4º Encontro de Defesa da Escola pública, a 19 de Abril de 2008, em Algés, os professores e encarregados e educação tinham acabado de viver a experiência frustrante do epílogo da extraordinária mobilização nacional de 8 de Março, realizada em unidade, com os todos os seus sindicatos e movimentos, para exigir que os deixassem ser professores.

Os militantes que se envolveram na realização deste Encontro tinham participado – através das estruturas a que estão ligados (os seus sindicatos, ou associações de pais) – nesses processos de mobilização, procurando, a cada momento, expressar de forma clara as reivindicações que uniam todos os docentes, para que estas pudessem ser assumidas por todos os sindicatos. Ao mesmo tempo, voltavam-se para a maioria do PS, na Assembleia da República, para que esta agisse em conformidade com as aspirações dos trabalhadores e das populações que lhes tinham dado o voto, em Fevereiro de 2005.

Assim não aconteceu ainda.

Os dirigentes sindicais preferiram assinar um “acordo de pacificação” – o chamado “Memorando de entendimento” – em vez de fazerem um apelo para unir os professores com todos os outros trabalhadores, criando as condições para que a maioria PS apeasse a ministra da Educação, tal como tinha feito apear o ministro da Saúde, Correia de Campos.

Não havendo esta atitude por parte dos dirigentes sindicais, pôde ser prolongado o processo de destruição das leis portuguesas que dão substância à Escola Pública democrática, para poderem continuar a vingar as directivas da União Europeia.

Até quando?

O Encontro de 19 de Abril reflectiu sobre toda esta situação. Os que nele estiveram presentes puderam verificar que os ataques à Escola Pública, em Portugal como nos restantes países da Europa, têm todos o mesmo epicentro: a União Europeia.

A Comissão de Defesa da Escola Pública irá prosseguir a sua actividade, defendendo a Escola de Abril – cuja base só pode ser a democracia, a todos os níveis (da gestão nas escolas, ao controlo pelos trabalhadores das suas próprias organizações de classe).

A União Europeia cada vez demonstra mais claramente que é a negação da democracia. O voto do povo irlandês e o modo como as instituições da UE o querem desvirtuar são mais uma prova disso.

Perante estes factos, como agir para defender o restabelecimento da Escola Pública democrática e de qualidade por que todos lutamos – a Escola de Abril – sem retomar os seus fundamentos democráticos?

Será isto possível sem a ruptura com as instituições da União Europeia e os seus tratados – na perspectiva da construção da União Livre das Nações Soberanas de toda a Europa?

Carmelinda Pereira


quinta-feira, junho 12, 2008

Artigos do El País (Espanha)

É desta que a escola vai passar a regime de internato para alunos e professores!
Acordo dos vinte e sete para ampliar a semana laboral acima das 48 horas:
E os blogues que se comecem a cuidar!

Governo Sócrates: a mais radical das reformas da UE

[do DN]
Reforma de Sócrates é "a mais radical" da União
Europeia

Carla Aguiar

A reforma das administrações públicas é um traço comum
a muitos países da União Europeia, mas a representante
da Federação Europeia dos Sindicatos da Função Pública
(EPSU), Nadja Salson, não hesita em classificar a que
está em curso em Portugal como "a mais radical". Em
declarações ao DN, aquela dirigente francesa - que
representa 215 sindicatos e 8 milhões de funcionários
- considera que "a simples ideia de colocar à força
milhares de trabalhadores numa lista de excedentários
com salário reduzido, seria impensável na França". E
pergunta: "Será que o resto dos portugueses aceitam
ter milhares de funcionários desemprego técnico e a
receber salário?"

Nadja Salson considera que a intenção do Governo
português só encontra algum paralelo no plano do Reino
Unido, que "pretende reduzir cerca de 50% dos
funcionários estatutários nos próximos cinco anos,
mas, ainda assim, com indemnizações negociadas".

Leitura semelhante faz o secretário nacional da
Confederação dos Sindicatos Cristãos, Jean-Paul Devos,
para quem o que está a acontecer em Portugal
"suscitaria uma revolução na Bélgica". Aquele
dirigente belga, "habituado a uma cultura de
discussão, negociação e compromisso", relata o modo
como foram feitos alguns ajustamentos na administração
pública do seu país. "Também tivemos uma situação de
excesso de pessoal no Estado, mas a solução encontrada
foi a das saídas voluntárias, em que os trabalhadores
ficavam com 90% do salário e mantinham o estatuto."
Sobre a figura dos chamados "supranumerários",
Jean-Paul Devos sublinha que essa possibilidade "está
prevista na lei belga desde 1937, mas nunca foi
aplicada".

O mesmo responsável faz ainda uma análise crítica do
sistema de "salário por mérito", segundo o qual uma
parte do salário tem a ver com o mérito. "Esse sistema
chegou a vigorar, mas em 2003 foi abandonado, porque
se concluiu que a avaliação diz respeito não apenas
aos indivíduos, mas também às organizações, não sendo
justo que apenas estes sejam penalizados por um
resultado de conjunto. Por outro lado, Jean-Paul Devos
sustenta que a análise à experiência da Dinamarca,
onde esse sistema vigora, mostra que "foram diminutos
os casos de salários que evoluíram por mérito". O
simples facto de a avaliação ter uma restrição
orçamental já faz com que não seja objectiva. Para a
EPSU "o principal combate é que se avalie não apenas a
performance económica do Estado , mas também a
social".

Governo Sócrates: a mais radical das reformas da UE

[do DN]
Reforma de Sócrates é "a mais radical" da União
Europeia

Carla Aguiar

A reforma das administrações públicas é um traço comum
a muitos países da União Europeia, mas a representante
da Federação Europeia dos Sindicatos da Função Pública
(EPSU), Nadja Salson, não hesita em classificar a que
está em curso em Portugal como "a mais radical". Em
declarações ao DN, aquela dirigente francesa - que
representa 215 sindicatos e 8 milhões de funcionários
- considera que "a simples ideia de colocar à força
milhares de trabalhadores numa lista de excedentários
com salário reduzido, seria impensável na França". E
pergunta: "Será que o resto dos portugueses aceitam
ter milhares de funcionários desemprego técnico e a
receber salário?"

Nadja Salson considera que a intenção do Governo
português só encontra algum paralelo no plano do Reino
Unido, que "pretende reduzir cerca de 50% dos
funcionários estatutários nos próximos cinco anos,
mas, ainda assim, com indemnizações negociadas".

Leitura semelhante faz o secretário nacional da
Confederação dos Sindicatos Cristãos, Jean-Paul Devos,
para quem o que está a acontecer em Portugal
"suscitaria uma revolução na Bélgica". Aquele
dirigente belga, "habituado a uma cultura de
discussão, negociação e compromisso", relata o modo
como foram feitos alguns ajustamentos na administração
pública do seu país. "Também tivemos uma situação de
excesso de pessoal no Estado, mas a solução encontrada
foi a das saídas voluntárias, em que os trabalhadores
ficavam com 90% do salário e mantinham o estatuto."
Sobre a figura dos chamados "supranumerários",
Jean-Paul Devos sublinha que essa possibilidade "está
prevista na lei belga desde 1937, mas nunca foi
aplicada".

O mesmo responsável faz ainda uma análise crítica do
sistema de "salário por mérito", segundo o qual uma
parte do salário tem a ver com o mérito. "Esse sistema
chegou a vigorar, mas em 2003 foi abandonado, porque
se concluiu que a avaliação diz respeito não apenas
aos indivíduos, mas também às organizações, não sendo
justo que apenas estes sejam penalizados por um
resultado de conjunto. Por outro lado, Jean-Paul Devos
sustenta que a análise à experiência da Dinamarca,
onde esse sistema vigora, mostra que "foram diminutos
os casos de salários que evoluíram por mérito". O
simples facto de a avaliação ter uma restrição
orçamental já faz com que não seja objectiva. Para a
EPSU "o principal combate é que se avalie não apenas a
performance económica do Estado , mas também a
social".

quarta-feira, abril 02, 2008

segunda-feira, março 10, 2008

Não me falem de "reformas" educativas!

[recebido via Amélia Pais]
.
Aí está! Não a bem da educação, do ensino, da formação do futuro
cidadão interventor! E esse é o problema... o país é uma entidade de
costas largas em nome da qual se têm feita politicamente os maiores
disparates. E, normalmente, quando se vem com a história do "a bem do
país" está-se, simplesmente, a tentar remediar asneiras que políticos
fizeram, querendo deixar nome em DR com as mais absurdas "pseudo-
reformas", nunca pensadas, nunca apropriadas às questões em causa,
nunca para o bem dos cidadãos mas sempre para o bem de um país de que
eles são os únicos "accionistas". E para o bem do país copiam-se
reformas de países como a Inglaterra e outras "terras", reformas essas
que não tendo dado resultados já foram postas de lado nesses países.
.
Sim. A Educação não vai bem.
Não há resultados!
Todos o sabemos e todos temos consciência disso.
Ninguém quer que fique como está.
.
A Educação (falando dela como de um bolo, um todo) tem inúmeras
variáveis de contexto, funciona como um puzzle. O problema é que este
ME anda a colocar enfeites numa série de peças do puzzle, sem qualquer
fundamentação, sem qualquer estudo que suporte as suas "reformas" e
não toca na principal.
Partiram de estatísticas sobre insucesso e abandono, divulgadas a
nível da Europa, mas não tentaram, nestes 3 anos, saber quais as suas
causas, quais os problemas que levavam à sua existência. Chegaram
insultando e denegrindo os professores, contribuindo ainda mais para
que algumas causas desses resultados crescessem. Quiseram, apenas,
através do que iniciaram, justificar a redução de professores, a
sobrecarga de trabalho, as medidas que nos impuseram para castigar os
calões, englobando nesta categoria todos os professores. Não
analisaram condições de trabalho, não fizeram investigação de
problemas. Fundamentaram-se nos resultados e no ouvir dizer. Nivelaram
por baixo todo o trabalho existente nas escolas. Atribuíram-nos
privilégios. Atribuíram-nos mordomias. Fizeram crer à opinião pública
e aos ALUNOS e seus PAIS que os professores são um bando de
malfeitores, ricos, sem escrúpulos, sem apresentar trabalho. Tiraram-
nos toda a dignidade e todas as armas que pudéssemos usar nas escolas
para pedir trabalho aos alunos. Não contentes com isso, dizem
taxativamente aos alunos que não necessitam de ir à escola - haverá
uma prova de recuperação! Como é que uma prova recupera?! Dizem aos
alunos que os resultados deles não são culpa da sua falta de trabalho,
mas sim da falta de trabalho dos professores! Onde fica a autoridade
do professor para os obrigar a trabalhar?!
.
Ainda não satisfeitos, apesar de todos os relatórios da IGE, inventam
a figura de um Director, inventam que não deixamos entrar os pais nas
escolas e que portanto têm que ser estes e as "forças vivas da terra"
a mandar para pôr os professores nos eixos!
Cumulativamente inventam um processo de avaliação diabólico, em que se
passa o ano a preencher fichas e mais fichas para implementar, sem
qualquer experiência, com prazos e normas absurdas, tudo isso a meio
dum ano lectivo, indo coincidir com a parte mais importante da vida
das escolas - a aferição de resultados dos alunos.
Continuam, num ME que se pressupõe da educação, a não perceber que não
trabalhamos "ao ano civil", mas sim de acordo com um calendário
próprio que se chama ano lectivo. Continua, este ME a não perceber que
não é pondo rendas nas peças do puzzle que envolve a peça principal
chamada "ensino e consequente aprendizagem" que se vai lá.
Continua, este ME, a não perceber que não é uma questão de
envolvimento, mas sim uma questão do que se ensina e de que exigências
fazer, o problema principal. Ainda ontem, VL acusava AB de ter
contribuído para a implementação da baixa sucessiva de resultados.
Quer isto dizer que ele sabe exactamente qual é o problema da
educação. No entanto não querem mexer-lhe porque ele próprio é um
defensor das mesmas pedagogias e da mesma forma de estar relativamente
às aprendizagens. Basta ver a sua proposta de um ensino básico
"prolongado na vida" e a infantilização cada vez mais acentuada que
isso vai provocar nos nossos jovens/adolescentes.
.
Continuam a suceder-se reformazinhas a toda a volta da peça principal.
Continua a sair legislação, diariamente: leis, decretos-leis, decretos
regulamentares, despachos, circulares, memorandos, explicações de
articulados que por não saberem escrever (culpa dos professores, de
certeza!) podem ter diversas interpretações, power points que servem
de legislação, e depois segue-se outra catadupa de documentos das mais
variadas "etnias" legislativas que revogam o anterior, que alteram
parte de um outro, que regulamentam aqueloutro, que explicam o que não
souberam dizer. Não há escola nem professor que resista a toda esta
diarreia legislativa, a este tsunami de leis! E tudo isto sem ter em
conta os relatórios que vão produzindo ou as opiniões dos diversos
suportes de aconselhamento que eles próprios instituem. E tudo isto
sem mexer no cerne da questão: que cidadão se quer formar, que valores
e que conhecimentos deve adquirir na escola, que expectativas para a
vida activa se lhe deve propiciar.
Para isto diz-se aos alunos que não vale a pena estudar, no ciclo
normal de estudos, porque quando deixarem de ter a idade de frequência
obrigatória poderão "adquirir" um diploma em 2 ou 3 meses ainda por
cima com "brinde" - um computador a preço da chuva.
Continua a ter-se um ensino para formar "dótôres", coisa que muitos
dos nossos alunos não querem ser (grande parte do insucesso vem daqui)
e depois inventam-se CEF e outros quejandos, em vez de se instituir,
nas escolas, cursos de formação de raiz, para dar oportunidade, a quem
quer ser um "especialista" em qualquer arte/ofício, a ter,
simultaneamente, acesso a uma formação e à aquisição de uma cultura
básica. E como o ensino assim não funciona, nivela-se por baixo,
fazendo com que, quer os que querem ser doutores, quer os que querem
ser profissionais de "qualquer coisa", tenham um número reduzido de
aprendizagens e caminhem para o insucesso por falta de interesse, por
falta de exigência (não nossa... mas sim institucional), por falta de
oportunidades.
.
Portanto não me falem de reformas, não me falem de castigos para os
professores, não me falem da necessidade de intervenção de pais e
forças vivas, não me falem de passagens para as autarquias (que como
já vimos não cumpriram enquanto detentoras do domínio do pré-escolar e
do 1º ciclo e ainda menos das AEC), não me falem de avaliações como
medida de promoção do mérito, não me falem de cursos de formação (dos
vários tipos) e de novas oportunidades. Falem-me, sim, do objectivo da
escola, do que queremos que ela "produza". Dêem-me o direito a ter
autoridade para exigir o cumprimento de normas e de aprendizagens.
Depois disto peçam-me satisfações. Até lá metam a mão na consciência e
reconheçam os erros dos sucessivos ME e não acusem os professores, em
praça pública, apenas com o fito de arrecadarem 30 dinheiros para
poderem pagar a "especialistas em não se sabe o quê" compilações em
legislação educativa, ao preço mensal do custo de um campo de jogos
(que a minha escola não tem), de um laboratório, ou mesmo de uma sala
de convívio que faça com que os alunos sintam a escola como sua, e
para os quais dizem não haver verbas para dispender, apesar da "srª
ME" dizer que o problema do seu ministério não é dinheiro!
.
Quanto à nossa avaliação de desempenho, vou só referir o problema
último e mais grave deste "quiproquó" (explicá-lo-ei noutro post). A
avaliação entre pares é muito bonita, diz a "srª"! Pois é! Só que a
"srª" não explica a ninguém que avaliadores, avaliadores/avaliados e
só-avaliados são decisores e simultaneamente candidatos às MESMAS
CLASSIFICAÇÕES, às MESMAS QUOTAS de notações que dão benefícios para
progressão na carreira. Nas reuniões de decisão quanto às
classificações só não estarão os só-avaliados. E isto é maquiavélico!
.
Sim! A escola não está nada bem!
Mas não são operações de lifting, nem maquilhagens que vão mudar os
resultados. Podem mudar as estatísticas, mas não alteram os
resultados!

Publicado por Maria Lisboa em http://professorsemquadro.blogspot.com/

quarta-feira, março 05, 2008

APELO à MARCHA DA INDIGNAÇÃO, LISBOA - 8/MARÇO/2008

COMISSÃO DE DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA

http://escolapublica2.blogspot.com escolapublicablog@gmail.com

Todos na Manifestação Nacional de 8 de Março

Sim a uma Escola Pública para qualificar e formar as jovens gerações

Sim ao respeito pela dignidade da função docente

A grave situação em que se encontra a Escola Pública, fruto da aplicação de mais de 20 anos de “reformas” sucessivas, por todos os governos – para a adaptar às exigências das instituições da União Europeia – em conjugação com o conjunto dos problemas sociais que inevitavelmente se reflectem na vida de centenas de milhar de alunos, implicam a reorganização e refundação da Escola Pública.

Esta exigência só poderá realizar-se com a participação empenhada dos docentes, pedra angular do sistema de ensino, e em cooperação com os restantes intervenientes no processo educativo, em particular os pais e encarregados de educação.

Para se iniciar este caminho é urgente restabelecer a tranquilidade e a confiança entre os professores e educadores, o que exige a revogação ou suspensão de todos os despachos, decretos e leis responsáveis pelo mal-estar e pela legítima revolta dos docentes.

A maioria absoluta dos deputados eleitos pela população trabalhadora tem o dever de responder a esta exigência, chamando à Assembleia da República estas medidas, para as revogar ou modificar, e não continuar a subordinar-se às orientações e directivas das instituições da União Europeia.

Participemos na manifestação convocada, em unidade, por todos os sindicatos dos professores, para que esta seja mais um elo fundamental para a ligação das iniciativas dos professores e educadores, que se têm vindo a desenvolver por todo o país.

Sim a uma carreira única dos professores - Revogação do ECD!

Sim a uma avaliação formativa, para melhorar a qualidade das respostas educativas das escolas - Revogação do decreto-lei sobre a avaliação do desempenho dos docentes!

Sim a equipas pedagógicas multidisciplinares, assentes no profissionalismo responsável, na democracia e na cooperação - Revogação do decreto de gestão escolar, que institui o director e os coordenadores nomeados!

Sim às respostas educativas para todos os alunos, a começar pelos que têm problemas de aprendizagem ou pertencem à Educação especial!

Sim à cooperação com os pais e encarregados de educação!

Sim à responsabilização do Estado pelo Sistema Nacional de Ensino!

Não à sua fragmentação! Não à sua municipalização!

Sim a tudo o que de positivo a Escola de Abril construiu, dos jardins-de-infância e ATLs ao ensino superior (das ciências, às letras e às artes) - Ruptura com as directivas da União Europeia!

A Comissão de Defesa da Escola Pública, do Concelho de Oeiras

28 de Fevereiro de 2008

CONTACTOS: carmelinda_pereira@hotmail.com (telem: 966368165); degomes@gmail.com (963262578); montez.paula@gmail.com (967636341)

quinta-feira, janeiro 24, 2008

E se ela (*) fizesse uma mínima ideia do que está a fazer?

(*)- ela e a União Europeia. De facto ela não passa de uma lacaia da U.E.

O sistema educativo não estava famoso, mas não precisava, Senhora Ministra da Educação, de aparecer para estragar o resto!

Vem, V/ Exa., perguntar agora o que estão 30 professores a fazer numa sala de professores?

Sabe que também me coloco (e coloquei aqui) essa questão muitas vezes? E sabe o que estão lá a fazer?

O que V/ Exa. mandou: a cumprir horário!

Não aumentou a carga horária dos docentes?

Esqueceu-se, foi?

Tal como as utilíssimas «aulas de substituição» em que V. Ex.ª coloca um professor de Matemática a substituir um de Educação Física e vice-versa.

V/ Exa. Manda e os professores obedecem! Não têm alternativa, não é verdade?

Pode, portanto, V/ Exa. orgulhar-se dos resultados obtidos!

Eles são a consequência da sua «reforma»!

Mas não se preocupe pois vão piorar! Com o escabroso Estatuto da Carreira Docente que V/ Exa. inventou, os resultados só podem evidentemente piorar! Nenhuma reforma, nunca, se conseguirá impor por decreto-lei nem contra a vontade da maioria dos envolvidos!

Os professores, obedientemente, cumprem e cumprirão sempre as suas ordens! Contrariados… muito contrariados… mas cumprirão! Não lhes pode é pedir que, apesar de tudo, as cumpram de sorriso nos lábios, felizes, contentes e totalmente envolvidos com as suas orientações! Não há milagres!

Cumprirão e ponto final! Que é o que V. Exa. quer?

Não se pode, portanto, queixar.

Continue a mandar assim e verá a tal curva de crescimento em queda absoluta.

É que não pode V/ Exa. exigir que se cumpram 35 horas de serviço na escola e se venha para casa preparar fichas de trabalho… apontamentos… actividades…estratégias… visitas de estudo… grelhas… avaliações… relatórios… currículos alternativos…programas adaptados… trabalhos em equipa… etc.… etc.… etc.•

V/ Exa. Tem família?

Saberá, porventura, o que é a dor de um pai que se vê obrigado a negligenciar a educação e o crescimento do seu próprio filho para acompanhar os filhos dos outros?

Esquece V/ Exa. Que os professores também são pais?

Também são pais, Senhora Ministra! Pais!

Que estabilidade emocional pode um professor ter se V/ Exa. resolve, 30 anos depois de Abril, impedir os professores de acompanharem os seus próprios filhos ao médico … à escola… aos ATLs?

Não têm os pais que são professores os mesmos direitos dos outros pais?

Conhecerá V/ Exa. a dor de uma mãe que se vê obrigada a abandonar o seu filho, prometendo-lhe voltar dali a uma semana?

E quer V/ Exa. motivação natural?

Com a vida familiar desfeita?

Não é do conhecimento público que os professores são os maiores clientes dos psiquiatras?

E que é entre os professores que se encontra a maior taxa de divórcios?

Porque será, Senhora Ministra?

Motivação?

Motivação, como? Se V/ Exa. obriga os professores a fazerem de auxiliares de acção Educativa?

Motivação, como? Se V/ Exa. obriga os professores a estarem na escola mesmo sem alunos? Motivação como se V/ Exa. obriga a cumprir 35 horas na Escola mesmo não tendo esta os meios essenciais para que se possa trabalhar.

Motivação, como? Se temos que pagar fotocópias, tinteiros para as impressoras da Escola…canetas… papel?

Motivação, como? Se o clima é de punição e de caça aos mais frágeis?

Motivação, como? Se lava as mãos como Pilatos e deixa tudo à deriva passando toda a responsabilidade para as escolas?

Não é função de V/ Exa. resolver os problemas?

Não seria mais produtivo trabalhar ao lado dos professores?

Motivação, como? Se de cada vez que abre a boca para as televisões fá-lo para tentar virar toda a sociedade portuguesa contra a classe?

Motivação, como? Se toda a gente percebe que o seu objectivo é dividir para esfrangalhar a classe e poupar uns cobres?

Quer lá V. Exa. saber da qualidade do Ensino para alguma coisa!.... Quer é poupar!

O que vale é que por todo o país a opinião pública – e principalmente os Pais – já se estão a aperceber disso.

Motivação, como? Se V/ Exa. tem feito de tudo para isolar os professores dos alunos, dos pais, dos Sindicatos, da sociedade em geral?•

E fica V/ Exa. admirada com os resultados?

Não eram estes os resultados que esperava obter quando tomou posse e iniciou a sua cruzada contra os professores?

A sua estratégia é a mesma daqueles professores que V/ Exa. acusa de não estarem preocupados com os resultados escolares dos seus alunos.

Sabe, Senhora Ministra da Educação?

O sucesso não depende do manual… como não depende de decretos---lei!

O sucesso depende do envolvimento que o professor consegue com os seus alunos!

Depende da capacidade de motivar! Depende da capacidade de o professor ir ao encontro dos interesses dos seus alunos.

Depende da relação professor-aluno! - a tal que V/ Exa. queria que fosse avaliada por alguém de fora da escola!

A mesma que, se fosse feita a V/ Exa., daria nota zero.

E, já agora, Sra. ministra, já que a esmagadora maioria (quase totalidade) dos seus colegas de governo são reformados – alguns 2 vezes – siga-lhes, por favor, o exemplo.

Eu não me importo de trabalhar até aos setenta se V. Exa. se reformar já - mas da política!

Pode ser?

(recebido por mail)