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quinta-feira, maio 14, 2009

Manuel Baptista: recado a todas as listas

Isabel e restantes,
Reenvio para a lista Escola Pública, ciente de que todas as expressões de correntes sindicais do sector educação são legítimas e têm legitimidade para apresentarem os seus argumentos, enriquecendo assim o debate nesta lista de discussão largamente aberta
Porém, não deixo de fazer notar que TODAS as listas, a meu ver, se põem muito pouco em causa, se colocam sempre numa postura de prometer, mas sem dar garantias, ou seja, macaqueiam, no que há de pior, a «democracia» parlamentar (para lamentar)...
Eu sou pela democracia sindical, em que as questões são discutidas e decididas em núcleos de base e em plenários de zona: nestes casos podemos todos participar; há espaço tempo para isso; é preciso suscitar essa vontade esse desejo de participação. Lamento que tenha havido conferências (li as opiniões de alguns militantes do spgl emitidas aquando de uma conferência em 2005: tudo o que disseram mantém-se actual, porque nada foi feito para corrigir o que estava mal...) sem assumir de responsabilidades pelos corpos gerentes agora cessantes. O diagnóstico está feito, mas falta uma coisa muito simples: uma autocrítica sincera dos principais responsáveis pelo estado a que chegou o spgl: Paulo Sucena, António Avelãs, Óscar Soares, Manuel Grilo e vários/os outros dirigentes são responsáveis. São também responsáveis os que se confinaram numa posição de «oposição», não colaborando na dinamização do sindicato no dia a dia. Infelizmente, muitos dos que se apresentam a sufrágio...
Algumas pessoas de todas as listas são, com mais ou menos erros, sinceras sindicalistas e fazem o melhor; quando erram, fazem-no porque errar é humano, não persistem no erro. Essas pessoas, nas quais te incluo a ti - Isabel Pires - devem ser acarinhadas pelos militantes sindicalistas e devem ser trazidas para a LUTA, NÃO DEVEM SER AFASTADAS PELA EXISTÊNCIA DE JUSTAS VERBAIS QUE SE COSTUMAM DESENROLAR NESTAS CAMPANHAS ELEITORAIS.
Eu estou de acordo em votar, não irei votar na mesma lista para todos os órgãos do spgl; mas acho que neste contexto é necessário mostrar que existe uma real preocupação pelo nosso sindicato, que estamos realmente interessados em que ele volte a ser algo com garra e com gana; com a força organizada que temos se quisermos; temos de querer vencer; é possível; mas os «militantes» têm de perder as crispações ideológicas e as raivinhas pessoais e actuar com muito respeito uns pelos outros e sobretudo pelos militantes de base.

NÃO A UM SINDICAISMO «DE SERVIÇOS»! SIM A UM SINDICALISMO CONSTRUÍDO DESDE A BASE! CAPAZ DE LUTAR E SE DETERMINAR EM PLENA AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA EM RELAÇÃO A OUTRAS INSTÂNCIAS!
Solidariedade,
Manuel Baptista

quinta-feira, março 26, 2009

Guinote - proposta de reflexão

Talvez Seja Importante Reflectir

Posted by Paulo Guinote under Avaliação, Lutas, Ponto da Situação
[50] Comments

Agora que se aproxima o final do 2º período há questões que deveriam ser equacionadas com seriedade por todos os envolvidos, acaso alguns deles estivessem para levar isto mesmo a sério.

  • Até que ponto o ME está disposto a manter a farsa em que se transformou o processo de Avaliação do Desempenho Docente apenas com objectivos eleitorais. Só que for muito crédulo acreditará que esta avaliação será feita de forma credível e servirá para distinguir efectivamente o mérito. O que se passa é uma imensa manta de retalhos de metodologias, que não é fruto de nenhuma «autonomia» mas sim de uma completa falta de preparação técnica, de uma descoordenação das indicações dadas ao longo do tempo, de uma incapacidade política para assumir a responsabilidade pelo evidente fracasso e, por fim mas não menos importante, um imbróglio legislativo lamentável.
  • Até que ponto estão os sindicatos e movimentos independentes de professores disponíveis para levar a «luta» para patamares de radicalização que alienarão grande parte da opinião pública e agravarão fenómenos de afastamento da comunicação social como se verificou nestes últimos fins de semana com os encontros realizados dia 14 em Leiria e ontem em Lisboa. O mesmo se diga quanto à realização de manifestações de descontentamento convencionais sem uma eficaz auscultação da situação nas escolas e, principalmente, realizada por quem ainda tenha um crédito de credibilidade mínimo junto da generalidade dos docentes.
  • Até que ponto estão os diversos agentes institucionais envolvidos (partidos, Parlamento, CCAP, CNE, Provedoria de Justiça, Tribunal Constitucional) disponíveis para assumirem as suas funções e responsabilidades em prazo útil para que este processo de ADD não se transforme numa enorme confusão que afectará gravemente não apenas o final deste ano lectivo como o arranque do próximo. Porque é isso - seja qual for a proporção dos que não acabem por (não) entregar os OI, existindo ou não penalização para tal acto - que se adivinha neste momento, colocando definitivamente em risco o clima na larga maioria das escolas e quebrando o espírito de coesão essencial para um bom trabalho de equipa em prol dos alunos.
  • Até que ponto estão os professores, individualmente e sem o conforto das multidões, dispostos a manter atitudes de coerência e sacrifício em defesa de uma causa que os mobilizou de forma massiva até há pouco tempo. E envolvo nisto não apenas avaliados como avaliadores e PCE que sempre se mostraram avessos ao modelo de ADD (indo a manifestações, fazendo greves, participando em iniciativas de diversos outros géneros) mas que a certa altura parecem estar disponíveis a passar um pano sobre tudo isto e, em nome da não-rebelião ou em defesa da vidinha, com argumentos mais ou menos válidos, encerrar esta fase da «luta» e esperar que as coisas mudem no próximo ciclo de avaliação.

E lanço estes assuntos para discussão porque me parece que há demasiada gente sensibilizada para voltar às casernas (num sentido figurado, claro) e enterrar este machado de guerra enquanto parecem esperar que apenas alguns outros tratem de achar uma solução mágica que, de um momento para o outro, permita resolver a situação com danos mínimos.

Era bom que a discussão não fosse feita à pedrada.

http://educar.wordpress.com/2009/03/22/talvez-seja-importante-reflectir/

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Agenda sindical da FENPROF - Proposta de reflexão

Resumindo, em meados de Fevereiro é esta a agenda sindical da Fenprof:
Relativamente à acção e luta dos Professores e Educadores, a FENPROF decide:

Manter todas as já referidas no sentido da suspensão do actual modelo de avaliação;
Entregar Pré-Aviso de Greve à observação de aulas, para um período compreendido entre 26 de Fevereiro e 27 de Março;
Realizar um Grande Cordão Humano no dia 7 de Março que una os grandes responsáveis pelo conflito que se instalou na Educação: Ministério da Educação, Assembleia da República e Primeiro-Ministro;
Garantir uma grande participação dos Professores na Manifestação Nacional do próximo dia 13 de Março, promovida pela CGTP-IN contra as políticas do actual governo e que estão na origem de tudo quanto se tem abatido sobre a Educação, a Escola Pública e os seus trabalhadores, designadamente os docentes;
Promover, entre 20 e 24 de Abril, uma Semana de Consulta aos Professores sobre as acções e lutas a desenvolver ao longo e no final do 3.º terceiro período lectivo.
É urgente reflectir e agir!
Depois das manifestações em que participámos massivamente sem que nada tivesse mudado, será que podem um cordão humano (07/03) ou a participação na manifestação da CGTP (13/03) vir a mudar o que quer que seja?
Qual é a lógica de esperarmos pela semana de 20 a 24 de Abril - no terceiro período - para sermos consultados acerca das acções e lutas a desenvolver ao longo e no final do terceiro período? Não se destinará esta medida a criar um clima de expectativa face a uma possível greve às avaliações quando, de antemão, é de esperar que os sindicatos não a venham a apoiar?
Será que as medidas tomadas pelos sindicatos relativamente à não entrega de objectivos estarão a ter os resultados esperados? Não deveríamos antes avaliar a eficácia desta forma de luta AGORA?
Onde estão as propostas de luta apresentadas pelas escolas à Fenprof? Será que esta está verdadeiramente interessada em nos ouvir?

quinta-feira, dezembro 04, 2008

CDEP - momento de reflexão: a luta dos professores é a de todos nós

Próximas acções:

Vigília em frente ao Ministério da Educação

Início às 10h do dia 4, até às 22h do dia 5. animated_candle.gif

Não deixem de marcar presença e de levar e passar a mensagem aos vossos contactos.

Vigília de 4 e 5 de Dezembro frente ao ME
Proposta de organização

Comunicação à Câmara Municipal de Lisboa e ao Governo Civil de Lisboa – Feito pela FENPROF, com cumprimento dos prazos legalmente estabelecidos.

Marcação de reuniões sindicais para efeito de eventuais justificações de faltas ao abrigo da lei sindical – Cada Sindicato deve fazer as suas (SPGL marca duas – uma, dias 4 e 5 das 8.00 h às 16.00 h e outra, dias 4 e 5 das 16.00 h às 23.00 h, pode servir de matriz às outras convocatórias – vamos mandar modelo para os SP's).

Catering para quinta à noite e noite de quinta para sexta – tratado pelo SPGL (sopa de legumes, frangos….)

Permanências e momentos fortes:

Dia 4 (quinta feira)

8.30 h
– Início da montagem das estruturas de apoio à vigília (2 tendas relativamente grandes, WC's amovíveis, etc.)

10.00 h – Início, com presença dos sindicatos de Lisboa e do Centro do país

11.00 h - Intervenção de dirigentes da Plataforma Sindical

Permanência em Vigília de Professores e Educadores da Região Centro e da Grande Lisboa e Vale do Tejo

Toda a tarde e parte da noite
Permanência em Vigília de Professores e Educadores da Região Centro

16.00 h – Animação Musical com Luís Miranda e João Queirós [canto livre]

17.00 h – Intervenções de dirigentes da Plataforma

17.30 h – Declarações de deputados da Assembleia da República dos Grupos Parlamentares de "Os Verdes", Bloco de Esquerda, Partido Popular, Partido Comunista Português, Partido Social Democrata e Partido Socialista

Noite
Permanência toda a noite e madrugada de dirigentes sindicais e activistas de todas as regiões do pais

Dia 5 (sexta-feira)


10.00 horas
– Início, com presença dos sindicatos de Lisboa e do Sul do país

Toda a tarde e parte da noite
Permanência em Vigília de Professores e Educadores do Norte e do Sul

17.00 h – Intervenções de dirigentes da Plataforma. Anúncio das acções a decorrer na semana de 8 a 12 de Dezembro.

22.00 h – Encerramento – Com presença de todos os dirigentes da Plataforma

quarta-feira, outubro 08, 2008

Reflexão sobre o papel dos sindicatos

Companheiros/as de profissão docente e todos/as os/as trabalhadores/as!
Temos de reflectir sobre o estado em que se encontram as lutas sociais neste país à beira-mar plantado!
Temos de reflectir como é possível ter-se chegado a uma situação em que um governo, eleito na base de promessas que pareciam absolutamente justas a uma consistente maioria de eleitores, no dia seguinte às eleições começou logo a desrespeitá-las e a fazer aquilo que nem sequer os seus opositores políticos mais directos tinham alguma vez sonhado fazer.
Lembro-vos que as posições dos que mandam despoticamente no país, a pretexto de uma «maioria absoluta», que em democracia nunca poderia significar «poder absoluto», estão cada vez mais claras. Porém, o sentido que quiseram dar à governação esteve logo patente nos primeiros meses, com o aumento da idade da reforma e agravamento das condições para dela usufruir, além da injusta e iníqua redução dessa reforma a centenas de milhares, milhões de trabalhores a pretexto do aumento da esperança de vida!
No ensino, ao avançar a Fenprof com uma greve geral mal conduzida, porque desde o príncípio não foi discutida e aprovada em assembleias democráticas, redundou num vexame sindical, com muitas pessoas a irem contrariadas fazer as vigilâncias de exame, sabendo que o governo estava a usar de prepotência e a abusar da figura da «serviços essenciais», com (ainda por cima) ameaças de processos aos que se recusassem a vergarem-se!
Foi neste contexto que se deu a primeira traição da Fenprof, no decorrer deste governo. Com efeito, não houve um enfrentar do poder arbitrário, não houve um congregar de energias, não houve um apelar para a solidariedade com os outros trabalhadores da função pública - igualmente afectados por muitas das medidas que recaíram sobre os docentes- nem houve mais do que umas declarações e queixas «pro-forma» traíndo a expectativa e o desejo de resistência de toda uma classe profissional e para além disso, de todo o sector da administração pública, que recebeu o fracasso da greve geral dos docentes como sinal de que não se encontrava em condições de enfrentar este governo, mesmo perante a ameaça a direitos vitais dos trabalhadores, como é o caso das reformas.
Foi assim um fácil «quebrar a espinha» do movimento sindical por parte do goveno e da ministra da educação, com a ajuda da sua própria cúpula.
Depois, apresentou o governo um projecto de ECD com uma série de aspectos inconstitucionais, subvertendo o espírito do anterior estatuto. A enorme indignação suscitada em toda a classe docente esteve na base da união de sindicatos de docentes numa plataforma. Infelizmente, devido ao burocratismo e oportunismo que imperam sobretudo nas cúpulas, esta não soube fazer mais do que uma simbólica e ineficaz manifestação no dia do docente, 5 de Outubro. Fomos nós desfilar (mais uma vez) para nada.
A segunda traição foi-se desenvolvendo à mesa «negocial», com as organizações a recusarem assinar o novo estatuto, para logo de seguida, aceitarem (em Janeiro 2007), após a sua promulgação pelo governo (e sem assinatura de uma única organização sindical docente!) se sentarem a «negociar» a regulamentação de um diploma cujo conteúdo veementemente recusaram. Fizeram isto todos os sindicatos docentes, que são cada vez mais corporativistas e mais clientelares do poder.
A partir daqui, o regulamento do ECD sendo aprovado, a avaliação de desempenho seria necessariamente fixada por uma série de diplomas previstos no próprio ECD.
As movimentações destinadas a colocar em cheque esta política, surgiram em Janeiro de 2008, dinamizadas por um conjunto de pessoas à margem dos sindicatos burocráticos (ou seja de todos). Os seus impulsionadores, ou se posicionaram sempre à margem deste movimento sindical fortemente conotado com os partidos, ou se distanciaram num momento ou noutro, ou ainda embora participando em sindicatos, estavam marginalizados pela burocracia instalada. Foi esse número diminuto de pessoas (de que eu fiz parte), que impulsionou as primeiras reuniões, as primeiras vigílias e os primeiros plenários.
Os sindicatos vieram a seguir, no fundo dando o dito por não dito, visto que estavam amarrados pés e mãos pela «negociação» da regulação do ECD e para eles (cúpulas) esta constestação só poderia ser assumida como uma reviravolta. Aparentemente, assim foi: os sindicatos apadrinharam as manifestações locais, promoveram eles próprios a mobilização de 8 de Março.
A sua estratégia de controlo do «movimento de massas» foi perfeita... com um senão: muitos de nós já conhecíamos o «filme» por o ter visto em «n» versões no passado.
Houve uma consciência aguda de traição das cúpulas, quando esta movimentação se traduziu no acordo da Páscoa de 2008. Um acordo que desarmava as hostes que queriam lutar nos locais de trabalho, que iria dar campo para todas as manobras do ME.
Apesar dessa consciência de terem sido traídos, é dramático que, muita gente, obnubilada com o «complexo de esquerda» ( o que é de esquerda é bom, os dirigentes sindicais «de esquerda», estarão sempre do nosso lado e outras ingenuídades do género...) não viu que a condição mesmo para esta política passar é que tinha pela frente um movimento sindical largamente controlado por umas cúpulas burocráticas, que «fazem que andam mas não andam»... gritam muito, mas não mordem, enfim cúpulas que servem perfeitamente o fim de manter a ilusão nos trabalhadores de eque estes estão a ser «defendidos» quando não estão. Os seus direitos estão a ser vendidos («negociado» ... o que deveria ser inegociável!) em sucessivas rondas de pseudo-negociações.
O poder PS é totalitário por vocação, mas só pode sê-lo porque tem a conivência disfarçada (caso da CGTP) ou aberta (todos os outros) dos sindicatos.
A miopía política e social que afecta muita gente em Portugal, também afecta (e até um pouco mais) os docentes, pois apesar de tanta evidência de traições sucessivas, não realizam o saneamento necessário das estruturas sindicais, não compreendem que a luta sindical é para ser organizada desde a base, desde dentro dos estabelecimentos e não a partir das secretárias e gabinetes alcatifados dos dirigentes sindicais.
O mandato que os membros dos sindicatos dão aos seus dirigentes é revogável, embora as cláusulas dos estatutos por vezes sejam omissas, é um direito que assiste sempre a um grupo de sócios (convocar uma AG de Sócios para revogar o mandato de dirigentes traidores).
Será que ainda estão na ilusão do «complexo de esquerda»?
Pensarão alguns: « os dirigentes são membros de partidos socialistas ou comunistas ou de esquerda; terão algo de bom porque comungam com a minha ideologia». Nada mais falso: a ideologia verdadeira deles é a ideologia do poder. Podem mascarar-se de várias coisas, mas apenas para se manterem, no poder, nos seus lugares. São hierarcas e são apenas fieis aos seus interlocutores governamentais: não se sentem obrigados perante «as massas» ... «cavalgam-nas» como eu já ouvi, em conversas particulares alguns desses «dirigentes» dizerem, com mal disfarçado desprezo pelos seus colegas.
Um grupo profissional, que no passado se posicionou «à esquerda», foi foco de «rebeldia» face ao poder, está hoje proletarizado e sem nenhum prestígio social que já teve, em eras longínquas.
Mas, o essencial ultrapassa - em muito - a questão de uma «classe» profissional e diz respeito a todos os trabalhadores:
- Os métodos usados para vergar os docentes são particularmente anti-democráticos, arbitrárias as categorias em que foram encerrados, violentamente hierárquicas as formas de avaliação impostas, sem qualquer respeito pelos direitos e garantias consignados na constituição e na lei (em particular, o direito de tratamento com equidade, o direito de recurso, o direito de iguais oportunidades...).
- A um nível mais amplo, o governo age como um órgão de propaganda permanente, lançando campanha demagógica atrás de campanha, para fazer crer que está a fazer «obra». Num povo castigado muitos anos pelo analfabetismo, é fácil fazer passar gato por lebre e é difícil fazer distinguir o trigo do joio. Mas os docentes e os outros tinham e têm o dever de explicar (com toda a pedagogia que são capazes, a quem não tem contacto directo e pessoal com o quotidiano do sistema), como estas pseudo-reformas, na realidade são recuos, vão piorar a prazo (senão imediatamente) a situação das aprendizagens na escola pública.
Cabe aos professores e restantes trabalhadores da educação, assumirem uma atitude adulta e colocar perante as suas responsabilidades os dirigentes sindicais traidores: devem ser exigidas AG onde sejam desmascarados os seus comportamentos dúbios, de cedências, de desrespeito pela palavra dada, de desprezo pela opinião, mesmo quando claramente expressa, dos docentes em geral, e até mesmo dos próprios sócios.
Agindo assim, poderão um dia retomar o caminho da luta verdadeira, poderão um dia reconstruir estruturas sindicais (essenciais enquanto houver opressores e oprimidos, enquanto houver capitalismo).
A partir daqui, terão começado a ir ao encontro dos outros trabalhadores, em particular os da administração pública, sujeitos aos mesmíssimos ataques, mas também aos trabalhadores em geral, pois são eles que colocam os seus filhos na escola pública. Ora, se a escola pública se degrada haverá um reforço e não uma atenuação das desigualdades sociais: certamente serão os filhos dos trabalhadores, não os da burguesia, a sofrer com isso.
Por um sindicalismo democrático, independente, de base e combativo!
Solidariedade,
Manuel Baptista

quinta-feira, novembro 15, 2007

Convívio /Debate da CDEP 24/Nov -- PARTICIPE!

Convívio/debate

Organizado pela Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP)

dia 24 de Novembro

entre as 15h e as 18h 30m

Sala da Universidade da Terceira Idade, no Palácio Ribamar

(por baixo da Biblioteca Municipal de Algés)

Para reflectir sobre a seguinte questão: Como se concretiza actualmente uma acção consequente em defesa da Escola Pública e dos seus trabalhadores?

Como elementos de reflexão, propomos a leitura da Acta da reunião da CDEP, realizada em 24 de Outubro, bem como o boletim que foi editado também em Outubro.


Trata-se de uma reunião aberta a todos quantos pretendem

defender a Escola Pública. Participe.