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quarta-feira, janeiro 21, 2009

PROPOSTA DO CDS/PP - Votada a 23/01/2009 na AR

Sobre a proposta do CDS-PP - leitura de Cristina Ribas

A proposta de lei do CDS é votada no dia 23/1. Se for aprovada, fará regressar alguma tranquilidade às escolas


Parece-me importante ter em conta alguns "pormenores" da proposta de lei do CSD: é transitória, serve para resolver, neste ano lectivo,o impasse provocado pelo decreto regulamentar 1-A/2009 e pode fazer regressar alguma tranquilidade às escolas. O aspecto mais positivo é o de recentrar o processo de avaliação de desempenho, para este ano lectivo, no conselho pedagógico e no conselho executivo. Outro aspecto positivo é o de libertar da avaliação de desempenho os professores que, neste ano lectivo, não têm condições para progredir na carreira.

Eis a minha argumentação a favor da aprovação da proposta de lei do CDS:


1. Somos a favor da suspensão do simplex2 (complicadex na realidade), que não serve de forma alguma.

2. Os projectos do PSD e do BE já foram chumbados.

3. O projecto de lei do CDS de suspensão da ADD é transitório.

4. Integra vertentes básicas da profissão e, ao abolir as aulas assistidas, retira uma parte importante do mau ambiente nas escolas.

5. A avaliação tem um carácter mais plural porque nela intervêm órgãos colegiais e não pessoas individuais e o docente tem nela um papel central (apela para o sentido democrático que tem andado muito longe das políticas de Sócrates, MLR e sua equipa e valoriza o papel do professor).

6. Com a nova calendarização, permite que todos os professores entreguem os objectivos sem que ninguém seja penalizado, valorizando e premiando a luta dos professores

7. Suspende de facto a avaliação porque apenas avalia os professores que precisam de ser avaliados para progredir na carreira (não esqueçamos que continuam congelados, injustamente, todos os professores que progridem este ano mas que só o vão ser a posteriori rectroactivamente depois de serem avaliados).


8. É um projecto que tem em conta apenas a Avaliação de Desempenho e não todos os outros DL e DR que precisam urgentemente de ser revogados ou grandemente revistos, como é o caso do Estatuto do Aluno, da Nova Lei de Gestão e do Estatuto da Carreira Docente, contudo. O projecto de lei do CDS visa resolver, para este ano, o impasse provocado pelo decreto regulamentar 2/2008 e pelo decreto regulamentar 1-A/2009 (Simplex2).

9. Para já parece-me prioritário suspender este modelo que não serve de todo e começar-se já a pensar noutro, que pode ser completamente diferente deste. Claro que falta, falta tudo o que já referi, mas também ninguém disse que a nossa luta acaba com a aprovação do projecto do CDS...

Aprove-se transitoriamente o projecto de lei do CDS que nós cá continuaremos a lutar pela revisão do ECD.

Cristina Ribas

Leia aqui a proposta de lei do CDS

in ProfAvaliação

Educar resistindo - Fernando José Rodrigues0 comentários

http://educarresistindo.blogspot.com/2009/01/sobre-proposta-do-cds-pp-leitura-de.html

quarta-feira, novembro 12, 2008

MANTER A PRESSÃO SOBRE OS SINDICATOS

in http://educarresistindo.blogspot.com/

RESISTÊNCIA INTERNA

Recuperando algumas das ideias de Ramiro Marques, em ProfAvaliação, torna-se cada vez mais claro que é FUNDAMENTAL regressar a Lisboa no dia 15.
Face à arrogância do Partido Socialista, da sua Ministra de Educação, do Primeiro-Ministro, desvalorizando, UMA VEZ MAIS, as mais de CEM MIL PESSOAS presentes na manifestação, os PROFESSORES têm de responder, SERENA mas FIRMEMENTE:

1. FAZER NOVA MANIFESTAÇÃO EM LISBOA, no próximo sábado, dia 15;
2. APELAR a que os sindicatos façam também um papel mobilizador para dia 15;
3. DEFINIR um TRABALHO ZELOSO, não fazendo nada mais do que o necessário nas escolas.
4. CUMPRIR ESCRUPULOSAMENTE os tempos das reuniões, não se admitindo nem mais um minuto;
5. TODAS as tarefas lectivas e não-lectivas devem ser feitas, cumprindo escrupulosamente, os tempos para isso indicados;
6. IMPRIMIR TODOS os materiais na escola. Os Professores não são obrigados a custear papel, tinta e outros materiais.
7. INFORMAR alunos e Encarregados de Educação de que todas as actividades sofrem necessariamente atrasos, visto que os Professores, trabalhando para a burocracia, não têm tempo para tudo;
8. ESCLARECER toda a gente (se mais fosse preciso) de que os PROFESSORES são, também, PAIS e MÃES, têm famílias a seu cargo;
9. REFORÇAR o movimento de resistência interna. Como? Baixando os braços e ficando em silêncio. Guardar a voz e as energias para as aulas. Dentro da sala de aula, procurar ser o melhor professor do mundo. Dar tudo o que há para dar porque os alunos são a razão de ser da nossa profissão. Fora da sala de aula, ficar em silêncio.
10. IR PARA AS REUNIÕES E NÃO DIZER NADA. Ficará na acta uma coisa deste tipo: não se discutiu nada nem se decidiu nada porque os professores não quiseram quebrar o silêncio.
11. NÃO ENTREGAR os objectivos individuais. A única coisa que pode acontecer aos professores que não entregarem os objectivos individuais é sujeitarem-se a que sejam os avaliadores a fazê-lo.

12.Não estabelecer quaisquer acordos sobre CALENDÁRIO DE ASSISTÊNCIA a aulas. Os avaliados devem dizer apenas: a minha sala está aberta; entre quando quiser.
13. TER SEMPRE UM TESTE ou ficha preparada. Quando o avaliador entrar na sala para assistir à aula, aplicar o teste ou a ficha.
14. Quanto à greve de 19 de Janeiro parece-me totalmente desfasada da realidade das escolas: Por que razão 19 de Janeiro? Porquê tão tarde? Por que não uma paralisação de UMA HORA, num dia da semana em todo o país? Depois, dois dias depois, NOVA GREVE DE UMA HORA... E assim sucessivamente...

Postado por Educar resistindo - Fernando José Rodrigues

quarta-feira, novembro 05, 2008

Estratégias de Luta (para que o pós-8/Março não se repita!)

In http://educarresistindo.blogspot.com/2008/11/eu-vi-um-sapo.html

Após o meu último post, 48 horas, em que reflectia sobre a dinâmica que o 15 de Novembro perdera por culpa de uma má gestão comunicacional, há que reflectir sobre as estratégias que os movimentos de professores, organizados ou apenas como elementos colectivos de uma escola ou agrupamento, devem, na minha opinião, considerar para que erros e más fortunas do pós 8 de Março não se venham a repetir:


1. Ter em mente que o INIMIGO A DERROTAR é o Ministério da educação, a sua ministra e, sobretudo, as suas políticas de aviltamento dos professores e de progressiva destruição da escola pública;


2. Não esquecer que as direcções sindicais PACTUARAM e FORAM SUPORTE DE VIDA de uma ministra quase em fase de fim de prazo de validade, ao assinarem um VERGONHOSO MEMORANDO DE ENTENDIMENTO;


3. Nestes contextos importa não só mostrar força perante o inimigo principal mas também estar atento a manobras de gabinetes que venham a ocorrer.


4. Por isso, é importante:

- UMA GRANDE MANIFESTAÇÃO NO DIA 8 para mostrar ao Governo que os professores defendem a sua dignidade, a sua profissionalidade e a Escola Pública, como referencial de cidadania;


- ORGANIZAR PLENÁRIOS DISTRITAIS NO DIA 15 DE NOVEMBRO, para avaliar a situação decorrente da luta e continuar a pôr pressão sobre Governo e direcções sindicais.


Se isto fizermos, se formos consequentes e não apenas acomodados, poderemos vencer.


Se nada fizermos, nem sequer merecemos que nos chamem professores.

sexta-feira, outubro 17, 2008