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quarta-feira, abril 22, 2009

Professores Asfixiados - Propostas do ME «para inglês ver»

1. Ingresso na Carreira Docente

1.1. Prova de Ingresso

- Realização de uma prova de ingresso para os candidatos ao exercício da função docente que garanta que todos os candidatos a esse exercício cumprem, para além de todos as dúvidas, os respectivos requisitos.
- Prova geral obrigatória, comum a todos os candidatos, com o propósito de verificar a sua capacidade para mobilizar o raciocínio crítico e a capacidade resolver problemas, bem como a sua preparação para resolver problemas em domínios não disciplinares.
- A prova comporta itens de resposta múltipla (com apenas uma resposta correcta) e com a possibilidade de a classificação se efectuar por meio de uma chave de correcção automática.
- A elaboração da prova será da responsabilidade do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) que poderá para o efeito estabelecer formas de colaboração com entidades com reconhecimento internacional no domínio da avaliação.
- A classificação das provas expressar-se-á pelas menções de Aprovado e Não Aprovado e a não aprovação não invalida a possibilidade de candidatura à sua realização em anos subsequentes
- A Submissão à prova constitui um requisito indispensável para aceder ao exercício profissional da função docente excepto aquando do primeiro ano de aplicação, para docentes que contem pelo menos quatro anos de serviço, com classificação mínima de Bom na avaliação de desempenho, dois dos quais nos últimos quatro anos.

Mais informações em: http://www.min-edu.pt/np3content/?newsId=3454&fileName=propostas.pdf

Mais uma proposta para "só para inglês ver", dado que tanto no acesso como na estruturação da carreira, o ME mantém os seus princípios economicistas bem como a sua intenção de ludibriar descaradamente as estatísticas do desemprego docente, deixando assim para último plano a real melhoria da educação.

www.professoresasfixiados.blogspot.com

segunda-feira, abril 20, 2009

Professores Asfixiados: A realidade dos colegas contratados

A realidade dos colegas contratados.

Não me agrada minimamente escrever este tipo de posts, no entanto, tenho de o escrever por uma questão de consciência. Existem alguns colegas contratados que pensam que devido à grande mobilidade que este concurso (supostamente) vai ter, tem grandes hipóteses de entrar em quadro. Recomendo que não pensem assim, pois as probabilidades de levarem com um «balde de água fria» são extremamente elevadas. Este concurso de docentes é bastante diferente dos anteriores. E eu passo a explicar o porquê.

1.º As vagas de Quadro de Zona Pedagógica terminaram. Por regra, era por aqui que muitos colegas entravam em quadros. Ao eliminarem estas vagas, o Ministério da Educação, reduziu substancialmente o «bolo» de vagas. Um «golpe» de raiz economicista, que terá um forte impacto nas colocações e na manutenção da precariedade dos colegas contratados.

2.º As vagas de Quadro de Agrupamento (e de Escola não agrupada) são as únicas vagas colocadas a concurso, e na esmagadora maioria dos casos não servem sequer para assegurar 60% de «conversões» de colegas QZP em QA ou QEna. Se as vagas para este concurso, não são suficientes para os colegas QZP, quanto mais para os colegas contratados.

3.º Ao contrário de outros concursos, de 100% de vagas libertadas pelos colegas que entretanto se reformaram, nem 20% terão sido reconvertidas para este concurso.

4.º Em algumas escolas, onde existem 2 ou 3 colegas QZP (para além dos QE residentes) e mais uns quantos contratados, não abriram vagas de QA ou QEna, chegando mesmo a surgirem vagas negativas nestas escolas. Pelo que sei, alguns destes horários vão-se manter, mas não foram consideradas nas vagas para o concurso.

5.º Vão surgir imensas vagas, na próxima fase concursal, mas essas não servem para novas «entradas» em quadro. Vai ser aqui, que a real mobilidade se vai registar.

Por Ricardo M. In: http://profslusos.blogspot.com/2009/04/realidade-dos-colegas-contratados.html

segunda-feira, março 16, 2009

Maria de Lurdes Rodrigues sobre a prova de ingresso

Há algum atraso na implantação da prova de ingresso na carreira?

Não. Quando iniciámos as negociações com os sindicatos com vista à alteração do Estatuto, começámos pela prova de ingresso e estamos a varrer vários aspectos. No caso da prova de ingresso, o que está no Estatuto é a sua obrigatoriedade para todos os professores com menos de seis anos de experiência. Isto é evidentemente negociável porque quando isto foi decidido não tínhamos processo de avaliação. Articulando agora estes dois instrumentos (prova de ingresso e avaliação), é possível dispensar de prova de ingresso todos os professores que, mesmo com um período de experiência menor, tenham sido submetidos a um processo de avaliação na escola onde trabalharam.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1170558

COMENTÁRIO
E porque não eliminar a prova de ingresso, tendo em consideração que todos os professores, incluindo os actuais contratados bem como aqueles que actualmente se encontram a terminar os seus cursos e que eventualmente venham a conseguir um contrato de trabalho no ensino (ver nota), terão que estar submetidos a um processo de avaliação de desempenho? De momento, uma infeliz avaliação imposta pela própria Sr.ª Ministra.

Nota: o que hoje em dia só é possível em condições extremamente precárias. Basta vermos o número de vagas que foram lançadas nos concursos 2009 para ingresso nos quadros. Simplesmente não existem vagas para o concurso externo. Nem se justificará fazer a prova de ingresso, mesmo que eventualmente esta venha a ser realizada. Afinal de contas as vagas não são suficientes para os professores do QZP, quanto mais para aqueles que pretendem ingressar nos quadros.

Por: www.professoresasfixiados.blogspot.com

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

PROFESSORES ASFIXIADOS - Prova de ingresso - situação das negociações

O ME chegou à mesa das negociações insistindo com a sua prova de ingresso e dizendo não ser possível fingir que não há problemas com a formação inicial de professores…

Para o ME, as “actuais circunstâncias” – entenda-se: a desconfiança no trabalho das instituições de ensino superior – obrigá-lo-iam a obstinar-se na sujeição de milhares de jovens a uma espécie de praxe que, perante as dificuldades de concretização, vai tendo geometria variável. Já não é vital a demonstração de competências no domínio da língua portuguesa que tanta demagogia suscitou entre os defensores do governo. Até a comprovação de conhecimentos na área do grupo de recrutamento já pode ser dispensada. Afinal, as duas ou três componentes da prova podem dar lugar a uma coisa… tipo exame de código.

O ME admite ainda a fragilidade das regras que definiu para a dispensa da realização da prova, mas condiciona a alteração das mesmas à aceitação de um acordo por parte dos sindicatos…. CHANTAGEM.

Por: João Louceiro, in: Jornal da Fenprof de Fevereiro

Questões como: prova de ingresso, contratação de escola, AECs, ensino especial, concursos, ECD, eventual assunção de competências no recrutamento de professores por parte das autarquias, entre outros, poderiam justificar uma eventual reunião a nível nacional destinada a professores contratados e a finalistas dos cursos superiores de educação.


Por: www.professoresasfixiados.blogspot.com

segunda-feira, novembro 24, 2008

Em luta contra a prova de ingresso

Jorge Pedreira, secretário de estado adjunto, disse, na reunião de negociação (?) sobre a nova proposta de concurso, que, para este próximo concurso, não será exigida a prova de ingresso. Justificou pelo facto de estarem a ser elaboradas, e não serem terminadas a tempo.

Questionado sobre quem as estaria a elaborar, não foi claro, apenas dizendo que a prova comum estaria a ser elaborada por uma "entidade internacional de conhecido renome", não dizendo qual...Quanto à prova científica, é elaborada pelos politécnicos e pelas U's.

O ME continua a ceder, logo, nós temos de continuar a pressionar até esta prova desaparecer.


in Movimento Democracia

in www.sipe.pt (projecto de alteração dos concursos, informação de 14 de Novembro)


Relativamente à informação acima referida, um conjunto de professores contratados pensa que este adiamento pode dever-se a uma das seguintes hipóteses:


a) os prazos estão apertados e o ME decidiu adiar a prova.

b) com a contestação geral em curso o ME sentiu que a dita prova poderá ser mais um motivo para os professores contestaram ainda mais as políticas governativas do governo em ano de eleições, considerando ainda que esta prova irá acarretar mais trabalho para os professores (alguém vai ter de corrigir + de 50 000 provas, provavelmente a custo zero). A implantação da prova, será para eles mais fácil em ano pós eleitoral.

c) já há bastante tempo que o ME previa adiar a prova. Mesmo assim colocaram à mesma a disposição transitória na proposta dos concursos, para depois a retirar e vir dizer para a praça pública dizer que até concederam bastantes benesses na negociação do diploma de concursos.

Pelos mais diversos motivos, já referidos em ocasiões anteriores, consideramos que a prova de ingresso deve ser revogada. Só quem possui uma visão extremamente redutora do processo de ensino e aprendizagem é que pode pensar que com 2 ou 3 provas de 90 minutos se vai seleccionar os melhores professores e melhorar o ensino.

Porque não investir mais na formação dos docentes? Porque não investir mais nos próprios professores? Não se esqueçam que foi este governo que extinguiu os estágios pedagógicos renumerados e retirou as turmas atribuídas aos professores estagiários. Isto porquê? A resposta é óbvia, a politica deste governo gira em torno das artimanhas estatísticas e da poupança a todo o custo de alguns euros. A implementação da prova de ingresso é mais uma delas, visto que não obtiver 14 valores em cada uma das componentes, não poderá concorrer e logo representará menos um professor desempregado. Não duvidámos que por este caminho, e dentro de poucos anos, o ME possa até fazer o milagre de acabar com os professores desempregados!!!!

Mais informações em:

www.professoresasfixiados.blogspot.com