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terça-feira, maio 05, 2009

Em ano de eleições, Parlamento Europeu propõe «respeito à autoridade» dos professores (leia até ao fim)


Ensino: PE defende maior reconhecimento social dos professores
*

*Maiores níveis de reconhecimento social dos professores e sistemas de
avaliação orientados não só para os resultados quantitativos e os
desempenhos dos alunos, mas também para a avaliação do próprio sistema,
tendo em conta o contexto socioeconómico específico de cada escola, são
algumas das recomendações hoje feitas pelo Parlamento Europeu aos
Estados-Membros no âmbito da educação. Os resultados positivos do ensino
dependem, segundo o PE, do "respeito assegurado à autoridade dos
professores".*

Os professores são uma peça essencial para uma escola de qualidade e, como
tal, devem ser-lhes oferecidos "níveis de reconhecimento social, estatutos e
remunerações condizentes com a importância das suas funções", defende o
Parlamento Europeu na resolução "Melhores escolas: Uma agenda para a
cooperação europeia".

Os resultados positivos do ensino dependem, segundo o documento, do
"respeito assegurado à autoridade dos professores". Os professores devem
ainda reflectir a diversidade da sociedade, o que se traduz, por exemplo, na
necessidade de atrair mais homens para a docência.


(ler mais aqui)

*
http://www.europarl.europa.eu/news/expert/infopress_page/038-53238-091-04-14-906-20090401IPR53237-01-04-2009-2009-false/default_pt.htm
*<http://www.europarl.europa.eu/news/expert/infopress_page/038-53238-091-04-14-906-20090401IPR53237-01-04-2009-2009-false/default_pt.htm>

quinta-feira, abril 30, 2009

Vital Moreira (candidato PS ao Parlamento Europeu) e os professores

Vital Moreira, reputado professor de Direito da Universidade de Coimbra, foi, no Congresso do Partido Socialista, dado a conhecer como cabeça de lista deste partido nas próximas eleições para o Parlamento Europeu.

Vital Moreira é uma personalidade com um passado e um presente político conhecido de boa parte dos portugueses. O que, talvez, nem todos saibam é que este mestre de Direito nutre um profundo desprezo pela classe docente, só comparável ao da actual Ministra da Educação.

De facto, em 18 de Novembro de 2008, no jornal "Público", Vital Moreira faz um dos ataques mais rasteiros e mais odiosos que me foi dado ler em todo este processo de luta dos professores contra o actual sistema de avaliação. Que diz aí Vital Moreira? Básicamente quatro coisas, a saber:

a) Que não existe qualquer razão para que os professores não sejam avaliados para efeitos de progressão na carreira,

b) Que os professores não gozam de direito de veto em relação às leis do país, nem podem auto-isentarem-se do seu cumprimento, pelo que não é aceitável qualquer posição que implique resistência à aplicação do actual modelo de avaliação;

c) Que o governo não pode ceder às exigências dos professores, devendo antes abrir processos disciplinares a todos aqueles que ponham em causa a concretização da avaliação dos docentes tal como foi congeminada pelo Ministério da Educação;

d) Que o governo, na batalha contra os professores, deve esforçar-se por chamar a si a opinião pública, isolando, desta forma, a classe docente.

Este é o pensamento de Vital Moreira, onde a sua veia caceteira surge bem expressa. Mas, mais do que isso, este texto, publicado no "Público", revela-nos um verdadeiro guia político da acção do Ministério da Educação contra os professores.