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quarta-feira, maio 27, 2009

Entrevista da Ministra à LUSA comentada/Apelo à manifestação

COM EQUÍVOCOS, MINISTRA FALOU DOS PROFESSORES;

SEM EQUÍVOCOS, EM 30 DE MAIO,

PROFESSORES DIRÃO O QUE AINDA FALTA DIZER À MINISTRA!




Em entrevista à LUSA, a Ministra da Educação tece um conjunto de
considerações, principalmente em torno da avaliação de professores,
mas não só, com a alegada intenção de esclarecer algumas situações.
Mas não esclarece, apenas repete os equívocos … Senão vejamos:

- Considera que a contestação dos docentes está relacionada com o seu
desconhecimento das regras… aqui, nem se pode falar de equívoco, mas,
mais uma vez, de desconsideração. Os professores estão contra porque
vivem na ignorância… Inaceitável, como sempre, este tipo de
(des)considerações.

- Afirma que “a carreira não é tão bloqueada como os professores a
percebem”. Pelo contrário, a prática do ME bloqueia-a ainda mais do
que a própria legislação prevê. É que, para além de a esmagadora
maioria dos docentes estar impedida de progredir aos escalões
superiores da carreira, devido à sua divisão, nem sequer o concurso
para “titular”, anunciado ainda para este ano – e que, como foi dito,
teria um número de vagas mais elevado do que as já preenchidas – terá
lugar. Conclui-se, pois, que os professores estão a perceber bem.

- Adianta que não tem atacado os professores e que, se tal parece, se
deve à atitude sistemática dos Sindicatos que a têm acusado disso.
Faltaria, agora, acrescentar que a comunicação social, ao divulgar as
suas declarações, se encontra ao serviço dos Sindicatos, como daquela
vez em que divulgou que a Ministra afirmara, em Coimbra, que uma
criança quando abandona a escola é porque já foi abandonada pelos seus
professores…

- Procura consolidar a falsa ideia, junto da opinião pública, de que
os professores e os seus sindicatos pretendem resumir a política
educativa à condição económica e social dos docentes. Poderia
explicar-se, assim, por que nunca aceita debater e efectivamente
negociar questões como as condições de trabalho nas escolas, incluindo
os horários dos docentes, a direcção e gestão escolares, a formação de
professores, a municipalização da educação, a Educação Especial, as
medidas de combate ao abandono e de promoção do sucesso escolar…
Poderia explicar-se, mas não pode, porque a ministra sabe não ser
verdade o que afirma.

- Considera que, em relação à avaliação, se viveu num marasmo de mais
de 30 anos de total indiferenciação e pseudo igualitarismo. Não
acrescenta que, nos últimos 19, sucessivos governos se recusaram a
regulamentar as regras da diferenciação, previstas no ECD desde 1990,
reduzindo a avaliação apenas a alguns procedimentos e nunca aplicando,
na íntegra, o modelo anterior.

- Afirma ter existido a humildade de simplificar a avaliação nos dois
anos em que vigorou… na verdade, foi obrigada a simplificar, não por
humildade, mas para satisfazer a sua obstinada intenção de garantir,
nesses dois anos, a aplicação de um modelo inaplicável.

- Sabe-se agora que só 80.000 docentes apresentaram proposta de
objectivos individuais (OI) e, destes, só cerca de 30% requereram a
avaliação completa. Isto significa que a FENPROF falou verdade quando
estimou que mais de 40% dos docentes não tinha apresentado OI e apenas
entre 10 e 15% teriam requerido a avaliação completa, contribuindo
para um ainda maior descrédito do modelo. Se tivermos em conta o clima
de ameaça e chantagem que se abateu sobre os professores,
pressionando-os, ilegitimamente, a entregar a proposta de objectivos
individuais, concluímos que esta foi mais uma importante derrota do
ME.



IGUAL A SI MESMA, A MINISTRA DA EDUCAÇÃO LIMITOU-SE, NESTA ENTREVISTA,
A REPETIR UM CONJUNTO DE EQUÍVOCOS QUE TEM ESTADO PRESENTE EM MUITAS
DAS SUAS DECLARAÇÕES ANTERIORES.



SEM EQUÍVOCOS, DIA 30 DE MAIO, OS PROFESSORES E EDUCADORES
PORTUGUESES, UMA VEZ MAIS NA RUA, FARÃO SABER O QUE PENSAM DA ACTUAL
POLÍTICA EDUCATIVA, DE QUE LURDES RODRIGUES É UM DOS PRINCIPAIS ROSTOS
E PROTAGONISTA.



30 . Maio . sábado

Manifestação . Lisboa



Não há duas sem três,

vamos encher Lisboa outra vez !

domingo, abril 12, 2009

SPGL - Apelo à participação na Concentração em Santo Onofre

http://4.bp.blogspot.com/_nBksour0J6U/Sd6IdBJf0fI/AAAAAAAAASc/z1sne2vl_tE/s400/SPGL.jpgSolidariedade com o Agrupamento de Santo Onofre – Caldas da Rainha
Porque o essencial de uma Escola é o seu projecto pedagógico
Solidariedade com o agrupamento de Santo Onofre – Caldas da Rainha
O afastamento compulsivo do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, operado pela DRELVT, tem uma única causa: o Ministério da Educação entende que as escolas devem cumprir os objectivos do próprio ministério, Santo Onofre privilegiou os interesses dos seus alunos e dos seus professores.
Este é o conflito.
O afastamento compulsivo do Conselho Executivo deste agrupamento é um monumento ao respeito pela burocracia sem sentido e um atentado à tão apregoada autonomia das escolas.
Em nome da burocracia, o ME ameaça destruir uma Escola que se distingue pelo seu projecto inovador e criativo.
Os professores do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre merecem todo o nosso apoio e a nossa solidariedade. Por isso, a Direcção do SPGL apela aos docentes e convida a comunidade educativa abrangida pelo agrupamento para uma Concentração, às 18h00 do próximo dia 14 (1º dia de aulas do 3º período) junto à Sede do Agrupamento EBI de Santo Onofre.

A Direcção do SPGL

quarta-feira, março 11, 2009

CGTP: apelo aos aposentados/Marcha Lisboa, 13/Março


13 MARÇO
Manifestação Nacional

promovida pela CGTP-IN
Lisboa. Restauradores. 14h30

CGTP e MURPI dirigem
apelo a todos os aposentados
para a jornada 13 de Março:
ver informação

Professores:
Todos e todas à grande
manifestação nacional

ESTA É UMA FORMA DE LUTA, TAMBÉM...

SUBSCREVE, DIVULGA, REENVIA PARA OUTROS COLEGAS DA TUA ESCOLA!

ABAIXO-ASSINADO

http://www.fenprof.pt/abaixoassinado/concursos/

Contamos com todos!

terça-feira, março 10, 2009

Ilídio Trindade - NÃO PODEMOS PARAR ESTA LUTA

MENSAGEM AOS PROFESSORES

Caro(a) colega,

Escrevo-te porque todos somos precisos na luta difícil, mas justa, que travamos contra o Ministério da Educação.

Nem todos têm conseguido resistir às ameaças e pressões, nomeadamente na não entrega dos objectivos individuais. Apesar disso, sabemos que continuam empenhados em lutar ao lado dos milhares que ainda se mantêm determinados a resistir até ao fim.

É necessário que continuemos unidos nesta luta, porque os tempos que se avizinham são ainda mais difíceis e demolidores. Mas também sabemos que, com a nossa mobilização, vamos conseguir o que a razão e a justiça determinam.

Assim, será importante definir as acções luta até ao final do ano lectivo.

Nesse sentido, o MUP, juntamente com outros movimentos de professores, promove a realização de um
Encontro Nacional de Professores, no dia 14 de Março, sábado, entre as 10 e as 17 horas, em Leiria.

É importante que os professores marquem presença. Tenham ou não entregue os objectivos individuais, estejam determinados a lutar ou a dar o seu apoio a esta luta, que é de TODOS e em prol de TODOS, é necessário que todos tenham voz e uma intervenção activa.

Os colegas de uma escola ou de escolas de proximidade poderão juntar-se e compartilhar o meio de deslocação. A participação e as inscrições são gratuitas. No entanto, por questões de gestão do espaço, será necessário proceder a uma inscrição, enviando o nome, escola e um contacto (e-mail e/ou telemóvel) para um dos e-mails: mobilizar.e.unir.professores@gmail.com ou
mup@aeiou.pt.

Mais informações no blogue do MUP.


CONTAMOS COM A TUA DINAMIZAÇÃO E COM A TUA PARTICIPAÇÃO.

Um abraço.

Ilídio Trindade
(Coordenador do MUP)

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Activistas contra a comercialização da Educação

Dear All,

1st: Take a look of this mobilisation map created by activists in France:
http://www.univ-lille1.fr/snesup59-62/mobilisation_en

Is anybody willing and able to make a similar map for the upcoming week of action, which we could then put on the homepage (http://emancipating-education-for-all.org)?

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2nd: A few days ago I prepared a "Slide-show" with some of the footages of the "International Day of Action against the Commercialisation of Education", on Nov.5th:
http://www.emancipating-education-for-all.org/content/slide-show

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3rd: Did you hear about the recent protests in France, India, U.S. of A. or Ireland? No?? Well, let me give you a little overview.
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4th:
This is the current list of activists (9) willing to share their contacts with all of you:
Any other groups willing to be added?
I am also considering to publish this list on the homepage (http://emancipating-education-for-all.org). Does anybody of those eight listed here not want their address to be published on the website?

It might be very useful to have a contact from each group/city/country listed on the homepage, so that activists know who to contact in their region.

Therefore I ask all of you to let me know, if I can publish your group name and email address on the homepage!
Please let me know in the coming days.

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5th: Details for the next "international chat-conference"

Agenda proposal for the next "international chat-conference"
  • TOP1: Round of introduction (if deemed necessary and praticable)
  • TOP2: General questions (space to ask general questions regarding the global week of action and the "International Students Movement"open space for all who want to make any sort of announcements)
  • TOP3: Announcements (open space for all those who want to make any sort of announcement)
  • TOP4: Things to be done! (e.g. translations, mobilisation video, poster designs, ... [~25mins])
  • If there is enough time and energy left:
    TOP6:
    Collecting suggestions on how the week of action can be filled (e.g. teach-ins in public spaces [~30mins])
  • TOP6: Open Space

How to join the chat:


Feb.22nd (Sunday) ---- 3pm GMT ---- click on this link to get to the chatroom:
To give yourself a nick just enter "/nick YOURNICK".
Or go here: https://chat.indymedia.org and enter your nick and the Channel (#education) inside the mask.
If you have any problems with the chatroom, just drop me a line and we'll try to fix it.

3pm GMT equals:

9am in Guatemala;
10am in Ottawa (Canada), Washington D.C. (U.S. of A.) and Colombia;
11am Santiago (Chile);
3pm in the UK, Liberia, Togo, Gambia, Ghana and Ireland;
4pm in Belgrade (Serbia), Spain, France, Germany, Finnland, Austria, Switzerland, the Netherlands, Luxembourg, Italy, Croatia and (f.Y.R.o.) Macedonia;
5pm in Egypt, Instanbul (Turkey), Israel, Bulgaria, South Africa and Athens (Greece);
8pm Kyrgyzstan;
9pm in Dhaka (Bangladesh);
11pm in Manila (Philippines);
10pm in Jakarta (Indonesia);
12pm (lunch time) in Argentina
and 2am (Feb.23rd) in Sydney (Australia).

I created an "event page" for the chat this time (for the first time!) and more than 140 confirmed their attendance so far. Therefore I expect dozens of people attending the chat this time. I have no idea how we will be able to handle that.
But then again, it is great, if more people get involved :)

In Solid,
Mo.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Depois do cancelamento das Greves Regionais, o que fazer?

ÀS 14h30 de ontem (5 de Dezembro) cheguei ao local da vigília, frente ao ME. Na mesma altura também chegava à 5 de Outubro um antigo dirigente com cargos de responsabilidade no SPGL/FENPROF e que, por via de entretanto ter ido leccionar para a área geográfica do SPN/FENPROF, nele se filiou, pertencendo hoje à sua Direcção.

Este dirigente - um militante do PS que apoiou a Lista de Manuela Mendonça, derrotada pelo IX Congresso Nacional da FENPROF - quando por mim questionado acerca do ponto da situação, logo me informou que, das 11 organizações sindicais integrantes da Plataforma, 6 delas já se tinham pronunciado pelo cancelamento das greves regionais agendadas, pois as informações que chegavam das escolas, francamente desanimadoras, criavam um risco real destas greves registarem baixa adesão e poderem ser o flop que logo o ME exploraria mediaticamente dizendo que os professores finalmente tinham entendido a manipulação de que estavam a ser alvo pelos sindicatos e partidos da oposição (ver votação de ontem na AR). Mais me disse o referido dirigente do SPN/FENPROF que a decisão do cancelamento também já tinha sido tomada pelo Secretariado Nacional da FENPROF (SN). Aqui manifestei estranheza, pois a reunião do SN tinha-se acabado de iniciar às 14h (meia hora antes, portanto) na sede da FENPROF.

O que se veio a passar depois já é conhecido de todos.

A posição desconfortável do ME (pelo seu crescente isolamento político e social) e da Plataforma (receosa da baixa adesão às greves regionais) ditou um recuo táctico de ambas as partes. Acredito até que este recuo mútuo e os termos em que foi feito tenha sido previamente "consensualizado" entre as partes fragilizadas, numa espécie de "acordo de cavalheiros" - para salvar a face, publicamente, às duas.

Assim, os dirigentes da Plataforma, puderam ontem à noite declarar que este cancelamento e a reunião negocial do dia 15 de Dezembro, de agenda aberta e de mesa negocial única, representaram um desbloquear da situação e uma primeira cedência do ME face à Greve a 94% do passado dia 3. E o ME pôde anunciar que este passo provava a sua abertura ao diálogo e a sua disposição para substituir o seu modelo por outro.

Mas a fragilidade extrema e o desespero políticos da moribunda equipa da 5 de Outubro levou Jorge Pedreira ao fim da noite de ontem a quebrar este pacto, anunciando (ver declarações à SIC) que a suspensão está fora de causa e as alterações, a verificarem-se, só terão lugar no próximo ano lectivo (sobre isto ver também o e-mail de ontem da DGRHE). Estas declarações públicas além de colocar em maus lençóis o SG da FENPROF e porta-voz da Plataforma - que ainda na véspera da Greve Nacional de dia 3 tinha jurado a pés juntos que não negociariam com o ME enquanto não fosse suspenso este modelo de avaliação - lançaram a suspeição e algum desânimo na classe docente.

Resumindo: ao contrário que já sucedeu no passado (1989 e 2001) estamos nitidamente em presença de dois adversários que, por fragilidades mútuas, acordaram uma trégua táctica de 8 dias, e não de nenhuma "traição", como clamam alguns colegas mais exaltados e certamente menos conhecedores destes contornos político-sindicais.

Perante isto o que a Classe deve fazer? Como "só" as greves regionais foram canceladas, mantendo-se intacta a restante agenda de acções reivindicativas (com destaque para a Greve Nacional de 19 de Janeiro) deve a classe docente manter-se vigilante e mobilizada nestes dias que decorrerão antes da reunião negocial de 15 de Dezembro - reunião que não deve acrescentar nem trazer novidades de monta ao processo.

A bola, entretanto passou de novo para as escolas. Pelo que assume importância vital a participação massiva dos Professores nas reuniões sindicais nas escolas ontem anunciadas para dia 11 pelo porta-voz da Plataforma, Mário Nogueira.

Também é imprescindível a continuação da tomada de posição de escolas contra este modelo, bem como a sua suspensão na prática, pelos professores ou pelos órgãos de gestão. Neste quadro complexo da nossa luta, o encontro Nacional de Escolas em Luta, hoje a decorrer em Leiria, bem como outras movimentações organizativas espontâneas de professores e escolas em luta ganham também redobrada relevância. É absolutamente necessário matar no ovo, por todos os meios, possíveis veleidades, venham elas donde vierem, que coloquem no horizonte qualquer novo “entendimento” com o ME, que seria o golpe mortal desferido em toda a classe e na sua luta. Por respeito aos 120 mil e aos 20 mil que estiveram nas ruas de Lisboa dias 8 e 15 de Novembro. E sobretudo por respeito aos 132 mil que pararam no passado dia 3 de Dezembro.

VIGILÂNCIA E MOBILIZAÇÃO TOTAL DA CLASSE!

A LUTA CONTINUA!


Paulo Ambrósio

- sub-coordenador da Frente de Professores e Educadores Desempregados do SPGL/FENPROF
- membro do Grupo de Trabalho da Precariedade e Desemprego Docente da FENPROF