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quinta-feira, março 12, 2009

Coordenação de escolas Oeiras/Cascais: Por que devem os professores participar no protesto sindical de 13/Março?

Apela-se aos professores e a todos os trabalhadores em geral para participarem activamente na mobilização de próximo dia 13 de Março, no sentido de expressarem a sua indignação e sobretudo o seu desejo de uma mudança profunda, cada vez mais urgente, nas orientações da política económica e social neste país.

Toda a população vem sentindo as políticas de contenção dos salários, desde há pelo menos 7 anos, para satisfazer as exigências impostas pela UE a todos os países, com especial insistência no congelamento das despesas públicas. Num país frágil economicamente como Portugal, são as despesas públicas e a capacidade aquisitiva da sua população empregada, nomeadamente dos trabalhadores da Administração Pública, que têm sustentado o mercado interno, sendo este – sem dúvida – o mais importante mercado das micro e pequenas empresas que constitui o tecido empresarial do país. Portanto, se existe crise, ela não vem apenas do exterior, ela já existia antes e foi potenciada devido a anos sucessivos de políticas unicamente destinadas a conter salários e de protecção dos lucros da Banca e dos especuladores.

O governo do PS, embora tenha ascendido ao poder por uma maioria de votantes da classe trabalhadora, cedo se desviou das promessas eleitorais e dos compromissos assumidos perante o eleitorado. O que testemunhámos foi a deliberada e premeditada continuidade das políticas de ataque à classe trabalhadora, com um agravamento das disposições desfavoráveis no Código do Trabalho, a imposição de piores condições e de mais baixas reformas para todos, com o pretexto falso de salvar o sistema da Segurança Social, a extinção de escolas e de múltiplos serviços de saúde de proximidade. A demagogia e o populismo político do Governo, nesta área, traduzem-se por grandes prejuízos que são causados – de forma duradoira – ao Sistema público de Ensino em si mesmo, portanto a toda a população, especialmente às crianças e jovens, à classe trabalhadora que tem os seus filhos na Escola Pública. As supostas «reformas» do Governo na educação são apenas contra-reformas destrutivas ou medidas demagógicas e eleitoralistas.

Abaixo, citamos, entre muitos outros, alguns dos exemplos mais gritantes desta situação*.

O povo e os trabalhadores devem tirar daí as suas conclusões e apoiar a luta dos sectores de docentes, funcionários, estudantes e encarregados de educação que já despertaram para esta realidade e estão levando a cabo uma poderosa luta pela revogação das mais gravosas medidas deste Executivo e por uma inversão do rumo catastrófico que leva o sector da Educação neste país.

Junta-te à luta, pois ela é a luta de todos os cidadãos deste país.

Aprovado em Lisboa, 8 de Março de 2009, um ano após a histórica manifestação de 100 mil docentes, encarregados de educação e cidadãos pela defesa da Escola Pública, contra os ataques ao ensino público e à profissão docente pela equipa ministerial.

Esta proposta foi elaborada pela Reunião de Coordenação de professores dos Concelhos de Oeiras e Cascais, em 11 de Março de 2009.

*

- Fecho de 3000 escolas do 1º ciclo, sob pretexto de que têm «poucos» alunos. Alunos de tenra idade obrigados a fazerem longos trajectos diários, para «centros educativos» apinhados, com a presença de alunos mais velhos... as aldeias ficam despovoadas, acelera-se o abandono do interior rural.

- Multiplicação de gastos sumptuários com quadros interactivos
, um excelente negócio para certas empresas que terão obtido contrato com o Governo, num contexto em que faltam muitos equipamentos essenciais (não existem em muitas escolas laboratórios para as ciências, cantinas, salas de alunos, pavilhões desportivos, etc.).
- Manutenção de dezenas de milhar de funcionárias auxiliares «a contrato», sendo absolutamente indispensáveis ao funcionamento das escolas.
- Estatuto do Aluno aberrante, absurdo em muitos pontos, sendo a questão das faltas apenas um deles. O remendo encontrado à pressa, face à contestação estudantil que ameaçava alastrar, é de legalidade duvidosa.
- Desautorização dos docentes através de actos e palavras de «guerra», etc., com correlativo aumento das dificuldades no quotidiano das escolas (agressões a docentes e funcionários, por alunos e encarregados de educação).
- Incapacidade manifesta na resolução de problemas práticos, como a vigilância nas escolas. Apenas pensam introduzir sistemas de vigilância caríssimos e totalmente ineficazes contra roubo e vandalismo.

quarta-feira, março 11, 2009

CGTP: apelo aos aposentados/Marcha Lisboa, 13/Março


13 MARÇO
Manifestação Nacional

promovida pela CGTP-IN
Lisboa. Restauradores. 14h30

CGTP e MURPI dirigem
apelo a todos os aposentados
para a jornada 13 de Março:
ver informação

Professores:
Todos e todas à grande
manifestação nacional

ESTA É UMA FORMA DE LUTA, TAMBÉM...

SUBSCREVE, DIVULGA, REENVIA PARA OUTROS COLEGAS DA TUA ESCOLA!

ABAIXO-ASSINADO

http://www.fenprof.pt/abaixoassinado/concursos/

Contamos com todos!

domingo, outubro 19, 2008

Profavaliação: vantagens das concentrações distritais vs vantagens de uma marcha a 15/Nov em Lisboa

Ramiro Marques apela à discussão aqui:
Parece não restar dúvidas de que os professores vão para a rua no dia 15 de Novembro (sábado). A única dúvida que resta é se vão optar por concentrações distritais ou por uma marcha em Lisboa. As palavras recentes de Mário Nogueira favoráveis a uma manifestação de professores até ao final do 1º período deram alento às vozes que pugnam pela intensificação da luta.
As vantagens das concentrações distritais são:
1. Permitem aquecer os motores e preparam o élan das massas para lutas mais duradouras.
2. Se tiverem fraca adesão, não será possível fazer comparações com a marcha de 8 de Março.
As vantagens de uma marcha em Lisboa são:
1. Maior impacto mediático.
2. A disponibilidade para os professores se deslocarem a Lisboa, sobretudo na zona Sul, é maior do que para deslocações às capitais de distrito, sobretudo se os sindicatos organizarem a logística dos transportes.
Há quem receie um fiasco. A sombra dos 100 mil paira sobre nós. Se os sindicatos baixarem as expectativas e afirmarem que a marcha de Lisboa será apenas a primeira de várias a realizar ao longo do ano lectivo, a comparação deixará de fazer sentido. Se a opção for Lisboa, é preciso que a opinião pública saiba que é a primeira de várias marchas e que os professores estão apenas a aquecer os motores.
Se forem tomadas estas cautelas, estou convencido de que a opção Lisboa é melhor. Será um momento de reconciliação dos professores com os seus sindicatos. Há que evitar protagonismos estéreis. E é preciso que os sindicatos se disponham a organizar a logística. Os professores estão dispostos a pagar a deslocação.
Qual é a tua opinião? Reenvia este post por email. Divulga-o! A opção tem de ser tomada com brevidade.