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quarta-feira, maio 20, 2009

Professores da ES de Lousada: «A luta tem que ser com todas as armas»

A LUTA TEM DE SER COM TODAS AS ARMAS

Caro colega,

Em anexo segue uma carta aberta à plataforma sindical (e em especial à Fenprof) dos professores da Escola Secundária de Lousada que já foi enviada por mail.

Foi enviada, ainda, uma carta por correio normal, para a sede do sindicato, com as assinaturas que foi possível recolher nos últimos dias na nossa escola.

O nosso objectivo é tão só fazer chegar aos Sindicatos o nosso descontentamento e desilusão pelo rumo seguido pela plataforma sindical de abrandar as formas de luta nesta altura.

Envio o anexo com a referida carta, dando-vos liberdade para que a divulguem, caso considerem pertinente.

[Identificação]
(em nome da maioria dos professores da Escola Secundária de Lousada)

Professores da Escola Secundária de Lousada contestam formas de luta propostas pela Plataforma Sindical

Os professores da Escola Secundária de Lousada vêm, por este meio, apresentar a sua total discordância com o enfraquecimento das formas de luta previstas para o final do ano lectivo, apresentadas pela Plataforma Sindical.

Pertencemos a uma escola secundária que talvez seja caso único no país, pois dos cerca de 140 professores somente um solicitou aulas assistidas e entregou objectivos individuais. Temos agido de forma unida e coerente: fomos às duas manifestações nacionais e a adesão às duas greves foi sempre acima dos 97%.

Consideramos (e fizemos saber ao nosso delegado sindical da Fenprof) que as formas de luta têm de ser radicalizadas e NUNCA atenuadas, sobretudo nesta altura do ano lectivo e neste período político (época pré-eleitoral).

Entendemos que nova manifestação ao sábado é totalmente desadequada, dado que já fizemos duas com números de adesão assombrosos e nada foi conseguido. O mesmo ocorreria se se realizasse greve de um dia (e mais se revela totalmente descabida e anedótica a realização de paralisações por dois tempos lectivos – o que nos remete para a pergunta: se duas greves com adesões de cerca de 90% em dois dias não surtiram efeito, o que leva os sindicatos a pensarem que uma paralisação por dois tempos provocará alguma mudança? É como esperar que um doente que precisa de penicilina, se cure apenas com benuron…)

Com efeito, os professores da Escola Secundária de Lousada (e estamos em crer que a esmagadora maioria dos professores) não se revêem no abrandamento das formas de luta. Como tal, não participarão nem na pseudo-greve de dois tempos lectivos prevista para o dia 26 de Maio, nem na manifestação masoquista “para Lisboeta ver” no dia 30 de Maio.

É que, ou se luta com as armas todas, ou então, sentemo-nos a descansar que bem precisamos por esta altura…


Professores da Escola Secundária de Lousada
Lousada, 7 de Maio de 2009
Assinaturas:

Quem mandatou a Plataforma Sindical para decretar greve de 2 tempos dia 26 Maio??!!

professoreslisboaemluta@gmail.com

Quem mandatou a Plataforma Sindical para decretar uma paralisação de 2 tempos lectivos?!

Foi esse o resultado de 1400 reuniões de “consulta geral”??

Ver em: http://3rs-spgl.blogspot.com/



Para a nossa luta ser vitoriosa, temos que ter outro tipo de sindicalismo!

segunda-feira, novembro 24, 2008

Razões do protesto dos alunos

[retirado de saladosprofessores.com]

Alunos da Covilhã saem às ruas
19.11.2008 - 11h23 Lusa

Cerca de 300 alunos de escolas da Covilhã estão esta manhã em protesto pelas ruas da cidade contra as políticas de educação, segundo números da organização.

A manifestação pacífica, seguida pela Polícia de Segurança Pública (PSP), começou pelas 08:00 com uma concentração junto à Escola Secundária Quinta das Palmeiras, passando depois junto às secundárias Frei Heitor Pinto e Campos Melo até ao centro da cidade.

"Nós não fechámos escolas neste protesto", sublinhou João Mineiro, aluno e membro da organização. "Temos todos um valor que se chama liberdade. Temos direito à nossa liberdade, por isso, não fechámos nada. Quem quer vai às aulas, quem quer vem à manifestação", sublinhou.

O protesto saiu para a rua apesar de a ministra da Educação ter assinado no domingo um despacho que desobriga os alunos com faltas justificadas à realização de um exame suplementar, "mas os problemas das escolas não se resumem ao regime de faltas".
"A ministra fez esse despacho no domingo, para evitar as manifestações de segunda-feira. Era bom que o problema da escola pública fosse só o regime de faltas", acrescentou.

Entre as outras razões de queixa estão a falta de aulas de educação sexual nas escolas, "num país com elevada taxa de gravidez na adolescência", "sobrelotação de turmas, falta de condições materiais e humanas, com degradação das escolas e o facto de os alunos não serem ouvidos", lamentou.

"Os alunos não são ouvidos sobre aulas de substituição, sobre exames nacionais ou o sobre o próprio estatuto do aluno", concluiu.

"As turmas estão sobrelotadas. A meio do segundo período os professores estão cansados e é isso que nos transmitem. Como é que querem que sejamos os homems e mulheres de amanhã com o ensino assim", questiona Daniel Saraiva, outra aluna.

quinta-feira, junho 12, 2008

Estudo sobre as causas do descontentamento dos docentes

Professores descontentes com a profissão
Factores externos à escola pressionam docentes


Os resultados de um estudo realizado pelo Instituto Politécnico de Castelo Branco revelou dados que explicitam o descontentamento dos professores com a sua situação profissional, pelo que, 43,6% dos inquiridos disse que não voltaria a fazer a mesma escolha profissional.

Os resultados estão à vista e demonstram que quase 44% dos professores garantem que não repetiriam a opção nem a aconselham a amigos.

A explicação encontrada não refere o mal-estar entre alunos nem o ambiente na sala de aulas, foram antes apontados factores exteriores à escola e à atribuição constante de funções que exercem pressão crescente entre os docentes.

Entre os dados referidos, 92,4% dos inquiridos revelaram ter preocupações relativas ao seu futuro profissional, a maioria afirmou não sentir reconhecimento pela sociedade e 81,1% considera que existe pouco interesse escolar por parte dos alunos.

O Instituto Superior fez o estudo a pedido da Associação Nacional de Professores para medir o grau de satisfação dos profissionais da área do ensino. A finalidade do inquérito era a análise da viabilidade da ideia de criar uma «ordem de professores».

Nesse sentido, 81,7% demonstraram-se a favor da iniciativa de criar uma «ordem de professores», 69,4 mostraram insatisfação para com os sindicatos e 77,1% foram a favor da coexistência entre ordem e sindicatos, informa a SIC Online.

O estudo contou com a participação de 352 inquiridos de educação de infância e ensino secundário e os dados foram recolhidos em 2006, antes da manifestação da plataforma nacional.

Veja-o aqui

http://www.saladosprofessores.com/forum/index.php?topic=13506.0

Atenciosamente,
A Equipa do Sala dos Professores.

quinta-feira, março 13, 2008

De luto e em silêncio no Comício Nacional do PS no Porto

Contra Sócrates no Porto!

«Meus amigos,

"O comício nacional do PS marcado para o dia 15 de Março no Porto, que levará José Sócrates ao reencontro com as bases, foi transferido da Praça de D. João I para o Pavilhão do Académico, uma mudança que "protegerá" o líder socialista de qualquer imprevisto vindo da rua." (Público, 06.03.08)

Convocam-se todos os professores para estarem presentes à porta do Pavilhão, não para "atacar" sua excelência, que os professores não são arruaceiros, mas sim para lhes dar mostras da nossa DIGNIDADE mas IRREDUTIBILIDADE!

Todos de NEGRO e em SILÊNCIO!! Os cartazes dirão o que se tiver a dizer! Os meios de comunicação serão a nossa voz!

Acima de tudo, tem de se mostrar que os vilões são eles!

REENVIE PARA TODOS OS TEUS CONTACTOS!! OS PAIS E ALUNOS TAMBÉM SÃO BEM-VINDOS!»


Atenciosamente,
A Equipa do Sala dos Professores