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segunda-feira, janeiro 19, 2009

Reunião 09/Jan (oeiras) - RESOLUÇÃO


Resolução da reunião de 9 de Janeiro de 2009, em Oeiras


Professores e educadores de diferentes escolas – reunidos no auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, no dia 9 de Janeiro, com dirigentes do SPGL-FENPROF, do SDPGL-FNE e do SINDEP-FENEI, e membros da CDEP e da APEDE – decidem adoptar a seguinte Resolução:

1) Reafirmar a sua posição de unidade com todas as organizações de professores (sindicatos, movimentos e associações) para defender a exigência de um ECD baseado numa carreira única, sem provas de ingresso, sem quotas de mérito, e no qual o sistema de avaliação da sua prática docente vise corrigir falhas, vencer dificuldades e melhorar a resposta educativa a que os alunos têm direito.

2) Defender uma gestão autónoma, responsável, participada e democrática das escolas, como condição para o exercício de uma prática colegial, a qual é imprescindível para a construção da Escola e do processo de ensino/aprendizagem.

3) Em consequência, continuar a manter a posição, assumida na manifestação a 120 mil de 8 de Novembro de 2008, de suspensão do processo de avaliação do desempenho docente imposta pelo ME (tendo aprovado a moção já adoptada pelos participantes na reunião do dia 7 de Janeiro de 2009, realizada em Manique – ver anexo).

4) Dar todos os passos que estiverem ao seu alcance para que a greve do dia 19 de Janeiro, convocada por toda a Plataforma sindical dos docentes, tenha um sucesso semelhante ao do passado dia 3 de Dezembro, expressando assim perante todo o país a identidade profissional dos professores e educadores portugueses – pedra angular da Escola Pública.

5) Ajudar a desenvolver todos as iniciativas que forem no sentido do reforço da unidade dos professores e educadores com as suas organizações, nomeadamente a realização de uma manifestação, em Lisboa, diante da Presidência da República e um novo “Encontro de Escolas em Luta”.

6) Apoiar vivamente os colegas dos Conselhos Executivos que escolheram colocar-se do lado dos docentes e da Escola Pública democrática, fazendo votos para que o seu Encontro Nacional – a realizar a 10 de Janeiro, em Santarém – se torne um marco histórico na luta de todos nós.

7) Saudar todas as instituições que têm expresso, publicamente, o seu apoio à resistência e à mobilização dos professores e educadores (nomeadamente Associações de Pais, Sindicatos e Assembleias Municipais), bem como os deputados da Assembleia da República (nas suas múltiplas tentativas para que seja suspenso o processo de avaliação docente imposto pelo Governo).

8) Reconhecer que a nossa luta ultrapassa largamente o interesse corporativo, constituindo em si mesma o principal meio de defesa da Escola Pública assente nos princípios humanistas de uma Escola para todos, bem como de defesa de todos os restantes serviços públicos, do movimento sindical independente, da democracia e de Portugal como nação livre. Por isso, cabe a todas as outras organizações sindicais e, em particular, às Centrais sindicais, encontrar os meios de ligar a luta dos outros trabalhadores à nossa luta, sobretudo para exigir a revogação da Lei que retira o vínculo aos funcionários públicos, bem como a garantia da contratação colectiva dos trabalhadores do sector privado.

9) Em consequência, mandatar uma delegação desta reunião para que se dirija à CGTP e à UGT, a fim de lhes pedir que apoiem publicamente a greve dos docentes de 19 de Janeiro.

10) Constituir-se em Comissão de ligação para ajudar a dinamizar e a coordenar a luta dos docentes no Concelho de Oeiras (procurando encontrar um local – numa colectividade ou sindicato – como base de apoio para a realização das suas actividades).

CDEP - Delegação à UGT

Relato da delegação à Direcção da UGT, em 15 de Janeiro de 2009

Uma delegação da Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP), foi recebida esta manhã por Maria Emília Apolinário, membro da Comissão Permanente da UGT, em nome do seu Secretário-Geral, João Proença.

A delegação da CDEP era constituída por Paula Montez – como encarregada de educação, Manuela Leitão – educadora de infância no Jardim escola "O Palhaço" de Linda-a-Velha, Maria Helena Gomes – docente na Escola Secundária de Linda-a-Velha, Carmelinda Pereira e Adélia Gomes – docentes do primeiro ciclo, aposentadas.

Esta delegação teve como objectivo pedir à Direcção da UGT, de acordo com a Resolução aprovada na reunião de professores do passado dia 9 de Janeiro, em Oeiras, que emitisse expressamente um apoio público formal à luta dos professores e educadores, e, em particular, à greve nacional que vai ter lugar no próximo dia 19 de Janeiro, ao apelo de todas as organizações sindicais de professores, ligadas na Plataforma dos sindicatos de professores.

A representante da UGT entregou à delegação dois documentos da UGT – a Resolução do Conselho Geral de 21 de Novembro de 2008 e a Resolução do Secretariado Nacional de 10 de Dezembro de 2008 – nos quais é referido o apoio solidário desta Central sindical à luta dos professores.

Assim, na Resolução do Conselho Geral de 21-11-2008 é dito: "(…) Políticas sistemáticas desajustadas e de desvalorização do trabalho dos professores levaram a uma situação explosiva nas escolas, pondo em causa a qualidade da actividade docente.

A imposição de um sistema de avaliação profundamente burocrático, desajustado e injusto foi a gota de água que fez explodir o descontentamento dos professores.

Exige-se uma alteração profunda do sistema de avaliação e não remendos pontuais, que tenha em conta as propostas dos Sindicatos.

O Conselho Geral da UGT manifesta o seu apoio à luta dos seus Sindicatos por um sistema de avaliação justo e pela indispensável valorização da actividade docente."

E na Resolução do Secretariado Nacional de 10-12-2008 é reafirmado: "(…) Pelo seu impacto, quer quanto ao número de trabalhadores abrangidos, quer na qualidade da educação, a UGT apela a que rapidamente se encontre uma solução negociada que permita a substituição do actual modelo de avaliação dos professores por outro mais justo e com impacto positivo na qualidade do ensino, sem prejuízo da necessária exigência".

Os elementos da delegação salientaram, então, que seria muito importante que esta posição fosse tornada clara aos olhos dos professores e de toda a opinião pública, esperando o mesmo da CGTP, para que os professores e educadores possam sentir-se confortados e mais apoiados na sua luta, que ultrapassa de longe o quadro corporativo, para ser a luta em defesa da pedra angular da Escola Pública.

Referiram também – sublinhando as declarações de Carlos Chagas (Secretário-Geral do SINDEP), na reunião de Oeiras – a necessidade da acção conjunta com os outros trabalhadores, em particular da Função Pública, sobretudo para que seja revogado o decreto-lei que acaba de entrar em vigor, e que retira o vínculo a esmagadora maioria dos funcionários públicos.

A reunião concluiu-se com o compromisso, pela parte de Maria Emília Apolinário, de apresentar à Comissão Permanente da UGT a proposta veiculada pela delegação, ou seja, a de apoio à greve do dia 19 de Janeiro e, ainda, a de procurar que todos os sindicatos de professores da UGT tornem públicas as tomadas de posição de apoio à luta dos professores que lhes tenham chegado.

Pela parte dos membros da CDEP presentes na delegação, houve o compromisso de fazer chegar à representante da UGT testemunhos vivos do que se está a passar nas escolas, em consequência das medidas de carácter persecutório que a política da actual equipa do ME permite e incentiva, e ainda a moção de solidariedade com a luta dos professores, adoptada pelo Conselho Geral do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI) a 4 de Dezembro de 2008.


Pela delegação - Carmelinda Pereira

domingo, janeiro 18, 2009

Mail de participante na reunião de Oeiras (CDEP)

Colegas,

Na passada sexta-feira, estive presente numa reunião de professores e educadores realizada na Biblioteca Municipal de Oeiras. Nessa reunião, moderada por Carmelinda Pereira, estiveram presentes representantes do SPGL-FENPROF, do SDPGL-FNE e do SINDEP-FENEI, e membros da CDEP e da APEDE.


Do que foi dito, enquanto estive presente, retive as ideias principais.

  • A entrega de Objectivos Individuais (OI) não é obrigatória. Nenhum diploma legal o refere.
  • A não entrega de OI não significa uma recusa à avaliação. Em caso de não entrega de OI, estes deverão ser definidos pelos PCE.
  • No processo de avaliação de professores, o que é obrigatório é a auto-avaliação. Mas esta só acontecerá no final do ano.
  • Os contratados, para concorrerem, precisam da avaliação relativa ao ano de 2007/2008, que todos têm, porque todos a fizeram, e não da que respeita ao ano de 2008/2009, cujo processo só termina no final do ano. Civil, ainda por cima.
  • De entre os participantes no processo de avaliação, apenas os avaliadores não se podem recusar a avaliar, sob pena de serem penalizados, pois estão sujeitos a procedimento disciplinar.
  • Por esta razão, existe um pré-aviso de greve às aulas assistidas, para salvaguardar a posição dos avaliadores que, tendo aulas assistidas marcadas, não as queiram observar.
  • Os CE são estruturas intermédias não podem ser alvo de processos disciplinares. Esta, foi a representante do SPGL que a garantiu


Neste momento, parece-me importante sublinhar, desde já, quatro coisas.

  1. Lembrar que o já famoso e famigerado Simplex só é valido até ao final do ano lectivo. Depois temos o Complex (2/2008) à nossa espera. Portanto, o Simplex visa apenas esvaziar o protesto e a indignação dos professores. Será que somos ingénuos?
  2. Em coerência com a subscrição de abaixo-assinados solicitando a suspensão da ADD, devemos manter a recusa em participar nesta farsa, nomeadamente recusando a entrega dos OI. Muito menos se justifica a solicitação da avaliação para o "Excelente" e o "Muito Bom", que terá de ser feita cumprindo o 2/2008, o tal que tanto contestámos.
  3. É fundamental que no dia 19 de Janeiro, mostremos, mais uma vez, a nossa determinação, aderindo à greve marcada para esse dia.
  4. A força dos professores terá a dimensão que cada um, individualmente e em consciência lhe quiser dar. Não olhemos para o lado!

Acho que, como se diz numa publicidade a um iogurte, só nos falta um "bocadinho assim", para chegarmos lá. Cada dia que passa estamos mais perto

Abraços e beijos, distribuídos como manda a tradição.

--
M.S.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

CDEP - Reunião 14/01, 18h, Liga de Algés + resoluções aprovadas


Reunião da CDEP, quarta-feira, dia 14 de Janeiro, pelas 18 horas, na Liga dos Melhoramentos e Recreios de Algés (LMRA), situada na Rua Ernesto da Silva, nº 95, r/c, em Algés

Cara(o) colega,

Os problemas dos professores e a situação nas escolas não se têm senão agravado, apesar da resistência expressa publicamente pela grande maioria dos docentes no primeiro período lectivo, através de duas significativas manifestações (a mega de 120 mil, a 8 de Novembro, e a de 15 de Novembro) e de uma greve generalizada a mais de 90%.

Agora a situação aparenta estar num impasse. Devido a quê?

Entretanto, houve diferentes iniciativas em que membros da CDEP participaram (nomeadamente o "Encontro das ESCOLAS EM LUTA", a 6 de Dezembro, em Leiria, e da Comissão provisória de Ligação entre escolas e movimentos, nas Caldas da Rainha, a 29 de Dezembro, e ainda na reunião com a "Plataforma dos sindicatos dos docentes de 6 de Janeiro).

E também as iniciativas das reuniões de 7 de Janeiro em Manique (Cascais) e a 9 de Janeiro em Oeiras, organizada pela CDEP, com os resultados positivos que delas saíram (ver Resolução em anexo).

Estas iniciativas, os obstáculos que se levantam ao movimento para a unidade dos docentes com os outros trabalhadores e as suas organizações, e a maneira de ajudar a levantar esses obstáculos devem ser discutidos por nós todos.

Por isso, propomos a realização de uma reunião na próxima quarta-feira, dia 14 de Janeiro, pelas 18 horas, na Liga dos Melhoramentos e Recreios de Algés (LMRA), situada na Rua Ernesto da Silva, nº 95, r/c, em Algés.

Nesta reunião deveremos tratar os seguintes pontos:

1) Como continuar a acção para a unidade dos professores com as suas organizações.

2) Como influir positivamente na concretização da nova greve nacional dos docentes marcada para 19 de Janeiro.

3) Como é que é que a CDEP deve continuar a participar nas iniciativas dos movimentos de professores, nomeadamente no novo Encontro das "ESCOLAS EM LUTA", a realizar no próximo dia 24 de Janeiro.

4) Publicação do novo Boletim da CDEP.

Resolução da reunião de 9 de Janeiro de 2009, em Oeiras

Professores e educadores de diferentes escolas – reunidos no auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, no dia 9 de Janeiro, com dirigentes do SPGL-FENPROF, do SDPGL-FNE e do SINDEP-FENEI, e membros da CDEP e da APEDE – decidem adoptar a seguinte Resolução:

1) Reafirmar a sua posição de unidade com todas as organizações de professores (sindicatos, movimentos e associações) para defender a exigência de um ECD baseado numa carreira única, sem provas de ingresso, sem quotas de mérito, e no qual o sistema de avaliação da sua prática docente vise corrigir falhas, vencer dificuldades e melhorar a resposta educativa a que os alunos têm direito.

2) Defender uma gestão autónoma, responsável, participada e democrática das escolas, como condição para o exercício de uma prática colegial, a qual é imprescindível para a construção da Escola e do processo de ensino/aprendizagem.

3) Em consequência, continuar a manter a posição, assumida na manifestação a 120 mil de 8 de Novembro de 2008, de suspensão do processo de avaliação do desempenho docente imposta pelo ME (tendo aprovado a moção já adoptada pelos participantes na reunião do dia 7 de Janeiro de 2009, realizada em Manique – ver anexo).

4) Dar todos os passos que estiverem ao seu alcance para que a greve do dia 19 de Janeiro, convocada por toda a Plataforma sindical dos docentes, tenha um sucesso semelhante ao do passado dia 3 de Dezembro, expressando assim perante todo o país a identidade profissional dos professores e educadores portugueses – pedra angular da Escola Pública.

5) Ajudar a desenvolver todos as iniciativas que forem no sentido do reforço da unidade dos professores e educadores com as suas organizações, nomeadamente a realização de uma manifestação, em Lisboa, diante da Presidência da República e um novo “Encontro de Escolas em Luta”.

6) Apoiar vivamente os colegas dos Conselhos Executivos que escolheram colocar-se do lado dos docentes e da Escola Pública democrática, fazendo votos para que o seu Encontro Nacional – a realizar a 10 de Janeiro, em Santarém – se torne um marco histórico na luta de todos nós.

7) Saudar todas as instituições que têm expresso, publicamente, o seu apoio à resistência e à mobilização dos professores e educadores (nomeadamente Associações de Pais, Sindicatos e Assembleias Municipais), bem como os deputados da Assembleia da República (nas suas múltiplas tentativas para que seja suspenso o processo de avaliação docente imposto pelo Governo).

8) Reconhecer que a nossa luta ultrapassa largamente o interesse corporativo, constituindo em si mesma o principal meio de defesa da Escola Pública assente nos princípios humanistas de uma Escola para todos, bem como de defesa de todos os restantes serviços públicos, do movimento sindical independente, da democracia e de Portugal como nação livre. Por isso, cabe a todas as outras organizações sindicais e, em particular, às Centrais sindicais, encontrar os meios de ligar a luta dos outros trabalhadores à nossa luta, sobretudo para exigir a revogação da Lei que retira o vínculo aos funcionários públicos, bem como a garantia da contratação colectiva dos trabalhadores do sector privado.

9) Em consequência, mandatar uma delegação desta reunião para que se dirija à CGTP e à UGT, a fim de lhes pedir que apoiem publicamente a greve dos docentes de 19 de Janeiro.

10) Constituir-se em Comissão de ligação para ajudar a dinamizar e a coordenar a luta dos docentes no Concelho de Oeiras (procurando encontrar um local – numa colectividade ou sindicato – como base de apoio para a realização das suas actividades).

PELA DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA


Face à grave situação de instabilidade e desgaste que se vive, hoje, no seio das nossas escolas, os Professores e Educadores abaixo assinados, aprovam e tomam as seguintes posições.

Exigem ao Ministério da Educação e ao Governo, Respeito e Dignidade:

· Nas negociações com sindicatos e associações;

· Na forma como lidam com os professores e seus representantes;

· No conteúdo da informação que transmitem ao público em geral.

Exigem ao Ministério da Educação e ao Governo, a suspensão imediata do modelo de avaliação do desempenho regulamentado pelo Decreto Regulamentar nº 2 /2008, incluindo a sua versão “simplex”, regulamentada pelo Decreto Regulamentar 1-A /2009.

Exigem ao Ministério da Educação e ao Governo, que iniciem quanto antes, o processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente, nomeadamente, no que respeita à divisão aleatória e injusta da carreira, em professores titulares e não titulares.

Exigem ao Ministério da Educação e ao Governo, que alterem o rumo das políticas educativas direccionando-as, verdadeiramente, para a melhoria da Escola Pública.

Face à insistência do Ministério da Educação em implementar um modelo de avaliação de desempenho que privilegia a componente organizacional e administrativa da actividade docente, em detrimento da componente científico-pedagógica e cuja simplificação não é mais do que o reconhecimento e consequência da sua inconsistência e inexequibilidade, os professores abaixo assinados reafirmam a sua posição de não prosseguir com quaisquer tarefas que se relacionem com a sua implementação.

Cascais, 7 de Janeiro de 2009

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Localização da reunião de hoje, pelas 18:30

REUNIÃO DE DOCENTES - DIA 9 DE JANEIRO - 18h 30m - BIBLIOTECA DE OEIRAS

Para não haver dúvidas quanto ao local:


:: Biblioteca Municipal de Oeiras

mapa

Av. Francisco Sá Carneiro nº 17
Urbanização Moinho das Antas
2780-241 OEIRAS

Reunião Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, 09/Jan, 18:30

CDEP – Comissão de Defesa da Escola Pública

escolapublicablog@gmail.com



9 de Janeiro de 2009 : reunião de docentes

no auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras


A luta exemplar dos professores e educadores,

para defender a dignidade de ensinar,

a escola pública e a democracia,

exige a solidariedade activa de todo o movimento sindical


5 de Outubro de 2006: fomos 25 mil a desfilar na Avenida da Liberdade, em unidade com os nossos sindicatos, para recusar um novo ECD, que nos dividia artificialmente em duas categorias.

8 de Março de 2008: fomos 100 mil a desfilar até ao Terreiro do Paço, em unidade com as nossas organizações sindicais e movimentos de professores, para exigir a revogação do ECD, a retirada da avaliação que dele decorria, a garantia de manutenção de uma gestão democrática.

8 de Novembro de 2008: fomos 120 mil a rasgar o memorando de entendimento; perante a nossa concentração, a Plataforma de todos os nossos sindicatos apelou a que suspendêssemos o processo de avaliação em todas as escolas, comprometeu-se a abandonar a Comissão paritária e a exigir negociações para um ECD, sem a divisão dos professores em “titulares” e “professores não titulares”, sem quotas, sem prova de ingresso, bem como exigiu uma gestão democrática para as escolas.

15 de Novembro: apenas uma semana após uma manifestação grandiosa, fomos cerca de 15 mil a regressar às ruas de Lisboa para reafirmar, frente à Assembleia da República, a determinação dos professores em erguer bem alto a independência da sua luta e a sua capacidade de organizar a resistência nas escolas, num combate que visa, acima de tudo, preservar uma Escola pública democrática, socialmente inclusiva e alicerçada num ensino de qualidade e de rigor.

3 de Dezembro de 2008: realizámos uma greve a 95%, ratificando todas as exigências assumidas nas manifestações anteriores, incluindo a suspensão do processo de avaliação, em centenas e centenas de escolas.

E agora, o que fazer?

Vamos deixar que esta luta histórica, para defender uma escola onde os alunos têm que ser o centro e os professores a pedra angular, uma escola assente na democracia, fique acantonada em cada agrupamento, sob a pressão do Governo, que vai usar cada Conselho executivo para constranger e chantagear cada professor, individualmente, a fim de o fazer aceitar um processo de avaliação simplificado, mas que não abdica do essencial que é a institucionalização da divisão dos professores, para que só um terço possa aceder à categoria de titular?

Não cabe à Plataforma sindical organizar plenários de professores, por toda a parte, para em conjunto decidirmos como responder às tentativas do Governo de nos aliciar e dividir?

Não cabe às direcções sindicais dos professores apelarem, publicamente, a todo o movimento sindical para que os seus dirigentes assumam a responsabilidade de defender os docentes e a Escola Pública, tal como todo o Governo assume a defesa da ministra da Educação e das suas contra-reformas?


Para debatermos o que podemos fazer e decidirmos como ajudar a realizar a unidade dos professores com todo o movimento sindical, vai ter lugar uma reunião no próximo dia 9 de Janeiro (6ª feira), às 18 h 30 m, no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, prioritariamente dirigida a professores e educadores dos concelhos de Cascais e de Oeiras


Subscrevo esta iniciativa:

(Por favor faça um copy deste documento e subscreva-o reenviando essa cópia para

escolapublicablog@gmail.com

a fim de apoiar esta iniciativa

ou simplesmente envie à CDEP um mail de apoio a esta iniciativa, informando que vai comparecer à reunião)

PARTICIPE nas reuniões de professores que se realizem na área da vossa escola

Mais do que nunca é urgente unirmo-nos em defesa da Escola Pública!

Comissão de Defesa da Escola Pública