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quinta-feira, março 12, 2009

Governo prepara redução de professores

Comentário:

Se nós não reagirmos de maneira exemplar, fazendo uma luta eficaz, acaba-se a escola pública. O governo quer que o quadro estável desapareça e comporta-se como se fosse o patrão de uma enorme empresa. Reduz os efectivos de acordo com as suas conveniências políticas. Quer dispor de uns milhares de postos de trabalho para que os novos directores possam exercer o seu «direito» de escolha sobre os que ficaram excluídos e mais uma vez serão contratados, não para necessidades «supervenientes», mas para preencher vagas absolutamente previsíveis e previstas! (Manuel Baptista, CDEP)

Governo quer abater 20 000 lugares neste concurso de professores

Profundamente preocupada com as possíveis consequências dos concursos de docentes, a FENPROF alertou, em conferência de imprensa, que "poderemos estar em vésperas de um dos maiores despedimentos de sempre dos professores, claramente a abater-se sobre os contratados". A situação de instabilidade e de ameaça também se pode dirigir a milhares de docentes dos quadros.

O Secretário de Estado da Educação anunciou um concurso com 20 603 vagas (desde logo, menos 10 000 do que o próprio governante tinha referido anteriormente). Acrescentou o SEE que estas vagas serão ocupadas por 18 000 Quadros de Zona Pedagógica (QZPs), ficando 2600 lugares para a entrada de contratados nos quadros.
"Se assim fosse", observou Mário Nogueira no encontro com os jornalistas realizado ao fim da tarde desta quarta-feira, 11 de Março, em Lisboa, "significava que cerca de 15 000 QZPs ficariam de fora".
"Se assim fosse (apenas 2 600 lugares para ingresso em quadro)", interrogou o Secretário Geral da FENPROF, "onde estão as vagas que não abriram ao longo dos últimos três anos, em que tantos milhares de professores se aposentaram?"

"Se há nas escolas e agrupamentos 5 000 vagas negativas; se há nos QZPs 15 000 docentes sem entrada nos Quadros de Agrupamento, logo, alegadamente a mais - isso significa que são, de facto, 15 000 vagas negativas de QZP - então estamos a falar de qualquer coisa como 20 000 lugares a abater neste concurso", alertou Mário Nogueira, que interrogaria logo de seguida:
"As escolas e os agrupamentos precisam, então, de menos professores? Tinham os quadros sobrepreenchidos? Não! Foram tomadas medidas de forma deliberada para que isto acontecesse". O secretário-geral da FENPROF sintetizou então algumas das manobras concretizadas pelo Ministério nesse sentido:

- Os Quadros de Escola e de Zona Pedagógica foram fundidos num só;
- Os horários dos docentes do Secundário e do Especial foram aumentados em 10 por cento (20 para 22 horas lectivas);
- As reduções dos horários dos docentes dos 2º e 3º Ciclos e Secundário, por antiguidade, foram alteradas, prejudicando directamente os docentes;
- Encerraram milhares de escolas do 1º Ciclo;
- Os horários de CEF, EFA e áreas técnicas e tecnológicas dos Cursos Profissionais e Tecnológicos não dão origem a lugares de quadro e são sempre preenchidos de forma precária, recorrendo à contratação a prazo.

"Portanto, este concurso", registou Mário Nogueira, "é o resultado de uma política que se orientou propositadamente para a redução do número de professores no sistema, podemos mesmo dizer redução de milhares de professores, com consequências muito negativas para a estabilidade do corpo docente nas escolas, para as condições de exercício da profissão, a qualidade do ensino, o funcionamento e organização das escolas e as aprendizagens dos alunos".
Como foi sublinhado neste encontro com a comunicação social, "vivemos um dos períodos mais negros da Educação em Portugal e a responsabilidade é do actual Governo e da sua política".
A reunião no ME para "negociar" a contratação dos docentes pelos TEIP (quinta-feira, dia 12), a reflexão e o trabalho da FENPROF em torno da revisão do ECD e da Gestão, a par da preparação da Semana de Consulta aos Professores (20 a 24 de Abril) foram também temas em foco nesta conferência de imprensa. Destaque ainda, depois da apresentação das quatro providências cautelares relativas à avaliação do desempenho, para os pedidos de Declaração de Ilegalidade e de Fiscalização Sucessiva da Constitucionalidade do DR 1- A ("Simplex"). / JPO

domingo, janeiro 18, 2009

Lei 12A de 2008


Não se esqueçam que dia 19 temos de, mais uma vez, estar unidos e mostrar aos nossos (des)governantes que este não é o caminho a seguir.

Por favor dêem uma leitura atenta neste texto. Vem do Ramiro Marques. Parece-me que não vamos poder baixar as guardas nos tempos mais próximos.


A Lei 12A de 2008 generaliza a precaridade a todos os professores!

Já chamei a atenção, a vários colegas, para o que diz a lei 12-A de 2008, só que, como de costume, o pessoal pensa que isto é só para os outros, para os mais novos, para os que têm contratos precários, para quem não está nos quadros...


Só que pela lei 12-A de 2008 deixou de haver quadros, pela lei 12-A passou a haver mapas de necessidades, por serviço, e cada escola/agrupamento é um serviço. E é tão fácil meter alguém na rua. É tão fácil, nos dias de hoje, criar um horário zero (e se passarmos para as autarquias...).

Pois! Some-se: avaliação (SIADAP) + esta lei + alargamento do professor generalista e cruzemos intenções.

Esta lei foi feita exactamente para reduzir pessoal sem grandes problemas e sem grandes possibilidades de contestação judicial. Pode não ser o nosso problema mais premente, pode demorar uns dois anos (eleições pelo meio) mas rapidamente começaremos a ser postos fora.
por: Maria Lisboa

COMENTÁRIO:


É por aqui, pelos mapas de pessoal, que a precaridade dos professores de nomeação definitiva vai começar. Leia com atenção:

'Mapas de pessoal



1 -- Os mapas de pessoal contêm a indicação do número de postos de trabalho de que o órgão ou serviço carece para o desenvolvimento das respectivas actividades, caracterizados em função:



a) Da atribuição, competência ou actividade que o seu ocupante se destina a cumprir ou a executar;



b) Do cargo ou da carreira e categoria que lhes correspondam;



c) Dentro de cada carreira e, ou, categoria, quando imprescindível, da área de formação académica ou profissional de que o seu ocupante deva ser titular.



2 -- Nos órgãos e serviços desconcentrados, os mapas de pessoal são desdobrados em tantos mapas quantas as unidades orgânicas desconcentradas.' In Lei A 12 de 2008



Como bem refere Maria Lisboa, se o conceito de professor generalista for estendido atá ao 6º ano de escolaridade, vão ficar com horários zero milhares de professores efectivos do 2º ciclo do E.B. Esses milhares de professores ficarão fora dos mapas de pessoal. É por aí que a precaridade desses professores vai começar.


in: www.professoresramiromarques.blogspot.com/2008/03/lei-12a-de-2008-generaliza-precaridade.html

Divulgue sff

Informe TODOS os seus colegas, sobre o assunto!!!!

segunda-feira, novembro 24, 2008

França: Greve de professores

Ministro mantém-se firme nas reformas
Professores franceses em greve devido a cortes de postos de trabalho
20.11.2008 - 11h33 Reuters
Os professores franceses fazem hoje uma greve para protestar contra planos para cortar milhares de postos de trabalho no sistema educativo, mas o Governo mostra-se disposto a avançar com reformas que diz serem necessárias para diminuir custos.

Espera-se que cerca de 70 por cento dos professores adiram à greve, que também reabriu a controvérsia sobre medidas recentes que vão obrigar as autoridades locais a fornecerem cuidados complementares para as crianças que têm os pais a trabalhar por auxiliares das escolas ou outro pessoal.

O ministro da Educação, Xavier Darcos, que tem supervisionado a reforma das escolas do Estado, disse que “ouviu” os professores mas que os sindicatos dos professores tinham de mudar a sua atitude entrincheirada.

As escolas públicas francesas empregam mais de 735 mil professores, que há muito se queixam de que os cortes do Governo têm feito aumentar a sua carga de trabalho e com que as salas de aula sejam mais difíceis de gerir.

No âmbito de um movimento mais vasto para reduzir a função pública francesa, no próximo ano devem desaparecer cerca de 13.500 postos de trabalho na Educação.

O Governo também está a planear uma série de mudanças organizacionais e de calendário que Darcos diz que irão melhorar o desempenho e preparar melhor os alunos para os exames do final do secundário.

Mas os sindicatos dizem que o principal objectivo do Governo é cortar custos às custas de professores e alunos. Darcos desvalorizou as críticas dos sindicatos, e disse que as reformas vão prosseguir. “Os professores merecem sindicatos melhores do que aqueles cuja única função é organizar a resistência à mudança”, disse à rádio francesa RTL.

Xavier Darcos também desvalorizou as queixas de algumas autoridades locais controladas pela oposição socialista de que não têm meios para dar cuidados alternativos às crianças cujos pais es
tão a trabalhar. “Isso é uma anedota, porque as autoridades locais controladas pela direita podem fazê-lo”, disse ainda.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Lei 12A/2008 - Precarização dos docentes

[copiado de http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/ ]

Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

URGENTE ATENÇÃO DE TODOS OS PROFESSORES

A Lei 12A de 2008 generaliza a precaridade a todos os professores!

Já chamei a atenção, a vários colegas, para o que diz a lei 12-A de 2008, só que, como de costume, o pessoal pensa que isto é só para os outros, para os mais novos, para os que têm contratos precários, para quem não está nos quadros...

Só que pela lei 12-A de 2008 deixou de haver quadros, pela lei 12-A passou a haver mapas de necessidades, por seviço, e cada escola/agrupamento é um serviço. E é tão fácil meter alguém na rua. É tão fácil, nos dias de hoje, criar um horário zero (e se passarmos para as autarquias...).

Pois! Some-se: avaliação (SIADAP) + esta lei + alargamento do professor generalista e cruzemos intenções.

Esta lei foi feita exactamente para reduzir pessoal sem grandes problemas e sem grandes possibilidades de contestação judicial. Pode não ser o nosso problema mais premente, pode demorar uns dois anos (eleições pelo meio) mas rapidamente começaremos a ser postos fora.

por: Maria Lisboa


COMENTÁRIO:

É por aqui, pelos mapas de pessoal, que a precaridade dos professores de nomeação definitiva vai começar. Leia com atenção:

'Mapas de pessoal

1 - Os mapas de pessoal contêm a indicação do número de postos de trabalho de que o órgão ou serviço carece para o desenvolvimento das respectivas actividades, caracterizados em função:

a) Da atribuição, competência ou actividade que o seu ocupante se destina a cumprir ou a executar;

b) Do cargo ou da carreira e categoria que lhes correspondam;

c) Dentro de cada carreira e, ou, categoria, quando imprescindível, da área de formação académica ou profissional de que o seu ocupante deva ser titular.

2 - Nos órgãos e serviços desconcentrados, os mapas de pessoal são desdobrados em tantos mapas quantas as unidades orgânicas desconcentradas.' In Lei A 12 de 2008


Como bem refere Maria Lisboa, se o conceito de professor generalista for estendido atá ao 6º ano de escolaridade, vão ficar com horários zero milhares de professores efectivos do 2º ciclo do E.B. Esses milhares de professores ficarão fora dos mapas de pessoal. É por aí que a precaridade desses professores vai começar.

In www.professoresramiromarques.blogspot.com/2008/03/lei-12a-de-2008-generaliza-precaridade.html