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quinta-feira, setembro 17, 2009

Convocatória - Reunião CDEP: sexta-feira, 18/Setembro, 18h, Escola de S. Julião da Barra (Oeiras)

Após a pausa de Verão, urge retomar a actividade da CDEP.

A Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP) realiza um encontro no próximo dia 18 de Setembro, pelas 18 horas , na Escola de S. Julião da Barra, em Oeiras.

Propomos que neste encontro se trate do seguintes pontos:

- Breve análise da situação

- Tomada de posição da CDEP, sobre as manifestações dos movimentos, a ter lugar no próximo dia 19.



quarta-feira, abril 22, 2009

Propostas saídas da reunião na EB2,3 São Julião da Barra, em 17/4

Cara(o)s colegas,

Reenvio-vos o texto que me fizeram chegar as colegas Teresa Fernandes e Helena Gomes, com acrescentos da Paula Montez, com a proposta de cartaz (ver frases propostas em baixo) que, na nossa reunião do passado dia 17/4, foi decidido apresentar aos sindicatos dos professores. Gostaríamos que se pronunciassem sobre o conteúdo desta proposta.

Envio-vos, também em anexo, a mensagem de solidariedade com o Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, que adoptámos na nossa reunião.

Por último, respondendo ao apelo feito pela Plataforma Sindical dos Professores, ao anunciar a realização de uma consulta a todos os docentes na semana de 20 a 24 de Abril, sobre as formas de luta a adoptar (na qual está em aberto a possibilidade de realização de uma manifestação nacional no mês de Maio) apresento, em seguida, as diferentes formas de acção a serem objecto dessa consulta, que foram apresentadas por diferentes intervenientes na reunião:

- a consulta aos professores deveria ter a forma de um referendo geral sobre as propostas de luta para o 3º período;

- deveria ser organizada, pela Plataforma Sindical, uma Conferência nacional dos docentes, com delegados eleitos nas escolas e a participação de representantes dos sindicatos e dos “movimentos de professores”;

- a manifestação nacional, no mês de Maio, deveria ter o conteúdo de uma “Marcha Nacional pela Educação”, tendo a participação de todo o movimento sindical, dos estudantes, dos pais e encarregados de educação e dos cidadãos em geral, unidos na defesa da Escola Pública;

- deveria ser apresentada na consulta a proposta de 2 ou 3 dias de greve, não só dos docentes como de todo o resto da Função Pública (colocando como questão central a perda do vínculo ao Estado), com a perspectiva de uma manifestação conjunta.

Cordiais saudações

Pel’A CDEP

Carmelinda Pereira

Pela defesa da escola pública


Não à perda do vínculo

Não ao director autocrático

Não às contratações precárias

Não à divisão dos professores

Sim à gestão democrática

Sim aos concursos nacionais

Sim à carreira única

Sim à estabilidade e justiça nas escolas

Sim às equipas educativas

Sim à valorização formativa de professores e alunos


Mostremos de novo a nossa força e as nossas razões!


quarta-feira, abril 15, 2009

Reunião de docentes, Oeiras (Alto da Barra), 17/04, 17h30

Reunião de docentes, sexta-feira, dia 17 de Abril, 17h 30m, na EB2,3 de S. Julião da Barra – Oeiras

Com a participação de Carlos Chagas (SINDEP), Isabel Pires (SPGL), Samuel Vicente (FNE)

Cara(o)s colegas,

A “Plataforma sindical dos professores” convocou, para a semana de 20 a 24 de Abril, reuniões em todos os Agrupamentos de escolas, com o objectivo de que os docentes debatam e se pronunciem sobre as propostas de acção a desenvolver durante o terceiro período.

Para contribuir para a dinamização deste processo, no sentido de ajudar a que os colegas possam tomar a iniciativa de convocar essas reuniões nas suas escolas, ou intervir nelas com mais confiança, propusemo-nos preparar uma reunião em Oeiras, com os representantes dos principais sindicatos da Plataforma sindical e de alguns “movimentos de professores”.

Nesta reunião os dirigentes sindicais informarão os colegas sobre o que se está a passar na mesa das negociações com o Ministério da Educação para que todos possamos dar a nossa opinião sobre a saída para o momento presente da luta dos docentes portugueses.

Enviamos em anexo o comunicado da CDEP de solidariedade com a Equipa pedagógica do Agrupamento de Santo Onofre.

Informamos, ainda, que esta tarde se realizou uma concentração de docentes em frente à escola-sede desse Agrupamento, com a presença de dirigentes do SPGL e de membros dos “movimentos de professores”, da deputada Ana Drago, do vereador da educação da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, e de Rosário Gama – Presidente do Conselho Executivo da Escola Infanta D. Maria, de Coimbra. Consultem o Comunicado que a CDEP fez chegar a este Agrupamento AQUI.

Cordiais saudações

Pel’A CDEP

Carmelinda Pereira

terça-feira, junho 03, 2008

Estudo: 7 concelhos limítrofes de Lisboa - Privação e infelicidade das nossas crianças

Andreia Sanches [O Público]:

maioria não faz refeições completas

ao jantar

nem vai ao médico

regularmente


Crianças acham que os pais têm dificuldades
financeiras


Inquérito mostra que maioria não faz refeições
completas ao jantar nem vai ao médico regularmente.
01/Junho/2008 - Dia Mundial da Criança


Geralmente sentem-se felizes, gostam da escola e do
bairro onde vivem. Mas quase metade (45,8 por cento)
das cinco mil crianças inquiridas em sete concelhos da
Grande Lisboa diz que sente que a família tem
dificuldades financeiras.
Apesar de serem raras as que afirmam que não têm
comida em casa quando têm fome (2,4 por cento), só uma
pequena parcela (12 por cento) costuma fazer uma
refeição completa de sopa, prato e fruta ao jantar. O
que, segundo um grupo de investigadores, indicia
"potenciais problemas ao nível da dieta alimentar".
Chama-se Um olhar sobre a pobreza infantil - Análise
das condições de vida das crianças e é um estudo de
Amélia Bastos, Graça Leão Fernandes e José Passos, do
Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa, e
de Maria João Malho, do Instituto de Apoio à Criança.
Um total de 5161 crianças da Amadora, Cascais, Lisboa,
Loures, Odivelas, Oeiras e Sintra foram entrevistadas
pessoalmente nos anos lectivos de 2004/2005 e
2005/2006. A média de idades é de nove anos. A amostra
é representativa das crianças que, naqueles concelhos,
frequentavam os 3.º e 4.º anos do 1.º ciclo do ensino
público.

Pouco tempo para os filhos

Aos seus professores foi pedido que validassem os
resultados dos inquéritos. Amélia Bastos, uma das
autoras - com um doutoramento e vários trabalhos
publicados na área da pobreza infantil - diz que não
teme que desta validação resulte algum tipo de
adulteração das respostas das crianças. Procurou-se
antes de mais, dada a faixa etária dos alunos,
garantir que alguém que os conhece bem, como o
professor do 1.º ciclo, confirmasse algumas
informações, explica.

O livro com os resultados do estudo, publicado pela
Fundação Económicas (ed. Almedina), vai ser lançado na
terça-feira, no ISEG, em Lisboa. E aborda um tema que,
segundo Amélia Bastos, "é pouco estudado em Portugal"
- onde, segundo o Eurostat, se registam das taxas de
pobreza infantil mais elevadas da União Europeia (25
por cento em 2005).

Para os autores, a pobreza não se reduz, contudo, aos
rendimentos das famílias, que é o que o Eurostat
avalia. Optaram assim por "dar voz às crianças" de
forma a detectar, através de inquéritos, a "existência
de carências em áreas fulcrais do bem-estar".

Comer sopa, prato e fruta antes de deitar não é um
hábito enraizado entre os inquiridos e seis por cento
diz mesmo que o seu jantar costuma ser apenas "sopa e
pão" ou então "sopa, pão e fruta". Para a
investigadora, este é um dado preocupante: "Uma
refeição completa é o que é considerado essencial para
o desenvolvimento da criança, é o que qualquer cantina
de escola oferece".

10% ajudam no trabalho

As carências económicas não explicam tudo. "O que
muitas vezes acontece é que famílias que não são
consideradas carenciadas têm a sua vida organizada de
tal forma que não têm possibilidade de suprir todas as
necessidades que a criança tem. Por falta de tempo, de
informação e de cuidado."

Poucas são também as crianças (39,3 por cento) que vão
ao médico por rotina - "Significa que não vão lá para
aquelas consultas próprias de crianças desta idade,
ver como está a altura, o peso, ver se está tudo bem.
E, uma vez mais, isto não acontece necessariamente ou
apenas nas famílias carenciadas".

"Aliás, há um dado curioso. Perguntámos às crianças se
elas se sentiam felizes." Loures tem a maior taxa de
infelicidade (7,2). "Mas a proporção de crianças que
na Amadora diz ser infeliz [6,7 por cento das
crianças] é idêntica à de Oeiras [6,3 por cento]." A
curiosidade aqui é que Amadora e Loures são os
concelhos com maior percentagem de crianças com um
índice de privação acima da média. E Oeiras é o que
tem a menor percentagem de todos - "É o concelho onde
os pais têm maiores níveis de qualificação, mas onde,
se calhar, têm menos tempo para os filhos".

Como ajudas em casa? Esta era outra pergunta às
crianças: 27,5 por cento ajudam a tomar conta dos
irmãos e dez por cento dizem que ajudam os pais nas
respectivas profissões. Trabalho infantil? Amélia
Bastos não tem elementos para responder. Mas admite
que nalguns casos, se estas crianças gastarem muito
tempo a "ajudar o pai no café, por exemplo", poderão
estar a ser prejudicadas.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

a manif. de 8 de Março não pode ser um culminar, mas um despoletar

«Numa primeira impressão/reacção, quero saudar os/as
colegas que se opõem com firmeza aos desígnios deste
bando, que se acoita nos cadeirais governativos...

Porém, também quero deixar um solene aviso:
O principal está por fazer. O principal é isto:

- fazer reuniões nas escolas; falar -sem medo- com
colegas que rosnam, mas hesitam em entrar na luta e
mostrar-lhes que não há que temer fazermos uso das
liberdades, enquanto as temos (depois será demasiado
tarde!)
- exigir imediatamente a suspensão de todo o processo
de avaliação docente, fazendo pressão sobre os
próprios órgãos das escolas (a única pressão eficaz,
de momento)
Senão, não se poderá avançar no terreno.

Uma nota final: a manif. de 8 de Março, mesmo que
necessária e útil, não pode ser um culminar, mas um
despoletar. As lutas passam-se ao nível das escolas e
ao nível da correlação de forças DENTRO das mesmas.

O papel das comissões e núcleos sindicais (de todos os
sindicatos consituídos) é de promoverem reuniões
abertas para discutir a fundo as formas de luta para
sacudir a canga que nos abafa: exigir o fim desta
avaliação de desempenho e fora com o ECD, repudiado
por todos os sindicatos do sector!!!

A movimentação dentro das escolas da minha zona está
já a ser levada à prática, com reuniões nas escolas
dos Concelhos de Oeiras e Cascais. Quem quiser,
junte-se a nós, é o momento!
Participámos na célebre reunião da Baixa da Banheira
(26 de janeiro) e não teremos hesitações em avançar
para maiores e mais consequentes acções.

Venceremos, se lutarmos.»

Manuel Baptista

(recebido por mail)