Mostrando postagens com marcador presidência da república. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador presidência da república. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Intervenção de Carmelinda Pereira (CDEP)


Concentração frente à Presidência da República
24/01/2009

Intervenção de Carmelinda Pereira, na concentração de 24 de Janeiro

A difícil e complexa situação em que se encontram a sociedade portuguesa e o resto do mundo não podem deixar de se reflectir e “cair dentro da Escola”, aumentando as dificuldades crescentes tanto ao nível do processo educativo como do processo de aprendizagem.

Neste contexto, os professores e educadores deveriam estar completamente centrados no seu trabalho de ensinar e de formar, através da construção das necessárias equipas pedagógicas e da potencialização de todos os recursos humanos e materiais para reconstruir uma Escola Pública capaz de responder a todos as crianças e jovens do nosso país.

Para isso, deveríamos ter um Governo que apostasse numa dinâmica de construção e de organização de uma Escola, na qual os alunos sejam o seu centro e os professores a sua pedra angular.

Mas, em vez dessa dinâmica, temos um Governo e uma equipa do Ministério da Educação que – desde a sua entrada em exercício – não têm parado de fustigar os docentes, de nos rebaixar e caluniar, perante toda a sociedade portuguesa, como sendo os bodes expiatórios de tudo o que de negativo existe nas escolas, sem jamais ter equacionado todas as variáveis que estão em jogo, entre as quais ocupam a primeira linha as sucessivas contra-reformas impostas à Escola Pública pelos anteriores governos.

O actual processo da Avaliação do Desempenho Docente (ADD) – materializando na prática a nossa divisão entre “professores de primeira” e “professores de segunda”, e instituindo as condições para que, em cada escola, fosse instalado o clima de suspeição e de individualismo, quando não o medo, a subserviência e a prepotência – constitui o nó górdio de toda uma ofensiva que nós, professores e educadores, jamais poderemos aceitar.

A força da nossa razão e a legitimidade da nossa luta levaram a que conseguíssemos realizar a unidade, com os nossos sindicatos e movimentos, impondo-se a toda a sociedade portuguesa.

Essa unidade começou mesmo a abalar a estrutura parlamentar que suporta o Governo que nos está a atacar.

E foi também a força da nossa unidade que “convenceu” o Governo Regional dos Açores a suspender o modelo da Avaliação do Desempenho Docente no arquipélago.

Foi ainda o medo de que este abalo se traduzisse num resultado positivo para os docentes, relativamente ao Projecto de Lei apresentado ontem pelo CDS na Assembleia da República, que obrigou o Governo e a Direcção do Grupo Parlamentar do PS a terem que lançar mão da “bomba atómica”: “Se o modelo de ADD de Maria de Lurdes Rodrigues for derrotado, poremos o nosso lugar à disposição, pois encaramos isso como uma moção de censura ao Governo.” E acrescentavam: “Tiraremos disso todas as consequências.”

E nós, professores e educadores, que consequências tiramos da actuação de um Governo que afirma fazer depender a sua existência da derrota de um Projecto de Lei cujo conteúdo seria a suspensão do seu modelo da Avaliação do Desempenho Docente?

O Governo sabe que, se a sua ADD fosse derrotada, tudo ficaria posto em causa: o seu ECD, o novo modelo de gestão das escolas, a precarização das relações de trabalho – decorrente da nova Lei dos Concursos para a colocação nas escolas –, a municipalização do Ensino. Ficariam em causa todas as suas contra-reformas, que constituem a transposição para as escolas das contra-reformas que pretendem fazer aplicar a todos os serviços públicos, a começar pelo SIADAP (Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho da Administração Pública), a perda do vínculo à Função Pública e os correspondentes “contratos individuais de trabalho”.

Tal como ficariam os seus ataques aos trabalhadores do sector privado, concentrados no novo Código Laboral, que destrói a contratação colectiva.

É por isso que faz todo o sentido a Moção aprovada pelos nossos colegas de Beja, para que a Marcha em Defesa da Educação seja assumida não só pelas organizações sindicais dos professores, mas também pelas duas Centrais sindicais (a CGTP e a UGT), por todo o movimento sindical.

A Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP) – que não se quer substituir, nem quer concorrer com as organizações que dirigem a luta dos docentes e dos outros trabalhadores – agirá, com os meios democráticos que estiverem ao seu alcance, no sentido de ajudar à realização deste movimento de unidade.

sábado, janeiro 24, 2009

Em Defesa da Escola Pública...

CONCENTRAÇÃO

MANIFESTAÇÃO DE 24 DE JANEIRO EM FRENTE AO PALÁCIO DE BELÉM





Lisboa, 19 de Janeiro de 2009

Exmo. Senhor

Presidente da República

A APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino), o MUP (Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores), o MEP (Movimento Escola Pública), o PROmova (Movimento de Valorização dos Professores) e a CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública), em articulação com a Comissão Provisória de Coordenação das Escolas em Luta, promotores da Concentração/Manifestação de professores que vai ter lugar no próximo dia 24 de Janeiro em frente do Palácio de Belém, vêm, por este meio, solicitar uma audiência junto de V. Exa., a fim de poderem comunicar ao órgão máximo de soberania do Estado português o sentimento de indignação que hoje é comum a uma larga maioria dos professores deste país face à degradação do seu estatuto profissional e ao esvaziamento do sentido da escola pública.

Ao longo do ano de 2008, os professores organizaram-se de forma muitas vezes autónoma nas suas escolas para exprimir o profundo descontentamento perante o modo como o actual Governo e o Ministério da Educação definiram, numa postura autocrática e de costas voltadas para a classe docente, reformas que em nada têm beneficiado a escola pública, traduzindo-se no contínuo desprezo pela relevância social da profissão de professor, na deterioração das condições de trabalho dentro dos estabelecimentos de ensino e na pressão para que as escolas produzam um falso sucesso escolar, meramente estatístico e sem correspondência ao nível dos conhecimentos realmente apresentados pelos alunos. Os professores sentem, justamente, que é todo o futuro da educação em Portugal que está hoje comprometido pelas políticas do actual Governo.

Cumpre dizer que alguns dos movimentos acima referidos foram já recebidos na Assembleia da República por quase todos os grupos parlamentares e ouvidos pela Comissão Parlamentar de Educação e Ciência. Julgamos que é agora o momento de expor igualmente a V. Exa. os motivos que têm mobilizado os professores para sucessivas greves e manifestações de descontentamento, na convicção de que V. Exa. partilha a preocupação com que muitos portugueses acompanham o clima de tensão que se vive actualmente nas escolas portuguesas.


quarta-feira, janeiro 21, 2009

Movimentos criticam silêncio do Presidente perante "tamanha crise"


Protesto. Nova manifestação decorrerá no sábado

Movimentos criticam silêncio do Presidente perante "tamanha crise"

O Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) vai pedir ao Presidente da República (PR) que dissolva o Parlamento. Este repto é encarado como a única forma de derrotar as "políticas destrutivas do Governo e salvar o ensino em Portugal" e poderá ocorrer no sábado, na concentração em frente ao Palácio de Belém.

"Penso que o Presidente não só não fez nada, como o seu silêncio é demasiado tácito, corroborando todas as medidas do Governo", disse ao DN Ilídio Trindade, porta-voz do MUP, sublinhando que esta hipótese ainda não foi colocada aos outros movimentos independentes, nem tão pouco aos sindicatos. O que ainda faz com que o MUP pondere este pedido é o facto de essa eventual demissão do Governo poder, na opinião de Ilídio Trindade, ainda vir a beneficiar o próprio Executivo, alcançando uma maioria absoluta em eleições antecipadas.

"O problema é demasiado grave e não tem a ver apenas com os professores. O que está em causa é o ensino em Portugal e a Assembleia da República já foi dissolvida por menos", acrescenta o líder do MUP, afirmando que, entre professores, já circulam expressões do tipo: "vota à direita ou à esquerda, mas não votes PS".

Na opinião de Mário Machaqueiro, da Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino, neste momento "seria prematura a demissão, pois ainda há um caminho a percorrer para que a imagem do PS fique mais desgastada". No sábado, a APEDE espera que se juntem em Belém milhares de professores para contestar a avaliação mas também o Estatuto da Carreira Docente. A manifestação é organizada pelos movimentos independentes, como o MUP e a APEDE, e não conta com o apoio oficial dos sindicatos. "Mas esperemos que os sindicatos não abrandem agora a luta", sublinha Mário Machaqueiro.

Mário Nogueira, porta-voz da plataforma sindical, considera que "no plano político, o PR tem estado mais do lado do Governo do que dos professores", lembrando que Cavaco Silva nunca atendeu aos pedidos de audiência dos sindicatos.

Rescaldo da greve

Um dia depois da greve, movimentos independentes e sindicatos convergem na avaliação da situação: há mais professores unidos contra as políticas do Governo e escolas a preparem reuniões gerais para tomar decisões. "As escolas readquiriram parte da determinação que tinham perdido", diz Ilídio Trindade. Mário Machaqueiro acrescenta que este "ânimo" poderá levar à adesão a greves mais prolongadas se a posição do ME não mudar.

Apesar da leitura optimista, movimentos e plataforma reconhecem que o processo está a avançar nalgumas escolas e que há professores que, mesmo fazendo greve, estão a ser coniventes com o sistema, tendo já aulas assistidas e objectivos individuais entregues. "Se isso acontece ainda é mais grave. É sinal de que não o fazem de sua livre vontade e acordo mas porque são alvos de pressões e ameaças", afirma Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma sindical.

O combate à avaliação entrou ontem numa nova fase, com o início da greve dos avaliadores ao processo de avaliação do desempenho.
..............................
..............

Eduardo Henriques
edu.henri@netvisao.pt

sábado, janeiro 17, 2009

CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO DE 24 DE JANEIRO (Belém)

CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO DE 24 DE JANEIRO

CARO(A) COLEGA,

COMO SABES, OS MOVIMENTOS DE PROFESSORES CONVOCARAM UMA
CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO PARA 24 DE JANEIRO, EM FRENTE DO PALÁCIO DE BELÉM.

A NOSSA IDEIA É DAR À LUTA DOS PROFESSORES UM CUNHO NACIONAL E PRESSIONAR O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NO SENTIDO DE QUE ELE NOS RECEBA E SE MOSTRE CAPAZ DE OUVIR AS NOSSAS EXIGÊNCIAS.

ESPERAMOS A TUA PARTICIPAÇÃO, POIS, NESTE
MOMENTO TÃO DIFÍCIL DA NOSSA LUTA, TEMOS DE MANTER A NOSSA DETERMINAÇÃO EM NÃO CEDER NEM RECUAR.