Mostrando postagens com marcador autoritarismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador autoritarismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, março 02, 2010

Escola Secundária Cristina Torres em situação calamitosa!

Situação calamitosa que se vive na Esc. Sec. Cristina Torres - FIGUEIRA DA FOZ

Julgo que os colegas necessitam do apoio imediato da APPEFIS (info@appefis.org), do próprio sindicato, do CNAPEF (cnapef@gmail.com) e da SEPF


Olá colegas


Venho expor-vos um assunto para o qual gostaria de obter um comentário vosso:

Na Escola Secundária c/ 3ºCiclo de Cristina Torres (Figueira da Foz), o Director, com o apoio do Conselho Pedagógico, veio obrigar a que os professores de Educação Física desta escola, implementem medidas de apoio educativo sempre que a média de um aluno/a nas outras disciplinas difira dois ou mais valores em relação à classificação atribuída em Educação Física.

Este plano tem como objectivo permitir ao aluno/a a recuperação e o desenvolvimento das competências necessárias para este/a atingir um nível equivalente ao seu "perfil".

Ou seja, por absurdo, poderemos ter um aluno com uma classificação de 18 valores em Educação Física, mas que tendo média de 20 valores nas restantes disciplinas, terá que ser sujeito a um plano de recuperação.

Convém referir que mesmo que esta situação se verifique noutras disciplinas, o referido plano só se aplica na disciplina de Educação Física.


Temos portanto aqui uma situação clara de discriminação e de arbitrariedade com a conivência do Conselho Pedagógico, o que é efectivamente grave.

Situações como esta são comuns na nossa escola.

Desde uma gradual degradação das condições de trabalho, passando pela elaboração de horáriosde Educação Física - que não só desrespeitam os professores como ospróprios alunos, impedindo-os de ter condições de prática que lhes permita ter uma aprendizagem de qualidade (a título de exemplo dir-vos-ei que há professores a trabalharem em todos os turnos da semana sem folga alguma, algo nunca visto em nenhuma escola; condições de espaço para 3 professores trabalharem em simultâneo, chegam a trabalhar 5; etc) - e acabando noutras situações que agora não vale a pena aqui relatar.

A verdade é que a desconsideração pela disciplina não tem limites.

Perante estas situações tudo têm os professores feito para alterar este estado de coisas.

Debalde.

A Direcção está apostada em fazer a vida negra aos professores de Educação Física e tem conseguido levar a sua avante para desespero de todos nós.

Perguntar-me-ão o porquê de tudo isto?.

Será que os professores são uns baldas, não trabalham?

Nada disso.

Em vez de reconhecer o trabalho que os seus profissionais desenvolvem, o Director persegue-os pq não reconhece importância à Educação Física e, acima de tudo, não está de acordo com as classificações atribuídas na disciplina que, segundo ele, prejudicam os melhores alunos.

Isto apesar de a média em Educação Física ser a mais alta comparativamente com as restantes disciplinas.

Só que isso para a Direcção e a maioria dos restantes colegas pouco importa.

Para esta "gentalha" se um aluno/a tem média de 18 tem que obrigatoriamente ter a mesma classificação em Educação Física.

Claro está que esta atitude merece o apoio da Associação de Pais.

A guerra está instalada: enquanto não soçobrarmos a declaração de guerra é para manter.

É justo isto? Não me parece.

Agradecendo a atenção dispensada, me subscrevo

Pedro Neto, sócio n.º 99 da appefis

quarta-feira, março 19, 2008

"Era o que faltava que não contasse!"

Professora, portuguesa, ouvindo a intervenção da senhora ministra, hoje, no parlamento.

"Era o que faltava que não contasse!" – Declarou hoje no parlamento, a senhora ministra da educação, a propósito dos resultados escolares dos alunos serem considerados na chamada avaliação dos professores. Perguntamos nós:

_ Que fez o povo português para merecer que alguém desprovido de qualquer competência no âmbito da pedagogia, conhecimento da vida de uma comunidade educativa e afastada da realidade social do povo português, possa dirigir a Instituição mais nobre de um país, a Educação?

Passo a explicar:

1 - Um professor pode se o quiser, preparar os seus alunos para dar respostas com resultados positivos nos exames, sem que isso signifique que os alunos tenham desenvolvido necessariamente, com o mesmo nível, competências e adquiridos os conhecimentos relativos à disciplina objecto de exame. Este professor será segundo os critérios de ministra Lurdes Rodrigues, muito bom. Seria seguramente, segundo os critérios da esmagadora maioria dos professores portugueses, aquela que rejeita o que a senhora ministra chama avaliação, um oportunista. Que mau serviço à causa da Educação! Que ignorância! Em Inglaterra chegaram já, a esta conclusão, rejeitando a subversão que ela constitui. Informe-se, senhora ministra.

2 – Se só há exame nacional no ensino básico às disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, como testará os resultados atribuídos aos alunos, nas outras disciplinas? Haverá, poucos, mas há professores, os que já têm os documentos da sua avaliação aprovados e desejosos de os aplicar, que darão 100% de nota máxima, talvez 10% da nota menos máxima.

Falemos agora da essência da avaliação:

Que conceito está subjacente a esta avaliação dos professores? Em que principio se estrutura? Que fim visa?

Sabendo que estas respostas jamais seriam respondidas com verdade, uma vez que o objectivo ministerial e consequentemente esta dita avaliação, é destruir a Escola Pública, afastando primeiramente os que poderão travar esse desígnio, os professores, dizemos-lhe:

A única avaliação consequente e honesta que conhecemos, é a formação e esta fez a senhora ministra questão de anular, logo que tomou posse. Esta é a que desenvolvemos diariamente com os nossos alunos. A avaliação é o ponto de chegada, e só tem sentido se formativa e formadora, portanto contribuindo para o crescimento permanente. Esta é a nossa avaliação e só esta aceitaremos, o resto, a que a senhora nos apresenta é uma classificação que abrirá todas as portas às arbitrariedades e vis comportamentos, incompatíveis com a nossa Escola fundada nos princípios dos Direitos do Homem.


Anabela Almeida Barros – Ericeira

(recebido por mail)