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sexta-feira, dezembro 12, 2008

Como prosseguir a resistência interna nas escolas

Citação de: www.profblog.org
Hoje - Plenários inter-escolas!



São as escolas que até agora conseguiram maior união entre os professores para a rejeição deste modelo de avaliação que devem alargar a luta a outras escolas, nas suas regiões, assumindo-se como dinamizadoras da resistência a nível local/regional, promovendo a realização de plenários inter-escolas. Sei que há muitas escolas que precisam ainda de um estímulo, que se sentem isoladas, com PCEs adesivos, e que sem o exemplo de outras terão dificuldade em "virar a mesa"!

Na minha escola, D. Carlos I, em Sintra, e dando corpo às decisões tomadas no Encontro Nacional de Escolas em Luta, em Leiria, vai realizar-se já esta quinta-feira, dia 11, às 18.30h, um. O mesmo acontecerá noutros locais (Braga, por exemplo, mas não só).

Não podemos baixar a guarda, diminuir a pressão ou facilitar um milímetro que seja. Aos PCE só temos de os sensibilizar para que, no mínimo, continuem a adiar mais e mais os prazos... tudo quanto seja empurrar mais para a frente qualquer iniciativa de avaliação é um vitória e dá tempo a que se consigam avanços mais significativos na frente externa, nas negociações dos sindicatos com o ME e nas acções de luta promovidas pelos movimentos independentes de professores que, em conjunto, farão desencadear reacções nos meios políticos e na sociedade civil. É neste puzzle complexo e politicamente exigente que teremos de nos saber conduzir com inteligência, argúcia, determinação, total coesão e firmeza. A tomada de posição do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas apoiando a luta dos professores (a quem endereço desde já um abraço) é um excelente sinal de como esta nossa luta começa a reunir apoios junto de outros meios sócio-profissionais e quiçá a ser também uma mola impulsionadora para que mais e mais gente venha para a rua lutar pelos seus direitos!


JUNTOS VENCEREMOS!


Abraço solidário


Ricardo Silva
(Membro da Direcção da APEDE)

segunda-feira, novembro 24, 2008

PROmova - Propostas de acção (Plenário de Vila Real)

PROmova.jpg

PROPOSTAS DE ACÇÃO APROVADAS NO PLENÁRIO DE EDUCADORES E PROFESSORES DO DISTRITO DE VILA REAL, EM 17 DE NOVEMBRO DE 2008

Centenas de Educadores e Professores do distrito de Vila Real, em representação da esmagadora maioria das escolas/agrupamentos do distrito, reafirmaram a rejeição deste modelo de avaliação do desempenho e da divisão arbitrária e injusta carreira (revisão do Estatuto da Carreira Docente e revogação do Decreto-Lei nº 200/2007, de 22 de Maio), tendo aprovado, por unanimidade, as seguintes formas de actuação, a serem implementadas e/ou dinamizadas em cada escola/agrupamento:

1. Convocação de Reuniões Gerais de Professores, em cada escola ou agrupamento, com vista à aprovação de moções em que os professores assumam o compromisso de não participação em qualquer acto relacionado com a implementação deste modelo de avaliação do desempenho;

2. Solicitar aos Conselhos Executivos a marcação nos horários dos docentes das 35 horas semanais. Na eventual recusa dos Conselhos Executivos em fixar, nos horários, os tempos de trabalho individual, devem os professores informá-los da distribuição que cada um fez desses tempos no seu horário. Além das 35 horas, nem mais um minuto de trabalho para a escola, pelo que não haverá preparação de actividades lectivas ou extra-lectivas em casa, da mesma forma que reuniões fora do horário escolar normal devem ser pagas como horas extraordinárias;

Os objectivos desta medida passam por travar a sobrecarga de trabalho que recai, neste momento, sobre os professores e por dar um sinal, à sociedade, que os professores estão disponíveis para cumprirem os seus horários como qualquer outro funcionário, bem como se visa evidenciar a falta de condições das escolas para enquadrar e apoiar o trabalho dos professores;

3. Incentivar os Conselhos Executivos a demitirem-se das suas funções, acompanhando e solidarizando-se com a indignação dos professores que os elegeram e com a firme oposição destes às políticas educativas deste Governo, as quais degradam a qualidade da escola pública e o clima que se vive nas escolas;

4. Participar nas iniciativas de contestação que venham a ser propostas pelas organizações sindicais e pelos movimentos de professores, nomeadamente, greves, manifestações, vigílias ou outras formas de oposição a este modelo de avaliação e ao Estatuto da Carreira Docente que o suporta.

A ampla cobertura que a comunicação social nacional e regional deu ao Plenário é um facto digno de realce, pelo que aproveitamos o ensejo para agradecermos a imparcialidade e a objectividade com que os jornalistas presentes cobriram o evento. Obrigado!

Vila Real, 17 de Novembro de 2008

Os Educadores e Professores presentes no Plenário,

segunda-feira, novembro 17, 2008

Promova apela a plenário a 17-11, no Distrito de Vila Real


GRANDE PLENÁRIO DE EDUCADORES E DE PROFESSORES
DO DISTRITO DE VILA REAL

DIA 17 DE NOVEMBRO DE 2008, 21:00, GINÁSIO DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO (VILA REAL)

Agenda:

1. Posições a tomar em cada escola/agrupamento face à imposição deste Modelo de Avaliação;

2. Como reforçarmos a unidade dos professores;

3. Outros assuntos.

É DECISIVO QUE EM TODAS AS ESCOLAS DO DISTRITO OS PROFESSORES SE MOBILIZEM PARA PARTICIPAR NO PLENÁRIO OU TENHAM REPRESENTANTES NO MESMO.

TODOS UNIDOS VAMOS TRAVAR A IMPLEMENTAÇÃO DESTE MODELO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO E A DIVISÃO ARBITRÁRIA E INJUSTA DA CARREIRA QUE O SUPORTA.


Iniciativa do Movimento PROMova e professores individualmente

Citação de: http://movimentopromova.blogspot.com/

quarta-feira, novembro 05, 2008

Percurso Oficial da Manifestação de 8/Novembro

Enorme dimensão da manifestação de dia 8 (sábado) obriga à alteração do local de concentração e do percurso

A Plataforma Sindical dos Professores torna público que, devido à grande dimensão do Plenário e Manifestação Nacional de Professores, previstos para dia 8 de Novembro (sábado), o local de concentração e percurso inicialmente definidos, tiveram de ser alterados.
Assim, o Plenário Nacional realizar-se-á na Alameda da Cidade Universitária de Lisboa, tendo início às 15 horas. De seguida, os professores e educadores presentes deslocar-se-ão, em manifestação, para os Restauradores onde, no final, será posta à votação a Moção que, sendo aprovada, será enviada a todas as entidades e órgãos de soberania que se entenderem adequados.
Tendo em consideração o número de autocarros que já hoje se encontra reservado, bem como as informações que, diariamente, chegam das escolas da Grande Lisboa (em que os professores se deslocarão de modo próprio) tudo indica que esta será mais uma mega acção de protesto dos Professores Portugueses, que, passando da indignação à exigência, pretendem que os deixem ser Professores!
Tal só será possível com uma profunda inversão no rumo das actuais políticas educativas.

A Plataforma Sindical dos Professores
4/11/2008

quarta-feira, outubro 10, 2007

Moção aprovada por unanimidade no plenário do SPGL


Moção apresentada no Plenário do SPGL, de 9 de Outubro de 2007

Pelo restabelecimento de um ECD dignificador da nossa profissão e da Escola Pública

Pela defesa de todos os direitos, liberdades e garantias consignados na Constituição portuguesa

Considerando que:

1) O ano lectivo de 2007/2008 iniciou-se, em todos os graus de ensino, com a aplicação de uma bateria de medidas impostas à revelia de todas as organizações sindicais dos professores, das Associações de estudantes e dos reitores.

2) O ME eliminou este ano lectivo mais 12 mil postos de trabalho nos ensinos básico e secundário, enquanto o desemprego e a precariedade não param de crescer em todos os graus do Ensino.

3) Continua a ser posto em prática o plano de encerramento de escolas do 1º ciclo e jardins-de-infância, tornando penoso o processo educativo para milhares de crianças.

4) Para todas as crianças e jovens as condições de aprendizagem se tornam mais difíceis, particularmente para o grupo das que necessitam de uma resposta educativa especializada, perante o desmantelamento do Ensino especial (onde foram agora eliminados metade dos postos de trabalho).

5) A aplicação do novo ECD não fez senão agravar a situação de insegurança, de instabilidade profissional, de injustiças e arbitrariedades que fazem com que mesmo os professores e educadores mais dedicados à vida da escola se sintam cada vez mais desmotivados e cansados.

6) Todos os serviços públicos estão a ser alvo de “reformas” que têm consequências desastrosas tanto para os respectivos trabalhadores como para os seus utentes.

7) O Governo – que assume a Presidência da UE – prepara agora a aprovação de nova legislação laboral para permitir a liberalização total dos despedimentos (“flexisegurança”) e uma nova Lei sindical visando restringir a liberdade dos sindicatos, iniciativas a que se têm oposto frontalmente tanto os sindicatos da CGTP como os da UGT.

8) Sócrates assume, com Durão Barroso, a imposição de um novo “Tratado reformador para a UE”, para que todas estas medidas possam ter a força institucional contra todos os povos da Europa e os seus quadros jurídicos nacionais (concretamente em Portugal, seria a Constituição da República que ficaria esvaziada da sua soberania).

Os associados do SPGL, reunidos em Plenário a 9 de Outubro de 2007, decidem participar e apelar à participação na manifestação de 18 de Outubro, organizada pela CGTP, para:

a) Reafirmar que o SPGL – tal como o conjunto dos sindicatos da FENPROF – “continuará a assumir como fundamental a luta pela revogação do ECD do ME”, e defenderá a palavra de ordem central comum a toda a Plataforma sindical dos professores “Categoria só há uma – Professor e mais nenhuma! Vinculação de todos os professores a exercer funções no Ensino público”.

b) Se juntar à luta dos restantes trabalhadores pela retirada das propostas de lei relativas à “flexisegurança” e à vida sindical, que o Governo de Sócrates quer implementar como Presidente da UE.

c) Afirmar a soberania da Constituição da República portuguesa e, em consequência, dizer “Não ao Tratado reformador da UE”, que os chefes de Estado e de Governo da UE se preparam para aprovar nesse mesmo dia.

d) Afirmar que a gravidade da situação – expressa, em particular, nos ataques à Escola Pública, ao Serviço Nacional de Saúde, aos direitos laborais e às estruturas sindicais – exige a unidade de todos os trabalhadores com as suas organizações sindicais.

Subscrevo esta moção:

Nome Escola nº sócio

Carmelinda Pereira Aposentada 36425

Joaquim Pagarete Aposentado 38

Ana Paula Amaral Escola Sec. dos Casquilhos, Barreiro 27565

Luísa Martins EB1 Gil Vicente, Queijas 42287

Luísa Cintrão Aposentada 28635

Mª La Salette Arcas Silva Aposentada 26420

Lia Carvalheira E.B. 2 3 c/ Sec. Sto António, Barreiro 63319

Fátima Bastos Aposentada

Mª da Luz Oliveira Esc. EB1/JI Sá de Miranda, Oeiras 37624

Mª do Rosário Rego EB1 Visconde de Leceia, Barcarena 44073