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terça-feira, janeiro 20, 2009

A manipulação dos próprios números ao serviço da Mentira

http://www.saladosprofessores.com/index.php?option=com_smf&Itemid=62&/topic,15308.new.html

A manipulação dos próprios números ao serviço da Mentira


Concordo a 100% com quem diz que os números do ME da adesão à greve de 19 de Janeiro só dão para rir. E passo a explicar porquê.

A táctica do ME para incensar o "simplex2", a nova postura "dialogante" do governo e apoucar esta greve, roçou a esperteza saloia: por um lado tinha que propagandear a mensagem da greve de 19 de Janeiro ter sido muito inferior à de dia 3 de Dezembro, prova de que os docentes estariam a aceitar o seu rebuçado. Mas por outro, não podia cair no ridículo de divulgar números "muito" baixos à opinião pública, confrontada com a realidade ineludível de crianças e jovens de regresso a casa sem aulas, após terem batido com a cara nos portões fechados das escolas.

Assim, os estrategos do ME, logo nas primeiras horas da manhã de ontem, percebendo que não tinha margem de manobra para divulgar números de adesão demasiado baixos, por não serem credíveis, optaram por rever “em alta", mês e meio depois (!), a sua própria taxa de adesão à greve de dia 3 de Dezembro.

Era já sabido o que os Ministérios do Trabalho e das Finanças costumavam fazer para relativizar dados estatísticos politicamente desfavoráveis: comparando-os com períodos de tempo não homólogos, ou, pior, com picos estatísticos muito baixos de épocas históricas descontextualizadas e muito remotas.

O que a gentinha da 5 de Outubro fez ontem, com o desplante que a tem caracterizado, ultrapassou de longe a referida prática, já de si falaciosa, dos Ministérios do Trabalho e das Finanças: este ME chegou ao cúmulo de "majorar" (de 61% para 67%) o elemento comparativo imediatamente anterior a 19/01, para assim obter artificialmente o alargamento do intervalo pretendido, uma vez que não podia minorar mais - sem risco de provocar uma estrondosa gargalhada nacional - os dados da greve de ontem, dos 41% que anunciou, para os 35% que decerto secretamente desejaria ter anunciado.

É o que se chama a manipulação dos próprios números ao serviço da Mentira.


Ambrósio

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Comunicado de Imprensa SPGL - Greve 3/Dez

O modelo de avaliação do ME morreu!

Vamos construir o dos professores!

A greve dos professores na área da SPGL, hoje, 3 de Dezembro, ultrapassou, de acordo com os números disponíveis, os 90%. Número objectivo, real, sem qualquer sombra de “inflação”. Após a Manifestação de 8 de Novembro (120000!), após toda a campanha publicitária do “simplex”, após todo o envolvimento da máquina política do governo e do Partido Socialista (que não dos professores socialistas), os professores e educadores de todo o país dão mais uma vez um sinal inequívoco da sua unidade e da sua determinação. Não é possível que o Governo continue a fingir ignorar o significado destas impressionantes manifestações da vontade dos docentes, da sua lucidez e persistência. A resposta adequada do Governo só pode ser a de retomar de imediato as negociações que conduzam a uma solução adequada e justa para a crise que o ME instalou nas escolas.

O modelo de avaliação que o ME sonhou impor à classe docente está decididamente morto. É de tal modo inexequível que o próprio secretário de Estado Jorge Pedreira admitiu, hoje mesmo, que o “simplex” pode vigorar também para o próximo ano. Este “simplex” é um simulacro de avaliação (o que não impede de ser, em muitos pontos, arbitrário e indutor de graves injustiças e contradições) pelo que não pode eternizar-se. Mas o modelo de avaliação do ME é de tal forma absurdo que não lhe resta senão ser sistematicamente, ano após ano, simplificado. É por isso que entendemos que deve ser pura e simplesmente abandonado.

Os professores e os educadores querem um modelo de avaliação que lhes seja útil. Útil para a melhoria da sua formação, útil para a sua prática pedagógica, útil para o espírito de colaboração responsável que deve presidir à vida das escolas, útil porque não perturba o exercício fundamental da função dos docentes: trabalhar com e para os seus alunos! E vão construí-lo. E desafiam o ME a participar nessa construção. O SPGL e a FENPROF apresentaram já uma proposta a ser discutida e melhorada pelos professores. Não entendemos que seja o único modelo possível. Mas temos a certeza de que a partir dele será possível construir um modelo de avaliação de desempenho que os docentes assumam como seu. Os professores e a Escola merecem esse esforço. De preferência, com o ME. Se necessário, contra este ME!

A Direcção do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa


DADOS POR REGIÃO / ZONA / ESCOLA




03-12-2008 18:52:51



Greve Nacional Professores - 03-12-2008



Nº de Escolas

% média

REGIÃO LISBOA

527

90,19%

REGIÃO OESTE

104

93,73%

REGIÃO SANTAREM

81

93,59%

REGIÃO SETUBAL

340

91,42%

Total

1052

91,20%


Números da Greve


Consulte
aqui
as escolas em greve e os números (em actualização) da Greve