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domingo, março 22, 2009

Solidariedade e Indignação

MAIS UM CASO TRISTE

"Professora com cancro luta para ter reforma"


TVI 24

Comentário:

A VERDADE ACIMA DE TUDO deixou um novo comentário na sua mensagem "MAIS UM CASO TRISTE":

Era o que eu pensava... as atrocidades continuam!
Teresa Silva (filha de Manuela Estanqueiro,falecida de leucemia) - 13 Mar 2009 | 15: 56

Estou totalmente solidária com todas as pessoas que de forma aberta denunciam a sua situação e este respeito, bem como com todos os que por medo de retaliações não o fazem.
Todos se devem lembram do caso da minha mãe (Manuela Estanqueiro, obrigada a ir para a escola dar aulas com uma leucemia aguda, praticamente até ser internada e morrer).
Pois é, bem me lembro do 1º Ministro, dizer que estava "chocado" com a situação, pois é, mas depois apareceu mais um caso, e mais outro e outro e ..., depois de toda aquela escandaleira e diversão política dizendo que iam (o governo) mandar averiguar o que se passou! Pois é, dessa averiguação não saiu nenhum culpado e como eu pensava, tudo caiu no esquecimento mais uma vez e outras pessoas estão a sofrer com estas medidas economicistas. Não tenho dúvidas nenhumas neste momento, que os políticos que nos governam sabem e compactuam e dão ordens para que tudo isto se esteja a passar.
Peço ajuda a toda a comunicação social para vasculharem a fundo o que os nossos gestores políticos estão a fazer com as pessoas que trabalharam uma vida e tiveram o azar de ter uma doença muito grave.
Continuo com o meu espírito revoltado, até porque só esta semana o advogado do SPZC me ligou para ter uma reunião e finalmente mandar o processo para tribunal. Como pode ser isto? Em que país estamos?
Sou franca e sincera, neste momento,não confio nos hospitais, não confio nos nossos políticos, e não confio nos sindicatos.
Os PORTUGUESES estão sozinhos nesta nau das tormentas.
Sinto-me impotente perante tanta "miséria e podridão política", que as únicas preocupações deles são de agressão mútua, para ver quem ganha a batalha nas próximas eleições.
Desculpem este desabafo.
Divulguem todas estas situações por favor e desmascarem o que se anda a passar neste país!
Teresa Silva (filha de Manuela Estanqueiro)


http://sinistraministra.blogspot.com/2009/03/mais-um-caso-triste.html

sexta-feira, janeiro 25, 2008

«Reforma só se estiver a morrer»


acho que já vi este filme.

"Leucemia não dá direito a reforma

Para Odete L. o melhor cenário é fazer quimioterapia toda a vida. Se parar, a leucemia crónica agrava-se, se a doença entrar em remissão total, vai acabar por voltar e aí será fatal. «É professora!», comentaram na Junta médica. Decisão: « Pedido indeferido. Não está absoluta e permanentemente incapaz»

Dois a três minutos na junta médica da CGA

Em Setembro do ano passado, esta professora acabou um dos tratamentos e a doença ficou em remissão parcial. «Foi o meu mal», relembra. Em Outubro foi finalmente convocada para a junta médica da CGA em Aveiro. «Consegui estar no gabinete cerca de 2 a 3 minutos, pediram-me o relatório médico e perguntaram-me por que estava de baixa médica. O mais interessante foi a afirmação feita pela sra, não sei se doutora, se funcionária: «É professora», conta Odete L. ao PortugalDiário.

«O barulho da escola atormenta-me a cabeça, sabe?, tenho de estar em sossego, senão não aguento». A esperança de Odete reside apenas na junta médica de revisão da CGA porque a doença, essa, não vai desaparecer. Aliás, adianta, «quando há uma remissão total da doença, ela acaba sempre por voltar e quando volta é fatal»." ( Portugal diário, Luísa Melo , 2008/01/24 )

(recebido por mail)


domingo, janeiro 06, 2008

2008: mais um caso lamentável de obediência a leis absurdas

Picasso, Self Portrait Facing Death

Associação lamenta morte de professora com cancro que trabalhou até Dezembro
4 de Janeiro de 2008, 18:01

Viseu, 04 Jan (Lusa) - A Associação Sindical de Professores Pró-Ordem lamentou hoje que uma docente que sofria de cancro do pulmão tenha morrido sem que lhe fosse reduzida a componente lectiva e apelou ao Ministério da Educação que altere a legislação em causa.
Este caso vem reacender a polémica que levantou no Verão passado a morte de uma professora de Aveiro com leucemia e de um docente de Braga com cancro na traqueia, que trabalharam nas respectivas escolas praticamente até à data da morte, depois de lhes serem negados por juntas médicas os respectivos pedidos de aposentação.
Maria Cândida Ferreira Pereira, professora de Educação Visual e Tecnológica na Escola Básica 2/3 Ana de Castro Osório, em Mangualde, morreu quinta-feira à tarde, vítima de cancro do pulmão.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Pró-Ordem, Filipe Correia do Paulo, criticou a legislação actual, que considera "uma violência" e uma "desumanidade" para com os professores que sofrem de doenças graves.
"Com a legislação anterior, mediante requerimento e prova médica, por questões de humanidade, o Ministério autorizava a redução total ou parcial da componente lectiva", explicou.
Desta forma, os professores poderiam ficar com "tarefas mais leves" do que ter uma turma à sua responsabilidade, como estar numa biblioteca.
"Com as alterações introduzidas pela nova legislação dos professores, nem vale a pena fazer o pedido, porque não está prevista a redução da componente lectiva", acrescentou.
Filipe Correia do Paulo disse que a Pró-Ordem se sente "revoltada com esta legislação que foi imposta" e apela ao Ministério da Educação que reconsidere, porque está em causa "uma questão de humanidade".
Também o presidente do conselho executivo da Escola Básica 2/3 Ana de Castro Osório, João Carlos Alves, disse à Lusa discordar desta legislação, considerando que "a lei quando é feita num Estado de direito e democrático, tem que estar ao lado das pessoas que o dignificam".
Como a escola é obrigada a seguir a lei, restava apenas "a solidariedade dos colegas", que nas reuniões procuravam aligeirar as tarefas de Maria Cândida, referiu.
João Carlos Alves disse que Maria Cândida "era uma pessoa com uma grande força de vontade", que esteve na escola pela última vez na altura das reuniões das avaliações de Natal.
Segundo o responsável, a professora pertencia a Midões (Coimbra), mas estava destacada em Mangualde pelo terceiro ano, "porque tinha pedido aproximação à residência por motivos de saúde".
O funeral está marcado para as 10:30 de sábado, na igreja de Santa Cruz, em Gouveia. Maria Cândida, nascida a 01 de Agosto de 1960, deixa duas filhas menores, de 12 e 14 anos.
AMF.
Lusa/fim

Comentários

Margarida disse...

Todos lamentam, mas o que fizeram na altura?
Agora é tarde para esta mulher, professora, família e amiga de pessoas para quem este ‘assunto legislativo’ não tem remédio. Se alguma dessas pessoas me ler, saiba que pelo menos a revolta partilho.
Tenho vergonha da 'classe' a que pertenço.
Margarida Azevedo

brotero disse...

Vergonha a todos os níveis. Começando pelo governo do sr. Sócrates, passando pela ministra (com m minúsculo) e terminando na classe docente. Mas que raio de povo é este que não se revolta com situações como esta? Só um povo carneirista, sem coragem e sem princípios de solidariedade se comporta como tal. Tal povo não merece ter pátria!

quinta-feira, outubro 11, 2007

«Reforma só se estiver a morrer»

"Um cancro roubou-lhe o intestino e obrigou-a a viver com um saco preso à barriga, por onde saem as fezes, sem que tenha controlo sobre elas. Pediu aposentação, mas junta médica diz que professora «não reúne as condições necessárias»
Maria da Conceição Ferrão tem 57 anos e passou mais de metade da vida a dar aulas . Há dez anos, um cancro no cólon obrigou-a a uma operação em que lhe retiraram parte do intestino e que lhe mudou a vida. Fez quimio e radioterapia e vive com um saco colector preso à barriga, por onde lhe saem as fezes, sem que tenha qualquer controlo sobre elas. Juntas médicas declararam-na incapaz para exercer funções docentes, mas quando pediu aposentação, responderam que «não reúne as condições necessárias».(...)"

2007/07/16 Sara Marques
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Publicada por Moriae em A Sinistra Ministra a 10/10/2007