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quarta-feira, fevereiro 11, 2009

O exemplo do Brasil

No Brasil muitos directores fazem da escola pública um espaço privado... ou um dos modos como a municipalização das escolas pode vir a perverter a escola pública.
11h12, 04 de fevereiro de 2009
Cláudia Galvão
Arquivo
Professoras denunciam Semed e diretora de irregularidades

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) volta a ser alvo de denúncias no governo Cícero Almeida (PP). Depois da saída - sem maiores explicações – do secretário Tadeu Lira, e denúncias de irregularidades, a Semed volta a ser questionada, desta vez por integrantes dos seus quadros.

Em contato com a reportagem do Alagoas24horas, duas professoras – concursadas desde 2001, com especialização em educação infantil – denunciaram que mesmo após serem lotadas em uma escola do bairro de Santa Lúcia, a diretora da unidade de ensino teria se recusado a recebê-las, sem qualquer explicação razoável, criando um impasse entre escola, secretaria e profissionais.

Segundo as professoras Ana Nery Marques Rodrigues Barros e Edleuza Nepomuceno de Almeida, o imbróglio teve início em dezembro do ano passado, quando as séries do ensino fundamental da Escola Jaime Miranda foram desmembradas. Segundo as denunciantes, a educação infantil passou a ser ofertada na Escola Jorge de Lima, ambas localizadas na Avenida Belmiro Amorim, no bairro de Santa Lúcia.

Com a separação, professora e coordenadora foram encaminhadas – pelo próprio setor de Recursos Humanos e Diretoria de Ensino da Semed -, da Jaime Miranda para a Jorge de Lima e deveriam ter recebido o termo de assunção da diretora da unidade, Marilene Paranhos do Carmo, o que garantiria a lotação na escola e o pagamento regular dos salários. No entanto, tanto a professora – Ana Nery – quanto a coordenadora – Edleuza Nepomuceno – foram surpreendidas com a recusa da diretora, que alegou ter extinto a turma da professora e que a vice-diretora faria as vezes da coordenadora.

As professoras alegam que a postura da atual diretora da Escola Jorge de Lima fere vários artigos do Estatuto do Magistério Público Municipal. Segundo as denunciantes, a suposta extinção da turma feriria a portaria do então secretário Tadeu Lira, na qual ele proíbe a criação e extinção de turmas nas escolas municipais, sem justificativa plausível e autorização da Semed, sob pena de punição. Ana Nery e Edleuza afirmam, ainda, que caberia à diretora apenas oficializar a chegada de ambas à escola e que não cabe a ela o direito de escolher quem integra o corpo docente da unidade de ensino.

Ana Nery e Edleuza informaram que após serem informadas da recusa da diretora, teriam questionado a Semed e que a secretaria teria oferecido a elas vaga em outra unidade escolar, localizada no Benedito Bentes. "Caso aceitássemos a transferência para o Benedito Bentes, estaríamos aceitando a punição que está sendo imposta a nós", disse uma das professoras. "Não cometemos qualquer irregularidade, somos concursadas e especializadas na área, fomos designadas para a escola pela prórpia Semed, e agora estamos à mercê da diretora", concluiu.

Em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Educação, a reportagem do Alagoas24horas foi informada que o secretário interino, Théo Fortes, já está a par da situação e que o caso foi encaminhado para a Ouvidoria Geral do Município, para apurar o procedimento da diretora.

Nesta quinta-feira, dia 5, deverá acontecer uma reunião com o secretário, a diretora e integrantes da Coordenadoria de Ensino. As denunciantes, Ana Nery e Edleuza, querem o direito de participar da reunião e exigem a punição para a diretora da escola. As professoras denunciaram o caso ao Ministério Público Estadual, à Defensoria Pública, à própria Semed e ao prefeito Cícero Almeida, com quem pleiteiam uma audiência.

segunda-feira, março 24, 2008

É esta escola que queremos para os nossos filhos/alunos?

A todos os pais e Encarregados de Educação portugueses:

Vejam este VIDEO:
O Brasil implementou um sistema de facilitismo ao longo de ciclos de ensino de 4 anos. As péssimas consequências estão à vista, e Portugal vai no mesmo caminho. O facto do aluno progredir sucessivamente, transmite-lhe a si e aos seus encarregados de educação a sensação ilusória de que o aluno está a fazer progressos, o que na prática não é verdade!!!. O problema é que quando o aluno chega ao último ano de cada ciclo, e é avaliado com maior rigor e exigência, nota-se um atraso na sua aprendizagem que já é muito difícil de recuperar.
O sistema de ensino Português está a orientar-se no mesmo sentido com a agravante de nem nos finais de ciclo haver qualquer espécie de exigência!!!
Quando comecei a leccionar, em 2001, os professores mais experientes pediam aos recém-chegados que fossem rigorosos e exigentes. Hoje, são os gestores das escolas, os inspectores e os políticos a fazerem todo o tipo de pressão, sobre os professores para que os alunos passem sucessivamente de ano, independentemente do que aprenderam ou não.
É esta a escola que queremos?
Manuel Costa

PS.: Peço a todos os que receberam este meu desabafo o favor de o fazer chegar a pais e encarregados de educação, pois acho que estes têm o direito de saber a vergonha em que se está a tornar o ensino público em Portugal.

quinta-feira, março 20, 2008

Possível é, mas não desejável!

Caros colegas

Se faltassem argumentos, encontram aqui mais um para a defesa urgente
e fundamental da Escola Pública.
Não é para assustar, embora eu ainda esteja assustado, mas vejam bem a
situação real e os argumentos teóricos subjacentes a essa realidade.
Há pontos de contacto com a nossa realidade e temos que lutar para que
não seja possível chegar, em Portugal, àquele ponto.

Aqui: http://br.youtube.com/watch?v=cSA239vNRGQ

segunda-feira, março 17, 2008