quarta-feira, abril 08, 2009

Estado Português Processado (Caso Manuela Estanqueiro)

Finalmente..., Estado Português Processado!

Divulguem, ....divulguem, ....divulguem!

Estes políticos não se vão esquecer do nome Manuela Estanqueiro (minha mãe querida), que foi obrigada a trabalhar quase até morrer, sem lhe ser dada a aposentação por incapacidade, com uma Leucemia Mieloide Aguda, com um estado físico e psicológico altamente debilitado!

Há duas semanas o Sindicato de Professores da Zona Centro, entrou com o processo em Tribunal contra o Estado Português, a Caixa Geral de Aposentações e os elementos constituintes da Junta Médica (CARLOS MAIA, MARIA CARMO CRUZ E MANUEL AMADEU RÉ CASTRO).

RESERVO-ME AO DIREITO DE PENSAR QUE SE NÃO HOUVER JUSTIÇA, É PORQUE O PODER POLÍTICO SE SOBREPÕE A TUDO E A TODOS....

Relembro" Estou chocado" - disse o Sr. Primeiro Ministro
Resultados das averiguações do funcionamento das Juntas médicas - nunca foram divulgados publicamente. As atrocidades continuam a acontecer! Então Sr. Primeiro Ministro? O que diz agora?

Teresa Silva - "A Verdadinha" - contacto: 963197737
http://www.averdadeacimadetudo.blogspot.com/

http://sinistraministra.blogspot.com/

Conhecem algum caso? Não deixem passar em branco! Divulguem, denunciem !

O novo senso comum na educação capitalista

Vale a pena ler AQUI

Manuel Baptista sobre a reunião Movimentos/Plataforma:

Carta pessoal ao MUP, MEP, APEDE, PROMOVA, CDEP
Companheiros/as,
Estive a pensar nos resultados concretos da nossa reunião de ontem, 1º de Abril, com membros da plataforma.
Contrariamente ao que um dirigente sindical de Coimbra (Fenprof) que dizia sobre os iluminados que aparecem com soluções magicadas numa noite de insónia, eu não sou um iluminado, não tive ontem insónia, porém venho dizer-vos o que penso acerca do que se passou e do significa para nós todos.
Eu acho que os dirigentes sindicais da plataforma estão enredados na impossibilidade de avançarem com uma mobilização, apesar de saberem que ela é imprescindível para que o 3º período não seja um momento de refluxo e portanto de «triunfo» do ME sobre as nossas cabeças e significando a destruição da escola pública.
É preciso explicar, desde já, que eles têm a maior parte da responsabilidade pelo que se está a passar, embora nós todos/as (por acção e omissão) devemos aceitar a nossa quota-parte de responsabilidade. Com efeito, as organizações sindicais têm-se acantonado ao longo dos anos funcionamento como «lóbi» ou grupo de pressão junto do poder, mas não como organizadores dos trabalhadores e das suas lutas no interior das escolas. Para isso muito concorre a incultura sindical do povo português, que não poupa -evidentemente- o professorado. É notória a falta de actividade dos núcleos locais dos sindicatos constituídos, a ausência de reuniões desses núcleos, a inexistência ou a inércia dos quadros intermédios, os delegados sindicais, que, teoricamente, seriam destinados a desempenhar importante papel no interior dos estabelecimentos, como também deveriam de ser decisivos para o processo de tomada de decisão no interior das estruturas sindicais respectivas.
É por demais preocupante a insistência num modelo de luta corporativista, desligado ou mesmo partindo do princípio que nada há a esperar do resto do povo e dos trabalhadores organizados nos seus sindicatos. É preocupante e tem que ver com uma visão elitista (e vanguardista) arreigada, que não tem sido desmontada convenientemente e portanto continua a permear o discurso sindical docente típico.
Vamos, então, ao sumo da questão:
Avizinha-se uma semana de «consultas» nas escolas. O que é que vai ser discutido nessa semana? A reunião deixou-me entrever o cenário pior possível. Os sindicatos da plataforma virão com uma proposta cozinhada, onde tudo está previsto, restando aos «simples» docentes dizer que «sim». E em que consistirá essa proposta? Pelo que eu ouvi da boca dos máximos responsáveis sindicais presentes, seria a tal manif. de dia 16 de Maio e, no final do ano, entrega da auto-avaliação e, paralelamente, de um relatório crítico sobre tudo o que se tem estado a passar no ensino, havendo ideia de produzir um texto-tipo (!!!) que os professores iriam juntar como «apenso» ao referido relatório crítico.
A estas ideias (ou antes, falta delas, pois são lamentáveis!), junta-se a recusa por alguns (sindicato da UGT) de considerar-se sequer a hipótese de greve às avaliações, por considerar-se que isso faria a população virar-se contra nós.
Então, em cima da mesa das reuniões de 20 a 24 de Abril, ficaria em discussão o quê?
As pessoas viram como a proposta, exposta pelo Joaquim (CDEP) e aprovada em 14 de Março em Leiria, foi menorizada pelo A. Avelãs: segundo ele, ela não faria sentido.
Assim, estaríamos perante uma «consulta» não no sentido de «democracia directa OU PARTICIPATIVA» mas sim no sentido de uma consulta do médico à cabeceira do doente!!!
Com efeito, se nós não aproveitarmos a oportunidade de fazer das jornadas de 20 a 24 de Abril ocasião da mais vasta e aprofundada reflexão sobre o Estado da Educação no nosso país, em particular, dos problemas que este governo tem causado ao nosso sector, uma espécia de ESTADOS GERAIS DA EDUCAÇÃO, teremos perdido definitivamente a iniciativa, teremos nada para contrapôr à ofensiva brutal e ao mesmo tempo «inteligente» (na verdade, perversa) do poder contra a ESCOLA PÚBLICA. Porque, não tenhamos dúvida que esta ofensiva não se dirige principalmente a nós, como agentes do ensino, mesmo sendo os direitos e estatuto dos professores um importante «dano colateral» desta guerra. É preciso compreender que esta guerra tem como objectivo mercantilizar e tornar completamente dócil a essa mercantilização a escola e seus agentes: a escola, está sendo transformada num imenso mercado, cheio de oportunidades para os «empreendedores» e onde os autarcas e políticos de toda a espécie irão mergulhar, predando os lugares de chefia, cada vez mais apetitosos em termos de poder real e de remuneração. Nisto, o povo trabalhador, cujos filhos frequentam a escola pública, só tem a perder. A escola que irão (des)construir será uma escola totalmente servil ao capitalismo, politizada no pior sentido (ou seja transformada em local de tráfico de influências pessoais e políticas), sem quaisquer perspectivas de funcionar como «elevador de classes sociais» mas, pelo contrário, mantendo e reforçando a estrutura classista e o fosso entre ricos e pobres ( que, como sabeis, é dos mais elevados neste país comparativamente com os outros da OCDE).
Pelo menos a proposta da CDEP tem o mérito de contextualizar a nossa luta, de dar oportunidade a demonstrar à cidadania e ao eleitorado que este governo, contrariamente á propaganda, não está a acrescentar, mas desestabilizar; não está a construir, mas a destruir; não está a qualificar, mas a abastardar; não está a reformar, mas a desmontar tudo o que foi construído de melhor em 35 anos de democracia política, no que respeita ao sistema público de educação. Tudo isto no desrespeito mais absoluto de leis, leis essas produzidas e votadas pelo PS no poder ou pelos seus imediatos antecessores.
A incapacidade dos professores fazerem passar a ideia tão simples de que a escola está a ser atacada, não sendo a nossa luta uma luta corporativa, embora haja razões legítimas que nos assistem ao defendermos o nosso estatuto, etc. tem que ver com uma visão política estreita e ultrapassada que é veiculada por certos dirigentes sindicais. Eles consideram-se os que «pensam» as coisas e os «braços e pernas», «a classe», «as massas», terão de aceitar deixar cair os braços (chamam a isso greve) ou marchar como exército de carneiros (CHAMAM A ISSO MANIF).
De facto, eles arriscam-se a ter o esquema furado, pelo facto de haver esquerdistas dispostos a tudo para furar esta modorra, para acabar de vez com as direcções sindicais vendidas e traidoras, que apenas «picam o ponto» em vez de organizar a luta. Eles irão dar tudo por tudo para conseguir fazer com que, pelo menos em certos locais seja votada a greve em assembleia de docentes.
Eu, pessoalmente, acho que a estratégia de avançar para greves localizadas, possível em assembleias de escola (galvanizadas por activistas mais ou menos habéis e convencidas de que assim teriam a hipótese de arrastar o conjunto do professorado para uma greve de grandes dimensões) é completamente irrealista. Caso não fosse, eu seria um proponente de tal estratégia.
Mas não vejo que ela traga qualquer benefício em termos de nossa luta concreta, da possibilidade de colocar em cheque o poder e de nos posicionarmos melhor, nesta guerra de desgaste.
Com efeito, a desmobilização da imensa maioria dos docentes foi causada pela direcção marcadamente titubeante e reformista destas lutas, quando tinha a plataforma a iniciativa perdeu-a, tendo sido reiteradamente dada a oportunidade ao movimento sindical docente de fazer frente ao governo, sabendo nós que os movimentos, nisso, tiveram um enorme papel. Agora, o melhor que podemos fazer é limitar os estragos, impedir que os esforços de mais de um ano intenso de luta seja completamente desperdiçado (ou pior, canalizado para A CHICANA POLÍTICA ELEITORAL).
O que proponho é que façamos uma manifestação, cívica, não com os pés (somente), mas (sobretudo) com os cérebros! Não digo que não se faça uma marcha, digo sim que se faça SOBRETUDO, jornadas de reflexão e acção em torno da defesa da escola e da profissão deste país. Teriam de ser dinamizadas por nós, aproveitando as reuniões sindicais, as quais irão ser formatadas da pior maneira, como já vimos no ano anterior com o famoso «dia D» (em que as propostas já estavam pré-digeridas, apenas restando aos «estúpidos» dos professores votar nas ilustres propostas que os sindicatos iluminados nos fizeram o favor de oferecer... que lindas propostas, lembram-se? eu próprio deixei-me enganar nesse tal dia, confesso!).
Aguardo vossa crítica a um desabafo, que apenas me compromete a mim, embora considere que estamos todos coniventes nesta guerra e portanto devemos nos apoiar mutuamente e fazer unidade, construída desde a base, numa discussão séria e não à espera que os burocratas sindicais, partidários, os «opinion makers» ou «spin-doctors», façam os seus joguinhos nas nossas costas e com as nefastas consequências que estão à vista.
Solidariedade,
Manuel Baptista

Da ilegalidade e da primeira pedra

Vindo da DGRHE:

1. nenhum órgão da escola pode decidir renunciar, antecipadamente, à
atribuição de qualquer classificação, no âmbito do processo de
avaliação de desempenho docente;

2. qualquer classificação atribuída deve resultar do nível do
desempenho evidenciado por cada docente, sendo, por isso, um processo
individual, que não pode ser alvo de uma decisão prévia;

3. ao impedir o acesso às classificações de Muito Bom e Excelente dos
docentes de uma escola, os responsáveis pelo respectivo processo de
avaliação de desempenho estão a incorrer numa ilegalidade, por
desrespeito, nomeadamente, do disposto no artigo 21º do
Decreto-Regulamentar 2/2008, de 10 de Janeiro, que estabelece o
sistema de classificação da avaliação de desempenho docente.

Dizem, por aí, que estamos a entrar, em passo de marcha, num regime
político totalitário mal disfarçado. O que eu noto, é que o regime
político tem por capangas gente com menos de dois dedos de testa.

Senão, vejamos:

a) O modelo-faz-de-conta de avaliação renuncia, antecipadamente, à
atribuição das classificações de Muito Bom e de Excelente. Não é para
todos, portanto. Depende das quotas.

b) As classificações de Muito Bom e de Excelente resultam, também, do
nível de desempenho evidenciado por cada docente, mas não só;
resultam, também, da decisão prévia do ME em não as atribuir a todas
as pessoas que as mereçam por mérito próprio - só a algumas delas, por
via das quotas.

c) Na prática, os responsáveis pelo processo de avaliação de
desempenho vão, de facto, impedir o acesso às classificações de Muito
Bom e Excelente de alguns dos docentes de uma escola, ao terem que
aplicar as quotas; que não era ético, nós já sabíamos; que não era
decente, nós já sabíamos; faltava-nos saber, pelo punho dos capangas
da DGRHE, que a existência de quotas é, ela própria, uma ilegalidade,
por impedir o acesso às classificações de Muito Bom e Excelente!

http://pedro-na-escola.blogs.sapo.pt/

Reflexão sobre os efeitos da desqualificação da Escola Pública

[reflexão publicada em comentário a
Eu tenho tentado por todos os meios chamar a atenção para o papel estratégico que a educação tem e para os graves efeitos de desqualificação da escola pública perpetrada por este governo. Este discurso não parece, no entanto, «passar», mesmo entre as pessoas que mais deveriam estar preocupadas com isso. Claro que não é um problema de comunicação meu, da minha falta de capacidade, pois o meu discurso é idêntico em muitos aspectos ao de outras pessoas, mesmo de pessoas com pressupostos ideológicos muito diferentes dos meus!
Então, o problema está sobretudo na super-estrutura ideológica que oprime este povo, de forma tanto mais eficaz quanto é uma coisa que passa despercebida.
Isto tem a ver com o complexo de país neo-colonizado, que eu diagnostiquei há bastante tempo, mas que é considerado «politicamente incorrecto»... por uma esquerda que apenas sabe copiar as modas intelectuais dos países centrais. Uma esquerda que se quer fantasiar como força motriz de mudança social, no entanto ela apenas mantém o equívoco em tudo, impossibilitando que as lutas se desenvolvam no contexto real, o da luta de classes, ao fim ao cabo, que teria muito mais eficácia.
Por isso, os senhores que controlam os sindicatos tudo têm feito para manter a luta em defesa da escola pública como luta corporativa dos professores, desarmando assim os próprios professores, pois estes só poderiam triunfar caso esta luta fosse compreendida pelo menos por uma grande parte do povo, como luta pela escola pública! Estes senhores sabem o que fazem, porque as propostas que vão no sentido de apelar a um alargamento horizontal da frente, em solidariedade com os restantes funcionários e com o povo trabalhador, são menorizadas quando não rejeitadas: porém, eles sabem perfeitamente que seriam essas e não outras as vias de uma luta EFICAZ, socialmente consequente e portanto perigosa para o poder instalado.
Por que não o fazem? Porque eles querem manter o controlo sobre as bases; ou seja, querem que estas estejam submetidas aos «generais» que eles se imaginam. Porque eles são na verdade políticos, com critérios políticos, interessados em fazer dano político, em afunilar portanto a luta para canalizar o descontentamento para ele se exprimir nas urnas. As urnas que sejam incendiadas! Não temos nada a ganhar com a orientação política da luta, é uma forma de auto-derrota completa: quem garante que os vossos eleitos sejam respeitosos das suas promessas? Eles serão íntegros até deterem uma fatia significativa do poder (ou até nem isso!)... depois... farão como os restantes!
Há pessoas que não passam daqui; acham que a luta é para «fazer com que o PS perca a maioria». Evidentemente que isto não me entusiasma a mim, como não entusiasma muita gente e sobretudo não me parece uma razão válida para se lutar esta luta. Tenha o partido que tiver a maioria que tiver, o problema da escola pública mantém-se; as razões para se lutar em todos os aspectos pela sua defesa mantêm-se; mais, pensar-se que as «propostas» dos partidos acrescentam algo é uma ingenuidade ou mesmo uma perversidade. Os partidos estão para o movimento social como a carraça está para o cão. Aproveitam-se dele, «cavalgam-no», tentam controlá-lo, desviá-lo para satisfazer as suas estratégias de tomada (ou manutenção) do poder.

Manuel Baptista

Protesto s mundiais contra «reformas» neo-liberais na escola


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Emancipating Education For All

Pais Condenados (Espanha) por agressividade do filho na escola

Condenada pela agressividade do seu filho

O título bem poderia ser 'Condenada pela agressividade do seu educando ou as razões porque, por cá, somos tão estranhos'.

Em Portugal uma aluna agride a professora. Pena máxima: transferência de escola. Ou seja: 'Passa a outro e não ao mesmo'!
Em Espanha, os pais são responsabilizados. Leia-se este artigo no
El País (que aqui publicamos).
Vale a pena ler e repassar, para ver se este artigo chega ao PR, ao PM, ao PGR ou a qualquer outro que tenha responsabilidades neste país onde os pais nunca são responsabilizados pela educação que dão aos filhos...

Uma colega, num e-mail que me enviou, dizia 'Se eu for atacada por um cão, que é um animal irracional, o dono é responsável pelos actos e pelos danos que o animal causar. Mas se eu for 'atacada' por um aluno, a culpa é minha porque não soube impor respeito.


Como é que os pais podem ser desresponsabilizados pelas atitudes dos filhos, pelos valores e exemplos que lhes deram, pela falta de cuidado e de preocupação com que os deixaram crescer em auto-gestão, sem lhes impor regras nem limites?
Já a minha avó dizia que 'de pequenino é que se torce o pepino'. Mas hoje os pais têm medo de educar os filhos; têm medo que eles fiquem traumatizados porque, ao obrigá-los a pôr o cinto na cadeirinha do carro, eles começam a chorar...

É lógico que aos 10 - 15 anos (quando não mais cedo) o 'pepino' já está demasiado torcido e 'Quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita'.


Eis a notícia:

Condenada por la agresividad de su hijo


La Audiencia de Sevilla encuentra culpable a una madre por su 'laxitud y tolerancia' a la actitud violenta de su vástago
La Audiencia de Sevilla ha condenado a una mujer a pagar 14.000 euros de multa por una agresión de su hijo en el Instituto de Secundaria en el que estudia. El tribunal considera que la 'laxitud y tolerancia' de la mujer a la hora de educar al menor han motivado el comportamiento violento del adolescente.
La multa pagará el tratamiento para recomponer los dientes de otro menor, compañero de Instituto Castilla de Castilleja de la Cuesta, Sevilla. En el juicio, la mujer intentó desviar la responsabilidad hacia el centro educativo por no hacer 'labores suficientes de vigilancia' de los alumnos, pero la sentencia estima que los adolescentes no necesitan una vigilancia tan rígida, sino que 'la brutalidad e intensidad' de la agresión evidencian 'una falta de inculcación o asimilación de educación y moderación de costumbrse en el agresor para la convivencia en valores'.
La Audiencia confirma así el primer fallo judicial que hablaba de una 'incorrecta educación', que los jueces equiparan a aquellas situaciones en las que los progenitores 'permiten o no se preocupan de controlar que sus hijos no lleven al centro escolar objetos que puedan resultar en sí mismos peligrosos'.

Confira a notícia no El País.


Se tiver dificuldade em compreender o castelhano, leia o texto numa tradução rápida:
Condenada pela agressividade do seu filho

O Tribunal de Sevilha condenou uma mãe pelo 'laxismo e tolerância' que provocou a atitude violenta do seu educando.
O Tribunal de Sevilha condenou uma mulher ao pagamento de uma multa de 14.000 euros por causa de uma agressão do seu filho ocorrida no Instituto de Secundaria em que anda a estudar. O tribunal considerou que o 'laxismo e tolerância' da mulher na educação do menor é que motivaram o comportamento violento do adolescente.
A multa servirá para pagar o tratamento de reconstituição dos dentes do outro menor, colega no Instituto Castilla de Castilleja de la Cuesta, Sevilha. Durante o julgamento, a mulher tentou atribuir a responsabilidade ao centro educativo por não ter executado as 'tarefas suficientes de vigilância' sobre os alunos, mas a sentença ajuizou que os adolescentes não necessitam de uma vigilância tão rígida, antes que 'a brutalidade e intensidade' da agressão evidenciam 'uma falta de comunicação ou assimilação de educação e a moderação de costumes no agressor para uma convivência assente em valores'.
O Tribunal confirma assim a primeira decisão judicial que referia uma 'educação incorrecta ', que os juízos comparam com aquelas situações em que os progenitores 'permitem ou não se preocupam em controlar os seus filhos para que não levem para as escolas objectos que possam tornar-se, por si mesmos, perigosos'.

Publicada por ILÍDIO TRINDADE

Comentário:

Esta questão é delicada. Culpar as famílias pelo que se passa nas escolas é sempre uma questão susceptível de se incorrer em muitas injustiças. Foi por via do governo francês que essa "moda" pegou na Europa. O problema, aqui e em França, está no modo como a sociedade está organizada e todos os implicados se devem procurar entender para encontrar soluções para os problemas da violência nas escolas, das famílias desestruturadas, do desemprego e da precariedade, do autoritarismo que se prepara para reinar nas escolas.


Paula Montez

Plataforma Sindical/Mário Nogueira

Vem muito a propósito a releitura do post que publiquei aqui em 17 de Outubro de 2008, (para escândalo de alguns!), sobre esta matéria:
Citação de: isabelpires em Outubro 17, 2008, 09:10:39

Unamo-nos em torno da Plataforma Sindical!

Colega: não resisti a alinhavar ou reafirmar algumas ideias, a propósito deste seu post.


1- A 1ª delas é insistir para que não se continue a mistificar as coisas, e se comecem de uma vez a chamar "os bois pelos nomes". De facto, não é uma mera questão de semântica quando confundimos sindicatos, ou plataformas de sindicatos, com as posições tomadas pela maioria dos seus dirigentes máximos. O sindicatos, para o bem e para o mal, não são as suas direcções, são isso sim TODOS os associados - sejam eles Dirigentes nacionais, regionais de zona, Delegados, Activistas sindicais ou mesmo Sócios sem vida sindical particularmente activa: numa palavra somos todos nós. E se as organizações sindicais tiverem uma vida interna minimamente democrática (e esse desiderato não "cai do céu", conquista-se exercendo os nossos direitos estatutários) podemos assistir a momentos em que a vontade da maioria dos sócios se impõe às posições da maioria das direcções sindicais. Provando o que afirmei, posso referir-lhe que nas 3 últimas Assembleias Gerais de Sócios do meu sindicato (o SPGL/FENPROF) as posições da maioria da direcção sindical (nomeadamente da sua Comissão Executiva) foram derrotadas pela moções, propostas e posições da maioria dos sócios (entre os quais eu próprio me encontrava). E nem só nas AGS's isso é possível, por ex. no plenário de 1 de Outubro, realizado pelo SPGL na Casa da Imprensa, sucedeu a mesmíssima coisa.

2- Em post's recentes caracterizei a Plataforma sindical como um "Lázaro", ou seja um fantasma, um defunto várias vezes morto e outras tantas ressuscitado. Mas - reparem e reflictam nos porquês, colegas - é sempre ressuscitada nas mesmas circunstâncias político-sindicais, ou seja, quando a indignação da classe e das escolas toma corpo, extravasa e ameaça sair à rua com palavras e reivindicações próprias. Tal como aconteceu em finais de Fevereiro deste ano, com o funesto desfecho que todos nós conhecemos e sofremos hoje na pele.

3- Quando propus publicamente um programa mínimo* ao seu porta-voz e secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira - Outra das palavras que utilizei na caracterização da Plataforma foi "albergue espanhol". De facto e analisando o histórico do Movimento Sindical Unitário (CGTP/IN) no qual a FENPROF está filiada, não há paralelo nem registo de uma aliança espúria entre organizações sindicais da UGT (PS e até PSD), Independentes (alguns com posições fortemente corporativas e elitistas) e CGTP (ala direita e esquerda) ser tão durável no tempo, num decurso de um processo reivindicativo, em qualquer sector de actividade profissional. A pergunta que se põe é: porque isso acontece? E esse facto será benéfico para o êxito do próprio processo reivindicativo docente? Ora eu penso que não é - e os resultados estão à vista (ou ainda precisamos de mais?!),

  • O dilema de Nogueira

    Subscrevo pontualmente a análise feita, com algumas correcções. Já escrevi neste fórum que, na sequência da chantagem feita nos bastidores do IX Congresso pela minoria (derrotada em votação directa dos delegados), Nogueira ficou refém da ala direita da FENPROF (direcções do SPGL e SPN), cuja ameaça de cindir a FENPROF e criar uma nova federação paralela, caso não obtivesse representação maioritária no Secretariado Nacional, surtiu efeito.

    A somar a este compromisso político (que traiu o sentir da maioria clara dos delegados ao Congresso), posteriormente MN acrescentou ainda outro: após ter cedido à ala direita da FENPROF, foi obrigado também, por essa via dessa cedência, a ficar prisioneiro da alianças prioritárias com a FNE(PSD) e com a tão "incensada" - várias vezes defunta e outras tantas ressuscitada (quando convém) - Plataforma Sindical Docente.

    O dilema de MN bem pode resumir-se (com algumas diferenças como e óbvio) ao de MLR ("perdi os professores mas ganhei a sociedade"). Neste caso seria: "ganhei os sectores sindicais à minha direita mas perdi os meus próprios apoiantes e os sectores à minha esquerda".


    MN ainda está, contudo, a tempo de sair deste autêntico colete de forças, assim o queira, para tal deverá:


    1- quebrar os acordos de fundo com o ME.

    2- retirar-se da funesto albergue espanhol que é a Plataforma.

    3- encostar à parede a ala direita da FENPROF e retirar-lhe os cargos que, antidemocraticamente e por via da chantagem, ainda ocupa.

    4- dar de novo a palavra aos delegados ao IX Congresso e comprometer-se definitiva e exclusivamente com os Professores em luta.

    5- eleger como aliado sindical preferencial nas acções reivindicativas a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública - a Frente Comum e o Movimento Sindical Unitário.

    Eis o programa mínimo que MN ainda vai a tempo de abraçar caso queira sair de cara lavada do beco sem saída onde se meteu. Estará ele disposto a tal?


    Paulo Ambrósio

    - sócio nº 55177 do SPGL/FENPROF

    - sub-coordenador da Frente de Professores e Educadores Desempregados do SPGL

    - membro do Grupo de Trabalho da Precariedade e Desemprego Docente da FENPROF

    - membro da Comissão de Professores e Educadores Contratados do SPGL desde 1999

    - ex-delegado sindical do SPGL

Agrupamento de Santo Onofre


Presidente do Sindicato dos Professores da Zona Centro não condena
Comissão Provisória de Santo Onofre tem dois dirigentes sindicais

03.04.2009 - 19h43 Graça Barbosa Ribeiro

O presidente e uma das adjuntas da Comissão integram a Comissão Administrativa Provisória do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha, são dirigentes do Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC), confirmou, em declarações ao PÚBLICO, o presidente desta organização sindical que é, simultaneamente, vice-secretário-geral da Federação Nacional de Professores (FNE), José Ricardo.

O presidente do SPZC, que disse ter tomado conhecimento da situação através do PÚBLICO, afirmou que o sindicato não foi ouvido pelos dois elementos que aceitaram o convite do director Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo. Mas sublinhou que, na sua perspectiva, “não tinham de o fazer”. “Não agiram como dirigentes sindicais mas como professores e fizeram, com toda a certeza, o que pensam ser o melhor para a escola”, considerou.

José Ricardo, que disse não se querer pronunciar na qualidade de dirigente da FNE, não quis também comentar a decisão do Ministério da Educação, que ontem fez cessar o mandato do Conselho Executivo eleito e o substituiu pela tal Comissão Administrativa Provisória.

Na origem da decisão do ministério – fortemente contestada pela Fenprof e pelos movimentos independentes dos professores – está o facto de no agrupamento não ter sido constituído o Conselho Geral Transitório. E tal não aconteceu porque nenhum dos cerca de 180 professores e educadores se candidatou a representar os colegas naquele órgão, ao qual, de acordo com o novo modelo de gestão das escolas, cabe escolher o director.

Ontem, na Assembleia da República, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues justificou a intervenção dizendo que “o cumprimento da lei não é uma questão facultativa”, mas “uma obrigação”. Em declarações ao PÚBLICO, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, responsabilizou os professores que, disse, “não quiseram participar na governação das suas escolas e não cumpriram um dever de cidadania: o de apresentar uma ou mais listas ao Conselho Transitório”.


Notícia reformulada às 20h37
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1372558&idCanal=58

In Público.

Publicada por ILÍDIO TRINDADE


FNE e CAP de STo .Onofre - um fedor insuportável!

Eis a prova da justeza da minha classificação da FNE/UGT como uma organização dona de um percurso histórico ao serviço da traição a soldo do ME, e da Plataforma Sindical como um "albergue espanhol", "uma aliança espúria contra-natura", única (pela negativa) no movimento sindical português!

Depois de ter sido desta forma colocado à vista de todos o autêntico esterco que é a CAP de Sto. Onofre, não sei o que me choca mais: se o penetrante fedor de esgoto a céu aberto, se a lata e a desfaçatez "apaziguadora" do "camarada" João Dias da Silva, se o silêncio tumular dos seus parceiros na autodenominada "Plataforma Sindical de Professores"!

Por muito menos que isto se lançaram determinados indivíduos pelas janelas em 1640!

Mais palavras para quê?

Paulo Ambrósio


Deputados: regime de presenças e faltas

Saíu em Diário da República o novo regime de presenças e faltas ao Plenário da Assembleia da República:

Interessante este ponto:

7 — A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais. Quando for invocado o motivo de doença, poderá, porém, ser exigido atestado médico caso a situação se prolongue por mais de uma semana.

recebido de Isabel Pedrosa


Magalhães...

Olá Colegas!

Hoje trago aqui algumas dúvidas na esperança de que alguém me possa elucidar.
A propósito da inscrição dos alunos para que possam receber o computador Magalhães, foi-nos informado de que já estavam disponíveis para a nossa escola os códigos/vouchers de acesso via internet.
Foi-nos dito que ao inscrevermos os alunos temos como campo obrigatório de preenchimento o nif do próprio professor de cada turma.
Gostaria de saber se os colegas têm estado a introduzir o próprio nif e já agora qual a vossa opinião relativa a isso.

Se introduzir o nif é campo obrigatório, até que ponto os colegas, que não estão a inscrever eles mesmo a sua turma, dado que essa tarefa é feita na secretaria de alguns agrupamentos, estão ao corrente dessa situação.
Até que ponto nos podemos recusar a dar dados pessoais ao serviço da escola nesta situação que em minha opinião cada encarregado de educação é que deveria inscrever o seu próprio educando e não os professores.
Aguardo relatos de experiências de quem já tenha feito a inscrição da sua turma.

Obrigada.

in Sala dos Professores

APEDE: Caso AGRUPAMENTO DE SANTO ONOFRE

A FNE E SANTO ONOFRE: UMA ATITUDE INACEITÁVEL

Já não é a primeira vez que se registam sinais preocupantes de tergiversação da parte da FNE, alguns dos quais foram a seu tempo denunciados pela APEDE, suscitando desmentidos solenes pela voz dos dirigentes daquela federação sindical.


Agora, porém, é o próprio secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, que vem manifestar a sua compreensão e aceitação perante o facto de dois dirigentes do Sindicato dos Professores da Zona Centro, integrado nessa estrutura sindical, se prestarem ao papel triste de exercer os cargos de presidente e de adjunta do presidente da miserável Comissão Administrativa Provisória do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre com que o Ministério pretende substituir o Conselho Executivo democraticamente eleito desse Agrupamento.


São sindicalistas deste jaez que desprestigiam os sindicatos dos professores.

São sindicalistas deste jaez que contribuem para afastar os professores da actividade sindical.

São sindicalistas deste jaez que explicam e justificam a existência dos movimentos de professores.


APEDE AQUI


Comentários:


Isabel Pedrosa Pires disse...

A Comissão Executiva Provisória de Stº Onofre
Pois é, agora já se sabe quem faz parte da Comissão Executiva Provisória imposta pelo ME / DREL ao agrupamento? Dois dirigentes da FNE, pois, isto veio em todas as notícias. Mas, pasmem, também faz parte o camarada David Caetano, sócio do SPGL e candidato pela Lista B (afecta ao ao PCP) às eleições para a direcção do SPGL (ou pelo menos fazia, suponho que o substituirão se não o substituíram já).
Haja Berloques!

Anônimo disse...

Há um velho ditado popular que diz: "Não cuspas para o ar, porque pode cair-te em cima".
Ainda vou ver muitos casacos e camisas manchadas com com o cuspe dos próprios donos.
Vou andar por aí..., mas atento. Agora até já se sabe, segundo a Isabel Pires, que um professor candidato da lista do PCP, também integra o Conselho Executivo provisório da escola de Santo Onofre. Mas parece-me que este facto já não interessa se muito comentado!!!. É no, mínimo estranho!!!. E, ainda vou ver mais.... Ainda vou ver todos os contestários a candidatrem-se ao Conselho Geral Transitório da escola. E, mais, hei-de ver alguns deles a candidaterem-se ao cargo de Director da escola...Daqui a uns meses cá estarei a relembrar estas estórias...



sexta-feira, abril 03, 2009

ME: Nomeada Comissão Provisória (Agrupamento de Escolas de Santo Onofre)

Ministério já nomeou Comissão Administrativa Provisória
Conselho Executivo de Agrupamento de Santo Onofre destituído
02.04.2009 - 17h38 Graça Barbosa Ribeiro
O Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha, foi hoje destituído e substituído por uma Comissão Administrativa Provisória. As alterações foram comunicadas pelo Director Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo, que se deslocou à sede do agrupamento para dar conta da decisão aos elementos do CE, cujo mandato terminava no final do próximo ano lectivo.

Na origem da decisão estará o facto de no agrupamento não ter sido constituído o Conselho Geral Transitório, por nenhum dos cerca de 180 professores e educadores se ter candidatado a representar os colegas naquele órgão, ao qual, de acordo com o novo modelo de gestão das escolas, cabe escolher o director.

MUP: Solidariedade com o Agrupamento de Escolas de Santo Onofre

SOLIDARIEDADE PELA RESISTÊNCIA

Depois de receber a MOÇÃO DOS PROFESSORES DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE SANTO ONOFRE, o MUP vem manifestar publicamente a sua solidariedade a todos os corajosos colegas deste Agrupamento pela dignidade e acção em prol da defesa da democracia, apoiando a sua revolta perante os ataques superiores aos mais básicos princípios dos direitos dos cidadãos e da convivência democrática.

O MUP apela também a que, no País, se gere uma corrente de apoio e de solidariedade para com os colegas deste Agrupamento das Caldas da Rainha e que possa, ao mesmo tempo, contribuir para que seja respeitada a democracia em todos os locais onde ela deve começar por ser ensinada: as escolas.

MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR
NÃO PODEMOS FICAR PARADOS! PASSA AOS COLEGAS!

PROMOVA - Comunicado (Agrpamento de Escolas de Santo Onofre)

PROmova.jpg

Comunicado do Movimento PROmova

A propósito da intenção de captura anti-democrática do Agrupamento de Escolas de Sto Onofre - Caldas da Rainha

O Movimento PROmova sempre tem expressado, publicamente, o seu repúdio pelo modelo de gestão instituído (imposto) pelo Decreto-Lei nº 75/2008, de 22 de Abril, em virtude de o mesmo corporizar uma indisfarçável apologia do desrespeito pelos procedimentos democráticos, amputando, gravemente, o estado de direito e a escola como espaço de aprendizagem da democracia, a que acresce a convicção de se tratar de um documento eivado de inconstitucionalidades.

Os tiques de autoritarismo evidenciados por esta equipa ministerial, que o tempo demonstrará ser de triste memória, não conseguem ser, minimamente, disfarçados pelo seu permanente e estafado monólogo repleto de inverdades, omissões, manobras estatísticas, chantagens e interpretações equivocadas da legislação.

A captura anti-democrática do Agrupamento de Escolas de Sto. Onofre só vem demonstrar à saciedade quais os verdadeiros desígnios desta equipa ministerial que, sub-repticiamente, legisla procurando enganar os mais incautos com a aprovação de artigos lesivos de uma genuína democraticidade.

Num momento particularmente crítico para a defesa das práticas democráticas nas escolas, a responsabilidade da decisão que agora está em causa vai ser, quiçá, novamente atribuída, como tem sido prática corrente deste ministério, às interpretações erróneas de quem, demonstrando ser fiel aos desígnios ministeriais, actua em conformidade com as imposições autocráticas oriundas da 5 de Outubro, mesmo que desrespeitem a lei vigente, já que «(…) A direcção de cada estabelecimento ou grupo de estabelecimentos dos ensinos básico e secundário é assegurada por órgãos próprios, para os quais são democraticamente eleitos os representantes de professores, alunos e pessoal não docente, e apoiada por órgãos consultivos e por serviços especializados (…)» (LBSE, artº 48º, ponto 4) que nem as posteriores rectificações à mesma, como é o caso, por exemplo da Lei nº 49/2005, de 30 de Agosto, ousaram alterar.

E será que a decisão que agora está em causa é respeitadora de «(…) Em cada estabelecimento ou grupo de estabelecimentos de educação e ensino a administração e gestão orientam-se por princípios de democraticidade e de participação de todos os implicados no processo educativo, tendo em atenção as características específicas de cada nível de educação e ensino. (…)» (LBSE, artº 48º, ponto 2)?

E será que a “constante preocupação”, por parte desta equipa ministerial, pela qualidade do ensino a ser ministrado nas escolas está ampla, eficaz e efectivamente defendida nesta decisão que é tomada em plena contradição com o que se pode ler num artigo de uma Lei emanada da Assembleia da República e que diz, concretamente, que «(…) Na administração e gestão dos estabelecimentos de educação e ensino devem prevalecer critérios de natureza pedagógica e científica sobre critérios de natureza administrativa. (…)» (LBSE, artº 48º, ponto 3)?

Destrói-se, de ânimo leve, o bom ambiente do Agrupamento, o sucesso escolar e uma gestão eficaz, aceite e valorizada por toda a comunidade escolar, em nome de uma aventura gestionária imposta e castradora da autonomia, a qual será geradora de conflitualidade e de perturbação no Agrupamento, mas de que esta equipa e esta governação já não responderão pelas consequências negativas que venha a ter para alunos e professores?

Pelos vistos, esta equipa ministerial, tem um conceito prático completamente distinto do conceito teórico por si defendido ao estipular que «(…) A autonomia é a faculdade concedida ao agrupamento de escolas ou à escola não agrupada pela lei e pela administração educativa de tomar decisões nos domínios da organização pedagógica, da organização curricular, da gestão dos recursos humanos, da acção social escolar e da gestão estratégica, patrimonial, administrativa e financeira, no quadro das funções, competências e recursos que lhe estão atribuídos. (…)» (Decreto-Lei nº 75/2008, artº 8º, ponto 1).

Esta decisão é a evidência do que sempre vimos camuflado no novo Regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário: o desejo de uma total submissão das escolas através da instituição da figura do director como um súbdito da cadeia hierárquica quando não, mesmo, um submisso representante político do partido do governo.

Em conformidade com o exposto, o Movimento PROmova reafirma a sua total solidariedade e o seu incondicional apoio ao espírito de resistência dos colegas do Agrupamento de Sto Onofre, tomando a iniciativa de propor às organizações representativas dos professores um conjunto de acções de protesto a serem desencadeadas desde já e disponibilizando-se para divulgar e participar em outras que venham a ser propostas.

Aquele abraço,

PROmova,

PROFESSORES - Movimento de Valorização

Reacções à demissão do CE do Agrupamento de Santo Onofre

O que se passa na educação não pode deixar ninguém indiferente. A situação de arbítrio, ilegalidade, atropelos às mais elementares regras do Direito, são uma espécie de «campo experimental» do que em breve se irá passar ao nível do país inteiro. A clique que se assenhoriou das rédeas do poder não conhece outra «lei» senão o seu desejo insaciável de poder.
As pressões sobre os docentes, as manobras propagandísticas destinadas a ocultar o descalabro que esta equipa trouxe ao quotidiano das escolas, o «sucesso» meramente estatístico... são gravíssimos.
Não menos grave, porque configura a impossibilidade de futuramente reparar todos os danos causados pela equipa de malfeitores, é a imposição de um modelo completamente autoritário e hierárquico na gestão das escolas e agrupamentos. Este modelo torna possível e gerível a destruição sistemática da escola pública. Pelo menos, da escola pública como local onde se pode ensinar e aprender em relativa liberdade, sem se estar dependente da maior ou menor disponibilidade económica dos progenitores, sem se ter ou não emprego consoante se agrade ou não ao director. Ficará a «escola pública» sem qualidade, onde os professores e demais trabalhadores perderam toda a alegria de trabalhar. A escola destinada aos pobrezinhos, aos coitadinhos que não foram 'espertos' e não enriqueceram (ou não herdaram fortuna).
É preciso fazer algo... estes governantes estão a destruir a escola pública, invocando -hipocritamente- a sua defesa.

MB

Comunicado do SPGL sobre demissão do CE de Sto. Onofre:

http://educar.wordpress.com/2009/03/31/assalto/#comment-212353

Moção aprovada pelos docentes do Agrupamento de Sto. Onofre:

http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2009/03/mocao-dos-professores-do-agrupamento-de.html

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Publicada por Luta Social em Luta Social

Uma professora a propósito da ausência de mobilização

Não sou sindicalizada e, por essa razão, não me sinto com autoridade para julgar o comportamento dos sindicatos. Mas sou professora e ainda não consegui deixar de me espantar com a falta de reacção imediata de todos os professores face às afrontas de que temos sido alvo. Perante uma notícia destas era de esperar que todos nos plantássemos em vigília sine die diante do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre. Será possível que cada um vá de férias assobiando para o lado na esperança cobarde que o fogo não chegue à sua palhota? Com ou sem sindicatos não temos capacidade para reagir - nem que seja por impulso - a uma cretinice desta monta? Não somos nós professores? Atitudes e valores não contam na avaliação que cada cidadão deve a si próprio?

No Umbigo apareceu uma proposta mas não me parece que a reacção seja significativa ...
"O tema do post foi desaguando em delta e já se vai perdendo o braço principal. Afinal, organizamo-nos para uma vigília frente ao agrupamento de Santo Onofre, ou vamos para férias cantando e rindo?"

http://educar.wordpress.com/2009/03/31/santo-onofre-no-publico/#comment-212484

(recebido por mail)


Canalha ataca Gestão Democrática nas Caldas da Rai nha! - 4 perguntas à Direcção do SPGL/FENPROF


Citação de: SPGL/FENPROF


Ministério da Educação demite Conselho Executivo de Santo Onofre

CONTRA AS ESCOLAS MARCHAR, MARCHAR

(OU COMO SE DESTRÓI UM PROJECTO DE SUCESSO)


A demissão imposta pelo Ministério da Educação ao Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, em Caldas da Rainha, tem um primeiro significado: para este Ministério da Educação o que menos importa é a qualidade das escolas e o bom ambiente de trabalho indispensável ao sucesso das aprendizagens. O Agrupamento de Santo Onofre colocou o interesse dos alunos acima da “guerra da avaliação de desempenho” e, por isso mesmo, rejeitou integralmente o modelo do ME, um modelo que substitui a cooperação pela concorrência e o trabalho colectivo pelo individualismo.

Numa visão muito “especial” de autonomia, o Ministério da Educação quer impor às escolas deste agrupamento um modelo de gestão e um modelo de avaliação que a escola de facto rejeita. Que a escola /agrupamento funcione bem, que os alunos tenham sucesso real (e não apenas estatístico…) que os professores se sintam unidos na construção de um projecto inovador e criativo, que a ligação com a comunidade seja exemplar, nada disso interessa aos que têm a arrogância do poder como único argumento. Como também não lhes interessa os vários prémios que o agrupamento tem recebido do jornal “O Público” na promoção dos jornais escolares, como não lhes interessa o terem sido pioneiros na informatização da escola e no cartão electrónico, como não lhes interessa o trabalho desenvolvido que a fez passar de TEIP a escola onde todos queriam matricular os filhos, como não lhes interessa os resultados escolares dos alunos, como não lhes interessa todos os projectos que ao longo dos anos tem desenvolvido com sucesso.

Ao que se sabe, o Ministério da Educação, do alto do seu despotismo nada iluminado, terá já nomeado três docentes para substituir - com que legalidade? - o Conselho Executivo legitimamente eleito. Um vindo de Peniche, outra de uma biblioteca e um outro não se sabe ainda donde … Paraquedistas impostos contra toda a comunidade escolar, poderão cumprir o seu papel de comissários políticos, mas não conseguirão, certamente, manter e desenvolver um projecto que exige paixão e uma liderança democraticamente aceite. Nestas coisas, o abuso de poder pura e simplesmente não funciona ou é mesmo contraproducente…

Esta brutal intervenção do Ministério da Educação (repete-se: em tudo contrária aos interesses dos alunos e aos de toda a comunidade) pretenderá talvez ser um “aviso à navegação“. “Quem se mete com o PS…leva!“. Lembram-se? Maria de Lurdes Rodrigues & Cia. passam agora à prática as diatribes verbais de Jorge Coelho: “Quem se mete com o ME… leva!“. Esta trupezeca pouco instruída ignora possivelmente que a história nunca deixa de derrubar, mais cedo ou mais tarde, os tiranetes e tiranetezitos de tigela ou de meia tigela e que o respeito pelo trabalho de gente honesta e competente é realmente aquilo que perdura. Sobretudo quando a honestidade e a competência têm de se impor contra a arrogância incompetente e ignorante de quem, por acaso e transitoriamente, ocupa os cadeirões do poder.

A direcção do SPGL exorta os professores e educadores do Agrupamento de Santo Onofre a que não desistam. O projecto de verdadeira autonomia que têm vindo a erguer não pode ser destruído. As trevas não duram sempre.

A Direcção do SPGL

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Depois da intimidação sobre o PEC do Agrupamento de Colares (Sintra), canalha ataca Gestão Democrática nas Caldas da Rainha! - 4 perguntas à Direcção do SPGL/FENPROF


Este comunicado, assinado pela Direcção do SPGL/FENPROF, está muto bem. Aliás, nestas coisas fica sempre bem forte retórica temperada por poesia. Mas, dada a dimensão deste autêntico acto de guerra da gentinha, só com paralelo no ME de Cardia (ver artigo reproduzido abaixo), pergunta-se:


1- O Presidente do SPGL/FENPROF, António Avelãs, já se deslocou ao local e reuniu de imediato com o CE democrático demitido e com os colegas em luta para em conjunto se delinearem se estratégias e formas de luta de forma a derrotar os intentos da canalha? Se ainda não o fez de que está (mais) à espera?!

2- Igualmente, de que estão à espera os órgãos sindicais geograficamente mais próximos do agrupamento atacado (Direcção Regional do Oeste e de Direcção da Zona das Caldas da Rainha do SPGL/FENPROF) para se porem em campo nem que seja para - em ano de eleições para os corpos gerentes - mostrarem algum serviço sindical?

3- Dessas formas de luta, a decidir democraticamente, a gravidade da situação não justificaria que a Direcção sindical não avançasse JÁ com a proposta de uma greve de solidariedade a realizar em tempo oportuno, quanto mais não fosse, também pelos agrupamentos vizinhos do ora atacado pela canalha?

4- Será exagerado ou irrealista exigirmos isto dos (ainda) dirigentes de uma organização sindical, cuja linha, ao arrepio da matriz fundadora e estatutária, se tem pautado nos últimos anos por estranhos ziguezagues e sobretudo por uma inércia insuportável face à camarilha que, aproveitando todas as folgas concedidas, agora revela a sua verdadeira face nas Caldas da Rainha?




- SOLIDARIEDADE INCONDICIONAL COM OS PROFESSORES E O LEGÍTIMO CONSELHO EXECUTIVO DO AGRUPAMEMTO DE STO. ONOFRE!

- PELA REPOSIÇÃO DA LEGALIDADE!

- EM DEFESA DA GESTÃO DEMOCRÁTICA!

- A LUTA CONTINUA!



Paulo Ambrósio

sócio nº 55177 do SPGL/FENPROF (Região de Lisboa, Zona Oeiras-Cascais)
subcoordenador da Frente de Professores Desempregados do SPGL/FENPROF
membro do Grupo da Precariedade e Desemprego Docente da FENPROF
membro do Grupo de Sindicalistas Independentes "Autonomia Sindical"
moderador global do Portal wwww.saladosprofessores.com

MEP: Reunião entre movimentos e sindicatos de professores e situação do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre

MOVIMENTO ESCOLA PÚBLICA
IGUALDADE E DEMOCRACIA

www.movescolapublica.net


Nesta newsletter: reunião entre movimentos e sindicatos de professores e situação do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre

A Luta de Novo Acesa

O terceiro período será de luta e mobilização massiva – esta foi a principal conclusão do encontro entre representantes da Plataforma Sindical e de Movimentos de Professores que se reuniram nesta quarta-feira – 1 de Abril - para consertar posições. António Avelãs, do SPGL, adiantou que a Plataforma Sindical irá discutir amanhã, sexta-feira, a proposta de uma grande acção de rua a realizar em Maio próximo.

Os Movimentos de Professores – APEDE, CDEP, MEP, MUP e PROmova – tinham solicitado este encontro com os sindicatos, na sequência do Encontro de Escolas em Luta, recentemente realizado em Leiria. A convergência de análise e de perspectivas foi evidente ao longo de toda a reunião.

Recorde-se que a semana de 20-24 de Abril (de consulta e debate sobre as melhores formas de luta), promovida pela Plataforma, vai ser marcada por reuniões em escolas e agrupamentos de todo o país. A necessidade de “re-unir” de novo toda a classe docente em torno do que é fundamental passará assim por encontrar uma forma e um plano de luta capaz de colocar o Ministério e o governo de Sócrates no centro da crise do sistema de ensino, de que são os principais responsáveis.

Num momento em que o modelo neo-liberal revela a sua perversidade e o cortejo de vítimas engrossa a cada dia que passa, só há um caminho a seguir: continuar, isto é, agudizar a luta.

A luta da classe docente deve ser claramente explicada à sociedade. A perseguição aos professores promovida por José Sócrates consta do manual do neo-liberalismo, que pretende transformar as escolas em empresas e armazéns de crianças e jovens, preparar a sua privatização, em suma, fracturar a escola em alunos e professores de primeira e de segunda categoria. A perseguição aos professores, o autoritarismo do ministério e a imposição de directores (autênticos comissários políticos PS/PSD na generalidade das escolas) visa destruir o carácter público e democrático das escolas, bem como impor os valores da cartilha neoliberal: a competição contra a cooperação, o individualismo, a discriminação, os cortes orçamentais, o aumento de alunos por turma, a precarização dos postos de trabalho do pessoal das escolas, o drástico abaixamento de salários - tudo características do modelo da escola-empresa defendido pelos ideólogos neo-conservadores da 5 de Outubro.

Abril e Maio apresentam-se assim como o tempo ideal para retomar a unidade e a solidariedade entre quem entregou o papel dos “objectivos individuais” e quem resistiu a entregar.

Lembram-se das duas manifestações que encheram as ruas da capital, em Março e Novembro? E do pânico do governo? E do desmascaramento da equipa ministerial?

Não é por andarem escondidos que nos esquecemos deles. Conhecemos o caminho para os confrontar de novo com a sua hipocrisia e falso humanismo.


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Agrupamento de Escolas de Santo Onofre

O Ministério da Educação ameaça destituir o Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, eleito democraticamente pelos professores e com mais um ano de mandato pela frente. O Ministério, do alto do seu pedestal, ignora o excelente trabalho desenvolvido por esta equipa – com excelentes resultados escolares e um projecto educativo inovador - e argumenta que não foram apresentadas listas para o Conselho Geral Transitório, pilar fundamental do seu modelo de avaliação autoritário.

O Movimento Escola Pública expressa a sua total solidariedade com todos os professores do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre que têm sido uma referência de peso na luta contra estes modelos de avaliação e gestão insensatos.


A burocracia não pode vencer a pedagogia!

Vê aqui a Moção aprovada pelos professores do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre


www.movescolapublica.net

terça-feira, março 31, 2009

Reunião Plataforma/Movimentos de Professores; CDEP: POR UMA CONFERÊNCIA NACIONAL

Cara(o) colega,


No seguimento do Encontro de Leiria, do passado dia 14 de Março, onde foi adoptada a moção da CDEP propondo uma Conferência Nacional de delegados eleitos pelos docentes, a partir das suas escolas (ver anexo), vai ter lugar hoje uma reunião de representantes dos "movimentos de professores" com a Plataforma Sindical.

Essa reunião terá lugar no dia 1/Abril na sede do SPGL (FENPROF – Rua Fialho de Almeida, nº 3), às 21 horas.

Pensamos que a CDEP deve lá ir para explicar o conteúdo da moção que fez aprovar em Leiria, no sentido da Plataforma Sindical se decidir a organizar a Conferência Nacional proposta.

Qual é a tua opinião? Que outras propostas ou informações relevantes poderão ser avançadas nesta reunião?

Algum de vós está disponível para participar na reunião, em nome da CDEP?


O que pensam de ser organizada uma reunião da CDEP, no dia 15 de Abril, na Biblioteca Municipal de Algés, para:

1) Fazer o balanço da actividade que a CDEP tem desenvolvido durante este ano lectivo;

2) Discutir a melhor forma de intervir nas reuniões promovidas pela Plataforma Sindical, que irão ter lugar nas escolas entre 27 e 30 de Abril;

3) Definir a actividade da CDEP durante o 3º período lectivo (avançamos, para já, a proposta das colegas Conceição Rolo e Paula Montez para ser pedida ao audiência aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, a fim de lhes ser entregue um documento – também subscrito pela CDEP – onde é feita a análise dos novos programas para a disciplina de Português no Ensino Básico).


Cordiais saudações


Carmelinda Pereira