terça-feira, março 10, 2009

Audiência na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência (Assembleia da República)

PROmova: aspectos mais destacáveis da audiência na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência

http://1.bp.blogspot.com/_KdtlQSb9TP0/SbBZ3kLEWsI/AAAAAAAAA5c/5uTWEHBwWZE/s400/cec.jpgEm primeiro lugar, gostava de começar este relato com uma palavra de agradecimento dirigida, tanto ao Presidente da Comissão, deputado António José Seguro (PS), em virtude da anuência dispensada à nossa solicitação e da celeridade com que a audição foi agendada, como aos restantes deputados que integram esta estrutura parlamentar pela forma afável e simpática como nos receberam.
A audiência correu muito bem, tendo-nos sido permitido intervir por duas vezes.
No essencial, as intervenções do Paulo Guinote, do Ilídio Trindade (em representação do MUP), do Ricardo Silva (em representação da APEDE), do Jaime Pinho (em representação do MEP) e de mim próprio (em representação do PROmova), incidiram no seguinte:
1) denúncia da forma como a tutela tem vindo a afrontar, desrespeitar, injustiçar, pressionar e intimidar os professores;
2) valorização da relevância do parecer jurídico do Dr. Garcia Pereira, o qual sustenta a existência de flagrantes inconstitucionalidades nos diplomas legais publicados pelo ME. Eu próprio sublinhei que à incompetência técnica e à injustiça que caracterizam o modelo de avaliação do desempenho, o parecer jurídico do Dr. Garcia Pereira vem acrescentar-lhe a imputação de inconstitucionalidades e de ilegalidades várias;
3) em conformidade, apelo aos grupos parlamentares para que solicitem a fiscalização sucessiva da constitucionalidade da legislação consubstanciada no ECD e daquela que suporta o modelo de avaliação e a avaliação "simplex";
4) enfatização da divisão da carreira em categorias como a origem da indignação dos professores, pela arbitrariedade e falta de seriedade com que desrespeitou e não avaliou currículos, experiências e desempenhos, gerando injustiças que, a não ser revogada esta divisão, não permitirão trazer paz às escolas;
5) necessidade de os professores conhecerem, preto no branco, quais são as consequências decorrentes da não entrega dos objectivos individuais e do relatório de auto-avaliação. Neste particular, constatamos a incomodidade dos deputados face à demora na resposta da ministra da Educação a solicitação escrita, unanimemente aprovada, neste sentido;
6) denúncia da casuística e da arbitrariedade com que os PCEs estão a lidar com a não entrega dos objectivos individuais, alguns dos quais têm enveredado pela via das ameaças e da ilegalidade;
7) focaram-se, ainda, as injustiças que advirão das implicações da avaliação de desempenho para efeitos de concurso, as dificuldades de comunicação entre os sistemas de avaliação continental, madeirense e açoriano para efeitos de concurso, ou, ainda, o aumento da indisciplina e da violência nas escolas.
Do ponto de vista das intervenções feitas por alguns dos deputados que integram a Comissão, permito-me destacar os seguintes aspectos:
1) a extraordinária sintonia dos deputados Pedro Duarte (PSD), Luísa Mesquita (não inscrita), Ana Drago (BE) e João Oliveira (PCP) com as reivindicações dos professores e com o diagnóstico da situação em que se encontram as escolas portuguesas, tal como descrito pelos representantes dos movimentos e pelo colega Paulo Guinote, quer em termos da indignação dos professores, quer ao nível do impasse e confusão que caracterizam este processo de avaliação, em resultado da resistência dos professores à entrega dos OIs e mercê de directivas dúbias e não assumidas;
2) couberam a Pedro Duarte e a Luísa Mesquita as intervenções mais críticas e mais contundentes face às políticas educativas do Governo, à conflitualidade, arbitrariedade e confusão que o ME tem vindo a desencadear, assim como à prepotência e à ausência de diálogo desta equipa ministerial. Por seu lado, Ana Drago qualificou de farsa o actual processo de avaliação e denunciou a intenção do ME em desarticular a autonomia intelectual e profissional dos docentes, assim como em reduzir despesas à custa da progressão dos docentes;
3) o deputado Pedro Duarte, ainda que não o tenha afirmado explicitamente, deixou subentendido na sua intervenção que, caso o PSD venha a ter responsabilidades governativas, o ECD será alterado, podendo inferir-se que, dada a sintonia com as reivindicações dos professores e tendo em conta as declarações públicas de Manuela Ferreira Leite, essas modificações contemplariam a revogação da divisão da carreira entre "titulares" e "professores", assim como a substituição deste modelo de avaliação.
Como notas surpreendentes, ou talvez não, registo os dois episódios seguintes:
1) a intervenção do deputado Luís Fagundes Duarte, em representação do PS, o qual afirmou que "embora seja deputado do PS não sou cego. Não é preciso ser muito inteligente para perceber que alguma coisa não está a correr bem", chegando, mesmo, a admitir que "muitas coisas estão a correr mal";
2) o conforto pessoal que senti, após o final da audição, em consequência das palavras de incentivo que a deputada socialista Júlia Caré me dirigiu, no sentido de prosseguirmos a resistência contra este modelo de avaliação, em prol da dignificação da profissão docente e da qualificação da escola pública.
Apesar de se tratar de uma audição, a simples circunstância de os deputados presentes não terem sentido necessidade de dirigir nenhuma questão, nem terem confrontado ou contestado nenhuma das afirmações proferidas por Paulo Guinote e pelos representantes dos movimentos, é bem elucidativo, tanto da clareza com que os problemas foram apresentados, como da consistência argumentativa que pautou as nossas intervenções.
Com excepção de dois ou três deputados do PS, os restantes foram deixando transparecer, nas suas expressões, assentimento com as nossas posições.
Por seu lado, os deputados Pedro Duarte (PSD), Luísa Mesquita (não inscrita), Ana Drago (BE) e João Oliveira (PCP) elogiaram a resistência e a intervenção cívica dos movimentos de professores, bem como nos estimularam a prosseguir a contestação sem receios.
A sensação foi a de que valeu a pena solicitarmos esta audiência, pois obtivemos ganhos de credibilidade e sentimos um respaldo político alargado para as nossas reivindicações.
Vamos continuar a resistir até que a seriedade e a justiça vinguem nas escolas.

Octávio V Gonçalves
(Núcleo de Estratégia do PROmova)

Escolas em meios desfavorecidos vão poder contratar todos os seus professores a partir deste ano

No Público de ontem:
Mais autonomia que isto não há!!!
Educação

Escolas em meios desfavorecidos vão poder contratar todos os seus professores a partir deste ano

05.03.2009 - 15h12 Lusa

As cerca de 60 escolas integradas nos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária, localizadas em contextos sócio-económicos desfavorecidos e com elevadas taxas de abandono e insucesso escolar, vão poder a partir deste ano contratar directamente todos os seus professores.

"A partir deste ano, todos os professores desses estabelecimentos de ensino, mesmo os dos quadros, passarão a ser recrutados directamente pelas próprias escolas. Mais autonomia que isto não há", disse à Lusa o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos.

De acordo com uma proposta de portaria conjunta dos ministérios das Finanças e da Educação, que será ainda negociada com os sindicatos do sector, as escolas "definem os grupos de recrutamento a concurso, os requisitos de acesso, os critérios de selecção, de desempate, de exclusão e as listas finais de colocação".

A medida justifica-se, segundo o secretário de Estado, com as "características e dificuldades especiais destes estabelecimentos de ensino", sendo por isso necessário recrutar professores "com competências específicas" e com "muita vontade de trabalhar lá".

"Muitos professores colocados nestas escolas através do concurso nacional não queriam depois lá ficar. Para trabalhar nestas escolas é preciso ter determinado perfil e muita vontade de trabalhar lá", explicou Valter Lemos.

Segundo o governante, as vagas de quadro que não forem preenchidas poderão passar a contratações anuais e em último caso as escolas poderão recrutar através do sistema do ministério da Educação, caso os concursos fiquem desertos.

"Ficarão com completa autonomia no que respeita ao recrutamento de todos os seus professores. É o nível máximo de autonomia que poderá haver na gestão de recursos humanos", sublinhou Valter Lemos.

Actualmente, as escolas profissionais e artísticas também já podem recrutar directamente os seus professores, enquanto os estabelecimentos de ensino que assinaram protocolos de autonomia podem seleccionar directamente os docentes com contratos anuais. Quanto às escolas TEIP, estavam sujeitas ao concurso nacional de professores.

No preâmbulo da portaria, o Governo justifica ainda a medida com a necessidade de "dotar estas escolas de mecanismos de selecção e fixação de docentes com competências específicas, para fazer face às dificuldades existentes e proporcionarem condições geradoras de sucesso escolar e educativo, bem como de reinserção social destes alunos".

Políticas de Igualdade para a Escola Pública - um debate linkado ao País

FENPROF - Comunicado entrega da segunda providência cautelar

04/04/2009 Nº de páginas 02

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

TRIBUNAL ADMINISTRATIVO E FISCAL DE COIMBRA

FENPROF ENTREGA SEGUNDA PROVIDÊNCIA CAUTELAR REFERENTE À AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

A FENPROF, através do Sindicato dos Professores da Região Centro, entrega amanhã, dia 5 de Março, pelas 11.30 horas, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, a segunda Providência Cautelar referente à avaliação de desempenho.

Esta é uma iniciativa, tomada nos Tribunais, com a qual se pretende impedir a emissão de orientações normativas que, sem fundamento legal, a Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE/ME) tem vindo a dar aos órgãos de gestão das escolas e agrupamentos.

Com recurso ao correio electrónico, a DGRHE/ME fez chegar aos conselhos executivos, um texto datado de 9 de Fevereiro (abusivamente enviado para os endereços electrónicos da generalidade dos professores e educadores, posteriormente), no qual, depois de reconhecer que a apresentação de uma proposta de objectivos individuais (OI) pelos docentes é uma "possibilidade" que lhes é oferecida, vem, a seguir, afirmar que, "no limite", a não entrega inviabiliza a sua avaliação. Já antes, no mesmo texto, informa os presidentes dos conselhos executivos de que, em caso de não apresentação de OI, deverão notificar os docentes do incumprimento, bem como das suas consequências.

Porém, a DGRHE/ME, na sua nota intimidatória, “foge” a fazer referência sobre qual é o designado "limite", sobre qual o fundamento legal para a eventual inviabilização da avaliação, bem como de quais as consequências e em que quadro legal se encontram previstas.

A DGRHE/ME, de facto, o que faz é empurrar as escolas e os presidentes dos conselhos executivos para adopção de procedimentos ilegais, enviando-lhes orientações que não clarifica nem fundamenta legalmente.

A FENPROF, sobre esta mesma matéria, prepara a entrega de duas novas Providências Cautelares nas regiões sul e norte do país.

A FENPROF e o SPRC convidam os(as) senhores(as) jornalistas a acompanharem a entrega desta segunda Providência Cautelar, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, na Av. Fernão de Magalhães (antigo edifício dos CTT), amamhã, 5.ª feira, 5 de Março, a partir das 11.15 horas.

O Secretariado Nacional

Mário Nogueira: carta da FENPROF aos professores

PROPOSTA DE ESTRUTURA DO ME

A proposta do ME apresentada pelo ME é, a todos os títulos, inaceitável.

A introdução surge como provocatória quando, entre outras afirmações, refere que "é a própria estruturação hierárquica que pode dar sentido à carreira".

Quanto às propostas, repare-se:

O ME admite negociar regras para um novo concurso interno (sem mobilidade) e, excepcionalmente, sem prova de acesso (eventualmente, de novo, pontos). De que interessa isto? Nem que a regra de acesso fosse "saber bater palmas", coisa que todos sabem, o que determinaria o acesso seriam as vagas que o Ministério das Finanças autorizasse o da Educação a abrir. Por essa razão, envolvermo-nos numa negociação desse tipo apenas criaria falsas expectativas aos professores, para além de constituir uma enorme incoerência, pois estaríamos a contribuir para que se consolidasse a fractura.

A criação do último escalão leva a que a duração integral na carreira seja de 40 anos!

Em condições óptimas (o docente entrar em titular com 18 anos de serviço, ter, consecutivamente, 2 Excelentes ou Muito Bons nos 1º, 2º e 3º escalões de titular, o que significaria entrar sempre na apertada malha da quota), chegar ao 4º escalão de titular demoraria 33 anos. Convém referir que praticamente ninguém conseguiria este feito.

Na melhor hipótese, haveria um professor no índice 370 dentro de 3 anos (ter Excelente ou Muito Bom este ano e em 2011), isto se o modelo de avaliação for alterado, como se pretende.

A possibilidade de os professores chegarem ao índice 272, é uma "consolação" muito penalizadora. Recorda-se que chegariam ao índice 272, os professores que, reunindo as condições para serem titulares, não conseguiram sê-lo por falta de vaga e não de requisitos. Neste caso, ficariam a 98 pontos indiciários (272 para 370) do que poderia atingir se não fosse impedido administrativamente de prosseguir a sua progressão. Isto quer dizer mais de 800 euros mensais.

Em toda esta proposta, o benefício mais próximo seria usufruído pelos docentes que se encontram no 5º escalão desde 2008. Reduzida para 2 anos a permanência poderiam passar do 5º para o 6º escalão o que se traduziria na alteração do seu índice salarial de 235 para 245. Estes 10 pontos indiciários traduzem-se em pouco mais de 80 euros mensais ilíquidos. Se esta situação levar à alteração do escalão de IRS pode mesmo traduzir-se numa redução do salário líquido.

Quanto aos prémios de desempenho, tão iníqua é a proposta apresentada que não merece comentário.

Face ao que afirmo, esta proposta nem sequer merece que se façam contas para saber o que se ganha, pois, de uma forma geral, perdem todos ou, no mínimo, não ganha ninguém.

Este esclarecimento deverá ser profusamente divulgado para que não se alimentem falsas expectativas.

Conviria perceber que esta proposta visa dois objectivos fundamentais:

1º - Consolidar a divisão da carreira docentes em categorias hierarquizadas;
2º - Credibilizar o desacreditado e inqualificável modelo de avaliação imposto pelo ECD do ME.


Mário Nogueira

Marcadores: Email recebido da FENPROF

MUP: A IMPORTÂNCIA DA MOBILIZAÇÃO E DA LUTA

A IMPORTÂNCIA DA MOBILIZAÇÃO E DA LUTA

A luta dos professores não pode parar enquanto não estiverem resolvidas as questões que nos têm feito resistir nas escolas, reunir em plenários e manifestar nas ruas.

Nos próximos fins-de semana há três acções que devem contar com a maior participação dos professores:
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CORDÃO HUMANO, dia 7 de Março, às 15:00h, em Lisboa. [10 000 professores]
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ENCONTRO NACIONAL DE PROFESSORES EM LUTA, dia 14 de Março, das 10:00h às 17:00h, em Leiria.
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ENCONTRO NACIONAL DE PCE, dia 21 de Março, em Lisboa.

Aqui ficam as palavras da deputada Ana Drago (BE), num extracto de e-mail, que revelam a importância da mobilização dos professores:


"No entanto, deixe-me também dizer-lhe que creio que o futuro da luta contra este absurdo e injusto modelo de avaliação só terá sucesso se continuar a contar com a mobilização e a resistência dos professores, nas escolas e nas ruas. Creio mesmo que este é o aspecto mais importante – foi essa extraordinária mobilização que permitiu alguns recuos do ME, e é o que pode determinar o seu abandono.

Com os melhores cumprimentos,

Ana Drago"

RECORTES DE IMPRENSA

ESTA É UMA FORMA DE LUTA, TAMBÉM...

SUBSCREVE, DIVULGA, REENVIA PARA OUTROS COLEGAS DA TUA ESCOLA!

ABAIXO-ASSINADO

http://www.fenprof.pt/abaixoassinado/concursos/

Contamos com todos!


Para esclarecer consequências da não entrega de objectivos individuais
Ministra da Educação chamada ao Parlamento



A Ministra da Educação vai ter de prestar explicações na Comissão de Educação e Ciência (CEC) da Assembleia da República sobre as consequências para os professores da não entrega dos objectivos individuais, no âmbito da avaliação de desempenho.

O PSD propôs hoje à comissão que Maria de Lurdes Rodrigues seja chamada e já fez saber que se o PS inviabilizar esse pedido a presença da ministra será imposta, através do agendamento potestativo. Terça-feira a CEC volta a reunir e nessa altura saber-se-á qual a posição do PS.

O anúncio, feito pelo deputado do PSD Pedro Duarte, surgiu durante a audição na CEC de representantes de movimentos independentes de professores e de 212 presidentes de conselhos executivos, que apelaram a uma clarificação por parte do Governo. 'Neste momento está instalada a arbitrariedade nas escolas', denunciou Octávio Gonçalves, do movimento Promova.

A 17 de Fevereiro, a CEC deliberou, por unanimidade, questionar por escrito a ministra sobre as consequências legais e disciplinares da não entrega dos objectivos, mas até ontem a resposta não tinha chegado. António José Seguro, presidente da CEC, explicou que 'o prazo regimental é de 30 dias' com Pedro Duarte a considerar a demora 'inaceitável num Estado de Direito Democrático'. 'Devia responder em duas horas. Ou a ministra não sabe a resposta ou sabe e não diz para manter a ameaça no ar', disse o deputado social-democrata, considerando que 'está instalado nas escolas um clima de pântano em que não se sabe a regras do jogo'. Duarte revelou que 'nestes quatro anos nunca o PSD teve uma reunião com o Ministério da Educação', considerando que 'seria positivo haver consensos em matérias que mexem com a vida de muita gente como o Estatuto da Carreira Docente': 'Se o PSD ganhar as eleições terá de alterar o estatuto e depois vem o PS e muda outra vez, uma matéria não pode andar ao sabor da alternância política'.

Contactado pelo CM, Rui Nunes, assessor do Ministério da Educação, garantiu que a pergunta 'será respondida dentro do prazo'.

Recorde-se que dia 3 de Fevereiro Lurdes Rodrigues esteve na CEC mas escusou-se sempre a responder aos deputados e aos jornalistas sobre as consequências da não entrega dos objectivos, afirmando apenas que 'as consequências estão estabelecidas nos decretos-lei e decretos-regulamentares'.

Para Isabel Legué, presidente do conselho executivo da Escola Rainha Dona Amélia, em Lisboa, 'quando a lei é clara não temos dúvidas mas as ambiguidades e omissões desta dão azo a todo o tipo de aplicações diferentes'.

Os movimentos de professores (APEDE, MUP e Promova) apelaram ainda aos deputados para apresentarem ao Tribunal Constitucional um pedido de fiscalização abstracta e sucessiva da constitucionalidade dos decretos que regulam a avaliação de desempenho, mas nenhum dos partidos se comprometeu nesse sentido. Ricardo Silva (APEDE) pediu ainda para o Governo esclarecer o que sucede a quem não entrega a ficha de auto-avaliação, fase posterior do processo. 'Eu e outros colegas estamos dispostos a resistir até ao limite. Já me congelaram três anos e estou disposto a perder mais dois mas quero saber se posso ser despedido por não fazer a auto-avaliação', disse.

O deputado do PS Luís Fagundes Duarte admitiu que há problemas com o modelo de avaliação. 'Embora seja deputado do PS não sou cego. Não é preciso ser muito inteligente para perceber que alguma coisa não está a correr bem', disse.


Bernardo Esteves
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04 Março 2009 - 00h30

Investigação: Contratos com João Pedroso motivam buscas ao ministério de Lurdes Rodrigues
Suspeita de abuso de poder na Educação
O Ministério Público está a investigar suspeitas de crimes de abuso de poder e de participação económica em negócio no âmbito de contratos celebrados entre o Ministério da Educação e João Pedroso, no total de 265 mil euros, mais IVA.




Segundo apurou o CM, o inquérito, que corre na secção do DIAP de Lisboa – que investiga os crimes económicos e financeiros –, ainda não constituiu arguidos, mas já apreendeu dezenas de documentos, designadamente na sequência de uma busca ao ME no final do mês passado, que estão agora a ser analisados.

Em causa estão dois contratos, celebrados em 2005 e 2007, no âmbito dos quais João Pedroso recebeu uma pequena fortuna, apesar dos trabalhos pedidos ao advogado não terem sido cumpridos. Em causa estava a compilação de legislação dispersa sobre a Educação e a criação de um manual sobre direito da Educação, entre outros serviços.

O não-cumprimento do contratado levou a tutela a rescindir o contrato no final de 2008, exigindo a devolução de metade dos valores pagos. O CM sabe que Pedroso requereu o pagamento em prestações dos honorários.

Nos recibos passados por João Pedroso, a que o CM teve acesso, a indicação da actividade exercida pelo advogado varia: em alguns é jurista, noutros é professor/jurista e até surge como professor/jurisconsulto.

O contrato de Pedroso com o Ministério da Educação já foi, aliás, motivo para a instauração de um inquérito pela Universidade de Coimbra, instituição na qual o irmão de Paulo Pedroso dá aulas em regime de exclusividade.

O CM tentou um esclarecimento de João Pedroso, mas não foi possível até ao fecho da edição.

APONTAMENTOS

IRMÃO DE EX-MINISTRO

João Pedroso é advogado e irmão de Paulo Pedroso, deputado socialista e ex-ministro.

CRIMES COM PRISÃO

A participação em negócio é punida com cinco anos de prisão e o abuso de poder com três.



Ana Luísa Nascimento / Edgar Nascimento
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Grupo parlamentar do PSD fala de “descriminação”
Magalhães recusado a 50 crianças de uma instituição de Arouca
04.03.2009 - 21h17 Graça Barbosa Ribeiro




O Grupo Parlamentar do PSD denunciou ontem como “um caso de discriminação” o facto de, alegadamente, terem sido recusadas a inscrição no programa e-escolinha e a aquisição do Magalhães a pelo menos 50 crianças que se encontram à guarda de uma instituição particular de solidariedade social de Arouca. Um problema que, “a verificar-se, vai ser resolvido”, reagiu o Ministério da Educação, que através do assessor de imprensa, Rui Nunes, assegurou que “todas as crianças institucionalizadas terão acesso ao computador”.

No requerimento, entregue a 26 de Fevereiro e ontem divulgado, os deputados do PSD denunciam que a recusa de inscrição das crianças no programa se baseou no facto de a sua representante legal ser uma pessoa colectiva, a própria instituição à guarda da qual se encontram. “A resposta do Governo”, descrevem, “foi rápida e cortante: os computadores só seriam distribuídos caso um responsável pelos menores – pessoa singular – fornecesse os seus dados pessoais”.

Afirmando “as crianças e jovens em causa” entendem “a recusa do Governo como uma brutal discriminação”, os deputados criticam o Gabinete do primeiro-ministro por, segundo dizem, não ter manifestado “qualquer sensibilidade com a questão”, quando solicitado a intervir.

No requerimento não é identificada a instituição, mas André Almeida, eleito pelo círculo de Aveiro, afirmou tratar-se do Centro Paroquial de Promoção Social Rainha Santa Mafalda, de Arouca. Segundo disse, foram os próprios responsáveis (que hoje se pronunciam sobre o assunto) a pedir a ajuda dos deputados, que no requerimento perguntam ao primeiro-ministro “que medidas pretende tomar para pôr fim à discriminação contida no regulamento do Programa e-escolinhas”.

O assessor de imprensa do Ministério da Educação assegurou que “qualquer eventual problema será resolvido”. Disse desconhecer aquele caso, em concreto, mas frisou que “algumas crianças institucionalizadas já receberam o computador” que é distribuído através do e-escolinhas, um programa que abrange os alunos do 1º ciclo do ensino básico.


02 Março 2009 - 22h00

Caso Freeport
PJ foi aos bancos procurar ‘luvas’

Em Fevereiro de 2005, e na sequência de uma solicitação da Polícia Judiciária de Setúbal, o Ministério Público do Montijo pediu ao Banco de Portugal a análise das contas bancárias dos principais suspeitos de corrupção no licenciamento do Freeport, entre eles o presidente da Câmara e de pelo menos dois assessores.




O Banco de Portugal foi então notificado de que deveria ser enviada informação sobre 'todas as contas bancárias existentes ou canceladas, a prazo ou à ordem, em qualquer moeda e títulos, valores, aplicações financeiras e conteúdos de eventuais cofres de aluguer, tudo extensivo às sucursais exteriores (offshores), tituladas ou co-tituladas, autorizadas ou movimentadas através de procuração pelos indivíduos supracitados, bem como os extractos bancários das mesmas desde 1 de Janeiro de 1999, e ainda informação sobre eventuais transferências internacionais, visando a investigação de manobras suspeitas de branqueamento de capitais'.

A informação foi chegando a conta-gotas e não permitiu às autoridades encontrar o rasto dos milhões alegadamente pagos, num processo em que os investigadores consideravam ter sido marcado por 'uma celeridade inusitada e nada comum', tendo em conta que a legalização exigia estudos de impacte ambiental.

DIVERSAS CONTAS DETECTADAS

José Inocêncio, presidente da Câmara do Montijo, tinha pelo menos três contas bancárias: no Millennium BCP, no Banco Espírito Santo e na Caixa Geral de Depósitos. Aos assessores foram detectadas diversas contas bancárias, também no Millennium, no Banco Português de Negócios, no Banco Espírito Santo e igualmente na Caixa Geral de Depósitos. Foi ainda pedida informação a offshores da Madeira, mas não foi detectada qualquer transacção financeira.

PORMENORES

- Ao abrigo do combate ao branqueamento de capitais, os bancos são obrigados a prestar informação, no caso de a mesma ser requerida pela autoridade judiciária.

- A informação bancária teve de ser compilada e houve necessidade de criar diversos anexos, de modo a que a mesma pudesse figurar no processo.

- A Polícia Judiciária teve, posteriormente, de requerer um trabalho de perícia, de modo a que as cópias enviadas pelos bancos fossem analisadas, a fim de se verificar se haveria qualquer anormal transacção monetária.

Eduardo Dâmaso / Tânia Laranjo
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ME sem propostas nem ideias para um modelo de avaliação do desempenho

Na reunião realizada no ME (3 de Março 09) para debater (negociar não foi possível dada a ausência de uma proposta do ME) a avaliação de desempenho, a FENPROF explicou aos responsáveis ministeriais o que é um verdadeiro modelo de avaliação formativo. Dessa forma, foi possível o ME compreender que, ao contrário do que tem afirmado, a FENPROF defende e propõe uma avaliação séria, rigorosa, exigente e formativa que contrasta com o actual modelo que se orienta, sobretudo, para controlar o ritmo de progressão na carreira docente e muito pouco para promover as melhores práticas no desempenho dos professores.
Ao contrário do que se esperava, e estava previsto desde o dia 5 de Janeiro (data em que se agendou este processo de revisão do ECD), o ME mantém que a revisão do modelo de avaliação apenas terá lugar em Junho e Julho de 2009, recusando, agora, o que entretanto se estabeleceu e que seria a sua antecipação.
O ME limitou-se a apresentar um documento vago, contendo princípios e objectivos gerais que, ou são aplicáveis a qualquer modelo concreto de avaliação ou, quando são mais específicos, apenas se aplicam ao modelo do ME que já hoje vigora. Aí se enquadram as referências às quotas, aos titulares (avaliadores individuais), aos designados prémios de desempenho...
Mantêm-se as principais divergências
em relação ao ECD

Perante mais este documento do ME, confirma-se que, nesta matéria, não há acordo possível, pois mantêm-se as principais divergências em relação ao ECD: a divisão da carreira em categorias, as quotas na avaliação, a prova de ingresso e, até, as vagas para acesso aos escalões de topo (que apenas seriam eliminadas se fossem aceites os restantes mecanismos negativos).
Para a FENPROF, este processo de revisão do ECD começa a fazer pouco sentido, sentido fazendo o regresso dos professores à acção e luta na rua, como acontecerá no próximo sábado, dia 7 de Março, com a realização de um grande Cordão Humano.
Na reunião dos próximos dias 10 e 11 de Março, do seu Secretariado Nacional, a FENPROF decidirá sobre a sua postura futura neste processo de revisão do ECD.
O Secretariado Nacional da FENPROF

Fonte: FENPROF

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Educação

Presidentes dos Conselhos Executivos acusam Ministério de alimentar divisão entre professores
Hoje às 16:17


Os presidentes dos conselhos executivos das escolas acusaram, esta quarta-feira na Assembleia da República, o Ministério da Educação de estar a dividir os professores com o processo de avaliação de desempenho. Os deputados da oposição apoiaram as denúncias dos professores.


Maria do Rosário Gama acusa Ministério da Educação de estar a provocar divisão entre professoresPeça da jornalista Teresa Dias Mendes que registou o apoio da oposição aos professores que hoje marcaram presença na Assembleia da República

Os presidentes dos conselhos executivos que esta quarta-feira foram recebidos na Assembleia da República pela Comissão Parlamentar de Educação acusaram o Ministério da Educação de estar a promover a discórdia e a instabilidade nas escolas dividindo os professores por causa da entrega dos objectivos individuais.

Maria do Rosário Gama, presidente do conselho executivo da escola secundária Infanta Dona Maria em Coimbra, explica que o mau ambiente já se nota em iniciativas insuspeitas.

«A divisão nas escolas entre quem entregou os objectivos e quem não entregou, é de tal maneira grande que almoços que se faziam entre todos os professores neste momento, há convivios que são organizados entre quem entregou e não entregou os objectivos», referiu Maria do Rosário Gama.

«O Ministério está assim a conseguir a divisão entre os professores. Uma situação que cria conflitualidade nas escolas e um ambiente horrivel entre as pessoas», acrescentou.

A oposição mostrou todo o apoio aos professores.

«Persiste a intimidação», referiu Ana Drago do Bloco de Esquerda, «mantém-se a arrogância», afirmou Pedro Duarte do PSD, já o deputado João Oliveira do PCP perguntou aos professores «como é que conseguem aguentar este jogo do gato e do rato?».


Assembleia República avaliação dos professores Educação Escolas Ministério da Educação Portugal


13 MARÇO
Manifestação Nacional
promovida pela CGTP-IN
Lisboa. Restauradores. 14h30

CGTP e MURPI dirigem
apelo a todos os aposentados
para a jornada 13 de Março:
ver informação

Professores:
Todos e todas à grande
manifestação nacional

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FENPROF – FEDERAÇÃO NACIONAL DOS PROFESSORES

F-028/2009

Rua Fialho de Almeida, nº 3 – 1070-128 LISBOA – Telef. 213819190; Fax. 213819198 – E.mail: fenprof@fenprof.pt


Ao Primeiro-Ministro
Ao Ministério da Educação
Ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social
Ao Ministério das Finanças e da Administração Pública
Ao Ministério da Saúde
Ao Ministério da Defesa Nacional
Ao Ministério da Justiça
Ao Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas
Ao Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional
A todos os órgãos e serviços da Administração Pública
A todas as entidades interessadas


PRÉ-AVISO DE GREVE

GREVE COINCIDENTE COM A REALIZAÇÃO DE AULAS ASSISTIDAS PARA EFEITO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO


[De 26 de Fevereiro de 2009 a 27 de Março de 2009]


Nos termos da Lei, apresenta-se o Pré-Aviso de Greve, de acordo com o seguinte calendário:

das 0H00 de 26 de Fevereiro às 24H00 de 27 de Março de 2009.

Este Pré-Aviso abrange todos os docentes avaliadores de todos os níveis e graus de educação e de ensino, que tenham de observar aulas para efeito de avaliação.
Apesar da contestação dos professores e da crítica generalizada a que tem estado sujeito, encontrando-se praticamente isolado na defesa do seu modelo de avaliação, o Ministério da Educação insiste em impô-lo às escolas mantendo nelas o clima de intranquilidade e instabilidade que há muito aí se instalou.

Trata-se de um modelo burocratizado, inadequado, incoerente, injusto, potenciador de conflitualidade, que não contribui para a melhoria do desempenho dos docentes, que colide com o interesse das escolas no que à sua boa organização e bom funcionamento diz respeito, rejeitado pelos professores, iníquo no que ao reconhecimento e distinção do mérito profissional diz respeito, inexequível… O facto de, anualmente, o Ministério da Educação simplificar os procedimentos relativos à sua aplicação não altera a essência do modelo, razão por que os
professores e educadores continuam a rejeitá-lo.

Assim, a Federação Nacional dos Professores convoca uma Greve em período coincidente
com aulas assistidas para efeitos de avaliação do desempenho entre as 0H00 do dia 26 de Fevereiro de 2009 e as 24H00 do dia 27 de Março de 2009.


Lisboa, 16 de Fevereiro de 2009

O Secretariado Nacional da FENPROF

MEP: Vital Moreira e o ódio aos professores

Movimento Escola Pública

Somos um movimento de professores e cidadãos que se juntam para defender e reinventar a escola pública, porque queremos combater a reprodução das desigualdades sociais e criar uma cultura inovadora, democrática e de participação, tendo como primeiro compromisso o sucesso e a emancipação dos alunos.

Segunda-feira, 2 de Março de 2009

O ódio aos professores

Vital Moreira, reputado professor de Direito da Universidade de Coimbra, foi, este fim-de-semana, no Congresso do Partido Socialista, dado a conhecer como cabeça de lista deste partido nas próximas eleições eleições para o Parlamento Europeu.

Vital Moreira é uma personalidade com um passado e um presente político conhecido de boa parte dos portugueses. O que, talvez, nem todos saibam é que este mestre de Direito nutre um profundo desprezo pela classe docente, só comparável ao da actual Ministra da Educação.

De facto, em 18 de Novembro de 2008, no jornal "Público", Vital Moreira faz um dos ataques mais rasteiros e mais odiosos que me foi dado ler em todo este processo de luta dos professores contra o actual sistema de avaliação. Que diz aí Vital Moreira? Básicamente quatro coisas, a saber:

a) Que não existe qualquer razão para que os professores não sejam avaliados para efeitos de progressão na carreira,

b) Que os professores não gozam de direito de veto em relação às leis do país, nem podem auto-isentarem-se do seu cumprimento, pelo que não é aceitável qualquer posição que implique resistência à aplicação do actual modelo de avaliação;

c) Que o governo não pode ceder às exigências dos professores, devendo antes abrir processos disciplinares a todos aqueles que ponham em causa a concretização da avaliação dos docentes tal como foi congeminada pelo Ministério da Educação;

d) Que o governo, na batalha contra os professores, deve esforçar-se por chamar a si a opinião pública, isolando, desta forma, a classe docente.

Este é o pensamento de Vital Moreira, onde a sua veia caceteira surge bem expressa. Mas, mais do que isso, este texto, publicado no "Público", revela-nos um verdadeiro guia político da acção do Ministério da Educação contra os professores.

Que cada colega não perca a memória e dê a devida resposta a este senhor nas eleições para o Parlamento Europeu, é o mínimo que está ao nosso alcance.

Constantino Piçarra

Publicada por Movimento Escola Pública

Concurso Educação Física - União dos grupos de recrutamento

"Viva Colegas

Depois de ter ouvidos alguns rumores que, já a partir do próximo concurso, os grupos de recrutamento de Educação Física (260 e 620) iriam ser juntos num só, dirigi-me hoje ao presidente do meu agrupamento para que me pudesse esclarecer.
Pois é, confirmou-me que em reunião com a DGRHE os PCE foram informados que o ministério tem essas intenção, apesar de ainda não ter sido formalizada, passando as escolas a requerer professores de Educação Física indiferentemente das necessidades de cada ciclo. Questionada, a direcção geral apresentou como argumento o facto de actualmente as duas formações iniciais, até agora distintas, serem iguais.
Não querendo colocar em causa as competências pessoais e profissionais dos colegas da disciplina, tenho alguma reserva em admitir professores do 260 a leccionar secundário e do 620 a leccionar 5º ano. Ainda acredito que existem diferenças científicas e pedagógicas significativas.
Talvez esteja mais indignado pelo facto de ser afectado directamente pela novidade. É que, caso esta intenção venha a ser confirmada, as listas de graduação vão levar uma volta significativa (parece-me que, regra geral, o pessoal do 260 tem mais graduação por andar nisto há mais tempo). No QZP Oeste, na última graduação encontrava-me a meio da lista, e acredito que agora irei para fim, com base nos casos que conheço. E para complicar mais, acresce-se a nova realidade dos concursos, com as alterações que todos conhecemos.
Desculpem se estou a levantar um falso problema, mas parece-me que, a confirmar-se, muitos de nós verão surgir algumas mudanças profissionais e pessoais. Acredito que na minha escola, na qual até agora haviam três professores do 260 e três do 620, para o próximo ano apenas haverá um ou dois do 620.

Saudações desportivas"

José Carvalho, docente do FMH e membro do C.Pedagógico ou Científico

domingo, março 08, 2009

CDEP - Tomada de posição relativa ao Projecto dos Programas de Português do EB


Novo Programa de Português, para o Ensino Básico


O Governo prepara-se para publicar um novo programa da disciplina de Português para o Ensino Básico.

A sua discussão pública terminou no passado dia 26 de Fevereiro, com a divulgação na página Web da Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e no portal do Governo, com duas designações: programas de Português e programas de Língua Portuguesa. No entanto, não se conhece que o texto – enquanto projecto – tenha sido objecto da atenção, do conhecimento e da discussão dos professores do Ensino Básico responsáveis por ter que o pôr em prática.

Elementos da CDEP, que tiveram oportunidade de participar num debate sobre esta temática tão importante para a formação das jovens gerações, ficaram a saber que o novo programa dá maior relevância ao ensino da Gramática – em detrimento da leitura e da escrita – desde o primeiro ciclo do Ensino Básico, e propondo a leitura de vários tipos de textos, incluindo adaptações para filmes e séries de televisão de obras de literatura infantil.

Neste contexto, em termos práticos o grande penalizado é o texto literário – bem cultural imprescindível para pensar, sentir e falar a nossa língua de forma correcta, enquanto instrumento privilegiado para uma formação ética e estética, no quadro dos valores humanistas que perfilhamos.

No Parecer elaborado pelo Centro de Estudos e Recursos de Literatura e Literacia Eça de Queiroz (www.leituras.net), que a CDEP subscreve, é afirmado: “A extensão desmedida dos conteúdos prescritos e as metodologias que a concepção destes programas supõe exigiriam um alargamento significativo da carga horária atribuída à disciplina de Língua Portuguesa”.

Ora isto não se verifica: Os alunos do 2º e 3º ciclos do Ensino Básico têm, por semana, dois tempos de noventa minutos cada.

Daí o Parecer tirar a conclusão: “Os limites estabelecidos foram ignorados, destinando-se esse ónus a quem tiver de pôr (esses programas) em prática” e deixar algumas interrogações, nomeadamente:

Como irão reagir os professores a este intrincado discurso programático e à perspectiva que propõe para o ensino da língua?

E os alunos? Como vão os professores interessá-los e fazer-lhes ver os benefícios deste aparelho conceptual e verbal?

Será possível encontrarem tempo e gosto para ler, escrever e aprender uma gramática desejavelmente reconhecida útil e com sentido?

Como despertar neles «a afeição privada pela língua» em que irão pensar, sentir, falar e escrever?


Carmelinda Pereira, CDEP

sexta-feira, março 06, 2009

Audições parlamentares

Correio da Manhã
04 Março 2009 - 18h50

Para esclarecer consequências da não entrega de objectivos individuais

Ministra da Educação chamada ao Parlamento

A Ministra da Educação vai ter de prestar explicações na Comissão de Educação e Ciência (CEC) da Assembleia da República sobre as consequências para os professores da não entrega dos objectivos individuais, no âmbito da avaliação de desempenho.

O PSD propôs hoje à comissão que Maria de Lurdes Rodrigues seja chamada e já fez saber que se o PS inviabilizar esse pedido a presença da ministra será imposta, através do agendamento potestativo. Terça-feira a CEC volta a reunir e nessa altura saber-se-á qual a posição do PS.

O anúncio, feito pelo deputado do PSD Pedro Duarte, surgiu durante a audição na CEC de representantes de movimentos independentes de professores e de 212 presidentes de conselhos executivos, que apelaram a uma clarificação por parte do Governo. 'Neste momento está instalada a arbitrariedade nas escolas', denunciou Octávio Gonçalves, do movimento Promova.

A 17 de Fevereiro, a CEC deliberou, por unanimidade, questionar por escrito a ministra sobre as consequências legais e disciplinares da não entrega dos objectivos, mas até ontem a resposta não tinha chegado. António José Seguro, presidente da CEC, explicou que 'o prazo regimental é de 30 dias' com Pedro Duarte a considerar a demora 'inaceitável num Estado de Direito Democrático'. 'Devia responder em duas horas. Ou a ministra não sabe a resposta ou sabe e não diz para manter a ameaça no ar', disse o deputado social-democrata, considerando que 'está instalado nas escolas um clima de pântano em que não se sabe a regras do jogo'. Duarte revelou que 'nestes quatro anos nunca o PSD teve uma reunião com o Ministério da Educação', considerando que 'seria positivo haver consensos em matérias que mexem com a vida de muita gente como o Estatuto da Carreira Docente': 'Se o PSD ganhar as eleições terá de alterar o estatuto e depois vem o PS e muda outra vez, uma matéria não pode andar ao sabor da alternância política'.

Contactado pelo CM, Rui Nunes, assessor do Ministério da Educação, garantiu que a pergunta 'será respondida dentro do prazo'.

Recorde-se que dia 3 de Fevereiro Lurdes Rodrigues esteve na CEC mas escusou-se sempre a responder aos deputados e aos jornalistas sobre as consequências da não entrega dos objectivos, afirmando apenas que 'as consequências estão estabelecidas nos decretos-lei e decretos-regulamentares'.

Para Isabel Legué, presidente do conselho executivo da Escola Rainha Dona Amélia, em Lisboa, 'quando a lei é clara não temos dúvidas mas as ambiguidades e omissões desta dão azo a todo o tipo de aplicações diferentes'.

Os movimentos de professores (APEDE, MUP e Promova) apelaram ainda aos deputados para apresentarem ao Tribunal Constitucional um pedido de fiscalização abstracta e sucessiva da constitucionalidade dos decretos que regulam a avaliação de desempenho, mas nenhum dos partidos se comprometeu nesse sentido. Ricardo Silva (APEDE) pediu ainda para o Governo esclarecer o que sucede a quem não entrega a ficha de auto-avaliação, fase posterior do processo. 'Eu e outros colegas estamos dispostos a resistir até ao limite. Já me congelaram três anos e estou disposto a perder mais dois mas quero saber se posso ser despedido por não fazer a auto-avaliação', disse.

O deputado do PS Luís Fagundes Duarte admitiu que há problemas com o modelo de avaliação. 'Embora seja deputado do PS não sou cego. Não é preciso ser muito inteligente para perceber que alguma coisa não está a correr bem', disse.

Bernardo Esteves

quinta-feira, março 05, 2009

Resultados do estudo realizado pelo Núcleo de Investigação - Acção em Literatura e Literacia da Liga Portuguesa dos Direitos Humanos - CIVITAS


Foram colocados hoje no site Leituras.Net os resultados do estudo realizado pelo Núcleo de Investigação - Acção em Literatura e Literacia da LIGA PORTUGUESA DOS DIREITOS HUMANOS - CIVITA
Os seguintes documentos poderão ser AQUI consultados:

- Programas de Português[1] do Ensino Básico: Um contributo para a discussão pública

Maria de Lourdes Ludovice Paixão

[1] Substitui a designação consignada no Currículo Nacional (2000)

- Parecer sobre Projecto de Programas de Português do Ensino Básico (2008)

Núcleo de Investigação - Acção em Literatura e Literacia da LIGA PORTUGUESA DOS DIREITOS HUMANOS-CIVITAS


- Análise sob o ponto de vista curricular da proposta de Programas de Português do Ensino Básico (2008)


Maria Helena Damião
(Professora de Teoria Curricular e Desenvolvimento Curricular
da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra)


A CDEP esteve presente no Debate Público «Projecto dos Programas de Português do Ensino Básico» onde foram apresentados e subscritos estes documentos, no Auditório da Escola Secundária Marquês de Pombal, Lisboa, dia 16/02/2009, pelas Professoras Conceição Rolo, Maria de Lourdes Ludovice Paixão e Maria Helena Damião. Participaram neste debate a Professora Doutora Helena Cidade Moura, a professora Maria do Carmo Vieira, a professora Carmelinda Pereira e outros docentes e também encarregados de educação.
Os documentos foram aprovados e subscritos tendo sido enviados durante o período de consulta pública do projecto. Poucos professores de Língua Portuguesa terão tido conhecimento do projecto, uma vez que não foram sequer consultados para participarem na discussão.

A CDEP subscreve as preocupações e as recomendações expressas nos documentos enviados.

Aconselha-se a sua leitura atenta. Apesar de terem já sido entregues é importante que sejam lidos e subscritos pelos que sabem da importância da literacia, pelos que querem um ensino melhor e por todos nós que prezamos o ensino e a transmissão efectiva da língua e da cultura portuguesa.











A Avaliação de Santana Castilho

in bilros & berloques

Portugal sob o governo Sócrates:


- precisaria de 51 anos para atingir o nível de escolaridade da OCDE e da UE


- antes eram "só" 29 anos


- nos últimos seis anos foram destruídos 109 mil empregos de escolaridade baixa


- programa "Novas Oportunidades" é para branquear estatísticas do ensino

por Eugénio Rosa


Santana Castilho: «Já é tempo de a drenar»

(cliquem para ler o artigo)

Presidentes dos Conselhos Executivos acusam Ministério de alimentar divisão entre professores

Presidentes dos Conselhos Executivos acusam Ministério de alimentar divisão entre professores

Hoje às 16:17 - TSF

Os presidentes dos conselhos executivos das escolas acusaram, esta quarta-feira na Assembleia da República, o Ministério da Educação de estar a dividir os professores com o processo de avaliação de desempenho. Os deputados da oposição apoiaram as denúncias dos professores.

quarta-feira, março 04, 2009

Escola e exclusão social - artigo de Desidério Murcho no Público

Uma notícia publicada no passado dia 5 de Janeiro de 2009 no site do Ministério da Educação revela em tom congratulatório o sucesso do ensino profissional público. Ao passo que em 2004 apenas 3 676 alunos estavam inscritos nos cursos profissionais, em 2008 esse número passou para 54 899. Isto parece um sucesso, mas não é.

Não é um sucesso porque os actuais Cursos Profissionais promovem ainda mais evidentemente a exclusão social do que os seus silenciosamente abandonados antecessores, os Cursos Tecnológicos. Isto porque no segundo caso os alunos tinham ainda um percurso paralelo ao ensino corrente, o que lhes permitia prosseguir os estudos e entrar numa universidade, mas isso não acontece nos novos Cursos Profissionais. Dada a imensa diferença de nível de vida que existe entre quem tem e quem não tem um curso universitário, quantos mais alunos houver nos Cursos Profissionais mais cidadãos se virão privados do acesso à escola, tal como esta é tradicionalmente concebida pela esquerda: como, entre outras coisas, um instrumento de mobilidade social. Temos assim uma mentira política brilhante: mantêm-se os alunos na escola sem que na realidade estejam na escola.

O governo toma este tipo de medidas por duas razões, igualmente inaceitáveis. Primeiro, porque quantos mais alunos culturalmente carenciados saírem do percurso escolar normal, menores serão os indícios de insucesso escolar; estes são os alunos que, por não virem ensinados de casa nem sensibilizados para o valor da escola, precisam que a escola faça esse trabalho — e a escola é incapaz de o fazer. Segundo, porque subsiste a crença falsa de que os alunos culturalmente carenciados são maus alunos por serem estúpidos, e não por provirem de meios culturalmente pobres. Se pensarmos que os maus resultados destes alunos não se devem a estupidez mas a carências culturais, vê-se imediatamente que um dos deveres centrais da escola é precisamente colmatar essas carências culturais, para pôr estes alunos tanto quanto possível ao nível dos outros.

Os mais de cinquenta mil alunos dos Cursos Profissionais são outros tantos cidadãos a quem não se reconhece o direito ao ensino de qualidade, nem à mobilidade social. São crianças e jovens a quem o governo desistiu de cultivar, isolando-os cuidadosamente dos conhecimentos de história e química, artes e economia, filosofia e matemática. Conhecimentos que além do valor intrínseco que têm, têm ainda o valor económico de lhes dar estatisticamente uma vida melhor do que os seus pais tiveram. Não tive acesso a dados estatísticos sobre a proveniência económica e social destes mais de cinquenta mil alunos vítimas da mentira política, mas a minha previsão é que será reduzidíssimo o número dos que provêm de famílias cujos pais têm doutoramentos, por exemplo, ou rendimentos 200% acima da média.

A escola tem de aprender a ensinar os jovens provenientes de famílias culturalmente carenciadas. Desistir de o fazer por ser difícil é uma perversidade inaceitável.

Posted by Desidério Murcho

CONFAP: um exemplo de falta de independência ao mais alto nível das organizações representativas dos pais


(recebido por mail)

Para que conste e porque muita gente não sabe, a CONFAP
(Confederação Nacional das Associações de Pais) recebeu
do Gabinete da Ministra da Educação duas tranches de
38.717,50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006,
conforme publicação no Diário da República N. 109 de
6/6/2007


<http://dre.pt/pdfgratis2s/2007/06/2S109A0000S00.pdf>

(pág. 15720). Recebeu ainda mais 39.298,25 euros no
primeiro semestre de 2007, conforme publicação no DR N.
201, de 18/10/2007


http://dre.pt/pdfgratis2s/2007/10/2S201A0000S00.pdf

Pág. 30115). Trata-se da única organização que recebe
verbas directamente do Gabinete da Ministra. Com um
salário destes, o que se pode esperar do sr. Albino
Almeida? Mais de 150.000 euros por ano é muito dinheiro. O
sr. Albino é apenas e só um assalariado do Ministério da
Educação (por sinal, muito bem pago com os nossos
impostos).


http://www.youtube.com/watch?v=vAbphggpRyg

Comunicado do Movimento Escola Pública (MEP)

http://movimentoescolapublica.blogspot.com/2009/03/comunicado-do-movimento-escola-publica.html

Decorrido um ano desde o lançamento do Manifesto Fundador do Movimento Escola Pública importa fazer um balanço das medidas da Ministra da Educação do Governo PS e das respostas que os actores educativos, em particular os professores, souberam dar a esta ofensiva contra a escola pública.

Nunca se tinha ido tão longe na tentativa de afastar, ainda mais, as escolas de um ideário democrático e emancipador e de implementar um modelo neo-liberal na educação. Nunca, como hoje, foi tão claro o objectivo de impor, nas escolas, uma lógica empresarial assente em critérios de eficácia e eficiência e desrespeitadora dos actores educativos. A estratificação dos profissionais da educação, a promoção de uma competitividade alienante e a consagração de um modelo organizacional burocrático e autocrático, constituem pilares fundamentais desta ofensiva contra a escola pública.

O Decreto-regulamentar 2/2008, que regulamenta a avaliação docente e o decreto-lei 75/2008 que institui um novo modelo de gestão são os principais instrumentos normativos desta política. Ambos têm como objectivos centrais acabar de vez como quaisquer práticas democráticas e emancipatórias nas escolas e transformar os professores em instrumentos dóceis das políticas definidas pelo governo.

É contra este modelo de escola que nos batemos!

À racionalidade empresarial assente em resultados, que faz tábua rasa das diversidades regionais e sociais e desvaloriza as práticas e projectos respondemos com a defesa da qualidade das escolas assente nos processos e na valorização de boas práticas.

À promoção do individualismo e da funcionarização dos professores contrapomos a valorização da profissionalidade, da cooperação e da reflexão crítica como pilares da construção de uma escola de qualidade.

A um modelo de gestão que centraliza o poder em órgãos unipessoais e promove a cultura da subordinação e obediência acrítica, opomos uma cultura organizacional emancipatória, assente na participação de todos os actores educativos na vida da escola e no trabalho cooperativo.

A uma política educativa reprodutora de desigualdades sociais, respondemos com a proposta de medidas que criem condições nas escolas para que o direito ao sucesso de todos e todas seja uma realidade.

Os actores educativos opuseram-se à política do Ministério da Educação com uma mobilização sem precedentes. O MEP fez parte desta torrente, esteve em todas as lutas contra o modelo neo-liberal de avaliação docente, contribuindo, em momentos decisivos, para a unidade dos movimentos e dos sindicatos em torno de plataformas comuns de entendimento.

A implementação do novo modelo autocrático de gestão irá assumir, também, centralidade nos próximos tempos desafiando a energia e determinação dos actores educativos. O MEP dará o seu contributo para o fortalecimento da mobilização em em torno da defesa de uma gestão democrática e participada das e nas escolas

Coerentes com o caminho percorrido até agora, contribuiremos para fortalecer vontades e energias na defesa de uma escola em que a democracia, o exercício da cidadania e a promoção do conhecimento sejam uma realidade.

O Movimento Escola Pública, Igualdade e Democracia

Participa no Cordão Humano
Sábado, 7 de Março, 15h, Lisboa
Locais de concentração:
Marquês de Pombal (professores de Lisboa)
Largo do Rato (professores do Centro e do Sul)
Ministério da Educação (professores do Norte)

Nota: O Movimento Escola Pública concentra-se às 15h no Marquês de Pombal, à excepção dos professores que vierem organizados nos respectivos cortejos que vêm fora de Lisboa.

CDEP - Reunião 4/Março, 16h30, Biblioteca Municipal de Algés


Cara(o)s colegas,

Depois de um período largo de interregno, propomos que sejam retomadas as nossas reuniões da CDEP, na próxima 4ª feira.

Há vários tópicos sobre que nos devemos debruçar, nomeadamente:

1) A participação da CDEP (ou dos seus membros, individualmente) no “Cordão humano” do próximo dia 7 de Março (sábado), organizado pela Plataforma dos sindicatos dos professores;

2) A participação da CDEP (ou dos seus membros, individualmente) no Encontro nacional de professores que irá ter lugar em Leiria no dia 14 Março?

3) Uma tomada de posição da CDEP sobre a Proposta de novos Programas de Português do EB.

É para tratar destas questões que vos propomos uma reunião na próxima quarta-feira, 4 de Março, pelas 16 h 30 m, na Biblioteca Municipal de Algés.

Saudações fraternas

Carmelinda

Cordão Humano de 7/Março - organização

Em reunião realizada com as organizações promotoras (para já) do Cordão Humano de 7 de Março acordou-se o seguinte esquema de concentrações e organização do desfile:

Os professores e educadores concentram-se em três locais consoante a sua região de origem:

Os provenientes do Norte concentram-se junto ao ME, na Avenida 5 de Outubro e começam a desfilar, em fila indiana, a partir das 15 horas, na direcção da Praça do Marquês de Pombal.
Os professores e educadores provenientes da região de Lisboa e Vale do Tejo concentram-se na Praça do Marquês de Pombal e, a partir das 15 horas, começam a desfilar, em fila indiana, em dois sentidos - em direcção à Avenida Fontes Pereira de Melo e 5 de Outubro (1) e em direcção à Rua Braancamp e ao Largo do Rato (2).
Os provenientes do Centro e do Sul concentram-se no Largo do Rato e, a partir das 15 horas, deslocam-se em dois sentidos - em direcção à Rua de São Bento e Assembleia da República (1) e em direcção à Praça Marquês de Pombal (2).
Quando os segmentos do Cordão Humano se encontrarem (Norte com Lisboa e Centro e Sul com Lisboa) param e tomam todos o sentido da Assembleia da Repoública.
Como é perceptível, este Cordão Humano necessitará de grande empenho e organização pelo que se solicita a todos os colegas que sigam as indicações dos membros da organização que estarão identificados com coletes próprios.
Apela-se ainda a todos que tragam panos das suas escolas, bandeiras que tenham ficado de outras acções e todos os elementos gráficos que possam ajudar a manifestar o nosso empenho na defesa da Escola Pública e na redignificação da carreira docente.

Fonte: SPGL

Garcia Pereira - Alegações finais

(clique para ler)

Ministra sujeita a confirmação


IV SEMINÁRIO PARA A EDUCAÇÃO
07 Março 2009 – 10hAuditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça


10h00
1.º Painel:
Novas Competências das autarquias na Educação.
Oradores: Profª. Doutora Maria de Lurdes Rodrigues - Sra. Ministra da Educação. *
Moderador: Prof. Doutor António Gomes Ferreira (Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra)

14h30
2.º Painel:
A Administração Escolar.
Oradores: Prof. Doutor João Barroso – Universidade de Lisboa
Dr. Carlos Monteiro – Escola Secundária da Figueira da Foz
Moderadora: Prof. ª Doutora Margarida Mano (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra)

17h00
3.º Painel:
A participação e a Intervenção da Sociedade Civil na Educação.
Oradores: Dr. Júlio Pedrosa – Conselho Nacional de Educação
Associação Empresários pela Inclusão Social (EPIS) *
Moderador: Doutor João Pedro Rodrigues (Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra)

* Por confirmar

Público-alvo:

Pais, professores e outros agentes educativos e público em geral. Entrada livre.

Inscrições:

Centro de Estudos Superiores - AlcobaçaPraça 25 de Abril, n.º 75, 2460 – 018 AlcobaçaTel: 262 580 870 mmca@ci.uc.pt

Org.:

Universidade de Coimbra e Federação Regional de Pais e Encarregados de Educação de Leiria

Apoio: Município de Alcobaça

Escola Secundária de Santo André (Barreiro) - Notificação pela não entrega dos OI


(clique no documento para ler)

segunda-feira, março 02, 2009

Ministra: elevada contestação obriga a visitas-relâmpago

Aparições da ministra: visitas surpresa, visitas relâmpago


Ministra da Educação fez visita relâmpago à Escola Bordalo Pinheiro

Maria de Lurdes Rodrigues visitou a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro na passada sexta-feira, 20 de Fevereiro, numa visita relâmpago. O próprio presidente do Conselho Executivo, António Veiga, só foi informado da visita ministerial 15 minutos antes da governante chegar à escola. O telefonema veio do director da DREL (Direcção Regional de Educação de Lisboa), Joaquim Leitão, quando estava a chegar às Caldas e que vinha a acompanhar a ministra.
Foi a primeira vez que Maria de Lurdes Rodrigues veio às Caldas em funções oficiais, tendo esta explicado que foi apenas uma das muitas visitas de trabalho que faz desde que está no governo.
Apesar do secretismo da visita, houve jornalistas que foram à Bordalo Pinheiro, mas foram advertidos por uma assessora da ministra que esta apenas falaria sobre a visita à escola caldense e não sobre as controversas questões que têm marcado o seu mandato.
Maria de Lurdes Rodrigues referiu a antecipação das obras nesta escola, da responsabilidade do programa Parque Escolar como medida do governo para combater a crise. “A escola vai ficar nova e bonita mais cedo”, referiu a ministra, ciente de que esta antecipação trouxe problemas de organização e de planificação dos exames e que a direcção da escola está agora a resolver.
A ministra aproveitou a ocasião para conhecer os cursos profissionais e das Novas Oportunidades que este estabelecimento escolar possui e praticamente quase não se cruzou com professores porque estes estavam em aulas e ninguém sabia da visita surpresa.
“Esta é uma escola com uma enorme dinâmica e que ficará com instalações preparadas para as futuras gerações”, disse Maria de Lurdes Rodrigues.
Segundo António Veiga, a governante “veio confirmar o que já está no terreno e dá-nos algum conforto ter a confirmação antecipada do início das obras”.
Esta escola sofrerá uma remodelação total em duas fases. A primeira começa já em Maio e durará nove meses e a segunda fase sete meses.
Inicialmente, o programa Parque Escolar previa a requalificação em 2009 de 26 das 330 escolas secundárias do país, mas a crise económica levou o Governo a aumentar o número inicial para uma centena.

Era esperada na Benedita, mas não apareceu

Foi pela GNR local que a Escola Básica 2 de Frei António Brandão, na Benedita, terá ficado a saber que a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, estaria prestes a chegar àquele estabelecimento no final da manhã da passada sexta-feira depois da visita às Caldas da Rainha.
Montou-se o respectivo aparato policial, deram-se por terminadas as actividades com as crianças, que estavam no corso carnavalesco, e numa correria preparou-se a recepção à ministra... que não chegou a aparecer.
À Gazeta das Caldas a presidente do Conselho Executivo da escola beneditense, Lúcia Serralheiro, contou que estava em Lisboa quando foi informada por telefone da iminente chegada da governante. Inicialmente pensou tratar-se “de uma partida de Carnaval”. Contactou a autarquia e o Governo Civil de Leiria para confirmar a vinda de Maria de Lurdes Rodrigues, mas ao que parece, também ninguém estava avisado.
A visita não estava prevista e por isso não se sabe qual seria o seu propósito, mas após algumas horas de espera os professores perderam a curiosidade e acabaram por desmobilizar. Apenas a Guarda se mantinha a postos, cumprindo o que seriam ordens superiores.
“Mais tarde a direcção Regional de Educação pediu-nos muitas desculpas por este episódio e pelo facto da visita não se ter concretizado, mas também não nos deu mais explicações”, acrescenta Lúcia Serralheiro.
Gazeta das Caldas tentou falar com o comandante do posto da GNR da Benedita para saber o que afinal se passou no dia 20 e o que diriam, ao certo, as ordens chegadas ao posto, o que se revelou impossível até ao fecho desta edição.
Há alguns meses, aquando da distribuição dos computadores Magalhães por vários membros do governo, Maria de Lurdes Rodrigues passaria pela Nazaré para entregar alguns daqueles portáteis aos alunos, tendo-o feito também numa visita não programada, só tendo avisado a escola algumas horas antes.
Esta forma de funcionar da ministra dever-se-á à elevada contestação de que é alvo por parte dos professores, temendo manifestações à sua chegada.
Joana Fialho