Caríssimos(as)
segunda-feira, abril 21, 2008
Proposta de Acção
Caríssimos(as)
A luta vista como partida ... de bilhar
Deixem-me comparar o que se passa com um bilhar:
-nós demos uma tacada a 26 de Jan. (na Baixa da
Banheira) e logo se percebeu que algo estava a mudar.
Houve auto-organização de movimentos independentes dos
sindicatos (uns em aberta hostilidade ou concorrência
para com eles, outros críticos e apostados a fazer
pressão para dentro deles).
- esta tacada inicial pôs em movimento as bolas de
chumbo das direções sindicais, manobradas pelos
estados maiores partidários, diga-se que já estão a
«desenhar» a pré-campanha (no fundo já estamos em
pré-campanha)
-o movimento de 8 de março foi «uma bola de neve»:
ultrapassou todas as expectativas... foi a resultante
de todas as movimentações de rua precedentes. Os
sindicatos não podiam ficar indiferentes, os
professores inteligentemente foram para a rua,
aproveitando as condições e exigiram na rua as suas
principais reivindicações.
-o problema é que uma «bola de neve» se esboroa e se
funde com imensa facilidade. E assim foi.
-O acordo firmado («entendimento» quer dizer acordo em
bom portugês) deve-se ao facto de que os que queriam
realmente luta para vencer não conseguiram (não se
uniram e não tiveram sentido estratégico) manter o
impulso no 8 de março.
- a contestação, não tão marginal cquanto isso, ao
modo como o «acordo» foi «impingido» no tal dia D, é
absolutamente natural e saudável.
-Não se trata de separar águas entre os que votaram
«sim» ao acordo ou votaram «não», ou os que se
abstiveram etc... trata-se de ver, como a plataforma
imbuída de uma vsão «magestática» rouba as poucas
ocasiões de debate sério e democrático nas escolas.
-devemos portanto «dar um voto de desconfiança» às
direcções dos sindicatos que temos
-devemos portanto nos organizar na base, isto é nas
escolas, em comissões inter-sindicais, abertas
- promover reuniões que mandatam os delegados
sindicais a defenderem em assembleias sindicais
(assembleias de delegados e outras reuniões) o ponto
de vista, as posições acordadas em reunião da comissão de cada escola.
-eles têm de prestar contas a todo o momento daquilo
que fazem ou deixam de fazer, podendo ser substituídos
a todo o momento
-devemos nos coordenar entre comissões inter-sindicais
de base, de forma a que as nossas posições sejam
amplamente divulgadas, para que as convergências se
dêem no terreno concreto da luta.
-A unidade só é possível se for vista como unidade na
acção: não é possível unidade ideológica porque a
«classe» docente é a mais heterogénea possível (e
esclarecida) em termos ideológicos e/ou políticos...
como não podia deixar de ser. O corolário, é que as
pessoas sectárias podem ter um discurso de «unidade»,
mas têm uma prática não coerente com o seu discurso.
Aos membros da lista
Por razões de ordem pessoal, só hoje reajo aos últimos comentários relativos ao dia D.
Como já aqui referi, foi-me difícil engolir as duas decisões tomadas no fim da passada semana (para não falar no resto) que não deixam de ser duas derrotas para a nossa luta: a aprovação do novo modelo de gestão e a aceitação do modelo de avaliação no próximo ano lectivo.
Sendo a primeira mais grave, todos nós temos consciência de toda a perversidade que a segunda contém e da forma como irá contribuir, a curto prazo, para arruinar de vez o ambiente nas escolas.
Consigo compreender que o entendimento da plataforma com o ME evitou problemas a muitos dos nossos colegas, não só os contratados, como também a todos aqueles que já estavam a ser vítimas de alguns conselhos executivos, estando a ser já sujeitos a aulas assistidas.
Mas não posso deixar de responsabilizar a plataforma por:
- ter-se remetido ao silêncio durante longos meses e pouco mais ter feito que convocar greves simbólicas, não tendo ouvido as bases em momentos decisivos como, por exemplo, no caso do concurso de professores titulares, da discussão do novo modelo de gestão e tudo o que veio por arrasto;
- fazer passar nos meios de comunicação que um "acertar passo" das escolas foi uma grande vitória, que o conflito estava ultrapassado e as negociações concluídas;
- esquecer que ela própria convocou um dia de debate nas escolas para quatro dias depois e que esse dia foi depois transformado numa sessão de esclarecimento, em que pouco tempo sobrou para debate, se é que nalguma escola o houve (falo pela minha escola, das outras não sei).
Posso entender perfeitamente as razões do F. S. e do M. B. e até consigo concordar com elas até certo ponto. Não concordo, porém, que se diga que as pessoas que estão contra o "entendimento" o façam por motivos de ordem pessoal. Quem participou na marcha de 8 de Março não o fez só pela avaliação, mas, se alguém o fez, não o terá feito só por motivos egoístas.
Idiota útil ou não, não me parece bem que se acuse de divisionismo os professores que nos tempos recentes mais contribuíram para a nossa união. Estes últimos não são certamente culpados dos desvios que os sindicatos juntamente com a CGTP (recorde-se, mais uma vez, o discurso de Carvalho da Silva na Praça do Comércio), acabaram por dar à nossa luta.
Por considerar que essa união se deve manter, gostava de lembrar o que a Amélia escreveu há dois dias no sentido de:
"1. Exigir dos sindicatos que conversem não só com os seus sócios mas com os movimentos cívicos que despoletaram a luta por objectivos claramente assumidos em 8 de março, na marcha.
2. Que se entendam uns e outros e se respeitem
3.Que acordem em objectivos comuns e exijam então novas negociações (ainda que uns e outros tenham de sacrificar as férias)
4. Que definam também em comum, formas de luta viáveis e eficientes."
Enfim, só quero dizer que tenho estado calada, mas NÃO DESISTI.
Divulgação: Apelo do Movimento Mobilização e Unidade dos Professores
há um mês que estamos a organizar o encontro a que se refere o anúncio /programa que anexamos Contamos com espaços adequados numa zona central do país, bons acessos ,temos algum apoio de rádios locais e se formos em bom número , pode funcionar tambem como uma manifestação.Poderemos mesmo conseguir alguma cobertura televisiva, incidindo nas actividades desde o percurso de canoas , as cerimónias no castelo de Almourol. Mesmo que assim não seja, é uma boa ocasião para se encontrarem professores dos vários movimentos, várias escolas que se mobilizaram contra esta política educativa e que consideram necessario manter esta mobilização e relança-la mesmo depois do 'entendimento' Temos contactado outros movimentos. Para alem do encontro nos debates podemos fazer uma reunião dos vários movimentos no fim da tarde/noite de 25 ou na manha de 26. Dispomos para isso de um anfiteatro fechado com mais de 100 lugares. Caso estejas dispostos a corresponder a esta proposta queiram contactar-nos com alguma urgência.Em qualquer dos casos agradeciamos que divulgassem esta iniciativa, façam-nos tambem saber mais sobre o vosso movimento.
Mobilização e Unidade dos Professores
Passa a palavra... até encontrarmos o grito final!
Quem te avisa teu amigo é!
http://diario.iol.pt/noticia.html?id=903380&div_id=4071
(recebido por mail)
POR QUÊ DESISTIR AGORA, GENTE DE POUCA FÉ?
Durante três longos anos todos pareciam estar estranhamente anestesiados e sem capacidade de reacção. É verdade que sempre se ouviram algumas vozes mais reflexivas procurando alertar para os disparates que iam sendo cometidos, para as ilegalidades a que o ME recorria para impor a sua vontade e para o abismo a que as políticas educativas estavam a conduzir a escola pública. Mas no interior das escolas fomos sempre mais do que minoritários, uma espécie de extra-terrestres a quem ninguém ligava, ou a quem se ouvia com complacência, mas sem atenção.
Quando o ministério começou a impor condições de trabalho que violavam claramente o estatuto profissional que estava em vigor, como foi o caso dos horários de trabalho, os sindicatos ainda esboçaram uma tentativa de mobilização nas escolas. Mas quantos professores entregaram nas suas escolas os pedidos de pagamento de horas extraordinárias pelas substituições realizadas? Refiro-me aqui à data em que elas foram feitas e não aos milhares de requerimentos entregues já este ano, em consequência das decisões dos tribunais transitadas em julgado. Nessa altura a maior parte dos professores não acreditou ser possível e não quis ouvir, nem os conselhos dos sindicatos, nem as vozes dos extra-terrestres que resistiram.
Foi assim que o ECD acabou por ser aprovado, sem grande mobilização dos professores contra aquela aberração. Os sindicatos de professores foram deixados nas margens mínimas da negociação (sendo encenada uma farsa negocial, sem que as suas propostas chegassem a ser acolhidas) e a contestação encetada não conseguiu promover a unidade sindical e muito menos o empenhamento dos professores nas escolas.
A seguir passou-se o mesmo com o concurso de titulares. Se com o ECD que interessava a todos os professores não houve mobilização, com este concurso, que dizia respeito a apenas uma parte, ainda foi mais difícil organizar a contestação. E mais injustiças se acrescentaram ao rol das anteriores.
Até que chegámos aos meses de Dezembro 07/ Janeiro 08 e de repente caíram em cima da cabeça de todos nós os últimos instrumentos da fúria assassina com que o ME pretendia dar o golpe final à escola pública. Primeiro a proposta do novo regime de gestão, anunciada e apresentada na última semana do 1º período; a seguir e de enxurrada o decreto do Ensino Especial, o novo Estatuto do Aluno e o decreto da “Avaliação”/Classificação profissional.
E aí, finalmente, o povo acordou. Primeiro estremunhado, com dois ou três expondo as suas críticas na blogosfera, com uns quantos fazendo agitação nas suas escolas e com alguns mais a procurarem transformar essa contestação virtual em aproximação real de vontades, de pessoas vivas em encontros e reuniões presenciais.
No curto espaço de quatro meses passou-se de uma situação de anomia da classe e de um poder incontestado e esmagador do ME, para uma situação em que os professores passaram a ser ouvidos e respeitados pela opinião pública e pela opinião publicada. Os movimentos autónomos de professores passaram a ser uma realidade aceite pela comunicação social, mas também pelas organizações sindicais. A mobilização dos professores promoveu e consolidou uma unidade entre dirigentes sindicais impensável durante longos anos e que se consubstancia na firmeza com que a Plataforma Sindical continua a contestar em uníssono as políticas educativas.
Ao mesmo tempo o governo e o ministério sentiram-se obrigados a negociar questões que do seu ponto de vista estavam fechadas. Desde Janeiro que todo o discurso do ME ia no sentido da aplicação integral do DR 2/2008 num conjunto de escolas em que os PCE’s estavam a cumprir à risca as determinações ministeriais. O conselho de escolas tinha substituído os sindicatos na negociação da aplicação das medidas governamentais nas escolas. O CCAP, presidido por uma antiga inspectora geral e constituído maioritariamente por personagens ligadas ao PS (independentemente de terem ou não as quotas em dia), era o único responsável pelo acompanhamento do processo de avaliação, o que garantiria a inexistência de crítcas sérias e coerentes às aberrações de que o modelo do DR 2/2008 está inundado.
Fazendo este curto balanço, confesso ficar perplexo com a forma como alguns professores e os movimentos em que se integram resolveram manifestar-se contra a posição da plataforma sindical. Será que não se deve considerar um ganho o facto de em todas as escolas do país se realizar este ano uma avaliação mínima uniformizada. Ou será que também não é um ganho garantir a continuação de negociações em torno de todas as questões que são inaceitáveis para os professores, a saber: revisão do ECD com retorno à carreira única; revisão do modelo de gestão; revisão do modelo de avaliação; revisão do diploma sobre o ensino especial.
Alguém acha realista , num período em que já se sente o cheiro de eleições no ar, conseguir em algumas semanas que o governo volte atrás nas políticas que constituiram a sua bandeira durante toda a legislatura? Alguém acha que, sem luta e sem um combate feroz, Pinto de Sousa vá mudar de política a meia dúzia de meses das eleições, fazendo um hara-kiri político?
Os meses que se avizinham são fundamentais. A unidade entre todos os professores é uma necessidade premente e se pela primeira vez em três décadas os dirigentes sindicais foram capazes de ultrapassar rivalidades, em prol da unidade e eficácia da luta, é ridiculo que sejam aqueles que mais clamavam pela necessidade de unidade e mobilização que venham agora deitar tudo a perder.
Sendo assim, faz sentido a pergunta: POR QUÊ DESISTIR AGORA, GENTE DE POUCA FÉ?
retirado daqui
Os professores como moeda de troca para as negociações sindicais
Colegas,
A verdade, a confirmar-se a notícia do Expresso de hoje, vem sempre ao de cima.
Os professores foram usados como moeda de troca para negociações mais vastas da CGTP: citamos do Expresso "Carvalho da Silva foi sensível à argumentação do primeiro-ministro, talvez "sugestionado" pelo facto de estar em curso a revisão do Código laboral - de resto uma das prioridades na agenda que a CGTP deixou em São Bento - e de os sindicatos, participando na solução, ganharem a médio prazo créditos sobre o Governo."
Os sindicatos venderam os professores por créditos para outras batalhas! A ser verdade, há gente que não tem vergonha na cara!
NOTÍCIA DO EXPRESSO, JÁ COLOCADA NO BLOGUE
"No dia 29 de Março, na altura do Governo Presente em Viseu, o ministro do Trabalho telefonou a Manuel Carvalho da Silva pedindo-lhe um encontro, que acontece no gabinete do ministro. Tinham passado 11 dias sobre o encontro da delegação da CGTP com o primeiro-ministro, em S-ao Bento, onde a guerra na Educação fora aflorada. Os cem mil manifestantes que se juntaram no Terreiro do Paço foram a almofada necessária para que Carvalho da Silva pedisse "uma saída para este conflito", sem a qual, terá deixado claro, não haveria possibilidade de acalmar todos os outros sectores. Sócrates, por seu lado, não deixou passar a oportunidade de ter pela frente o líder sindical para solicitar a sua intervenção na resolução de um problema que, a agudizar-se, não traria senão prejuízos para ambas as partes.
Carvalho da Silva foi sensível à argumentação do primeiro-ministro, talvez "sugestionado" pelo facto de estar em curso a revisão do Código laboral - de resto uma das prioridades na agenda que a CGTP deixou em São Bento - e de os sindicatos, participando na solução, ganharem a médio prazo créditos sobre o Governo.
Os recados estavam dados e o Governo passou à acção. Vieira da Silva foi o mandatário da tentativa de aproximação entre professores e Ministério. Reuniu, primeiro, com o dirigente da Inter. Depois, solicitou a sua ajuda para conseguir chamar ao Ministério o líder da Fenprof e porta-voz da plataforma de 14 sindicatos dos professores em guerra com a ministra. Mário Nogueira juntar-se-ia no dia 31 ao encontro com Carvalho da Silva e com o ministro do Trabalho. Faltava a tarfe mais difícil, a de juntar ao "grupo" a própria ministra da educação. Mas Maria de Lurdes Rodrigues viria logo, no dia 2 de Abril, ao gabinete do seu colega do Trabalho. Sozinha, dispensando a presença dos seus secretários de Estado, chegou ao Ministério de Vieira da Silva.
E, assim, se quebrou um jejum que durava desde Novembro de 2005, altura em que deixou de participar nas reuniºoes com os sindicatos, delegando os pdoeres ora em Valter Lemos, ora em Jorge Pedreira. Era um sinal político importante e fontes governamentais ouvidas pelo Expresso confirmam que a chave para o desbloqueio do impasse veio de dentro do próprio Executivo."
em Expresso, 19 de Abril de 2008
-- _______________________________
Movimento Cívico
Em defesa da Escola Pública e da Docência-- blogue
http://emdefesadaescolapublica.blogspot.com/
PROmova: Desacordo MUITO IMPORTANTE
"(...) as leis e as instituições, não obstante o serem eficazes e bem concebidas[nem sequer é o caso vertente - aparte nosso], devem ser reformadas ou abolidasse forem injustas. Cada pessoa beneficia de uma inviolabilidade que decorre dajustiça, a qual nem sequer em benefício do bem-estar da sociedade como um todopoderá ser eliminada." (Rawls, 1971, p. 27)
Olá colegas,O Movimento PROmova não consegue descodificar no Memorando de Acordo entre o
Ministério da Educação e a Plataforma Sindical a tão propalada "grande vitória
para os professores".
Aliás, basta constatar, nas televisões, as expressões faciais mais distendidas e
aliviadas da Sra. Ministra da Educação e do Sr. Primeiro Ministro. Saíram de um
pesadelo, pela mão de um tipo de sindicalismo pusilânime, que, nos últimos
anos, tem sancionado, por frouxidão ou desistência prematura, os mais
arbitrários e injustos ataques aos professores.
O Movimento PROmova não embarca em hossanas mediáticos a "vitórias" que quase
nada significam no terreno e que deixam o essencial das reivindicações,
perfeitamente, incólume, quando não apunhalado.Senão, vejamos:
1) A Plataforma Sindical exigia a "suspensão" do Modelo de Avaliação e
abdicou da sua principal exigência (que tantas escolas e professores reclamaram
por discordarem deste Modelo de Avaliação), permitindo que a Sra. Ministra da
Educação continue a afirmar que não ocorreu "suspensão" (e tem razão para o
afirmar). E fê-lo a troco de quê? Do emagrecimento do Modelo até Setembro? E,
no próximo ano lectivo, o Modelo já é bom?...
2) Como fica a complexidade burocrática e o gigantismo de dados e
informações a gerir, a subjectividade de parâmetros, a existência de
inobserváveis, a imputação de responsabilidades ao professor por variáveis que
não controla, do risco de confiar a avaliação da prática docente a um único
professor que encontra no desempenho de tais funções (por muito respeito que
lhes seja merecido) fruto de um concurso execrável, a possibilidade real de
surgirem incompatibilidades entre avaliador e avaliado (alguns concorrem para
as mesmas quotas; alguns avaliados podem sentir-se constrangidos, ameaçados ou
chantageados por um avaliador com quem não tenham uma boa relação pessoal ou
profissional - melindre que uma equipa de avaliação, ao invés de uma avaliador
único, permitiria superar)? A tudo isto o Memorando de Acordo diz nada...
3) E que pensarmos da postura da Plataforma Sindical face à lotaria, à
golpada e à aberração mais leviana e mais injusta alguma vez intentada nas
escolas e que dá pelo nome de "Concurso de Acesso a Professor Titular",
dividindo, injustificadamente, os professores? Relativamente a esta manobra
administrativa vergonhosa, a Plataforma Sindical manifesta abertura para mais
divisão e mais ignomínia! Particularmente, do lado da Fenprof, tão crítica no
passado da divisão da carreira, haja pudor e sentido do ridículo!
4) Alguém nos saberá explicar de onde surgiu essa ideia peregrina de se
colocar à discussão mais um escalão no topo da carreira? Nunca nos movemos por
questões reivindicativas de cariz remuneratório mas sim por questões de
fundamentos de princípios e de valores!
Se os professores não são "idiotas" para engolirem a incompetência, a autocracia
e as injustiças inerentes às políticas e aos modelos do Ministério da Educação,
também o não são para se deixarem enredar em cortinas de fumo dos Sindicatos
que tão mal leram o mal-estar dos professores e de forma tão decepcionante nos
representaram.
Em conformidade, propomos que para a Manifestação do dia 14, em Vila Real, e dos
dias seguintes, em outras cidades, bem como para o Dia D, vestíssemos de branco
(simbolizando a ausência de substância do Acordo) e manifestássemos o nosso
descontentamento aos delegados sindicais presentes. Apetecer, apetecer...
apetecia não comparecermos a estes eventos, deixando-os a fruir o champanhe da"traição" sozinhos, mas temos a obrigação de, em coerência com princípios de
seriedade, credibilidade e justiça, não atirarmos a toalha ao chão e
continuarmos a exercer pressão contra os instalados no auto-interesse e na
mediocridade. Os Sindicatos e o Ministério ainda vão ter que nos roer os ossos.
speramos poder contar com o desassossego e com o nível de exigência que tem
caracterizado o combate dos outros movimentos de professores. Estamos convictos
que a nossa mobilização merecia bem melhor que este pseudo-acordo.
Aquele abraço solidário,
PROmova
quinta-feira, abril 17, 2008
Apelo ao Encontro-Debate da CDEP (19/Abril, 15h, Algés)
19 de Abril 2008 (sábado), das 15 às 19 horas
Teatro Amélia Rey Colaço
Rua Eduardo Augusto Pedroso,16-A, em ALGÉS
Os professores e educadores tomam a iniciativa
As saídas políticas e sindicais apareciam fechadas e o clima de medo começava a nascer nas escolas, por entre o crescente cercear da liberdade de agir em grupo, sob a constante pressão de campanhas de opinião pública, para permitir à equipa do Ministério da Educação o cumprimento das políticas contidas na Agenda de Lisboa, na Declaração de Bolonha e na exigência do défice zero do Orçamento do Estado.
Eis que, num de repente, a indignação e a revolta se manifestam! Professores e educadores tomaram a iniciativa de se juntar, em tudo o que é praça e anfiteatro, para exigir a ruptura com estas políticas educativas que lhes fazem a vida negra, a começar pela retirada do decreto-lei da avaliação do seu desempenho.
Os docentes têm razão. Ao defenderem a sua dignidade profissional, estão defender-se como corpo docente – o pilar capaz de resistir ao processo de desmantelamento e de fragmentação do Sistema Nacional de Ensino.
A partir da mobilização dos docentes, em ligação com os outros intervenientes no processo educativo, será possível abrir a via à reconstrução da Escola Pública. Não haverá milagres. Mas, em conjunto com os outros sectores da população portuguesa, os docentes saberão encontrar, no quadro da democracia, uma resposta positiva para todos os sectores da sociedade – e, logo, também para a escola.
É a hora de reunir, para partilhar reflexões resultantes da experiência de cada um. É a hora de cada um contribuir, com o que sabe, para o processo de reconstrução da Escola Pública, assente em tudo o que de positivo já foi realizado.
Abramos o debate:
Ø Em que ponto se encontra a escola pública em Portugal?
Ø Qual o conteúdo do movimento dos professores?
Ø De onde vêm as políticas cuja ruptura este movimento põe na ordem do dia?
Ø O que é necessário fazer?
Ø O que poderemos fazer?
Para onde caminha a Escola Pública?
O que será necessário fazer para ela responda aquilo que é a sua função?
O Sistema Nacional de Ensino tem por base a Constituição da República Portuguesa, cujo art. 74º estipula:
“1. Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar.
2. Na realização da política de ensino incumbe ao Estado:
a) Assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito;
b) Criar um sistema público e desenvolver o sistema geral de educação pré-escolar;
c) Garantir a educação permanente e eliminar o analfabetismo;
d) Garantir a todos os cidadãos, segundo as suas capacidades, o acesso aos graus mais elevados do ensino, da investigação científica e da criação artística;
e) Estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino (…)”.
Da declinação destes princípios – e apoiando-se numa profunda participação de muitos intervenientes no processo educativo, bem como na sua experiência prática – resultou a Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE), aprovada em 1986.
Desde essa data, foram sendo implementadas “reformas”sucessivas. Para se chegar onde?
Que relação tiveram elas com a orientação que levava a Escola Portuguesa, renascida com o 25 de Abril?
Apesar de ser inegável o salto qualitativo no nível de formação escolar da população portuguesa, se o caminho fosse o que Abril traçou em que ponto estaria hoje a sociedade portuguesa?
Decerto que as taxas de insucesso e de abandono escolar não estariam a atingir níveis superiores a 30%.
Será que não é sobre a avaliação destas “reformas” aliadas aos processos de decomposição social, que é necessário incidir para encontrar uma explicação para os resultados de que todos falam?
Um Governo apostado em dotar-se das respostas para os problemas existentes, certamente que se voltaria para todos os intervenientes no processo educativo – e, em particular, para os professores – para lhes propor o debate nacional que permitisse fazer diagnósticos e mobilizar todos na tarefa de reconstrução da Escola Pública.
Em vez desta estratégia, o actual Governo – assente numa maioria absoluta de deputados do PS – encetou um caminho de ataques aos professores, imparável até esta data, ao mesmo tempo que aprofundou o plano de “reformas”, como peças de um puzzle que todos podem agora ver ter como grandes objectivos reduzir drasticamente os encargos com o ensino público e desqualificá-lo, ao mesmo tempo que é fomentado o desenvolvimento do ensino privado.
O orçamento para a educação do ano de 2008 sofreu uma redução de 7,8%. A sua percentagem em relação PIB é, agora, cerca de 3,5%. E isto quando o governo de António Guterres, nos finais da década de 1990, queria aproximá-lo a 6%, num contexto em que se afirmava que o orçamento para a educação deveria atingir, pelo menos, o valor de 7% do PIB.
Eis nestas reduções – que constituem uma componente do processo de desmantelamento dos serviços públicos (corte de 4,4 % no Serviço Nacional de Saúde) e da reforma da Administração Central do Estado (PRACE) – o “milagre” da redução do défice, imposto pelas instituições da União Europeia.
As consequências estão à vista:
- Milhares de escolas encerradas;
- Dezenas de milhar de professores e educadores já no desemprego; e mais se anunciam com os “contratos de saneamento financeiro” nas instituições do ensino superior, através do encerramento de cursos, do corte disciplinas, do aumento das propinas e do corte nas bolsas de estudo, no quadro da transformação destas instituições em fundações de direito privado, e da aplicação do processo e Bolonha;
- Mais desemprego se perspectiva, ainda, com a concretização da reforma do segundo ciclo do Ensino básico, nos mesmos moldes do primeiro ciclo, para reduzir o número de disciplinas a oito “competências básicas”, tal como foi assinado por todos os governos da UE, em Fevereiro de 2006 (Estas oito competências-chave são: “Comunicação na língua materna; Comunicação numa língua estrangeira; Cultura matemática e competências de base em ciências e tecnologia; Cultura numérica; Aprender a aprender; competências interpessoais, inter-culturais e competências sociais e cívicas; Espírito empresarial; Expressão cultural”);
- Desmantelamento do Educação especial, deixando dezenas de milhar de crianças sem uma resposta educativa adequada;
- Congelamento e estrangulamento da progressão da carreira de todos os docentes dos ensinos básico e secundário, tal como dos restantes trabalhadores da Função Pública.
Para que estas medidas possam ser aplicadas, foi necessário impor aos professores e educadores um estatuto que os divide em categorias e os sujeita a um processo de avaliação inqualificável.
Foi necessário desencadear uma campanha de intoxicação da opinião pública, para que o que é necessário unir – trabalhadores do ensino, pais e encarregados de educação, e Poder local – seja dividido, no quadro de um modelo de gestão no qual começou a ser fragmentado o Sistema Nacional de Ensino, através dos agrupamentos de escolas e, agora, de um novo modelo de gestão que caminha, a passos largos, para um paradigma de gestão empresarial / municipalização.
O que tem a ver esta política educativa com as grandes linhas orientadoras definidas na Constituição da República e na LBSE de 1986?
O que tem a ver a nomeação de um director de um agrupamento de escolas com os órgãos de gestão eleitos democraticamente (como o indica a LBSE no seu artigo 43º-1: “A administração e gestão dos estabelecimentos de ensino é assegurada respeitando regras de democraticidade, visando a consecução de objectivos pedagógicos e educativos, nomeadamente no domínio da formação social e cívica”)?
Passos que foram dados
Preocupado com a situação para onde caminha o Ensino, um grupo de professores e encarregados de educação e estudantes – reunidos numa Comissão de Defesa da Escola Pública – organizaram, em Abril de 2007, um Encontro de que saiu uma Carta dirigida aos deputados do PS, expressando a grande inquietação com as consequências das políticas que estão a ser seguidas no Ensino.
Esta carta – que recolheu mais de trezentas assinaturas – foi entregue directamente ao responsável da Comissão de Educação do PS na AR (Luís Fagundes), em conjunto com um dossier contendo vários exemplos concretos de situações vividas no Ensino Básico.
Como resposta a esta iniciativa este responsável propôs-se apresentar aos outros deputados do PS a perspectiva de realização de um novo Encontro, a realizar na AR, com a participação dos deputados do PS e de pessoas ligadas ao sector do Ensino. Neste Encontro os professores deveriam apresentar relatos de experiências concretas e trabalho positivo de práticas de Ensino, demonstrativos de que as escolas podem funcionar de outra maneira.
Esta iniciativa acabou por não se realizar, evocando este deputado a falta de acordo por parte dos outros deputados do PS. Contudo, tal como o afirmámos na Carta que, em Abril de 2007, lhes foi dirigida, continuamos convictos de que é no quadro da democracia que podem, e devem, ser encontradas as respostas e a estratégia que permitam reorientar positivamente o Sistema de Ensino.
O respeito pela democracia pressupõe um debate sem tabus e a legítima responsabilização dos órgãos de poder eleitos pelo povo.
Pela nossa parte – membros da Comissão de Defesa da Escola Pública – estamos convencidos de que só será possível começar a resolver os problemas do Ensino revogando o ECD e o esquema de avaliação que dele decorre, retomando os órgãos de gestão democráticos construídos com a Revolução de Abril, bem como restabelecendo as regras de funcionamento democrático do Ensino superior. Avançar nesta perspectiva implicará a ruptura com as orientações da UE, num processo em que – também nos outros países europeus – os diferentes intervenientes procuram resistir e impor alternativas a esta mesma política que os afecta a todos, colocando em causa a democracia e a civilização na Europa.
Avançar nesta perspectiva de construção de uma Escola de qualidade, em cooperação com os outros países, implica a existência de um quadro onde vigore a mais larga democracia, logo incompatível com a aceitação do Tratado de Lisboa, ele próprio concentrado de orientações que subordinam os sistemas de ensino às necessidades de abaixamento do custo da força de trabalho.
Encontro para defender um caminho de reconstrução democrática da Escola Pública
Partindo da reflexão acima exposta, os docentes, encarregados de educação e estudantes abaixo assinados, propõem a realização de um novo Encontro, no qual sejam retomados os objectivos propostos por Luís Fagundes, bem como abordados os problemas existentes no Ensino, procuradas as suas causas e encontradas pistas para a sua solução.
Os promotores deste Encontro, não têm a pretensão de se substituir ao conjunto das organizações envolvidas na defesa da Escola Pública, nas suas diferentes formas e objectivos particulares. Têm sim a pretensão de contribuir e fazer parte de um Movimento nacional capaz de ajudar a inverter e traçar as linhas estratégicas para a construção de um Ensino Público de qualidade para a sociedade portuguesa, de acordo com os princípios consignados na Constituição da República.
Os primeiros signatários (membros da CDEP):
Outros signatários: Luís Mateus (Técnico aposentado da F.P.) / Isabel Guerreiro (EB2 João de Deus, Monte Estoril)
Subscrevo este apelo:
NOME ESCOLA/PROFISSÃO CONTACTO
Documentação para o Encontro-Debate 19/Abril (CDEP)
http://escolapublica2.blogspot.com
Encontro-Debate em Defesa da Escola Pública
19 de Abril 2008 (Teatro Amélia Rey Colaço –
Rua Eduardo Augusto Pedroso, 16-A, 1495 ALGÉS)
Os professores e educadores tomam a iniciativa
Em Julho de 2007, uma delegação da Comissão de Defesa da Escola Pública foi recebida por um deputado do PS, membro da Comissão de Educação na Assembleia da República. Na altura foi-lhe entregue uma Carta saída de um Encontro de docentes, sindicalistas e encarregados de educação (que tinha sido realizado por esta comissão em Abril de 2007), expressando a sua preocupação com o processo de destruição da Escola Pública, em consequência das políticas de sucessivos governos.
Este processo – que não tem senão subvertido e minado a Escola Pública assente nas leis do 25 de Abril – tinha, já há um ano, sido acelerado com as medidas da equipa ministerial dirigida por Maria de Lurdes Rodrigues, num esforço para cumprir as metas impostas pela “Agenda de
Esta delegação permitiu abrir a perspectiva de um Encontro mais largo, a realizar na Assembleia da República, em Outubro de 2007.
Tal iniciativa acabou por ser gorada, já que outros membros da Comissão de Educação do PS a consideraram contraproducente.
No entanto, debater qual o caminho positivo para uma escola com capacidade para responder a todos os alunos, que garanta a tranquilidade do trabalho dos docentes, na base de equipas multidisciplinares, com recursos e democracia, nunca foi tão premente. Esta necessidade conjuga-se com a exigência de responder positivamente ao profundo movimento iniciado pelos professores, em unidade com os seus sindicatos.
É assim que este Encontro que agora se convoca, agendado desde há alguns meses, se torna ainda mais actual. Abramos o debate:
Ø Em que ponto se encontra a Escola Pública em Portugal?
Ø Que escola é necessária? O que é preciso fazer para reconstruir a escola democrática?
Ø Qual o conteúdo do movimento de resistência dos professores?
Ø De onde vêm as políticas a que este movimento se opõe?
Ordem de trabalhos:
15 h – Abertura da sessão de debate
Maria do Carmo Vieira (Professora de Língua Portuguesa)
Vídeo de uma experiência educativa
Maria de Lurdes Silva (Prof.ª da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação de Lisboa)
Luísa Mesquita (Deputada independente na Assembleia da República)
16 h 20 – Debate
16 h 45 – Intervalo para café (15 m)
17 h – Continuação do Encontro
Carlos Chagas – Professor dirigente do SINDEP (Sindicato Democrático dos Professores)
André Yon (Professor convidado – França)
17 h 40 – Debate
18 h 45 – Balanço e Encerramento do Encontro
Estarei presente neste Encontro □
Nome…........………………………………………………………………………………………..
Endereço…………….........................................................................................................................
Contacto mail...............……………………..
Contribuo financeiramente com a quantia ……….€
Enviar para: carmelinda_pereira@hotmail.com; montez.paula@gmail.com
ou contactar: Luísa Cintrão - 963388764
A Comissão Organizadora do Encontro
Documentação para o Encontro-Debate 19/Abril (CDEP)
http://escolapublica2.blogspot.com escolapublicablog@gmail.com
Algés, 19 de Março de 2008
Depois do 8 de Março, o que fazer?
Na manifestação de 100 000 em Lisboa, os professores expressaram claramente a exigência de revogação das principais medidas da actual equipa do Ministério da Educação cujas consequências se traduzem em situações de trabalho e de desgaste insustentáveis:
Uma só carreira de professor – Revogação do ECD! Garantia das práticas democráticas nas escolas – Retirada do novo decreto de gestão!
Avaliação do trabalho docente, com o objectivo de melhorar e tornar mais eficiente a oferta educativa da Escola Pública – Retirada do decreto da avaliação do desempenho dos docentes, punitivo e de execução aberrante!
Garantia de condições para ensinar – Retirada da sobrecarga horária, imposta à maioria dos docentes! Reconhecimento dos diplomas dos docentes contratados!
Após esta manifestação realizaram-se novas reuniões entre os dirigentes sindicais e o Ministério da Educação, no passado dia
De novo, estas reuniões foram inconclusivas, já que o ME nem sequer admitiu suspender a aplicação do decreto da avaliação do desempenho dos docentes, para permitir uma renegociação do mesmo.
Perante esta situação o que fazer?
Aceitar a posição do Governo e a aplicação destes decretos-lei – cujas consequências são infernais para todos os docentes e para as condições de aprendizagem dos alunos – ou, pelo contrário, exigir à maioria de deputados da Assembleia da República que intervenham nesta situação?
Os ministros dependem desta maioria. O Ministério da Educação depende desta maioria. Então, esta maioria que chame a si os decretos-lei da avaliação, da gestão e do ECD para os revogar.
Não será este o direito de cidadania que cabe aos professores e educadores assumir, em conjunto com as suas direcções sindicais?
Não é este o exercício de cidadania que permitirá criar as condições para refundar a Escola Pública, com base nas leis decorrentes do 25 de Abril: Lei de bases do Sistema Educativo e Constituição da República?
A Comissão de Defesa da Escola Pública considera que a resposta positiva às aspirações de todo o corpo docente que se manifestou no dia 8 de Março passa por exigir que a maioria da Assembleia da República tome as medidas favoráveis ao Ensino e aos seus agentes, que actue soberanamente em função dos interesses da Escola – e, portanto, de Portugal – em vez de aceitar a subordinação a ditames estranhos à Escola portuguesa.
Não será responsabilidade da plataforma dos sindicatos dos docentes fazer-se porta-voz desta exigência?
Encontro em defesa da Escola Pública
19 de Abril (sábado), das 15 às 19 horas - Teatro Amélia Rey Colaço em Algés
Rua Eduardo Augusto Pedroso,16-A
Em Julho de 2007, uma delegação da Comissão de Defesa da Escola Pública foi recebida por um deputado do PS, membro da Comissão de Educação na Assembleia da República. Na altura foi-lhe entregue uma Carta saída de um Encontro de docentes, sindicalistas e encarregados de educação (que tinha sido realizado por esta comissão em Abril de 2007), expressando a sua preocupação com o processo de destruição da Escola Pública, em consequência das políticas de sucessivos governos.
Este processo – que não tem senão subvertido e minado a Escola Pública assente nas leis do 25 de Abril – tinha, já há um ano, sido acelerado com as medidas da equipa ministerial dirigida por Maria de Lurdes Rodrigues, num esforço para cumprir as metas impostas pela “Agenda de
Esta delegação permitiu abrir a perspectiva de um Encontro mais largo, a realizar na Assembleia da República, em Outubro de 2007.
Tal iniciativa acabou por ser gorada, já que outros membros da Comissão de Educação do PS a consideraram contraproducente.
No entanto, debater qual o caminho positivo para uma escola com capacidade para responder a todos os alunos, que garanta a tranquilidade do trabalho dos docentes, na base de equipas multidisciplinares, com recursos e democracia, nunca foi tão premente. Esta necessidade conjuga-se com a exigência de responder positivamente ao profundo movimento iniciado pelos professores, em unidade com os seus sindicatos.
É assim que este Encontro que agora se convoca, agendado desde há alguns meses, se torna ainda mais actual.
Foram convidadas para participar várias personalidades ligadas ao sector do Ensino e já responderam que estarão presentes:
Luísa Mesquita – Deputada independente na Assembleia da República;
Maria de Lurdes Silva – Professora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Lx.
Os pontos que queremos abordar são os seguintes:
Em que ponto se encontra a Escola Pública em Portugal?
Que Escola é necessária?
Qual o conteúdo do movimento de resistência dos professores?
De onde vêm as políticas a que este movimento se opõe?
O que é necessário fazer?
A Comissão Organizadora do Encontro
CONTACTOS: carmelinda_pereira@hotmail.com (telem: 966368165); degomes@gmail.com (963262578); montez.paula@gmail.com (967636341)
Apelo ao Código do Procedimento Administrativo
"(...) de acordo com dados ainda provisórios, mas que já consideram a larga maioria das escolas, os resultados da votação na Moção, nos cerca de mil locais em que se realizaram reuniões, foi aprovada em 89% dos estabelecimentos de ensino, tendo-a votado favoravelmente 86% dos professores e educadores que participaram no Dia D.(...)" (Mário Nogueira)
Onde estão os documentos? Mostrem as contas![ler aqui também]
(recebido por mail)
Dia D... "D" de Divisão???
Uma das palavras de ordem ouvidas, sobretudo após a marcha da
indignação dos 100 000 professores, foi que a Ministra pelo menos
tinha conseguido um feito nunca antes alcançado - unir os professores.
Agora, este memorando, este acordo ou entendimento, ou declaração, ou
não sei mais o quê, pelo menos já teve o efeito de os desunir. Essa
desunião é óbvia, sobretudo em relação às posições da Plataforma
Sindical, e isto tem de ser dito, nada de escamotear factos.
Alguns dirigentes da Plataforma, afirmaram mesmo que seria difícil
obter o unanimismo, o que reconhecemos que raramente é possível.
Também afirmaram numa primeira hora, ainda no calor do dito
entendimento que tinha sido uma grande vitória dos 100.000
professores, ao que já alguém respondeu que teria sido sim uma grande
vitória dos sindicatos.
Agora também já afirmam que o memorando ou entendimento teve uma
vitória esmagadora.
Parafraseando alguém .... tanta vitória....será que não é de mais?
Porque será que é necessário esmagar? Esmagar quem? O Ministério da
Educação por acaso foi esmagado?
Creio que esmagados foram a maioria dos professores e os seus
interesses na defesa da sua profissão e da escola pública, com
excepção daqueles que de forma autónoma e pensando pelas suas cabeças,
e livres de poderes ou de interesses umbiguistas continuam a achar que
valerá a pena lutar, valerá a pena resistir.
Será que a Plataforma Sindical pensará assim, ou vai resignar, vai
amolecer, afinal já está tudo bem, ou pelo menos ficou melhor?
Com que autoridade, razões e coerência é que a Plataforma Sindical vai
agora e daqui em diante chamar os professores à luta?
Enfim, estou um pouco céptico e ainda pouco esclarecido (creio que o
Mário Nogueira utilizou esta expressão para se referir à não
concordância dos movimentos cívicos sobre a tão propalada vitória).
Mudarei de opinião se na minha cabeça dura se fizer luz!
Ainda hoje vi na Comissão da Educação a Ministra e seus acólitos
relaxados e seguros de que a sua politíca educativa vai de vento em
popa. E assim se constrói o futuro que nós professores não desejamos.
Abraços,
A. Carvalho
"Votações não significativas" [!]
- Por acaso houve algum estudo científico para aferir se o ámen à Sinistra, encabeçado pela Plataforma e representado pelo Mário Nogueira, é ou não é significativo? E os números? Onde estão? Quero poder confirmar!!! Basta de hipocrisia!
Publicada por Moriae em A Sinistra Ministra a 4/16/2008
quarta-feira, abril 16, 2008
Parecer sobre o Memorando da Plataforma com ME
PARECER
Reunidos em assembleia, os professores desta Escola, abaixo assinados, após uma análise pormenorizada do Memorando de Entendimento entre a Plataforma Sindical e o Ministério da Educação, são de opinião que o mesmo não satisfaz as reivindicações dos docentes recentemente expressas na Marcha da Indignação do dia 8 de Março, a saber:
1. a imediata alteração do ECD, condição essencial para o prosseguimento das negociações;
2. a suspensão e renegociação do actual Modelo de Avaliação de Desempenho;
3. a revogação do novo Modelo de Gestão;
4. a eliminação da Prova de Ingresso na Carreira;
5. a revisão da legislação que enquadra o Ensino Especial.
Assim sendo, e, em particular, no que diz respeito aos dois primeiros pontos acima assinalados, reafirmam a tomada de posição assumida, a nível departamental, no passado dia 9 de Abril (cf. documento que se anexa à presente declaração). Os docentes manifestam estranheza pelo facto de a Plataforma Sindical considerar o Memorando de Entendimento uma vitória da classe docente, quando, na realidade, se trata de um documento que não apresenta avanços significativos relativamente ao anteriormente proposto, tanto mais que não contempla nenhuma das exigências subscritas por estes professores no documento acima referido. Face ao exposto, recomendam que:
1. não se ratifique o Memorando;
2. seja suspenso o DR n.º 2/2008, de 10 de Janeiro;
3. se retome o processo negocial;
4. se estabeleça como meta para a conclusão da negociação o final de Julho de 2008, de modo a garantir o normal funcionamento do próximo ano lectivo.
Assim, os professores propõem como acções de luta:
1. a realização de uma nova marcha da indignação docente num sábado de Maio;
2. a distribuição de comunicados à população e, em cada escola, aos encarregados de educação, que os esclareçam sobre os problemas da escola pública;
3. a manutenção das acções de contestação, de acordo com o calendário previsto;
4. a realização de greves parciais às reuniões de avaliação.
Os professores desta assembleia tomam a iniciativa de divulgar a presente tomada de posição, de modo a que todos os interessados a possam subscrever.
Escola Secundária D. Afonso Sanches
Vila do Conde, 15 de Abril de 2008
Sincerely,
Petição contra o entendimento plataforma ME
Escolas que rejeitaram o Memorando de Entendimento - Em actualização
Agrupamento de Escolas Lousada Oeste
Agrupamento da Freixianda, Ourém
Agrupamento de Escolas Conde de Ourém
Agrupamento de Escolas da Área Urbana da Guarda (Santa Clara)
Agrupamento de Escolas da Batalha
Agrupamento de Escolas da Ericeira
Agrupamento de Escolas de Almeida
Agrupamento de Escolas de Alvaiázere
Agrupamento de Escolas de Amares
Agrupamento de Escolas de Marrazes, Leiria
Agrupamento de Escolas de Ovar
Agrupamento de Escolas de São Bruno, Caxias
Agrupamento de Escolas de São Julião da Barra, Oeiras
Agrupamento de Escolas de Taveiro, Coimbra
Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus, Leiria
Agrupamento de Escolas José Saraiva, Leiria
Agrupamento de Escolas Professor Carlos Teixeira, Fafe
Agrupamento Vertical de Escolas de Ponte da Barca
Agrupamento Vertical de Escolas Vale de Milhaços
Escola Básica Integrada João Roiz , Castelo Branco
Escola Básica Integrada de Colmeias, Leiria
Escola EB 2.3 da Caranguejeira, Leiria
Escola EB 2.3 de Bocage, Setúbal
Escola EB 2/3 José Ferreira Pinto Bastos, Ílhavo
Escola EB 2/3 Gafanha da Nazaré, Aveiro
Escola E.B. 2,3 Dairas, Vale de Cambra
Escola EB 2.3 de Nisa
Escola EB 2.3 de Nogueira, Braga
Escola EB 2.3 de Penedono
Escola EB 2.3 Álvaro Velho, Lavradio
Escola EB 2/3 Frei Bartolomeu dos Mártires, Viana do Castelo
Escola EB 2.3/S de Maceira, Leiria
Escola Sec./3 Artur Gonçalves,Torres Novas
Escola Sec./3 de Latino Coelho, Lamego
Escola EB 2,3/S Monte da Ola, Viana do Castelo
Escola EB 2,3 Carlos de Oliveira, de Febres
Escola E.B 2,3 de Caldas das Taipas, Guimarães
Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, Leiria
Escola Secundária Conde de Monsaraz, Reguengos de Monsaraz
Escola Secundária Clara de Resende, Porto
Escola Secundária D. Afonso Sanches, Vila do Conde
Escola Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça
Escola Secundária D. Maria II, Braga
Escola Secundária D. Martinho de Castelo Branco, Portimão
Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso
Escola Secundária de Arganil
Escola Secundária dos Casquilhos - Barreiro
Escola Secundária de Figueiró dos Vinhos
Escola Secundária de Lousada, Porto
Escola Secundária de Olhão
Escola Secundária de Palmela
Escola Secundária de S. Pedro, Vila Real
Escola Secundária de Santa Maria, Sintra
Escola Secundária de Vagos, Aveiro
Escola Secundária do Entroncamento
Escola Secundária Dr. João Araújo Correia, Régua
Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, Abrantes
Escola Secundária Eng.º Acácio Calazans Duarte, Marinha Grande
Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo, Leiria
Escola Secundária Infanta Dona Maria, Coimbra
Escola Secundária Madeira Torres, Torres Vedras
Escola Secundária de Monserrate, Viana do castelo
Escola Secundária Maximinos, Braga
Escola Secundária Pinhal do Rei, Marinha Grande
Escola Secundária São Pedro, Vila Real
Escola Secundária Camilo Castelo Branco, Vila Real
Escola Secundária de Barcelos
Escola Secundária da Mealhada
Escola Secundária D. Afonso Sanches, Vila do Conde
Escola Secundária Sá de Miranda, Braga
Escola Secundária Padre António Vieira, Lisboa
Quem tiver informações sobre os resultados das reuniões nas escolas, p. f. informe o Movimento (em.defesa.da.escola.publica@gmail.com).
terça-feira, abril 15, 2008
Abertura de Concurso para Professor Titular
(Leia mais aqui)
Conferência de Imprensa da Plataforma Sindical: 16/Abril
A Plataforma Sindical dos Professores promove amanhã, dia 16 de Abril, em Lisboa, no Hotel Marquês de Sá, (Av. Miguel Bombarda, 130) pelas 11.00 horas, uma Conferência de Imprensa, com os seguintes assuntos:
- Balanço do Dia D.
- Declaração Sindical para integrar na declaração conjunta.
- Reacção a acusações lançadas, desonestamente, sobre dirigentes sindicais.
Convidamos os(as) Senhores(as) Jornalistas a estarem presentes.
A Plataforma Sindical dos Professores
Que posição tomarão??? O mistério adensa-se embora me pareça mais ou menos claro que a decisão de assinar está tomada. Senão porque se diria: "
- Declaração Sindical para integrar na declaração conjunta. " é porque vai haver declaração conjunta... Que acham?
Rejeição do "entendimento"
Anabela Almeida Barros, presente na reunião
Nota minha: Há que exigir que o sindicato divulgue escola por escola o resultado da votação Temos que saber onde foi buscar os resultados para clamar nas televisões "esmagadora maioria"?
Rejeição do "entendimento"
Hoje no Agrupamento de Escolas de S. Julião da Barra
o dia foi D.
Foi de discussão partilhada, aberta e franca. Fomos mais uma vez ESCOLA, por nós e pelos nossos alunos, neste caminho encetado a 8 de Março, pela defesa do Ideal de uma Escola Pública de qualidade em que o rigor e a exigência são os motes mobilizadores.
Afirmámos a diversidade de posições e opiniões e fomos, no momento da decisão, uma voz, um AGRUPAMENTO. Uma só voz a DIZER NÃO À ASSINATURA DO MEMORANDO DE ENTENDIMENTO ENTRE A PLATAFORMA SINDICAL E O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.
No total dos professores presentes nas duas sessões com o representante do sindicato esta posição de não concordância com o conteúdo do referido memorando mereceu apenas um voto a favor e dois contra num total de cerca de80 professores presentes.
Os(As) Professores(as) do Agrupamento de Escolas de S. Julião da Barra está consciente dos tempos que os esperam e sabem que este é apenas mais um recomeço.
Vamos continuar na luta convictos(as) de que podemos vencer!
Rejeição do "entendimento"
Cordiais saudações sindicais
Joaquim Pagarete (SPGL)








