quarta-feira, abril 16, 2008

Escolas que rejeitaram o Memorando de Entendimento - Em actualização

Contabilização (00.00 horas)

Escolas que rejeitaram o Memorando de Entendimento


Contabilização (00 horas)

Escolas que rejeitaram o Memorando de Entendimento


Agrupamento de Escolas Lousada Oeste
Agrupamento da Freixianda, Ourém
Agrupamento de Escolas Conde de Ourém
Agrupamento de Escolas da Área Urbana da Guarda (Santa Clara)
Agrupamento de Escolas da Batalha
Agrupamento de Escolas da Ericeira
Agrupamento de Escolas de Almeida
Agrupamento de Escolas de Alvaiázere
Agrupamento de Escolas de Amares
Agrupamento de Escolas de Marrazes, Leiria
Agrupamento de Escolas de Ovar
Agrupamento de Escolas de São Bruno, Caxias
Agrupamento de Escolas de São Julião da Barra, Oeiras
Agrupamento de Escolas de Taveiro, Coimbra
Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus, Leiria
Agrupamento de Escolas José Saraiva, Leiria
Agrupamento de Escolas Professor Carlos Teixeira, Fafe
Agrupamento Vertical de Escolas de Ponte da Barca
Agrupamento Vertical de Escolas Vale de Milhaços
Escola Básica Integrada João Roiz , Castelo Branco
Escola Básica Integrada de Colmeias, Leiria
Escola EB 2.3 da Caranguejeira, Leiria
Escola EB 2.3 de Bocage, Setúbal
Escola EB 2/3 José Ferreira Pinto Bastos, Ílhavo
Escola EB 2/3 Gafanha da Nazaré, Aveiro
Escola E.B. 2,3 Dairas, Vale de Cambra
Escola EB 2.3 de Nisa
Escola EB 2.3 de Nogueira, Braga
Escola EB 2.3 de Penedono
Escola EB 2.3 Álvaro Velho, Lavradio
Escola EB 2/3 Frei Bartolomeu dos Mártires, Viana do Castelo
Escola EB 2.3/S de Maceira, Leiria
Escola Sec./3 Artur Gonçalves,Torres Novas
Escola Sec./3 de Latino Coelho, Lamego
Escola EB 2,3/S Monte da Ola, Viana do Castelo
Escola EB 2,3 Carlos de Oliveira, de Febres
Escola E.B 2,3 de Caldas das Taipas, Guimarães
Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, Leiria
Escola Secundária Conde de Monsaraz, Reguengos de Monsaraz
Escola Secundária Clara de Resende, Porto
Escola Secundária D. Afonso Sanches, Vila do Conde
Escola Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça
Escola Secundária D. Maria II, Braga
Escola Secundária D. Martinho de Castelo Branco, Portimão
Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso
Escola Secundária de Arganil
Escola Secundária dos Casquilhos - Barreiro
Escola Secundária de Figueiró dos Vinhos
Escola Secundária de Lousada, Porto
Escola Secundária de Olhão
Escola Secundária de Palmela
Escola Secundária de S. Pedro, Vila Real
Escola Secundária de Santa Maria, Sintra
Escola Secundária de Vagos, Aveiro
Escola Secundária do Entroncamento
Escola Secundária Dr. João Araújo Correia, Régua
Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, Abrantes
Escola Secundária Eng.º Acácio Calazans Duarte, Marinha Grande
Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo, Leiria
Escola Secundária Infanta Dona Maria, Coimbra
Escola Secundária Madeira Torres, Torres Vedras
Escola Secundária de Monserrate, Viana do castelo
Escola Secundária Maximinos, Braga
Escola Secundária Pinhal do Rei, Marinha Grande
Escola Secundária São Pedro, Vila Real
Escola Secundária Camilo Castelo Branco, Vila Real
Escola Secundária de Barcelos
Escola Secundária da Mealhada
Escola Secundária D. Afonso Sanches, Vila do Conde
Escola Secundária Sá de Miranda, Braga
Escola Secundária Padre António Vieira, Lisboa



Quem tiver informações sobre os resultados das reuniões nas escolas, p. f. informe o Movimento (em.defesa.da.escola.publica@gmail.com).

Fonte: Movimento Cívico em Defesa da Escola Pública

terça-feira, abril 15, 2008

Abertura de Concurso para Professor Titular

Ministério vai abrir concurso de acesso a titular para os docentes impedidos de concorrer (Sol)

O Ministério da Educação (Me) vai abrir um concurso de acesso a professor titular para os docentes com redução parcial ou total da componente lectiva que devido a uma norma considerada inconstitucional foram impedidos de concorrer.
(Leia mais aqui)

Conferência de Imprensa da Plataforma Sindical: 16/Abril

Acabado de retirar do site da FENPROF.

A Plataforma Sindical dos Professores promove amanhã, dia 16 de Abril, em Lisboa, no Hotel Marquês de Sá, (Av. Miguel Bombarda, 130) pelas 11.00 horas, uma Conferência de Imprensa, com os seguintes assuntos:
  1. Balanço do Dia D.

  2. Declaração Sindical para integrar na declaração conjunta.

  3. Reacção a acusações lançadas, desonestamente, sobre dirigentes sindicais.

Convidamos os(as) Senhores(as) Jornalistas a estarem presentes.

A Plataforma Sindical dos Professores

Que posição tomarão??? O mistério adensa-se embora me pareça mais ou menos claro que a decisão de assinar está tomada. Senão porque se diria: "

  1. Declaração Sindical para integrar na declaração conjunta. " é porque vai haver declaração conjunta... Que acham?
António

Rejeição do "entendimento"

O professores do Agrupamento de Escolas da Ericeira aprovaram por unanimidade A NÃO assinatura do acordo/entendimento, uma vez que ele não representa a vontade manifestada pelos professores na sua luta.

Anabela Almeida Barros, presente na reunião

Nota minha: Há que exigir que o sindicato divulgue escola por escola o resultado da votação Temos que saber onde foi buscar os resultados para clamar nas televisões "esmagadora maioria"?

Rejeição do "entendimento"

Caros(as) Colegas

Hoje no Agrupamento de Escolas de S. Julião da Barra

o dia foi D.

Foi de discussão partilhada, aberta e franca. Fomos mais uma vez ESCOLA, por nós e pelos nossos alunos, neste caminho encetado a 8 de Março, pela defesa do Ideal de uma Escola Pública de qualidade em que o rigor e a exigência são os motes mobilizadores.

Afirmámos a diversidade de posições e opiniões e fomos, no momento da decisão, uma voz, um AGRUPAMENTO. Uma só voz a DIZER NÃO À ASSINATURA DO MEMORANDO DE ENTENDIMENTO ENTRE A PLATAFORMA SINDICAL E O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.

No total dos professores presentes nas duas sessões com o representante do sindicato esta posição de não concordância com o conteúdo do referido memorando mereceu apenas um voto a favor e dois contra num total de cerca de80 professores presentes.

Os(As) Professores(as) do Agrupamento de Escolas de S. Julião da Barra está consciente dos tempos que os esperam e sabem que este é apenas mais um recomeço.

Vamos continuar na luta convictos(as) de que podemos vencer!

Rejeição do "entendimento"

Os 33 presentes na reunião-debate do Agrupamento de Escolas de São Bruno, realizada a 15 de Abril, aprovaram por unanimidade, uma moção indicando que os dirigentes da Plataforma Sindical não devem subscrever, a 17 de Abril, o "Memorando de Entendimento" com o ME, e rejeitando – também por unanimidade – a moção da Plataforma Sindical que propunha essa assinatura. Veja, em anexo, a moção aprovada.
Cara(o) colega,
Na reunião em que participou e que eu coordenei, ficou assente que a moção aprovada fosse subscrita por todos os outros docentes do Agrupamento que não participaram nessa reunião. Peço-lhe, portanto, que a dê a conhecer a esses colegas.
Por outro lado, para quem tiver necessidade de uma justificação de falta ao abrigo da Lei sindical, foi deixada na Secretaria do Agrupamento uma fotocópia da Folha de presenças, sendo apenas necessário que a(o) colega solicite à Secretaria a correspondente declaração.
Dê a melhor divulgação ao que aprovámos hoje, nomeadamente através da Internet.
Para se inteirar dos outros agrupamentos e escolas que tomaram a mesma posição, basta consultar os seguintes endereços da Internet, por exemplo:

Cordiais saudações sindicais

Joaquim Pagarete (SPGL)

Rejeição do "entendimento"

Moção aprovada na Escola Secundária dos Casquilhos Barreiro

No dia 8 de Março realizámos uma Marcha com 100 mil professores.

O sentido das suas aspirações e exigências expresso nesta marcha , bem como ao longo de todo o seu processo de resistência é o seguinte:

· Não a esta avaliação

· Reposição da carreira única

· Retirada do decreto da nova gestão

· Revogação da prova de ingresso para os professores contratados

Esta Marcha foi uma grande prova de mobilização e de unidade dos professores com as suas direcções.

Na sua sequência, os responsáveis sindicais encetaram um processo de reuniões com membros do ME e, por último, com a própria Ministra.

Deste processo saiu um "Memorando de Entendimento", redigido na madrugada de 12 de Abril e que os dirigentes da Plataforma apresentaram como uma vitória dos professores, ao mesmo tempo que o ME se vangloriava de que o essencial das suas medidas não tinha sido beliscada.

Nós analisámos o dito Memorando. Certos de que s direcções ouvirão as nossas opiniões e agirão de acordo com a vontade da maioria, consideramos o seguinte:

  1. O Memorando contém aspectos de recuo do ME, em particular no que diz respeito à avaliação simplificada a realizar nos 2 meses que faltam deste ano lectivo, e que passaria a ser em tudo semelhante à avaliação que constava do antigo ECD. Este ponto constitui um importante golpe nas pretensões dos órgãos de gestão que, a coberto do ME, estavam a avançar a todo o vapor na implementação do dec. 2/ 2008, contra a vontade da maioria dos professores das suas escolas. Como forma de resistência ao decreto da avaliação , esta avaliação simplificada poderia estender-se ao actual ano lectivo;
  2. Ele contém outros ganhos importantes, como a garantia do aumento da componente individual de trabalho e a inclusão das acções de formação contínua na componente não-lectiva do horário;
  3. No entanto, o Memorando contém também aspectos que contrariam as aspirações dos 100 mil professores que se manifestaram no dia 8 de Março, nomeadamente, a aceitação de que o decreto da avaliação será implementado ao longo do ano de 2008-09, com uma eventual "correcção" apenas no final do ano lectivo (o que nos parece dar grande margem de manobra para que o ME aplique o modelo no terreno) e a aplicação da nova gestão já a partir do próximo ano lectivo, após a conclusão do 1º procedimento em Setembro de 2008.

Em conjunto, as duas medidas alterarão por completo o clima relacional dentro das escolas e irão sujeitar a classe docente a um regime de divisão, medo e intimidação, com as evidentes consequências para a qualidade do ensino e as condições de aprendizagem dos nossos alunos.

Trata-se, pois, de dois pontos importantíssimos para o nosso futuro enquanto classe docente. Juntamente com a imposição do ECD da Ministra e a divisão da carreira em duas categorias, a avaliação de desempenho tal como está regulamentada e a nova gestão constituem pilares essenciais do edifício legislativo com que o ME pretende continuar desmantelar a profissão docente e destruir a Escola pública.

Esta situação exige um debate sério entre os professores, e nunca uma decisão precipitada. O Memorando de Entendimento deve ser discutido e analisado, sim, mas com tempo e autonomia de discussão. As duas horas de debate de que usufruímos hoje, neste Dia D, são manifestamente insuficientes para que tomemos uma posição consciente e responsável que obrigaria os nossos dirigentes a dizerem Sim ou Não ao Memorando e a comprometerem-se com esse mandato. Este Memorando foi apresentado aos professores há apenas 2 dias. Alguns dos colegas estão a tomar conhecimento dele pela primeira vez. Nada aconselha a pressa nesta situação.

Assim, dirigimo-nos aos responsáveis sindicais de todos os sindicatos da Plataforma, pedindo-vos que não subscrevam o chamado "Memorando de Entendimento" sem que estejam reunidas as condições de participação, debate e decisão da maioria dos professores acerca do mesmo – o que é manifestamente incompatível com a "data-limite" de 17 de Abril.

Este processo de discussão deverá passar pela realização de plenários nacionais e/ou concelhios, assembleias de professores, deslocação de dirigentes da Plataforma às escolas, etc., podendo realizar-se uma Assembleia Magna de delegados de todas as escolas, convocada por todos os sindicatos. Após este período de auscultação, os dirigentes da Plataforma tomariam a decisão de subscrever ou não o Memorando conforme a vontade expressa pela maioria.

Os professores, em conjunto com os seus dirigentes, devem ter autonomia para discutir e decidir sobre questões tão importantes para o futuro de toda a classe.

Moção aprovada, por maioria, na Escola Secundária dos Casquilhos, no dia 15 de Abril, de 2008:

14 votos a favor; 1 voto contra; 3 abstenções

Moção da Plataforma sindical rejeitada, por maioria:

4 votos a favor; 7 votos contra; 6 abstenções.

Rejeição do "Entendimento" 1

COLEGAS

Os Professores da Escola Sec.Padre António Vieira em Lisboa rejeitaram o acordo.
Temos uma moção que depois vos envio.

Saudações.

M.Luz

Versão Mário Nogueira

Estas são as palavras de Mário Nogueira (MN) à LUSA/SOL.

"Apoio dos docentes ao acordo com Ministério é «esmagador».

O apoio dos docentes ao acordo alcançado sábado entre os sindicatos e a tutela é «esmagador», estando assim excluído o recurso à greve e a outros protestos que interfiram com as aulas, segundo a plataforma sindical de professores".

Gostaríamos de saber as regras da "quantificação" para que MN diga que há um apoio esmagador. Nós colocamos online as Escolas que rejeitaram o "entendimento". Para haver lisura de processos MN deveria fazer o mesmo.

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Movimento Cívico
Em defesa da Escola Pública e da Docência
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blogue
http://emdefesadaescolapublica.blogspot.com/
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Participa! Discute! Passa a palavra!

DIA D: Que os professores possam decidir em plena consciência!

Nas reuniões do DIA D os delegados sindicais vão levar às escolas documentos para os professores assinarem.

Nas reuniões do DIA D os professores vão explicar aos sindicatos por que é que a assinatura deste acordo não lhes convém.

A Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP) aconselha a leitura atenta dos seguintes documentos que os delegados sindicais irão apresentar aos professores nas reuniões que vão ocorrer hoje nas escolas.

Memorando do Entendimento Plataforma Sindical dos Professores/ME

Comunicado da Plataforma Sindical dos Professores

A posição da Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP) em relação ao Memorando do Entendimento e em relação à situação que está criada, é marcada pelos seguintes documentos, os quais deverão ser lidos e divulgados de imediato entre os professores:

Carta da CDEP aos Professores (para ser divulgada no DIA D)

Moção da CDEP aprovada a 12/Abril, no Plenário-Debate, em Leiria


Para memória futura
, recordamos as palavras de Mário Nogueira:

"O responsável [MÁRIO NOGUEIRA] admitiu contudo não rubricar o documento se, durante o dia de manhã, quando este for explicado aos docentes em escolas de todo o país, estes se manifestarem contra a assinatura: «Só admitimos não assinar se durante o dia de amanhã [terça-feira] os professores nos disserem que não se revêem no entendimento».

Colega,

Acredite que não é necessário pensar, sequer, uma vez, pois não está colocada qualquer hipótese de Acordo com MLR. Só se essa revogasse o ECD, a Gestão, a legislação sobre Educação Especial e, qual cereja em cima do bolo, se demitisse.

Quanto a alguma solução que desbloqueie a actual situação de conflito, passa pela aceitação, pelo ME, das propostas que hoje levaremos (hoje no nosso site).

Quanto ao "capitularem mais uma vez", sinceramente, não consigo lembrar-me qual foi a vez anterior, o que recordo, isso sim, é que em 8 de Março estiveram 100.000 colegas na rua, convocados pelos seus Sindicatos. Como é evidente, não deixaremos de honrar os nossos compromissos. Não por qualquer razão que pudesse ditar o "nosso" fim, mas porque esse fim, enquanto Professores que somos, seria o de todos nós Professores.

Com os melhores cumprimentos

Mário Nogueira

Carta aos professores da CDEP (para divulgar no DIA D)

Carta aos professores e educadores


Cara(o)s colegas,

No dia 8 de Março, fizemos parte da manifestação de 100 mil docentes que expressaram, unanimemente, a exigência de mudança das políticas educativas da equipa do Ministério da Educação e, mesmo, a demissão da ministra que as corporiza.

Eles expressaram claramente:

- A “exigência da revogação do ECD”, com o retorno a uma carreira única para os professores e educadores, tal como vigora nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira;

- Um “não a um modelo de avaliação punitivo e aberrante” que, à partida, estabelece que pelo menos dois terços dos docentes ficarão impossibilitados de aceder ao topo da carreira, com a consequência de uma diferença salarial de cerca de 40%;

- O “sim à existência nas escolas de equipas multidisciplinares”, a funcionar no quadro da democracia e da cooperação, para uma resposta tão eficaz quanto possível a todos os alunos. Não ao novo modelo de gestão, materializado na figura do director nomeado e dos coordenadores nomeados por este, esvaziando por completo de sentido os Conselhos pedagógicos.

As direcções da Plataforma Sindical dos Professores transformaram estas exigências em “suspensões para renegociação”.

Nas escolas continuou a ser feita a vida negra aos professores e a ministra da Educação – que chamou “irrelevante” a esta manifestação de 100 mil professores – acabou por apresentar à Plataforma Sindical um “Caderno de negociação”, que serviu de base ao estabelecimento de um “Memorando de Entendimento”, sobre o qual todos os docentes se poderão pronunciar, e que está previsto ser assinado no próximo dia 17 de Abril.

Os dirigentes sindicais consideram-no “uma vitória”, mas, de qualquer modo, Mário Nogueira (Presidente da FENPROF e porta-voz da Plataforma Sindical) afirmou que ele só será assinado depois dos professores o ratificarem, no dia D (15 de Abril).

É um facto que os colegas contratados, bem como os colegas que estão dependentes de uma avaliação para progredir na sua carreira, terão – segundo este Memorando – a garantia de uma avaliação equitativa; é um facto que também aparece reconhecido o crédito de horas na componente não lectiva.

No entanto, estas garantias serão assinadas a troco de quê?

Para ter a dimensão da “troca”, basta ter em conta 3 pontos do Memorando:

- Este modelo de avaliação aberrante do desempenho docente vai ser posto em prática, para todos os docentes no próximo ano (com professores a serem avaliados por colegas com metade da sua experiência ou com menos formação, a serem avaliados por colegas de áreas completamente diferentes; com influência do abandono e do insucesso dos alunos na classificação dos professores, etc.).

Só no final do ano lectivo de 2008-2009, ou seja, quando o processo de avaliação já estiver terminado, é que uma Comissão dos sindicatos poderá negociar “eventuais modificações ou alterações” a esse processo (Ponto 5 do Memorando).

- Não fica implícita a legitimação da figura do “professor titular”, e logo a aceitação do ECD, quando se aceita negociar as “condições de horário e de remuneração dos membros das direcções executivas e dos coordenadores dos departamentos curriculares, e, ainda, da abertura dos concursos para o recrutamento de professores titulares”, com a agravante de que agora vão ter remunerações mais altas, para serem cargos apetecíveis? (Ponto 7 do Memorando).

- Ficará completamente aceite, como facto consumado, a aplicação do “decreto-lei sobre a autonomia, gestão e administração das escolas”, que Cavaco Silva acaba de promulgar. Com ele, institucionalizar-se-á a figura do director nomeado, que – por sua vez – nomeará os coordenadores da sua confiança. Eis o poder da “autonomia”, na sua versão feudal, dos novos “chefes” que vão impor as regras de trabalho e de avaliação nas escolas (Ponto 10 de Memorando).

Poderemos chamar a este “Memorando de Entendimento” uma vitória ou, pelo contrário, o caminho para fomentar a divisão entre os professores?

Será que se pode trocar a força da razão e da dignidade de uma manifestação 100 mil professores por este Memorando?

Não ficarão os nossos sindicatos de mãos atadas, para continuar as batalhas tão duras que aí vêm, desde já a do ano lectivo de 2008-2009, quando esta ministra (que agora já reconhece os sindicatos, mas que dantes dizia que não representavam os professores), vier querer transformar o 2º ciclo do Ensino básico na continuação do primeiro, com o consequente abaixamento dos conteúdos curriculares dos alunos e a eliminação do posto de trabalho de milhares de colegas?

Cada um ajuizará de acordo com a sua consciência.

Pela nossa parte, estamos convictos que a legítima defesa dos postos de trabalho e do pão dos nossos colegas contratados, bem como a progressão na carreira daqueles que atingiram o tempo para isso, estão intimamente ligados à unidade de todos os docentes e não podem depender da chantagem da equipa ministerial, que só visa dividir-nos para tornar a vida nas escolas ainda mais difícil, bem como comprometer e enfraquecer os nossos sindicatos.

Em vez de aceitar esta rasteira, a Plataforma Sindical deve voltar-se para os professores e, com eles, voltar-se para as Centrais sindicais – a CGTP e a UGT – bem como para as Associações de Pais e Encarregados de Educação, para em unidade exigirem à maioria de deputados da Assembleia da República que chame a si as políticas do Ministério da Educação para as modificar de acordo com as Leis da República nascida com o 25 de Abril, em vez de apoiarem uma ministra que considera “irrelevante” as exigências de 100 mil professores.

Esses deputados têm o poder e o dever de garantir, de imediato, as exigências dos contratados e de todos os outros docentes:

- A progressão na carreira, assente numa avaliação justa e formativa;

- Uma Carreira única;

- Uma gestão democrática;

- Uma entrada na Carreira, assente na profissionalização e numa habilitação para a docência reconhecidas pela instituição do Ensino superior que qualificou os professores e educadores.

Que o debate do dia D nos ajude a ver claro, para ganhamos mais força e coragem nesta difícil mas necessária batalha pela democracia e por Abril.

Algés, 14 de Abril de 2008

Carmelinda Pereira

Joaquim Pagarete

(Membros da Comissão de Defesa da Escola Pública)

A Moção da Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP)

CDEP na Marcha da Indignação 8/Março LX

MOÇÃO

Os professores e educadores reunidos em Leiria, ao apelo do Movimento em Defesa da Escola Pública e da Dignidade da Docência, consideram que a proposta de Memorando de Entendimento entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical não constitui "uma vitória resultante da manifestação dos 100 mil professores", de 8 de Março em Lisboa.

Pelo contrário, ela contém a aceitação implícita do novo modelo de gestão escolar (a ser aplicado a partir do próximo ano lectivo), do Estatuto da Carreira Docente (com a divisão dos professores em duas categorias: titulares e não titulares), bem como do modelo de avaliação do desempenho dos docentes.

Portanto, ela é a negação da vontade expressa pelos 100 mil professores que se manifestaram em Lisboa.

Por isso, consideram que a Plataforma Sindical não tem nenhum mandato para fazer um tal acordo.

Assim:

1) Exigem à Plataforma Sindical dos Professores, aos sindicatos e federações que a constituem, que recusem assinar, no próximo dia 17 de Abril, o Memorando de Entendimento.

2) Apelam a todos os professores e educadores que nas reuniões de debate que, segundo os sindicatos, irão ter lugar nas escolas no próximo dia 15 de Abril, se dirijam à Plataforma Sindical no sentido de ser recusada a assinatura do Memorando de Entendimento com o ME.

Aprovada com 17 votos contra, 58 abstenções e 94 votos a favor.

Leiria, 12 de Abril de 2008

Plataforma Sindical: Ponto da Situação

PLATAFORMA SINDICAL DOS PROFESSORES

Ponto da situação

A AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

O ME, no que à avaliação de desempenho diz respeito, tem tentado impor, teimosamente, a pior solução - implementar de qualquer maneira, ainda este ano, o processo de avaliação - provocando a balbúrdia e a perturbação nas escolas com situações de manifesto desrespeito pela lei e geradoras de injustiça.

Algumas escolas avançaram quase integralmente com o processo de avaliação (embora o ME não consiga ou não queira quantificar), outras, ainda não o iniciaram.

A suspensão do processo de avaliação seria pois a única forma de pôr termo às arbitrariedades em curso, pois não estão criadas as condições para aplicar o disposto no Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro, que contempla um regime transitório para 2007/2008, designadamente nos seus artigos 33º e 34º. O despacho sobre as fichas de avaliação ainda não está publicado bem como o diploma legal que definirá as quotas de muito bom e excelente.

Não seria, pois, justo, nem legal, que o processo continuasse a decorrer de forma diferente entre escolas ou, dentro da mesma escola, entre professores. Uma coisa será a existência de instrumentos próprios de avaliação em cada escola, outra, a existência de procedimentos diferenciados, uns mais simplificados, outros de maior complexidade. A legislação é clara no que respeita à uniformização do processo.

Confrontada com esta situação a equipa do ME tentou uma fuga para a frente, começando a indicar que o caminho seria o de utilização de processo simplificado, a aplicar ao conjunto dos cerca de 7000 docentes que necessitam de classificação no final de 2007/2008.

O Ministério da Educação foi acentuando assim a pressão sobre as escolas para avançarem, de qualquer maneira, com a avaliação de desempenho dos professores, usando, como "reféns", os professores contratados. Ou seja, os que tendo um vínculo muito precário, mais facilmente se sujeitarão a tudo, com receio de, no próximo ano, ficarem desempregados.

Esta reprovável postura do ME deixou ainda mais evidente que, neste momento, avançar com a avaliação nas escolas deixou de ser algo de racional para ser, apenas, uma teimosia, uma fixação, uma afirmação de poder sobre as escolas e os professores.

A RESOLUÇÃO APROVADA NA MARCHA que reuniu em Lisboa 100000 DOCENTES PROPÔS MEDIDAS PARA DESBLOQUEAR A ACTUAL SITUAÇÃO DE CONFLITO

O que separa os professores do ME não se resume ao ECD. Por essa razão aprovámos uma Resolução que contempla outros aspectos. Foi com base nela que se apresentaram ao ME as seguintes propostas com que se pretendia contribuir para o desbloqueamento da actual situação de conflito com os professores:

1. Suspensão da avaliação do desempenho este ano lectivo e garantia de que, daí, não adviriam prejuízos para os professores;

2. Não aplicação, este ano, de qualquer procedimento decorrente do novo regime de gestão que ainda aguarda publicação;

3. Negociação de normas sobre horários de trabalho para 2008/2009 que garantam um mínimo de 9 horas de componente individual e a consideração efectiva da formação contínua como integrando o horário de trabalho dos professores;

4. Respeito pelas decisões e sentenças dos Tribunais, designadamente pela extensão de efeitos das já transitadas em julgado;

5. Renegociação, em 2009, da revisão do ECD, da nova legislação sobre direcção e gestão escolar e do novo regime sobre Educação Especial.

Estas foram as reivindicações imediatas que 100.000 professores aprovaram em 8 de Março, na Marcha da Indignação e a que o ME não respondeu até a isso ter sido obrigado, por pressão das iniciativas dos professores agendadas e em consequência da resposta do 1º ministro ao pedido de reunião formulado pela Plataforma de Sindicatos de 3 de Abril, remetendo para a Ministra da Educação a responsabilidade de receber os sindicatos.

Assim, na 1ª reunião realizada em 8 de Abril entre a Ministra da Educação e a Plataforma Sindical dos Professores, os Sindicatos de Professores reafirmaram a posição dos docentes, aprovada há precisamente um mês, na Marcha da Indignação, de exigência de suspensão, este ano, da avaliação do desempenho e de experimentação no próximo ano lectivo.

O Ministério da Educação reafirmou a sua intransigência, confirmando, por um lado, que pretendia, este ano, aplicar os procedimentos de avaliação a todos os professores (e não apenas aos contratados) e, por outro, que a simplificação, afinal, não seria a que as escolas decidissem, mas a que a DGRHE autorizasse.

Foi este o quadro de partida desta reunião em que, sobre a avaliação, foram mais as divergências do que os consensos verificados. Na reunião, o Ministério entregou aos Sindicatos uma proposta de entendimento que era inaceitável para os professores.
Por um lado, os aspectos referidos eram demasiado generalistas, não passando, na maior parte dos casos, de simples manifestação de intenções. Por outro lado, faltavam no documento apresentado pelo ME, dois aspectos fundamentais: as referências à avaliação do desempenho e seu desenvolvimento no presente ano lectivo e, também, à gestão das escolas.

Um dos aspectos a que o ME deu mais relevância foi a de, na primeira avaliação, a atribuição de Regular ou Insuficiente poder ser corrigida no ano seguinte. Acontecia, no entanto, que essa correcção não permitiria corrigir uma eventual perda de renovação de contrato (consequência da atribuição dessas avaliações), podendo mesmo traduzir-se no desemprego de docentes que foram vítimas, apenas, de procedimentos e instrumentos de avaliação que não foram testados.

A Plataforma Sindical dos Professores solicitou a interrupção da reunião, comprometeu-se a fazer chegar ao ME as suas propostas durante o dia 9 (quarta-feira), propostas essas que procuraram concretizar as formulações genéricas que o ME apresentou no documento entregue aos Sindicatos. A Plataforma apresentou ainda novas propostas, designadamente sobre a avaliação do desempenho (desenvolvimento do processo em 2007/2008 e 2008/2009) e sobre gestão escolar.

Na reunião realizada no dia 10 de Abril, manteve-se o impasse. A Ministra da Educação recusava-se a admitir que, em 2007/2008, a avaliação dos 7000 docentes que necessitavam de classificação, a teriam de obter com base num conjunto de procedimentos uniformemente definidos para todas as escolas.

Só na última reunião que terminou a 12 de Março de madrugada foi possível chegar a uma plataforma de entendimento entre as partes.

O designado Memorando de Entendimento entre a Plataforma Sindical dos Professores e o Ministério da Educação é um importante documento que:

Salvaguarda os docentes, quer este ano, quer no próximo, de eventuais efeitos nefastos de um modelo de avaliação que não foi testado e é negativo;

Impede o tratamento diferenciado entre docentes das diversas escolas ao uniformizar, através de simplificação, os procedimentos de avaliação a aplicar nos dois meses que faltam para o encerramento do ano lectivo;

Estabelece um número mínimo de horas para o trabalho individual dos docentes, acabando com os abusos que, em algumas escolas, se têm verificado;

Reconhece o direito de as horas de formação contínua dos docentes serem deduzidas na sua componente de estabelecimento;

Reconhece o direito, aos docentes contratados, de verem considerado o seu tempo de serviço, ainda que os respectivos contratos sejam inferiores a 4 meses;

Remete para o próximo ano lectivo os primeiros procedimentos decorrentes do regime de gestão escolar recentemente aprovado pelo Governo.

O Memorando de Entendimento estabelece, ainda, diversos processos negociais, nomeadamente sobre:

Alteração do modelo de avaliação (Junho e Julho de 2009), constituindo-se, para a sua preparação, uma comissão paritária entre os Sindicatos e o ME;

Critérios para a definição de créditos horários destinados à avaliação, para além de outras condições que, antes, se encontravam apenas previstas para discussão com o Conselho das Escolas e, assim, passam a ser do âmbito da negociação sindical;

Criação de um novo índice remuneratório para a carreira docente que, ao ser garantido que não implicará o aumento da sua actual duração, pressupõe uma reestruturação da mesma.

Este Memorando de Entendimento deverá integrar um documento mais amplo, com características de declaração conjunta, em que Sindicatos e Ministério da Educação farão constar posições autónomas sobre o processo que decorreu e culminou neste entendimento.

Para a Plataforma, este entendimento não consubstancia qualquer acordo com o Ministério que, de facto, não existe. As organizações sindicais de docentes não alteram, com este entendimento, o seu profundo desacordo face a uma política que, em sua opinião:

Não dignifica a profissão e os profissionais docentes;

Não contribui para que melhorem as condições de trabalho nas escolas

Não permite uma melhor organização e funcionamento, como não reforça a autonomia das escolas;

Não se orienta para que a Escola Pública reforce os níveis de qualidade e diversifique as suas respostas, incluindo no plano social.

Diplomas legais como o actual Estatuto da Carreira Docente, o novo regime de direcção e gestão escolar ou a recente legislação sobre Educação Especial são alguns dos exemplos que se consideram mais negativos.

Assim, no sentido de alterar o rumo dessa política, as organizações sindicais continuarão a agir e a propor alternativas às medidas que têm sido implementadas pelo ME.

Todavia, e era esse um dos objectivos aprovados na Marcha da Indignação, Sindicatos e ME deram passos importantes no sentido de "salvar" o 3.º período lectivo de uma instabilidade que se previa muito forte, quer devido à introdução, à força e sem regras, da avaliação dos professores, sendo evidente a falta de condições das escolas para tal, quer das fortes lutas que se anunciavam para o final do ano lectivo. Foi essa oportunidade dada ao país pelos Sindicatos e pelos Professores e, em especial aos alunos, que permitiu a obtenção destes importantíssimos resultados.

Na sequência deste Memorando de Entendimento, manter-se-ão as concentrações previstas para as capitais do norte do país, a realizar já na segunda-feira, dia 14 - com a participação dos secretários-gerais das organizações sindicais - bem como o Dia D, previsto para dia 15, terça, em todas as escolas/agrupamentos, devendo este dia representar um momento de debate, reflexão e ratificação deste entendimento pelos professores e educadores. A assinatura da declaração conjunta entre os Sindicatos e o ME está prevista para dia 17 de Abril, quinta, pelas 11 horas, nas instalações do CNE.

É necessário, agora, um grande acompanhamento dos professores e dos seus Sindicatos na concretização deste entendimento e o reforço da exigência e da acção em defesa de uma nova política educativa para o país, num quadro de respeito pelos Professores e de negociação com as suas organizações representativas.

Lisboa, 13 de Abril de 2008

FENPROF: Uma Moção contraditória pronta a assinar (ou NÃO!)

«Colegas,

Segue a proposta que os sindicatos apresentam para amanhã.
Quando a lerem, verão (é o meu entender) que o fraseado mais radical desta moção é incoerente com o memorando de entendimento.

Os dirigentes sindicais têm de ser confrontados com estas incoerências.

Depois de terem visto que muitos eram os professores a manifestarem-se contra esta "vitória", o discurso mudou...»

Moção a debater no Dia D - aqui Ponto da Situação - aqui
Fonte: FENPROF

Memorando do Entendiento: os professores têm a última palavra (Mário Nogueira, para memória futura!)

"O responsável [MÁRIO NOGUEIRA] admitiu contudo não rubricar o documento se, durante o dia de manhã, quando este for explicado aos docentes em escolas de todo o país, estes se manifestarem contra a assinatura: «Só admitimos não assinar se durante o dia de amanhã [terça-feira] os professores nos disserem que não se revêem no entendimento».
Mário Nogueira reagia assim às críticas de alguns movimentos de professores, que acusam a plataforma sindical de ter cedido ao Ministério da Educação (ME) na questão da avaliação de desempenho dos docentes. (...)" (Destak.pt)

A que outros acordos e entendimentos iremos ainda assistir?

Acordo entre professores e Ministério não é final
14 | 04 | 2008 09.59H

Sindicatos dos professores dizem que falta acordo sobre provas de ingresso e gestão escolar.

Patrícia Susano Ferreira | pferreira@destak.pt

O entendimento entre os professores e o Ministério da Educação, conseguido este fim-de-semana no que respeita à avaliação docente, «é uma vitória para a classe profissional e o resultado da sua luta».

No entanto, «ficam ainda por resolver várias questões de fundo, como as quotas, prova de ingresso e gestão escolar», adianta ao Destak o secretário-geral da FENPROF e representante da Plataforma de Professores.

Este entendimento, que não é um acordo, veio dar «mais força aos professores e provar que quando as pessoas se unem e lutam conseguem atingir os objectivos», acrescenta Mário Nogueira.

O memorando de entendimento, que será assinado quinta-feira e que ratificado através de consultas nas escolas, só existiu porque os sindicatos optaram por ter em conta a realidade e «a pressão que o Ministério estava a fazer sobre as escolas».

Ou seja, para não prejudicar mais os docentes com um modelo de avaliação «burocratizado, inaplicável e incoerente», os sindicatos decidiram apostar numa «uniformização de procedimentos».

Sete mil docentes classificados

Já este ano lectivo serão classificados, através de um procedimento simplificado, «sete mil docentes», na maioria professores em situação de renovação ou celebração de novo contrato. [!]

Nos termos do memorando, a ficha de auto-avaliação, a assiduidade, o cumprimento do serviço e a participação em acções de formação contínua serão os únicos critérios a ter em conta na avaliação de desempenho deste ano e em todas as escolas.

Os docentes vão beneficiar de uma segunda hipótese na avaliação: quem tiver 'insuficiente' ou 'regular' pode recuperar a nota no ano lectivo seguinte.

retirado de Destak

Parâmetros da Avaliação à moda antiga

(enviado por Movimento Cívico Em Defesa da Escola Pública)

Para que a mentira não pegue de estaca! Os Parâmetros Da Avaliação À Moda Antiga (Aquela Que Dizem Que Não Existia)...

Com a devida vénia de A Educação do Meu Umbigo, aqui vai esta lembrança, para que a mentira não pegue de estaca!

Para que nenhuma Ministra, Secretário de Estado ou Primeiro Ministro escapem sempre ilesos quando afirmam que a progressão era automática e sem critérios. Porque é mentira. Não é uma inverdade. É mesmo uma mentira. Política ou outra, não sei distinguir. E repetida com a aparência de convicção (ou da pura ignorância) pode enganar os transeuntes e os ingénuos.
Aqui fica o que constava do anexo 1 do
decreto regulamentar 11/98 de 15 de Maio. Estes elementos deveriam ser confirmados pelos dados existentes nos serviços administrativos e validados e avaliados pela Comissão de Avaliação do Conselho Pedagógico.

QUADRO DE REFERÊNCIA PARA A ELABORAÇÃO DO DOCUMENTO DE REFLEXÃO CRÍTICA

Actividade do docente:

1. Conteúdo:

1.1. Serviço distribuído (componente lectiva e componente não lectiva);

1.2. Cargos desempenhados, considerando:

1.2.1. Administração e gestão;

1.2.2. Orientação educativa;

1.2.3. Supervisão pedagógica;

1.2.4. Outros.

2. Desenvolvimento do processo ensino / aprendizagem:

2.1. Planificação do processo ensino / aprendizagem, considerando:

2.1.1. Selecção de modelos e métodos pedagógicos;

2.1.2. Cumprimento dos núcleos essenciais dos conteúdos programáticos;

2.1.3. Cooperação com os professores da escola / turma / grupo disciplinar;

2.1.4. Outros aspectos relevantes.

2.2. Concepção, selecção e utilização de instrumentos pedagógicos auxiliares do processo ensino / aprendizagem, considerando:

2.2.1. Manuais escolares;

2.2.2. Outros.

2.3. Processo de avaliação dos alunos, considerando:

2.3.1. Critérios de avaliação e definição de conteúdos nucleares da aprendizagem para a progressão dos alunos;

2.3.2. Aferição dos critérios para uma coerência pedagógica da aprendizagem;

2.3.3. Práticas inovadoras no processo de avaliação dos alunos;

2.3.4. Outros aspectos relevantes.

2.4. Participação em actividades de apoio pedagógico e de diversificação curricular.

2.5. Participação na organização de actividades de complemento curricular.

3. Análise crítica do processo de acompanhamento dos alunos, considerando:

3.1. Informação e orientação dos alunos (vocacional e profissional);

3.2. Detecção de dificuldades na aprendizagem e desenvolvimento de estratégias para a sua superação;

3.3. Gestão de conflitos comportamentais e de índole disciplinar na sala de aula e na escola e desenvolvimento de estratégias para a sua superação;

3.4. Relacionamento com os encarregados de educação;

3.5. Outros.

4. Participação em actividades desenvolvidas na Escola, considerando:

4.1. Projecto educativo;

4.2. Área-Escola;

4.3. Formação.

4.4. Projectos culturais, artísticos e desportivos, considerando:

4.4.1. Participação em projectos culturais locais e de defesa do património;

4.4.2. Organização e participação em visitas de estudo.

4.5. Outros aspectos relevantes.

5. Participação na articulação da intervenção da comunidade educativa na vida da escola.

6. Promoção e participação em actividades inter-geracionais.

7. Participação em actividades no domínio do combate à exclusão.

8. Participação em actividades no domínio da promoção da interculturalidade.

9. Participação em actividades de solidariedade social.

10. Formação

10.1. Plano Individual de Formação, considerando:

10.1.1. Identificação das necessidades de formação, designadamente nos planos científico-pedagógico e profissional;

10.1.2. Articulação do Plano individual de Formação com o Plano de formação da Escola / Associação de Escolas;

10.1.3. Participação em equipas de formação para a inovação e a qualidade.

10.2. Formação contínua, considerando:

10.2.1. A articulação das acções de formação realizadas com o Plano Individual de Formação;

10.2.2. Actividades de aperfeiçoamento profissional e académico, nomeadamente participação em seminários, conferências, colóquios e jornadas pedagógicas;

10.2.3. Outras actividades relevantes.

10.3. Formações acrescidas, considerando:

10.3.1. Graus académicos;

10.3.2. Outros diplomas.

11. Assiduidade do docente.

12. Actividades de substituição.

13. Outras actividades relevantes no currículo do docente.

14. Estudos e trabalhos realizados e publicados.

15. Louvores.

16. Sanções disciplinares.