quinta-feira, outubro 11, 2007
Pequena dissertação sobre a escola pública
1. De acordo com o governo a escola pública é composta por funcionários públicos.
2. A maior parte das informações e alterações são veiculadas aos docentes de forma pública e transparente com a preciosa ajuda dos OCS, novo porta-voz público do governo.
3. Os docentes são diariamente apoiados em hasta pública. Nunca tanto tempo de antena e tanta tinta foram dedicados ao seu trabalho.
4. Nunca o Diário da República foi tão dedicado a esta classe.
5. Nunca antes pôde a opinião pública participar tão activamente na discussão sobre a educação. Aliás, o facto de a escola ser cada vez mais pública permite que cada vez mais público ache que pode dar a sua opinião publicamente sobre um assunto tão público.
6. A escola é, neste momento, tão pública que as organizações representativas dos docentes "colaboram" publicamente com outros ministérios, nomeadamente com o Ministério da Administração Pública...
7. Sendo assim, aproveito para dizer ao público em geral e ao governo público em particular que a escola pública está para ficar... não graças ao público em geral, mas em parte pelos blogs públicos que se preocupam em lutar contra a publicidade pública acima referida...
A blogosfera está atenta, Sr Primeiro Ministro!
«Reforma só se estiver a morrer»
Maria da Conceição Ferrão tem 57 anos e passou mais de metade da vida a dar aulas . Há dez anos, um cancro no cólon obrigou-a a uma operação em que lhe retiraram parte do intestino e que lhe mudou a vida. Fez quimio e radioterapia e vive com um saco colector preso à barriga, por onde lhe saem as fezes, sem que tenha qualquer controlo sobre elas. Juntas médicas declararam-na incapaz para exercer funções docentes, mas quando pediu aposentação, responderam que «não reúne as condições necessárias».(...)"
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Publicada por Moriae em A Sinistra Ministra a 10/10/2007
Professores incapacitados em mobilidade especial
"Se lhes for negada a colocação onde querem ou a aposentação"
MAIS:
Fonte: Portugal Diário2007/10/09
Enviado por Moriae (A Sinistra Ministra)
quarta-feira, outubro 10, 2007
Moção aprovada por unanimidade no plenário do SPGL

Moção apresentada no Plenário do SPGL, de 9 de Outubro de 2007
Pelo restabelecimento de um ECD dignificador da nossa profissão e da Escola Pública
Pela defesa de todos os direitos, liberdades e garantias consignados na Constituição portuguesa
Considerando que:
1) O ano lectivo de 2007/2008 iniciou-se, em todos os graus de ensino, com a aplicação de uma bateria de medidas impostas à revelia de todas as organizações sindicais dos professores, das Associações de estudantes e dos reitores.
2) O ME eliminou este ano lectivo mais 12 mil postos de trabalho nos ensinos básico e secundário, enquanto o desemprego e a precariedade não param de crescer em todos os graus do Ensino.
3) Continua a ser posto em prática o plano de encerramento de escolas do 1º ciclo e jardins-de-infância, tornando penoso o processo educativo para milhares de crianças.
4) Para todas as crianças e jovens as condições de aprendizagem se tornam mais difíceis, particularmente para o grupo das que necessitam de uma resposta educativa especializada, perante o desmantelamento do Ensino especial (onde foram agora eliminados metade dos postos de trabalho).
5) A aplicação do novo ECD não fez senão agravar a situação de insegurança, de instabilidade profissional, de injustiças e arbitrariedades que fazem com que mesmo os professores e educadores mais dedicados à vida da escola se sintam cada vez mais desmotivados e cansados.
6) Todos os serviços públicos estão a ser alvo de “reformas” que têm consequências desastrosas tanto para os respectivos trabalhadores como para os seus utentes.
7) O Governo – que assume a Presidência da UE – prepara agora a aprovação de nova legislação laboral para permitir a liberalização total dos despedimentos (“flexisegurança”) e uma nova Lei sindical visando restringir a liberdade dos sindicatos, iniciativas a que se têm oposto frontalmente tanto os sindicatos da CGTP como os da UGT.
8) Sócrates assume, com Durão Barroso, a imposição de um novo “Tratado reformador para a UE”, para que todas estas medidas possam ter a força institucional contra todos os povos da Europa e os seus quadros jurídicos nacionais (concretamente em Portugal, seria a Constituição da República que ficaria esvaziada da sua soberania).
Os associados do SPGL, reunidos em Plenário a 9 de Outubro de 2007, decidem participar e apelar à participação na manifestação de 18 de Outubro, organizada pela CGTP, para:
a) Reafirmar que o SPGL – tal como o conjunto dos sindicatos da FENPROF – “continuará a assumir como fundamental a luta pela revogação do ECD do ME”, e defenderá a palavra de ordem central comum a toda a Plataforma sindical dos professores “Categoria só há uma – Professor e mais nenhuma! Vinculação de todos os professores a exercer funções no Ensino público”.
b) Se juntar à luta dos restantes trabalhadores pela retirada das propostas de lei relativas à “flexisegurança” e à vida sindical, que o Governo de Sócrates quer implementar como Presidente da UE.
c) Afirmar a soberania da Constituição da República portuguesa e, em consequência, dizer “Não ao Tratado reformador da UE”, que os chefes de Estado e de Governo da UE se preparam para aprovar nesse mesmo dia.
d) Afirmar que a gravidade da situação – expressa, em particular, nos ataques à Escola Pública, ao Serviço Nacional de Saúde, aos direitos laborais e às estruturas sindicais – exige a unidade de todos os trabalhadores com as suas organizações sindicais.
Subscrevo esta moção:
Nome Escola nº sócio
Carmelinda Pereira Aposentada 36425
Joaquim Pagarete Aposentado 38
Ana Paula Amaral Escola Sec. dos Casquilhos, Barreiro 27565
Luísa Martins EB1 Gil Vicente, Queijas 42287
Luísa Cintrão Aposentada 28635
Mª La Salette Arcas Silva Aposentada 26420
Lia Carvalheira E.B. 2 3 c/ Sec. Sto António, Barreiro 63319
Fátima Bastos Aposentada
Mª da Luz Oliveira Esc. EB1/JI Sá de Miranda, Oeiras 37624
Mª do Rosário Rego EB1 Visconde de Leceia, Barcarena 44073quinta-feira, outubro 04, 2007
Mas tudo vai bem porquê?
ver aqui outros exemplos de degradação Aulas em cineteatros, CONTENTORES, salas da Casa do Povo E JUNTAS de freguesia. Mães que dão aulas e passeios de
«Em Nelas trinta e cinco crianças estão a ter aulas no cineteatro de Nelas desde o início do ano lectivo. O recreio, é na rua, em plena estrada situada nas traseiras do imóvel.
Em Janeiro de 2008, deverão ser transferidas para a EB 2,3 Fortunato Almeida, onde decorrem obras.
A tese da surpresa é, porém, contestada numa reclamação escrita à Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), assinada por vários encarregados de educação. Estes alegam que "pelo menos desde Abril de 2007" a Câmara e a direcção do agrupamento de escolas "sabem do problema, porque tal era previsível para a redefinição da rede escolar. Não obstante isso, nada discutiram com os pais, nada prepararam atempadamente", acusam os subscritores da reclamação.
O JN tentou ontem, por várias vezes, falar com o vereador da Educação, mas Osvaldo Seixas esteve incontactável.
Em Tarouquela, concelho de Cinfães, as aulas de enriquecimento curricular decorrem num contentor de
Na vila de Sátão, sete turmas da escola do 1° Ciclo têm aulas em salas da Casa do Povo e da Junta de Freguesia. Em Tondela, crianças de 12 turmas estão também espalhadas por três espaços: seis têm aulas da EB 2,3 da cidade, três na velha escola de Tondela n° 1, e as restantes três foram instaladas no edifício do infantário. » ( Adaptado de: Jornal Notícias, 02-10-2007, Rui Bondoso, página: 35).
“Todos os dias Ricardo faz o mesmo percurso. Pega na bicicleta e ruma à escola em busca de uma resposta: "Quando vem o novo professor?" Para a maioria dos alunos da Escola Básica do Mucifal, em Sintra, as aulas começaram no dia 17, mas Ricardo é um dos 15 que continuam sem saber quando regressam ao estudo.
Este ano o Governo apostou forte no arranque das aulas: o primeiro-ministro, sete ministros e 13 secretários de Estado distribuíram cerca de dois mil portáteis pelo País. A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, garantiu até que há motivos para comemorar o início das aulas. Rapidamente a Confederação das Associações de Pais revelou que há dezenas de escolas de portas fechadas, com problemas no transporte das crianças, falta de auxiliares de acção educativa e de professores.”
(…)
“Na Parede, alunos do 4. ° ano da Escola n.º 2 foram este ano transferidos para um espaço anexo à EB 2,3 de Santo António. As obras na Escola de Rana obrigaram à redistribuição dos alunos pelos outros estabelecimentos do agrupamento. Surpreendidos com as condições, os encarregados de educação, que tinham os filhos na escola da Parede, queixam-se agora dos contentores anexos à EB 2,3 onde as crianças têm aulas.
"O espaço para o recreio é exíguo, as crianças não podem sair dali e a gestão da escola improvisa todos os dias", lamenta um pai que preferiu não se identificar, adiantando que muitas das crianças têm agora problemas de deslocação. Contactada pelo CM, a escola esteve indisponível para esclarecimentos." (Ano lectivo começa aos solavancos in Correio Manhã 01-10-2007, página: 1/6/7).
“Em Gumiei estudam agora 26 crianças, 16 das quais são deslocadas de outras aldeias.
As duas únicas salas têm de servir para as aulas e para as actividades extra-escolares. Sem local para almoçar, os alunos são obrigados a andar cerca de
MÃES ESTÃO A DAR AULAS AOS FILHOS
Tal como aconteceu em Merufe, freguesia do concelho de Monção, onde os pais de 29 crianças protestaram violentamente contra o fecho da escola da terra, também em Paraíso, Castelo de Paiva, as mães resolveram dar as aulas aos filhos, para que eles não se atrasassem muito. Contestam o fecho da escola e a mudança para Casal da Renda. Hoje há uma reunião dos pais com a Câmara e com a DREN.
ALMOÇO A
Os pais" dos 50 alunos da Escola Básica da Comenda, em Évora, estão contra a solução encontrada pela Câmara para levar os menores a almoçar numa outra escola situada a
Fonte: Recortes de Imprensa do SPGL
Publicada por Moriae no blog Sinistra Ministra
quarta-feira, outubro 03, 2007
Nova reunião da CDEP - Dia 3 de Outubro
Caras(os) colegas,
É necessário discutir entre nós qual o seguimento a dar ao trabalho da Comissão de defesa da Escola Pública (CDEP), tendo em vista os resultados obtidos no Encontro de 14 de Abril, na subsequente recolha de assinaturas na Carta aos deputados do PS e nas respostas obtidas nas delegações à Comissão de Educação do Grupo parlamentar do PS.
É por isso que apelamos à tua participação na nova reunião da CDEP, a realizar na próxima 4ª f, 3 de Outubro, na Biblioteca municipal de Algés, às 16 h
Saudações fraternas
Pel' A Comissão de Defesa da Escola Pública
Carmelinda Pereira
TLEBS - Consulte o documento da Revisão
http://sitio.dgidc.min-edu.pt/linguaportuguesa/Paginas/discussaopublicaTLEBS.aspx
O documento de revisão está disponível para download em:
http://sitio.dgidc.min-edu.pt/linguaportuguesa/Documents/revisao_TLEBS.doc
Com os melhores cumprimentos,
José Nunes
1º Subscritor da Petição Contra a Implementação da Experiência Pedagógica TLEBS - http://www.ipetitions.com/petition/contratlebs
As 5 Facadas Do M.E. no Ensino
1ª - Dividir a carreira docente em quatro partes: professor titular (só para a elite) , professor (alguns) , contratado (às vezes) e estagiário (sem remuneração).2ª - Instaurar horas extra, ditas de substituição. E, embora estas existam noutros países, lá são pagas e contam como componente lectiva.
3ª - Investigações aos que faltam nos dias de Greve, tal como se a Pide voltasse a actuar neste país.
4ª - Cortar, cada vez mais, nas colocações cíclicas. "Quem dá e tira, para o inferno gira".
5ª - Alterar o horário do secundário para as 22 horas, para deixar mais professores desempregados e o Estado poder assim poupar mais dinheiro.
Entre outras. Se puderem, mencionem mais.
Junte-se ao debate em: http://www.saladosprofessores.com/postt8979.html
Horários escolares feitos à medida dos professores
Entrar na escola às 8,25 horas e sair às 18,30 horas é, para milhares de alunos dos 2.º e 3º.º ciclos do Ensino Básico, uma realidade violenta, quando não anti-pedagógica. Apesar das orientações dadas pelo Ministério da Educação às escolas no sentido da elaboração de horários com uma carga semanal distribuída de forma equilibrada, a inspecção-geral da Educação identificou, no seu último relatório, centenas de casos irregulares. Desde turmas com excesso de carga horária, às que nem o intervalo para almoço é respeitado (ver caixa ao lado).
As causas do fenómeno são oficialmente desconhecidas. Há quem aponte a sobrelotação de muitos estabelecimentos de ensino, que dificulta a construção de horários justos. Porém, pais e até mesmo professores acreditam que a razão principal reside, ainda, no facto de os horários escolares continuarem a ser feitos em função da vontade dos professores, conjugada com a permeabilidade dos órgãos de gestão, num jogo de interesses. Em que alunos e pais não entram…
Não é só do preço dos manuais e material escolares que alunos e pais se queixam no início de um novo ano lectivo. Os horários escolares - elaborados pelos próprios estabelecimentos de ensino - constituem motivo de muitos lamentos dada a "violência" com que marcam o dia-a-dia dos estudantes.
Numa visita a várias escolas, o JN testemunhou horários que implicam longas jornadas para os jovens, com entrada às 8,30 e saída no final do turno da tarde, ou seja, por volta das 18,30 horas. Um exemplo numa escola secundária do Porto, alunos do 9.º ano de escolaridade dispõem de apenas 45 minutos para o almoço, numa jornada que se prolonga desde as 8,25 horas até às 18,30 horas.
Numa outra escola secundária da cidade, outras turmas do 9.º ano de escolaridade são sujeitas a horário idêntico, mas com uma agravante o bloco de 90 minutos de Matemática é o último da tarde, apesar do dia escolar se ter iniciado às 8,30 horas. Isto num ano de escolaridade onde a disciplina tem um exame final e em cuja escola existe um plano de acção para promover o sucesso a Matemática.
Rita Bastos, presidente da Associação de Professores de Matemática (APM), acredita que em muitas escolas existem situações muito complicadas que as incapacitam de fazer horários equilibrados. "Nesses casos, os conselhos executivos tentam seguir critérios pedagógicos", disse.
Um dirigente de outra associação de professores - que solicitou o anonimato - é também da opinião que a sobrelotação das escolas tem a sua influência. Contudo, no seu entender, a principal razão está no facto de os horários serem feitos à medida das necessidades dos professores.
"Nos primeiros anos em que dei aulas, tive horários terríveis, que me ocupavam na escola o dia todo. Isto acontecia - e ainda acontece - porque os professores mais velhos escolhem os dias e os períodos em que lhes convém não ir à escola. Eles conseguiam ter um dia todo livre, à custa dos professores mais novos e dos alunos, claro", revelou.
Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Encarregados de Educação, também não tem dúvidas "Os horários desequilibrados existem porque, infelizmente, continuam a ser feitos em função dos professores. Não acontecerá isto em todas as escolas, como é óbvio. Mas há professores ainda jovens que desabafam com os pais, quando estes se queixam", afirmou.
Albino Almeida realçou, também, que a sobrelotação de algumas escolas - fruto, muitas vezes, das falsas moradas dadas pelos encarregados de educação - nem sempre permite a construção de horários equilibrados.
Fernando Basto
Junte-se ao debate em: http://www.saladosprofessores.com/postt8977.html
terça-feira, outubro 02, 2007
ESTATUTO DO ALUNO: Audição Parlamentar
“ESTATUTO DO ALUNO DO ENSINO BÁSICO E SECUNDÁRIO”
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA - SALA DO SENADO
DIA 02 DE OUTUBRO DE 2007
A Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura no âmbito dos trabalhos de apreciação na especialidade da Proposta de Lei nº 140/X/2.ª, do Governo, relativa à “Primeira alteração à Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro, que aprova o Estatuto do Aluno do Ensino Básico e Secundário”, realiza uma Audição Parlamentar, no dia 2 de Outubro, das 14h30 às 19h00, na Sala do Senado da Assembleia da República.
PROGRAMA
14h30 - Recepção dos Participantes
15h00 - Início dos trabalhos
Intervenção do Presidente da Comissão de Educação, Ciência e Cultura
15h05 - Debate entre os participantes
17h00 - Pausa para café
15h15 - Continuação do debate entre os participantes
18h30 - Intervenções dos Grupos Parlamentares (5 minutos/cada)
19h00 - Encerramento dos trabalhos
Testemunho
Olá sou a Conceição marques, mais uma das vitimas das atrocidades cometidas pela caixa geral de aposentações!Pedi uma junta de revisão que me foi recusada e chamaram-me para uma ordinária dia 2 de Agosto de 2007. Ai comprovei tudo o que era dito por diversas pessoas, a forma como eram tratadas, como “criminosos” a quem tinham de identificar e pedir relatórios médicos, não chegam a ser os dois minutos que as pessoas dizem. Eu estive um pouco mais, pois o presidente (medico) – eu pedi para se identificarem – disse-me que não decidiam nada, só recebiam os documentos, Lisboa e que decidia. Quando lhes perguntei o que devia fazer uma vez que estava de ferias o mesmo senhor respondeu-me “continue de férias e faça de conta que não veio cá “.
Espanto dos espantos, com data de 9 de Agosto recebo uma comunicação da C G A que me tinha sido marcada uma consulta de otorrinolaringologia, precisamente para o mesmo medico que esquecendo o juramento Hipócrates, de respeito pela vida e dignidade humanas manda doentes cancerosos “lavar os ouvidos ou arranjar os dentes” e voltar ao serviço. Porque será que vou a esta consulta quando nunca andei nessa especialidade? Quem for minimamente inteligente vê que tem tudo a ver.
Quando me foi detectado o cancro da língua fui imediatamente enviada para cirurgia maxilo fácil consulta que ainda mantenho a par de oncologia, porque os próprios oncologistas reconhecem não estar preparados para avaliar e acompanhar a situação.
Que diferença de postura das duas juntas medicas. Na primeira posso dizer que estavam profissionais, pela forma e sensibilidade com que analisaram os documentos e pela conversa que mantivemos durante longo tempo.
E que infelizmente, para alguns, os doentes oncológicos são olhados como alvos a abater, porque ficam caros ao sistema, e os professores devem dar a sua vida e dedicar a sua morte ao sistema, ficam mais baratos mortos e talvez contribuam para as estatísticas do sucesso na educação.
Sinto-me repugnada e revoltada pela forma indigna, sem respeito e humanidade com que tenho sido tratada vou lutar ate ao fim, ate a ultima palavra que consiga pronunciar contra a injustiça.
Com mais coragem me sinto pelo apoio que me tem sido demonstrado por amigos, colegas e pessoas anónimas. Também pelos meus alunos e pais que no primeiro dia de aulas, quando por duas vezes deixei de conseguir articular as palavras e as dores me fizeram chorar, me acarinharam, me demonstraram a sua sensibilidade e indignação. Foram solidários e disseram força professora, lute!
Enfrentei os cancros sem medo, vou lutar sem medo contra tanta desumanidade.
Todos juntos seremos capazes de denunciar estas situações.
Depois envio documentos.Um abraço solidario.
domingo, setembro 23, 2007
2.ª CÍCLICA : PROTESTO E EXIGÊNCIA À PORTA DO M.E.
Info SPRC - 2ª Cíclica
SAÍU A 2.ª CÍCLICA COM O M.E. A MANTER
A MESMA GRAVE ILEGALIDADE
PROTESTO E EXIGÊNCIA À PORTA DO M.E. – AV. 5 DE OUTUBRO
Quarta-feira, 26 de Setembro, 10.00 horas
sexta-feira, setembro 21, 2007
Participem activamente!
Acta da reunião de 20/09 da CDEP
Acta da Reunião da Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP)
Presentes: três docentes do 1º ciclo e uma do 2º ciclo do ensino básico; uma educadora de infância; um docente do superior e uma encarregada da educação.
Organizou-se a reunião com a seguinte ordem de trabalhos:
2) O que pode fazer, nesta situação, a Comissão de Defesa da Escola Pública
3) Reunião com a Comissão de Educação do PS na AR (26 de Setembro, às 10 h)
4) Novo Boletim da Comissão de Defesa da Escola Pública
5) Plano de intervenção e data da próxima reunião.
Abordámos o primeiro ponto a partir seguinte texto previamente elaborado (link)
A propósito da iniciativa na A.R., proposta pelo deputado Luís Fagundes Duarte, foram feitas várias intervenções nas quais se referiu:
Existirem dúvidas sobre a convocação de uma iniciativa por deputados do PS, quando todos eles pretendem sobretudo assegurar os seus lugares, o que não é compatível com afrontar a ministra da Educação.
O acordo – tanto quanto se sabe – foi apenas de um deputado, que se comprometeu a apresentar essa proposta a outros deputados.
Luís Fagundes Duarte é um professor sério, que uma docente presente conhece bem, pois foi orientador da sua tese de doutoramento.
Não foi a delegação que pediu para ser realizada a Sessão Pública, foi o deputado que fez a proposta.ser feito ontro seguinte spedimento deempresa, ajudando os sindicatos.hadores banca outros;
Teríamos então que planear muito bem a intervenção da Comissão nesse Encontro.
Se a iniciativa não se concretizar na A.R., denunciá-la-emos junto dos nossos colegas e dos encarregados de educação, e organizaremos na mesma um Encontro, para expressar as inquietações e aspirações existentes no sector do Ensino. Tentaremos dar voz aos colegas que estão submergidos e até já com medo, nas suas escolas, perante o clima criado.
Saberemos organizar um dossier, sistematizado e fundamentado, sobre aquilo que hoje se vive nas escolas.
Tiraremos partido da nossa experiência como profissionais, bem como da nossa liberdade de movimentos (aqueles que estão aposentados).
No plano de preparação desse Encontro, dentro ou fora da A.R., não iremos descurar a Comunicação Social.
Foi também relembrada a base de existência da CDEP, uma associação de professores, educadores e pais que defendem um ensino que preza, em primeiro lugar, a formação do homem e depois do trabalhador, e que não quer competir nem com sindicatos nem com partidos políticos, agindo para ajudar a realizar a unidade entre todos.
Foi também sugerido que o boletim deveria trazer uma página da responsabilidade de encarregados de educação.
Não foi definido ainda um plano de trabalho. Apenas se acordou que se continuaria a falar com os colegas nas escolas, sendo alargado os
Como último ponto foi proposto para reflexão de todos os presentes se a CDEP deveria tomar uma posição perante a convocatória da manifestação nacional da CGTP, marcada para o dia 18 de Outubro.
Esta questão será abordada na próxima reunião da CDEP, agendada para o dia 3 de Outubro (4ª feira), pelas 16 h 30 m, na Biblioteca de Algés.
quinta-feira, setembro 20, 2007
CDEP: Balanço das actividades recentemente desenvolvidas
Ponto da situação no sector do Ensino (20/9/2007)
A actividade desenvolvida durante o 3º período do passado ano lectivo abarcou:
1) A intervenção no congresso da FENPROF de Abril, expressando a reivindicação central dos professores – a revogação do novo ECD;
2) Uma campanha de assinaturas numa carta dirigida aos deputados do PS, colocando a exigência de manutenção da carreira docente única, a defesa do Ensino especial e denunciando a política da UE.
Esta campanha concluiu-se com a realização de uma delegação à AR, recebida pelo responsável do PS pela Comissão de Educação na AR, o qual – no final da reunião – propôs a realização de um Encontro nacional organizado pelos deputados da Comissão de Educação e a Comissão de Defesa da Escola pública.
O objectivo de tal iniciativa seria permitir o relato de experiências pedagógicas que demonstrassem, pela positiva, como a Escola pode funcionar de outra maneira.
3) Uma campanha no Ensino superior, em torno de uma carta aos deputados do PS, pedindo a retirada da proposta do governo sobre o Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (RJIES), aprovada contra a vontade da maioria dos estudantes e professores, e que permite transformar as universidades e politécnicos em instituições de direito privado.
Esta carta recolheu centenas de assinaturas e permitiu agrupar um pequeno número de jovens, numa situação em que mais nenhuma força política exigia a retirada da proposta. A reivindicação de todas essas outras forças políticas era o adiamento da votação.
A política do ME
Em vez de colocar no Ensino as dezenas de milhar de professores e educadores que já estão no desemprego, o ME eliminou este ano lectivo mais 12 mil postos de trabalho.
Cada Agrupamento de Escolas tem, agora, o poder de fazer contratação directa de professores, acabando na prática com a lista graduada nacional.
Para além do aumento do horário de trabalho, os professores e educadores estão divididos em categorias, sabendo que um pequeno grupo de entre eles – os titulares – são a prova real de que todos os restantes dificilmente passarão do meio da carreira, com a consequência de uma diferença salarial de pelo menos 500 euros.
Os professores passaram à categoria de titulares, através de um mecanismo de avaliação de tal maneira arbitrário e em contradição com a Lei de Bases do Sistema Educativo, que o próprio Provedor da Justiça propôs à Ministra da Educação a repetição do Concurso para Professor Titular.
Ao mesmo tempo, a institucionalização do princípio da subsidariedade e da autonomia das escolas, num contexto em que o ME manda para os Conselhos Executivos despachos e regulamentos (que ainda nem sequer foram, oficialmente, publicados ou mesmo aprovados – como é o caso, por exemplo, da avaliação dos professores) conduzem a que haja situações da maior arbitrariedade e diferenciação, de agrupamento para agrupamento, ou mesmo de escola para escola.
Como consequência desta acção do ME, podemos enumerar algumas situações concretas:
a) Horários de 38 h na escola, onde estão incluídos tempos lectivos de carácter extraordinário (para que não sejam contratados mais professores);
b) Professores do 2º ciclo a dar aulas ao 1º ciclo, para colmatar a não colocação dos professores deste grau de ensino;
c) Professores titulares do 1º ciclo obrigados a assumir todas as tarefas correspondentes às funções de coordenação, avaliação e supervisão, em simultâneo com a responsabilidade directa de uma turma (com todas as outras tarefas que isso implica: 2 h semanais de apoio ao estudo dos alunos, formação em exercício, reuniões com os pais);
d) Professores do 1º ciclo a ter que acumular, sobre as 27 h lectivas, os horários das Actividades de enriquecimento curricular para as quais ainda não foram colocados (ou não comparecem) os professores que são da responsabilidade das autarquias.
e) Turmas sobrecarregadas, com as crianças de outras turmas para as quais os professores ainda não foram colocados.
Nunca os professores foram tão atacados, tão sobrecarregados e humilhados.
Mais de 2000 escolas do primeiro ciclo já fecharam, como parte de um plano para serem encerradas todas as que tiverem menos de 19 alunos.
Ao mesmo tempo, as taxas de insucesso e abandono escolares mantém-se na ordem de 40%, e os resultados nos exames nacionais de Matemática (do 9º ano) atingem o valor de dois terços de negativas.
Como medidas para combater o insucesso escolar, o Governo apresenta a campanha dos computadores e dos quadros interactivos, a validação de “competências”, as medidas de autonomia para as escolas, ao mesmo tempo que desenvolveu uma campanha mediática apresentando os professores como bodes expiatórios da situação que existe no Ensino.
É neste quadro de tão grande ofensiva que as direcções sindicais aceitam continuar a “negociar” com o ME a regulamentação do novo ECD, o que só leva à divisão e à desorientação dos professores.
Entretanto, nos Açores foi promulgado o novo ECD, sem a categoria de professor titular nem quotas para progressão na carreira. Trata-se de um Governo do PS nos Açores. A mesma situação se verifica na Madeira, com um governo do PSD.
A situação dos Açores tem sido evocada pelas direcções sindicais para exigir a carreira única, posição que os militantes pertencentes à Comissão de Defesa da Escola Pública também utilizaram, como ponto de apoio para lutar pela frente única.
Se todas as direcções sindicais defendem a carreira única dos professores e sem quotas, se o Governo dos Açores a pode pôr em prática, tal como recusa taxas moderadoras sobre os doentes internados em hospitais – rejeitando assim as exigências do PEC imposto pela Comissão Europeia de Durão Barroso – por que não hão-de tomar a mesma medida a maioria PS existente na AR e o Governo?
Esta bandeira necessita de ser mantida, ao mesmo tempo que se continua a exigir a revogação do novo ECD, nomeadamente no que respeita à avaliação dos professores.
Encontro na AR
Como vamos bater-nos por esta exigência central – a revogação do ECD –, ao mesmo tempo que queremos que não caia no esquecimento a proposta do Encontro que nos foi feita pelo deputado do PS?
Sobre a concretização desta proposta, está já agendada uma reunião na AR com deputados do PS, para o dia 26 de Setembro, e está marcada uma reunião da Comissão de Defesa da Escola Pública, para preparar uma proposta a apresentar nessa reunião.
Que conteúdo deverá ela ter? Como vamos elaborá-la?
O nosso desejo, com esta iniciativa, é o de fazer com que ela seja um factor de moralização e de ânimo, no seio os professores e educadores, para que acreditem que a unidade é possível, para através dela se impor de novo a carreira única.
Como conseguir este objectivo, estabelecendo acordos com deputados do PS, sem comprometer a independência política da Comissão de Defesa da Escola Pública?
Temas debatidos na reunião de 20/09
1) Ponto da situação no sector do Ensino
2) O que pode fazer, nesta situação, a Comissão de Defesa da Escola Pública
3) Reunião com a Comissão de Educação do PS na AR (26 de Setembro, às 10 h)
4) Novo Boletim da Comissão de Defesa da Escola Pública
5) Plano de intervenção e data da próxima reunião.
O Silêncio do nosso Descontentamento

No site do farinhas uma colega (nick: Sofia) colocou um post a apelar a UNIÃO dos colegas de modo a enviar para o mail do programa PRÓS E CONTRAS o que nos vai na alma e toda a informação possível sobre a Precariedade de muitos de nós
Não tenham medo e participem, pode não ser mencionado sequer (não vos vou mentir) mas enviem mails até entupir de modo a os PROFESSORES se fazerem sentir. O silêncio é que não se ouve certamente» (retirado de O Cartel)
E já agora enviem esses mails também para
escolapublicablog@gmail.com
Na Assembleia da República queremos dar voz às inquietações dos pais e dos professores.
Concurso a Professor Titular/Provedor de Justiça
Posição pública do Senhor Provedor de Justiça sobre o Concurso a Professor titular.
Ler Aqui
terça-feira, setembro 18, 2007
20 de Setembro, Algés: Reunião da Comissão

Comissão de Defesa da Escola Pública
Reunião, dia
Biblioteca Municipal de Algés
Cara(o) Colega, Caro Encarregada(o) de Educação,
Aí está o início de mais um ano lectivo, carregado de expectativas, tarefas, constrangimentos e dificuldades – num ambiente agora marcado pela divisão dos professores em categorias, enquanto para outros é o desgosto e o vazio do desemprego.
Um novo ano lectivo que o Governo utiliza para fazer uma operação de charme, ignorando o conjunto dos professores, dos educadores e de todos quantos são imprescindíveis na vida de cada escola.
Eis uma das facetas do que se está a passar na Escola Pública.
Não vamos ficar conformados. No seguimento da intervenção realizada no passado ano lectivo, estamos a retomar a intervenção da Comissão de defesa da Escola Pública.
Esta foi interrompida em Julho, depois da audiência na Assembleia da República – onde foi aberta a perspectiva de um Encontro nacional, naquele espaço, por iniciativa dos deputados do PS, ligados à Comissão de Educação (ver caixa).
Cabe-nos, agora, elaborar uma proposta a apresentar àqueles deputados, com aquilo que desejamos que sejam os temas e organização do Encontro.
Para debatermos este assunto, vamos juntar-nos – no próximo dia 20 de Setembro, pelas
Todos somos importantes. Será com a experiência de cada um que vai ser possível pôr de pé um ponto de apoio que possa contribuir para unir professores, educadores e pais, com as suas organizações, na defesa de uma escola para responder a todos, perante uma ofensiva sem precedentes.
Aqui fica o desafio. Se puder, não falte a esta reunião.
Saudações fraternas
Pela Comissão
Adélia Gomes
Carmelinda Pereira
Joaquim Pagarete
Paula Montez
Contactos:
carmelinda_pereira@hotmail.com
montez.paula@gmail.com
Intervenção do deputado Luís Fagundes Duarte, no final de um encontro com uma delegação da Comissão de Defesa da Escola Pública, realizado na Assembleia da República, no passado dia nove de Julho
“Foram levantadas, nesta reunião, questões que são pertinentes. Uma delas foi a da leitura.
Há coisas que não funcionam.
Poderemos organizar uma iniciativa do Grupo Parlamentar e da Comissão em Defesa da Escola Pública.
O Grupo Parlamentar faria a sua divulgação, a nível nacional.
O importante é dizer as experiências positivas, dizer o que já se fez, indicar o que é preciso para a construção da Escola Pública.
Deverão escolher os temas a debater.
Para já, a Comissão dos deputados do PS vai ver o dossier que me entregaram.
O debate poderá ser em Outubro.”
sexta-feira, setembro 14, 2007
FENEI/SINDEP: Um comunicado corajoso!

Comunicado de Imprensa enviado no dia 12/09/2007 pelo Gabinete de imprensa da FENEI/SINDEP:
Novo Ano Lectivo
O Governo, no início deste novo ano escolar, tem-se desdobrado em iniciativas públicas de efeito propagandístico imediato, tentando passar a imagem da sua eficiência e do seu melhor desempenho na política educativa. Nada mais falso e enganoso, e basta analisar a realidade.
FIM
Lisboa, 12 de Setembro de 2007
O Presidente da FENEI
E secretário-geral do SINDEP
Presidente da Direcção – Dr. Carlos Chagas
(Contactos: 21 393 10 14 / 91 491 83 65 / 91 888 01 74)






