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segunda-feira, janeiro 26, 2009

Intervenção de Carmelinda Pereira (CDEP)


Concentração frente à Presidência da República
24/01/2009

Intervenção de Carmelinda Pereira, na concentração de 24 de Janeiro

A difícil e complexa situação em que se encontram a sociedade portuguesa e o resto do mundo não podem deixar de se reflectir e “cair dentro da Escola”, aumentando as dificuldades crescentes tanto ao nível do processo educativo como do processo de aprendizagem.

Neste contexto, os professores e educadores deveriam estar completamente centrados no seu trabalho de ensinar e de formar, através da construção das necessárias equipas pedagógicas e da potencialização de todos os recursos humanos e materiais para reconstruir uma Escola Pública capaz de responder a todos as crianças e jovens do nosso país.

Para isso, deveríamos ter um Governo que apostasse numa dinâmica de construção e de organização de uma Escola, na qual os alunos sejam o seu centro e os professores a sua pedra angular.

Mas, em vez dessa dinâmica, temos um Governo e uma equipa do Ministério da Educação que – desde a sua entrada em exercício – não têm parado de fustigar os docentes, de nos rebaixar e caluniar, perante toda a sociedade portuguesa, como sendo os bodes expiatórios de tudo o que de negativo existe nas escolas, sem jamais ter equacionado todas as variáveis que estão em jogo, entre as quais ocupam a primeira linha as sucessivas contra-reformas impostas à Escola Pública pelos anteriores governos.

O actual processo da Avaliação do Desempenho Docente (ADD) – materializando na prática a nossa divisão entre “professores de primeira” e “professores de segunda”, e instituindo as condições para que, em cada escola, fosse instalado o clima de suspeição e de individualismo, quando não o medo, a subserviência e a prepotência – constitui o nó górdio de toda uma ofensiva que nós, professores e educadores, jamais poderemos aceitar.

A força da nossa razão e a legitimidade da nossa luta levaram a que conseguíssemos realizar a unidade, com os nossos sindicatos e movimentos, impondo-se a toda a sociedade portuguesa.

Essa unidade começou mesmo a abalar a estrutura parlamentar que suporta o Governo que nos está a atacar.

E foi também a força da nossa unidade que “convenceu” o Governo Regional dos Açores a suspender o modelo da Avaliação do Desempenho Docente no arquipélago.

Foi ainda o medo de que este abalo se traduzisse num resultado positivo para os docentes, relativamente ao Projecto de Lei apresentado ontem pelo CDS na Assembleia da República, que obrigou o Governo e a Direcção do Grupo Parlamentar do PS a terem que lançar mão da “bomba atómica”: “Se o modelo de ADD de Maria de Lurdes Rodrigues for derrotado, poremos o nosso lugar à disposição, pois encaramos isso como uma moção de censura ao Governo.” E acrescentavam: “Tiraremos disso todas as consequências.”

E nós, professores e educadores, que consequências tiramos da actuação de um Governo que afirma fazer depender a sua existência da derrota de um Projecto de Lei cujo conteúdo seria a suspensão do seu modelo da Avaliação do Desempenho Docente?

O Governo sabe que, se a sua ADD fosse derrotada, tudo ficaria posto em causa: o seu ECD, o novo modelo de gestão das escolas, a precarização das relações de trabalho – decorrente da nova Lei dos Concursos para a colocação nas escolas –, a municipalização do Ensino. Ficariam em causa todas as suas contra-reformas, que constituem a transposição para as escolas das contra-reformas que pretendem fazer aplicar a todos os serviços públicos, a começar pelo SIADAP (Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho da Administração Pública), a perda do vínculo à Função Pública e os correspondentes “contratos individuais de trabalho”.

Tal como ficariam os seus ataques aos trabalhadores do sector privado, concentrados no novo Código Laboral, que destrói a contratação colectiva.

É por isso que faz todo o sentido a Moção aprovada pelos nossos colegas de Beja, para que a Marcha em Defesa da Educação seja assumida não só pelas organizações sindicais dos professores, mas também pelas duas Centrais sindicais (a CGTP e a UGT), por todo o movimento sindical.

A Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP) – que não se quer substituir, nem quer concorrer com as organizações que dirigem a luta dos docentes e dos outros trabalhadores – agirá, com os meios democráticos que estiverem ao seu alcance, no sentido de ajudar à realização deste movimento de unidade.

sábado, janeiro 24, 2009

Em Defesa da Escola Pública...

CONCENTRAÇÃO

MANIFESTAÇÃO DE 24 DE JANEIRO EM FRENTE AO PALÁCIO DE BELÉM





Lisboa, 19 de Janeiro de 2009

Exmo. Senhor

Presidente da República

A APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino), o MUP (Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores), o MEP (Movimento Escola Pública), o PROmova (Movimento de Valorização dos Professores) e a CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública), em articulação com a Comissão Provisória de Coordenação das Escolas em Luta, promotores da Concentração/Manifestação de professores que vai ter lugar no próximo dia 24 de Janeiro em frente do Palácio de Belém, vêm, por este meio, solicitar uma audiência junto de V. Exa., a fim de poderem comunicar ao órgão máximo de soberania do Estado português o sentimento de indignação que hoje é comum a uma larga maioria dos professores deste país face à degradação do seu estatuto profissional e ao esvaziamento do sentido da escola pública.

Ao longo do ano de 2008, os professores organizaram-se de forma muitas vezes autónoma nas suas escolas para exprimir o profundo descontentamento perante o modo como o actual Governo e o Ministério da Educação definiram, numa postura autocrática e de costas voltadas para a classe docente, reformas que em nada têm beneficiado a escola pública, traduzindo-se no contínuo desprezo pela relevância social da profissão de professor, na deterioração das condições de trabalho dentro dos estabelecimentos de ensino e na pressão para que as escolas produzam um falso sucesso escolar, meramente estatístico e sem correspondência ao nível dos conhecimentos realmente apresentados pelos alunos. Os professores sentem, justamente, que é todo o futuro da educação em Portugal que está hoje comprometido pelas políticas do actual Governo.

Cumpre dizer que alguns dos movimentos acima referidos foram já recebidos na Assembleia da República por quase todos os grupos parlamentares e ouvidos pela Comissão Parlamentar de Educação e Ciência. Julgamos que é agora o momento de expor igualmente a V. Exa. os motivos que têm mobilizado os professores para sucessivas greves e manifestações de descontentamento, na convicção de que V. Exa. partilha a preocupação com que muitos portugueses acompanham o clima de tensão que se vive actualmente nas escolas portuguesas.


quarta-feira, janeiro 21, 2009

Movimentos criticam silêncio do Presidente perante "tamanha crise"


Protesto. Nova manifestação decorrerá no sábado

Movimentos criticam silêncio do Presidente perante "tamanha crise"

O Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) vai pedir ao Presidente da República (PR) que dissolva o Parlamento. Este repto é encarado como a única forma de derrotar as "políticas destrutivas do Governo e salvar o ensino em Portugal" e poderá ocorrer no sábado, na concentração em frente ao Palácio de Belém.

"Penso que o Presidente não só não fez nada, como o seu silêncio é demasiado tácito, corroborando todas as medidas do Governo", disse ao DN Ilídio Trindade, porta-voz do MUP, sublinhando que esta hipótese ainda não foi colocada aos outros movimentos independentes, nem tão pouco aos sindicatos. O que ainda faz com que o MUP pondere este pedido é o facto de essa eventual demissão do Governo poder, na opinião de Ilídio Trindade, ainda vir a beneficiar o próprio Executivo, alcançando uma maioria absoluta em eleições antecipadas.

"O problema é demasiado grave e não tem a ver apenas com os professores. O que está em causa é o ensino em Portugal e a Assembleia da República já foi dissolvida por menos", acrescenta o líder do MUP, afirmando que, entre professores, já circulam expressões do tipo: "vota à direita ou à esquerda, mas não votes PS".

Na opinião de Mário Machaqueiro, da Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino, neste momento "seria prematura a demissão, pois ainda há um caminho a percorrer para que a imagem do PS fique mais desgastada". No sábado, a APEDE espera que se juntem em Belém milhares de professores para contestar a avaliação mas também o Estatuto da Carreira Docente. A manifestação é organizada pelos movimentos independentes, como o MUP e a APEDE, e não conta com o apoio oficial dos sindicatos. "Mas esperemos que os sindicatos não abrandem agora a luta", sublinha Mário Machaqueiro.

Mário Nogueira, porta-voz da plataforma sindical, considera que "no plano político, o PR tem estado mais do lado do Governo do que dos professores", lembrando que Cavaco Silva nunca atendeu aos pedidos de audiência dos sindicatos.

Rescaldo da greve

Um dia depois da greve, movimentos independentes e sindicatos convergem na avaliação da situação: há mais professores unidos contra as políticas do Governo e escolas a preparem reuniões gerais para tomar decisões. "As escolas readquiriram parte da determinação que tinham perdido", diz Ilídio Trindade. Mário Machaqueiro acrescenta que este "ânimo" poderá levar à adesão a greves mais prolongadas se a posição do ME não mudar.

Apesar da leitura optimista, movimentos e plataforma reconhecem que o processo está a avançar nalgumas escolas e que há professores que, mesmo fazendo greve, estão a ser coniventes com o sistema, tendo já aulas assistidas e objectivos individuais entregues. "Se isso acontece ainda é mais grave. É sinal de que não o fazem de sua livre vontade e acordo mas porque são alvos de pressões e ameaças", afirma Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma sindical.

O combate à avaliação entrou ontem numa nova fase, com o início da greve dos avaliadores ao processo de avaliação do desempenho.
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Eduardo Henriques
edu.henri@netvisao.pt

MEP - Debate sobre a Escola Pública: 31/01/2009, Escola Secundária Camões

Debate sobre a Escola Pública a 31 de Janeiro

Escola: o que temos, o que queremos

Há mais escola para lá da avaliação de professores e do Estatuto da Carreira Docente. Que escola procuramos e defendemos?
A escola inclusiva é uma miragem?
O sucesso para todos é facilitismo?
A escola é prazer, esforço ou disciplina?
Professores: profissionais livres e responsáveis ou funcionários obedientes?
Alunos: aprender como e o quê?
É urgente.....Agir sobre o que conta!


31 de Janeiro, Auditório da Escola Secundária Camões, Lisboa (Metro Picoas)

15h: Debate - Escola: o que temos, o que queremos

Com:
Luíza Cortesão (docente na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Univ. do Porto, Presidente do Insitituto Paulo Freire – Portugal)
Manuel Sarmento (docente na Universidade do Minho)

Painel de comentadores:
Isabel Salavessa (Associações de Pais e Encarregados de Educação das Escolas Inês de Castro e Avelar Brotero, de Coimbra)
Joaquim Raminhos (Director do Centro de Formação de Professores de Escolas do Barreiro e Moita)
Rosário Matos (Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Francisco Arruda, de Lisboa)

17h30: Sessão com representantes de movimentos e sindicatos de professores para debater futuras acções de luta

Iniciativa promovida pelo Movimento Escola Pública, Igualdade e Democracia

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Duas jornadas de luta importantes



DUAS JORNADAS DE LUTA NUMA SEMANA

Caro(a) colega,


A semana de 19 a 24 de Janeiro de 2009 vai ficar na história de Portugal, pela determinação, mobilização e participação dos PROFESSORES em duas jornadas de luta.

A semana inicia-se (19 de Janeiro) com uma GREVE e termina com uma CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO em frente do Palácio de Belém (24 de Janeiro, às 14:30h).

Uma e outra necessitam de uma adesão e participação massiva dos professores.

É importante que demonstres a tua determinação na luta contra a política educativa que continua a fazer de ti um "indigno" e a destruir a tua profissão e escola pública.

Vê como te consideram:

«quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!» (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008, referindo-se aos professores e à sua luta).

«vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos» (Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008).

«caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil» (Jorge Pedreira, Novembro/2008).

«admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública» (Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006).

«[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!» (Margarida Moreira - DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008).

É POR TUDO O QUE TÊM FEITO E DITO...

É preciso dizer não!
É por tudo isto ...


... que é determinante fazer greve no dia 19;


... que é importante participar na concentração/manifestação em frente do Palácio de Belém, no dia 24, às 14:30 h;

... que não entregues os "objectivos individuais".


MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

Comunicado aos Pais, Encarregados de Educação e Cidadãos em geral

Cartaz daqui

MENSAGEM AOS PORTUGUESES


Os professores vêm-se na necessidade de proceder a novas formas de luta, depois de terem tentado de todas as maneiras que a suas opiniões fossem tomadas em consideração na elaboração de várias leis que estão a contribuir para que a confusão e o mal-estar se instalem nas nossas escolas: Fizeram-se abaixo-assinados, vigílias e dezenas de manifestações – duas das quais com mais de 100 mil professores –, sendo estas formas de luta desenvolvidas ao fim do dia ou aos sábados para não prejudicar os alunos.

O que querem os professores?

- Querem que as escolas continuem a ser geridas democraticamente. Não querem voltar a ter um reitor à moda antiga; Só dando exemplo diário de democracia é possível formar consequentemente para a democracia.

- Querem ser avaliados por processos justos e que contribuam para o seu aperfeiçoamento profissional.

- Querem ter uma carreira única, digna, em que o mérito seja sempre premiado e não uma carreira dividida artificialmente, onde o mérito só é premiado em alguns casos.

- Querem ser tratados com respeito e que as suas opiniões sejam tidas em consideração na elaboração de diversas leis que o governo – em desprezo pelos que estão há anos no terreno – procura impor, ignorando todos.

- Querem leis que valorizem a sua função e os ajudem a combater a indisciplina e a violência que tem vindo a crescer nas escolas e não a sua constante desautorização e desvalorização por parte do ME.

- Desejam uma escola que ministre um ensino de qualidade, onde os alunos passem de ano a dominar as matérias e não uma escola que não prepara para a vida e que permite a passagem indiferenciadamente, para ficar bem vista nas estatísticas europeias.

- Não estão a reivindicar aumentos salariais – apesar de a crise ser profunda e a classe, desde há oito anos, ter vindo a ver decrescer o seu salário real.

Embora, pelas razões expostas, os professores se vejam obrigados a lutar, irão empenhar-se para garantir a leccionação das matérias previstas.

Os professores desejam salientar que não esquecerão os seus alunos e reiteram que esta luta é de todos – pais, alunos e professores – por uma escola pública de qualidade.

APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino)

CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública)

MEP (Movimento Escola Pública)

MUP (Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores)

PROmova (Movimento de Valorização dos Professores)

Reunião de 19/01/2009: local e Ordem de Trabalhos

Será realizada uma reunião às 15 horas, no Auditório da Escola E/B 2/3 D. Carlos I em Sintra (fica no final de uma rua sem saída, rua essa situada em frente dos Bombeiros Voluntários de Sintra) com a seguinte Ordem de Trabalhos:

  1. Informações
  2. Formas de mobilização para a Concentração/Manifestação de 24 de Janeiro
  3. Anúncios nos jornais: metodologia a seguir e propostas para a sua concretização
  4. Preparação do 2.º Encontro Nacional de Escolas em Luta:

a) Definição do dia do Encontro

b) Lista de nomes para a Comissão Coordenadora (definitiva)

c) Perspectivas de luta com base no Encontro

domingo, janeiro 18, 2009

Apelo à Greve Nacional dos Professores e à Manifestação de 24/Jan (Belém)


TODOS À CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO

DE 24 DE JANEIRO

EM FRENTE DO PALÁCIO DE BELÉM

Hoje estamos em greve, porque as nossas exigências são justas e porque não queremos aceitar as pressões, as chantagens pelo medo e os pequenos subornos com que o Governo pretende dividir e amedrontar os professores.

Hoje estamos em greve, porque a nossa dignidade individual e profissional não está à venda.

MAS A NOSSA LUTA NÃO PODE PARAR AQUI.

NO DIA 24 DE JANEIRO VAMOS TODOS A BELÉM

Para que os portugueses percebam que a luta dos professores é uma causa de toda a sociedade, e não apenas de um grupo socioprofissional,

e para que o Presidente da República saiba ouvir a indignação e o descontentamento dos professores pelo modo como este Governo anda a minar a Escola Pública de Portugal.

APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino)

CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública)

MEP (Movimento Escola Pública)

MUP (Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores)

PROMOVA (Movimento de Valorização dos Professores)

sábado, janeiro 17, 2009

CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO DE 24 DE JANEIRO (Belém)

CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO DE 24 DE JANEIRO

CARO(A) COLEGA,

COMO SABES, OS MOVIMENTOS DE PROFESSORES CONVOCARAM UMA
CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO PARA 24 DE JANEIRO, EM FRENTE DO PALÁCIO DE BELÉM.

A NOSSA IDEIA É DAR À LUTA DOS PROFESSORES UM CUNHO NACIONAL E PRESSIONAR O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NO SENTIDO DE QUE ELE NOS RECEBA E SE MOSTRE CAPAZ DE OUVIR AS NOSSAS EXIGÊNCIAS.

ESPERAMOS A TUA PARTICIPAÇÃO, POIS, NESTE
MOMENTO TÃO DIFÍCIL DA NOSSA LUTA, TEMOS DE MANTER A NOSSA DETERMINAÇÃO EM NÃO CEDER NEM RECUAR.

domingo, janeiro 11, 2009

PROmova - Comunicado

DIVULGA A TODOS OS TEUS CONTACTOS E AFIXA NA TUA ESCOLA

PROmova.jpg

Comunicado do Movimento de Professores PROmova

12-01-2009

O Movimento de Professores PROmova é apologista de que, nesta fase crucial da contestação, todos os educadores e professores devem reafirmar a sua inquebrantável vontade de NÃO PARTICIPAREM EM QUALQUER ACTO RELACIONADO COM ESTE MODELO DE AVALIAÇÃO, qualquer que seja a versão do mesmo, continuando a investir o melhor das suas capacidades e saberes nas aprendizagens dos seus alunos, ao mesmo tempo que mostram ao país a sua coerência e verticalidade, pois a justeza e a seriedade das suas reivindicações não estão a soldo de dádivas/promoções ou de ameaças e intimidações. Os professores portugueses não se vendem, nem se deixam atemorizar.

Em conformidade com a sua coerência, sentido de dignidade e coragem, devem os educadores e professores aproveitar a iniciativa da Jornada Nacional de Reflexão e Luta, do dia 13 de Janeiro, para, ao abrigo da lei sindical, participarem e/ou promoverem reuniões gerais de professores nas suas escolas/agrupamentos, que, entre outras propostas de continuação da luta, confirmem as suas posições colectivas de recusa em participar neste processo de avaliação do desempenho. Neste âmbito, disponibilizamos, em anexo, duas minutas que podem servir este propósito. Como o medo de alguns e o oportunismo de outros não pode constituir a base para obter vantagens, em termos de uma eventual progressão na carreira, sobre os colegas que digna e justamente contestam este modelo de avaliação, o Movimento PROmova, conhecedor do apoio de todos os partidos da oposição às reivindicações dos professores, tudo fará para que os eventuais benefícios, obtidos por via da traição da luta dos colegas, sejam revertidos e anulados. Cada um escolherá as batalhas em que vai querer participar. Se a da actual reivindicação da dignidade e de uma avaliação justa ou se, no futuro, a da reivindicação contra a perda de privilégios conseguidos na base do medo ou mediante expedientes de esperteza saloia.

O PROmova apela, também, ao envolvimento dos educadores e professores portugueses nas grandes iniciativas de luta a concretizar em Janeiro, nomeadamente:

1) GREVE NACIONAL DO DIA 19 DE JANEIRO.

Os professores vão aderir, massivamente, a mais uma greve histórica, dando um sinal da sua disponibilidade para continuar a resistir a políticas educativas que, tanto afrontam os direitos e a dignidade dos professores, como degradam a qualidade da escola pública. Os professores não vão dar aulas de Norte a Sul do país, para que não restem mais dúvidas acerca da razão e da determinação dos mesmos.

2) MANIFESTAÇÃO/CONCENTRAÇÃO NACIONAL EM FRENTE DO PALÁCIO DE BELÉM, NO DIA 24 DE JANEIRO (SÁBADO).

Promovida pela Convergência dos Movimentos de Professores, esta manifestação/concentração reveste-se do extraordinário impacto e simbolismo que decorre do facto de, pela primeira vez, os professores se dirigirem, publicamente, ao Presidente da República, pelo que é fundamental que as escolas/agrupamentos de todo o país se mobilizem e se organizem, na base do lema “UMA ESCOLA, UM AUTOCARRO”, e os seus professores rumem, em grande número, a Lisboa no dia 24 de Janeiro. Se o Presidente da República não vai ao encontro dos Professores, então, são os professores que, com respeito e expectativa de serem escutados, vão ao Presidente da República.

É inútil a este Governo continuar a alimentar a mentira, segundo a qual os professores nunca foram avaliados ou não querem ser avaliados, pois o país já compreendeu que os professores desejam ser avaliados, mas não por um modelo que é, reconhecidamente, injusto, inconsistente e gerador de perturbação e conflitualidade nas escolas.

A desobediência cívica de uma parte substantiva de uma classe profissional, feita em nome de uma razão e justiça incontestáveis e sem prejuízo para a forma empenhada como se dedicam ao processo de ensino-aprendizagem, não é susceptível, em nenhum lugar decente do mundo, de procedimentos disciplinares. Não adianta agitar fantasmas, que OS PROFESSORES NÃO TÊM MEDO!

Finalmente, o Movimento PROmova deixa uma palavra de apreço e de apoio aos Presidentes de Conselhos Executivos que se reuniram, no dia 10 de Janeiro, em Santarém, os quais, ao contrário da muleta do Ministério da Educação chamada Conselho de Escolas, deram sinais inequívocos de que estarão com os professores na contestação a este modelo de avaliação. Bem hajam!

Aquele abraço,

PROmova

PROFESSORES - Movimento de Valorização

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Reunião Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, 09/Jan, 18:30

CDEP – Comissão de Defesa da Escola Pública

escolapublicablog@gmail.com



9 de Janeiro de 2009 : reunião de docentes

no auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras


A luta exemplar dos professores e educadores,

para defender a dignidade de ensinar,

a escola pública e a democracia,

exige a solidariedade activa de todo o movimento sindical


5 de Outubro de 2006: fomos 25 mil a desfilar na Avenida da Liberdade, em unidade com os nossos sindicatos, para recusar um novo ECD, que nos dividia artificialmente em duas categorias.

8 de Março de 2008: fomos 100 mil a desfilar até ao Terreiro do Paço, em unidade com as nossas organizações sindicais e movimentos de professores, para exigir a revogação do ECD, a retirada da avaliação que dele decorria, a garantia de manutenção de uma gestão democrática.

8 de Novembro de 2008: fomos 120 mil a rasgar o memorando de entendimento; perante a nossa concentração, a Plataforma de todos os nossos sindicatos apelou a que suspendêssemos o processo de avaliação em todas as escolas, comprometeu-se a abandonar a Comissão paritária e a exigir negociações para um ECD, sem a divisão dos professores em “titulares” e “professores não titulares”, sem quotas, sem prova de ingresso, bem como exigiu uma gestão democrática para as escolas.

15 de Novembro: apenas uma semana após uma manifestação grandiosa, fomos cerca de 15 mil a regressar às ruas de Lisboa para reafirmar, frente à Assembleia da República, a determinação dos professores em erguer bem alto a independência da sua luta e a sua capacidade de organizar a resistência nas escolas, num combate que visa, acima de tudo, preservar uma Escola pública democrática, socialmente inclusiva e alicerçada num ensino de qualidade e de rigor.

3 de Dezembro de 2008: realizámos uma greve a 95%, ratificando todas as exigências assumidas nas manifestações anteriores, incluindo a suspensão do processo de avaliação, em centenas e centenas de escolas.

E agora, o que fazer?

Vamos deixar que esta luta histórica, para defender uma escola onde os alunos têm que ser o centro e os professores a pedra angular, uma escola assente na democracia, fique acantonada em cada agrupamento, sob a pressão do Governo, que vai usar cada Conselho executivo para constranger e chantagear cada professor, individualmente, a fim de o fazer aceitar um processo de avaliação simplificado, mas que não abdica do essencial que é a institucionalização da divisão dos professores, para que só um terço possa aceder à categoria de titular?

Não cabe à Plataforma sindical organizar plenários de professores, por toda a parte, para em conjunto decidirmos como responder às tentativas do Governo de nos aliciar e dividir?

Não cabe às direcções sindicais dos professores apelarem, publicamente, a todo o movimento sindical para que os seus dirigentes assumam a responsabilidade de defender os docentes e a Escola Pública, tal como todo o Governo assume a defesa da ministra da Educação e das suas contra-reformas?


Para debatermos o que podemos fazer e decidirmos como ajudar a realizar a unidade dos professores com todo o movimento sindical, vai ter lugar uma reunião no próximo dia 9 de Janeiro (6ª feira), às 18 h 30 m, no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, prioritariamente dirigida a professores e educadores dos concelhos de Cascais e de Oeiras


Subscrevo esta iniciativa:

(Por favor faça um copy deste documento e subscreva-o reenviando essa cópia para

escolapublicablog@gmail.com

a fim de apoiar esta iniciativa

ou simplesmente envie à CDEP um mail de apoio a esta iniciativa, informando que vai comparecer à reunião)

PARTICIPE nas reuniões de professores que se realizem na área da vossa escola

Mais do que nunca é urgente unirmo-nos em defesa da Escola Pública!

Comissão de Defesa da Escola Pública

terça-feira, janeiro 06, 2009

Reunião 6/Janeiro, 21h

Caros colegas,
Acabei de receber esta mensagem da nossa colega Cristina Didelet, que ficou de estabelecer o contacto com as direcções sindicais:
Colegas,

O Manuel Grilo voltou a contactar-me e ficou combinado a reunião no dia 6 de Janeiro às 21 H na sede da Fenprof.
Pediu-me para vos dizer que na reunião vão estar representantes de vários sindicatos que integram a Plataforma. Na verdade, segundo ele, a Plataforma só existe formalmente em sede de negociações, não existindo "os" representantes da Plataforma, mas sim representantes dos vários sindicatos. E são esses representantes que irão lá estar presentes.
Isto quererá dizer que nem todos estarão de acordo com este encontro? Ou será que é só difícil juntar tanta gente?

Um beijo para todos e um grande 2009

Cristina Didelet
É agora fundamental que diversos representantes dos movimentos estejam presentes, para além da APEDE e do MUP. O Octávio Gonçalves do PROmova já me contactou manifestando todo o seu apoio a esta iniciativa e dizendo que, se for impossível a deslocação de membros do seu movimento a Lisboa, o PROmova delega nos colegas presentes nessa reunião a representação do seu movimento (penso que estou a interpretar correctamente as suas palavras, mas ele, que está também a receber esta mensagem, poderá confirmar). Aguardo, pois, o contacto de membros de outros movimentos. Escuso de salientar que é muito importante haver uma representatividade significativa dos movimentos, visto que nos vamos encontrar com vários sindicatos e não necessariamente apenas com a Fenprof. Seria bastante pífio aparecer nessa reunião apenas dois ou três movimentos! Proponho, assim, que cada movimento seja representado por dois colegas.
Recordo que o objectivo principal desta reunião com a Plataforma Sindical é acertar agulhas com vista à organização conjunta da manifestação/concentração em Belém para o dia 19 de Janeiro. Isso não é, contudo, impeditivo de aproveitarmos a referida reunião para colocarmos outras questões às direcções sindicais, particularmente as que se prendem com a continuação da luta dos professores e o que elas tencionam fazer em sede negocial com o Ministério. Nesse sentido, reenvio a todos o texto da carta aberta aos sindicatos que a Comissão Provisória de Coordenação das Escolas em Luta subscreve.
Sei que não vai haver tempo últil para reuniões prévias, mas, mesmo assim, seria bom que os representantes dos movimentos se reunissem umas horas antes do encontro que vão ter com a Plataforma Sindical, para assegurar uma sintonia de posições.
Um abraço a todos,
Mário Machaqueiro

PROPOSTA DE UMA PLATAFORMA DE MOVIMENTOS

Caros colegas,

Na sequência de sugestões que têm surgido por parte de vários movimentos e de decisões que foram hoje tomadas numa reunião da Comissão Coordenadora de Escolas em Luta, estou a contactar convosco no sentido de propor a criação, no mais breve prazo possível, de uma Plataforma de Movimentos que possa unir e articular os vários movimentos de professores e que constitua uma entidade para encetar futuros contactos com a Plataforma dos Sindicatos - sem, com isso, pretender mimetizar o funcionamento desta última.
Esta proposta adquire todo o sentido à luz de um conjunto de decisões tomadas na referida reunião da Comissão Coordenadora. Elas pressupõem a existência de uma Plataforma de Movimentos ou, pelo menos, de um embrião dessa Plataforma. Exponho, sem seguida, as decisões mencionadas:


No que respeita à manifestação de 19 de Janeiro frente ao palácio do Presidente da República, aprovada no primeiro Encontro Nacional de Escolas em Luta, decidiu-se:

· Entrar em contacto com as direcções sindicais a fim de que a Plataforma de Movimentos – ou os movimentos que, para já, se pretendam associar a esta iniciativa – possa reunir na próxima semana, o mais tardar no dia 6 de Janeiro, com a Plataforma Sindical, convidando os sindicatos a associarem-se à manifestação do dia 19.

· No caso de os sindicatos se mostrarem indisponíveis para se encontrar com os movimentos ou para se associar à manifestação, esta será formalizada no Governo Civil em nome dos movimentos que a convocam, dando assim cumprimento à proposta aprovada no Encontro Nacional de Escolas em Luta. Essa formalização ocorrerá durante a próxima semana, o mais tardar no dia 7 de Janeiro, para que a divulgação da manifestação seja feita com a necessária antecedência. No caso de a Plataforma Sindical ter disponibilidade para se encontrar com os movimentos apenas depois dessa data, tal reunião deverá ser efectuada, sem prejuízo, porém, de que a manifestação seja formalizada no dia acima referido.

· Se a Plataforma Sindical decidir associar-se à iniciativa da manifestação, a formalização da mesma no Governo Civil de Lisboa terá de ser feita por representantes dos movimentos e dos sindicatos numa situação de paridade.

· O anúncio da manifestação de 19 de Janeiro será acompanhado por um pedido de audiência, para esse mesmo dia, junto do Presidente da República.
· No caso de essa audiência se concretizar e de a manifestação ser assumida e organizada conjuntamente pela Plataforma dos Movimentos e pela Plataforma Sindical, a comissão recebida pelo Presidente da República terá de integrar representantes das duas plataformas em situação de paridade.

Perante este e outros desafios que se nos colocam relativamente à luta dos professores, gostaria de saber da vossa disponibilidade para integrar a dita Plataforma de Movimentos, que nos parece tão necessária no momento presente.
Aguardando a vossa resposta, deixo-vos este abraço e os votos de um Ano Novo repleto de vitórias.

Mário Machaqueiro

APEDE/MUP: MENSAGEM À FUTURA COMISSÃO COORDENADORA DE ESCOLAS EM LUTA

Colegas,

Estamos a viver, neste final de período, um momento que poderá ser de refluxo da nossa luta, se consentirmos em que isso aconteça. Os sinais não são ainda claros, no meio da azáfama das avaliações de final de período. Se é verdade que alguns colegas parecem hesitar perante o cenário criado pelo Governo com o modelo de avaliação "simplex", também é certo que diversas escolas se começam a reorganizar para manter viva a recusa dos professores em embarcar no canto de sereias do Ministério da Educação. Cabe-nos também manter a chama viva.

É nesse sentido que, enquanto promotores do primeiro Encontro Nacional de Escolas em Luta, nos dirigimos a todos aqueles que manifestaram a sua disponibilidade para integrar ou para participar na Comissão Coordenadora Nacional dessas escolas. Precisamos de nos organizarmos de forma a dar cumprimento, não só ao mandato com que saímos do nosso encontro em Leiria, mas também às exigências que o início do segundo período nos vai colocar. Temos pela frente as seguintes tarefas:

- Promover nas nossas escolas, e durante as duas primeiras semanas de aulas, reuniões gerais de professores para manter a recusa de cooperação com o modelo de avaliação concebido pelo Ministério (mesmo na versão "simplex").

- Promover reuniões locais inter-escolas que permitam articular a luta nos estabelecimentos de ensino dentro de uma lógica de proximidade regional.

- Preparar o próximo Encontro Nacional de Escolas em Luta.

- Preparar a manifestação/concentração em Belém para o dia 19 de Janeiro.

Porque é fundamental criarmos entre nós uma rede de contactos, enviamos em anexo a lista de contactos de colegas que mostraram disponibilidade para integrar ou participar na futura Comissão Coordenadora de Escolas em Luta. Pensamos que, numa primeira fase, teremos de nos organizar a nível local para as tarefas acima indicadas, mas que, posteriormente, será necessário estabelecer um órgão operacional numa escala mais abrangente.

Entretanto, enviamos também em anexo o texto da minuta de uma declaração sugerido por uma colega que também figura na lista de contactos, a Fátima Gomes, declaração essa que poderá acompanhar a recusa de entrega dos objectivos individuais.

Com as melhores saudações para todos,

Mário Machaqueiro (pela APEDE)

Ilídio Trindade (pelo MUP)

terça-feira, dezembro 16, 2008

Reunião da CDEP, 3ª. feira, 16/Dezembro, pelas 16 h 30 m, na Biblioteca Municipal de Algés


Cara(o)s colegas,

A ministra da Educação foi clara, na reunião que teve no passado dia 11 de Dezembro com a Plataforma sindical, quando afirmou que os princípios do seu Ministério eram inconciliáveis com os dos dirigentes sindicais.

Segundo o Presidente do SPGL, António Avelãs, esta senhora terá dito que ela e o seu Governo defendiam a individualização e a instituição de uma hierarquia na escola, enquanto a proposta dos sindicatos não discriminava, nem individualizava; por isso, não havia qualquer negociação possível.

Afirmou, ainda, que "não suspendeu, não suspende, nem suspenderá o seu modelo de avaliação".

No seu relato, aos docentes presentes naquele dia na sede do SPGL, para uma reflexão sobre o projecto de avaliação da FENPROF, António Avelãs afirmou que, com aquela equipa ministerial, não havia nada a fazer, porque os princípios deles são os de transformar a escola numa empresa; logo, nada tinham a ver com a escola que queremos e que defendemos.

A ministra quer, inclusivamente, acabar com o ECD, e aplicar aos docentes, com as mãos livres, as leis gerais da Função Pública.

Terá dito aos dirigentes sindicais: "Querem discutir o estatuto? Correm o risco de sair daqui sem nenhum!"

A experiência mostra-nos, agora, como o processo de destruição da Escola pública – tal como ela foi alicerçada a partir das leis do 25 de Abril, a Escola com potencialidades para proporcionar a todas as crianças e a todos os jovens as condições para uma formação e qualificação de qualidade – passa por destruir a sua pedra angular: os professores, como um grupo profissional a quem é necessário conferir liberdade e responsabilidade, na sua função de ensinar e de formar os seus alunos.

É sobre os docentes, transformando-os num corpo dócil – e, por que não dizê-lo, subserviente – que o Governo precisa de construir a sua nova Escola, a Escola das "competências" e das "certificações", em vez da Escola dos saberes, dos diplomas nacionais, da cultura democrática, do sentido estético e ecológico.

Dir-nos-ão que estes objectivos não estão – ou estão apenas parcialmente – interiorizados por muitos dos nossos colegas, professores e educadores. Pode ser que assim seja. Mas estão de certeza interiorizados por muitos, muitos milhares, estão consignados nas leis da Constituição da República e na Lei de Bases do Sistema Educativo.

Talvez por assim ser, os professores e educadores revelam uma tão grande resistência, perante tão dura prova.

Agostinho da Silva dizia que, quando surgia uma situação terrível, era necessário que nos interrogássemos sobre o que é que poderíamos tirar dela. Penso que, no caso da dura batalha que os professores e educadores estão a travar, o que poderemos tirar será o reforço da nossa identidade profissional, a consciência do papel imprescindível que temos na sociedade e, também, a consciência de que é necessário organizar a solidariedade com a nossa luta dos pais e dos trabalhadores de todos os outros sectores, pois estamos a defender a Escola pública.

A CDEP tem participado nesta luta, de forma contínua, procurando contribuir para que aos docentes seja aberta uma perspectiva de saída positiva para a situação em que eles e o Ensino se encontram. É assim que, neste momento, defende a proposta, aprovada no Encontro de Leiria, a 6 de Dezembro, da acção unida de todo o movimento operário, a partir das centrais sindicais, para defender os professores e a Escola Pública.

Como vamos organizar em torno desta proposta, em simultâneo com a batalha política para que os docentes assinem, por unanimidade, em cada escola, o abaixo-assinado da Plataforma sindical?

Como vamos ajudar a pôr de pé uma reunião de defesa da Escola pública, com os nossos sindicatos e os movimentos dos docentes, de acordo com o que foi aprovado no Encontro de Leiria?

Como pode participar a CDEP na Conferência Operária Europeia, a realizar em Paris, no próximo mês de Fevereiro?

É para tratar destas questões que vos propomos uma reunião na próxima terça-feira, dia 16 de Dezembro, pelas 16 h 30 m, na Biblioteca Municipal de Algés.

Saudações fraternas

Carmelinda

sexta-feira, dezembro 12, 2008

PROmova: Campanhas «do lado certo»

PROmova.jpg

CAMPANHA "ESCOLAS DO LADO CERTO"

Colega,
Só a resistência interna, traduzida na recusa em entregar os objectivos individuais e em participar em qualquer acto relacionado com este modelo de avaliação, permite parar, definitivamente, a implementação desta avaliação absurda e injusta.
Se a tua escola ainda não assinou nenhuma Moção neste sentido, está na hora de o fazer.
Vais sentir orgulho de ver a tua escola/agrupamento integrada nesta campanha pela dignidade, pela razão e pela justiça!
Na história da humanidade, este foi sempre o LADO CERTO!

CAMPANHA "PROFESSORES DO LADO CERTO"

Colega,
Se integras o Conselho Executivo da tua escola/agrupamento, se és coordenador e/ou se és avaliador, então, está na hora de seguires o exemplo dos colegas da Escola Secundária de Bocage, em Setúbal, pedindo a tua demissão.
A história da humanidade é feita de actos de coragem, em coerência com a justeza dos princípios que defendemos. É este o LADO CERTO!

Aquele Abraço,

PROmova

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Outono e notícias frescas da reunião das escolas (Leiria)

Colegas,

Outono, as folhas caiem.

Mais um triste e inusitado mail da DGREH cai na nossa caixa. Quem o
pediu? Por que razão não param com este SPAM?
No Parlamento, a Ministra insiste, em obstinada e desconcertante
ventania: aplicar um modelo avaliativo insultuoso para os professores.

Outono, frio e amarelo.

E, porém,as palavras do ME, vertidas em letra de lei, e que,
diariamente, atormentam as escolas, para além de, continuamente, as
"desautonomizarem", retiram-nos a nós, professores, a energia pensante
e livre que os antigos mestres gregos nos legaram.

A Ministra quer vencer-nos, sem convercer-nos. Isto, vocês sabem, tem um nome...

Alguns deputados ajudam, irresponsavelmente, ao obituário docente.

Este Outono invernal que nos traz em queda, em depressão, em deflação
democrática, veio para ficar...

Outono...
O que deveria cair não cai.

Que venha o Inverno onde hibernam as feras.

Carlos Félix Fernandes

Sábado, 6 de Dezembro de 2008

Notícias frescas do Encontro Nacional de Escolas em Luta, a decorrer hoje em Leiria


Pelas 12:00, já estavam representadas no Encontro Nacional 84 escolas. A dirigir os trabalhos estão Mário Machaqueiro (APEDE) e Ilídio Trindade (MUP). A moderar os trabalhos está o colega Fernando Rodrigues, professor numa escola de Leiria. Os trabalhos prolongam-se pela tarde depois de um curto intervalo para almoço. É de esperar que saiam do Encontro sugestões para reforçar a resistência interna nas escolas. O objectivo é manter o processo parado nas escolas que suspenderam efectivamente o modelo burocrático (mais de 400 agrupamentos e escolas) e parar o processo nas restantes. A resistência interna pode passar por vários meios: os avaliados recusam entregar os objectivos individuais; os avaliadores invocam falta de tempo e desconhecimento dos procedimentos para pararem o processo. Seja qual for a forma usada, o importante é que o processo bloqueie em todo o lado. E bloqueia se os professores optarem por concentar o seu tempo e energia nas aulas e na relação pedagógica, recusando as tarefas relacionadas com a aplicação do modelo burocrático. Quanto aos emails provocatórios da DGRHE e do Gabinete da Ministra: lixo com eles!

Logo à noite, posto as fotos do Encontro de Leiria.

Ramiro2 comentários Hiperligações para esta mensagem

Saiba quem foram os deputados do PSD, PCP, CDS e Verdes que faltaram à votação das propostas de suspensão da avaliação burocrática


quinta-feira, novembro 27, 2008

«É preciso não perder a embalagem»

França, manifestação escolas 20/Novembro
(Information Ouvrières, 24)

O mais difícil está realizado. Foi termos conseguido pôr-nos em movimento, com uma unidade tão grande. Agora, é preciso não perder a embalagem. Os ataques estão encadeados uns nos outros. Podemos ganhar a batalha da avaliação e tudo o que lhe está ligado. Depois, não podemos esquecer que, já em Janeiro, vamos perder o vínculo, tal como todo o resto da Função Pública. É preciso unir todos, porque todos estamos no mesmo barco: os médicos e enfermeiros, os polícias e os militares,...

Afirmações de uma delegada sindical do SPGL, de um Agrupamento do Concelho de Oeiras

Sim, é preciso não perder a embalagem. Sim é a unidade, que se realiza no movimento dos professores portugueses; a mesma unidade que se realizou nos professores, estudantes e trabalhadores italianos; ou nos estudantes e professores de Espanha. É a mesma unidade que 220 mil professores franceses acabaram de realizar, no passado dia 20 de Novembro, manifestando por toda a França, em torno da palavra de ordem "Não à reforma do ministro Darcos!".
O que está colocado em todos estes movimentos? Não é uma profunda vontade de construir uma Europa unida, sobre a base da defesa de todas as conquistas sociais e culturais que a Humanidade já conseguiu realizar?
Não colocam estas mobilizações a necessidade de outros governos, de outros programas políticos, os programas da cooperação solidária entre os povos e os trabalhadores de todos os países, incompatíveis com as leis da competitividade - premissa sagrada de todos os tratados da União Europeia?
Carmelinda Pereira, CDEP