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sexta-feira, novembro 28, 2008

Proposta dos Sindicatos: Auto-avaliação

Sindicatos propõem auto-avaliação acompanhada por pedagógico


PEDRO VILELA MARQUES
Desempenho. Solução a apresentar amanhã ao Ministério da Educação implica a suspensão do actual modelo

Plataforma quer colocar proposta à discussão dos professores

A proposta que a Plataforma Sindical dos professores vai apresentar amanhã ao Ministério da Educação assenta num documento de auto-avaliação, a ser preenchido pelos docentes e acompanhado pelo respectivo Conselho Pedagógico. Mas para que esta proposta chegue sequer a ser negociada, os sindicatos exigem que o actual modelo de avaliação seja suspenso.

O porta-voz da Plataforma, Mário Nogueira, já tinha informado o DN que os sindicatos iam apresentar "uma solução simples, não administrativa e focada na vertente pedagógica que permita aos docentes serem avaliados este ano". Proposta agora concretizada por outros dirigentes do movimento sindical. Carlos Chagas, secretário--geral do Sindicato Nacional e Democrático dos Professores, adianta ao DN que a Plataforma tem uma forma de ultrapassar o vazio legal deixado pela suspensão do actual processo e realizar a avaliação de quem necessita dela. "Embora ainda não haja um documento escrito e pormenorizado, a nossa proposta vai no sentido de cada professor elaborar um relatório de auto-avaliação a ser apresentado ao Conselho Pedagógico, que seria responsável por acompanhar o seu cumprimento."

A leitura das soluções previstas pelos vários sindicatos para a avaliação permitem perceber melhor o que os dirigentes da Plataforma defendem. Assim, este relatório de auto-avaliação deve conter uma análise do docente sobre as condições em que exerce o processo de ensino e posterior apreciação do relatório por uma Comissão de Avaliação do Conselho Pedagógico. "O documento a apresentar pelo professor é de facto de reflexão da componente científico-pedagógica, mas ainda não pormenorizámos a proposta, porque não faz sentido termos um documento escrito sem sabermos se o Ministério suspende o modelo actual", informa João Dias da Silva, da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação.

Caso se reúnam os pressupostos exigidos pelos sindicatos, Carlos Chagas considera que "o documento definitivo deve ser entregue em pouco mais de uma semana, depois de colocado à apreciação dos professores nas escolas". Afirmação que agradou a Mário Machaqueiro, representante de um dos movimentos de professores que organizou a manifestação de 15 de Novembro e que reclama ser ouvido pelos sindicatos neste processo. "Esta posição é positiva e a proposta parece-me razoável, mas temos de ter cuidado para não desmobilizar a contestação. Além de que não sei se o Ministério vai ceder", alerta o professor da Associação em Defesa do Ensino.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Ficha de Definição de Objectivos Individuais

Ficha de Definição de Objectivos com 3 R - Reduzir, Reutilizar, Reciclar,
Na linha do FAZER NÃO FAZENDO, do CUMPRIR INVIABILIZANDO, elaborei a minha Ficha de Definição de Objectivos que enviei ao meu departamento para partilha. Não é um modelo. Foi a forma que, para já, encontrei de ir vomitando o sapo que não consigo engolir. Talvez possa aliviar a angústia de colegas oprimidos entre o cumprimento do dever/obediência e a dignidade.
Como deixei expresso desde o início do processo, não tenciono fazer nada em privado nem "negociar" com os avaliadores. Todo o trabalho deve ser participado e de partilha. Não gosto da palavra COPIAR (deformação profissional?). O verbo adoptar é mais correcto. Implica o plano cognitivo e o afectivo. Se adopto é porque me identifico com. Em educação não há ideias com patente. Aqui vai em anexo, para quem quiser, a ficha (DOI-Definição de Objectivos Individuais) que enviei aos colegas do meu departamento. Pode ser adoptada na íntegra ou modificada por quem quiser.
Esta sugestão não contraria as outras medidas de luta sugeridas no blog do Movimento Escola Pública.
D.P.

ver aqui o modelo:

DOI.doc
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quinta-feira, março 13, 2008

Propostas alternativas precisam-se

Caros Colegas,

De toda esta movimentação que se tem registado nos últimos dias, há uma crítica que tem sido feita aos sindicatos que, pela minha parte, partilho quase na íntegra e que tenho constatado ao longo de 20 anos de serviço docente. De facto, considero que de uma forma geral os sindicatos não apresentam propostas alternativas, mas entrincheiram-se por detrás do status quo e defendem a situação, qualquer que ela seja. Não são propositivos e isso não ajuda a que o diálogo seja frutuoso. Nos tempos em que António Teodoro dirigia a FENPROF a situação não era essa e a própria organização sindical tinha os seus estudos que lhe permitiam avançar com propostas credíveis e, de facto, alternativas.

Assim, considero que para lá das exigências de curto prazo, que têm a ver com a avaliação de desempenho e com o modelo de gestão, há que projectar a Escola Pública a longo prazo e apresentar propostas alternativas, modelos de escola, que permitam à sociedade constatar que os professores não estão apenas contra as propostas do Ministério, mas que temos as nossas próprias propostas, que potenciam um determinado de sociedade. Poderão não ser propostas elaboradas por teóricos e especialistas, mas sim pelos professores que sentem o dia a dia na escola. Sei que pode ser uma proposta ambiciosa, mas se não formos por aí, corremos o risco de apenas o Ministério da Educação ter uma determinada ideia (e que ideia...) de Escola. Se neste momento não formos ambiciosos, quando o seremos?

Um abraço
António Coelho
(http://inventica.blogspot.com)
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Creio que não é com invocação das leis que podemos fazer algo de
positivo para inverter a situação. O que vemos é a constituição, a lei
de bases, etc, serem impunemente violadas, em múltipos aspectos, por
aqueles mesmos que teriam maior responsabilidade em cumprir e em fazê-
las cumprir.

A dinâmica social, apenas, pode mudar as coisas. A dinâmica social não
se vai exprimir em actos para «a média ver», mas num «apossamento» das
pessoas envolvidas anonimamente nas lutas dentro das escolas.
É urgente as pessoas tentarem realizar reuniões dentro das escolas
para discutir, não apenas questões de «carreira», mas também questões
mais abragentes.

Coloca a questão num debate, numa mesa redonda, entre pessoas que se
conheçam e possam vir a encontrar maneira de colaborar em erguer algo
no seu local de trabalho.
«Que escola pública queremos?»
A pergunta é boa de se fazer dentro das nossas escolas: é aí que essa
questão deve ser formulada.

Solidariedade,
Manuel Baptista
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E se recuperássemos a Escola Cultural? Estaremos preparados para este desafio?

http://olhardomiguel.blogspot.com/2008/03/recuperar-escola-cultural.html
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Não sendo fácil o tema Escola Pública, é da maior importância que se discuta.
>
> Acredito que a escola deve ser para todos, para o povo, uma escola laica e democrática, baseada, como tal, nos princípios da Constituição da República Portuguesa. Cabe a ela formar cidadãos transmitindo conhecimento, promovendo o gosto pelo saber a par com o espírito crítico e democrático e estimulando também a criatividade em diferentes vertentes.
> Posso dizer, por exemplo, que sou contra o cheque ensino ou contra a contratação dos professores pelas escolas, etc. mas, como diz o António Carlos, é preciso muito mais. Sugiro, por isso, que façamos esta discussão de uma forma mais sistematizada, isto é, por grandes temas, de modo a não nos perdermos no labirinto destas questões.
>
> Porque não pegamos, por exemplo, neste polémico texto de Henrique Monteiro como base de discussão?
>
> Poderíamos, para começar, discutir cada um dos pontos por ele abordados e assim ficarmos a conhecer a forma como cada um de nós se posiciona perante eles. Dessa nossa discussão poderíamos ainda, eventualmente, elaborar um texto a enviar ao Expresso como resposta a Henrique Monteiro com pedido de publicação.
> Que acham?
>
> Isabel Guerreiro