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sexta-feira, janeiro 30, 2009

Ainda o "relatório da OCDE"

Pseudo-relatório da OCDE

Aldrabice em cima de aldrabices
Porta da Loja

“Há muitas décadas que leio relatórios da OCDE sobre Educação e eu nunca vi uma avaliação sobre um período da nossa democracia com tantos elogios", disse o primeiro-ministro numa reunião de apoio à ministra da Educação, em 26.1.2009, onde lhe teceu rasgados elogios, já no pretérito...

Hoje no Parlamento, interpelado e sem reconhecer o que dissera há dois dias, em público, numa facilidade de justificação impressionante e que lembra outros personagens da vida airada, disse assim:

"Eu nunca disse que o relatório é da OCDE".

É de estofo.
Quanto à ministra propriamente dita e sua equipa, palavras para quê? São artistas da educação, colada com cuspo e vinda do ISCTE.

Ver aqui, a prova da aldrabice

"Relatório OCDE"


(recebido por mail)

Pois é. As fontes documentais são quase todas dos organismos do ME. Os 4 peritos portugueses consultados são todos próximos ou militantes do PS. O Relatório baseou-se num relatório prévio feito pelo Ministério da Educação. E os 7 municípios ouvidos são todos do PS menos um que é do Major Valentim Loureiro, um independente que gosta de elogiar a ministra da educação. Como muito bem afirma um dos editores do blog 31 da Armada: os peritos internacionais devem ter deixado Portugal a pensar que o país é uma república monopartidária. Ora digam lá: por maior que sejam os curricula vitae dos autores do Relatório e por maior consideração que tenhamos (e eu tenho) para com o percurso académico dos 4 peritos nacionais consultados (João Formosinho, Isabel Alçada, Rosa Martins e Lucília Salgado), que credibilidade é que este Relatório pode merecer?
Nota: os municípios ouvidos foram: Guimarães (PS); Santo Tirso (PS); Amadora (PS); Ourique (PS); Lisboa (PS); Portimão (PS); Gondomar (Independente). Podemos afirmar, sem estarmos enganados, que Valentim Loureiro é o mais socialista de todos os independentes. Não deixa passar uma oportunidade para elogiar José Sócrates e MLR.

segunda-feira, abril 21, 2008

PROmova: Desacordo MUITO IMPORTANTE

PROmova - DesacordoReencaminhando.

"(...) as leis e as instituições, não obstante o serem eficazes e bem concebidas[nem sequer é o caso vertente - aparte nosso], devem ser reformadas ou abolidasse forem injustas. Cada pessoa beneficia de uma inviolabilidade que decorre dajustiça, a qual nem sequer em benefício do bem-estar da sociedade como um todopoderá ser eliminada." (Rawls, 1971, p. 27)

Olá colegas,O Movimento PROmova não consegue descodificar no Memorando de Acordo entre o
Ministério da Educação e a Plataforma Sindical a tão propalada "grande vitória
para os professores".
Aliás, basta constatar, nas televisões, as expressões faciais mais distendidas e
aliviadas da Sra. Ministra da Educação e do Sr. Primeiro Ministro. Saíram de um
pesadelo, pela mão de um tipo de sindicalismo pusilânime, que, nos últimos
anos, tem sancionado, por frouxidão ou desistência prematura, os mais
arbitrários e injustos ataques aos professores.
O Movimento PROmova não embarca em hossanas mediáticos a "vitórias" que quase
nada significam no terreno e que deixam o essencial das reivindicações,
perfeitamente, incólume, quando não apunhalado.Senão, vejamos:

1) A Plataforma Sindical exigia a "suspensão" do Modelo de Avaliação e
abdicou da sua principal exigência (que tantas escolas e professores reclamaram
por discordarem deste Modelo de Avaliação), permitindo que a Sra. Ministra da
Educação continue a afirmar que não ocorreu "suspensão" (e tem razão para o
afirmar). E fê-lo a troco de quê? Do emagrecimento do Modelo até Setembro? E,
no próximo ano lectivo, o Modelo já é bom?...

2) Como fica a complexidade burocrática e o gigantismo de dados e
informações a gerir, a subjectividade de parâmetros, a existência de
inobserváveis, a imputação de responsabilidades ao professor por variáveis que
não controla, do risco de confiar a avaliação da prática docente a um único
professor que encontra no desempenho de tais funções (por muito respeito que
lhes seja merecido) fruto de um concurso execrável, a possibilidade real de
surgirem incompatibilidades entre avaliador e avaliado (alguns concorrem para
as mesmas quotas; alguns avaliados podem sentir-se constrangidos, ameaçados ou
chantageados por um avaliador com quem não tenham uma boa relação pessoal ou
profissional - melindre que uma equipa de avaliação, ao invés de uma avaliador
único, permitiria superar)? A tudo isto o Memorando de Acordo diz nada...

3) E que pensarmos da postura da Plataforma Sindical face à lotaria, à
golpada e à aberração mais leviana e mais injusta alguma vez intentada nas
escolas e que dá pelo nome de "Concurso de Acesso a Professor Titular",
dividindo, injustificadamente, os professores? Relativamente a esta manobra
administrativa vergonhosa, a Plataforma Sindical manifesta abertura para mais
divisão e mais ignomínia! Particularmente, do lado da Fenprof, tão crítica no
passado da divisão da carreira, haja pudor e sentido do ridículo!

4) Alguém nos saberá explicar de onde surgiu essa ideia peregrina de se
colocar à discussão mais um escalão no topo da carreira? Nunca nos movemos por
questões reivindicativas de cariz remuneratório mas sim por questões de
fundamentos de princípios e de valores!
Se os professores não são "idiotas" para engolirem a incompetência, a autocracia
e as injustiças inerentes às políticas e aos modelos do Ministério da Educação,
também o não são para se deixarem enredar em cortinas de fumo dos Sindicatos
que tão mal leram o mal-estar dos professores e de forma tão decepcionante nos
representaram.
Em conformidade, propomos que para a Manifestação do dia 14, em Vila Real, e dos
dias seguintes, em outras cidades, bem como para o Dia D, vestíssemos de branco
(simbolizando a ausência de substância do Acordo) e manifestássemos o nosso
descontentamento aos delegados sindicais presentes. Apetecer, apetecer...
apetecia não comparecermos a estes eventos, deixando-os a fruir o champanhe da"traição" sozinhos, mas temos a obrigação de, em coerência com princípios de
seriedade, credibilidade e justiça, não atirarmos a toalha ao chão e
continuarmos a exercer pressão contra os instalados no auto-interesse e na
mediocridade. Os Sindicatos e o Ministério ainda vão ter que nos roer os ossos.
speramos poder contar com o desassossego e com o nível de exigência que tem
caracterizado o combate dos outros movimentos de professores. Estamos convictos
que a nossa mobilização merecia bem melhor que este pseudo-acordo.

Aquele abraço solidário,

PROmova