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terça-feira, maio 05, 2009

Livros: Educação Musical e Deficiência

Livro: Educação Musical e Deficiência: propostas pedagógicas


Imagem: Capa de livro (Música & Inclusão)

Sinopse do livro Educação Musical e Deficiência

"O livro Educação Musical e Deficiência: propostas pedagógicas é de cunho científico-pedagógico. Científico porque está totalmente embasado teoricamente em metodologias utilizadas na educação musical, bem como nos princípios que norteiam a psicomotricidade o desenvolvimento da apresndizagem e as questões clínicas das deficiências. Pedagógico porque oferece atividades práticas para professores - de música ou não - e profissionais da área da saúde que trabalhem ou queiram trabalhar com pessoas com deficiências no que tange a utilização da música como recurso ou finalidade em si mesma.

Essa temática é inédita no Brasil. O livro possui 192 páginas entre informações clínicas básicas sobre as deficiências; relação da música com a psicomotricidade; diferenças e semelhanças entre a musicoterapia e a educação musical voltada para pessoas com deficiências; questões relacionadas à inclusão escolar e adaptações para o ensino musical de pessoas com deficiências, com fotos inéditas de adaptações para instrumentos musicais, entre outras. Além disso, o livro propõe mais de 20 jogos musicais totalmente adaptados para diversos tipos de deficiências, o porque de cada adaptação e como realiza-las com recursos simples. É um livro voltado para um público eclético, com linguagem simples e acessível à qualquer pessoa."

Fonte: Música & Inclusão

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Publicada por Margarida em Educação Inclusiva

quarta-feira, janeiro 14, 2009

«Educação ou Armadilha Pedagógica?» - um livro a ler


"Escrevo este livro para alarmar os pais,

para que eles salvem os seus filhos (…)

A pedagogia moderna apenas serve para justificar

o abandono das ambições que tínhamos para os nossos filhos.

Temos, perante nós, uma verdadeira catástrofe cultural."

Marc Le Bris

( Et vos enfants ne sauront pás lire… ni compter,

Editions Stock, Abril 2004)

«Por mais forasteiro que seja às questões educativas, suponho que nenhum dos meus imaginários leitores entenderá como é que, em plena era de pontiagudo conhecimento científico, de refutação de alicerçados saberes das ciências exactas, de demonstração quotidiana da efemeridade das teorias – é possível uma sociedade inteira seguir, em benevolente acatamento, em integral dogmatismo, em completa renúncia a qualquer exame crítico, as mais utópicas especulações teóricas de ciências não exactas. Como explicar que ninguém exerça, relativamente a elas, ao menos uns relentos da velha dúvida metódica, ditame impreterível de qualquer ciência? Como explicar que nos acorcovemos todos a uma inexplicável intangível autoridade científica dessas mesmas Ciências?

Reitero, para que fique bem claro aos olhos do meu improvável leitor, que não afirmo, de todo, a necessidade do retorno a um sistema educativo da mesma natureza do que foi experimentado pela minha geração. O que afirmo é que considero um dever de elementar patriotismo que acordemos os cidadãos para esta absurda contumácia em que perseveramos. Que é um dever de cidadania recusarmo-nos assistir à transformação do país no reino, por excelência, do mais funcional iletrismo e da mais arrevesada incultura básica geral. Que é um dever de cidadania recusarmos ver a Escola e os professores reduzidos ao exercício cego de práticas absurdas e à condição de bodes expiatórios das mais primitivas frustrações individuais e colectivas da administração, dos pais, dos alunos, da sociedade… Que é um dever de cidadania recusarmos ver o país sustentar opções de estrutura e enquadramento que ensarilham a Escola numa tremenda confusão quanto à natureza das suas tarefas. Que é um dever de cidadania denunciarmos o gigantesco desperdício em simulacros de formações, de cursos e de diplomas que não preparam para o exercício competente das mais básicas funções. Que é, em suma, um dever de cidadania pedirmos que arrepie caminho um Sistema que nos obriga ao abandono das ambições que temos para os nossos filhos e, visivelmente, ao bloqueio das ambições que temos para o nosso país.

Por entre indefinições, amálgamas e embaraços, a missão da Escola é, cada vez mais, impossível. Os docentes estão no limiar da sua resistência psicológica. E as tremendas tensões geradas no interior do Sistema não tardarão em provocar a sua implosão.

Dizia mestre Camilo: "É permitido aos versistas poetarem em prosa; mas as liberdades poéticas não ajustam bem nos debates circunspectos da res pública" (in A Queda de Um Anjo, cap IX)

Deixemo-nos, pois, de "poetar": assentemos os pés em terra! Façamos algo! Tornemo-nos a Escola possível! Devolvamos-lhe a sua função, a sua autoridade e a sua dignidade!»

"Conclusão" in Educação ou Armadilha Pedagógica?, Manuel Madaleno, Papiro Editora, 2006

Esta é a conclusão tirada por Manuel Madaleno ao diagnóstico que se faz da Escola Pública portuguesa, o qual vai sendo traçado nas suas várias vertentes ao longo dos capítulos do livro, cuja leitura aconselho. Podemos não estar de acordo com tudo o que é dito mas não há dúvida que o autor põe o dedo nas feridas onde mais dói ao actual sistema educativo e ao modo como funcionam os Agrupamentos num interior de um Sistema altamente falacioso.

sábado, dezembro 13, 2008

Antero: O LIVRO

O LIVRO


Para encomendar o livro:

  1. 1. Enviar um mail com nome (completo, de preferência), morada e qual a encomenda para: anteroval@gmail.com

  2. 2. Fazer a transferência bancária para o NIB: 003300000198017250061 (banco: Millennium).

  3. NOTA 1: Coloquem no descritivo o mesmo nome que utilizaram na encomenda (as contas conjuntas podem causar alguma confusão).
    Por segurança, enviem-me também, por favor, o comprovativo da transferência (scanner ou um mail com os dados), para poder confrontar com o meu extrato (se a transferência não disser o nome do depositante, deverá incluir o número da conta da qual foi feita a transferência).

NOTA 2: Para os mais avessos a esta coisa de internet, podem sempre enviar o pedido e o pagamento para:

Antero Valério
Rua Mateus Vicente, Nº3, 3ºDtº
1500-445 Lisboa

Informação útil:

  • O preço do livro é de 17,5 euros, mais 2,5 para despesas de envio. (20 euros).
  • O preço da colecção de postais é de 9 euros, já com os portes incluídos.
  • Se encomendar o livro e os postais juntos, o total é de 27 euros.
  • Como já disse anteriormente, o livro tem 120 páginas, 80 páginas a preto e branco e 40 páginas a cores.
  • A colecção é de 9 postais, embalados numa caixa/cartoon. Abaixo, podem ver as miniaturas dos postais:

    A edição do livro é de mil exemplares e a dos postais é de 500 exemplares.

segunda-feira, junho 02, 2008

Lançamento de livro: «Os medos dos professores» por Luísa Cristina Fernandes

[Lusa]
O nível salarial, a desmotivação dos alunos e a
indisciplina são três dos maiores medos dos
professores portugueses, segundo um livro lançado hoje
e que resulta de uma tese de mestrado de uma docente.
Com o título "Os medos dos professores... e só
deles?", o livro de Luísa Cristina Fernandes faz uma
análise dos principais medos dos professores em
contexto escolar com base num estudo de campo com
entrevistas informais a uma amostra de 208 docentes de
vários níveis de ensino.
A ideia surgiu-lhe há dez anos quando foi orientadora
de estágio. "Queria ajudar os professores em início de
carreira a superar os seus medos e não sabia como, por
isso, decidi estudar o tema", explicou, em declarações
à agência Lusa.
Na sua investigação, Luísa Fernandes encontrou alguns
caminhos para enfrentar os medos sendo um deles a
partilha de experiências e de estratégias. "É possível
superar os medos se todos partilharmos, no sentido da
entreajuda", sublinha.
A autora apresenta os sete principais medos dos
professores, destacando-se como o maior o de cariz
económico, nomeadamente o medo do salário não permitir
satisfazer as necessidades pessoais e familiares, logo seguido
de um outro mais ao nível pedagógico e que se
prende com o receio do professor não saber lidar com a
desmotivação escolar dos jovens.
Os professores não entendem porque é que muitos dos
alunos não prestam atenção aos que lhes é ensinado nas
aulas e tal incompreensão fá-los temer não saber lidar
com a situação.
Para que os alunos se motivem, escreve a autora, os
professores também precisam de estar motivados
contribuindo assim para o seu sucesso pessoal e para a
sua realização profissional.
O terceiro medo com a média de respostas mais elevada
está relacionado com a indisciplina e é o medo de o
professor ter alunos violentos. Este medo constitui,
na actualidade, o principal factor de mal-estar para
muitos professores, uma vez que nos últimos anos tem
havido um aumento da frequência e da gravidade das
situações de violência nas escolas e de indisciplinados alunos na sala de aula.
O medo de ter alunosviolentos prender-se-á também a aspectos ligados ao
sexo do professor: uma professora poderá ter mais
inibições a este nível por questões físicas.
Segundo a autora, o quarto medo está relacionado com
assuntos mais específicos da gestão ministerial da
profissão, nomeadamente com a possibilidade de os
professores virem a dar aulas numa escola muito longe
de casa. Este medo está principalmente patente nos
professores em início de carreira ou que ainda não
conseguiram efectivar-se perto de casa. Associado a
este medo encontra-se a diminuição da comodidade do
professor e o aumento das suas despesas.
O quinto medo volta a ligar-se à temática da
indisciplina: os docentes receiam não saber lidar com
alunos violentos. O peso deste medo tem vindo a ser
destacado por vários estudos. Neste caso, escreve a
autora, já não é só o "ter" os alunos violentos, mas
saber lidar com essa mesma violência.
Segundo Luísa Cristina Fernandes, a superação do medo
da indisciplina e de alunos violentos, tendo tanta
importância para o bem-estar do corpo docente, poderia
ser mais efectiva através de uma formação adequada,
quer antes de o professor começar a leccionar, quer
durante o exercício das suas funções. A formação,
acrescenta, poderia contribuir para os professores
aprenderem a trabalhar em equipa e, assim, terem no
grupo profissional um suporte e um mecanismo de"coping" para as suas dificuldades.
Os docentes têm ainda medo de ter algum esgotamento
derivado da profissão e de lhes ser atribuído um
horário zero (sem componente lectiva). Este último
aspecto preocupa cada vez mais os professores
portugueses, uma vez que o número de adolescentes e
jovens tem vindo a diminuir na sociedade portuguesa.
Mesmo professores efectivos há muitos anos temem
acabar por ter de assumir funções de outra índole que
não pedagógica (como por exemplo funções
administrativas) por falta de alunos e de turmas para
leccionar.

segunda-feira, março 17, 2008

Experiências de Unidade em Defesa da Escola Pública

Marcha da Indignação, Lisboa 8/Março
(100 000 cidadãos unidos)

«Quando podemos encontrar-nos com os pais e explicar-lhes como funcionam as coisas, as relações são em geral boas e sentimo-los prontos a agir de acordo connosco», diz Odile Dauphin, professor de história e geografia. Há dois anos, estava eu no Henri-IV, aquando da reforma Allègre do ensino secundário. Com o SNES (Sindicato Nacional do Ensino Secundário) e o SNFOCL (Sindicato Nacional Força Operária das Escolas Básicas e Secundárias), conseguimos juntar mais de duzentos pais para os informar do que estava a ameaçar os seus filhos e o ensino em geral. «A reunião, realizada num sábado de manhã, correu bem, foi aprovado um apelo comum, e aquando da nossa greve, que durou três semanas, contámos com o apoio, e por vezes mesmo com a participação, de pais em muitas manifestações, apesar de tudo isto ter levado à desorganização do ensino. Aliás muitos pais fizeram a ligação com o que se passava ao nível do seu trabalho (hospital, correios...) e se não pudemos propriamente criar um "soviete Henri-IV", soprou nesse ano um vento de revolta no cruzamento da Rua Clovis com a Rua Clotilde, muito solidário com o que então se passava nas famosas escolas secundárias dos subúrbios.»


(in Maurice T. Maschino, Pais Contra Professores, França, 2002, Ed. Campo das Letras)

Retirado daqui