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sábado, dezembro 13, 2008

Antero: O LIVRO

O LIVRO


Para encomendar o livro:

  1. 1. Enviar um mail com nome (completo, de preferência), morada e qual a encomenda para: anteroval@gmail.com

  2. 2. Fazer a transferência bancária para o NIB: 003300000198017250061 (banco: Millennium).

  3. NOTA 1: Coloquem no descritivo o mesmo nome que utilizaram na encomenda (as contas conjuntas podem causar alguma confusão).
    Por segurança, enviem-me também, por favor, o comprovativo da transferência (scanner ou um mail com os dados), para poder confrontar com o meu extrato (se a transferência não disser o nome do depositante, deverá incluir o número da conta da qual foi feita a transferência).

NOTA 2: Para os mais avessos a esta coisa de internet, podem sempre enviar o pedido e o pagamento para:

Antero Valério
Rua Mateus Vicente, Nº3, 3ºDtº
1500-445 Lisboa

Informação útil:

  • O preço do livro é de 17,5 euros, mais 2,5 para despesas de envio. (20 euros).
  • O preço da colecção de postais é de 9 euros, já com os portes incluídos.
  • Se encomendar o livro e os postais juntos, o total é de 27 euros.
  • Como já disse anteriormente, o livro tem 120 páginas, 80 páginas a preto e branco e 40 páginas a cores.
  • A colecção é de 9 postais, embalados numa caixa/cartoon. Abaixo, podem ver as miniaturas dos postais:

    A edição do livro é de mil exemplares e a dos postais é de 500 exemplares.

Avaliação na Assembleia da República

Cartoon Antero


quarta-feira, dezembro 10, 2008

Novilíngua

A NOVA LÍNGUA PORTUGUESA

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical - isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos 'passaram todos a 'auxiliares da acção educativa'.
Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'.
E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas'.
O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';
Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'
Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.
Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'
Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.
Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)
As putas passaram a ser 'senhoras de alterne'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.
Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.
E na linha do modernismo linguístico, como se chama uma mulher que tenta destruir a educação em Portugal?
Ministra !

Antigamente, quando havia democracia, chamava-se Ex-ministra.