Mostrando postagens com marcador governo Sócrates. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador governo Sócrates. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, novembro 24, 2008

Petição NÃO À APLICAÇÃO INFORMÁTICA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO!

NÃO À APLICAÇÃO INFORMÁTICA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO!
http://www.petitiononline.com/naime/

Perante o desenvolvimento da luta dos professores, o Ministério da Educação acaba de tomar uma iniciativa alarmante.

A abertura de uma aplicação na internet para a entrega dos objectivos individuais, comunicada por correio electrónico a todos os professores, não tem qualquer validade à luz da lei do próprio governo. Ainda mais grave, configura um expediente de intimidação directa sobre cada professor.

Face à opinião, presencialmente explicitada, da esmagadora maioria dos professores e perante o seu completo isolamento, o Ministério da Educação deriva para a chantagem individual, afrontando os parceiros sociais (estruturas representativas de professores) e os seus interlocutores institucionais (conselhos executivos), incontornáveis neste processo.

Os abaixo-assinados - membros de comunidades escolares, pais, ou simples cidadãos livres - saúdam o exemplo cívico que os professores vêm dando ao recusarem aplicar uma lei injusta e prejudicial para a escola pública. E exigimos:
- o encerramento desta aplicação informática, uma chantagem imprópria da democracia;
- a demissão da ministra da Educação, autora de mais um intolerável abuso contra os professores;
- a suspensão imediata deste modelo de avaliação de desempenho, injusto e incompetente, paralisante da escola pública.


ASSINA AQUI

Chamem a polícia. Que eu não pago!

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1025240

Governo enviou conta do Magalhães às autarquias

Câmaras estão a receber centenas de facturas de 295 euros. Municípios dizem que não pagam

TIAGO RODRIGUES ALVES

O Governo está a tentar impor às autarquias o pagamento dos modems e das anuidades da Internet dos Magalhães, mas os municípios rejeitam qualquer responsabilidade e já avisaram que não pagam.
Em princípio, a colaboração com o program a "e.escolinhas" seria voluntária, mas o Governo está enviar às autarquias - quer tenham concordado, quer não - cartas timbradas para que estas assumam os encargos anuais relativos aos computadores que forem entregues no seu território. Até agora, já foram enviadas cartas pelas Direcções Regionais da Educação do Norte e da Zona Centro a pedir o pagamento de 45 euros pelo modem e 250 euros pela assinatura anual da ligação em banda larga à Internet.
A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) confirmou à TSF que há autarquias que estão a ser notificadas para pagarem a factura total ou parcial da Internet dos computadores. Após reunir de emergência na passada quarta-feira, o Conselho Directivo da ANMP decidiu não assumir qualquer responsabilidade ou encargos, notificando todas as autarquias para não pagarem as facturas.
Para as autarquias, são os pais que devem suportar esse encargo, sendo que aqueles que não tiverem condições económicas para tal devem recorrer ao Governo e não às câmaras. A ANMP enviou, ainda, um pedido de esclarecimentos urgente ao Ministério da Educação sobre toda esta situação.
A polémica tinha sido lançada pelo deputado do PSD Agostinho Branquinho que, no debate potestativo de ontem sobre "A exigência e a qualidade do ensino" (ver texto em baixo) denunciou, no âmbito da "operação Magalhães", a existência de pressões sobre as autarquias para pagarem 250 euros pela utilização da internet e 45 euros pelo modem. Além disso, deu conta de uma circular da Direcção Regional de Educação do Norte para saber quais as escolas que aplicam o programa.
Durante o debate, tanto o Governo como o PS tinham deixado sem resposta a pergunta de Agostinho Branquinho. Já fora do debate, mas ainda antes de a ANMP confirmar a recepção das facturas, o ministro dos Assuntos Parlamentares respondeu às acusações do deputado do PSD afirmando que este estava "a confundir as coisas". "O deputado Agostinho Branquinho está a confundir as coisas. O que aconteceu é que há autarquias que já se disponibilizaram para participar no programa Magalhães na parte relativa à ligação à Internet", afirmou Augusto Santos Silva. O ministro explicou, ainda, que os municípios que quiserem participar podem "assegurar ligação doméstica aos alunos que tenham computador".

--
Isa Guerra

--
http://marginalzambi.blogspot.com

"EDUQUE OS MENINOS E NÃO SERÁ PRECISO CASTIGAR OS HOMENS"...Dizem que se leva um minuto para conhecer uma pessoa especial, uma hora para aprecia-las, um dia para ama-las, e mais do que uma vida inteira para esquece-las.

domingo, outubro 19, 2008

Acção (de)Formação do Magalhães

Olá pessoal
Acho q devemos ler esta áté ao fim
Foi notíca o facto da empresa portuguesa, associada a outras empresas com interesses privados, ter fugido ao pagamento do IVA em cerca de 5 milhões de euros estando, por isso, a ser processada judicialmente....
Agora, através das DRE´s, estamos a ser instrumento de apoio politico e partidário 'socratista' ...
São promovidas acções de formação para indirectamente promovermos o volume de vendas do 'Migalhães' e de empresas q desconheço totalmente...
Não me andam a pagar comissões para entrar em histórias de propaganda e nem me andam a tratar assim tão bem para q alinhe nisto!...
Onde iremos parar?
Bjs Bibiana

SEJAM LIVRES, PORRA!

29 09 2008

Quando escrevi o artigo de opinião, que se encontra no final deste texto, acerca da Acção de Formação sobre o «Magalhães» que teve lugar nos dias 25 e 26 de Setembro, estava a léguas de imaginar a celeuma jornalística que iria causar. Que o meu blogue já é visitado por milhares de pessoas, isso eu sabia, mas nunca que este artigo fosse causar tanto apetite à comunicação social, como se de algo transcendental se tratasse. Se calhar nem notícia chega a ser, mas enfim…

Depois de, nas últimas horas ser autenticamente entupido de chamadas e solicitações de rádios, televisões e jornais e de a todos dizer que nada de noticioso me parece haver na crónica, a não ser uma simples opinião contra os conteúdos e metodologia de uma Acção de Formação, eis que quase todos os jornalistas questionam o comportamento dos meus colegas na dita sessão; contudo, tive o cuidado de deixar claro que nada tenho a opinar sobre isso e que cada um se deve responsabilizar pelos seus actos. Apenas achei ridículas aquelas actividades, devido à sua completa descontextualização relativamente ao que eu esperava da Acção. Frisei, até, que as senhoras americanas foram muito impressionadas com a capacidade criativa dos professores; agora, tudo isto numa «sessão de trabalho com a Intel»? Essa não!

Mas o que me choca no meio de tudo isto, e é por isso que escrevo este texto, é que todos os jornalistas com quem falei tentaram obter opiniões de muitos outros intervenientes na Acção e todos se recusaram a dar a cara ou uma simples opinião. Ora, parece-me, ou aliás, tenho a certeza, que as pessoas vivem hoje amedrontadas e parece que a Comunicação Social é algum papão para lhes desgraçar a vida.

Eu gostava que todas as pessoas se sentissem livres, num Estado livre e não se coibissem de dar uma simples opinião que seja. Cidadãos interventivos e activos é que constroem uma sociedade democrática e participada.

Entristece-me assistir a milhares e milhares de professores que vão gritando para dentro, chamando nomes feios a Governo e governantes, mas depois perante uma câmara ou um microfone, parece que algo os amedronta, como se dizer que discorda da Ministra, faça com que esta, no dia seguinte, os exonere!

A todos esses quero dizer que o Governo agradece tal atitude e enquanto ela se mantiver, farão de vós o que quiserem. Não adianta juntarem-se aos milhares na rua e depois manterem-se escondidos atrás de um anonimato cobarde.

Sejam livres, porra! Dêem, pelo menos, a vossa opinião civilizadamente! Um sociedade de cidadãos amedrontados de, sequer, opinar, não é uma democracia. No dia que eu sentir que não sou livre de dizer o que penso, embalo a trouxa e, qual Zeca Afonso, zarpo daqui para fora!

Paulo Carvalho

(de)FORMAÇÃO «MAGALHÃES»
Sou coordenador TIC do meu Agrupamento de Escolas e fui convocado para me deslocar ao parque tecnológico de Cantanhede para receber formação sobre o tão propalado portátil Magalhães. Lá fui eu para dois dias de trabalho, cujo programa era, em 90%, composto pela expressão « jornada de trabalho com a Intel»:
Hoje estou aqui para relatar aquilo que se passou naqueles dois dias, e se o estou a fazer, é porque algo de relevante se passou.
Pelas reacções que tinha lido nos fóruns relativamente às mesmas sessões de Porto e Lisboa, já ia a contar que aquilo não seria o que eu esperava; mas longe de mim imaginar que iria assistir a uma coisa absolutamente surreal.
Primeira nota triste do evento: a organização distribuiu «pen drives» de um Gb, oferta da Intel contendo toda a documentação. Acontece que tinham umas 100 unidades para dar a 200 pessoas. Claro que metade (incluindo eu) ficámos a ver navios, havendo dignos colegas que se açambarcaram de mais que uma, facto que também não me causa qualquer espanto, até pelo facto de ninguém imaginar que não haveria «pen drives» para todos. Mas para a Organização tratou-se de mais uma normalidade!
Comecemos pela manhã de Quinta-feira, onde fomos levados, em grupos, para pequenas salas do complexo, onde supostamente nos iriam ser dadas directrizes relativamente ao Magalhães e às suas potencialidades em contexto educativo, para nós transmitirmos aos professores do 1º ciclo. Aliás, esse deveria ter sido o grande objectivo deste encontro; recebermos formação para a replicar junto das escolas envolvidas.
Ao invés disso, e para ser muito mais sucinto do que gostaria nesta crónica, somos brindados com apresentações de powerpoints em português, lidas em Inglês com sotaque russo, traduzido por senhoras contratadas para o efeito, como se nunca tivéssemos ouvido uma palavra em Inglês na vida e como se isso fosse o entrave à formação. Num parque dito tecnológico, as redes funcionavam mal ou não funcionavam, ninguém sabia ligar, o senhor russo ia ironizando como se estivesse num país de 3º mundo e a senhora tradutora ia tentando fazer a uma espécie de ponte entre surdos mudos. A seguir, mais um estrangeiro qualquer a debitar informação em inglês sobre um powerpoint em português e depois apareceu um brasileiro (ena!!! Um brasileiro!!!) mas que nada de útil nos transmitiu.
Ou seja, depois de uma manhã onde absolutamente ninguém aprendeu nada de útil sobre os Magalhães que qualquer jeitoso de informática não domine, ninguém imaginava que o pior estava para vir.
Eis que pelas 14 horas iria começar uma das melhores sessões de circo a que os meus olhos assistiram até hoje. O speaker de serviço que ostentava na lapela uma identificação de uma empresa que não conheço, mas que nem era do ME nem da Intel nem da JP Sá Couto, apresentou as três senhoras que tinham vindo expressamente dos States, com chancela da Intel, para nos brindarem com uma sessão de trabalho inolvidável. Eis que aparecem 3 senhoras com ar de quem está reformado há 20 anos, nos EUA, mas que em Portugal estariam no auge da carreira. Depois das simpatias ao país e de demonstrar que nada de útil iriam transmitir, resolveram propor aquilo que as trouxe ao, pensam elas, Burkina Fasso da Europa. Desde logo me demarquei e senti vontade de abandonar a sessão, mas os colegas… ah e tal… esquece isso… e tal…. Não te enerves… isto é sempre assim… e tal! Continuei a assistir e a incredulidade ia aumentando.
Aquelas 3 senhoras, acham que uma sessão de trabalho com a Intel é propor a 200 professores que inventem uma cantiga ao Magalhães, e se possível com teatro à mistura. Como eu e mais alguns colegas (muito poucos) mostrámos alguma estupefacção pelo que se estava a passar, uma das senhoras americanas apressou-se a dizer, bem alto e em tom ameaçador, que quem não participasse não seria incluído no sorteio de um Magalhães que iriam oferecer.
E, meus caros leitores, era ver 200 professores imbuídos naquela actividade com todo o afinco; sei que muitos grupos trabalharam online pela noite dentro e ao outro dia de manhã, os meus olhos ficaram estarrecidos com a produção apresentada. O desfile dos «trabalhos», (era assim que lhe chamavam) começou, e desde o malhão do Magalhães, até à vida de marinheiro do magalhães, passando por coreografias com adereços circenses, tudo de «útil» passou por aquele palco, até as náuseas me obrigarem a sair. Apenas voltei a entrar para ir junto da senhora que tinha o saquinho das senhas para o sorteio e dizer-lhe que não iria colocar lá o meu papelinho.
Conclusão: à bela maneira dos professores portugueses, que são exímios na arte de obedecer, mesmo não concordando, e na arte de produzir conteúdos, ainda que lúdicos (pena ter sido num contexto absurdo), toda a gente parecia achar aquilo ridículo, mas apenas eu e o meu amigo Paulo Pereira resolvemos sair e mostrar a nossa indignação a uma senhora representante do PTE que, educadamente, tal como eu na abordagem que lhe fiz, esgrimiu as fundamentações para aquelas «sessões de trabalho com a Intel».
Salvou-se a Microsoft e a Caixa Mágica que, na sexta à tarde, nos mostraram, finalmente, algo de útil; no final pedi a palavra para dizer que apenas aquela tarde se tinha salvo no meio das inutilidades que caracterizaram aqueles dois dias, o que, pasme-se, faz arrancar um caloroso aplauso da plateia.
Alguém me explique como se eu tivesse 8 anos, como é possível convocar 200 professores para dois dias de trabalho com a Intel, com a apresentação do «Magalhães» em pano de fundo e, basicamente, 3 senhoras americanas, apoiadas por pessoas de… uma empresa (!), gastarem um dia a obrigar-nos a produzir teatrinhos e cantigas para miúdos de 6 anos, outro meio dia gasto com russos a lerem powerpoints em pseudo inglês, escritos em Português, com tradução por senhoras contratadas.
Como professor e coordenador TIC senti-me vexado nestes dois dias. Aquelas senhoras devem pensar que somos um bando de imbecis e nunca vimos um computador na vida; tudo isto pago pela DREC, cuja Directora, no final, enalteceu o evento.
Relativamente aos meus colegas, mostraram, como sempre, que tudo são capazes de fazer, mesmo o ridículo, mas ficou, essencialmente, a prova de como não há-de o Ministério fazer de nós gato-sapato a seu bel-prazer!!!
Nota: O Magalhães é um excelente equipamento e, mesmo sem aposta na formação e com esta atabalhoada distribuição, julgo ser uma mais valia efectiva para a modernização do caquéctico ensino do 1º ciclo em Portugal.
Aqui fica um video que apanhei durante uma das actuações que mais aplausos arrancaram.

http://paulocarvalhotecnologias.wordpress.com/2008/09/29/deformacao-%c2%abmagalhaes%c2%bb/

P. C. (ver blogue)

"O problema não são os sindicatos"

Vejo que os ressentimentos com os sindicatos estão a levantar obstáculos desnecessários. Há dias escrevi aqui uma mensagem "o problema não é a Lurdes". Agora esta deveria ter como assunto: "o problema não são os sindicatos". Somos adultos e responsáveis pelo que deixamos que nos aconteça. Se fomos traídos pelos sindicatos - eu nem digo sim nem não porque não consegui perceber o que se passou - foi porque nos calamos em seguida; foi porque não nos organizámos em cada escola; foi porque o medo nos traiu mais do que os sindicatos e o ministério juntos. Nós é que estamos a trair-nos. O nosso MEDO é aliado do ministério.
Em frente para a manifestação como UMA das muitas medidas a avançar. Com sindicatos, com associações, com alunos, com pais, com todos que nos apoiem. Mas não é para parar por aí. E antes das manifestações vamos dar a cara a esta luta. Vencer os medos.
Há dias numa escola alguém sugeriu uma manifestação dentro da escola. "Para que ir para a 5 de Outubro se temos o ministério dentro da escola?"

D. (professora)

sábado, outubro 18, 2008

A grande evasão

Por outras palavras, de Manuel António Pina em http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

Se não ficasse na história da educação em Portugal como autora do lamentável "pastiche" de Woody Allen "Para acabar de vez com o ensino", a actual ministra teria lugar garantido aí e no Guinness por ter causado a maior debandada de que há memória de professores das escolas portuguesas. Segundo o JN de ontem, centenas de professores estão a pedir todos os meses a passagem à reforma, mesmo com enormes penalizações salariais, e esse número tem vindo a mais que duplicar de ano para ano.

Os professores falam de "desmotivação", de "frustração", de "saturação", de "desconsideração cada vez maior relativamente à profissão", de "se sentirem a mais" em escolas de cujo léxico desapareceram, como do próprio Estatuto da Carreira Docente, palavras como ensinar e aprender. Algo, convenhamos, um pouco diferente da "escola de sucesso", do "passa agora de ano e paga depois", dos milagres estatísticos e dos passarinhos a chilrear sobre que discorrem a ministra e os secretários de Estado sr. Feliz e sr. Contente. Que futuro é possível esperar de uma escola (e de um país) onde os professores se sentem a mais?

(recebido por mail)

sexta-feira, outubro 17, 2008

Se não fosse triste esta era uma piada para rir

«O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, desvalorizou hoje as aposentações entre os professores....» (...) «“Não acho nada que os professores tenham falta de motivação, bem pelo contrário: os resultados escolares em Portugal melhoraram e muito..."», terá dito a sumidade! Notícia Público Online

As pseudoverdades que eles apostam em repetir. As mentiras à descarada encapuçadas de planos tecnológicos de pseudosucesso no país do faz-de-conta.
Um dia a casa vem mesmo abaixo e só então ficarão escarrapachados aos olhos de toda a gente os falsos alicerces em que ela estava assente.

(do blogue Sinistra Ministra)

quarta-feira, outubro 08, 2008

José Gil: A Domesticação da Sociedade

carregue na imagem para ler

Propaganda Tecnológica

Executivo quer Internet em todas as escolas
Governo anuncia investimento de 400 milhões de euros na modernização tecnológica das escolas
24.09.2008 - 17h07 Lusa
O Governo vai investir nos próximos anos cerca de 400 milhões de euros na modernização tecnológica das escolas, que prevê a instalação de Internet e de quadros interactivos em todas as salas de aula, o aumento da velocidade em banda larga e o projecto Magalhães, para a distribuição de computadores a crianças do ensino básico.

O anúncio foi feito esta tarde durante o debate quinzenal na Assembleia da República pelo primeiro-ministro, que respondia a questões formuladas pelo líder parlamentar do PS, Alberto Martins, e pela deputada socialista Manuela de Melo.

"Queremos que as escolas fiquem na linha da frente das mudanças tecnológicas. Por isso, este Governo tem apostado no plano tecnológico da educação", afirmou José Sócrates.

O primeiro-ministro pretende que os alunos "que entrem daqui a 15 anos no mercado de trabalho já não tenham dificuldades por desconhecerem inglês ou por não estarem impreparados para usar novas tecnologias".

Na sequência das questões dos socialistas Alberto Martins e Manuela de Melo, que defenderam a centralidade das políticas da educação, José Sócrates aproveitou para atacar a oposição. "Nem sequer elogiam que a acção social escolar tenha aumentado de 250 mil alunos para uma cobertura de 700 mil. Como podem dizer que isso é propaganda? Isso é ridículo", considerou.

Neste contexto, o primeiro-ministro retomou uma linha de argumentação contra a oposição presente nas suas últimas intervenções públicas. "A oposição critica tudo e tem uma atitude negativista", considerou, antes de defender que o ano escolar "começou a tempo e horas, com mais alunos e com melhores resultados".

Miguel Tiago (PCP): balango do mandato de Maria de Lurdes Rodrigues

Miguel Tiago

"A política do Governo é a da destruição da escola pública e das suas características essenciais"

No início do último ano lectivo de Maria de Lurdes Rodrigues, o deputado do PCP faz o balanço do mandato da ministra. E escreve-o na primeira pessoa.

Sei que pode parecer demasiado simplista, mas na verdade, considero que nestes quatro anos de mandato de Maria de Lurdes Rodrigues praticamente nada melhorou. A não ser talvez a diminuição da ilusão que os portugueses tinham em torno do Governo PS. Hoje os portugueses percebem claramente que é um Governo que executa políticas de direita. Essa consciência está hoje mais consolidada que em 2005.

A política do actual governo é a da destruição da escola pública e das suas características essenciais plasmadas na Lei de Bases do Sistema Educativo. Uma análise ao actual sistema de ensino com ponto de comparação em 2005 leva-nos a apontar que:

- o parque escolar se continua a degradar em termos materiais e que inúmeras escolas do básico e do secundário não dispõem de condições mínimas para as actividades lectivas;

- as actividades chamadas de enriquecimento curricular vieram retirar do plano curricular um conjunto de matérias que deveriam integrar obrigatoriamente esse plano de acordo com a LBSE (por exemplo, as actividades físicas e a formação musical). Além disso, essas actividades vieram deteriorar as condições de ensino, sendo que são realizadas em locais não aptos para o ensino e são levadas a cabo muitas vezes por profissionais que não são da área educativa.

- as condições de trabalho dos funcionários não docentes têm vindo a sofrer uma acentuada degradação, nomeadamente fruto da política do Governo para a função pública, mas também com a perspectiva de passagem aos quadros das autarquias num regime de flexibilidade que não respeita os funcionários. Além disso, o continuado desinvestimento no reforço dos meios humanos para a Educação, leva a uma diminuição de efectivos nas escolas, obrigando as escolas a recorrer a recibos verdes e a outros expedientes de contratação precária. Isto significa que existem menos profissionais nas escolas, mais trabalho para os colocados e menor capacidade de intervenção nos problemas escolares, nomeadamente na promoção de um ambiente de convívio escolar e na redução da violência em meio escolar.

- a escola perdeu a sua componente democrática, através da aplicação do novo Regime Jurídico da Gestão e Administração dos Estabelecimentos de Ensino. A escola é cada vez mais gerida de forma estritamente empresarial. No interior, por um director escolhido pelo seu currículo. No exterior, por uma empresa: a Parque Escolar E.P.E e no Ministério pelos interesses das escolas privadas e de agentes empregadores cada vez mais distantes do interesse nacional.

- o estatuto do aluno dos ensinos básico e secundário veio reforçar a linha de culpabilização do estudante por tudo quanto vai mal no interior da escola pública. O estado demite-se das suas responsabilidades, ignora o contexto social e educativo de cada escola e de cada estudante e elabora um código penal para supostamente combater o insucesso e abandono. Mesmo que os números melhorem, manipulados ou não, não é com uma política de autoritarismo e responsabilização do estudante que a educação em Portugal será promovida ao lugar que merece.

- os direitos e a qualidade de vida dos professores e educadores têm sofrido nos últimos anos o maior ataque de todos os tempos. A ministra escolheu debilitar a escola pública, mas sempre soube que ia contar com a resistência de todos os que nela trabalham. Por isso mesmo, são esses o primeiro alvo político do Ministério.

- se mantêm os exames nacionais e a gradualmente crescente elitização do ensino por escolas e por ano de escolaridade. Existem escolas de elite onde o investimento do estado não se faz esperar e escolas provisórias há mais de 28 e 30 anos sem qualquer intervenção por parte do Ministério. Escusado será dizer quem estuda numas e quem estuda nas outras.

- a supressão de cursos tecnológicos para a sua substituição forçada por cursos profissionais, mostrando claramente as intenções de promover uma linha de ensino que funciona apenas como uma preparação para os mercados de trabalho da baixa qualificação e baixos salários, linha essa que corta aos estudantes a perspectiva de prosseguimento de estudos, particularmente para o ensino superior.

- a arrogância e prepotência do Ministério contribuíram sempre para um ambiente de crispação que não beneficiou a escola. A imposição das medidas, sem ouvir ninguém e sem acolher contributos, reagindo mal a toda a crítica, fez chegar às escolas um ambiente de ruptura e esgotamento, sentido principalmente por professores e funcionários e reflectido obviamente na qualidade de ensino e na preparação do estudante.

- a política de atropelo aos direitos dos estudantes agravou-se. Diversas associações de estudantes viram-se limitadas no exercício dos seus direitos.

O que falta fazer agora é muito mais do que aquilo que faltaria em 2005. No entanto, para resumir, três grandes linhas de acção:

i. revogação do actual estatuto da carreira docente e substituição por um estatuto que dignificasse a função docente e reforçasse o processo ensino-aprendizagem; revogação do actual diploma de gestão e de administração das escolas e a sua substituição por uma "lei da gestão democrática das escolas" como a que será discutida na Assembleia da República no dia 25 de Setembro proposta pelo PCP.

ii. um sério investimento na Educação, apostado na melhoria das condições materiais e humanas das escolas.

iii. O cumprimento integral da Lei de Bases do Sistema Educativo e da Constituição da República Portuguesa, leis maiores do nosso edifício legislativo e que encerram as soluções para os principais problemas que hoje se sentem no sistema educativo. É aliás por incumprimento deliberado e persistente do quadro legal que o sistema de ensino se tem degradado com tanta intensidade.

terça-feira, julho 01, 2008

Exames ou o choro desvalido dos comentadores

Exames ou o choro desvalido dos comentadores

No começo da regência do eng. Sócrates, logo na primeira reunião do directório ministerial da educação, Maria de Lurdes Rodrigues mostrou ao que vinha: tomar medidas economicistas para a tutela de acordo com o plano socrático de "mercearia" financeira para o controlo do défice, limitação do poder educacional dos docentes via novo Estatuto da Carreira Docente e restituir a "dignidade" estatística do sucesso escolar dos nossos educandos – para Europa ver – estimulando a quase "passagem administrativa" dos alunos. Tudo isso estava ligado e tinha de ser feito em conjunto. Durante a insigne reunião e nos tempos seguintes, não teve pejo em insultar e caluniar os docentes, as famílias, a comunidade educativa e alguns investigadores em história da educação. Tudo a bem da escola, dizia.

Poucos entenderam aonde tudo isso levava. A não ser os docentes, como excelentes profissionais que são, e alguns poucos investigadores (o poder atemoriza, sempre, tais vates) do ensino e educação em Portugal, poucos mais se podem orgulhar de ter levantado a voz contra o desastre que se avizinhava. Pelo contrário, muitos desses carpinteiros da educação, sempre em tom desconchavado, não só não entenderam criticar as medidas preconizadas como apoiaram a putativa luminosidade disso tudo. O "cantar de amigo" funciona sempre muito bem entre nós.

Com apoio do bloco central dos interesses – veja-se como engorda a privada à custa da destruição do ensino público, note-se quem são estão esses senhores e os amigos que os sustentam –, mais a tumultuosa horda liberal que declamou na ocasião sonetos lurdianos e outras frases de efeito mercantil e de uma mão-cheia de ressabiados da vida e da coisa pública que escrevinham nos jornais ou abancam no ISCTE (caso do anarquista reformado João Freire que veio à praça pública fazer o mise-en-scéne sociológico que nos habituou e outros que tricotam em blogues), a opinião pública e publicada embriagou-se de eduquês. As famílias, com o pai dos pais em notas de aplauso, adocicadas e sensibilizadas pelo espírito da dissertação de todos eles, aplaudiram.

E pouco importava se a subtil estratégia que Maria de Lurdes prosseguia e a gravidade que adquiria a hecatombe colocasse em causa a linha educacional pública do partido socialista. O desaforo volante do trio do ministério da educação foi tal, que alguns dos seus antigos gestores foram ignominiosamente insultados e arrastados para a lama pública, apodados, também, como culpados da péssima (de facto!) prestação do ensino e educação em Portugal.

A
estratégia seguida foi (é) de uma ingenuidade pasmosa. Primeiro avança-se com medidas avulsas, desgarradas (sem visão global) e a existir convulsões há que passar imediatamente para outra medida e assim sucessivamente. Criar factos políticos quando o alarido é exibido na comunicação social é, convenhamos, uma bravata pouco pedagógica mas, desde o que o prof. Marcelo entronizou tais episódios, poucos a não utilizam.

Assim, ao longo da lista de mazelas, chegamos agora ao debate curioso dos exames, da sua manifesta pouco qualidade e exigência, das suas consequências presentes e futuras. O tom, o azedume e a reprimenda da resposta de Lurdes Rodrigues aos castos comentadores e outrora adeptos do lindismo educacional da ministra, não se fizeram esperar. Habituem-se! Até porque, a partir de hoje (quarta-feira) e com a reunião do ministério com os conselhos executivos das escolas, novo facto político será declarado: a figura do director escolar. Suspeita-se que não há tempo mais para debates sobre os exames, que serão esquecidos, como tudo o resto anteriormente. A espuma, o choro e o letrismo dos ex-amigos da senhora ministra, obscenamente, mudará. O país e a educação não. A destruição é já total! E para ficar!


Posted by masson in o almocreve das petas - http://almocrevedaspetas.blogspot.com/

Nova legislação do ensino especial

"A nova legislação do ensino especial entra em vigor a partir de Setembro. O diploma da escola inclusiva pretende a passagem das crianças com necessidades educativas especiais para o ensino regular. (...)" (RV/Marta Velho, Tempos de mudança na escola portuguesa, 27-06-2008)
Estranho artigo mas não tenho tempo para analisar ... remeto a sua comparação para o parecer de Luís de Miranda Correia e não só :-):
Publicada por Moriae em A Sinistra Ministra a 6/27/2008

Igualdade de oportunidades ou resultados estatísticos?

"O sociólogo Manuel Sarmento, da Universidade do Minho, acusou ontem no Porto o actual Governo de abdicar de lutar por "uma política de igualdade de oportunidades na educação". Sarmento que integra a corrente "Opinião Socialista", criada por Manuel Alegre, participava no encontro Nova Esquerda e Educação: que Políticas?, que contou com a participação da deputada socialista Manuela de Melo. O Governo "abdicou da política da igualdade de oportunidades em nome" da melhoria dos resultados, disse Sarmento. "Entre este dois objectivos há uma diferença fundamental: podemos melhorar os resultados considerando, à esquerda, a necessidade prioritária de promover a igualdade de oportunidades ou podemos pensar em melhorar os resultados criando os instrumentos e os dispositivos necessários para que, estatisticamente, de uma forma global, se atinjam os objectivos."
Para o sociólogo, o Governo tem apostado na segunda via, ao importar modelos empresariais "com incidência na organização das escolas e na regulação do sistema educativo, dos alunos e dos professores".

Notícia da Lusa e do Público

segunda-feira, junho 30, 2008

No reino dos Almeidas do Ministério da Educação

(recebido por mail)

É inacreditável aquilo que o EXECUTIVO do Agrupamento de Santa Marinha obriga os professores a fazer. Os professores além de dar as aulas têm de fazer de polícias e vigiar atentamente os docentes das AEC, para depois os acusar. Quem não fizer isto vai ter não satisfaz na sua avaliação.

Não acreditam? vejam o anexo com as perguntas que o Henrique Almeida brinda os professores.

Exmo. Senhor
Professor Titular de Turma

Atendendo a que as AEC visam contribuir para o enriquecimento dos alunos e
para a melhoria dos resultados e que tal só é viável se houver uma efectiva supervisão
das mesmas, venho por este meio solicitar que nos próximos 10 dias faça chegar um
relatório que inclua:

1° Número de reuniões marcadas com docentes das AEC (indicar datas e
horas das mesmas).
2° Número de reuniões realizadas com docentes das AEC ( indicar datas e horas
das mesmas)
3° Contactos com docentes das AEC ( indicar forma de contacto, data em que
ocorreu).
4° Decisões tomadas relativamente à alteração das planificações e data de
rectificação em conselho de docentes.
5° Estratégias definidas para articulação com os docentes das AEC
6° Reuniões com Encarregados de Educação em que estiveram presentes os
docentes das AEC
7° Reuniões com Encarregados de educação em que foram convocados ou
convidados os docentes das AEC.
8° Explicitação da forma de empenhamento que tem assumido no sentido de
contribuir para o sucesso dos alunos e das AEC.
9° Atendendo a que na referida exposição foi considerado existirem docentes das
AEC que não têm a formação adequada, refira indicando o nome do docente:
a) Exemplos de falta de profissionalismos dos docentes.
b) As faltas que cada.docente deu às reuniões para que foi convocado.
c) O incumprimento de decisões tomadas em reunião.
d) Faltas dos docentes às actividades sem que tenham sido substituídos
e) Erros científicos que tenham sido detectados
f) Erros pedagógicos detectados.

Vila Nova de Gaia, 28 de Maio de 2008
O Presidente do Conselho Executivo

Henrique Almeida

quinta-feira, junho 12, 2008

Estado: Finaciamentos do Ensino Privado

Muitas pessoas não sabem que o Estado português financia fortemente o ensino dito privado.
Alguém se quer dar ao trabalho de fazer a soma das transferências efectuadas pelos organismos do Ministério da Educação no 2.º semestre de 2007 para o ensino privado?
Claro que todo este dinheiro é dispendido em prejuízo da escola pública onde todos nós sabemos as enormes dificuldades que as escolas enfrentam no dia a dia!

Governo Sócrates: a mais radical das reformas da UE

[do DN]
Reforma de Sócrates é "a mais radical" da União
Europeia

Carla Aguiar

A reforma das administrações públicas é um traço comum
a muitos países da União Europeia, mas a representante
da Federação Europeia dos Sindicatos da Função Pública
(EPSU), Nadja Salson, não hesita em classificar a que
está em curso em Portugal como "a mais radical". Em
declarações ao DN, aquela dirigente francesa - que
representa 215 sindicatos e 8 milhões de funcionários
- considera que "a simples ideia de colocar à força
milhares de trabalhadores numa lista de excedentários
com salário reduzido, seria impensável na França". E
pergunta: "Será que o resto dos portugueses aceitam
ter milhares de funcionários desemprego técnico e a
receber salário?"

Nadja Salson considera que a intenção do Governo
português só encontra algum paralelo no plano do Reino
Unido, que "pretende reduzir cerca de 50% dos
funcionários estatutários nos próximos cinco anos,
mas, ainda assim, com indemnizações negociadas".

Leitura semelhante faz o secretário nacional da
Confederação dos Sindicatos Cristãos, Jean-Paul Devos,
para quem o que está a acontecer em Portugal
"suscitaria uma revolução na Bélgica". Aquele
dirigente belga, "habituado a uma cultura de
discussão, negociação e compromisso", relata o modo
como foram feitos alguns ajustamentos na administração
pública do seu país. "Também tivemos uma situação de
excesso de pessoal no Estado, mas a solução encontrada
foi a das saídas voluntárias, em que os trabalhadores
ficavam com 90% do salário e mantinham o estatuto."
Sobre a figura dos chamados "supranumerários",
Jean-Paul Devos sublinha que essa possibilidade "está
prevista na lei belga desde 1937, mas nunca foi
aplicada".

O mesmo responsável faz ainda uma análise crítica do
sistema de "salário por mérito", segundo o qual uma
parte do salário tem a ver com o mérito. "Esse sistema
chegou a vigorar, mas em 2003 foi abandonado, porque
se concluiu que a avaliação diz respeito não apenas
aos indivíduos, mas também às organizações, não sendo
justo que apenas estes sejam penalizados por um
resultado de conjunto. Por outro lado, Jean-Paul Devos
sustenta que a análise à experiência da Dinamarca,
onde esse sistema vigora, mostra que "foram diminutos
os casos de salários que evoluíram por mérito". O
simples facto de a avaliação ter uma restrição
orçamental já faz com que não seja objectiva. Para a
EPSU "o principal combate é que se avalie não apenas a
performance económica do Estado , mas também a
social".

Governo Sócrates: a mais radical das reformas da UE

[do DN]
Reforma de Sócrates é "a mais radical" da União
Europeia

Carla Aguiar

A reforma das administrações públicas é um traço comum
a muitos países da União Europeia, mas a representante
da Federação Europeia dos Sindicatos da Função Pública
(EPSU), Nadja Salson, não hesita em classificar a que
está em curso em Portugal como "a mais radical". Em
declarações ao DN, aquela dirigente francesa - que
representa 215 sindicatos e 8 milhões de funcionários
- considera que "a simples ideia de colocar à força
milhares de trabalhadores numa lista de excedentários
com salário reduzido, seria impensável na França". E
pergunta: "Será que o resto dos portugueses aceitam
ter milhares de funcionários desemprego técnico e a
receber salário?"

Nadja Salson considera que a intenção do Governo
português só encontra algum paralelo no plano do Reino
Unido, que "pretende reduzir cerca de 50% dos
funcionários estatutários nos próximos cinco anos,
mas, ainda assim, com indemnizações negociadas".

Leitura semelhante faz o secretário nacional da
Confederação dos Sindicatos Cristãos, Jean-Paul Devos,
para quem o que está a acontecer em Portugal
"suscitaria uma revolução na Bélgica". Aquele
dirigente belga, "habituado a uma cultura de
discussão, negociação e compromisso", relata o modo
como foram feitos alguns ajustamentos na administração
pública do seu país. "Também tivemos uma situação de
excesso de pessoal no Estado, mas a solução encontrada
foi a das saídas voluntárias, em que os trabalhadores
ficavam com 90% do salário e mantinham o estatuto."
Sobre a figura dos chamados "supranumerários",
Jean-Paul Devos sublinha que essa possibilidade "está
prevista na lei belga desde 1937, mas nunca foi
aplicada".

O mesmo responsável faz ainda uma análise crítica do
sistema de "salário por mérito", segundo o qual uma
parte do salário tem a ver com o mérito. "Esse sistema
chegou a vigorar, mas em 2003 foi abandonado, porque
se concluiu que a avaliação diz respeito não apenas
aos indivíduos, mas também às organizações, não sendo
justo que apenas estes sejam penalizados por um
resultado de conjunto. Por outro lado, Jean-Paul Devos
sustenta que a análise à experiência da Dinamarca,
onde esse sistema vigora, mostra que "foram diminutos
os casos de salários que evoluíram por mérito". O
simples facto de a avaliação ter uma restrição
orçamental já faz com que não seja objectiva. Para a
EPSU "o principal combate é que se avalie não apenas a
performance económica do Estado , mas também a
social".

sexta-feira, maio 23, 2008

-Que VERGONHA!

(recebido por mail)


Mais uma deste governo Socialista:


Os deputados socialistas, professores, querem passar de imediato a professores titulares, sem darem aulas e sem serem avaliados e tudo isto com o beneplácio do sr josé pinto de sousa.

Os deputados do PS estão contra nós, mas querem ser titulares sem porem os pés na escola.
Que VERGONHA !

Retirado da Ordem Trabalhos hoje ME / Plataforma:

Ponto 8.
Acesso à categoria de Professor Titular para os Professores em exercício de funções ou actividades de interesse público, designadamente, enquanto Deputados à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, Autarcas, Dirigentes da Administração Pública,
Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais.

Agora é que não percebo nada!

Mas agora já se pode 'atingir o topo'… mesmo estando 'fora' da escola?
Todas as mudanças que o ME quis fazer não foi para acabar com 'isso'?
Não ia ser titular apenas quem provasse, 'no terreno', a sua excelência?

Dizem uma coisa, fazem outra… a toda a hora!

Depois de se terem 'esquecido' dos que antes estiveram nessas funções, no primeiro concurso….: mais um concurso extraordinário?

Ou só conta daqui para a frente, e os «tristes» que ficaram para trás? Tem que ser o tribunal a dar-lhes razão?

O novo 4º escalão será, provavelmente, para os 'Professores-titulares-avaliadores'.
Deste modo, cria um 'estatuto' diferente para quem é avaliador e foge às incompatibilidades de avaliador e avaliado concorrerem às mesmas cotas.

Quantos chegaram a titular por haver uma vaga na escola e não ter mais ninguém a concorrer, no entanto escolas houve em que colegas com quase o dobro dos pontos não acederam a PT porque não havia vaga, e com isto só quero dizer e afirmar da injustiça desta peça, monstruosamente montada e maquiavelicamente posta em prática que é a dos professores titulares.

Esta proposta do PM é inaceitável.

Espero que professores e sindicatos estejam bem conscientes desta proposta que é verdadeiramente ofensiva, para não dizer outra coisa!
Tenhamos dignidade e não nos deixemos vender.

Esta é das respostas mais repugnantes jamais feitas por um governo. Oferecem tachos a sindicalistas, boys e girls das direcções gerais dos vários ministérios, há uma tentativa de oferecer aos professores avaliadores um 'acesso' ao 4º escalão de titular.

Chegamos ao limite da indecência e a resposta só pode ser uma:

revisão do ECD, anulação da divisão da carreira e combate total a esta avaliação.

DEVEMOS OBRIGAR OS SINDICATOS A REJEITAR LIMINARMENTE ESTAS PROPOSTAS!

segunda-feira, abril 21, 2008

POR QUÊ DESISTIR AGORA, GENTE DE POUCA FÉ?

O governo PS leva já mais de três anos de actividade regular, sistemática e concertada contra a Escola Pública de Massas e contra os professores. Contra todos, isto é, contra os seus representantes, que foram excluídos do diálogo, mas também contra os que nas escolas trabalham quotidianamente com os seus alunos, tentando muitas vezes fazer o impossível, que é resolver na escola os desastres humanos que políticos inábeis ou sem escrúpulos causam a toda a sociedade.
Durante três longos anos todos pareciam estar estranhamente anestesiados e sem capacidade de reacção. É verdade que sempre se ouviram algumas vozes mais reflexivas procurando alertar para os disparates que iam sendo cometidos, para as ilegalidades a que o ME recorria para impor a sua vontade e para o abismo a que as políticas educativas estavam a conduzir a escola pública. Mas no interior das escolas fomos sempre mais do que minoritários, uma espécie de extra-terrestres a quem ninguém ligava, ou a quem se ouvia com complacência, mas sem atenção.
Quando o ministério começou a impor condições de trabalho que violavam claramente o estatuto profissional que estava em vigor, como foi o caso dos horários de trabalho, os sindicatos ainda esboçaram uma tentativa de mobilização nas escolas. Mas quantos professores entregaram nas suas escolas os pedidos de pagamento de horas extraordinárias pelas substituições realizadas? Refiro-me aqui à data em que elas foram feitas e não aos milhares de requerimentos entregues já este ano, em consequência das decisões dos tribunais transitadas em julgado. Nessa altura a maior parte dos professores não acreditou ser possível e não quis ouvir, nem os conselhos dos sindicatos, nem as vozes dos extra-terrestres que resistiram.
Foi assim que o ECD acabou por ser aprovado, sem grande mobilização dos professores contra aquela aberração. Os sindicatos de professores foram deixados nas margens mínimas da negociação (sendo encenada uma farsa negocial, sem que as suas propostas chegassem a ser acolhidas) e a contestação encetada não conseguiu promover a unidade sindical e muito menos o empenhamento dos professores nas escolas.
A seguir passou-se o mesmo com o concurso de titulares. Se com o ECD que interessava a todos os professores não houve mobilização, com este concurso, que dizia respeito a apenas uma parte, ainda foi mais difícil organizar a contestação. E mais injustiças se acrescentaram ao rol das anteriores.
Até que chegámos aos meses de Dezembro 07/ Janeiro 08 e de repente caíram em cima da cabeça de todos nós os últimos instrumentos da fúria assassina com que o ME pretendia dar o golpe final à escola pública. Primeiro a proposta do novo regime de gestão, anunciada e apresentada na última semana do 1º período; a seguir e de enxurrada o decreto do Ensino Especial, o novo Estatuto do Aluno e o decreto da “Avaliação”/Classificação profissional.
E aí, finalmente, o povo acordou. Primeiro estremunhado, com dois ou três expondo as suas críticas na blogosfera, com uns quantos fazendo agitação nas suas escolas e com alguns mais a procurarem transformar essa contestação virtual em aproximação real de vontades, de pessoas vivas em encontros e reuniões presenciais.
No curto espaço de quatro meses passou-se de uma situação de anomia da classe e de um poder incontestado e esmagador do ME, para uma situação em que os professores passaram a ser ouvidos e respeitados pela opinião pública e pela opinião publicada. Os movimentos autónomos de professores passaram a ser uma realidade aceite pela comunicação social, mas também pelas organizações sindicais. A mobilização dos professores promoveu e consolidou uma unidade entre dirigentes sindicais impensável durante longos anos e que se consubstancia na firmeza com que a Plataforma Sindical continua a contestar em uníssono as políticas educativas.
Ao mesmo tempo o governo e o ministério sentiram-se obrigados a negociar questões que do seu ponto de vista estavam fechadas. Desde Janeiro que todo o discurso do ME ia no sentido da aplicação integral do DR 2/2008 num conjunto de escolas em que os PCE’s estavam a cumprir à risca as determinações ministeriais. O conselho de escolas tinha substituído os sindicatos na negociação da aplicação das medidas governamentais nas escolas. O CCAP, presidido por uma antiga inspectora geral e constituído maioritariamente por personagens ligadas ao PS (independentemente de terem ou não as quotas em dia), era o único responsável pelo acompanhamento do processo de avaliação, o que garantiria a inexistência de crítcas sérias e coerentes às aberrações de que o modelo do DR 2/2008 está inundado.
Fazendo este curto balanço, confesso ficar perplexo com a forma como alguns professores e os movimentos em que se integram resolveram manifestar-se contra a posição da plataforma sindical. Será que não se deve considerar um ganho o facto de em todas as escolas do país se realizar este ano uma avaliação mínima uniformizada. Ou será que também não é um ganho garantir a continuação de negociações em torno de todas as questões que são inaceitáveis para os professores, a saber: revisão do ECD com retorno à carreira única; revisão do modelo de gestão; revisão do modelo de avaliação; revisão do diploma sobre o ensino especial.
Alguém acha realista , num período em que já se sente o cheiro de eleições no ar, conseguir em algumas semanas que o governo volte atrás nas políticas que constituiram a sua bandeira durante toda a legislatura? Alguém acha que, sem luta e sem um combate feroz, Pinto de Sousa vá mudar de política a meia dúzia de meses das eleições, fazendo um hara-kiri político?
Os meses que se avizinham são fundamentais. A unidade entre todos os professores é uma necessidade premente e se pela primeira vez em três décadas os dirigentes sindicais foram capazes de ultrapassar rivalidades, em prol da unidade e eficácia da luta, é ridiculo que sejam aqueles que mais clamavam pela necessidade de unidade e mobilização que venham agora deitar tudo a perder.
Sendo assim, faz sentido a pergunta: POR QUÊ DESISTIR AGORA, GENTE DE POUCA FÉ?

retirado daqui

PROmova: Desacordo MUITO IMPORTANTE

PROmova - DesacordoReencaminhando.

"(...) as leis e as instituições, não obstante o serem eficazes e bem concebidas[nem sequer é o caso vertente - aparte nosso], devem ser reformadas ou abolidasse forem injustas. Cada pessoa beneficia de uma inviolabilidade que decorre dajustiça, a qual nem sequer em benefício do bem-estar da sociedade como um todopoderá ser eliminada." (Rawls, 1971, p. 27)

Olá colegas,O Movimento PROmova não consegue descodificar no Memorando de Acordo entre o
Ministério da Educação e a Plataforma Sindical a tão propalada "grande vitória
para os professores".
Aliás, basta constatar, nas televisões, as expressões faciais mais distendidas e
aliviadas da Sra. Ministra da Educação e do Sr. Primeiro Ministro. Saíram de um
pesadelo, pela mão de um tipo de sindicalismo pusilânime, que, nos últimos
anos, tem sancionado, por frouxidão ou desistência prematura, os mais
arbitrários e injustos ataques aos professores.
O Movimento PROmova não embarca em hossanas mediáticos a "vitórias" que quase
nada significam no terreno e que deixam o essencial das reivindicações,
perfeitamente, incólume, quando não apunhalado.Senão, vejamos:

1) A Plataforma Sindical exigia a "suspensão" do Modelo de Avaliação e
abdicou da sua principal exigência (que tantas escolas e professores reclamaram
por discordarem deste Modelo de Avaliação), permitindo que a Sra. Ministra da
Educação continue a afirmar que não ocorreu "suspensão" (e tem razão para o
afirmar). E fê-lo a troco de quê? Do emagrecimento do Modelo até Setembro? E,
no próximo ano lectivo, o Modelo já é bom?...

2) Como fica a complexidade burocrática e o gigantismo de dados e
informações a gerir, a subjectividade de parâmetros, a existência de
inobserváveis, a imputação de responsabilidades ao professor por variáveis que
não controla, do risco de confiar a avaliação da prática docente a um único
professor que encontra no desempenho de tais funções (por muito respeito que
lhes seja merecido) fruto de um concurso execrável, a possibilidade real de
surgirem incompatibilidades entre avaliador e avaliado (alguns concorrem para
as mesmas quotas; alguns avaliados podem sentir-se constrangidos, ameaçados ou
chantageados por um avaliador com quem não tenham uma boa relação pessoal ou
profissional - melindre que uma equipa de avaliação, ao invés de uma avaliador
único, permitiria superar)? A tudo isto o Memorando de Acordo diz nada...

3) E que pensarmos da postura da Plataforma Sindical face à lotaria, à
golpada e à aberração mais leviana e mais injusta alguma vez intentada nas
escolas e que dá pelo nome de "Concurso de Acesso a Professor Titular",
dividindo, injustificadamente, os professores? Relativamente a esta manobra
administrativa vergonhosa, a Plataforma Sindical manifesta abertura para mais
divisão e mais ignomínia! Particularmente, do lado da Fenprof, tão crítica no
passado da divisão da carreira, haja pudor e sentido do ridículo!

4) Alguém nos saberá explicar de onde surgiu essa ideia peregrina de se
colocar à discussão mais um escalão no topo da carreira? Nunca nos movemos por
questões reivindicativas de cariz remuneratório mas sim por questões de
fundamentos de princípios e de valores!
Se os professores não são "idiotas" para engolirem a incompetência, a autocracia
e as injustiças inerentes às políticas e aos modelos do Ministério da Educação,
também o não são para se deixarem enredar em cortinas de fumo dos Sindicatos
que tão mal leram o mal-estar dos professores e de forma tão decepcionante nos
representaram.
Em conformidade, propomos que para a Manifestação do dia 14, em Vila Real, e dos
dias seguintes, em outras cidades, bem como para o Dia D, vestíssemos de branco
(simbolizando a ausência de substância do Acordo) e manifestássemos o nosso
descontentamento aos delegados sindicais presentes. Apetecer, apetecer...
apetecia não comparecermos a estes eventos, deixando-os a fruir o champanhe da"traição" sozinhos, mas temos a obrigação de, em coerência com princípios de
seriedade, credibilidade e justiça, não atirarmos a toalha ao chão e
continuarmos a exercer pressão contra os instalados no auto-interesse e na
mediocridade. Os Sindicatos e o Ministério ainda vão ter que nos roer os ossos.
speramos poder contar com o desassossego e com o nível de exigência que tem
caracterizado o combate dos outros movimentos de professores. Estamos convictos
que a nossa mobilização merecia bem melhor que este pseudo-acordo.

Aquele abraço solidário,

PROmova