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sexta-feira, novembro 28, 2008

A Luta dos professores é a Luta de todos nós

a luta dos professores não é a luta dos professores...


é a luta de todos aqueles que teimam enfrentar e contrariar os destinos do fado de um povo condenado a lavar no rio as lágrimas das suas mágoas e a talhar com as próprias mãos as tábuas do seu caixão. e sobretudo, a continuar subserviente aos senhorecos e... analfabeto.


é a luta dos que resistem à mentira escondida sob a capa da mudança e que mais não passa de um artifício bem amanhado para acabar de vez com a escola pública, privá-la dos parcos meios que ainda tem e retirar aos seus profissionais a dignidade e a motivação de trabalhar para qualificar de qualidade os filhos deste desgraçado povo e assim criarem uma escola para ricos e outra para o resto... tudo mitificado na base da arrogância e da prepotência.

perante a ameaça, alguns colegas começam a vacilar, é natural, tem uma carreira para gerir, à qual se dedicam de corpo e alma, quererão ter o futuro limpo de "manchas" mas sobretudo tem família para alimentar. a estes uma palavra de conforto e solidariedade, não vacilem agora, porra! quando se entra numa luta que enfrente poderes estabelecidos há sempre riscos que temos que correr mas não podemos parar perante o significado da cedência: a cerviz dobrada para o resto da vida.

o medo é natural, eu também tenho medo. mas é possível vencê-lo, especialmente quando não estamos sós e a luz da razão ilumina nosso trilho.

se não houvesse sempre alguém que ouse, que resista, que diga não, provavelmente muitos ainda viveriam em cavernas, o salazar ainda estaria sentado na cadeira e o muro de berlim ainda lá estaria horrívelmente segregador em toda a sua imponente estupidez.

não temeis pois.

também teremos que estar atentos ao que os sindicatos estão a cozinhar com o me, são muito imprevisiveis estes sindicalistas.

a luta dos professores é a luta de todos os portugueses ainda sem oportunidades de acesso a uma escolarização de qualidade.

é a luta de todos nós.



jaime crespo

in Fongsoi (aqui)

terça-feira, março 11, 2008

Pela integração nos quadros do pessoal não docente: Acções desenvolvidas e a desenvolver

[retirado do SOL]

Sindicatos exigem integração de pessoal não docente a contrato nos
quadros

Cerca de 250 dirigentes sindicais exigiram hoje à porta do Ministério
da Educação (ME) a integração nos quadros de cinco mil trabalhadores
não docentes a contrato e disseram «não» à transição destes
funcionários para a tutela das autarquias

Os dirigentes e delegados sindicais do pessoal não docente reuniram-se
hoje em Lisboa num encontro nacional, que terminou com uma
manifestação junto ao ME, na Avenida 05 de Outubro, onde gritaram
palavras de ordem como «integração já, despedimentos não»,«a
transformação da gestão no patrão não» e «a luta continua, ministra
para a rua».
«É necessário integrar estes cinco mil trabalhadores, até porque essa
foi uma promessa do Ministério da Educação, e porque estes
trabalhadores são decisivos para o funcionamento das escolas. A
solução é a integração nos quadros», afirmou Ana Avoila, da Frente
Comum dos Sindicatos da Administração Pública.
Segundo a dirigente sindical, existem actualmente cerca de 12 mil
trabalhadores não docentes em condições precárias, como auxiliares de
acção educativa e administrativos, dos quais cinco mil terminam
contrato a 31 de Agosto, sem possibilidade de renovação.
Na resolução aprovada hoje pelos dirigentes sindicais, e entregue ao
gabinete da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, é exigida ainda a
manutenção da gestão do pessoal não docente na esfera das competências
do Ministério da Educação.
Recentemente, o Governo aprovou um novo diploma no qual a gestão do
pessoal não docente até ao 9º ano, cerca de 36 mil trabalhadores,
passa para as autarquias, a partir do próximo ano lectivo.
«A Educação vai sofrer um rude golpe porque as autarquias não foram
vocacionadas para pôr em prática os programas de educação que competem
à administração central, nem têm condições financeiras para o fazer»,
afirmou Ana Avoila.
Por outro lado, a dirigente sindical acusou o Governo de «não cumprir
a transferência de verbas», situação a que as autarquias «já estão
habituadas».
A iniciativa de hoje inseriu-se na semana de luta convocada pela
Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, que prossegue
sábado com uma manifestação de professores, onde são esperados entre
60 e 70 mil docentes.
A luta dos trabalhadores da administração pública culmina no dia 14
com uma greve geral, na qual vão participar os trabalhadores não
docentes.
No entanto, Ana Avoila não exclui a hipótese de ser agendada uma greve
só de pessoal não docente.
Lusa/SOL